JMangá #175: Ghost in The Shell 2.0

Mais um integrante do combo de lançamentos da JBC na CCXP 2017, Ghost in The Shell 2.0 vem para reforçar o case de ficção científica da editora e é a pauta deste JMangá.

A história

Quase cinco anos se passaram desde os eventos ocorridos no primeiro volume. A protagonista desta história é Motoko Aramaki, uma super ciborgue e diretora do grupo Poseidon Industrial.

Dentre as muitas atividades do grupo, está a implantação de genes em porcos para fabricação de órgãos para clonagem, o que motivou um ataque terrorista por parte da HLF (Human Liberty Front). Após contornar as consequências do ocorrido com sua lábia lendária, Motoko começa a investigar mais a fundo os rastros deixados pelo ataque, utilizando suas várias interfaces.

Em um desses mergulhos de incursão, Motoko se depara com um inimigo que é uma espécie de espelho dela e fica intrigada, mas não dá tanta importância até sofrer ataque de indivíduos manipulados pela Stabat Mater, uma espécie de organização que conecta pessoas à personagens, para compartilharem uma experiência coletiva em um jogo.

Quanto mais fundo Motoko avança na investigação, mais clara fica a solução do quebra-cabeça no qual se meteu, mas ainda existe a possibilidade de que ela seja apenas mais uma peça a ser encaixada em toda a trama… por alguém que ela conhece bem.

A edição brasileira

Ghost in The Shell 2.0 foi publicado em papel lux cream, assim como seu antecessor, e com sobrecapa. A edição tem mais de 200 páginas coloridas, o que realça bem o traço de Shirow, mas atrapalha a leitura de alguns balões menores por causa da cor clara das letras.

A tradução deste volume foi feita pela Drik Sada.

Opinião

Muito da poesia que encontrei na primeira edição de Ghost in The Shell se perdeu nesse segundo volume. Para mim, a grande beleza da história, é a visão da Motoko Kusanagi acerca da vida, sendo ela humana ou não.

Como previsto pelo autor, fiquei um pouco chateada por esta parte da obra quase não ter abordado essas questões, dando mais destaques à batalhas confusas (algumas, com um visual bem poluído) e deixando a parte verdadeiramente interessante espremida no final.

Talvez não seja a melhor parte de Ghost in The Shell, mas ainda assim é importante para compreender a obra como um todo e dar a atenção que ela merece. Fiquei curiosa para ver agora a “última parte” e completar a coleção. Vamos acompanhar.

Agradecemos ao pessoal da editora JBC por ter cedido o exemplar para análise.

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