JMangá #108: Santia Shô #1

Apesar de 2016 ter sido uma porcaria em muitos aspectos, foi também o ano em que Saint Seiya completou 20 anos no Brasil e 30 de existência.

Claro que a JBC não poderia deixar de comemorar em grande estilo e um dos lançamentos  do ano foi Santia Shô, uma nova saga focada nas guerreiras secretas da deusa Athena e que também acabou de ganhar um anime. Queimem seu cosmo junto conosco e embarquem nessa nova aventura!

A história

Shoko é uma garota animada e valente, que treina todos os dias no dojo de sua família. Ela sempre tem um sonho recorrente, no qual é salva da escuridão trazida por uma maçã dourada por um belo guerreiro reluzente, mas não faz ideia do que significa.

Sua irmã mais velha, Kyoko, está fora há cinco anos. Ela foi selecionada para um programa de treinamento realizado pela Fundação Graad e, até o momento, não deu sinal de vida. Apesar de seu pai garantir que está tudo certo, o coração de Shoko está inquieto e ela decide se virar por conta própria.

Ao chegar no colégio, uma de suas amigas comenta que a famosa e rica Saori Kido, cabeça da Fundação Graad, apareceu por lá. Segundo a garota, Saori recebeu uma educação especial para super dotados e só vem de vez em quando para cumprir tabela. É claro que Shoko não deixa por menos e tenta se aproximar de Saori  mas é repelida lindamente por Mii, outra garota misteriosa e que não faz o menor esforço para afastar Shoko.

Revoltada por não ter informações de sua irmã e relembrando um passado há muito enterrado, Shoko percebe que sua amiga caiu em um sono estranho provocado por outra aluna esquisita e sensual demais para uma colegial. Antes que ela possa chegar mais perto de Shoko, um clarão estonteante a expulsa e dele sai ninguém menos que Kyoko, trajando uma bela armadura.

Mii e Saori são atraídas pela confusão e, como Shoko não está entendendo nada, Mii toma a dianteira e explica que tanto ela quanto Kyoko são Santias; guerreiras que protegem a deusa Athena junto com os cavaleiros. Diferente das Amazonas que são obrigadas a renegar sua porção mulher usando uma máscara, as Santias são uma espécie de damas de companhia de Athena, cuidando de suas necessidades básicas e aparecendo somente quando necessário. Temendo que Shoko seja alvo de novo ataque, Saori a leva para sua mansão, com a intenção de não perdê-la de vista.

Mesmo sob proteção das Santias, Shoko volta a ser atacada; a inimiga revela-se como uma seguidora da deusa da discórdia, Éris, que voltou à Terra e precisa de uma hospedeira, ninguém menos que Shoko. Depois de uma dura batalha, Shoko acaba perdendo algo que muito estima e agora precisará aprender a controlar seus impulsos, tornando-se uma guerreira que possa mudar seu destino e proteger àqueles que ama.

A edição brasileira

Santia Shô foi publicado como a maioria dos títulos da editora, no papel jornal. Foram mantidas as páginas coloridas do começo e, para a primeira edição, fabricadas duas sobre capas distintas: uma para quem adquiriu o mangá no evento de lançamento e em algumas livrarias e/ou lojas especializadas e outra para os assinantes.

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A adaptação seguiu o padrão normal adotado nas franquias de Saint Seiya publicadas no Brasil para os nomes, mas respeitou a explicação para o termo Santia, que é ligeiramente diferente das amazonas (como falamos lá em cima). A tradução ficou por conta de Fernando Mucioli.

Opinião

Como já falei muitas vezes, sou apaixonada por todos os derivados da série clássica de Saint Seiya. Santia Shô também foi uma grata surpresa e, desde que li o primeiro volume em uma livraria japonesa na Liberdade, torci muito para que viesse para o Brasil.

Shoko é a típica protagonista irritante, que acha que sabe tudo e que sempre tem razão. O contraste de sua personalidade explosiva com a personalidade calma de Kyoko e com a personalidade calculista de Mii rendem bons diálogos. Nessa versão, está prestes a acontecer a Guerra Galáctica, o que me deixa ansiosa para ver os possíveis crossovers.

Assim como Sasha em Lost Canvas, a Saori de Santia Shô é alguém que inspira respeito como deusa, ao mesmo tempo que ainda conserva a fragilidade de uma simples humana. Quero muito acompanhar os próximos volumes (já li até o segundo) para entender como a autora irá abordar a relação dela com os cavaleiros ao mesmo tempo em que as Santias estarão por perto nos bastidores.

No mais, Santia Shô é um excelente título que prova que as ideias de Kurumada-sensei são bem bacanas, mas ficam ainda melhores com uma ajudinha externa.

Agradecemos à editora JBC que, gentilmente, nos encaminhou o exemplar para análise.

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