JMangá #142: Inuyashiki #1

Cerca de cinco anos após o final da publicação de Gantz no Brasil, Hiroya Oku volta às bancas brasileiras com Inuyashiki.

Anunciado na CCXP 2016, o mangá traz o inconfundível estilo do autor e uma trama interessante, que será o tema deste JMangá.

A história

Ichiro Inuyashiki é um pai de família de 58 anos, mas que aparenta já ter passado dos 70. Seus filhos não o respeitam e sua esposa parece indiferente, já que repreende o casal de adolescentes sem muita firmeza.

Sentindo-se solitário, adota uma cachorrinha shiba a quem dá o nome de Hanako, que é a única criatura na casa que lhe dá afeto e demonstra gratidão.

Para piorar, ao realizar exames de rotina, descobre que está com um câncer de estômago em estágio terminal e simplesmente não consegue dividir isso com sua família, já que parece claro que eles não se importarão ao saber que o patriarca da família irá morrer em aproximadamente três meses.

Um dia, sentado com Hanako em um gramado e em companhia de um adolescente aleatório, algo estranho acontece: uma explosão pulveriza Inuyashiki e o adolescente, transformando o gramado em uma clareira, mas deixando Hanako ilesa, embora assustada.

Neste momento onde parece que nada mais pode ser feito, vozes dizem que, apesar de ser imperativo que o planeta será destruído, não deveriam ter interferido naquele momento, afinal, dois seres racionais foram destruídos. Para “disfarçar”, os responsáveis pelo ato resolvem consertar do jeito que foi possível e assim Inuyashiki desperta sem desconfiar de sua nova condição.

Ao realizar nova bateria de exames, verifica que todas as máquinas dão erro no resultado. Para piorar, seu celular nada mais é do que uma imitação feita em cerâmica, ele não consegue manter a comida no estômago e não faz ideia do que está acontecendo até perceber que se tornou uma máquina.

Perturbado e ao mesmo tempo aliviado por acreditar ter ganho uma segunda chance, Inuyashiki tentará encontrar um novo sentido para sua vida, enquanto lida com seus assuntos domésticos de forma desajeitada. Enquanto isso, o rapaz que estava com ele no dia fatídico, parece bem consciente de sua atual situação. Resta saber se pretende utilizar seus novos poderes para uma causa nobre… ou se será uma pedra no sapato do protagonista.

A edição brasileira

Apesar das páginas coloridas e da capa brilhosinha terem sido mantidas, o papel escolhido para a versão brasileira de Inuyashiki foi o divisor de opiniões pisa brite, assim como seu veterano Gantz (mas sem crocância, para ser justa). Isso causou o descontentamento de alguns fãs, mas tenho certeza de que a maioria entende que nem sempre dá para publicar tudo em offset.

A tradução foi feita por Lídia Ivasa, letras por Danilo de Assis dos Santos e a edição dividida entre Beth Kodama e Beatriz Bevilacqua.

Opinião

Nunca terminei de ler Gantz por milhões de motivos, mas devo dizer que o que me empolgou por um breve momento foi o plot e as cenas de luta muito bem desenhadas. Kurono e sua namorada irritante sempre me tiraram do sério e confesso que isso a longo prazo me deixou com preguiça de chegar até o final (além do mais, tanto o outro amigo quanto o Izumi seriam protagonistas milhões de vezes melhores do que o Kurono). Só por esse fato, quando vi o anúncio de Inuyashiki, não me empolguei nem por um momento.

Ao ler o primeiro volume, me deparei com situações parecidas: adolescentes que não respeitam os mais velhos, extraterrestres achando que a Terra é um caquizal e um protagonista sem voz ativa… até o momento da descoberta.

Quando o protagonista toma consciência de sua situação, a história dá uma melhorada bem expressiva: ele sai do seu “banco do coitado”, utiliza o poder meio por osmose mas de forma eficiente e indica que terá uma evolução no mínimo interessante.

Além disso, o garoto que sofreu a mesma mudança tem tudo para se tornar um antagonista que pode ajudar na evolução do protagonista.

No mais, é uma obra divertida e instigante, que cumpre a função de entreter e me deixou empolgada pelo próximo volume.

Agradecemos ao pessoal da editora Panini por ter encaminhado o exemplar para análise.

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