Um ano após voltarem de sua última viagem à Nárnia, os Irmãos Pevensie estão separados . Peter(William Moseley) e Susan(Anna Popplewell) foram morar nos EUA e Edmund(Skandar Keynes) e Lucy(Georgie Henley) ficaram morando na casa de um Tio até a Guerra acabar.

Ao observarem um quadro ,Edmund e Lucy juntamente com o primo Eustace(Will Poulter) acabam voltando novamente à Nárnia.

Lá, três anos se passaram e eles encontram o agora Rei Caspian(Ben Barnes). O mal começa novamente a crescer no reino e os Irmãos juntamente com Caspian precisam encontrar os Sete Fidalgos que foram banidos por Miraz , vilão do filme Príncipe Caspian,pois diz a lenda que somente com as sete espadas dos fidalgos a Paz seria restabelecida. O grupo então parte a bordo do navio Peregrino da Alvorada para mais uma aventura.

Devo admitir que o gênero aventuresco/mágico nunca me atraiu. Tanto é que nunca tive paciência pra assistir/ler obras como Senhor dos Anéis ou Harry Potter. Muitos consideram Nárnia um livro infantil mesmo que tenham várias metáforas religiosas(outra coisa pela qual não me interesso)inseridas no roteiro. Dizendo isso fica eu mesmo me surpreendo que tenha gostado de Nárnia desde a primeira vez em que o assisti em uma exibição perdida na TV.

Achei o primeiro filme muito bom, com uma boa história, personagens cativantes e ótimos efeitos especiais (O que é aquele Aslan?).

Pena que já no segundo filme a coisa desandou um pouco.Os efeitos continuaram competentes mas a história não cativava nem um pouco, sem contar que Caspian que deveria ser um dos pilares da história tinha tanto carisma quanto uma porta quebrada.Os únicos que se salvaram foram justamente Edmund e Lucy.

Por isso é muito bom que a história do livro traga de volta dessa vez apenas os mais jovens dos irmãos Pevencie. Mas até eles são ofuscados pelo primo Eustace que rouba a cena completamente. No início do filme eu estava com uma vontade louca de dar umas porradas no moleque mas com o decorrer do filme acabei torcendo por ele. Não sei como é no livro mas acredito que isso se deva muito ao ator. Will Poulter conseguiu dar uma personalidade marcante para Eustace, algo que por exemplo Ben Barnes não conseguiu com seu Caspian sem graça.

O maior problema do filme pra mim foi a falta de cenários, seres estranhos e ação, elementos exatamente o que me chamou atenção no filme original.Os efeitos especiais continuam maravilhosos. O Aslan por exemplo está ainda mais impressionante.

Outra coisa que me incomodou um pouco é que a maior parte do filme se desenvolve a bordo do Peregrino, o que com o tempo acaba por enjoar.

Ah, se tem uma coisa que se manteve num alto nível de qualidade nos três filmes foi a trilha sonora.Acho a música tema de Nárnia uma das melhores trilhas do cinema recente passando todo o clima de aventura fantástica que o filme pede.

Uma coisa legal nessas séries de filmes que tem crianças como atores principais é acompanhar o crescimento dos atores junto com seus personagens. Nesses cinco anos que separam o primeiro Nárnia desse, tanto Georgie, a Lucy (Só eu acho estranho uma garota não fofinha ter nome masculino?) e Skandar,o Edmund cresceram bastante como atores. Se continuarem nesse ritmo farão muito sucesso no futuro longe de Nárnia.

No fim, apesar de não ser tão bom quanto o primeiro Nárnia, a viagem do Peregrino da Alvorada é melhor que o Príncipe Caspian e mesmo que o Roteiro não tenha nada de especial é um bom filme fazendo valer o ingresso do Cinema. Espero que tenha um novo filme logo.

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Redator da coluna JWave Cine falando das principais novidades do cinema e autor do blog Clarim Diário.

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