JMangá #171: Battle Angel Alita #1

Publicado pela primeira vez no Brasil em maio de 2003, no formato meio tanko e em papel jornal, Gunnm – Hyper Future Vision retorna pela JBC, mas em versão repaginada.

Em formato um pouco maior que o big, com páginas coloridas e com o título americano Battle Angel Alita, esse clássico da ficção científica é o protagonista deste JMangá.

Relembrando a história

Em um dia como outro qualquer na Cidade da Sucata, o engenheiro cibernético Daisuke Ido encontra no meio do ferro velho partes de uma ciborgue, incluindo a cabeça. Ele resolve acolhê-la e consertá-la, para que tenha uma segunda chance.

Quando a ciborgue abre os olhos, Ido e seu assistente percebem que ela perdeu a memória. Ele então lhe dá o nome de Alita (Gally, no original e na primeira edição brasileira) e um novo corpo.

Alita deveria ser contratada pela L’Oreal

Alita passa a viver com Ido e, aos poucos, fragmentos de sua antiga memória aparecem quando ela se envolve em batalhas. Quando uma das lutas quase acaba com a morte dela, Ido resolve lhe dar o corpo de um guerreiro berserker, para que ela lute da forma como desejar

Assim, Gally segue como uma Guerreira Caçadora, trocando as cabeças de criminosos procurados por dinheiro, enquanto reaprende a viver como uma humana, mas num corpo cibernético. Logo, ela verá que a vida pode pregar peças cruéis e que não dá para escapar do passado, mesmo quando ele está um pouco adormecido.

A reedição brasileira

Como dito na introdução deste JMangá, a nova edição de Battle Angel Alita teve algumas mudanças. A mais visível seria a alteração do formato; em sua primeira publicação em 2003, não era comum a publicação de mangás em formato tanko completo (X/1999, do estúdio CLAMP, foi publicado em dezembro de 2003, sendo o primeiro mangá publicado no Brasil nesse formato).

Ao contrário da sua antecessora, esta versão não possui sobrecapa (que também foi uma inovação em 2003), mas nada que prejudique o visual final da edição. O papel escolhido foi o lux cream, que tem sido utilizado em mangás com uma edição diferenciada, como Blame!, O Cão que Guarda as Estrelas e Akira.

O único nome alterado até o momento foi o da protagonista, de Gally para Alita (apesar de terem alterado o título, mantiveram o subtítulo “Gunnm – Hyper Future Vision”), provavelmente por ocasião do lançamento do live-action.

A tradução ficou por conta de Arnaldo Oka.

Opinião

Quando li Alita pela primeira vez, lá em 2003 (meu espírito é jovem, tá, gente?), achei que a história tinha um clima bem de Pinóquio; o Ido me lembrou muito o Gepeto, que deu vida a um boneco de madeira que não sabia muito bem o que era certo ou errado.

Alita é um Pinóquio um pouco mais evoluído: ela não se recorda do seu passado, mas sabe o básico para se virar. Aos poucos, conforme seu corpo vai recuperando fragmentos de memória, percebe que não poderá passar a vida como uma garota normal. Em algum momento, deverá lidar com as consequências oriundas das escolhas que fez em algum momento de sua vida “anterior”.

Alita me lembra muito a Motoko de Ghost in The Shell; alguém ansiosa por saber sua real identidade, mas ao mesmo tempo atormentada com o que pode vir a saber. A busca de Alita é tão poética quanto a de Motoko, e ao mesmo tempo triste.

Com todos os elementos que realmente fazem uma boa história de ficção científica, Battle Angel Alita não faz feio na estante de ninguém. Recomendo de olhos fechados.

Agradecemos ao pessoal da editora JBC por ter cedido o exemplar para análise.

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