JMangá #22: Gigantomachia No ratings yet.

Vitrine JManga 22

Num cenário apocalíptico, dois jovens muito diferentes se unem para tentar consertar aquilo que parece já não ter mais jeito. Essa frase simples resume a trama de Gigantomachia, volume único de autoria de Kentaro Miura (o mesmo do clássico Berserk), lançado pela Panini no começo deste ano.

Na história, a humanidade parece ter sucumbido a alguma catástrofe. As paisagens, embora grandiosas, são inóspitas e não há sombra de vida. Os humanos tiveram que se adaptar a essas mudanças e acabaram absorvendo características de espécies mais resistentes às atuais condições climáticas e geológicas, como as dos insetos. Esses humanos que sofreram as mutações são denominados “Mus” e os que continuam normais são denominados “Hus”.

Os protagonistas, Prome e Delos, estão em busca de algo que possa melhorar a situação de alguma forma. Eles procuram pelos “gigantes”, pedaços soltos da mãe Gaia que podem ser tanto a salvação da humanidade quanto a destruição. Prome é uma bela garotinha que parece ser uma existência de um mundo superior ao nosso. Ela tem uma personalidade extremamente analítica e poderes inusitados, como curar ou revigorar pessoas através do contato com sua saliva ou com sua… urina (o que rende momentos impagáveis). Delos é um ex-escravo-gladiador muito humilde, que busca vencer suas batalhas sem nunca matar o adversário.

A trama começa de fato quando os dois se deparam com um inseto gigante que quase devora Delos, se não fosse a ajuda providencial de uma tribo guerreira domadora de escaravelhos, os escaraves. A tribo os leva como prisioneiros para sua aldeia e convoca seu guerreiro mais bravo, Ogum, para lutar contra Delos e derrotá-lo para honrar sua raça e defender sua honra como guerreiro “Mu”.

Delos vence a batalha não sem muito esforço e é respeitado pela tribo toda. A partir daí, os dois se esforçam para defender a tribo da ameaça do Império, que utiliza os gigantes como armas para oprimir os Mus. Nessa hora, finalmente compreendemos o porquê da união dos jovens e o real poder que isso representa.

Gigantomachia é um prato cheio para amantes da mitologia grega e, porque não, africana (já que o nome de Ogum vem dos deuses adorados nas culturas africanas). O traço de Miura está um pouco diferente daquilo que estamos acostumados a ver em Berserk, mais redondo e detalhista (como se isso fosse possível). O tom da história, apesar de sério em sua maioria, tem uma leve pitada de humor, algo inesperado.

Na luta de Prome e Delos contra os soldados do Império, identifiquei referências visuais à Zetman e à Evangelion, quem leu pode constatar. Os protagonistas são apaixonantes e seus motivos muito nobres e claros. Apesar ser uma história fechada, poderia tranquilamente virar uma série regular pois assunto não falta deixando um gosto de quero mais.

Espero que a vinda de Gigantomachia inaugure a vinda de mais mangás nesse formato. É uma boa opção para pessoas que têm intenção de ler mangás mas não sabem por onde começar. Se forem de autores que já têm obras por aqui, abre um leque de possibilidades para novos títulos.

Não deixem de dar sua opinião sobre esta obra!

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