sábado, 28 de fevereiro de 2009

Japão: A primeira semana x fuso horario infeliz x e a vida é um animê

Confesso que meus primeiros 5 dias no Japão foram bem mornos. Foram entre aprender no horario corrreto e ficar passeando na cidade do Minoru, a Hekinan, que fica uma meia hora de Nagoya de trem.

Agora, uma parte polêmica da história é a primeira segunda feira no Japão. Eu colocando a cabeça na porta da varanda eu vi uma cena tirada de um animê.

Vi colegiais iguais os de desenhos japoneses, nas mesmas poses e fazendo coisas tipicamente de animes. A cena que eu vi, foi uma colegial atrasada, pedalando a bicicleta rapidamente isso umas 7 e tantas da manhã. Na hora veio a Serena/Usagi de Sailor Moon correndo pra escola com uma torrada na boca e ficando do lado de fora da sala.

Pode parecer besteira, mas até desci na rua pra conferir os estudantes indo na escola. Minha cabeça literalmente explodiu vendo todos correndo pra escola. O cenário, as pessoas correndo, os uniformes, tudo era irreal demais. Foi um tapa do tipo "acorda rapaz, vc ta no Japão" e foi exatamente isso que aconteceu. Não vou esconder que desde pequeno vejo desenho japones e cheguei a fazer coisas como comprar fitas de vhs de um amigo q arranjou das antigas locadoras piratas da liberdade de Sailor Moon Super S e Sailor Moon Stars.

Tenho amigos como Dimitri e Bernardo que tiveram a sorte de viverem o colegial japones. Eu gostaria muito de ter vivido essa chance, mas quando descobri q o Rotary Club enviava alunos pro Japão, eu não era mais colegial. Alias, o proprio Ricardo Cruz, jornalista, cantor do grupo Jam Project, tradutor e grande amigo, também foi a primeira vez no Japão, pelo Rotary Club.

Voltando a cidade, eu andava pela cidade e mirava a camera pra tudo que era lado, mas sempre quando tava vazia. O minoru pos medo em mim que se achassem q eu fosse terrorista, os japoneses iam me colocar no xilindro.

Um nos dias, eu jurei pra mim q ia pedir pra tirar foto com algum estudante indo pro colegio, e o Minoru disse "a hora é agora". O nervosismo foi tanto que eu consegui esquecer a camera dentro de casa duas vezes, quando cheguei na rua, fiquei com vergonha. Em consequencia a isso, eu tava usando a camiseta do Coringa do filme Batman: O cavaleiro das trevas e uma porrada de garotos viram gritando algo parecido com: "JOKAR! JOKAR!". Fiquei timido pacas e voltei com a cara da Derrota. Agora deixemos esse papo pra lá.

A primeira vez que fui num restaurante foi comer Kare no Coco House (Não vale rir do nome). Minoru explicou como era pra pedir, o numero da pimenta, quantas gramas de arroz, salada ou uma porçao extra. E bom, queria pedir logo o grau mais alto do Kare, mas Minoru me achou um louco e bom pedi o número 2. Quase morri, e pensei "Porra, se esse é o 2... O 10 é o que?".

Alias, na mesma semana, fomos no mercado. Comprar papel higienico, frutas, sorvete e melon pan com gotas de chocolate. Descobri que no japao, a caixa é miguelona e te dá apenas uma Sacola, LITERALMENTE IMPOSSIVEL COLOCAR TUDO DENTRO.

No outro dia, fomos no Mc Donalds, provar o MEGA MAC, a versão japonesa especial de BIG MAC, com 4 andares de carne inves dos tradicionais dois andares da versão brasileira. Apanhei pacas pra pedir e o Minoru me ajudou. Descobri que no Japão se pede lanche pelo numero, mas o numero nao vem com batata frita e coca cola (por isso tem q evocar o "SETO" set complet0). Outra coisa que achei engraçado foi a sobremesa, era um sorvete com bolo, muito bom, mas a aparencia parecia um bolo q caiu no chão. Ai veio a surpresa do dia, no Mc donalds como em tudo no Japão, vc tem q separar o lixo, portanto como Minoru falava: " a gente trabalha pro mc donalds". Ai tinha um buraco pra colocar o gelo do copo, outro pra tampa e o canudo, por fim papel e papelao da embalagem do lanche.

Muitas noites, eu falava pro Minoru sair comigo de madrugada pra tirar fotos (assim eu aparecia nas fotos) e nao vou negar q devo ter enchido muito o saco do Minoru por causa disso. Nisso se passaram 5 dias, e a verdadeira aventura começaria, com Renato me esperando em Tokyo. Sexta feira, marcamos de nos encontrar em Tokyo, pra isso eu precisava pegar o trem bala de Nagoya pra Tokyo. Pq eu ia pra Tokyo? Primeiro pra conhecer a cidade, mas segundo pra ir no maior evento OTAKU que iria rolar naquele final de semana, justamente a festa de 40 anos da revista SHOUNEN JUMP, A JUMP FESTA. E, sim, eu fui.

Relaxa que as aventuras no Japão ainda nem começaram e por isso esperem o próximo capítulo na J-WAVE.



































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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Japão: Primeiro dia


Continuando a aventura de conhecer o Japão, tudo começou saindo no aeroporto.

Entrando no carro do Fabio, fui pro lado errado, mesmo sabendo que no Japão se dirige do lado direito. Valeu né? Sei que tava anoitecendo quando cheguei em Nagoya e logo depois, achei estranho ver um GPS em primeira pessoa, estilo conter strike/ turok e etc.

Fomos jogar fliperama, assim me levaram num predio que era da Namco. Quando vi Tatsunoko X Capcom, Tekken 6 e Street Fighter IV, eu pirei. Fazia anos que eu nao jogava fliperama (mentira, alguns meses atrás, eu havia jogado Marvel X Capcom no fliperama e Time Crisis 2 tb). A verdade que eu pirei, pq fazia muito tempo q eu nao sentia aquilo que é pagar pau pra propria maquina de fliperama.

Decidi jogar Street Fighter IV, com cara de Noob, algum japones fdp sentou do outro lado pra me expulsar. Lembrando que estava em Nagoya, e aquele horario começa a se concentrar malandros no fliperama. De qualquer maneira, eu fui escorraçado do fliperama com porradas que me faz sentir vergonha de mim mesmo.
Joguei tatsunoko x capcom, ai FX entrou pra me desafiar, e perdi tb. Alias nesse dia eu perdi em todas as categorias possiveis.




Minoru me chamou pra eu jogar Taiko no tatsujin 12, e lá fomos nós. O filha da mãe colocou no modo Dificil, resumindo.... eu pareci um palhaço no fliperama.

O que quero deixar bem claro, é que nessas minhas primeiras horas no Japao, eu percebia uma coisa, eu sou ruim mesmo em videogame. Mas tem outra coisa, se tivemos no universo de Final Fantasy, eu seria nivel 1 enquanto eles seriam nivel 99.

De lá fomos para um restaurante de sushi, aquele com esteiras, aonde vc pega o prato do sushi q vc quer comer. Foi bem legal, conversamos sobre muitas coisas, mas lembro sobre a procedencia de bolo de chocolate. Falavamos que nunca é bom saber daonde vem a comida, senão nao comeriamos.

Saindo de lá, já era de madrugada e ai fomos pra um karaoke, que era point. Varias garotas prontas pra "balada", mas na verdade tudo era um karaoke. De qualquer maneira, lá fomos nós, e ai reservamos uma sala. Todo mundo sabe q eu apanho de forma homerica em ler letras em japones no aparelho. Meu conhecimento de kanji é uma lastima e hiragana/katakana ler rapido sao uma proeza do ser humano divino. Resumindo... aquele papo de niveis.... NOOB.

Achei legal do karaoke que vc usava um controle com tela pra escolher a musica nele mesmo. Esquece as biblias da joysound, musica vc escolhe direto no controle remoto. Isso eu adorei mesmo.

Sei que pedi sorvete de creme com coca cola e foi uma noite bem legal. FX diz q eu capotei no carro no caminho de volta, bem q é verdade q eu acordei na garagem do predio do Minoru.

Foi um primeiro dia bem bacana e tenho saudades dessa sensação de novidade de quando cheguei no Japão.

As histórias da viagem continuam...

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Um pouco sobre a mudança de comportamento do otaku ocidental e a cultura de massa nipônica

Estava conversando no orkut sobre a revista Neo Tokyo, aonde eu assino as colunas Play, Live Action e Curiosidades.

Bom, a conversa era sobre a mudança do foco da revista, deixando para segundo plano o animê e mangá e focando mais no dorama e jmusic.

Bom, achei que respondi meio exagerado, mas quero aproveitar e usar o mesmo pensamento aqui no blog. Logicamente que tenho alguns amigos, como FX, que mora no Japão que vai discordar comigo, sobre o quesito pirataria, mas tudo bem.

Vamos ao o que eu escrevi lá:

"A revista mudou seu foco, pq o público mudou o foco. O público abraçou a jmusic, como doramas, como categorias complementares ao animê e mangá e por isso se é pra se falar mais desses gêneros, que venham.

Logico que a edição atual talvez seja uma coicidencia de materias de jmusic, já que escrevi a materia de Naruto de trilha sonora e a da banda D. Além disso a radio animix colaborou na revista com a materia do Toshi. Isso foi uma coicidencia de assuntos abordados tornando a edição focada em jmusic.

Sobre doramas, assinei a Dragon Zakura dessa edição e assinei a de tokusatu, Zyuranger. Acho que dorama conquistou seu espaço e lhe garanto, esse ano será o ano do Tokusatsu na Neo Tokyo. Muitas matérias já foram entregues por minha pessoa, pra o editor da revista.

Sobre o subtitulo da revista, sim, ela foi a revista que se dedicava animê e mangá, sendo que hoje está mudando o foco.

Do mesmo jeito que a revista mudou colocando Naruto na capa, pq o leitor compra se tem o Naruto na capa, hj a jmusic com tantos shows pelo Brasil, ganhou seu público fiel e tb presente na revista.

Logicamente é uma interpretação pessoal, como colaborador da NT, e não a resposta oficial da Escala/revista/editor e assim por diante.

O que percebo q a revista tirou seus reviews de anime e manga, optando por matérias grandes. Não sei se isso é bom ou ruim, mas sinceramente gosto de ler materias mais detalhadas sobre xis assunto.

Ai que eu te falo, a maioria dos doramas sao baseados em mangas, portanto continuam na mesma categoria. A maioria dos doramas que foram falados na revista sao baseados em shoujos, ou fazem referencia a cultura otaku, como Densha Otoku.

Fomos a primeira revista a abrir espaço para os doramas, começamos com Trick e Densha Otoku na edição 13, sendo que em sua grande maioria, todos os doramas que abordamos, como Hana Yori Dango, Hanakimi e Dragon Zakura (dessa edição inclusive) foram inspirados em seus respectivos mangas.

Recentemente fui convidado a dar uma palestra em São Paulo para um público diferente do nosso já que foi pro Rotary de São Paulo. A palestra foi por causa da minha viagem ao Japão e um exemplo q eu utilizei na mesma foi o seguinte. Imaginem o Wikipedia, em seguida, imaginem que os jovens que cresceram com Cavaleiros do Zodiaco e Dragon Ball, hj tem acesso a desenhos, com diferenças de menos de 24 horas em exibição no Japão graças a internet. Agora, imaginem que esse mesmo jovem, pesquisa sobre o cantor e descobre que ele tb atua como ator em novelas (doramas), e assim por diante. Hj o perfil do publico fã de anime e manga mudou graças a internet.

Como publicitario, falo que somos o publico secundário, terciario, de música japonesa e doramas. Somos o mesmo publico que numa comparação, lê a revista Caras no cabelereiro. Não somos o comprador da revista, mas mesmo assim temos acesso a seus anuncios. Graças a internet, somos um publico que originalmente nao eramos os target dos japoneses, mas até eles sabem que somos usuarios e que com isso o mercado dele foi afetado, ou melhor expandido. Cases como Naruto estão ai pra provar que a internet foi o grande empurrão da série e não estrategias de marketing em torno da mesma.

Talvez por isso, sites como legendas.tv briguem com APCM sobre o que é pirataria e liberdade de expressão. No momento que se tomam medidas de fechar sites de legendas e fansubs por ai, fecham nossos olhos e nossas bocas pra a liberdade em acesso de conteudo digital.
Nao defendo a pirataria pq ela está errada, mas graças a fansubs, muitas séries se popularizaram entre os otakus antes mesmo delas serem adquiridas no Brasil. Um exemplo claro que Evangelion foi o primeiro case assim, o fansub BAC na epoca, especulavam q tinha vendido mais de 3000 copias da série, isso há quase dez anos atrás. Na mesma epoca, a serie foi comprada pela emissora Locomotion, fazendo um grande sucesso por aqui.
Então o perfil do jovem hj é pesquisar, descobrir e ter acesso a um mundo totalmente desconhecido pelos empresarios brasileiros.
Na palestra, o amigo Renato Siqueira, comentou que se de repente a china tivesse virado moda na televisao dos anos 90 pra cá, hj estariamos pesquisando sobre ela. Quem sabe pesquisando novelas da Finlandia. O que interessa que o Japao e em consequencia a Coreia do Sul estão trazendo uma cultura de massa que agrada novas parcelas de publico ocidental e a Neo Tokyo e é uma das poucas publicações que serve de ponte a essa cultura de massa "considerada" exótica por muita gente, mas que realmente criou seu nicho de mercado por aqui.
A resposta ficou grande, mas hj nao existe mais um foco, pq os leques de oportunidades em serem abordados se tornaram imensos. E é por isso que hj uma publicação estilo neo tokyo existe falando de series totalmente diferentes e ineditas por aqui, diferente de uma publicação estilo revista Heroi que realmente abordava só o que existia no Brasil. Nós consumidores mudamos e a forma de se escrever e abordar teve que ser mudada. "

Acho que exagerei no papo cabeça no orkut... Espero nao parecer Cigano Igor. Fui.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Materia da Comiket sobre otaku brasileiros e o WCS

Ola,
Esse video para quem sabe japones, mostra os japoneses analisando a cultura otaku no Brasil. Filmando lojas da liberdade, perguntando o que vende mais por aqui, entrevistando pessoas que fazem cosplay, além de entrevistar os vencedores do WCS.
Mesmo que você não saiba japones, dá pra entender o que se passa. Principalmente quando eles estão andando na liberdade e perguntam sobre as pessoas serem otakus.
Prestem atenção que o Arnaldo Oka, que cuida da tradução dos mangas da JBC está como tradutor nesse video.
Tem uma entrevista com os vencedores do WCS, Mauricio e Monica, além de depois um tour pela JBC.
Tem tb um tour pela Animanga e depois tem uma famosa cena nesse video.
O video é uma dica do Renato Siqueira.

http://www.youtube.com/watch?v=0FbpBjIi_Nk parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=kJvahYz9tmQ parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=jcaJEYIdKw4 parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=_i9AgQz0oXI parte 4

abraços

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Japão: No avião...

Acho que uma das coisas que mais me perguntam é como vc conseguiu ficar 27 horas dentro de um avião? Rs, vamos dizer q quando vc ta la dentro, vc não tem muitas escolhas rs.

Falando serio, o serviço da JAL foi perfeito, desde as aeromoças, a serviço, tudo perfeito, meu unico problema foi na ida que os filmes nao tinham opção de troca de dublagem, resumindo.. Todos filmes dublados e legendados em Japones.

Isso foi meio frustrante, mas lá foi eu viajando assistindo Batman: O cavaleiro das trevas, Chipmunks, Mumia 3, Hancock e dois filmes japoneses legendados em ingles.

Bom, na metade da viagem desceu um telão exibindo Hancock dublado em japones e legendado em portugues.

Agora engraçado mesmo foi o filme japones q eu vi aonde um cozinheiro gordo nao conseguia namorar. Ai ele usa um traje especial com aspirador de pó q ele vira um modelo todo famoso, mas a mina q ele gosta, não gosta dele naquela forma.

O filme é muito engraçado, principalmente na cena q ele vai sair com a modelo mais famosa do japao, e eles vao tomar banho juntos e a fantasia começa a se desmanchar, e seu corpo começa a rasgar o traje .

Descendo em Nova York, foi tranquilo, mas pela demora, não tive tempo de andar nas lojas em NY, assim entrei de novo no avião, rumo a Tokyo.

Não preciso dizer q era a mesma aeronave, portanto os mesmos filmes. A diferença que até agora tinham se passado 8 horas, mais 3 horas no aeroporto de NY, seriam mais 12 horas pra chegar em Tokyo, resumindo, já estava so o bagaço.

Essas 12 horas, eu fui escutando Nerdcast, não sei como conseguir ouvir tantos. A viagem foi meio tempestuosa pq do meu lado tava uma mulher da mesma faixa de idade q eu, mas com dois filhos pequenos. Os tios dela estava na cadeira da frente e resumindo, as aeromoças achavam q as duas pestinhas eram meus filhos. Otimo ne? Eles toda hora apertavam o botao de chamar a aeromoça.

De qualquer maneira, eu consegui desmaiar e acordei umas 3 horas antes de chegar em tokyo. Assistindo uma cena incrivel.... Vi um por do sol no oceano congelado, sendo que uma hora depois o mesmo oceano, estava nascendo o sol de novo. Coisas do fuso horario não é mesmo? Foi lindo ver o sol ir descendo e nao desceu, ele voltou a subir.

Chegando em tokyo, o aeroporto parecia um rpg de Final Fantasy, parecia q eu ia precisar subir de nivel 3 vezes pra sair de lá.

Assim, entreguei a papelada de quarentena, passei no primeiro nivel, abrindo os portoes, depois entreguei meu passaporte e fiz minha indentificação. Ironico aqui, q quando a garota passou meu passaporte num codigo de barras a maquina ficou em portugues me deixando pasmo. A garota era linda, devia ter entre 18 a 20 anos, usando uns trajes vermelhos tipo policial, mas parecia um filme de antigamente. Eu passei, ai foi a vez de pegar as malas e sair.

Fiquei uns 5 minutos pra me situar, já que saindo do avião tudo era diferente. Indo pra direção de voos domesticos, fiz o check in novamente, e encontrando alguns brasileiros q estavam no avião. Quando vc viaja mais de 27 horas junto com as mesmas pessoas, vc fica intimo das pessoas. Resumindo, trocamos msn, marcamos q ia na balada, que eu ia visitar eles e inclusive marcar um churrasco quando eu fosse voltar pro Brasil.

Cheguei no Japao era uma hora da tarde, fazia frio, pra quem sofria de calor e dormia com ventilador ligado, parecia estranho.

Descemos na sala pro vôo, enquanto isso peguei o celular pra ligar pra casa, além de comprar uma coca cola. Meu primeiro choque no Japao, a tampa da coca explode, pq a coca do japão tem bem mais gás que a do Brasil. Abrindo a mala de mão, descubro que minha mae deixou um Bis no fundo da mala. Rs, bateu um pouco de saudade na hora, mas eu ainda não tinha chegado no meu destino. Ofereci bis pro pessoal, pessoal comeu, tomando coca cola e bom, chegou a hora do vôo. Liguei rapido pro Fabio e pro Minoru pra irem me buscar no aeroporto em Nagoya e ai entrei no avião.

O avião da Jal pra Nagoya era bem menor e assim sentei bem espaçoso dessa vez. Foram 50 minutos pra chegar em Nagoya. O aeroporto é numa ilha artificial e sinceramente a sensação é muito estranha, pq o aviao desce no mar. Dá uma aflição vc descer sem ver terra.

Peguei minhas malas e fui no corredor. Engraçado vc ser gaijin na terra dos samurais (que texto cliche), pq as pessoas notam vc demais. Vc não consegue ficar invisivel. Assim eu andava com uma camiseta do jovem nerd, passou um grupo de estudantes do lado, e todos olharam pra minha cara. Assim que abri a porta, vi o Minoru do outro lado. Nossa foi bom ver um rosto conhecido na terra de desconhecidos. Logo em seguida apareceu o Fabio, o FX. Entramos no carro dele, pensando q eu ia pra casa do Minoru, mas estava errado. Iriamos cair na gandaia em Nagoya. Nem o Minoru e nem o Fabio ia me deixar dormir as 18 horas da tarde de sabado.

Continua no próximo post.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Japão: A viagem

Opa,

Eu sumi por dois meses e coloquei o Blue pra postar aqui. Peço desculpas, mas a viagem ao outro lado do mundo, me fez desligar de muitas coisas q eu tava cuidando no Brasil.

Falando sobre o Japão, eu fiquei em torno de 50 dias por lá. Com certeza, eu vivi coisas que nunca pensei q iria viver um dia. Vi principalmente muitas cenas q eu achava q tava num anime, por causa das ruas, dos uniformes e de como o Japão é.

Uma coisa que eu quero deixar claro, o Japão é um país que parece inacessivel. Realmente, quando comecei a ir atrás das coisas sobre essa viagem, eu olhava e pensava muitas vezes algo do tipo: "Será q eu vou mesmo?" ou coisas do tipo o: "O Japão existe?". Agora, mesmo na última semana, com passagem na mão, malas feitas, eu nao acreditava. Foram anos sonhando pisar no Japão, de repente o sonho se torna realidade.

Logicamente adianto uma coisa, foi muito mais complicado renovar o passaporte, do que tirar o visto no consulado. Logico, uma das exigencias pra vc ir a turismo, é comprovar sua renda, além de levar um roteiro de viagem, com endereço do hotel ou amigo que vc vai ficar durante a viagem.

No dia q eu embarquei, olha como sou azarado. A cada 8 pessoas, a mala é vistoriada.... Sim, vistoriaram a minha mala pra eu fazer check in na companhia.

Depois de tudo resolvido, eu me despedi dos meus pais, comendo sushi no aeroporto. rs.

De quinta feira, se passaram 2 dias, 1 de verdade e mais 12 de fuso horario, assim cheguei no Japao no sabado a tarde. Chegando lá me deparei com tudo diferente... Vc vao entender pq... mas não agora.

Conto o resto no proximo post....

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