JQuadrinhos #25: Hansel e Gretel #1

JQuadrinhos POST 2016 26

Um casal de irmãos é abandonado quando crianças à própria sorte e escapam de um destino cruel por um triz. Agora, eles seguem em uma jornada em busca do pai que os abandonou e precisam de algumas respostas.

Essa é a premissa básica do aguardadíssimo Hansel e Gretel, obra nacional em formato mangá lançada pela New Pop como um dos destaques do Anime Friends 2016, com roteiro de Douglas MCT e arte de Rafi de Sousa. Claro que o JWave não deixou de conferir e agora vamos compartilhar um pouquinho da história com vocês!

Capa de Hansel e Gretel

Capa de Hansel e Gretel

A história

Foi um longo caminho, mas finalmente o objetivo está prestes a ser cumprido. Duas crianças chegam à metrópole de Echtra, procurando uma pessoa e algumas respostas. Os irmãos são Hansel e Gretel, que não só querem encontrar o pai que os abandonou quando pequenos, como também entender o porquê de tal ato desumano com duas crianças relativamente indefesas.

Logo na chegada ao seu primeiro destino eles percebem que não será nada fácil: se envolvem em uma baita confusão e, apesar de levarem a melhor não conseguem nada além de chamar a atenção no mau sentido, tanto pela bagunça quanto por sua aparência que os destaca dos demais: eles têm a pele alva como a dos coelhos da neve.

Gretel mostrando para Robin Locksley que faz jus ao apelido de coelho

Gretel mostrando para Robin Locksley que faz jus ao apelido de coelho

Seguindo em frente com sua busca, encontram um aliado poderoso no Gato de Botas, um espadachim que se comunica de forma peculiar e que jura proteger os irmãos com a vida, mesmo não revelando o porquê.

Após encontrar pistas valiosas com a dançarina (e taverneira) Cachinhos Dourados e com o velho artesão Gepeto, os irmãos percebem que o pai era uma pessoa deveras importante, que armou alguma situação que o fez deixar a cidade. Agora, além de terem mais lugares para vasculhar, terão que enfrentar a gangue dos mercenários (na qual um dos membros é ninguém menos do que Robin Locksley), além de mais duas ameaças distintas: um flautista misterioso que levanta os mortos e o descendente de Pan, que não está para brincadeira. A pergunta é: eles estão preparados para tudo o que essa jornada irá lhes trazer?

A produção

Como todo mundo que acompanha a New Pop desde o princípio sabe, Hansel e Gretel já era para ter saído em 2009/10. O problema é que o roteirista passou por algumas dificuldades, como uma perda pessoal e a saída do primeiro parceiro do projeto, que era a pessoa responsável pela arte.

Depois de muito buscar, Douglas encontrou em Rafi a parceira perfeita para dar vida aos personagens e, finalmente, a história ganhou forma e chegou às nossas mãos.

Durante toda a edição, Douglas e Rafi nos brindam com pequenos drops dos bastidores da produção, inclusive suas referências pessoais. O prefácio ficou por conta da linda Cris Eiko (Quadrinhos A2, Penadinho – Vida) e devo dizer que ela foi muito assertiva no que nos adianta sobre Hansel e Gretel.

Prefácio de Cris Eiko para Hansel e Gretel

Prefácio de Cris Eiko para Hansel e Gretel

Além dos drops, ao final da edição os autores nos mostram os rascunhos iniciais e contam um pouco mais sobre o conceito dos personagens. O conjunto total mostra que, mesmo que tenha demorando um pouco, valeu muito a pena: o resultado ficou incrível.

Opinião

Mesmo sendo um pouco repetitiva, acho legal frisar que a edição ficou excepcional. A arte rica em detalhes da Rafi casou perfeitamente com o clima da história, que já neste primeiro volume me deixou ansiosa (ou devo dizer, desesperada) para ler os próximos.

É possível reconhecer os gostos pessoais dos envolvidos no projeto, que são parecidos com os meus: na obra, há incontáveis referências e algumas homenagens a grandes artistas como Hiromu Arakawa (FMA), Yoshihiro Togashi (Yu Tu Hakusho), Eiichiro Oda (One Piece) e até mesmo ao mestre e inspiração de muitos autores: Akira Toriyama (Dragon Ball).

Com personagens carismáticos e bem construídos (flautista = amor eterno) e uma trama que remete a vários contos de fada que embalam nossos sonhos desde crianças (mesmo que, nesse caso, tenham uma pegada mais “Fábulas” para meu total delírio), Hansel e Gretel é um deleite para nossos olhos e um excelente exemplo do quão talentosos são os artistas nacionais. Convido todos vocês a deixarem o ceticismo que envolve uma obra anunciada há alguns anos de lado e se deliciar com a magia presente nessas páginas. E que venham os próximos volumes.

Flautista!!! Kyahhhh!!! *o*

Flautista!!! Kyahhhh!!! *o*

Agradecemos ao pessoal da New Pop que nos cedeu o exemplar para análise e convido os leitores para um pequeno desafio: quantas referências de personagens vocês encontraram na obra? Conta pra gente nos comentários! 😉

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