Louis de Dampierre: Mangá nacional se passa na Guerra dos Cem Anos está em produção!

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Acreditamos no talento nacional e é muito bom ver um mangá como Louis de Dampierre que explora contextos históricos com detalhamento tão aprofundado e recortes lindíssimos em sua narrativa. Apoiando a produção de bons mangás nacional, o JWave recomenda que você fique de olho em Louis de Dampierre.

Você deve está se perguntando: Por quê? E listamos alguns motivos pra você ficar de olhos nesse novo trabalho dos quadrinistas Francisco Costa (roteiro) e Glauber Lopes (roteiro e arte). A história, que será lançada na Comic Con Experience, em dezembro, é um derivado da HQ A Última Fábula, que está disponível no Social Comics e foi aprovada na Lei Goyazes (lei de incentivo a cultura de Goiás) – e será impressa ainda este mês.

Ambientada durante a Guerra dos Cem Anos, a trama da nova obra da dupla acompanha o jovem Louis, que é fruto de uma relação extraconjugal entre um nobre francês e uma druida. Ao completar cinco anos, ele acaba indo viver no feudo ao lado de seu pai. Este, que leva o nome de Morrice, não poderia permitir que um filho seu, ainda que bastardo, vivesse longe das obrigações de nobre. A história se passa na França em um pequeno reino chamado Ordre. Apesar do período conturbado, viviam grande prosperidade. A venda de tecidos, lãs, vestimentas militares para o governo francês e roupas finas para reinos parceiros garantiam esses bons ares. O nome dos De Dampierre estava cada vez mais bem cotado entre a elite. A rainha Adalicia era a mais preocupada – e interessada – para que as coisas seguissem assim. Até a vinda de Louis. Ele chega no castelo praticamente como um tabu. Sua origem foi mantida em segredo e nem mesmo os funcionários do castelo sabiam do ocorrido. Exceto pelo clérigo.

Com o tempo, o garoto, rejeitado pela madrasta e desprezado pelo meio irmão, assume sua obrigação de nobre no conflito armado, contrariando sua tendência pacífica, herdada de sua mãe. Ele precisará se mostrar digno para seu pai. Ao mesmo tempo, honrar sua mãe. Será possível diante dessa realidade manter seus princípios pacifistas?

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Ser um líder militar… mesmo odiando a guerra?

Louis é um bastardo. Nunca se envergonhou disso e nunca foi ensinado a ter vergonha. Sua infância foi muito feliz e aprendeu na natureza conceitos de harmonização, unificação e preservação da vida. Amor pela natureza. Era capaz de lidar com magias brancas e negras. Otimista, ele vê o mundo de forma bela como sua mãe via, mas é audaz como seu pai. Tinha grande disciplina e foco, capaz de realizar grandes feitos. Um tipo de personalidade rara. Fato esse que foi percebido pelo pai, tornando-se mais um motivo para se juntar ao exército.

Ele tem o melhor dos dois mundos e isso desperta inveja, raiva. Mas isso não é problema dele, enquanto isso não afetá-lo. Mas acaba afetando.

Sua madrasta o odeia. É incapaz até mesmo de conviver com ele. Era o tipo de pessoa que não permitiria que seus esforços para levar o nome da família ao topo fosse interrompido e não medirá esforços para se ver livre do que ela chama de “a vergonha da família.” Tinha meios para isso. Já seu irmão, o legítimo herdeiro, o vê como possível ameaça a suas posses, e o que era somente uma rivalidade pode se tornar uma problema maior, mesmo que Louis seja completamente indiferente a tesouros e riquezas.

Diante disso, aceita entrar para o exército. Mas como liderar uma tropa se nem ao menos ele tinha interesse pela guerra? Como desferir uma lança no peito do inimigo, se nem ao menos se sentia ameaçado? Posses? Ele não tinha interesse por isso. Nem em manter aquele nome, que no seu entender, era nobre apenas por um golpe de sorte.

A realidade é que desde pequeno ele sempre viveu uma série de contradições. Nunca foi capaz de olhar isso de frente e ter um diálogo com seu pai e madrasta. Era o tipo de garoto introvertido que, perante a rigorosidade comportamental da época, se sentia cercado e incompreendido. Ao mesmo tempo, sentia a responsabilidade nas costas perante aquele acontecimento histórico e em respeito ao seu pai. Não queria decepcioná-lo – a única pessoa que tinha algum tipo de conexão. Mas aquele ambiente todo estava desgastando o que lhe restava de sanidade. Será possível, um adolescente, ser capaz de suportar tudo isso calado?

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Arte

A qualidade visual do trabalho está muito boa! Glauber Lopes buscou por inúmeras referências visuais para chegar em um bom resultado. Estudos de arquitetura, vestimentas, expressões regionais e fatos históricos derão o pano de fundo para a HQ tomar forma. Mas não somente de regionalismos europeus o trabalho foi definido. Ambos artistas, por serem brasileiros, também colocaram elementos da nossa cultura, fauna e flora. Decidiram fazer assim por que acreditam que o nosso regionalismo também deve ser respeitado e mostrado. Dessa forma, a história ganha mais particularidade.

A finalização artística não foge dos materiais tradicionais dos mangakas japoneses. Lápis HB, borracha, canetas nanquim descartáveis do tamanho 0.4 fine pen, pigma micron 0.8 e uma pigma brushpen para preencher grandes áreas de preto. Para acabamentos mais artísticos, um pincel tigre no nanquim seco. Para correções, uma tinta branca da copic.

O artista pensou em fazer uso de retículas, mas logo a ideia foi abortada. Em um de seus testes visuais acabou descobrindo que a ferramenta não ajudaria muito. Pelo contrário, atrapalharia na dramatização.

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Guerra dos Cem Anos

Durante a Idade Média, especificamente entre 1337 e 1453, aconteceu a batalha mais sangrenta e longa da Europa da Era das Trevas: a Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra. O conflito que atravessou gerações teve início pela rivalidade do sucessor do rei da França Carlos IV, Filipe de Valois, e o monarca da Inglaterra, Eduardo III, que ambicionava à coroa francesa.

Durante um bom período da guerra os ingleses dominaram os franceses com vitórias na Batalha de Crécy (1346) e em Poitiers (1356). A batalha de Azincourt (1415) também foi para a Inglaterra. Após um longo período de perdas em batalhas e de terras, Joana D’arc surgiu como um ícone heróico e comandou o exército francês para várias vitórias, dentre elas o cerco de Orleans. Mesmo ela sendo capturada e queimada em 1431, sua liderança deu novo vigor ao exército francês, o que alterou os rumos do conflito. Os compatriotas da guerreira venceram em Formigny (1450), Castilion (1453) e, por fim, expulsaram os ingleses em 1458, com exceção de Calais.
Artistas

Francisco Costa é jornalista e roteirista nas horas vagas. Ele é autor da HQ A Última Fábula e atualmente tem outros títulos engatilhados. Glauber Lopes é um quadrinista completo, que escreve e desenha. Ele é o responsável pela obra autobiográfica Registros, que foi indicada ao Troféu HQMix 2016. Foi um dos ilustradores da HQ A Última Fábula.

Em 48 páginas em preto e branco e no formato A5, a primeira parte da obra terá tiragem inicial de 250 exemplares. A segunda edição da história, sua conclusão, está prevista para o ano que vem e terá mais de 100 páginas. Os artistas estão abertos para negociação com editoras.

No momento, o projeto está em produção (mais exatamente na metade – 24 de 48 páginas feitas) e suas atualizações podem ser acompanhadas na fanpage: https://www.facebook.com/louisdedampierrehq/

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