JWave Game #31: Dragon Ball Fighter Z

Hoje eu venho falar de Dragon Ball com vocês, mas como todo mundo já conhece bem o anime/mangá. A Arc System Work é a empresa responsável por dois dos maiores títulos de jogos de luta do mundo: Blazblue e Guilty Gear. Consagrados jogos não só pela sua jogabilidade e equilíbrio, mas pela sua arte e até mesmo trilha sonora, seja ela um rock da pesada ou uma trilha digna de um grande animê.

História

Depois de tanto jogos, quase que anualmente de Dragon Ball Z, não dá pra contar a historia da série de novo. Por isso, a Arc System Work trouxe uma história original, aproximando como um dos filmes, com direito até a personagem novo (Android 21, a nova waifu). O que mais chama atenção são os diálogos de zoeira que irão fazer os fãs dar boas risadas, principalmente as trollagens com o Yamcha. O modo dura cerca de 10 horas, não possui tanto fator replay, porém o jogo também conta com um bom modo arcade, sendo assim um ótimo conteúdo offline.

A seleção de personagens conta com mais de 20 personagens de todas as sagas de Dragon Ball Z e até Dragon Ball Super, porém sem Dragon Ball GT (não canônico) e infelizmente sem Kefla e Jiren da saga atual do anime. Mas podemos esperar uns DLC ai para atualizar e expandir o jogo.

Gameplay

O maior trunfo desse jogo  e o que faz desse jogo o mais importante lançado até hoje, é exatamente o seu gameplay. A Arc System Work é responsável pelos melhores e mais hardcore games de luta já feito e aqui ela traz um jogo muito bem orquestrado e com a jogabilidade mais acessível que o mesmo já fez. Além de se inspirar num clássico do E-sport, Marvel vs Capcom, trazendo os time 3×3 para o universo de Akira Toriyama.

 Simples e competitivo, o sistema de auto combo ajuda muito você a pegar e sair dando porrada, mas se você quiser parar no meio e fazer uns bons air combo, é possível, não tendo desequilíbrio  como em outros jogos que tentaram fazer o mesmo ao se utilizarem dessa mecânica. Aliás falando em Combos, a Arc System Work não perdeu o seu toque aqui e usou bem as mecânicas de trio e deu um gameplay parecido, porém com toques únicos para todo os personagens. Ficando fácil de aprender todos comandos e trocar entre eles no meio do combate, o que é muito necessário nesse tipo de jogo baseado em times.

 Gráficos/Som

Logo de cara, você percebe que não é só mais um jogo do Dragon Ball Z e depois de um tempo você ainda se pergunta: Isso é 3D ou 2D? Tudo isso devido ao trabalho excepcional daArc System Work de fazer a modelagem 3D e depois a mão refazer quadro a quadro para dar esse efeito de 2D, o resultado é essa obra prima da natureza.

Já no som, infelizmente não temos a dublagem nacional mas isso não tinha o mérito do jogo nesse quesito. Até porque o jogo fechado de easter egg no meio do combate refazendo cenas clássicas do anime no meio/final das lutas. É literalmente mágico quando ocorre esse efeitos e suas semelhanças com as cenas originais do anime, que devido aos gráficos do jogo ficam até melhor que o original.

Considerações finais

Com um ótimo conteúdo offline solo e recheado de multiplayer (off e online). Talvez o único defeito no quesito fanservice foi a falta de dublagem brasileira, porque de resto está sensacional e ainda deve contar com DLC para trazer mais personagens e quem sabe também, personagens da saga atual de Dragon Ball Super.

E mesmo que você não goste de Dragon Ball Z,  vale a pena por ser um jogo de luta de time que veio para pegar o lugar de Marvel v Capcom que falhou nessa geração. Pode esperar muito campeonatos competitivos e até um foco maior em anime fighter pelo Pro Gamer e programadores, quem sabe não tem um Naruto ou um One Piece com esse mesmo tratamento, não é ?

Nota

5/5

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