JMangá #116: Ghost in the Shell

Depois de meses de tortura, finalmente a versão brasileira de Ghost in the Shell chegou às nossas mãos! O lançamento aconteceu na CCXP 2016, em companhia de outras obras igualmente esperadas e queridas pelo público. Nós demos uma boa conferida na edição e o JMangá de hoje vai contar nossas impressões!

A história

O ano é 2029. A humanidade está cada vez mais automatizada e os crimes cibernéticos aumentam cada vez mais. Visando eliminar a maior quantidade possível de “sementes do mal”, o chefe de polícia Aramaki cria, com a ajuda do Primeiro Ministro, uma espécie de esquadrão de elite com total autonomia nas decisões, a Sessão 9.

A líder da Sessão 9 é a “Major” Motoko Kusanagi, uma ciborgue completa, porém muito mais humana do que os próprios humanos. Junto com o ciborgue ponderado Batou, o humano novato e ex-policial Togusa e mais alguns membros com alto nível de competência, Kusanagi resolve uma série de crimes e vão descobrindo cada vez mais sobre o lado podre das organizações, especialmente as governamentais.

Motoko fazendo pose nas páginas coloridas

Em uma dessas missões, Motoko se depara com uma situação que não poderia prever e as consequências serão decisivas. Profundamente envolvida com o desfecho da missão, a Major põe seu profissional um pouco de lado e passa a ver a vida um pouco diferente de antes. Pode-se dizer que Kusanagi nunca mais será a mesma (literalmente)… Mas não sabemos se sua escolha a fará ter arrependimentos futuros, afinal, arrependimento não seria um sentimento exclusivamente humano?

Outras mídias

Além do mangá, as aventuras de Motoko e sua Sessão 9 foram adaptadas de muitas formas diferentes: séries de anime, filmes, jogos e romances. A mais nova adaptação cinematográfica (Vigilante do Amanhã, no Brasil) terá sua estreia em março deste ano, com a diva Scarlet Johansson na pele cibernética de Motoko.

Capa da edição brasileira de Ghost in the Shell

A trama do mangá é complementada por mais dois volumes: “Ghost in the Shell 2: Man/Machine Interface”, que seria uma espécie de continuação da história e “Ghost in the Shell 1.5: Human Error Processor”, que traz histórias que deveriam ter sido publicadas no volume 2. A editora JBC já informou que tem planos para lançá-los também (mal podemos esperar, não?).

A edição brasileira

Valeu a pena esperar. Nossa versão de Ghost in the Shell veio bem caprichada: formato americano, papel lux cream, sobrecapa, muitas páginas coloridas e as notas de edição de costume, que não destoam daquelas já feitas pelo autor e a tradução foi feita pela veterana Drik Sada.

Capa interna da edição brasileira de Ghost in the Shell

Opinião

Ghost in the Shell é uma história muito à frente de sua época. A trama é envolvente (não sendo, necessariamente, linear), e as muitas notas de rodapé do autor dão um tempero todo especial, fazendo com que se repense algo que acabamos de ler.

Motoko é a protagonista por excelência, daquelas que realmente têm a capacidade de fazer com que trama e companheiros de história orbitem ao seu redor. Com seu jeito peculiar de narrar, Shirow Masamune nos envolve de forma espetacular e nos transporta para o “seu” 2029, nos deixando ávidos por mais.

Motoko diva planejando a ação nas páginas coloridas

Posso afirmar que entendo o porquê desse quadrinho cyberpunk ter feito barulho ao redor do mundo e ter influenciado tanta gente. Confesso que mal posso esperar não só pelos outros volumes, mas também pela cereja do bolo, o igualmente idolatrado Akira.

Agradecemos à editora JBC que, gentilmente, nos enviou o exemplar para análise.

Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli

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