A guerra em Cybertron vive seus momentos decisivos e uma nave levando o Sentinel Prime e que seria a última esperança de vitória dos Autobots é abatida e perdida no espaço.Final dos anos 50 na Terra é detectado um impacto no lado oculto da Lua. Para descobrir a razão, EUA e União Soviética dão início à corrida espacial.Em 1969 finalmente uma missão, a Apollo 11 chega ao solo Lunar.Em meio aos eventos que todos conhecem (Bandeira fincada,Pequeno passo para o Homem e blábláblá) os Astronautas vão cumprar o verdadeiro objetivo que os levaram lá e descobrem que o tal impacto foi causado por uma nave alienígena e coletam uma amostra.No presente Sam(Shia Labeouf) tenta se ajustar à vida com sua nova namorada Carly (Rose Huntington-Whiteley) e arranjar um emprego. Quando Optimus descobre que os humanos esconderam deliberadamente informações deles em relação à nave,ele parte para a Lua para despertar o Sentinel Prime que, novamente pode ser a diferença entre a vitória ou a derrota na nova guerra que se aproxima.

Estive pensando em como começar esse post e acho que a melhor forma seria ao melhor estilo série dos anos 60 do Batman : POW! BUM! E mais um monte de onomatopéias no volume máximo.Sério: o filme até começa com uma trama interessante ao fazer a queda da nave Cybertron ser o gatilho para que a corrida espacial dos anos 60 ocorresse. Mas quando a ação começa é praticamente ininterrupta até o final e só o clímax do filme tem mais de meia hora de explosões e robôs se arrebentando por todos os lados.Isso nem de longe é um problema já que esse é um típico filme para se desligar o cérebro e curtir a pancadaria. O problema mesmo é que o filme é muito corrido e em muitos momentos você chega até a ficar perdido. Se em Transformers 2 o pessoal reclamou que tinha muito robô Michael Bay resolveu o problema. Ou quase… porque sim! temos vários robôs no filme mas temos um número ainda maior de humanos. E a profusão de personagens faz com que ninguém nem note quando eles simplesmente somem da história.

E eis o ponto que mais me incomodou no filme: Tanto Autobots quanto Decepticons foram literalmente jogados pra escanteio em grande parte do filme.Preferiram focar mais nos humanos dessa vez a ponto de muitas vezes você ser levado a acompanhar a alguma peripércia dos “poderosos” humanos que chegam até a voar(???) e voltar para a luta de robôs apenas para ver seu desfecho. Até um vilãozinho humano arranjaram . O pior é que ele não convence ninguém(E eu não posso falar quem é pois pode ser considerado Spoiler) .Não sei vocês mas quando me proponho a assistir a um filme dos Transformers não quero ver roteiro,não quero ver draminhas pessoais e principalmente não quero ver romance(aliás isso eu não quero ver em nenhum filme) o que eu quero mesmo é ver robôs se decepando e se destruindo como se não houvesse Amanhã(ou uma continuação)À essa altura todos já devem saber que a Megan Fox ficou de birrinha e foi cortada do filme mas uma coisa que nunca imaginei que diria acontece: ela não fez falta. Rose,a nova Bonitosa do elenco não faz feio(muito pelo contrário) e achei ela até mais bonita(E simpática) que a Srta. Fox.

E falando em elenco, o Shia Lebeouf pelo jeito não via a hora de as câmeras serem desligadas e se livrar da franquia. O rapaz esteve durante o filme todo com uma má vontade que quase dava pra ver.Não á toa ele já falou que não retorna para um possível quarto filme.Espero que caso ocorra mesmo um outro filme(pouco provável devido ao final desse) e a saída do Lebeouf se confirme,que voltem a atenção para os robôs. Quem sabe um prequel mostrando Cybertron antes da destruição.Mas nesse momento vocês devem estar achando que odiei o filme já que só falei mal dele até aqui não?Errado.Dando um desconto para esses pontos fracos(lembre-se que o cérebro deve estar desligado)o filme é um bom pipocão. As cenas de ação com robôs,quando acontecem,são de perder o fôlego.Os efeitos,como é de praxe da franquia estão fenomenais. E pelo que li por aí o 3D do filme também é um dos melhores até aqui.Eu até fiquei com vontade dessa vez em dar chance à essa modinha mas nos horários que eu podia ir só tinha dublado. E entre 3D e o áudio original óbvio que vou sempre optar pelo original.Áudio aliás que traz Leonard Nimoy emprestando sua voz ao Sentinel Prime.

Achei o filme longo demais quase 2:30 é um pouco exagerado.Se tirassem as cenas em câmera lenta(Que pra quem costuma ler o que eu escrevo sabe que não gosto) dava pra economizar uns 30 minutos facilmente.
Enfim, achei Transformers 3 o mais fraco da trilogia.Ao menos foi o que menos empolgou mas mesmo assim vale a assistida. E pra quem não tem problema com dublagem vão ver a versão 3D e divirtam-se com a vertigem explosiva que só Michael Bay traz pra você .Ganha uma nota 6 só para não ser reprovado.

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Redator da coluna JWave Cine falando das principais novidades do cinema e autor do blog Clarim Diário.

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6 Comments on “Crítica | Transformers O Lado Oculto Da Lua”

  1. Vou ver esse filme amanhã. Vi os dois anteriores no telão, é ÓBVIO que o terceiro tem que ser curtido dessa mesma forma. Por mais pipocão que seja, a gente desliga o cérebro, embarca e vai. Só queria era poder ver em 3D, mas os horários disponíveis não me satisfazem: dublado é cedo demais, e não curto 3D com legendas. Então, vai ser legendado normal mesmo (outra vez, preferia ver dublado, mas os horários não ajudam :P).

    Amanhã à noite, SE eu lembrar, eu volto e comento o que eu achei 🙂

  2. Comentário com Spoilers

    Eu considero o Transformers.1 o melhor, mesmo com certas chatisse Michael Bayanas como aqueles tomadas do pentagono e outros norte-americanimos irritantes. Mas o Trans.1 é um filme engraçado e tem ótimas cenas de ação, o que nesse trans.3 não tem nem um humor legal, e as cenas de ação que começam maneiras tem conclusões pífias, como a ótima da auto estrada com BumbleBee e Sam, em que o mesmo termina a cena gritando que nem uma mulherzinha, ridiculo. John Malco, um cara de pau que disse que nunca participaria de um filme como Homem Aranha, aceita essa b#sta de papel, menos mal para a Frances Mcdorman que faz a milica chata melhor do que foi John Void no primeirão.

    Senti falta sim da Megan Fox, pois a sua Mikaela era o esterótipo da mulher perfeita, praticamente uma mulher invisível gringa. Já a Carly da Rosie oscila entre a egoistinha e a namorada ideal, preferia que ela fosse mal caráter daria uma conclusão mais justa para a personagem que não disse a que veio, e aquele foi o “Eu te amo” mais falso dos últimos tempos. Ah, sim a Rosie é mais bonita que a Megan, mas falta carisma né…

    Enfim assistir transformers é que nem comer naquela grande rede de lanchonetes, vc se farta, mas depois do lanche aquilo vai te fazer um mal danado. E fazer um filme galhofa com a mesma duração do Clássico Batman-Cavaleiro das Trevas é um teste de paciência do Senhor Bay para com o público, que me fará nunca mais entrar numa sala de cinema para assistir TRansformers, por mais agradável que seja ver meus brinquedos de infância se degladiando e e gostosas inacreditáveis com closes na bunda.

    Transformers já deu. =P

  3. Acabei de voltar do cinema. Não consegui ver 3D, nem dublado, mas tá ok. É, até que eu gostei do filme. Concordo que ele poderia ser mais enxuto e tal, mas não me desagradou tanto quanto no segundo. Muito menos o fato dos Autobots aparecerem menos.
    E, de fato, a cena da Carly com o Megatron não faz o menor sentido. Com a Mikaela sim.

    Mas, enfim, o filme diverte, se você entrar no "piloto automático" 🙂

  4. Um filme muito infantil do começo ao fim, não consegui assistir inteiro!
    Vi só até a parte que o sam ficou bailando com dependurado no olho do star queen.
    Muito chato e cansativo!!!!

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