JQuadrinhos #30: Louis de Dampierre

Louis de Dampierre é uma obra ambientada na França da Guerra dos Cem Anos e conta uma história com pitadas de magia, traição e conspirações. O roteiro é assinado por Francisco Costa e Glauber Lopes, este último responsável também pela arte.

Recebemos a missão de dar nossa opinião sobre esta obra independente do cenário de quadrinhos nacional e aqui está o resultado.

A história

A rainha Adalicia não está nada feliz; descobriu que seu marido tem um filho fora do casamento. A criança vivia feliz com sua mãe druida na floresta e, desde pequeno, sempre demonstrou muito amor e respeito pelas criaturas da natureza, além de um potencial incrível para a magia.

Capa de Louis de Dampierre #1

O tempo passa e nos deparamos com um rapaz crescido e pensativo, que é chamado pelo irmão mais velho para o treino diário de espadas. Após algumas trocas de golpes, o mais velho indaga o caçula sobre sua motivação parecer diferente. O garoto, pacifista, apenas informa estar pensativo e treinando para ser um bom cavaleiro, o que não convence e faz com que seu oponente, ao terminar o treino, pareça um tanto quanto ressabiado e ressentido.

Não muito longe dali, uma mulher possuída pelo mal causa um senhor estrago. Ao tentar ajudá-lá, um bom padre acaba carregando este fardo e sai em busca da ajuda de um velho conhecido.

De volta ao castelo Louis, o caçula, foi nomeado líder das tropas apesar de não estar muito contente. Sua madrasta, a rainha Adalicia, fala abertamente que ele é um filho bastardo e seu pai, o rei, não tem boca para nada.

Enquanto Louis tenta entender o povo que se revolta pela situação em que se encontra, a rainha Adalicia repudia de forma veemente a ideia do rei Morrice de colocar Louis como representante do reino. Incapaz de demovê-lo da ideia, ela resolve contratar um capanga para dar um fim no enteado e, quando este falha miseravelmente, o garoto resolve dar um fim em sua apatia e tirar satisfação, descobrindo que sua mãe biológica morreu e que este é o motivo dele estar morando no castelo.

Louis luta pela sua vida nesta página dupla

Aborrecido e chateado, o garoto parte para sua missão junto às tropas e o padre possuído, após ajuda preciosa de seu mentor, sai em busca de uma solução definitiva para seu problema de possessão demoníaca. E assim termina o primeiro volume.

Opinião

Apesar do plot interessante, não dá para falar muito lendo apenas o primeiro volume. Sabemos da ambição da rainha, da quase inanição do rei e da rivalidade entre os dois irmãos, que pode ou não se tornar mais um problema para Louis.

O poder de Louis como druida meio que se resume agora a conversar com animais, mas isso foi justificado por ele viver na atmosfera sufocante do castelo, em meio a pessoas que não sentem nada por ele. Ele é uma existência atormentada pela saudade que sente dos tempos felizes na floresta, por estar em um lugar ao qual sente não pertencer e, para piorar, pela revelação da morte (será?) de sua mãe.

Paralelo a isso, o padre que só queria ajudar uma pobre alma acaba se envolvendo em algo muito maior do que esperava e não sabemos ainda o porquê dele ter sido envolvido na trama; será que o demônio é resultado das perturbações na floresta? Será que o caminho dele e de Louis se cruzarão em algum momento? Qual é a da família real? Muitas perguntas que, obviamente, só serão resolvidas nos próximos volumes.

Com relação à obra como um todo, achei o traço razoável; existem alguns errinhos de ortografia que podem ser facilmente evitados após uma revisão mais atenta, e devo dizer que senti também a falta de uma divisão mais clara da história. Um exemplo claro pode ser visto logo no início da história: somos apresentados a uma criança druida e, sem aviso, transportados a um castelo: neste momento, podemos ou não deduzir que o tempo passou e que a criança da floresta e o rapaz que luta com o irmão no castelo são a mesma pessoa. Lendo um pouco mais, conseguimos fazer a associação entre ambos com mais segurança.

Creio que a obra irá evoluir nos próximos volumes e faço votos que se torne uma história de sucesso, pois minha maior alegria é ver talentos nacionais desabrochando neste mercado cruel.

Agradecemos aos autores pelo envio do exemplar e desejamos boa sorte no projeto.

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