JMangá #106: Rust Blaster

Para dar um refresco em nossa saudade do traço lindo e shippador de Yana Toboso já que Black Butler entrou em hiato, a Panini lança em bancas um dos anúncios do ano passado, o one-shot Rust Blaster. Claro que não podíamos deixar passar uma coisa dessas em branco e aqui vamos nós!

A história

O colegio Milênio existe há muito tempo e forma alunos vampiros de toda parte do mundo, treinando-os para fazer parte do esquadrão especial anti-vampiro, que serve para ajudar os humanos a combater crimes cometidos por eles.

Capa da edição brasileira de Rust Blaster

Capa da edição brasileira de Rust Blaster

Aldred Van Envrio é um desses alunos, capitão da equipe 6. Filho adotivo do diretor, ele é um rapaz carismático, amigo e sincero, adorado por todos. Tudo seria perfeito, não fosse por um motivo: Aldred não possui uma arma ancestral, uma espécie de habilidade que ativa o poder do vampiro e dá a ele uma forma física. Um dia, Aldred é apresentado a Kei Yosunaga, um aluno tímido e sem habilidades extraordinárias, mas que se junta à equipe 6 como o segundo humano a estudar no colégio Milênio.

Sem questionar muito, Aldred aceita Kei como um de seus companheiros e continua levando a vida como sempre, até o que o inimaginável acontece: na noite das luas gêmeas, o colégio é invadido por vampiros que violaram o maior tabu de todos, que é alimentar-se de um semelhante. Tudo isso para criarem força suficiente para quebrar os selos dos portais erguidos para isolar os criminosos, que desejam retomar Gardênia e alimentar-se como as criaturas que são, com o sangue de humanos e vampiros.

Apavorados e perdendo feio dos vampiros criminosos, a equipe 6 não vê esperança até que Kei manda Aldred sugar seu sangue. Mesmo perturbado por violar um tabu tão grave, o capitão obedece e se surpreende, ao ver que Kei transformou-se em uma lança sagrada, que permite aos alunos vencerem a batalha.

Contra capa com antagonistas lindos de Rust Blaster

Contra capa com antagonistas lindos de Rust Blaster

Enquanto Aldred se recupera dos ferimentos na enfermaria, o diretor conta a ele e seus amigos que Kei é a bainha da Lança Sagrada, uma arma criada pela igreja para combater os vampiros e que só pode ser manipulada por um vampiro que não tenha uma arma ancestral. Agora, além de lidar com o choque da descoberta, Aldred terá que decidir se continuará violando o tabu para defender o portal e seus amigos e entender o que está acontecendo ao seu corpo, que parece queimar em uma sede sem fim. Kei também tem seu calvário particular, uma vez que a cada transformação a lança dentro de si parece devorá-lo, tirando-lhe alguma habilidade… O que o futuro reservará para os alunos da equipe 6 do colégio Milênio?

A edição brasileira

A primeira obra de Yana Toboso chegou ao Brasil em muito grande estilo, com papel off-set e a primeira página colorida. As contra-capas trazem imagens em P&B que sou suspeita para falar e a tradução ficou por conta de Erika Abreu, com adaptação de Luciane Yasawa, letras de Gabriela Yuki Sato e edição de Camila Cysneiros.

Segunda contra capa da edição brasileira de Rust Blaster

Segunda contra capa da edição brasileira de Rust Blaster

Opinião

Apesar de Rust Blaster ter alguns elementos da melhor fase de Vampire Knight (sem a emice de Zero e Kaname) e de X (barreiras e portais protegidos por prédios que formam um pentagrama), a história evolui bem.

Aldred é um protagonista carismático, assim como Kei os outros membros da equipe 6. O diretor Caim é tão cara de pau quanto o diretor Kurosu de VK mas tem seu valor e os vilões tinham um propósito até que compreensível (e também são um colírio para os olhos).

A única coisa que me deixou confusa foi a questão das luas gêmeas: se as luas se separaram na noite em que Kei tornou-se a lança de Aldred, por que diabos tivemos uma contagem regressiva para a noite das luas gêmeas? Talvez elas não tivessem se separado por completo ainda? Para ser oficialmente a noite das luas gêmeas, talvez fosse necessário que elas estejam bem afastadas uma da outra, dando total condição para que os vilões levem adiante o plano?

Dúvidas à parte, Rust Blaster é bem bacana e já dá pra entender o porquê de certos elementos existentes em Black Butler, como a ideia de que um dia você será consumido ou embriagado pelo poder que obteve por meios diferentes do usual ou por personagens que escondem segredos que causarão problemas para o resto do elenco depois. De qualquer forma, vale a pena ler e ter na coleção.

Agradecemos à editora Panini que nos enviou o exemplar para análise.

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