JMangá #91: Ajin #1

novo JMangá POST 2016 91

Em um momento, você está socializando com seus colegas de escola enquanto pensa no futuro. No outro, você morre e ressuscita quase ao mesmo tempo e precisa fugir se quiser continuar livre. Essa é a história de Kei Nagai, protagonista de Ajin, que ganhou o Netflix com sua versão em anime e agora chega às bancas brasileiras em uma edição super caprichada da Panini. O JWave devorou o mangá e agora conta para vocês um pouco da obra que tem argumento de Tsuina Miura, arte de Gamon Sakurai e 8 volumes até agora.

A história
Kei Nagai é um colegial com grandes ambições. Ele irá prestar o vestibular para medicina e acha um saco ter que interagir com os colegas de classe, que não respeitam muito sua dedicação excessiva aos estudos.

Em um dia de aula como qualquer outro, um professor aborda o assunto “Ajin”, que seria uma espécie de humano imortal. O primeiro apareceu há 17 anos e, imediatamente, conforme outras aparições começaram a acontecer, os humanos fizeram desses seres cobaias para estudos, chegando em alguns casos a oferecer recompensa pela sua captura.

Nagai parece se compadecer do destino de tais criaturas, mas não se aprofunda muito mais do que o necessário na discussão de sala. Ao saírem da aula, fica distraído com reminiscências esquisitas de sua infância e é atropelado por um caminhão, morrendo na hora.

Enquanto motorista e colegas de sala se desesperavam com tal cena de horror, Nagai se levanta, reconstitui as partes perdidas e fica diante das testemunhas de sua morte, sem saber como fez isso e o que realmente aconteceu.

Com a comoção que se formou devido à sua ressurreição, Nagai finalmente junta um mais um e percebe que, mesmo sem saber como e porquê, ele é um Ajin. Agora, ele precisará fugir dos humanos se quiser permanecer livre, além de aprender a lidar com o estranho poder que descobriu no momento em que perdeu a vida.

Quem será o ser misterioso das lembranças do protagonista?

Quem será o ser misterioso das lembranças do protagonista?

Outras mídias
Além do anime com 16 capítulos, Ajin também foi adaptado para um filme de animação cuja primeira parte, “Shodô”, foi lançada em 2015. As duas últimas partes, “Shototsu” e “Shogeki”, estão previstas para lançamento ainda em 2016.

Para 2016 também está previsto um segundo OVA e a segunda temporada do anime, ambos para outubro.

A edição brasileira
A Panini fez um trabalho lindo demais com Ajin. A edição é semelhante às de One Punch Man e Vagabond, com orelhas e papel off-set. O título do mangá e a imagem estão em hot stamp, dando um efeito incrível contrastando com o fundo escuro da capa. A única coisa que acredito que pode incomodar algumas pessoas seria a leve ondulação que fica após a primeira leitura, mas é tão leve que não creio que seja realmente um problema.

Capa da edição brasileira de Ajin, com direito a orelha e hot stamp!

Capa da edição brasileira de Ajin, com direito a orelha e hot stamp!

O primeiro capítulo tem algumas páginas coloridas no mesmo papel do restante da publicação e o glossário de praxe das edições da Panini.

Páginas coloridas da edição brasileira de Ajin

Páginas coloridas da edição brasileira de Ajin

A tradução ficou por conta de Jae HW e a edição compartilhada entre a Beth Kodama e Bruno Zago.

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Opinião
Assim como em Shingeki no Kyojin, temos um protagonista que a princípio é um tapado metido que desconhece o poder que dorme dentro de si. A diferença é exatamente como cada um lida com a descoberta: enquanto Eren parece querer ajudar a todos, Kei mal tem tempo para discernir possíveis inimigos ou aliados.

Para se safar da perseguição, ele reata laços de amizade há muito deixados de lado por uma mistura de interesses próprios e de sua família, com quem ele realmente não pode contar. Sua perturbação é visível, pois além de precisar se concentrar em manter-se sempre vários passos a frente de seus perseguidores, ele ainda tem que aprender a lidar com sua nova realidade, ponderar se deve ou não se aproximar de determinadas pessoas e pior: decidir se irá matá-las para se proteger.

O tom sombrio é uma constante e existem muitos personagens que têm potencial para ser explorado, como os membros do comitê de gerenciamento de Ajins, o amigo de infância Kai e até mesmo a irmã caçula mala, Eriko.

De qualquer forma, é um ótimo título e veio com um bom timing, considerando o sucesso do anime no Netflix. Vale muito a pena dar uma conferida nesta edição.

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