JMangá #82: Anohana #1

JMangá POST 2016 82
Quanto do que somos na infância nos define na vida adulta? Pode uma época feliz voltar até nós mesmo quando tudo parece perdido? É o que Jinta Yadomi irá descobrir no tocante “Anohana – Ainda não sabemos o nome da flor que vimos naquele dia”, lançamento de junho da JBC, destaque no Fest Comix e nossa resenha da vez.

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A história
Jinta Yadomi é um garoto que se tornou um recluso (o famoso hikikomori). Está no colégio, mas não frequenta as aulas há meses; não parece se importar com nada além do videogame e não tem vontade nem de tomar banho, mas… nem sempre foi assim.

Há apenas alguns anos, Jinta era o líder dos “Super Peace Busters”, um grupo que criou com seus amigos e com o qual viveu muitas aventuras. Num dia de verão, essa paz foi interrompida brutalmente: uma das integrantes, a doce e meiga Menma, faleceu vítima de um infeliz acidente. Após este triste fato, os amigos foram separando-se aos poucos até virarem adolescentes, cada qual com sua própria vida e lembranças acerca daqueles tempos felizes.

Num dia especialmente quente, Jinta ouve uma voz infantil e meiga chamando pelo seu apelido de infância, “Jintan”. Ele pensa ser uma ilusão causada pelo calor excessivo, mas surpreende-se ao ver Menma em sua frente, como se ainda estivesse viva e alguns anos mais velha, porém sem abandonar seu jeito infantil de falar e agir (inclusive a mania irritante de referir-se a si na terceira pessoa).

Após se convencer de que não é uma alucinação, Jinta se vê obrigado a enfrentar um dilema: Menma parece ter um desejo a ser realizado, mas não tem a mínima ideia do que seja (pior do que o Kamui, esta garota). A única pista é que, para realizá-lo, todos deverão estar juntos novamente. Para tentar apaziguar o espírito da menina, Jinta passa por cima de algumas coisas e tenta reunir seus antigos amigos, cada um atormentado a seu modo pela lembrança daquele verão triste. Se eles conseguirão descobrir e realizar o desejo de Menma, só acompanhando o mangá, que terá periodicidade bimestral e deve chegar às bancas nesta semana.

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A edição nacional
A versão brasileira de Anohana veio com o papel pisa brite 52, nosso velho conhecido papel jornal. O mangá não tem páginas coloridas, mas traz uma linda imagem da Menma em uma das contracapas e uma capa muito bonita e sóbria, combinando com o tom etéreo do mangá. Quem assinar o título ganhará um marca páginas de acetato bem bacana, que brinca com a condição fantasma de Menma.

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Outras mídias
A versão mangá de Anohana nasceu de uma novel e o que não faltam são adaptações. Além do mangá, Anohana também ganhou anime, dorama e um filme, que foi uma das maiores bilheterias de 2013. Para quem está ansioso para saber o que acontece e não quer esperar a próxima edição, tem opções para todos os gostos.

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Opinião
Impossível não se apaixonar por Anohana. O clima de verão embalado por lembranças tristes lembra Tom Saywer (one-shot lançado pela JBC em 2014); já o sentimento de culpa por algo que, de repente, poderia ter sido evitado, remete a um Orange versão shonen protagonizado por crianças mais jovens. A cena de fogos de artifício do final do volume é algo tão lindo que chega a doer e fazer com que você deseje estar lá para ajudar esses adolescentes a cumprir este objetivo e ensiná-los a lidar com o fato de que ainda existe esperança para reatar seus laços.

Apesar de carismáticos, os personagens parecem guardar segredos que os sufocam, mas que mesmo assim preferem guardar dentro de si. Você fica completamente envolvido pelas suas características: a alegria verdadeira de Anaru, o calculismo ressentido de Yukiatsu, a calmaria cautelosa de Tsuruko, a devoção sincera de Poppo, a sinceridade de Jintan e a meiguice solitária de Menma, que busca desesperadamente juntar aquilo que foi separado aos poucos com sua partida.

Você se pergunta o tempo todo se o real motivo da separação dos Super Peace Busters foi realmente a morte de Menma. Será que o fato não seria melhor superado se todos tivessem ficado juntos? A amizade deles era algo tão efêmero quanto aquele verão fatídico? Talvez seja injusto pensar dessa forma, afinal, eram apenas crianças e, como tal, podiam estar com dificuldades para entender a inevitabilidade da morte. Agora, já crescidos, é de se esperar que cada um tenha sua própria resposta para aceitar que Menma precisa partir, e dessa vez, para sempre.

A vinda deste mangá foi uma grata surpresa e eu realmente espero que venham mais títulos deste tipo, afinal, quem disse que shonen só pode ter porradaria?

Agradecemos à editora JBC pelo envio do exemplar para análise e estamos torcendo pra que agosto chegue rapidinho, trazendo o segundo volume!

Ano.Hi.Mita.Hana.no.Namae.o.Bokutachi.wa.Mada.Shiranai..full.1532462

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