Mais um dos integrantes da linha Tsuru, selo da Devir para mangás alternativos, chega às livrarias, sites e lojas especializadas o incrível Tekkon Kinkreet.

Aclamado título de Taiyo Matsumoto e publicado no Brasil pela primeira vez em 2001, desta vez o JMangá conta para vocês nossas impressões sobre a republicação da Devir.

A história

Shiro e Kuro são dois órfãos que vivem em Takara-cho, um bairro violento onde policiais, delinquentes e yakuzas parecem conviver sem se intrometer demais nos assuntos uns dos outros. Enquanto Shiro é uma criança doce, carente de atenção, bem imaginativa e inocente, Kuro é uma criança madura e consciente do mal que habita os seres humanos, inclusive ele mesmo.

Roubando e brigando por aí para sobreviver, os garotos não têm bons exemplos além de um adulto a quem chamam de avô e que tenta ensinar a eles as consequências de uma vida sem propósito e desregrada. Ambos sabem muito bem como lidar com as pessoas e situações e, embora Kuro não confie em ninguém a não ser em Shiro, este, por sua vez, parece ser mais aberto à novas possibilidades.

Quando uma organização estranha aparece com a intenção de mudar Takara-cho, a harmonia tênue que existe entre os habitantes de lá é quebrada. Até mesmo o ingênuo Shiro percebe que há algo errado e começa a mudar. Um incidente o afasta de Kuro e este, sem sua outra metade, cometerá loucuras até reencontrar seu eixo.

Um pouco sobre as duas versões brasileiras

Tekkon Kinkreet chegou ao Brasil pela primeira vez através de uma série em três volumes, com leitura ocidental, publicada pela editora Conrad e com o título de Preto & Branco (provável referência ao nome dos garotos: Kuro = Preto e Shiro = Branco). Não sei dizer se essa versão teve cortes como a primeira publicação de Gen: Pés Descalços, mas ainda assim não me pareceu uma edição ruim.

Capa e sobrecapa de Tekkon Kinkreet

A versão lançada pela Devir veio com o nome original japonês (em uma tradução literal, seria Ferro e Concreto) e em formato all in one, ou seja, toda a história em uma edição única com pouco mais de 600 páginas. Assim como todos os mangás do selo Tsuru, ele

Shiro e Kuro

Lendo a história, percebo que todos os elementos para um bom enredo estão lá: protagonistas carismáticos que se completam, a voz da consciência que não os deixa sair muito do prumo, inimigos que se tornam aliados e que abrem novos horizontes e várias metáforas de como derrotar aquilo que há de pior dentro de cada um de nós.

O traço não é bonito, mas cumpre o seu propósito como arte e entretenimento. A narrativa pode parecer um pouco confusa no começo, mas isso é superado logo no início, te deixando com a sensação de querer saber se aqueles dois garotos vão conseguir encontrar algo além de si mesmos. Tenho a impressão de que sim.

Agradecemos muito à assessoria de imprensa da Devir por ter gentilmente nos encaminhado o exemplar para análise.

About Luana Tucci de Lima

Fã incondicional de CLAMP, Nobuhiro Watsuki e Yuu Watase. Adora mangás Yaoi , Turma da Mônica e... mordomos de óculos.

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