segunda-feira, 11 de maio de 2009

Japão: Nagasaki - Parte 1


Uma belíssima cidade na região de Kyushu, fomos pra Nagasaki, depois de um dia em Beppu. Chegamos à noite, andando por essa belíssima cidade que a noite, parece uma cidade praiana.
Logicamente que Nagasaki é conhecida, graças ao trágico ataque na 2º guerra mundial. Só que esse não é o único motivo por qual devemos conhecer a cidade, já que mesmo trazendo vestígios da guerra, Nagasaki tem muito mais a oferecer em termos de história do que possamos imaginar.
Por exemplo, na época Oda Nobunaga, vieram os primeiros jesuítas portugueses, que vieram catequizar a população, o que gerou a morte dos mesmos, conhecido como a crucificação dos mesmos.

A história de Nagasaki começa 607 onde com a proximidade com a China e a Coréia do Norte, era usado como porta dianteira da diplomacia japonesa. Assim, os japoneses iam do Japão para China, pela cidade. Nagasaki, além disso, desempenhava o papel de comércio para exportação com os dois países.
Em 1550, chegava ao porto Hirado, o primeiro navio estrangeiro em Nagasaki, de Portugal. A chegada dos portugueses, além de estreitar uma relação comercial, veio também com uma nova ordem religiosa, o cristianismo, pregado por jesuítas que se concentraram pela região. Essa chegada dos portugueses veio com a colonização e a fundação da cidade de Nagasaki por eles, isso 50 anos depois da descoberta do Brasil.
A negociação comercial com Portugal, China e outros países, começaram em 1571. Essa relação comercial só aumentou a quantidade dos países ocidentais que mantiveram essa relação com o Japão. O governo japonês, pouco tempo depois, decidiu fechar as portas de todos os portos pra navios ultramarinos, mantendo apenas o porto de Nagasaki aberto para o resto do mundo.
Em 1637, os portugueses como outros povos, foram expulsos de Nagasaki, depois de uma mobilização interna. Esse processo de expulsão foi algo que se extendeu pelo século XVII.
Nagasaki é uma cidade que até hoje tem vestígios de outros povos, em diversos pontos na cidade. É uma cidade que deve ser visitada, não só pelo fator histórico, mas pelas características exóticas e únicas que a cidade tem.
Um dos pratos que sobrou a culinária portuguesa se chama Castella, que para nós brasileiros seria algo próximo de um pão de ló.

Nagasaki – Uma cidade muito além da bomba atômica

Quando chegamos a Nagasaki a noite, vimos um barco holandês no porto de Nagasaki que é do lado da estação cental de Nagasaki. Diferente das estações do Brasil, a maioria das estações do Japão, são enormes shopping e aqui não é diferente. Tinha parque de diversos da Sega, uma rede de cinemas, e mais de 3 andares de lojas. Verdade seja dita, a estação de Nagasaki é uma das mais belas que eu já vi, sendo um verdadeiro cartão postal da cidade.


Uma coisa importante comentada que quanto mais longe de Tokyo/Osaka/Kyoto nós formos, mais os preços das coisas ficaram mais baratos. Assim, ficamos num hotel muito bom, por 7.000 ienes, saindo 3.500 por pessoa. Aconteceu um fato engraçado, que Renato gostava de pesquisar preço de hotel, e eu acabava ficando na rua, às vezes porque não queria pesquisar, depois porque queria tirar fotos, ai ele se confundiu em japonês e pediu cama de casal nesse hotel, o que fez os funcionários darem um sorriso discreto que não entendemos até abrir a porta do quarto. Corremos pra explicar que queríamos camas de solteiro, mesmo assim hoje soa engraçado lembrar isso.








Como a madrugada é uma criança, ficamos andando por Nagasaki, pra conhecer a cidade. Fomos jantar um restaurante que descobrimos quanto entramos que era formato “Family Smart”, onde o Renato pediu um prato “a brasileira”, que veio frango e salsicha. Uma das coisas que eu gosto desses restaurantes é bebida a vontade de qualquer tipo, numa mesa que você se serve, e como eu adoro Fanta Melon, nossa foi ótimo. Eu pedi carne, pq já estava em abstinencia em comer carne, então vinha um bife mais um hamburguer pra compensar a escassez de carne no Japão. Um prato gostoso, mas que seria bem irônico no Brasil.

Fomos ao prédio que tinha um parque da Sega, e uma enorme roda gigante do lado de fora do prédio, depois descobrimos que o segundo prédio assim no Japão, o primeiro fica em Nagoya.

Como tiramos muitas fotos nessa madrugada principalmente no parque da Sega, contaremos essa história mais tarde.

Continua...




Pontos turísticos que visitamos em Nagasaki

Vai ser uma série de dados de informações sobre os lugares que fomos em Nagasaki, recontando a história da cidade. Pra quem queria saber mais sobre a primeira cidade que visitamos da bomba atômica, esperem que vamos mostrar pra vocês.

Pontos turísticos:

Nagasaki National Peace Memorial Hall for the Atomic Bomb Victims

Nagasaki Atomic Bomb Museum
Urakami Cathedral
Nagasaki Peace Park
Twenty-Six Martyrs Museum and Monument
Megane Bridge

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Japão: Beppu - parte 2



Voltando sobre a cidade de Beppu, vamos contar alguns dados interessantes. A cidade tem como ponto turístico um Museu erótico, chamado Beppu Hihokan, sendo que a região desde a época dos samurais tinha serviços desse porte, sendo reconhecidos reunidos nesse museu desde os anos 80.

Andando pela cidade, ainda existem traços dessa época, pela quantidade de Sunako existentes pela cidade. Sunako é o termo em japonês vem do inglês Snack de lanche. É do tipo de lugar que alimenta o ego e às vezes carência masculina, com mulheres os tratando como reis. O lugar ainda presta mais serviço que isso, mas apenas a clientes assíduos a esse tipo de estabelecimento.
Irônico a cidade ter uma fama desta, ao mesmo tempo que é conhecida por ser a maior cidade de onsens no Japão.





Um dos símbolos da cidade é conhecido como Shiny Uncle, uma estátua que se encontra na frente da estação de Beppu. Essa estátua representa um grande homem de Beppu que sempre lutou pra divulgação de sua cidade, como também sempre defendeu a cordialidade aos estrangeiros. O nome dele era Kumahashi Aburaya e era o “shiny uncle” das crianças, sendo lembrado até hoje como o grande representante da cidade.

























Turismo na cidade

Voltando a história, eu junto do Renato Siqueira havíamos ido ao Hyotan, um dos onsens mais populares da cidade. Assim para chegar ao Onsen, pegamos um ônibus e passamos uma belíssima praia.
Chegamos próximos e ficamos subindo uma enorme ladeira, que inicialmente nos perdemos pelo mapa que a estação de Beppu nos deu. Encontramos o cachorro akita e depois logo encontramos o Onsen.
Na entrada, tinha um lugar pra sentar e lavar os pés, depois dessa caminhada, ficamos por lá um tempo.

Aí entramos, conversamos com a recepcionista que explicou como funcionava o Onsen. Tínhamos que comprar tudo numa máquina estilo coca cola, assim alugamos toalha, uma toalha pequena meio elástica pra cabeça, xampu, e pegamos um chinelo de madeira, quando entramos no Onsen propriamente dito.
O lugar era separado em 4 portas, duas pra homens e duas pra mulheres, sendo duas pra o banho, outras duas pra banho de areia.


Fomos direto pro banho, então chegamos numa porção de armários, dali pra frente, andar no Onsen, só como “Adão e Eva”, portanto pelados.

Descemos uma escadaria, e fomos direto pra uma serie de chuveiros, banquinhos e xampus, pra você se lavar direito antes de entrar nas piscinas quentes lá dentro. Assim sentamos nos banquinhos e tomamos banho nesse chuveirinho que você segurava, junto com bastante sabão, dali você estava pronto pra usar as dependências do Onsen.

Paramos em diversas piscinas soltando vapor, era muito quente lá dentro. Como era cedo, ainda estava vazio, assim fomos experimentando piscina por piscina, que tinha temperaturas diferentes.











Fomos pro lado externo, que é muito parecido com os cenários do mangá Love Hina, com pedras dentro de uma piscina. Tinha outro ocidental deitado num banco perto dessa piscina (Renato solta que tem um “olho” olhando pra gente nessa hora). Depois tinha uma série de cachoeiras, numa sala, aonde vimos um japonês com toalha tampando o rosto e com o corpo levantado, com a água da cachoeira, batendo na coluna dele (coisa que o Renato brincou que o cara tava tomando banho na lomba).

Caminhamos depois até as saunas, experimentando as saunas seca e tradicional. Nessa hora, o Onsen começou a encher, porque era começo da tarde. Depois experimentamos pela ultima vez, os banhos, e fomos nos vestir pra experimentar o resto das dependências do Onsen.
Fomos pra praça aonde tinhas quatro portas de banhos, que citamos quando entramos no Onsen.






Lá tinha mais uma parte andando que fomos parar num altar budista, além de uma série de maquinas de refrigerante, leite e cerveja. Renato comprou leite misturado com fruta, na máquina, enquanto eu comprei Pepsi Nex. Tinha um bar e um restaurante por lá, assim, eu pedi batata no vapor e um frango frito, que estavam muito bom. Vale nota, que o empregado desse lugar, falava muito estranho, parecia que tinha uma batata na boca, não sabíamos se era o sotaque dele de japonês ou se era algum problema. Outra coisa que encontramos, foi os ovos no vapor, que tinha várias caixas que usavam o vapor da água, assim você podia comprar os ovos que ficavam em algumas caixas pelo lugar.



Depois disso, pegamos ônibus e fizemos uma última andança pela cidade. De lá, ficamos até o fim da tarde, que pegamos o trem e fomos pra Nagasaki. Com certeza, quero voltar um dia pra Beppu, porque nunca tive um banho que foi tão reconfortante e que zerasse qualquer cansaço. Talvez por isso os japoneses sejam um dos países aonde se vive cada vez mais.


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