JMangá #113: Love Stage! #1

Dez anos atrás, Izumi Sena participou de um comercial substituindo uma garota; agora, todos os participantes do comercial foram convocados para fazer uma versão “dez anos depois” e Izumi deverá participar novamente no seu papel, porém… ele é um garoto!!

Confiram conosco uma das melhores comédias românticas BL dos últimos tempos, Love Stage!

A história

A família Sena é composta por artistas. Seiya Sena, o pai, é um cantor famoso que também tem sua própria produtora, a Sena Pro. Nagisa Sena, a mãe, é uma atriz hiper famosa. Shogo Sena, o filho mais velho, é vocalista da banda Crusherz. Já o caçula, Izumi Sena… é um otaku.

Ele entrou na faculdade recentemente e já ingressou no clube de estudos de mangá, pois seu sonho é tornar-se um mangaká (apesar de desenhar MUITO mal). Seu quarto é repleto de action figures e pôsteres de sua personagem favorita, a fofinha (e irritante) Magical Angel Lala-Lulu e ele não tem intenção de seguir os passos da família, não fosse por um pequeno incidente.

Dez anos atrás, aos oito anos, Izumi fez o papel de uma garotinha que pegava o buquê da noiva junto com um amiguinho em um comercial da revista Happy Ending. A revista completou 10 anos de existência e convidou todos os atores para fazer um novo comercial, onde as crianças, agora adultas, se casariam. Para piorar, o garoto que fazia par com Izumi na ocasião é o famoso astro de novelas Ryouma Ichijou, que deixou claro que só participaria se o elenco fosse exatamente o mesmo.

Depois de fazer o maior escândalo, Izumi aceita participar do comercial mediante chantagem de seu irmão, que oferece um item da Lala-Lulu em troca de sua atuação. Lá chegando, Izumi reencontra Ryouma, que nem sonha que a menina que não saiu de sua cabeça por 10 anos é, na verdade, um rapaz.

Kyahhh olha o Izumi e o Ryouma juntinhos!

Percalços à parte, o comercial é gravado e, ao se ver sozinho com Izumi, Ryouma se declara. O que ele não esperava era Shogo esfregar em sua cara a masculinidade do irmão caçula, fazendo com que Ryouma tivesse a pior reação possível.

O problema é que, mesmo sabendo que Izumi é um garoto, Ryouma passou nada menos do que 10 anos nutrindo sentimentos por ele. Agora, enquanto Ryouma parte para cima, Izumi terá que entender o que se passa dentro de si para aceitar ou não o amor de seu admirador.

Tem mais?

Além do mangá concluído no volume 7, Love Stage conta com um anime (com trilha sonora apaixonante) de 10 episódios e um OVA.

A obra também conta com três novels, Back Stage, ainda em publicação.

As autoras

O roteiro de Love Stage é assinado por Eiki Eiki
(Eiki Usagi) e Taishi Zaou (pseudônimo de Mikiyo Tsuda, autora de Princess Princess, publicado no Brasil completo pela Panini, lembram?). As autoras são bem queridas no Japão e estão sempre publicando obras juntas. Inclusive, no anime, o dublador de Shogo é o irmão de Eiki, o cantor Daigo Stardust.

Lembra do Princess Princess, publicado no Brasil pela Panini há alguns anos?

Opinião

Não tem como não amar Love Stage. Os personagens são muito carismáticos e as situações em que Izumi se envolve com Ryouma são muito engraçadas.

Por enquanto, li apenas o primeiro volume e estou ansiosa para ver como será o restante, já que ele corresponde mais ou menos até o terceiro capítulo do anime. Dei uma pesquisada bem de leve para não estragar minha surpresa e percebi que a relação dos dois como um casal é bem mais explorada no mangá.

Capa de Love Stage, infelizmente ainda inédito no Brasi

Fiquei apaixonada não só pelo jeito inocente de Ryouma como pela personalidade naturalmente folgada e coruja de Shogo, que dá um show a parte quando aparece com Rei Sagara, assistente da Sena Pro que mora com a família Sena (que está mais para secretário e babá de Izumi). Suas atitudes intempestivas se contrapõem ao seu jeito protetor e resultam nas melhores partes da série.

Recomendo tanto o mangá quanto o anime para todos os fãs de boas histórias BL e deixo uma dica para as editoras brasileiras: na minha opinião, o gênero anda mal representado por aqui, sendo assim, seria ótimo ver nas bancas um mangá diferenciado, divertido e, o que mais “pega” para os colecionadores, curto. Não seria nada mal dar mais uma chance para Tsuda-sensei, já que na época de Princess Princess ficamos na saudade (queria muito ter lido Kakumei no Hi e Family Complex em português). Custa nada totalmente torcer.

Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli

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