Japão: A primeira semana x fuso horario infeliz x e a vida é um animê No ratings yet.

Confesso que meus primeiros 5 dias no Japão foram bem mornos. Foram entre aprender no horario corrreto e ficar passeando na cidade do Minoru, a Hekinan, que fica uma meia hora de Nagoya de trem.

Agora, uma parte polêmica da história é a primeira segunda feira no Japão. Eu colocando a cabeça na porta da varanda eu vi uma cena tirada de um animê.

Vi colegiais iguais os de desenhos japoneses, nas mesmas poses e fazendo coisas tipicamente de animes. A cena que eu vi, foi uma colegial atrasada, pedalando a bicicleta rapidamente isso umas 7 e tantas da manhã. Na hora veio a Serena/Usagi de Sailor Moon correndo pra escola com uma torrada na boca e ficando do lado de fora da sala.

Pode parecer besteira, mas até desci na rua pra conferir os estudantes indo na escola. Minha cabeça literalmente explodiu vendo todos correndo pra escola. O cenário, as pessoas correndo, os uniformes, tudo era irreal demais. Foi um tapa do tipo “acorda rapaz, vc ta no Japão” e foi exatamente isso que aconteceu. Não vou esconder que desde pequeno vejo desenho japones e cheguei a fazer coisas como comprar fitas de vhs de um amigo q arranjou das antigas locadoras piratas da liberdade de Sailor Moon Super S e Sailor Moon Stars.

Tenho amigos como Dimitri e Bernardo que tiveram a sorte de viverem o colegial japones. Eu gostaria muito de ter vivido essa chance, mas quando descobri q o Rotary Club enviava alunos pro Japão, eu não era mais colegial. Alias, o proprio Ricardo Cruz, jornalista, cantor do grupo Jam Project, tradutor e grande amigo, também foi a primeira vez no Japão, pelo Rotary Club.

Voltando a cidade, eu andava pela cidade e mirava a camera pra tudo que era lado, mas sempre quando tava vazia. O minoru pos medo em mim que se achassem q eu fosse terrorista, os japoneses iam me colocar no xilindro.

Um nos dias, eu jurei pra mim q ia pedir pra tirar foto com algum estudante indo pro colegio, e o Minoru disse “a hora é agora”. O nervosismo foi tanto que eu consegui esquecer a camera dentro de casa duas vezes, quando cheguei na rua, fiquei com vergonha. Em consequencia a isso, eu tava usando a camiseta do Coringa do filme Batman: O cavaleiro das trevas e uma porrada de garotos viram gritando algo parecido com: “JOKAR! JOKAR!”. Fiquei timido pacas e voltei com a cara da Derrota. Agora deixemos esse papo pra lá.

A primeira vez que fui num restaurante foi comer Kare no Coco House (Não vale rir do nome). Minoru explicou como era pra pedir, o numero da pimenta, quantas gramas de arroz, salada ou uma porçao extra. E bom, queria pedir logo o grau mais alto do Kare, mas Minoru me achou um louco e bom pedi o número 2. Quase morri, e pensei “Porra, se esse é o 2… O 10 é o que?”.

Alias, na mesma semana, fomos no mercado. Comprar papel higienico, frutas, sorvete e melon pan com gotas de chocolate. Descobri que no japao, a caixa é miguelona e te dá apenas uma Sacola, LITERALMENTE IMPOSSIVEL COLOCAR TUDO DENTRO.

No outro dia, fomos no Mc Donalds, provar o MEGA MAC, a versão japonesa especial de BIG MAC, com 4 andares de carne inves dos tradicionais dois andares da versão brasileira. Apanhei pacas pra pedir e o Minoru me ajudou. Descobri que no Japão se pede lanche pelo numero, mas o numero nao vem com batata frita e coca cola (por isso tem q evocar o “SETO” set complet0). Outra coisa que achei engraçado foi a sobremesa, era um sorvete com bolo, muito bom, mas a aparencia parecia um bolo q caiu no chão. Ai veio a surpresa do dia, no Mc donalds como em tudo no Japão, vc tem q separar o lixo, portanto como Minoru falava: ” a gente trabalha pro mc donalds”. Ai tinha um buraco pra colocar o gelo do copo, outro pra tampa e o canudo, por fim papel e papelao da embalagem do lanche.

Muitas noites, eu falava pro Minoru sair comigo de madrugada pra tirar fotos (assim eu aparecia nas fotos) e nao vou negar q devo ter enchido muito o saco do Minoru por causa disso. Nisso se passaram 5 dias, e a verdadeira aventura começaria, com Renato me esperando em Tokyo. Sexta feira, marcamos de nos encontrar em Tokyo, pra isso eu precisava pegar o trem bala de Nagoya pra Tokyo. Pq eu ia pra Tokyo? Primeiro pra conhecer a cidade, mas segundo pra ir no maior evento OTAKU que iria rolar naquele final de semana, justamente a festa de 40 anos da revista SHOUNEN JUMP, A JUMP FESTA. E, sim, eu fui.

Relaxa que as aventuras no Japão ainda nem começaram e por isso esperem o próximo capítulo na J-WAVE.

Comentários

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  • Pedro

    Me lembro bem, q uma vez quando estavamos conversando,você me falava para eu esperar porque você ia ver as colegiais passarem na rua….Eu n consigo imaginar eu vendo elas, ia pedir pra tirar foto na hora…^^Mas sei lá, talvez ia ter vergonha na hora como vc teve.

  • renato

    Cara incrivel sua aventura! Como voce conseguiu realizar esse feito? Voce foi a trabalho ou tem decendencia com os japas?Espero um dia realizar meu sonho de ir a terra do sol nascente…..

  • Pingback: JWave #5: Juba no Japão | JWave()

  • Mariana

    Ah que legal! Nem sabia que nas maquininhas de rua as bebidas vinham escritas a temperatura. Muito chiques esses Japoneses…
    Estou conferindo varios blogs do pessoal que foi para o Japão para criar o meu logo ^^
    Estou indo passar o colegial um ano lá. Me manda um email para trocarmos ideias 🙂

    brito.b.mariana@gmail.com

    Fico aguardando ^.~