Acho que uma das coisas que mais me perguntam é como vc conseguiu ficar 27 horas dentro de um avião? Rs, vamos dizer q quando vc ta la dentro, vc não tem muitas escolhas rs.

Falando serio, o serviço da JAL foi perfeito, desde as aeromoças, a serviço, tudo perfeito, meu unico problema foi na ida que os filmes nao tinham opção de troca de dublagem, resumindo.. Todos filmes dublados e legendados em Japones.

Isso foi meio frustrante, mas lá foi eu viajando assistindo Batman: O cavaleiro das trevas, Chipmunks, Mumia 3, Hancock e dois filmes japoneses legendados em ingles.

Bom, na metade da viagem desceu um telão exibindo Hancock dublado em japones e legendado em portugues.

Agora engraçado mesmo foi o filme japones q eu vi aonde um cozinheiro gordo nao conseguia namorar. Ai ele usa um traje especial com aspirador de pó q ele vira um modelo todo famoso, mas a mina q ele gosta, não gosta dele naquela forma.

O filme é muito engraçado, principalmente na cena q ele vai sair com a modelo mais famosa do japao, e eles vao tomar banho juntos e a fantasia começa a se desmanchar, e seu corpo começa a rasgar o traje .

Descendo em Nova York, foi tranquilo, mas pela demora, não tive tempo de andar nas lojas em NY, assim entrei de novo no avião, rumo a Tokyo.

Não preciso dizer q era a mesma aeronave, portanto os mesmos filmes. A diferença que até agora tinham se passado 8 horas, mais 3 horas no aeroporto de NY, seriam mais 12 horas pra chegar em Tokyo, resumindo, já estava so o bagaço.

Essas 12 horas, eu fui escutando Nerdcast, não sei como conseguir ouvir tantos. A viagem foi meio tempestuosa pq do meu lado tava uma mulher da mesma faixa de idade q eu, mas com dois filhos pequenos. Os tios dela estava na cadeira da frente e resumindo, as aeromoças achavam q as duas pestinhas eram meus filhos. Otimo ne? Eles toda hora apertavam o botao de chamar a aeromoça.

De qualquer maneira, eu consegui desmaiar e acordei umas 3 horas antes de chegar em tokyo. Assistindo uma cena incrivel…. Vi um por do sol no oceano congelado, sendo que uma hora depois o mesmo oceano, estava nascendo o sol de novo. Coisas do fuso horario não é mesmo? Foi lindo ver o sol ir descendo e nao desceu, ele voltou a subir.

Chegando em tokyo, o aeroporto parecia um rpg de Final Fantasy, parecia q eu ia precisar subir de nivel 3 vezes pra sair de lá.

Assim, entreguei a papelada de quarentena, passei no primeiro nivel, abrindo os portoes, depois entreguei meu passaporte e fiz minha indentificação. Ironico aqui, q quando a garota passou meu passaporte num codigo de barras a maquina ficou em portugues me deixando pasmo. A garota era linda, devia ter entre 18 a 20 anos, usando uns trajes vermelhos tipo policial, mas parecia um filme de antigamente. Eu passei, ai foi a vez de pegar as malas e sair.

Fiquei uns 5 minutos pra me situar, já que saindo do avião tudo era diferente. Indo pra direção de voos domesticos, fiz o check in novamente, e encontrando alguns brasileiros q estavam no avião. Quando vc viaja mais de 27 horas junto com as mesmas pessoas, vc fica intimo das pessoas. Resumindo, trocamos msn, marcamos q ia na balada, que eu ia visitar eles e inclusive marcar um churrasco quando eu fosse voltar pro Brasil.

Cheguei no Japao era uma hora da tarde, fazia frio, pra quem sofria de calor e dormia com ventilador ligado, parecia estranho.

Descemos na sala pro vôo, enquanto isso peguei o celular pra ligar pra casa, além de comprar uma coca cola. Meu primeiro choque no Japao, a tampa da coca explode, pq a coca do japão tem bem mais gás que a do Brasil. Abrindo a mala de mão, descubro que minha mae deixou um Bis no fundo da mala. Rs, bateu um pouco de saudade na hora, mas eu ainda não tinha chegado no meu destino. Ofereci bis pro pessoal, pessoal comeu, tomando coca cola e bom, chegou a hora do vôo. Liguei rapido pro Fabio e pro Minoru pra irem me buscar no aeroporto em Nagoya e ai entrei no avião.

O avião da Jal pra Nagoya era bem menor e assim sentei bem espaçoso dessa vez. Foram 50 minutos pra chegar em Nagoya. O aeroporto é numa ilha artificial e sinceramente a sensação é muito estranha, pq o aviao desce no mar. Dá uma aflição vc descer sem ver terra.

Peguei minhas malas e fui no corredor. Engraçado vc ser gaijin na terra dos samurais (que texto cliche), pq as pessoas notam vc demais. Vc não consegue ficar invisivel. Assim eu andava com uma camiseta do jovem nerd, passou um grupo de estudantes do lado, e todos olharam pra minha cara. Assim que abri a porta, vi o Minoru do outro lado. Nossa foi bom ver um rosto conhecido na terra de desconhecidos. Logo em seguida apareceu o Fabio, o FX. Entramos no carro dele, pensando q eu ia pra casa do Minoru, mas estava errado. Iriamos cair na gandaia em Nagoya. Nem o Minoru e nem o Fabio ia me deixar dormir as 18 horas da tarde de sabado.

Continua no próximo post.

About Giuliano Peccilli

Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo e Nintendo World.

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