No último final de semana (06 e 07/08) foi realizada a nona edição do Okinawa Festival, no Clube Escola Vila Manchester, localizado no bairro de Vila Carrão, zona leste de São Paulo. O evento vem crescendo a cada ano, tanto que já faz parte do calendário oficial do município de São Paulo.
Durante os dois dias de evento, o público pôde conferir um pouco da rica cultura da ilha de Okinawa.

O evento foi aberto oficialmente no sábado, com a tradicional cerimônia da quebra do taru (barril de saquê), que contou com a presença de autoridades, como a deputada federal Keiko Ota e o vereador Ushitaro Kamia. Após a quebra, foi realizado um brinde.

Durante os dois dias, o evento contou com a presença de vários grupos culturais, que apresentaram a dança e a música de Okinawa.
Entre esses grupos, destaque para as escolas de odori das mestras Kazue Shiroma e Shigueko Gushiken, e o Ryukyu Minyo Kyokai, tradicional escola de sanshin (shamisen) comandada pelo mestre Seitoku Nakandakare.

Cantores tradicionais da comunidade, como Joe Hirata e Karen Ito, também marcaram presença. O evento ainda contou com a atração internacional Mariko Nakahira.

Não podiam faltar também as artes marciais, algumas delas com origem na própria ilha de Okinawa. É o caso do karatê e do kobudo (arte marcial antiga de uso de armas), que foram demonstrados, no sábado, pelos alunos da associação Okinawa Kobudo Jinbukai/Okinawa Shorin Ryu Karate-do Jyureikan do Brasil, sob o comando do sensei Flavio Vicente de Souza.

Outros estilos de luta, como o aikidô e o jiu-jitsu, também foram apresentados durante o evento.

A mágica e o ilusionismo também marcaram presença com Meire Kamia, que realizou alguns truques no palco do evento, e surpreendeu a platéia.

Os dois tradicionais grupos de taiko (tambores) também animaram o Okinawa Festival. O Requios Gueinou Doukoukai trouxe para o palco do evento a dança do leão (Shishimai) e encheu os olhos do público, e o Ryukyu Koku Matsuri Daiko, além de realizar belíssimas apresentações, fez uma homenagem a seu mestre e pioneiro do grupo no Brasil, Naohide Urasaki, falecido em fevereiro deste ano.
Ao final do evento, os dois grupos realizaram uma apresentação conjunta, e levantaram a platéia, literalmente, no tradicional katchashi, onde todos dançam e se confraternizam.
O evento foi encerrado também com uma grande queima de fogos.

Um evento que tende sempre a crescer, e já se consolida como um dos maiores da comunidade nipo-brasileira – e como o maior da comunidade okinawana. Este é o Okinawa Festival.

Confira a galeria de fotos do evento aqui.

Por enquanto é só, pessoal. Até a próxima!

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Sempre presente nos eventos de cultura japonesa que saem nas páginas do JWave.

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