Fonte do post: Algumas imagens e informações técnicas retiradas do
Anime News Network .
Algumas informações técnicas retiradas do Wikipedia.
Galera, esse post traz uma lista com a maioria dos outros animes que estreiaram recentemente no Japão e um resumo com detalhes e o que achei de cada um. Não decidi fazer um post exclusivo para cada um desses por diversos motivos, mas, sendo bem sincero, o principal motivo é que a maioria deles é bem ruim e não acho que valeria a pena fazer um post exclusivo para cada um.
As outras estréias que não ganharam post ou são OVAS, ou continuações de animes de outras temporadas ou são animes que estréiam no começo de dezembro, então já passou da hora de analisar.
Enfim, espero que tenham gostado dessa série de análises. Vamos lá para a última análise:
Kaitou Reinya Esse anime é bem simpático e fala sobre Reinya, uma garota que tem uma identidade secreta como ladra. É um anime bem feitinho de comédia, mas, como tem menos de 5 minutos por episódio, não valeria a pena escrever um post para ele.
Reinya em suas duas identidades
Foto do ANN
É um anime que deve render rios de grana com produtos, tanto que logo no final do segundo episódio já vem uma propaganda com todos os tipos de produtos possíveis com a garota.
A origem da obra é um yon-koma mangá (mangá com quatro quadrinhos) que é publicado em várias revistas da editora Kadokawa e sua animação ficou a cargo do estúdio StringRay. O principal destaque e curiosidade desse anime é a presença da Morning Musume (tradicional grupo japonês de girls band) Reina Tanaka, essa da foto abaixo, fazendo a voz da Reinya.
Reina Tanaka
É um anime bacana, se você quer assistir algo curtinho e divertido, pode ir sem medo.
Chu-Bra!! Chu-Bra!! é originalmente um quadrinho para leitores adultos (Seinen) que sai na revista Comic High! com autoria de Yumi Nakata. A animação ficou a cargo do estúdio Zexcs, o mesmo que foi responsável por Eureka Seven e My-Hime. O trabalho do estúdio foi bacana, sabendo tratar bem as cenas de comédia.
Entre as vozes, se destaca a Minori Chihara, a mesma que dubla a Yuki de Suzumiya Haruhi e a Aya de Tenjou Tenge, que aqui faz o papel da protagonista Nayu. Também se destaca a Minako Kotobuki no papel de Yako e, antes desse, ela já tinha dublado a Rika de Hatsukoi Limited e a Tsumugi de K-On!
A estória? Bem, a estória...fala de uma garota chamada Nayu Hayama, que trabalha com roupas de baixo, assunto o qual é fanática. Bem, o plot não é agradável. Mas, até aí, dá para dar uma chance, pois o fantástico Ichigo 100% também parte de um plot estranho e mesmo assim é um dos meus mangás favoritos.
Nossa protagonista O problema com Chu-Bra é que ele é simplesmente o anime com o maior número de Fan-Service que eu já vi na vida. Sério, se o anime passa 20 segundos sem um Fan-Service ou Fetiche, é muito. Tá, a série é ecchi e o estilo geralmente não costuma se preocupar muito com roteiro, mas, poxa, Chu-Bra, para o meu gosto, é MUITO exagerado.
E não é só a existência do Fan-Service, pois Ichigo 100% também exagera e eu gosto da obra, o problema é que em Chu-Bra a impressão que dá é que TUDO que acontece na obra é desculpa só para enfiar um FS. Sinceramente, eu acho mais honesto o autor fazer logo um quadrinho hentai.
Para não dizer que o anime é todo ruim, ele tem algumas personagens simpáticas e alguns poucos momentos engraçados. E só. Enfim, eu não gostei.
Omamori Himari Omamori Himari é originalmente um Shounen (quadrinhos para garotos) que sai na revista Monthly Dragon Age com autoria de Matra Milan. A obra já foi adaptada para Light Novel e agora, nessa adaptação para anime, o responsável é o estúdio Zexcs, o mesmo que acabei de citar na parte de Chu-Bra!! O estúdio fez um trabalho bacana nessa obra também.
Omamori Himari fala sobre Yuuto, um garoto que, por diversos motivos, começa a ser protegido por uma cat-girl chamada Himari. O anime mistura luta com harém, ação com comédia.
Himari, a cat-girl(não só por ser bonita, lol)
Não gostei desse anime. Ele tem bastante Fan Service e fetiche, mas, não foi bem esse o problema. O caso é que Omamori é tão...clichê. Sério, acho que essa é a melhor palavra para descrever a série. Tudo nela dá a impressão de "já vi isso antes", sem necessariamente ser um "vale a pena ver de novo". Personagens, situações, diálogos, cenas, enfim...tudo tem cara de chupado de outras obras.
E o criador nem teve trabalho para melhorar o clichê. Só copiaram. Por exemplo, a amiga de infância de
Yuuto,
Rinko, é do tipo que você já viu igual em uns trezentos animes do gênero.
Omamori não é necessariamente mal feito. Eu só acho que, a menos que você simpatize com algum personagem, ou então seja fã do estilo, ou então não conheça muitas obras e não esteja saturado do clichê, pode até gostar da obra. Mas eu passo.
Sobre as vozes, queria destacar a Ami Koshimizu no papel da Himari. Ela já dublou a Tenma de School Rumble, a Nadja de Ashita no Nadja e a Kanako do fantástico Maria-Sama Ga Miteru.
Seikon no QwaserSeikon é originalmente um mangá para garotos que sai na revista Monthly Champion Red com autoria de Hiroyuki Yoshino. Sua adaptação ficou a cargo do estúdio Taki, que colocou alguns efeitos visuais legais e uma excelente música de ending.
A estória, de maneira bem resumida, fala de Aleksander, um garoto com poderes semelhantes ao do Edward, de Full Metal Alchemist. Temos batalhas, com um jeitão bem de Shounen e alguns elementos que já vimos em outros animes, como religião. Nada é original nem divertido e, se isso já não fosse o suficiente, Seikon ainda exagera nos Fan Services e fetiches.
Mas, o mais bizarro de tudo no anime é o fato de que Seikon é vulgar. Temos cenas com uma garota presa e sofrendo em algo que me parece sadomasoquismo e, PASMEM, o protagonista consegue força para usar seus poderes MAMANDO NOS SEIOS DAS GAROTAS!
Mafuyu ao fundo e Tomo na frente. Duas personagens da obra.Repare nos seios de Tomo. Nem preciso dizer que é uma "fonte" em potencialSério, Seikon era para ser apenas um anime Shounen-de-batalhas chatinho. Mas, ele conseguiu descer mais ainda e se tornou bizarro. Sinceramente, essa obra é a que menos gostei desses novos.
Ladies e Chu são lotados de Fan service e fetiches, mas, no caso deles, eles não se levam a sério, então dá para dar um desconto. Não são pretensiosos. Já Seikon, além de copiar um monte de coisas já vistas em outros animes, enfia Service e fetiche da pior qualidade, mais vulgares e ainda se leva a sério. E isso me irrita. Não contem comigo.
Para fechar, sobre as vozes, no papel da
Mafuyu temos a
Ayumi Fujimura, que já fez as vozes da
Shion do primeiro movie de
Naruto Shippuuden e o
Takuma da terceira temporada do excepcional
Jigoku Shoujo.
Ladies vs ButlersLadies vs Butlers é originalmente uma light novel de autoria de Tsukasa Kouzuki. Ela já ganhou adaptação para mangá e agora adaptação para anime, a cargo do estúdio Xebec, o mesmo de To Love Ru, Love Hina, o primeiro anime de Negima, Busou Renkin, Pandora Hearts, D.N.Angel e Martian Sucessor Nadesico.
Considero o estúdio controverso: ele fez um bom trabalho com Busou Renkin, um trabalho bem fraco com Negima e um trabalho mediano com Love Hina. No caso de Ladies, o anime não tem nada de bacana visualmente nem nada que mereça elogios. Mas, uma coisa esse estúdio tem de bom: os efeitos sonoros durante seus animes e suas músicas opening/ending são excelentes. Negima, Love Hina e Busou são obras com essa mais-valia. No caso de Ladies, os efeitos sonoros são bem legais, já as músicas ainda não deu tempo para analisar.
A estória fala, de maneira bem resumida, de Akiharu Hino, um sujeito que entra em uma escola de ricões que forma empregadas e mordomos (é, não me perguntem por que diabos uma escola de rico tem esse foco, que eu não sei). Chegando lá, ele arranja uma confusão sem querer com Sernia, a garota abaixo, e bem...o resto do episódio é basicamente ele correndo dela e se enroscando com outras garotas. Então, é um anime harém.
Sernia e seus cacheados cabelosSem exagero, Ladies deve ser uma mistura de todos os pontos fracos dos animes que falei anteriormente nesse post. Ele tem bastante Fan-Service, fetiche para burro, é clichê até dizer chega, é vulgar... tudo no anime é uma mistura disso. Toda personagem representa um clichê, um fetiche e um bocadim de Service. Idem para os diálogos, idem para as situações e para todo o resto. E nada disso é melhorado, é só copia de tudo que já foi feito feito antes em outros animes.
Os diálogos e o texto são ruins, as personagens não são interessantes, as situações são chatas, o plot é ruim, enfim...quase tudo não presta.
Para não dizer que só falei mal, a
Sernia é simpática, o visual da escola é muito bonito e o time de dubladoras é incrível. Temos
Ayako Kawasumi como
Tomomi, e antes ela já tinha feito a
Mogi de Initial D, a Tomoko de GTO, a Akari de To Heart, a Herikawa de Onegai Teacher, a Ohno de Genshiken, entre várias outras.
A Sernia ficou a cargo da Mai Nakahara, a mesma que fez as vozes da Rena de Higurashi no Naku Koro ni, a Nagisa de Clannad, a May de Kaleido Star, a Miina de Onegai Twins, a Midori de Midori Days e a Maria de Vampire Knight.
A Sanae ficou a cargo da Ami Koshimizu, que já falei aqui no post. A Kaede ficou a cargo da Rie Kugimiya, responsável pela Touko de Maria-Sama Ga Miteru, o Alphonse de Full Metal Alchemist, a Shana de Shakugan no Shana, a Taiga de Toradora, a Kagura de Gintama, a Nagi de Hayate no Gotoku, enfim...é um grande nome.
Do resto, Ladies vs Butlers provavelmente será escolhido como o pior anime da temporada. O que menos gostei foi Qwaser, mas, isso por motivos pessoais mesmo, pelo fato de eu ter ficado irritado com a pretensão do anime. Mas, olhando de maneira imparcial, o pior mesmo foi esse Ladies vs Butlers.
FinalizandoResumindo, Chu-Bra!! é um mar de Fan-Service; Omamori peca pelo clichê; Seikon peca pela vulgaridade, clichê e pretensão; Ladies peca em tudo.
Galera, sinceramente, espero que não fiquem bravos comigo caso tenha criticado algum anime que vocês gostam. No final das contas, é só minha opinião e acredito que vocês também não devem gostar de algum anime que eu gosto. Os comments tão aí para vocês poderem expor os vossos pontos de vista.
Sabem, eu acho até que a temporada não foi o fracasso que se desenhava. Antes, não apostava em nenhum anime e consegui sair com boa impressão de Baka To Test, Sora no Wo To e Durarara!! Mas, mesmo assim, convenhamos: para um país como o Japão, que já nos deu tantas obras-primas , dar apenas 3 bons animes no meio de tantos é longe de ser satisfatório.
Longe de mim querer ensinar o Pai-Nosso ao Papa, mas acho que os japoneses deveriam repensar o atual cenário de animes do país. Vamos torcer. Eles já nos mostraram uma vez que conseguem, tenho certeza que podem conseguir de novo.
Abraços, galera! Quem quiser conferir as outras análises, é só clicar na etiquete de primeiras impressões aí embaixo!
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