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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Homenagem ao Michael Jackson - Smap com Michael Jackson

Bom, ontem vendo pela internet e pela televisão, fiquei surpreso e magoado com a morte do Michael Jackson.

Não vou escrever o que tantos sites já fizeram, com a morte dele, sei que um cantor da minha infância morreu e com ele, um estilo de música se foi para sempre. Os anos 80 e a adolescencia de muita gente, acabou ontem com a morte desse cantor.

Minha forma de homenagear ele é mostrar um pouco da grande entrevista do grupo Smap com Michael Jackson. Todos sabemos a fama absurda que o rei do pop tem no Japão e mesmo idolos como Smap, não disfarçam a grande admiração por ele.

Espero que gostem da minha homenagem ao cantor.

Parte 1



Parte 2



Parte 3

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Japão: Próxima parada, Hiroshima!


Brincando de próximo capítulo, essa postagem vai mostrar algumas coisas que estão por vir na próxima parada.

Eu sei que Nagasaki ficou longo demais, mas foi um mal necessário, já que tudo que fomos, tem uma certa história, por isso, espero que gostem da próxima parada.

Acabamos ficando 2 dias em Hiroshima por causa que perdi o passaporte, e tivemos que fazer bolhetim de ocorrência, como também ligar pra todos os lugares que nós estivemos. Por fim, a polícia ligou no celular do Renato, avisando que o passaporte estava em Beppu e aí tudo resolvido. Eu devo retomar a história do passaporte mais pra frente, com mais detalhes de como foi isso e principalmente explicar pra polícia isso.

Nas fotos, estou tomando o suco COO, que você imagina como se fala. Escrito em hiragana くo suco gera a famosa piada: “Se você vai tomar COO?”. A bebida é produzida pela Coca Cola, sendo vendida em tudo que é lugar. A primeira vez que ouvi isso foi no Mc Donalds de Hekinan quando eu e o Minoru fomos e ele fez essa piada comigo.

Encontramos uma amiga do Renato que estudou português no Brasil, saímos pra jantar, sendo uma noite de muita risada.

Também tem as duas universitárias que pararam a gente logo no dia seguinte, quando estamos andando por Hiroshima, nos fazendo uma pesquisa sobre o que achamos da cidade.

Resumindo, Hiroshima é uma cidade interessante, belíssima, cheia de mulheres, e com muita coisa pra contar. Espero que goste das próximas postagens por aqui sobre essa cidade.




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Japão: Nagasaki Catedral Urakami



A história da catedral se mistura com o fim da proibição da religião católica no Japão. Construída em 1895, após 4 séculos de proibição, a história de Urakami começa em 1865 quando o Dom Jean Petit descobriu que todos os aldeões eram cristãos.

Nessa época, o cristianismo era proibido ainda por lá, assim entre 1869 a 1873, 3.600 aldeões foram condenados e banidos da região. Desses 3.600 aldeões, morreram 650 aldeões mártires.

Esses cristãos se denominavam os Kakure Kirishitan que pregavam o cristianismo em segredo. E ai que está à parte interessante do Urakami, já que os Kakure Kirishitan não só manteve vivo a religião, como também as adaptou pra funcionar numa cultura tão diferente como a do Japão



Uma religião católica diferente do resto do mundo.

Chegando junto de povos que utilizavam do porto de Nagasaki, a religião veio e se construiu de forma oral. A bíblia foi passada totalmente de forma oral, como as orações que chegavam ao Japão eram passadas em Espanhol, Português e Latim.

Assim, a religião foi adaptada para padrões orientais, aonde as orações se tornaram mais próximas de orações budistas e os santos também representavam e tinham elementos próximos da religião budista, funcionando no Japão.

Os Kakure Kirishitan acabaram quando a religião foi legalizada pelo governo japonês, sendo que viveram na região das ilhas Ikitsuki, Goto e na prefeitura de Nagasaki.
A construção da Catedral Urakami

Iniciada pelo padre Francine com uma arquitetura românica a catedral só foi concluída em 1914, se tornando a maior igreja da Ásia. A obra foi concluída pelo padre Regali,a catedral foi uma das mais belíssimas obras da cidade.




A segunda guerra

Em 9 de agosto de 1945, Nagasaki mudou para sempre com a bomba nuclear. A catedral estava próxima (500 metros) do Hipocentro e foi totalmente destruída.

O governo de Nagasaki decidiu inicialmente que a igreja destruída, se tornaria um patrimônio histórico, porém os cristãos da cidade se manifestaram contra, pedindo a construção exata de como Urakami era. Assim a obra só foi concluída em 1980, aonde a arquitetura se tornou mais próxima do estilo francês e a catedral Urakami retornou ao que era.


Em volta da catedral, ainda podemos encontrar pedaços da catedral original, numa homenagem a construção original, sendo que também outros fragmentos, como santos, foram levados para o Hipocentro e o Museu da bomba atômica.



Conclusão



A catedral é belíssima e vale a pena a visita, sendo que principalmente que além da religião, estudar como a mesma chegou no Japão. Vale cada minuto, ver aquela construção tão belíssima estar a sua frente.

Logicamente, a catedral é apenas mais um detalhe da história rica de Nagasaki que não acaba aqui. Fico feliz que tenha de alguma forma contado a história da cidade, como também espero que tenha atiçado a curiosidade de quem sempre sentiu vontade de conhecer sobre a própria e o Japão em si. É importante principalmente, aprender e ir além das histórias que aprendemos com a segunda guerra, e mesmo sendo uma cidade lembrada por isso, nem de longe ela é uma cidade depressiva ou coisa semelhante. É com certeza uma cidade bem interessante para se morar.

Assim se encerra as aventuras em Nagasaki e indo para o próximo ponto, Hiroshima, aonde vamos contar alguns lugares que fomos, entre outros detalhes curiosos como a perda de um passaporte.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Japão: Nagasaki Museu da Bomba Atômica



Sendo certamente um lugar de visita, para turistas a primeira vez em Nagasaki, o Museu da Bomba Atômica responde muitas dúvidas, sobre o resultado de uma guerra que mudou para sempre a história do Japão.

Certamente, não é fácil, visitar um local que reproduz nos mínimos detalhes, as características do dia do ataque. A sensação de incômodo é pertinente e irá apenas se tornar mais aguda, em cada passo para dentro do Museu.



Todos os sentidos serão de alguma forma abalados pelo museu. O primeiro certamente é a audição, quando entrando num ambiente escuro, ouvimos som de aviões da Segunda Guerra combinados com a de um relógio. A peça principal e de entrada ao museu é o relógio deformado pelo calor da bomba. Tudo isso, antes de se entrar num enorme corredor, aonde tem pedaços da cidade que foram reproduzidos exatamente, como ficaram após a bomba. Portanto, vultos de corpos desintegrados, escadas de metal retorcido, fachada da igreja original de Urakami totalmente destruída, entre outras partes da cidade em estado lastimável. Vale lembrar que o som do avião se torna mais forte, enquanto diferente de museus tradicionais, o ambiente é escuro e com cenários que reproduzem o caos.

Próximo passo é conhecer a história das pessoas que morreram naquele dia. Sem demagogia e praticamente enfiando o dedo na ferida, somos apresentados a murais imensos com fotos de deformações, fotos da cidade antes e durante o ataque, como também fotos de feridos e mortos espalhados pela cidade. Nesse ambiente, temos muitas peças como bentos (marmita), capacete, brinquedos, entre outros itens pessoais, de pessoas que não conseguiram sobreviver após esse holocausto. Todos os itens foram doados pelos familiares das vitimas, além de recontar a história de cada pessoa, até a morte.

Quando comentei da sensação de incômodo, ela nem se compara, ao ler a história da maioria das crianças que morreram naquele dia. São histórias do cotidiano, que poderiam ocorrer em qualquer lugar do mundo, mas que foram interrompidas, pela falta de uma sensatez de lideres de governos equivocados sobre o valor de um ser humano. É de quebrar o coração, ler histórias, sobre pais desesperados, atrás de um filho que não existe mais, aonde apenas uma marmita queimada com as iniciais do filho foi encontrada. Às vezes, nem isso, talvez se confortando com um pedaço de cabelo, ou uma sandália, tentando se agarrar na chance deste ter sobrevivido.

O museu aliado todas essas características, nos faz sentir uma grande revolta da decisão infeliz que é a de optar por um ataque de bomba atômica. Ver pessoas deformadas, com diferentes tipos de câncer, ou mesmo desesperadas como a mãe segurando seu bebê morto, fazem de nós seres humanos por demasiadamente frágeis.

É verdade que tragédias acontecem o tempo todo e que a comunicação evoluiu demais nesse segmento. Muitas vezes, assistindo crimes aliados de outras tragédias, de forma ultrajante e ao vivo no mundo inteiro.
Pedir pelo fim da bomba atômica é um sonho que não deve se tornar impossível, porém ainda hoje existem países que ameaçam outros com o artifício da bomba atômica. Estes governantes que ameaçam com esse intuito, certamente não sabem os efeitos dessa arma, e agem de forma covarde.

O museu da bomba atômica de Nagasaki, nos conta diversas histórias, sendo cada item mais chocante que o outro, como o capacete de um soldado, que sobrou apenas pedaços de crânio presos no mesmo.

Outra história chocante foi de uma criança que anotou na parede, o numero de parentes de sua família que morreu. Essa era uma forma precária de enumerar os mortos naquela época, sendo que o próprio morreu logo depois.

Muitas cartas sobre parentes mortos, feitos com material que se tinha acesso, também podem ser vistas no museu.

Lógico que somos apresentados toda a dor, sendo arrebatador e angustiante ficar ali. É uma lição que se deve tirar, sendo recomendável a todos que façam isso. Lá, tinham crianças, adolescentes e adultos, visitando o museu pra aprender a importância desse artifício covarde.
Depois do museu, temos a parte de educação, aonde somos apresentados as substâncias da bomba, quantas bombas existem no mundo, os tratados sobre o fim da guerra nuclear, como cartas de proibição do governo americano sobre as bombas (coisa que não foi acatada), entre outras coisas. Diversas salas com documentários sobre o ataque de Hiroshima e Nagasaki, também estão espalhadas perto do fim do museu, sendo uma aula sobre esse dia.

Espero que esse depoimento sobre a visita ao museu, tenha passado qualquer sentimento que o mesmo desperta nas pessoas. Sendo primordial pra qualquer um que visite o Japão pela primeira vez, ter a chance de aprender mais sobre os erros dos seres humanos.

Observação: Essas fotos foram usadas ao pesquisar na internet, na ocasião não tirei fotos dentro do museu.

Próxima história será a última da cidade de Nagasaki, a da igreja Urakami.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Japão: Nagasaki Parque da Paz


Esse belíssimo parque foi construído em 1955, no local do hipocentro da bomba atômica. Numa época que o Japão se reconstruía, depois de perder a 2º guerra mundial, esse parque foi construído pra todos lembrarem das decisões errôneas criadas pela sociedade em épocas de guerra, e que o preço de bombas nucleares é muito alto.

Construído próximo aos destroços da prisão de Nagasaki, o Parque da Paz é representada por uma enorme estátua de 10 metros de altura. Sendo a estátua da paz, foi esculpida por Seibou Kitamura para a Prefeitura de Nagasaki.

A estátua tem toda uma simbologia e faz alusão ao holocausto e o pedido de paz da cidade e seus governantes ao mundo inteiro. Sua mão direita esta apontada mostrando a ameaça das bombas nucleares, enquanto sua mão esquerda está estendida simbolizando a paz eterna. Seus olhos ligeiramente fechados significa uma oração em repouso as vitimas, e suas pernas indicam uma meditação e uma iniciativa de erguer e resgatar as pessoas do mundo inteiro. A estatua foi construída de frente a um cofre, aonde está o nome de todas as vitimas da bomba atômica.



“Em 11h09min da manhã, do dia 9 de agosto de 1945 explodiu uma bomba atômica a 500 metros do chão. Esta pedra preta monólito simboliza o hipocentro.”



No dia 9 de agosto de 1945, Nagasaki sofreu um ataque covarde por parte dos americanos, na segunda guerra mundial. Vamos relembrar alguns dados dessa destruição.





Área atingida: 6,7 milhões de metros quadrados

Casas queimadas: 11.574

Casas completamente destruídas: 1.326

Danificadas: 5.509

Total de estruturas danificadas: 18.409

Mortes: 73.884 pessoas

Feridos: 74.909

Total de pessoas atingidas pela bomba: 148.793






A Cerimônia de Memorial da Paz


Todos os anos, no dia 9 de agosto, se realiza uma cerimônia no Parque da Paz, aonde o prefeito da cidade de Nagasaki realiza a leitura de um acordo da Paz mundial, na frente da Estátua da Paz.


Fonte da Paz

Em agosto de 1969, foi construída no parque, uma fonte em homenagem as vitimas que sentiam sede, logo após o bombardeio. Muitas delas morreram tentando encontrar água, após a bomba.

Foi construída uma estatua da garota Sachiko Yamaguchi, que tinha 9 anos na época. A estátua vem com uma declaração emocionante que Sachiko fez na época do bombardeio: “Eu estava com muita sede. Havia óleo na superfície da água, mas eu queria água mesmo que fosse tão ruim, por isso eu a bebi assim mesmo”.

Outra imagem forte do parque é a estatua em homenagem a famosa foto no qual a mãe segura seu bêbe morto, logo depois do bombardeio. Não acreditando no que aconteceu ao seu redor, ela carrega no colo, um bêbe que nao resistiu ao contato das substancias depositadas na cidade, depois que a bomba estourou.

Símbolos da Zona de Paz


Em 1978, foi construído a Zona de Paz, aonde Nagasaki desenvolveu um espaço chamado “Símbolos da Zona de Paz”. Nele, países do mundo inteiro doaram monumentos que também refletem o pensamento de paz mundial.


Os monumentos presentes no Simbolos da Zona de Paz:

# "Alívio da Amizade" do Porto, Portugal (Nagasaki irmã da cidade), 1978

# "Alegria da Vida" da Checoslováquia, (doados para Nagasaki em 1980).

# "Uma Chamada" da Bulgária, 1980

# "Monumento da Amizade do Povo" da antiga República Democrática Alemã, 1981

# "Protecção do nosso futuro" da cidade de Middelburg, Países Baixos (Nagasaki irmã da cidade), 1983

# "Estátua da Paz" a partir da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, 1985

# "Dama da Paz" a partir da Republica da China, 1985

# "Flor de Amor e Paz" da Polônia, 1986

# "Hino à Vida" da cidade de Pistoia, Itália, 1987

# "Sol da hesitação da Paz" a partir da República de Cuba, 1988

# "Monumento da Paz" de Santos, Brasil (Nagasaki irmã da cidade), 1988

# "Infinito de Ancara", da República da Turquia, 1991

# "Constelação da Terra" de St. Paul , Minnesota , EUA (Nagasaki irmã da cidade), 1992

# "O triunfo da paz sobre a guerra" da cidade de San Isidro, na Argentina, 1996

# "Te Korowai Rangimarie - Capa da Paz" da Nova Zelândia, 2006.


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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Japão: Nagasaki Nacional Memorial da Paz a vitimas de bomba atômica


Na manhã seguinte, tomamos café da manhã no hotel e decidimos andar pela cidade. Como havia comentado no tópico de chegada a Nagasaki, no café da manhã, mais uma vez geramos estranhamento para o pessoal do Hotel, por sermos estrangeiros. Comemos diversas coisas da culinária japonesa que sinceramente não saberia detalhar o que comemos. Lembro da cozinheira avisar sobre o suco de laranja, que havia acabado, e tentar explicar algumas comidas ali, mas confesso que repassar isso pra vocês é meio em vão (por não saber detalhar).



Saindo do hotel, fomos pro terminal de Nagasaki e colocamos nossas malas no Coin Locker. Informamos-nos como pegar o ônibus e fomos rumo a Memorial da Paz. Vale uma nota que andando pela cidade de dia, Nagasaki é uma cidade praiana belíssima, que transmite uma tranqüilidade absurda.

Memorial da paz

Construído entre novembro de 2000 a dezembro de 2002, pelo arquiteto Akira Kuryu, que já havia participado em diversas construções de museus no Japão. O memorial da paz tem uma fonte na entrada, aonde existem 70.000 fibras óptica de luzes, que acendem diversos pontos que podem ser vistos na água.

Dentro, existem 12 torres de luz, onde ficam arquivados todas as vitimas da bomba atômica de 1945. No primeiro andar, temos um pequeno monitor que mostra os números de vítimas sempre atualizados.



Na parte debaixo, existe uma biblioteca, aonde pude assistir alguns documentários em inglês, sobre a bomba atômica. Um enorme acervo de fotos, como também encontrar inclusive dados de vitimas da bomba atômica. Qualquer parente ou amigo pode digitar o nome de qualquer vitima podendo encontrar dados da bomba atômica.



Mensagens de paz


Perto da saída do Memorial, existe uma sala de pedidos de paz, aonde podemos escrever mensagens em qualquer idioma e deixar num tipo de máquina do tempo, podendo ser acessado por fãs.

Eu e o Renato deixamos recados de paz tanto no computador, como no mural aonde podemos deixar recados de paz. Vale lembrar, que lá pode ser encontrado recados não só de pessoas, mas de organizações e até de governos pedindo a paz do mundo. Arrepia e ao mesmo tempo, nos ensina uma lição importante que é a de pedir a paz.

Depois disso, fomos no museu da bomba atômica e ai sim, nós saímos arrasados desse museu, já que é uma série de informações que mostram sem demagogia. O museu mostra uma realidade cruel, sendo um verdadeiro “enfiar o dedo na ferida”, sendo que quem vai, sabe que sairá lá arrasado e depressivo.

Até a próxima!


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Dimensão Nerd #39 - Rins eeem Hologramas Influenciáveis no William




Tiago Andrade e Vinícius Schiavini, com Dico, Giuliano Peccilli, Marco Gomes, Matheus Kajima e Tiago Soares, falam de Beatles, maldições orientais, voadoras no esterno e quem fez o filme do He-Man. Ah, e adivinhem quem vai doar um rim por amor… E que nome é dito SÓ UMA VEZ no programa! Hooray!

Além disso, temos as estreias de cinema[bb] com a Laila.

Período das notícias: de 01 a 05 de junho de 2009.

Tempo de duração: 69 minutos

E-MAILS

Mande suas mensagens, sugestões, críticas, elogios e risadas maquiavélicas para dimensaonerd@gmail.com

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Para quem quer ver o site Dimensao Nerd

Topico meio off do J-Wave, sobre a minha participação no podcast Dimensão Nerd, espero que gostem.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Japão: Nagasaki - 3º parte - 26 mártires


Visitamos esse monumento de madrugada em Nagasaki, sendo que ele foi construído em junho de 1962 em homenagem ao centenário da canonização dos 26 padres executados em 5 de fevereiro de 1597.

Detidos por ordem de Toyotomi Hideyoshi, 26 padres foram detidos em Kyoto e Osaka. Desses 26 padres, 20 eram japoneses, 4 espanhóis, 1 mexicano e 1 indiano, sendo que foram presos e obrigados a marcharam durante o inverno, a Nagasaki.



Lá eles foram condenados e mortos no monte Nishizaka, justamente por propagarem uma religião que estava proibida no Japão. A história acabou corrigindo esses fatos transformando esses 26 padres em mártires, assim a Igreja Católica os canonizou em 1862.


O monumento construído em 1962 tem também um museu que homenageia a religião católica, tendo inclusive muitas cartas originais do jesuíta São Francisco Xavier. Importante ser dito, que a religião católica no Japão se encontrou com outras religiões, sendo muito comum, ver estatuas de santos católicos, cercada de estatuas de outras religiões, formando uma mistura interessante pra turistas que freqüentam a região.


É um lugar que vemos como a história foi feita, aonde diferentes culturas e religiões tiveram choques que se desdobraram em guerras que questionavam a religião nesse passado ainda tão presente.




A visita



Fomos para lá de madrugada, depois de ir ao Coco Walk, sendo um desafio subir até lá. Vale lembrar, que tem um prédio da NHK que serve como referência, para encontrar os 26 mártires. Subimos uma ladeira, que se dá de encontro com a torre da NHK, que é bem próximo do local do monumento em forma de cruz, aonde encontramos os 26 mártires.


Ir de madrugada num lugar desse tipo, realmente foi instigante, como também foi estranho. Não nego aqui, que ir com o Renato pra esse lugar, foi em alguns momentos ameaçador, justamente por causa da cruz deitada onde os 26 padres estão esculpidos.


Vale a visita, mas de preferência, não vá à noite.





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