Nessa segunda parte, vamos relembrar um pouco da estréia da Pequena Patrine na série Estrela Fascinante Patrine. Além disso, vamos também conhecer a série produzida em 2007, que pode ser interpretada como continuação não oficial de Patrine, a série Bishōjo Celeb Panchanne.


Segunda fase: Surge a Pequena Patrine

Surge o Diabo do Inferno, o grande vilão da série, que é o antagonista ao Deus Protetor. Trazendo o caos a cidade, Diabo do Inferno seqüestra a Patrine, fazendo Deus Protetor não ter outra escolha que senão recrutar uma nova garota para defender a cidade e resgatar Patrine, assim Tomoko é escolhida e se torna a Estrela Fascinante Pequena Patrine. Não podendo revelar sua identidade, Tomoko nem imagina que sua irmã Sayuri seja a Patrine, assim as duas lutam pela justiça juntas, sem saber de suas identidades secretas.

Nessa segunda fase, as aventuras ficam em torno da Patrine e da Pequena Patrine, sempre tendo um inimigo ligado ao Diabo do Inferno.
Dando mais destaque para a nova heroína da série, a Pequena Patrine, nessa nova etapa, temos a rivalidade entre Patrine e Pequena Patrine. Na realidade irmãs, Patrine pede uma maior responsabilidade por parte da Pequena Patrine, fazendo que as duas não sejam parceiras num primeiro momento.

Patrine também ganha uma nova arma para o combate contra Diabo do Inferno, uma caixa de música que purifica as pessoas. Já viu isso antes? Sim, outra idéia que nasceu em Patrine e virou “marca registrada” em Sailor Moon.
Diferente de Patrine, a Pequena Patrine não tem uma adaga, mas uma espada, que lhe concede o poder de aparecer itens numa batalha. Logicamente, a imaginação de Tomoko é criativa, porque até dentadura gigante aparece para ajudar a pequena guerreira.

Não podemos deixar de comentar a pequena citação a Kamen Rider, a criação mais icônica de Shotaro Ishinomori. Num episódio, aparece um estranho herói que bate nas crianças que não visitam o cemitério de sua família, no dia de finados. Chamado de “A lutadora”, o traje é uma cópia do Kamen Rider 1, e esse estranho herói, sempre aparece quando crianças aprontam ao redor dos cemitérios da cidade.
Kazuya sempre visita o túmulo de sua família, não porque gosta, mas por estar apaixonado pela linda vendedora da floricultura próxima ao cemitério. Atraindo a atenção de Hideki e os outros, causa a irá de um padre que cuida do local. Eles não sabiam, mas o padre é quem chama a guerreira chamada “A Lutadora”. Tomoko, percebendo que Hideki e os outros estão em perigo, se transforma na Pequena Patrine, condenando o padre e “A lutadora”, mas muda de idéia, ao ver que Kazuya gosta da pessoa por detrás da “A Lutadora”, a garota da floricultura.
Sayuri e Tomoko estão enfeitando a casa para o natal. Diabo do inferno decide investir em seu último plano para destruir Patrine e a Pequena Patrine, criando uma bola em chamas que domina a pessoa, transformando num demônio. A pedra vai possuindo todos os personagens da série, transformando-os em demônios, restando a Patrine e Pequena Patrine a defender a cidade.

Aproveitando do caos na cidade, Diabo do Inferno seqüestra Tomoko, deixando o lar dos Murakami em profunda depressão em pleno Natal. O que Diabo do Inferno não sabia que Tomoko era a Pequena Patrine, assim a transforma numa guerreira do inferno, usando um traje escuro semelhante ao da Pequena Patrine.
Colocando Pequena Patrine contra Patrine, Diabo do Inferno que está confiante que dominará o universo, mas Patrine consegue evocar as lembranças de Pequena Patrine, trazendo de volta das trevas. Juntas, elas lutam contra Diabo do Inferno, e evocam as memórias dele com a caixa musical de Patrine. Lembrando da época de criança, Diabo se recorda de quando era uma criança e gostava de tocar sino, assim voltando a ser um cara normal.

Patrine e Pequena Patrine se emocionam por ser sua batalha final e revelam suas identidades secretas, se surpreendendo que são irmãs, Sayuri e Tomoko. No caminho, elas encontram um novo Kami Sama que dá os parabéns para elas, e retira os poderes delas, os tornando garotas comuns novamente. Sayuri e Tomoko agradecem profundamente e voltam para casa.
A série acaba na virada do ano novo, com uma grande festa num templo, onde todo elenco da série está reunido. Para surpresa de todos, quem está tocando o sino do templo é o antigo Diabo do Inferno. Todos no fim acabam tocando o sino, e o casal Murakami assiste sua família se divertindo no templo.
Versão Brasileira

Produzida pela Wildstar em São Paulo, a dublagem foi muito bem realizada, com excelentes adaptações da cultura japonesa, como também na seleção do elenco.

Para a voz da protagonista, Sayuri Murakami, entrou ninguém menos que Marli Bortoletto, a voz da Mônica de Turma da Mônica no Brasil. A dubladora é conhecida também por ter feito a primeira fase de Sailor Moon, realçando as semelhanças entre as duas séries. Marli também dublou o personagem Kazuya, amigo do Hideki e membro do clube Patrine.
O pai da protagonista teve a voz de Emerson Camargo, a mesma voz de National Kid e dono da Wildstar. A voz dele em Hayato é única, além de sua dublagem combinou perfeitamente com o atrapalhado jornalista apaixonado pela Patrine.

Tomoko, a irmã de Sayuri, foi dublada por Angélica Santos, a voz oficial do Cebolinha de a Turma da Mônica. Entre os destaques de dublagem da Angélica estão: Kevin Arnold de Anos Incríveis, Oolong e Uub de Dragon Ball Z, Akira e Esmeralda de Cavaleiros do Zodíaco e Andróide 18 de Dragon Ball GT.
Bishōjo Celebrity Panchanne: A minha esposa é uma super heroína!

Em 3 de abril de 2007, estreou uma série na televisão japonesa que satirizava a serie Patrine produzida em 1990. Colocando uma antiga heroína mirim, num novo dilema, que é estar casada e com filha, mas voltar a ser a super heroína da cidade.

Produzida na forma de dorama, pela Kyodo Television, Yomiko Advertising e Marvelous Entertainment, a série teve como principal patrocinador a loja de cosplays COSPA,e isso você vai entender durante o breve resumo da história.

Conhecemos a dona de casa, Yumiko Shinjō, ela quando era adolescente, escondia um segredo, que era a super heroína da cidade. Ganhando os poderes do Kami Sama de sua cidade, ela se transformou em Bishōjo Mask Florence. Caso ela contasse sua identidade secreta para alguém, Kami Sama a condenaria a transformando num pepino do mar (lembre-se que em Patrine ela se transformava numa tartaruga).

Um dia, ela encontra Kami Sama, que determina que ela volte a ser uma guerreira da justiça. Relutando inicialmente, Yumiko Shinjō aceita o fardo de se transformar-se novamente numa heroína, mas diferente da outra vez, ela terá que confeccionar o seu traje, ai que entra a rede Cospa, aonde ela desenvolve o seu novo traje, além de seu novo codinome, Bishōjo Celeb Panchanne.
Ironicamente, um dos primeiros motivos de risada, quando ela entra em cena, é justamente que ela não pode mais ser uma “Bishōjo”, pois shōjo significa garota em japonês. Resumindo, ela passou um pouco da idade.

Na batalha contra o mal, ela se transforma dizendo: “Ancien Régime, Tricolore!”. Ela utiliza um bastão na luta contra o mal, que purifica os vilões que ela enfrenta.
Durante a série, a filha de Yumiko Shinjō, a Risa Shinjō se transforma em Bishōjo Celebrity Panchanne-Mini (outra referência a Patrine, agora com seu sidekick Pequena Patrine).
A atriz Yuko Hanashima, que fez a Patrine original, aparece na série como amante, do marido de Yumiko Shinjō. Bela participação especial, para uma série que brinca com a série original em que ela foi protagonista.
A série teve 13 episódios e herdou um pouco do humor de Shotaro Ishinomori, trazendo características do gênero “Fushigi Comedy Series”. Vale ressaltar que quem assume os roteiros de Pacchane, também é um velho conhecido do meio Tokusatsu, o Yoshio Urazawa. Entre as séries mais famosas em que ele trabalhou foram Gekisô Sentai Carranger e Bakuryû Sentai Abaranger (adaptado no ocidente respectivamente como Power Rangers Turbo e Dino Trovão).

About Giuliano Peccilli

Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo e Nintendo World.

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