JQuadrinhos #22: Placas Tectônicas

JQuadrinhos POST 2016 22
Peço perdão desde já por começar com um clichê mas… a vida não é fácil. Relacionar-se com as pessoas, seja por amizade, seja por amor, seja pelo trabalho geralmente não é simples como gostaríamos. Sabendo bem o que isso significa, a autora francesa Margaux Motin nos traz o delicioso Placas Tectônicas, seu primeiro livro publicado no Brasil e que me deixou apaixonada logo de cara. Curiosos? Bora saber mais um pouquinho.

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A história
O ano é 2010 e Margaux acabou de se divorciar. Após relembrar brevemente tudo o que se passou nesse relacionamento, ela decide guardar todas as lembranças e “sair” pra um novo começo, junto com sua filha de seis anos, suas fiéis amigas e sua família.

Agora, o que nos espera são relatos divertidíssimos de como ela faz pra cuidar da filha e da casa ao mesmo tempo em que trabalha como ilustradora, sai com as amigas e ainda consegue abrir seu coração para um novo amor.

Sincerômetro ligado no level max

Uma das coisas que mais atrai em Placas Tectônicas é o nível máximo de sinceridade da autora. Ela não nega as maravilhas de ser mãe, mas é bem sincera com o “lado B” desta nobre tarefa. Pode horrorizar leitores mais puritanos com as verdades que ela fala quanto aos super-poderes que as mães têm, com os porres que ela toma com a criança em casa e com o fato dela agir de forma mais infantil do que a menina em muitas situações, mas nada que não nos arranque risadas, afinal, quem nunca teve vontade de mandar tudo às favas pelo menos uma vez, que atire a primeira pedra.

Ela também é bem verdadeira quanto às fases pelas quais passamos após terminar um relacionamento, nas atitudes que tomamos muitas vezes com relação ao trabalho e às amizades, bem como com nossa neurose ao tentar adivinhar os sentimentos do parceiro, a visível falta de paciência com as crianças, as eternas minhocas na cabeça por causa da aparência e, especialmente, a falta de vontade de estar sempre perfeita para toda e qualquer ocasião.

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Opinião
Placas Tectônicas é uma grata surpresa. Me identifiquei bastante com a protagonista/autora (será que é porque somos da mesma faixa etária?), pois também não consigo manter minha boca fechada em determinadas situações, nem ter paciência com os filhos mal educados das outras pessoas; em contra-partida, é bem difícil manter-se com a sanidade em dia passando por tanto perrengue, seja um final de relacionamento conturbado, mudanças inesperadas, crise no serviço e, o mais assustador, a insegurança diante do futuro.

Margaux nos mostra que, por pior que seja a situação, é possível resolver tudo com bom humor, sem deixar morrer a nossa criança interior. No final é tudo uma questão de harmonizar nossas placas tectônicas interiores e… se ocupar vivendo.

Agradecimentos mega especiais à editora Nemo, que nos mandou o exemplar para análise. Espero sinceramente que tragam mais obras da autora!

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