Oi galera, como estão de pós-Natal?
Ultimamente eu não atualizei com notícias pois estou descansando um pouco e porque as notícias estão meio fraquinhas nos últimos dias. Segunda-feira pretendo voltar com tudo.
Enquanto isso, vamos com o primeiro review do blog, é do mangá Eensy Weensy Monster, lançado recentemente pela editora Panini em nossas terras. Não deixem também de olhar os tópicos anteriores a esse, aonde podem encontrar um top com as melhores situações de Natal-Ano Novo em animes e mangás e também um textinho sobre o Kurumada.
Eensy...o que ?Eu não sei se foi vacilo meu ou se foi falta de divulgação da Panini, mas eu realmente me assustei quando vi esse mangá nas bancas pois não escutei nada sobre o lançamento dele. Estava fuçando na banca atrás de algo para ler e vi ele, senão nem saberia do lançamento. Mandei um "Eensy...o que?" em plena loja.
Comprei sem referência nenhuma pois tem apenas 2 volumes, então se fosse ruim, terminaria logo. Nunca tinha escutado desse mangá antes e não sabia nada a respeito dele.
Agora, depois de ler o primeiro volume e pesquisar a respeito, posso tecer algumas palavras a respeito da obra.
Masami TsudaA primeira coisa que quero destacar sobre o mangá é que ele é um shoujo(quadrinhos para garotas) de autoria de Masami Tsuda, a mesma criadora de Karekano, que saiu em nossas terras pela mesma Panini e foi um dos poucos mangás da história do Brasil que teve comercial em tv aberta. Diferente dos EUA, aqui não temos acesso às vendas, então temos que trabalhar com o achismo. E meu achismo pergunta se o fato de outra obra da autora pintar por aqui é indício de que Karekano vendeu bem.
Se foi o caso, faltou a Panini destacar o fato na capa, para atrair os admiradores de Karekano, e também dar mais informações sobre a série. Pois, visualmente falando, a capa, que vocês podem ver abaixo, é bem simples e não dá muitas informações sobre o mangá. A pessoa fica no escuro, sem saber o que está comprando. Confesso que me parecia mais um livro de auto-ajuda do que um quadrinho japonês.

No entanto, devo elogiar a Panini por dar um nome em português para a série. "O monstrinho dentro de mim" me parece muito mais interessante para o nosso mercado do que colocar apenas o nome original.
O mangá tem 200 páginas e sua altura e largura é menor do que um Naruto ou qualquer outro título que eu tenha da Panini. Acredito que deve ser assim no original também, não sei o motivo.
Dentro do mangá, a Panini manteve todos os comentários da autora e também colocou notas no fim para explicar ao leitor alguns termos utilizados durante a estória. Excelente coisa.
Não tive acesso a obra original para comparar a tradução, mas não vi nenhum desses termos ou gírias que costumam aparecer nos mangás da JBC e que tanto irritam alguns fãs. Não sou grande dominador da língua Portuguesa, mas dentro do que sei não achei nenhum erro.
A impressão não teve nenhum defeito e também não vi nenhum problema com balões ou coisas do tipo.
Enfim, concluindo, sobre o trabalho da Panini, achei ótimo, só fica a dica para a galera da editora para quando for o caso de uma obra mais desconhecida como essa, colocar um textinho curto de apresentação na capa, como a JBC fez com Nana(e olha que Nana era bem conhecido).
Mas e a estória ?Eu já conhecia e adorava Karekano, mas meu contato com a obra foi com o anime e não com o mangá. Então, foi o primeiro contato que tive com algum mangá de Tsuda. Seus desenhos têm aqueles traços característicos de Shoujo, como rostos longos, mas os olhos dos personagens parecem ter um algo de diferente do habitual, um pouco menos de brilho, dando personalidade própria ao traço da autora.
Sobre a estória, fico meio em dúvida sobre o quanto escrever. O mangá está nas bancas, então não pretendo detalhar demais para não estragar o gosto de quem for comprar. O básico está aí embaixo, mas o resto, como personagens secundários, vocês só conhecerão comprando =).
Logo no começo, somos apresentados à um ambiente escolar e a protagonista Nanoha. A garotinha é o que podemos chamar de comum: não tem nenhum talento nem nada fora do normal, além de ter hobbies e costumes simples. Além disso, também pode ser chamada de "boazinha", sempre ajudando os outros e tratando todos bem.
Mas como todo ser humano, a garota tem sua birra pessoal e é com Hazuki, o bonitão da escola. O rapaz é chamado de príncipe pelas outras garotas. Hazuki é bonito, faz tudo bem, mas é extremamente fechado no próprio umbigo e em seu próprio mundo, aonde todos o bajulam, o que evita o rapaz de amadurecer.
A birra de Nanoha com Hazuki é simbolizada por um monstrinho(aquele da capa). A garota não tem realmente motivos para odiar o sujeito, não é como se ele tivesse feito algo de ruim para ela, ela apenas não vai com a cara e com o jeito dele.
Mas ela não aceita esse lado de odiar alguém, tanto que constantemente briga com o "monstrinho" interno. Só que, em determinado momento, quando encontra o garoto, ela perde o controle e tem um ataque, deixando escapar uma montanha de verdades na cara do sujeito.
É aí que a relação dos dois começa e é aí que o mangá começa a ficar bom.
Fugindo do clichêNesse exato momento, a estória tinha tudo para descambar para o clichezão, mas é justamente aí que a coisa começa a ficar boa. A coisa poderia cair para "guerrinha de garoto e garota que no fim se apaixonam", mas o caso é que Hazuki reage de maneira diferente.
Ele escuta algumas opiniões de pessoas próximas e percebe que tudo de mal que a menina jogou na cara dele é verdade. Ele passa por um período de choque ao ver seu castelo de areia cair, mas logo depois se levanta e decide amadurecer, ao invés de ficar com chiliques e armando contra a garota.
A postura choca Nanoha, que vê que o garoto não é o demônio que pintava e também começa a amadurecer.
Daí em diante, para saber mais detalhes do que aconteceu (e ainda acontecerá), eu deixo em vossas mãos, como disse, não vou contar tudo para não quebrar a graça de quem quiser comprar o mangá.
Brincando com KarekanoTudo isso que eu contei da estória é narrado de uma maneira lenta e com muitas passagens aonde o personagem dialoga com sua própria mente. Chega a lembrar um pouco a forma que o Masakazu Katsura(de Vídeo Girl Ai) conta suas estórias. Em determinados momentos, a autora parece usar os personagens para dialogar até com o público, falando algumas verdades que podem não agradar à todos.
Outra coisa característica da estória é que as vezes as situações se repetem, mas mostrando pontos de vistas diferentes. Então, temos uma cena que ocorre duas vezes, sendo que em uma vemos o que Nanoha pensava durante a situação e a outra o que o Hazuki pensava durante a situação.
A obra tem passagens de humor e romance, mas não é a intenção da obra ser algo com apenas esses dois elementos e acabou. Eu diria que o centro da obra e a mensagem dela é o amadurecimento de dois jovens e sobre tomar cuidado com o julgar das aparências, tanto na hora de pensar sobre sí mesmo, tanto na hora de julgar os outros.
Para finalizar, queria destacar outra curiosidade da série: o fato de que ás vezes, ela parece "brincar" com Karekano. Vemos situações onde a impressão que dá é que a autora tá copiando o que já fez em Kare, mas que acaba com outro rumo.
Por exemplo, em um certo momento, um grupo de garotas decide aplicar bullying em Nanoha. Em Karekano, vimos isso acontecer, quando o grupo de Maho tenta sacanear Miyazawa. Só que agora, a coisa acaba rápido: uma garota maior vai em encontro com Nanoha, mas acaba achando a menina tão fofa, que já desiste na hora. As outras também desistem rápido.
Outra situação é encontrada nas próprias personalidades das protagonistas das duas obras. Nanoha, como Miyazawa, tem algo de ruim na personalidade que tenta esconder. Mas, se no caso de Miyazawa, ela esconde porque é muito preocupada com o social da escola, no caso de Nanoha ela apenas esconde como uma forma de evitar atos ruins de sua parte. Ela não quer fazer maldades.
Situações no mínimo curiosas.
Finalizando...Acho que tudo que já falei já serve para ter uma visão da obra. O resto, só comprando. E se vale a pena comprar? Eu diria que sim. A obra é muito competente e tem um roteiro muito bacana. Ela diverte bastante, mas o que mais gostei nela foram às mensagens e pontos de vista que os protagonistas vão tendo durante o amadurecimento. E esses pontos de vistas eu não citei, vocês podem conferir se lerem a obra.
Então, compre a obra e curta o desenvolvimento dos personagens e a mensagem da série.
Na pior das hipóteses, você pode pensar sobre o seu “monstrinho” interno e pensar como brigar contra ele ^_^ .
Valeu galera, abraços.
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