JWave Cine 35: Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário No ratings yet.

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Os cavaleiros de Athena estão de volta! Animê de sucesso nos anos 90 na TV aberta, repetindo o sucesso no começo de 2000 na TV paga e em mangá, podemos dizer que “Cavaleiros do Zodíaco” foi um precursor da febre de animê e mangá na geração que está entre seus 20 a 30 anos.

Animê sempre existiu na televisão brasileira, mas foi Cavaleiros do Zodíaco que cativou o público de uma forma com que fez que tudo sobre a obra fosse cultuado por seus fãs. Sem contar que foi com Cavaleiros que a dublagem deixou de ser anônima, ganhando rosto e nome, sendo reconhecida por todo país.

Da mesma forma que mangás eram publicados esporadicamente, ou quase nunca no Brasil, mas foi com Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball que lemos um mangá em seu sentido original.

Pensando nessa forma, Cavaleiros do Zodíaco é uma obra não só importante por sua história, personagens e mitologia, mas também no seu impacto cultural no nosso país. Estamos falando de uma obra que tem 20 anos de televisão brasileira, e que é lembrada até hoje por homens e mulheres que lá nos anos 90 saiam da escola direto para casa ver o animê na televisão.

Agora, a obra recebeu um “reboot” nos cinemas, ganhando um filme em CG comemorando 40 anos de carreira do seu criador, Masami Kurumada. O que parecia um filme obscuro, quando anunciado, acabou ganhando forma de grande produção, fazendo com que a obra ganhasse uma releitura de uma hora e meia que resumiria a sua fase mais icônica “As 12 casas”.

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O filme

Temos um duelo nos céus, entre cavaleiros que resulta no abatimento do Cavaleiro de Sagitário, que se esconde numa geleira.

Paralelo a isso, temos o milionário Mitsumasa Kido que numa expedição acaba encontrando o Cavaleiro de Sagitário, Aiolos, e um bebê. Mitsumasa acaba levando a armadura que virou uma placa com símbolo de seu signo, como também o bebê que é a reencarnação da deusa Athena.

Passam-se 16 anos e temos a linda Saori em seu carro, indo ao aeroporto buscar aqueles que indicariam novos caminhos que ela seguiria. Prestes à comemorar 16 anos, Saori recebia instruções do motorista e mordomo, Tatsumi, que explicava sobre ela ser reencarnação da deusa Athena.

Sofrendo um ataque, Tatsumi tenta proteger Saori e numa perseguição frenética, ela acaba expulsa do carro por um estranho cavaleiro. E ai que temos a entrada triunfal de Seiya, que acabou de retornar e promete defender a Saori em 30 segundos.

Numa transformação digna de tokusatsu, Seiya joga o pingente no chão, enquanto a caixa da armadura aparece e ele se transforma no Cavaleiro de Pegáso. Seguido disso, temos mais inimigos em cena, e para enfrentar, aparecem Shiryu, Hyoga e o Shun.

Por fim, aparece Aiolia, o Cavaleiro de Leão, que num duelo entre os quatro cavaleiros, acaba percebendo que a “traidora” era a verdadeira deusa “Athena”. O combate acaba com Aiolia convidando Saori a ir ao Santuário,para que ela prove a todos que ela é a verdadeira deusa Athena.

A flecha e o Santuário

Enquanto eles vão para a casa da Saori, Seiya e os demais explicam que estão defendendo Saoria de um possível ataque e retaliação do Santuário.

Só que não temos papo para conversa, porque a mansão vai pelos ares e durante a luta, temos uma flecha que acerta o peito da Saori. Não sabendo do que se trata, a melhor forma seria ir ao Santuário.

O curioso aqui é que o Santuário fica aos céus, numa enorme cidade flutuante ao estilo de Asgard nos filmes do Thor. Provavelmente acima do Monte Olimpo, e nessa cidade futurística, temos o Grande Mestre ao lado de uma falsa Athena que querem as cabeças dos traidores.

As 12 casas (e alguns spoilers)

Adaptar e resumir uma saga em 1 hora, tornou acelerado e com isso, tivemos mudanças e liberdades, o que poderá agradar ou desagradar aos fãs de longa data. Começando que os cavaleiros se “teletransportam” para o santuário, ao utilizar os pingentes, como um portal, levando a Saori com eles.

As mudanças começam pela primeira casa, em que Mu de Áries se apresenta, como amigo do mestre do Shiryu, o mestre ancião. Ele reconhece Saori, como Athena, por isso deixa passar os cavaleiros para a próxima casa.

O filme por não ter tempo de explorar tantos personagens, acaba dando um teor cartunesco aos personagens, como Aldebaran que é todo comilão e brinca com os cavaleiros, até ser interrompido por Mu.

Outro personagem que mudou completamente foi o Máscara da Morte, que virou praticamente um personagem “Disney”. Cantando com os rostos do seu templo, ele praticamente transformou a casa de Cancêr em um cabaré cheio de luzes e tudo mais. Diante disso, mudanças como Milo de Escorpião ter virado “cavaleira”, eu diria que são o de menos.

Lógico que em tal momento, você perceberá que com apoio de Cavaleiros de Ouro no reconhecimento de Saori, temos uma ruptura na saga original, o que fará que seus desdobramentos sejam totalmente diferentes da obra original. Essa mudança é o elemento surpresa da obra, dando originalidade a adaptação .

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Opinião

O mangá de Cavaleiros do Zodíaco surgiu em 1985 e trouxe abordagens que acabaram se tornando clichê nas histórias em quadrinhos. Se Hokuto no Ken havia criado muitas coisas, temos o seu aprimoramento na obra do Kurumada, o que hoje acaba pesando, quando comparado com obras mais recentes.

Em termos de filme, a obra corre de tal forma, que o conhecimento básico de Cavaleiros acaba sendo necessário. São tantos personagens aparecendo e indo embora, que um fã ou conhecedor da obra, ele irá aproveitar bem mais do que uma pessoa que nunca ouviu falar do animê/mangá originais.

Particularmente, eu gostei muito do “novo” Seiya. Atualizaram o personagem, transformando em um personagem digno de banda de visual kei, ou personagem de Final Fantasy, mas sua essência está ali.

Logicamente que muitas tramas foram deixadas de lado, por isso não temos Seika, Marin, Shina e nem a mãe do Hyoga. Também não temos espaço para polêmicas, como Mitsumasa Kido ser pai de todos os garotos órfãos que foram recrutados a virar cavaleiros.

O roteiro foi direto ao ponto e deixou tramas de lado, o que tornou os personagens “leves” e prontos para ser encarados ao novo público. Podemos dizer que esse talvez, seja o que veremos de mais próximo de um filme dos Cavaleiros do Zodíaco, caso fosse produzido um live action.

A história funciona, temos pitadas de humor (presente na obra original), além de uma mitologia atualizada visualmente, mas também atualizada para fãs de obras atuais, como Naruto, One Piece, ou mesmo os filmes da Marvel Studios.

Seiya, Shiryu, Shun e Hyoga, deixaram de ser só cavaleiros de Athena, meio que se tornando super heróis. Talvez, pensando exatamente no público ocidental que esse filme terá acesso.

No quesito dublagem, todo elenco original do animê está ali na versão brasileira. Temos Hermes Baroli na voz do Seiya, mas quem rouba a cena é o Gilberto Baroli, reprisando o Saga de Gêmeos.

Lógico que o filme nem tudo é positivo e temos alguns pontos que empolgam, enquanto outros saltam e desagradam o desenrolar da história.

Se a explicação do Saga em usar a flecha na Saori faz sentido aqui, já não gostei tanto como ele usa esse ponto a favor dele na luta final. Saga utiliza a flecha, como um catalisador do cosmo da Athena, podendo se tornar um deus no fim das contas.

Outro fator que incomoda é a diferença gritante do visual do filme. Temos cenas belíssimas, mas ao mesmo tempo, temos cenas de destruição que ficam devagar e que não estão no mesmo patamar que as do começo do filme.

Se merece continuação? Merece, porque o visual está belíssimo e existem mais sagas para serem adaptadas. A nova abordagem funciona e diverte, desejando mais e mais filmes nesse universo.

E tem cena depois dos créditos, por isso… Não saia do cinema!

Nota

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4 JWs

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