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Review | Dragon Ball Z: Kakarot (Demo no Anime Friends 2019)

De supetão no Anime Friends, a Bandai Namco colocou escondido o próximo jogo da série Dragon Ball. Anunciado na E3, o novo jogo baseado nas aventuras de Dragon Ball, promete recontar a saga clássica em diferentes ângulos, mostrando o que diversos personagens estão fazendo paralelo a história que fomos apresentado no mangá e no animê.

No Anime Friends, a versão que podemos jogar é limitada em 20 minutos, podendo jogar o momento que Goku e Picollo vão atrás do Raditz para recuperar Gohan criança bem no começo da série Dragon Ball Z.

Produzido pela Cyberconnect2, a empresa é conhecida pelos excelentes jogos de Naruto e recentemente Jojo´s Bizarre Adventure. Mas voltando a Dragon, o que a produtora poderia acrescentar e ser o próximo passo da franquia no mundo dos games?

É isso que vamos tentar falar aqui nesse pequeno review sobre o demo do futuro jogo da série.

História e mundo aberto

Um dos diferenciais desse novo jogo é o Dragon Ball Z: Kakarot é justamente em ser um mundo aberto. E é por causa disso que mais que todo mundo saiba a história original, o jogo abre diversas possibilidades de explorar inúmeras opções enquanto você refaz a história de Goku mais uma vez.

O trecho que jogamos apresenta Goku num mapa com o radar do Dragão apontando aonde devemos ir. Goku pode voar rápido ou devagar, sendo que você pode ir para qualquer lugar ali, lembrando bastante os jogos da série Naruto Ultimate Ninja Storm da mesma Cyberconnect2.

Jogabilidade

Trazendo uma jogabilidade bem diferente dos últimos jogos da franquia, os especiais dos personagens são ativados usando R2 e L2 (no Playstation) com uma tela em que os botões do lado direito do controle ativam golpes do personagem.

Além disso, o lado direito controla um personagem secundário e no lado esquerdo o personagem principal. Na parte que jogamos, o Goku era o principal e pudemos controlar o Piccolo para dar golpes no Raditz.

É bem diferente de Dragon Ball FighterZ e Dragon Balll Xenoverse, mas sendo fácil de aprender em pouco tempo.

A primeira luta foi bastante fácil com Raditz, enquanto a segunda luta não tinha opção de usar Piccolo, tendo um desafio bem maior em derrotar o Raditz.

Conclusão

Assumo ter ficado um pouco decepcionado com a parte jogada, por já ter sido explorado em diferentes maneiras em diferentes jogos baseados na série Dragon Ball. Como a divulgação do jogo foi em torno de mostrar outros personagens durante a história que conhecemos em Dragon Ball Z, eu torcia que já se mostrasse algo alternativo desde o primeiro momento.

O jogo é muito bonito, tem uma jogabilidade diferente e fluida, além de um mundo aberto de um mundo que conhecemos tão bem como Dragon Ball. Só que eu esperava algo a mais para me conquistar como jogador e assumo que vou continuar acompanhando as novidades do jogo e esperar uma nova demo para realmente ser fisgado por ele.

Dragon Ball Z: Kakarot é um jogo que provavelmente vai te fisgar como fã da série criada pelo Akira Toriyama, mas assumo que entre tantos jogos bonitos como nos últimos tempos, ainda espero as novidades que foram anunciadas para esse jogo.

Agradecimentos ao Sérgio Sampaio pela foto surpresa de costas.

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Review | Samurai Shodown (2)

Samurai Shodown é um dos grande clássicos da SNK e está de volta nesse reboot, ou soft-reboot. Talvez, que em poucos palavras posso descrever como: o melhor jogo da SNK moderna. Eu até gostaria de falar mais da franquia e tal mas o ultimo que joguei mesmo, e não apenas alguns rounds e foi a versão de Mega Drive. Deixo para vocês o nosso podcast para isso, porém se você deseja só saber do jogo novo, vem comigo!

Gameplay

Tudo que já reclamei de jogos de luta, o Samurai Shodown, aka SamSho, veio para corrigir. Gameplay 100% fundamentos, zone, footzies, básico e sem combo(praticamente). Resultado? Traz o jogador com algumas horas de treino direto pro fight, mas que tem muitas mecânicas e match-ups para ser aprendidos ai. 

Simplemente amei, como disse minha memória do jogo era de quando eu era muito pequeno e muito n00b e agora depois de jogar muito jogo de luta posso apreciar a simplicidade e a maestria que esse jogo proporciona sem ser algo que seja dummy-down ou raso demais.

Um gameplay que você em pouco minutos já sai batendo mas só em meses aprende a arte de que defesa e o seu melhor ataque, aliás falando em defesa, o jogo tem muito mecânicas de defesa mas mesmo assim e muito menos turtle que Street Fighter IV, pois no fim defender aqui e abrir espaço para ataque e se tratando de ataque aqui é ANIMAL, com direito a muito saque e corte na velocidade do som bem coisa de samurai mesmo

Gráficos/Som

SNK tinha sido muito criticada com o KOF 14 e aqui ela provou que está manjando muito e não é só pela qualidade, mas pelo design/arte que a série merecia, ainda mais se gente lembrar que tentaram um SamSho 3D no Xbox 360 que só Jesus viu.

Considerações finais

Se você é fã da série, não perca esse game, se procura um jogo legal de samurai, pronto você achou. Talvez o melhor ponto de todos, se você quer aprender a jogar jogo de luta 2D, esse talvez seja o melhor pra começar pois foca apenas no arroz e feijão. Bem feito o que lhe dará uma ótima bagagem para ir pra outro jogo ou até mesmo ficar por aqui, afinal esse ano deve ter e-sport dele valendo 30 mil dólares.

Nota:

 Nota 10

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Review | Samurai Shodown

A franquia Samurai Shodown está de volta em sua melhor forma. Desde 2008 sem jogo novo, temos o retorno da série com personagens clássicos, personagens novos, história e modos de fazer fazer inveja a qualquer outra franquia.

Criada em 1993, Samurai Shodown se passa no período Edo, apresentando personagens de diferentes cantos do mundo, porém lutando no Japão. E se já tivemos jogos pra trás e pra frente, numa enorme confusão cronológica, aqui temos um jogo que se passa um pouco antes do início do jogo original feito em 1993.

Mas Samurai Shodown em 2019 ainda vale a pena dar uma chance a franquia? Olha, seria realmente um desperdício não dar uma chance da série que nunca esteve tão bela e tão boa em tela.

Elenco

A série apresenta 16 personagens, sendo que diversos personagens clássicos estão aqui, como Haohmaru, Nakoruru, Galdord, Hanzo Hattori, Galford entre tantos outros. Também temos a chegada de personagens novos como a chinesa Wu-Ruixiang, além de 4 personagens anunciados no primeiro Passe Temporada da série.

Em time que está ganhando não se mexe?

SNK Corporation anunciou o jogo em 2018, sendo que o time que estava produzindo esse jogo estava trabalhando nos jogos The King of Fighters XIV e SNK Heroines: Tag Team Frenzy. Yasuyuki Oda que era o diretor do jogo The King of Fighters XIV assumiu a função de produtor, enquanto Nobuyuki Kuroki que havia trabalhado em Samurai Shodown 64 acabou se tornando diretor do novo jogo da série.

Diversos membros do The King of Fighter XIV ajudaram no desenvolvimento do Samurai Shodown

Assim o jogo foi desenvolvido com que entende da franquia e vamos combinar se no passado a série teve alguns percalços e até tratamentos nada dignos a série, parecia que dessa vez estava fazendo a lição de casa.

Anunciando trailers de cada personagens, mostrando o novo Modo Dojo, Samurai Shodown tinha tudo para dar certo para essa nova geração.

A História

Se passa no sétimo ano da Era Tenmei em 1787, aonde a perda do controle do conselheiro do Xogum faz com que desperte atenção desses lutadores. Por exemplo, temos a Charlotte que estava voltando da França (provavelmente do jogo anterior Samurai Shodown V, vulgo Samurai Spirits Zero no Japão) e assim que percebe novo problema, acaba retornando ao Japão.

Um novo perigo está assolando diversas regiões do Japão, mas o que não se espera é que um dos personagens históricos lá do período Kamakura (1192-1333) voltaria do além.

Jogabilidade

Assumo que se eu não tivesse jogado o tutorial enquanto instalava o jogo, talvez tivesse perdido muitos movimentos e golpes dos personagens. Trazendo defesa, como arrancar arma do inimigo e tantos outros movimentos extremamente curiosos e úteis, temos um jogo rico de comandos, tornando desafiador saber tudo que o personagem tem a oferecer.

Se por um lado temos uma quantidade de movimentos e comandos novos, temos que dar os parabéns a SNK que mesmo remodelando o jogo por completo com personagens 3D, temos comandos clássicos no controle. Se você já jogou alguma vez na vida algum jogo da série, provavelmente saberá dar muitos golpes dos personagens, sendo bem instintivo.

Além disso, o novo jogo também tem uma barra de fúria que é bem útil durante ao jogo. Podendo ser usada, apenas uma vez, ela pode te ajudar bastante durante o jogo.

Gráficos

Feito em Unreal Engine 4, Samurai Shodown aposentou os velhos sprites, apresentando personagens em 3D. Não é algo inédito na franquia, porém os personagens são tão ricos em detalhes e tão naturais em seus movimentos, que a transição foi muito bem vinda, sendo uma boa surpresa.

Outra coisa que chama bastante atenção são os cenários de fundo do jogo. A SNK sempre mandou muito bem em cenários de seus jogos e aqui é um retorno ao passado, trazendo cenários bem ricos, sendo um show a parte durante as lutas. É verdade que os cenários não interagem tanto como alguns jogos da franquia no passado, porém não sentimos falta dessa interação.

Não poderia deixar de citar que durante as lutas, cada golpe vai sujando a roupa dos personagens. Personagens como Haohmaru que usam roupa branca, acabam ficando vermelhas de sangue, sendo um detalhe que mesmo bobo a olhos nus, vale a pena ser reparado. Detalhe que a roupa só fica manchada naquele round, voltando as características originais no começo do round seguinte.

Trilha Sonora

Trazendo músicas competentes e uma sonoplastia diferente, mas ao mesmo tempo fiel ao jogo, temos um boa combinação. Não achei a trilha sonora marcante, porém ela funciona no contexto do jogo, além de trazer muito efeitos especiais que são marca registrada dos personagens da série.

Talvez na quantidade de jogos, falte músicas icônicas, mas não é um defeito desse jogo em si.

Falas e características dos personagens como a risada da Charlotte estão no jogo, o que marcam coerência e são pontos altos do jogo em si.

Modos

O jogo traz modo Online, Batalha, História, mas o que chama atenção de verdade aqui é o Modo Dojo. Podendo upar seus fantasmas de luta e baixar de seus amigos, o jogo desenvolve uma inteligência artificial que imita o seu estilo de jogar, assim podendo lutar consigo mesmo dentro do Samurai Shodown.

Por mais que já tenha visto isso em jogos como Mario Kart, aqui é totalmente diferente fazer uma inteligência artificial imitar o seu estilo. É bem interessante o resultado final e mostra uma evolução que provavelmente inspirará outros jogos do gênero.

Localização Brasil

Uma das coisas que foi mais falado nesse jogo é que Samurai Shodown estava ganhando localização para o Brasil. Tendo menus, legendas traduzidos para o Português brasileiro, o jogo apresentou um trabalho bem competente.

Trazendo uma boa tradução, sem nenhuma perda visível na tradução, Samurai Shodown acaba sendo um bônus a mais em jogar no nosso idioma.

Redesign

Samurai Shodown foi bem feliz em trazer os personagens para 2019, mantendo sua essência. Os personagens estão bem bonitos e totalmente fieis as suas criações.

Só que uma personagem em si parece ter ido contra as origens dela que foi a Charlotte que acabou ganhando visual bem feminino, coisa que nos primeiros jogos era algo bem mais moderado. Inspirada visualmente na personagem Oscar François de Jarjayes do mangá e animê Rosa de Versalhes, Oscar foi criado como homem mesmo sendo mulher. Por mais que a personalidade da personagem não fosse essa, ela ganhou detalhes bem femininos e sexualizado nessa versão, o que pode incomodar alguns jogadores.

Charlotte antiga, atual e sua inspiração Oscar do mangá Rosa de Versalhes

Opinião

Samurai Shodown ficou 11 anos sem um jogo novo e logicamente que muita coisa mudou enquanto a franquia ficou parada. Séries como Street Fighter voltaram com IV e V, séries como Mortal Kombat também e até Soul Calibur retornou.

Num mundo entre tantos retornos, existe espaço para mais um? Quando o retorno é bem feito e faz diferença, existe espaço sim. Samurai Shodown 2019 se atualizou, mas manteve sua essência, sendo uma excelente opção para reviver a infância dos mais velhos ou ser o pontapé inicial pra quem nunca jogou a série.

Conheci a série desde seu começo, quando joguei um port para 3DO, console da Panasonic. Junto de Street Fighter II Turbo, era um dos poucos jogos de luta bons daquele console. Anos depois, acabei jogando alguns jogos da série para Playstation, porém não acompanharam graficamente igual a versão do 3DO. Independente disso, Samurai Shodown também teve sua animação exibida na televisão na antiga Rede Manchete, porém a franquia nunca teve o mesmo status ou mesmo tratamento que a série The King of Fighters.

Ao que tudo indica, isso pode mudar com o próximo jogo da série The King of Fighters que irá se inspirar e muito no sucesso dessa versão de Samurai Shodown. Mesmo seu produtor, Yasuyuki Oda, não escondeu que esse jogo ganhe participações especiais, podendo ter personagens de outras séries da SNK como extras futuros nesse Samurai Shodown.

Se vale a pena jogar? Merece e deve ser jogado inúmeras vezes, sendo um retorno ao passado e ao mesmo tempo num acabamento nunca visto na série. Desejar mais e mais é pouco no meu lado fã que jogou desde pequeno, sendo que espero que o jogo realmente não se limite a quatro personagens por temporada, trazendo ainda mais personagens da franquia ou de outras, como foi mencionado por seu produtor.

É um marco a série e torcemos que seja o primeiro de muitos nos próximos anos. Seja bem vindo de volta, Samurai Shodown.

O jogo foi avaliado em sua versão para Playstation 4 e agradecemos a assessoria da Solutions 2 Go/ Athlon Games e SNK pelo suporte oferecido.

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Crítica | Godzilla 2: O Rei dos Monstros

Em 2014, Warner Bros Pictures e a Legendary Entertainment apresentaram uma nova versão do Godzilla “americano” aos cinemas. Depois de uma tentativa frustrada Sony Pictures, a Legendary apresentou pontapé inicial de um universo compartilhado de monstros que se moldou nos filmes seguintes da produtora. Agora chegou a vez de Godzilla assumir o trono de rei dos monstros e assim a franquia dá o próximo passo depois de 5 longos anos.

Terceiro filme do chamado Monsterverse, Godzilla 2: O Rei dos Monstros vem para conectar Godzilla com Kong: A Ilha da Caveira e apresentar um universo muito maior de monstros do que você nunca sonhou que existiam.

Para essa continuação, o diretor Michael Dougherty acabou conduzindo sendo responsável. Roteirista de X-Men 2 (2003), Superman: O Retorno (2006) e ajudando em X-Men: Apocalipse (2016), o diretor também é o roteirista de Godzilla VS Kong de 2020, tornando Godzilla 2: O Rei dos Monstros algo como Senhor dos anéis: As Duas Torres. Sim, temos um filme completo, mas que ao mesmo tempo dá um gostinho do que irá acontecer em 2020.

Mas antes de antecipar as coisas, Godzilla 2: O Rei dos Monstros retoma o final de 2014, apresentando novos personagens e continuando a história daqui.

História

A agência Monarca está sendo investigada por ter omitido informações sobre monstros que ela têm investigado. Existem diversos pontos do planeta com aparição de supostos monstros e um total de 17 monstros confirmados, aqui nomeados como Titãs.

Descobrimos também que o casal Mark (Kyle Chandler) e Dra. Emma Russel (Vera Farmiga) tinham desenvolvido um equipamento que “conversava” com as baleias e que poderia ser usado para esses monstros gigantes também. Perdendo o filho mais novo num dos ataques do Godzilla em 2014, o casal se separou e Emma continuou desenvolvimento do equipamento e levando consigo sua filha Madison (Millie Bobby Brown) para China.

É aqui que vemos o nascimento de Mothra, um dos Titãs mais conhecidos do Japão (depois do Godzilla). Primeiramente em seu estado como Larva e o equipamento conseguindo “conversar” com ela. Só que uma organização ecoterrorista acaba invadindo o local, sequestrando Emma e Madison.

No decorrer da trama, Emma acaba ficando do lado dos ecoterroristas, concordando que os Titãs despertaram porque os humanos são o principal mal do planeta Terra. Isso acaba desencadeando o ressurgindo do Godzilla, além do despertar de Ghidorah.

Crítica

Godzilla 2: O Rei dos Monstros vem na tentativa de costurar um universo, como também dar mais voz aos monstros do filme. Reduzindo tramas humanas, o filme tem inúmeras batalhas entre os monstros, em especial Ghidorah na sua posição de Rei dos monstros, tendo Godzilla e Mothra como desafiantes nessa posição de rei.

Devo confessar que por mais que a trama humana tenha se reduzido, o filme acabou se tornando um compilado de luta de monstros. Esse era o objetivo? Então o filme cumpriu o papel dele de tirar os Titãs de um segundo plano, tornando os protagonistas do filme.

Agora, como já dito antes, o Godzilla 2: O Rei dos Monstros tem o problema de parecer um filme do meio da saga. Ele cita tantas vezes Kong e a Ilha da Caveira, que acaba ficando demasiadamente chato a insistência do filme em querer conectar esse universo. Entendemos que Kong é um Titã, como também entendemos que a teoria do planeta Terra ser oco e os monstros viajarem para qualquer canto do planeta por esses tuneis era algo teórico em Kong e confirmado aqui. 

Só que o filme não acaba por ai e a Dra. Chen interpretada pela atriz Zhang Ziyi também fala que é a terceira geração que trabalha na Monarca, mostrando que na realidade são irmãs gêmeas e que ela é especializada em mitologia. Por mais que seja uma modernização das sacerdotisas de Mothra, acaba também utilizado para conectar com personagens de Kong: Ilha da Caveira.

O filme tem diversos pontos positivos na construção desse universo, como a região aonde Godzilla carrega suas energias. Sendo uma civilização perdida, o filme explica que humanos já viveram junto dos Titãs. Ali ainda serviu de despedida do Dr. Ishiro Serizawa (Ken Watanabe) que entende que precisa ajudar Godzilla a se tornar mais forte com uma míssil atômico para enfrentar por uma vez por todas o Ghidorah.

Vale salientar que mesmo reforçando que o filme tenha 17 Titãs, o mesmo não mostra e acaba ficando a curiosidade sobre qual Titã se esconde próximo do Rio de Janeiro. Sim, a cidade maravilhosa aparece diversas vezes no mapa batendo a curiosidade em que se esconde por essas bandas.

Mothra demora para se tornar a borboleta gigante que a conhecemos dos filmes japoneses e assumo ter ficado surpreso que antes dela aparecer propriamente dito, o filme optou por esconder como luz em cena. Nas duas primeiras aparições dela, me questionei porque Mothra havia aparecido como uma entidade de luz, porém quando ela se revela, entendi que era intencional desde o começo em realçar a sua aparição durante o embate que ela colabora com Godzilla contra Ghidorah e Rodan.

Analisando a trilha sonora, Godzilla 2: O Rei dos Monstros vai fundo nas músicas dos filmes do Godzilla japonês.  Reimaginadas pelo Bear McCreary, Godzilla 2: O Rei dos Monstros  acaba ganhando ares épicos, sendo algo que fez diferença nas batalhas e na trama de embate dos monstros.

Uma coisa que devo ressaltar que adorei Ghidorah ser visto como alienígena. Sendo um Titã Alpha, ele poderia controlar os monstros (com exceção do Mothra e do Godzilla). Fica implícito que cada planeta tem seu Titã Alpha e que este papel seria do Godzilla, o que resultaria num embate dos dois para se tornar o “Rei dos Monstros”.

Um dos melhores momentos do filme é quando Godzilla arranca as cabeças do Ghidorah e acaba soltando raio na cabeça que estava em sua própria boca. A cena é seguida de todos os monstros ali presentes se ajoelhando e reconhecendo Godzilla como novo rei.

Godzilla 2: O Rei dos Monstros no fim das contas cumpre o que promete e dá gás para imaginário do público ao imaginar que o próximo filme teremos “King Godzilla” contra “King Kong” na posição de Titã Alpha do planeta. Não é o melhor filme do ano e nem tenta ser, mas paga o ingresso do cinema oferecendo diversão.

Devo confessar que mesmo gostando de rever Kyle Chandler (do antigo seriado Edição de Amanhã – Early Edition), como também ter curtido a Vera Farmiga e mesmo Millie Bobby Brown (do Stranger Things), acabei não tendo nenhuma empatia por eles. Acabou sendo só personagens humanos de mais um filme do Godzilla. E não é essa a função deles, mesmo?

O filme planta algumas coisas para serem trabalhadas nos próximos filmes. A organização ecoterrorista consegue uma cabeça do Ghidorah no mercado negro, como também é mostrado que Kong e Godzilla já se enfrentaram antes pela posição de Titã Alpha. Outra coisa que foi mostrada é que mesmo com Mothra morrendo em cena, temos um ovo que pode gerar uma nova Mothra nos próximos filmes.

Que venha Godzilla VS Kong e que vença o melhor monstro!

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Crítica | X-Men: Fênix Negra

Alerta: Crítica com Spoilers

Quantas vezes um roteirista tem a chance de recontar sua história no cinema? Sendo franco, as chances são quase zero de você recontar uma história, porém o roteirista Simon Kinberg teve a chance adaptar duas vezes a saga da Fênix.  Uma em 2006 com X-Men:  O Confronto Final em 2006 e outra agora em 2019 com X-Men: Fênix Negra. dddddd

É verdade que 13 anos separa um filme do outro sendo que tivemos quase que um semi reboot com X-Men: Primeira Classe em 2011. Naquela época já se falava em adeus da franquia, mas esse adeus veio somente agora. X-Men em 2000 revolucionou os filmes do gênero e agora 19 anos depois, ao que tudo indica, estaria se encerrando para ganhar um reboot.

X-Men e o legado dos heróis da era 2000

Se existiu Homem de Ferro, três encarnações do Homem Aranha e mesmo uma revitalização dos heróis da concorrência, temos que dar a mão a palmatória e falar que o mérito disso tudo veio de Bryan Singer e seus X-Men em 2000. Tendo roteiro de David Hayter com Joss Whedon (sim aquele que também ajudou a revolucionou o gênero em 2012 com Vingadores), X-Men cruzou obstáculo de tornar possíveis os mutantes no mundo real.

Se X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido serviu pra o elenco original se despedir da franquia, também foi uma forma de dar o próximo passo e deixar para um futuro filme apresentar a equipe que talvez quisemos. Assim em 2016, X-Men: Apocalipse apresentou uma formação próxima do que sempre víamos nos desenhos e nos quadrinhos, tornando os mutantes mais próximos daquilo que víamos no filme de 2000.

Rasgando qualquer cronologia que amarrasse com os filmes originais, X-Men podia andar com suas próprias pernas e assim poderia revisitar histórias que já foram contadas antes.  Chegamos à oportunidade de ver uma nova versão da Fênix Negra. Será que conseguiram acertar dessa vez?

História

A história começa em 1975, quando Jean Grey era uma garota de uns 8 anos de idade e que despertando seus poderes acaba matando seus pais num acidente de carro. Levada para Mansão do Xavier, Jean Grey tem a chance de controlar seus poderes e superar o trauma de ter ficado órfã.

Passado o flashback, agora estamos em 1992 e os X-Men não são mais temidos pela sociedade e o Xavier tem até um telefone direto com presidente americano. Assim, quando astronautas têm problemas no espaço, acaba X-Men sendo a última esperança da Terra.

Usando sua nave, X-Men usam os poderes combinados da Tempestade, Jean Grey e Noturno conseguindo resgatar todos os astronautas. Só que Jean Grey para conseguir manter controle da nave acaba tendo contato com uma entidade cósmica e ficando inconsciente.

Na Terra, Xavier manda fazer exames e acaba se concluindo que a Jean Grey está mais poderosa que antes, mas não existiam provas o quão mal foi essa contaminação no espaço. Ela estava bem e era isso o que importava para Xavier.

Paralelo a isso, uma nave alienígena que assistiu tudo no espaço, acaba descendo na Terra e se camuflando entre os humanos, adquirindo aparência humana e aprendendo idioma terráqueo.

Enquanto isso, Xavier descobre que não consegue mais entrar na mente da Jean Grey e que todos os muros que ele fez em traumas de infância estão sendo rompidos. Quem é essa entidade que está no corpo da Jean e desfazendo tudo que Xavier fez pra proteger ela?

Produção

X-Men: Fênix Negra era pra ter sido lançado em março de 2018, porém o filme teve que sofrer refilmagens e a demora de reunir todo o elenco fez com que o filme só tivesse refilmagens em agosto do mesmo ano.

Além disso, comenta-se que todo o terceiro ato do filme foi refilmado devido a semelhanças com o filme Capitã Marvel que acabou sendo lançado em fevereiro de 2019.

Crítica

Definitivamente Fênix Negra não foi pensado como filme de despedida dos X-Men. Se existe qualquer intenção de querer comparar com Vingadores: Ultimato, talvez seja algo mais do fã do que do filme propriamente dito.

A grande sensação que o filme transmite é que foi mais uma história dos mutantes e que talvez tivesse outras histórias por aí caso a Disney não tivesse comprado a Fox.

X-Men: Fênix Negra te dá uma chama de esperança em seus minutos iniciais em mostrar um X-Men em que tudo funciona maravilhosamente bem. Aquela energia positiva, vibrante e ver o público vibrando pela equipe, acaba cativando o público, mas também ao mesmo tempo começa a se desfazer quanto mais o roteiro se apresenta.

E temos os primeiros tropeços de roteiro, começando pelo spoiler dado pelo próprio diretor da morte da Mística (Jennifer Lawrence). Empoderada e líder dos X-Men, Mística /Raven quer largar a equipe e pede pro Fera/Hank fazer o mesmo. Sendo os membros remanescentes do Primeira Classe, Mística não vê mais as atitudes do Xavier com bons olhos e quando tenda convencer a Jean Grey acaba sendo acertada e morrendo em cena.

Devo confessar que achei uma das mortes mais sem graça e sem expressão de toda a saga. A saída da Mística poderia ter sido feita de outras maneiras, porque no fim das contas acabou não tendo peso algum no roteiro. Tirando Hank que estava realmente sofrendo com a perda dela, os demais personagens não ficaram abalados com a perda.

O filme teve como destaque a Jean Grey e isso fez com que Sophie Turner tivesse que brilhar nessa transição de personalidade. Ela fez muito bem a personagem e assumo que por mais raso que tenha sido qualquer discussão sobre o passado da personagem, a atriz é um dos pontos positivos do filme.

X-Men: Fênix Negra acaba também se focando na derrocada do Charles Xavier como líder da equipe. Se questionando se os bloqueios que colocou na Jean Grey era algo certo a se fazer e as brigas com a Raven, resultam num personagem que está longe de ser um exemplo a ser seguido.

Agora se o filme tem uma história boa a ser contada, o grande problema do roteiro é não ter conseguido transparecer isso em tempo de cena. Tornando grande parte do elenco em figurantes de luxo, começando pelo próprio Ciclope/ Scott Summers interpretrado pelo Tye Sheridan. Sem um Wolverine para assombrar, Ciclope até que funciona como casal com a Jean Grey, mas está longe de ser o líder que conhecemos nos quadrinhos. Faltou dar chance no roteiro para Tye Sheridan conseguir mostrar um personagem tão forte quanto a Jean Grey feita pelo Sophie Turner.

E falando em figurantes de luxo, temos Magneto interpretado pelo Michael Fassbender que agora cuida de uma ilha pra mutantes cedida pelo governo americano. Descobrindo a morte da Mística, ele acaba querendo vingança em querer matar Jean Grey. Por mais que Michael Fassbender seja um incrível ator e já mostrou isso em Primeira Classe, aqui acaba se reduzindo a cenas sem qualquer brilho, servindo apenas para estar presente na última história da franquia.

Mas sinceramente o que mais incomoda do filme é a questão dos alienígenas que deveriam ser Império de Shiar ou sei lá o que queriam passar com eles. Praticamente sem nomes, trazendo apenas uma forma de como se camuflaram rapidamente e chegando atrás da Jean Grey, os personagens são tão apagados que não dá pra sentir nada nas cenas de luta.

Num determinado momento do filme se discute que a revelia da Jean Grey fez com que o governo americano (e de outros países) decidisse criar formas de controlar mutantes perigosos. Porém, não se sabe se isso foi planejado por humanos mesmo ou fazia parte do plano dos alienígenas para capturar a Jean Grey.

O ápice do filme é quando o governo captura todos os mutantes e colocam num trem em direção a um campo onde os mutantes perigosos estão sendo presos. É uma boa sequencia de lutas desde a captura e até mesmo no trem, mas a ausência de carisma da vilã em querer sugar a fênix da Jean acaba prejudicando sentir qualquer empatia por ela.

Discute-se que a fênix é algo que pode criar e destruir, sendo uma entidade que destruiu um planeta antes de ficar na órbita da Terra e parar no corpo da Jean Grey. E que essa entidade poderia reconstruir esse planeta e até mesmo usar a Terra como base dessa raça alienígena, mas só isso mesmo.

Sendo roteirista e diretor desse filme, Simon Kinberg encerrou a franquia com mais uma aventura e não com uma última história. Definitivamente, prefiro esse filme do que X-Men: O Confronto Final de 2006, porém isso não torna esse filme um marco da saga.

Gosto muito do elenco encabeçado por James McAvoy e Michael Fassbender, sendo definitivamente versões “definitivas” dos personagens nos cinemas. É definitivamente uma pena se despedir dessa versão, quando se tem Evan Peters roubando a cena com seu Mercúrio, ou mesmo Alexandra Shipp apresentando uma Tempestade bem consistente.  Mesmo o ator Kodi Smit-McPhee como Noturno funciona muito bem em dupla com a Tempestade sendo um dos pontos altos do filme.

Gostaria de ver mais filmes com esse elenco e sem precisar desses saltos do tempo desnecessários de um filme por década como fizeram desde Primeira Classe. Então se despedir de um elenco tão bacana, mas que ao mesmo tempo não está em seu melhor momento por causa de um roteiro ou de uma direção problemática é algo que gera angustia por querer e torcer que as coisas deem certo, mas não funcionar como você gostaria.

X-Men: Fênix Negra é um filme que você pode se divertir com ele no cinema, mas definitivamente não é a despedida que a franquia merece e muito menos é o fim de uma história. Se esse for realmente o último filme da franquia, a sensação é que a saga dos mutantes foi interrompida sem a chance de se despedir da forma que mereciam. Independente disso, a Disney está ai e agora é esperar o que vem com essa nova administração da franquia nos cinemas.

Agradecimentos a Fox pelo convite de assistir o filme.

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Review | Devil May Cry 5 (2)

Desde o último jogo da série em 2008, a Capcom mudou muito e o próprio mercado de games também passou por inúmeras mudanças, assim a empresa anunciou um novo jogo da saga e não sabíamos a relevância do mesmo nos dias de hoje. Afinal o DMC (Reboot de 2013) tinha um ótimo gameplay, porém não foi o sucesso que a Capcom esperava. Assim como não quisesse nada, na E3 de 2018 fomos surpreendidos ao Devil May Cry 5 com um final deslumbrante de um Dante mais velho.

História
Após os de Devil May Cry 4, Nnero é atacado e perde seu braço demoníaco por uma misteriosa figura encapuzada. Ele une forças com o V, um novo personagem da série, para ter sua vingança e reaver seu braço. Além de V, temos o trio Dante, Lady e Trish, e um conjunto de próteses chamados de Devil Breaker Nero e V retornam para uma revanche.

Gameplay
A principal característica desse jogo é a diversidade de sua jogabilidade, trazendo 3 personagens de estilos bastante únicos:

Nero
Semelhante ao jogo anterior, você usa a Red Queen e sua pistola para realizar vários combos, tendo a diferença que agora temos as próteses e que cada uma dá uma habilidade diferente ao personagem ajudando na variação dos combos. Você pode explodir uma prótese para sair de um agarrão com um inimigo ou simplesmente pegar a prótese seguinte na sua coleção.

Dante
Pode trocar entre 3 estilos de combate distintos a hora que quiser e isso se aplica às armas também. Você será capaz de ter recursos para lidar com qualquer desafio que o jogo lhe apresenta, tendo possibilidades de combos quase que infinitas com Dante. As armas dele são criativas e o jogo sempre sabe a hora certa de apresentar a próxima, os jogadores que já jogam a franquia vão se sentir bem satisfeitos.

V
O novo personagem ao contrário dos outro, não bate diretamente nos inimigos, sendo que ele se utiliza de duas feras: o grifo que age como se fosse a arma de fogo e a sombra que funciona como uma espada. As duas feras levam V para longe do combate, quando o mesmo está bem fraco. O jogador pode finalizar os inimigos com sua bengala, porém se a situação apertar demais, basta convocar o Devil Trigger, que é um gigante que causa um grande estrago nos inimigos. Além disso, esse é o único personagem que pode encher a barra de Devil Trigger com um botão de comando (enquanto declama poemas de William Blake).

Gráficos/Som
A Capcom utilizou Re:engine, em Resident Evil:7, Resident Evil:2 Remake e agora com Devil May Cry 5. Os personagens são fotorealistas sem causar estranheza e todas as CGs do jogo são um show mostrando que a empresa investiu pesado nesse jogo.

O áudio do game é espetacular desde o barulho das armas acertando e cortando os inimigos, quanto a trilha sonora espetacular do game que gruda na mente como chiclete de tão viciante.

Considerações finais
Devil May Cry 5 traz várias referências aos jogos anteriores e pega o que tem melhor neles, acrescentando coisas novas, criando um jogo que vale cada centavo. Ao mesmo tempo, temos uma ótima porta de entrada a novos futuros fãs da saga, com esse game a Capcom se consagra, sendo um sinal de exelentes jogos que estão por vir.

Texto revisado e editado por: Giuliano Peccilli

O jogo Devil May Cry 5 foi analisado utilizando a plataforma PC (Steam).

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Review | Devil May Cry 5

Sabe aqueles jogos que você pensou que nunca veria a luz do dia? Devil May Cry 5 era esse tipo de jogo  que parecia que nunca iria sair e saiu, acabando me surpreendendo demaiSSS.

Depois do polêmico reboot do DMC, a Capcom voltou onde parou exatamente com Devil May Cry 4 e agregou tudo que tinha de bom no terceiro e no quarto, fazendo essa maravilhosa continuação. E sabe o melhor disso tudo? Ainda usando a RE ENGINE do Resident Evil, para deixar mais lindo de se ver e suave de jogar.

Assim estamos falando de Devil May Cry 5, o mais recente jogo da franquia que está chegando para Playstation 4, Xbox One e PC.

Gameplay
Tendo um gameplay que inicia com três personagens (Nero, Dante e V), Nero volta do Devil May Cry 4 com literalmente novos braços mecânicos, trazendo cada um deles uma função. É muito bom, porém a não possibilidade de troca à vontade entre eles é meio chata e problemática.

Dante aqui é o clássico do Devil May Cry 3 com novas armas, sendo a mais maneira sem dúvida é a Moto (se falar mais que isso é spoiler… Não é mesmo?). Bem que na era do Youtube, provavelmente nessa altura do campeonato todos já viram ele de chapéu e dançando Michael Jackson.

V é  o novo personagem que traz uma mecânica completamente nova para a franquia. Se você é daquele tipo de jogador que realmente não bate, você manda familiares fazer isso por você, aqui você envia demônios para fazer o serviço sujo. Eu sinceramente não gostei, não que seja ruim, só não me passa o mesmo feeling que possuo com o Nero e Dante. Logicamente que isso é algo novo e prático, o que torna bem simples.

Aliás, o jogo mantém uma facilidade, dando orbe de vida e até dourada, usada para ressuscitar no meio da missão, sendo muito fácil de adquirir.

O Modo Multiplayer é estranho, como todas as missões (ou quase todas) tem mais de um caminho, para cada personagem jogar. O multiplayer coloca outro caminho, o outro jogador que , às vezes, você nem ao menos ver e não interage nem um pouco.

Esse Devil May Cry, (mais que todos), eu senti que ele é um Beat up com mais comandos beirando a jogos de lutas de uma maestria perfeita desse mix.

História
Ela se passa cinco anos após Devil May Cry 4 , trazendo Nero com a sua própria agência de caça a demônios. E seguindo datas, temos no 30 de abril, Nero encontrando um demônio agonizando e que arranca o seu braço Devil Bringer, usando o Devil Arm Yamato para abrir um portal para escapar.

Alguns dias depois, temos um novo personagem que usa o nome “V” e aparece no escritório do Devil May Cry para contratar Dante, Lady e Trish. O objetivo? Matar um certo demônio que havia retornado.

Acaba que chegando em Red Grave City, o grupo se esbarra no Nero por ambos estarem caçando o mesmo demônio chamado Urizen. Esse demônio pra ajudar, acabou plantando uma árvore chamada Qliphoth que suga e mata as pessoas ao redor de onde está plantada.

E assim começa a história de Devil May Cry 5…

Gráficos/Som
Essa é a primeira vez que reparo em um jogo da série Devil May Cry com vozes japonesas, mesmo eu adorando o idioma,  permaneço no inglês de sempre.

O jogo vem com legenda em português e a tradução é ótima, sendo bem localizada, não apenas traduzido. Se for pra explicar comparando, o jogo é bem no estilo de Yu Yu Hakusho aqui no Brasil.

Quando o assunto é trilha sonora, a franquia Devil May Cry sendo mandou bem e aqui nesse quinto jogo temos uma ótima trilha que  combina ainda mais na hora de combar.

Considerações finais
Devil May Cry 5 é um excelente jogo, porém tem alguns problemas como o Multiplayer que sinceramente era melhor não ter. Por não ser algo básico do jogo, sendo um bônus só e não agregar muito no final das contas.

Algumas pessoas falaram que o jogo estava curto e estava bem Botton Smash, sendo que num geral, eu discordo desse comentário. O jogo realmente está fácil, mas depois da dificuldade básica (após o jogador finalizar), há um ótimo desafio  como replay e faz com que o jogador repare que apenas apertar botões não ajuda em nada.

Sem dúvidas, Devil May Cry 5 está tão bom que deve ser um forte candidato a GOTY, até porque a história mesmo que básica envolve bem o jogador como foi o Devil May Cry 4. Já o combate é fluido e desafiador, exatamente como em Devil May Cry 3, mas sem ser hardcore demais. Vale a curiosidade que a versão japonesa de Devil May Cry 3 era a coisa mais maluca do mundo, sendo absurdamente difícil.

Devil May Cry 5 está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC (via Steam)

Texto escrito por: Marcos Vinícius e revisado/complementado por: Giuliano Peccilli

Agradecemos a Capcom Unity Brasil por ter cedido uma cópia digital do jogo e essa análise foi feita a partir de sua versão para Playstation 4.

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Review | Jump Force

Lançado em 15 de fevereiro de 2019 pela Bandai Namco para Playstation 4,PC (Steam) e Xbox One com legendas em português, Jump Force vem comemorar os 50 anos da famosa Shonen Jump. Apresentado na E3 de 2018, na conferência da Microsoft, o jogo surpreendeu pelos seus gráficos realistas fugindo do já tradicional Cel shading.

História

Estamos falando de um jogo que tem a dura missão de juntar 40 personagens em uma única história. Utilizando uma premissa de que os mundos das várias obras da Jump estão se colidindo junto com o nosso. Para completar a história, temos um vilão chamado Prometheus que quer controlar a humanidade. No papel do jogador, o seu personagem é morto (por Freeza) e ressuscitado, restando a você em recriar o seu char com vários tipos de cabelos, roupas e adereços de obras da Jump. Feito isso, o seu objetivo é o de se unir a Jump Force, abrindo novas habilidades (Meteoro de Pegasus, Final Flash e outros golpes da Jump). Conforme você avança na história, as habilidades serão fundamentais para deter os planos de Prometheus.

Gameplay

O jogo usa um sistema 3×3 em Arena Aberta em 3D (como na franquia Naruto Storm), mas ao contrário de outros jogos na Jump Force, a barra de vida é única para os 3 personagens. Uma decisão um tanto diferente visto outros jogos famosos como “Marvel vs Capcom 3” e “Dragon Ball FighterZ”.

Jump Force utiliza um sistema simplificado de combate com apenas um botão para Combos que possam ser feitos assim como Especiais. Em resumo, eles são simples de serem lançados, porém dependem da sua barra Especial para serem utilizados.

Um jogo com tantos personagens, acaba esbarrando num problema que é oferecer variedade de estilos entre eles. Explicando melhor, os personagens têm os mesmos comandos e isso pode desagradar alguns jogadores mais exigentes. Funciona em partidas casuais com amigos, porém poderia ser algo mais complexo e não tão simplificado.

Gráficos/Som

A Trilha Sonora do jogo em si não é lá muito marcante, porém as vozes dos personagens dá uma certa nostalgia para quem assistiu animês em japonês.

Em questão gráfica, os cenários são fusão do nosso mundo com os da Jump e como um todo são bonitos. O jogo peca na parte dos personagens em si, durante algumas cenas onde os mesmos estão interagindo entre si, apenas a boca se move. Não demonstrando nem uma mudança facial, isso sem contar as telas de loads muito longos e constantes. Talvez esse seja o preço a se pagar por um jogo com tantos personagens e produzido em tão pouco tempo.

Considerações finais

O Jump Force apesar de tudo, cumpre a sua promessa de juntar personagens de mais de 50 anos de tradição e os coloca para interagir entre si. Isso gera algumas situações que muitos de nós só podíamos imaginar em nossas mentes..

Muito divertido para jogando com amigos, Jump Force pode ser definido como um jogo em que podemos fazer alguns combates malucos, como por exemplo: Yugi contra Luffy, assim alimentando nossa imaginação sobre qual é o personagem mais forte.

O jogo Jump Force foi analisado utilizando a plataforma PC (Steam).

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Review | Mônica e a Guarda dos Coelhos

Turma da Mônica e videogames pode parecer que não combinam, mas desde seus primeiros jogos em parceria com a Tectoy, a Mônica invadiu uma área inexplorada e que se revelou um sucesso.

Passado 20 anos, a Mad Mimic Interactive está carregando esse novo legado e nem por isso desconsiderou o que veio antes. Nos primeiros minutos de Mônica e a Guarda dos Coelhos, acabamos descobrindo que tudo que veio nos jogos anteriores realmente aconteceu, dando aquela lágrima de alegria no jogador que já tem mais de 30 anos nas costas.

Só que antes de falar qualquer coisa desse novo jogo, gostaria de relembrar um pouco o processo de lançamento do jogo com vocês.

Maurício de Souza anuncia novo jogo da Mônica

Criador da Turma da Mônica apareceu segurando um controle de Playstation 4 num teaser sobre o novo jogo da turma. Ninguém sabia como seria, o que seria, mas tiro o chapéu para a forma que o jogo foi anunciado.

E o anúncio se confirmou na forma da parceria com a Mad MimicInteractive e o lançamento do jogo no mesmo, assim a empresa durante 2018 acabou trazendo diversos anúncios, confirmando a jogabilidade, mas em especial a quantidade irreal de personagens no jogo.

Semelhante a empresas de jogos de luta como a Bandai e a Namco, o jogo veio com uma série de anúncios, revelando que traria muito mais do que a Mônica, Cebolinha, Cascão e a Magali. Tivemos Franjinha, Bidu, Horácio, Do Contra e até mesmo o próprio Maurício de Souza entre os personagens confirmados.

Além disso, o jogo esteve disponível no Brasil Game Show 2018 em estande de empresas como Microsoft, permitindo avaliar a jogabilidade e a qualidade da nova produção.

O jogo e o trabalho em equipe

Em tempos de tantos jogos para um jogador, Mônica e a Guarda dos Coelhos é uma boa surpresa multiplayer. Mesmo que possa ser jogado em uma pessoa, a sensação que tenho ao começar a jogar é que seria muito mais divertido em ter amigos ali presente.

Esse tipo de pensamento e filosofia do jogo traduz a essência da Turma da Mônica que funciona por tantas décadas, exatamente por serem uma turma. Então nada melhor do que você trazer a sua turma para jogar Mônica e a Guarda dos Coelhos.

No Heroes Here

É verdade que esse jogo é uma coprodução com Maurício de Sousa Produções, mas Mad MimicInteractive já havia produzido um jogo de sucesso internacional em 2017 que foi o No Heroes Here.

Aqui que vemos que esse novo jogo da Turma da Mônica usa algumas idéias e conceitos criados no jogo anterior, mas totalmente refeitos e contextualizados para a Vila do Limoeiro.

E essa parte acreditamos que deve ter muito influência da parceria com Maurício de Sousa Produções por o roteiro do jogo ter sido feito por eles. E a grande sacada do jogo estaria exatamente aqui, trazendo diálogos e situações que funcionam muito bem pra quem é fã dos personagens.

A História

Mônica acaba encontrando uma estrela que pede a sua ajuda e assim Mônica e sua turma entraram num castelo e terão que defender ele para conseguir seu objetivo.

Assim, você terá que administrar seu tempo para trocar minério em um coelho e usar ele nos canhões para não ter o castelo invadido.

A história é premissa básica e não imaginaria diferente pra proposta que o jogo foi produzido. Funciona e isso que é o interessante do jogo.

A Jogabilidade

Aqui temos um dos pontos positivos do jogo que merecem ser falados e lembrados. Testamos a versão de Playstation 4 e sendo um jogo com jeitão de retrô, imaginávamos que o controle seria “duro” igual antigamente e o controle responde rápido, além de ser macia a jogabilidade, sendo uma enorme surpresa.

Por causa disso, um jogo que tem comandos simples acaba ficando ainda mais divertido e podendo ser jogar por horas a fio.

Tendo quatro mundo, acaba parecendo e tendo a sensação de curto, mas por ser um jogo que se reinventa e ganha a cara da equipe que está jogando, sua jogabilidade varia com a habilidade da equipe, sendo bastante prazeroso jogar com os amigos.

Replay

Por ser um jogo que reúne os amigos, Mônica e a Guarda dos Coelhos acaba sendo um jogo que rende um enorme replay o que acaba sendo bom no custo benefício do jogador.

É um jogo de estratégia e que exige sua inteligência com reflexo imediato, ao mesmo tempo que é um jogo simples para ser jogado quando você não quer pensar muito e apenas jogar.

Mad Mimic Interactive fez um ótimo jogo e torço que não esperemos mais 20 anos para jogar outro jogo da Turma da Mônica nos consoles. Ao mesmo tempo que torço que o próximo jogo puxe mais os outros jogos mais antigos e herde um pouco da série Wonderboy que dá tanta saudade a este jogador aqui.

Nota

8/10

Agradecemos a Mad Mimic por ter enviado a cópia do jogo para Playstation 4. Obrigado por ter gerado horas e mais horas de jogatina!

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Ressaca Friends 2018 | Cobertura Geral

Ressaca Friends está de volta e agora em novo local, sendo a segunda edição pela empresa Maru Division, mostrando bastante competência nesse primeiro ano de eventos de animê e mangá com as mudanças que aconteceram por aqui.

Mas por que Ressaca?
Uma coisa que um grupo de amigos logo puxou pela memória lá no evento foi sobre a origem do evento em si. Nascendo em agosto, era um evento pequeno que era uma extensão do evento em julho.

Acabou que o evento cresceu e acabou se tornando uma segunda edição do Anime Friends no mesmo ano, tornando a tradição de sempre o evento principal em julho e o Ressaca Friends em dezembro.

E quais as novidades dessa edição?
A primeira que escolheram um local velho conhecido que foi o Pro Magno, aonde aconteceu o Brasil Comic Com. A diferença aqui é que ao invés de usar diversos andares do local, optaram concentrar num único andar, tornando o evento bem mais interessante.

A segunda novidade foi os auditórios, que diferente do Anhembi, acabam sendo do próprio local, o que proporciona uma melhora de qualidade sonora e conforto que superou o que já era bom no Anime Friends desse ano.

Atrações internacionais
Esse ano, o evento contou com o ator de Dorama e Tokusatsu, Yuma Ishigaki, o especialista em tokusatsu Yuki Takasaka¸ as idols japonesas Eri Usami e Sumire Shinohana a cosplayer KeekiHime e as cantoras Rica Matsumoto e Konomi Suzuki.

Além disso, o evento contou com diversas bandas nacionais durante os dois dias de evento, trazendo músicas infantis, músicas de clássicos da Disney e animê, principalmente.

Os estandes
O evento contou com parcerias de peso, como a Bandai Namco e um caminhão do Playstation, que trouxeram a alegria para os gamers. Além disso, o evento contou também com um estande da Saga com as principais novidades de jogos.

Além disso, o evento tinha um palco e espaço bem interessante para os fãs de KPOP, aonde rolaram perguntas e respostas, apresentações de grupos, além de lojas de KPOP ao redor, concentrando uma enorme gama de fãs da música sul coreana.

O Artists’ Alley estava bem interessante e trazendo um espaço com diversos talentos do quadrinho nacional. Não era o coração do evento como é no CCXP, mas mesmo assim tinha um espaço pra lá de interessante e de fácil acesso pra conhecer os artistas ali presentes.

Na parte de auditório, tivemos palestras internacionais como a do Yuki Takasaka falando do design de tokusatsu e da Bandai, o Murakami, como também da origem e da criação de diversas séries de tokusatsu.

Já o ator Yuma Ishigaki contou sobre sua carreira como ator, contando como foi parar no universo de Tokusatsu e reinventou Gavan, utilizando inspiração no personagem Goku de Dragon Ball.

Também tivemos influenciadores falando do empoderamento feminino no mercado de quadrinhos, além mercado de mangás e a famoso debate entre editoras de mangá aqui no Brasil.

Essa última palestra fechou o evento Ressaca Friends no domingo, trazendo curiosidades sobre o mercado do mangá digital por aqui e deixando claro que o fechamento de livrarias e o fim de uma das maiores distribuidoras em bancas do país, acabou acelerando o processo de implementação de mangás digitais no Brasil.

Balanço do evento
O Ressaca Friends 2018 aconteceu uma semana depois do CCXP 2018, o que acaba sendo um pouco cansativo em frequentar dois eventos no mesmo mês, mas ao mesmo tempo foi uma excelente surpresa.

Menor, mas oferecendo opções bacanas ao público, Ressaca Friends foca no público gamer, KPOP e fãs de animação e quadrinhos. O resultado disso é um evento mais enxuto, mas ao mesmo tempo tão completo quanto, o que acaba sendo uma excelente opção se você não gosta de eventos maiores ou acha que o valor do ingresso de outro evento seja caro e não cabe no seu orçamento.

Se você é fã da cultura pop japonesa, o evento trouxe idols, cantoras, ator e apresentador, o que faz que você vivencie a cultura japonesa do cotidiano, diferente de eventos como Festival do Japão.

Por mais que o evento seja num local não próximo de metrô, Ressaca Friends ofereceu um excelente suporte de ônibus fretado. Tornando as filas pequenas e sendo agradável ir e vir para o evento.

Gostei bastante do espaço da Ikesaki no evento aonde ela oferecia pintar o cabelo das pessoas com spray para parecer personagens de animê. Pode parecer infantil, mas diversas pessoas aderiram no evento, tornando interessante o resultado final.

Rolaram alguns tropeços como em qualquer outro evento e aqui em especial foi a palestra do Yuki Takasaka que se perdeu na tradução, devido a tradutora não estar ambientada nos termos do universo tokusatsu. Mas mesmo assim, o apresentador conseguiu superar esse problema sem transparecer pro público isso.

Em relação ao ano passado, o evento acertou o local e torço que as próximas edições sejam no Pro Magno. Também acho que acertou bastante nas atrações, melhorou a qualidade dos palcos (em relação ao Anime Friends) e trouxe palestras interessantes. Logicamente que existem acertos pontuais para serem feitos, mas o evento em si mais acertou em trazer uma nova opção de qualidade pro público do que errou.

Fica a sugestão que sua proximidade com CCXP (mesmo existindo antes dele), acaba limitando seu público ou diferenciando ele. Se a proposta é essa, o evento está de parabéns em manter esse posicionamento, mas se a proposta é abraçar outros nichos, talvez seja melhor ir pra começo de janeiro, tornando viável pessoas de outras localidades virem pra São Paulo e prestigiem ambos os eventos.

Agradeço a organização do evento pelas informações, pelo excelente suporte e por nos permitir cobrir o evento. Obrigado a Maru Division por mais uma cobertura do site JWave.

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CCXP 2018 | Cobertura Geral


O CCXP 2018 acabou e agora é um momento de reflexão do que foi bom e ruim na edição desse ano. O primeiro dado chama atenção porque esse continua sendo o maior Comic Con do planeta, tendo um total de 262 mil visitantes em 4 dias de evento.

Mas vamos retornar um pouco no tempo e falar o que CCXP fez para se tornar essa potência em 2018. Estando presente desde o começo, acompanhamos as mudanças do evento, como as mudanças no espaço do São Paulo Expo que reformou a estrutura de eventos, como construiu prédio de estacionamento em anexo ao evento.

E paralelo a isso o CCXP evoluiu cada ano e em cada mudança se tornou ainda mais grandioso. Esse ano não foi diferente e trouxe alguns méritos que marca como especial a edição de 2018, sendo a primeira que foi o ano com mais participações internacionais, seguida de que foi o ano mais gamer do evento.

Logicamente que o evento divulga alguns números oficiais que são surpreendentes, como que dos 262 mil visitantes, eles teriam tido um consumo em média de 300 reais. Desse mesmo público, 50% é de São Paulo, sendo a outra metade de 26 estados e do Distrito Federal. 55% do público é masculino e 45% feminino, sendo que se colocar fator idade, até 25 anos as mulheres dominaram o evento.

Então o CCXP 2018 deixará saudade, mas sem antes analisarmos melhor o evento em nossa cobertura especial.

Meca do cinema internacional?
Homenageando 25 anos de Power Rangers, CCXP trouxe 5 atores desses 25 anos, como também diversos atores internacionais, como de Jake Gyllenhaal, Sandra Bullock, Zachary Levi, Tom Holland, Brie Larson, Ellen Page, Michael B. Jordan, Sebastian Stan entre outros. Foram nada menos que 42 delegações de Hollywood, gerando um recorde pro CCXP.

Um evento que cresceu tanto que a cidade ficou pequena?
Essa é a primeira crítica que faço ao evento, não tanto por ele em si, mas a ponte que interliga o metrô Jabaquara ao SP Expo está ficando pequena pelo tráfego de carros e ônibus em dias de evento.
Entendo que o local é maravilhoso e tem espaço de sobra pra crescer ainda mais, porém a cidade de São Paulo precisa desenvolver outra ponte ou qualquer outra solução urbana para que não soframos mais trânsito na região.
Para ter uma leve ideia, no dia do Spoiler Night tivemos uma fila de uma hora e meia pra chegar ônibus, devido o congestionamento que aconteceu que impedia qualquer ônibus ir e vir.
Então, a primeira coisa que crítico em si é a falta de visão em preparar um local pra eventos gigantescos, porém não pensar na forma que você chega nesse local.

O ano do Artists’ Alley!
Se existe um espaço que cresceu, se multiplicou e continua em expansão é o Artists’ Alley. Ganhando diversas ruas, o evento contou com nada menos que 530 quadrinistas.

Não vou negar que esse ano, eu me perdi ali devido o lugar ser tão grande. Tendo um palco central aonde artistas internacionais davam autógrafo, a sensação que transpareceu ali era que estávamos no coração do evento.

Gostei do respeito e da evolução que a área teve, admirando o reconhecimento que esses artistas estão tendo todos esses anos de CCXP.

Disney, Warner e muito mais
Quando você entra num evento, a primeira coisa que chama atenção são os estandes de cinema e séries de TV. Esse ano, tivemos em destaque a Disney e a Warner que trouxeram suas principais novidades do cinema e televisão do ano que vem.

A Disney tivemos Alladin, Toy Story 4, Dumbo, Capitã Marvel, num ambiente que abraçava todas as empresas que fazem dela dela. Vale o destaque da enorme Blockbuster que foi levantada na frente do estande da Disney, trazendo os anos 90 de volta, que é o clima da Capitã Marvel.

Já na Warner, tínhamos uma enorme esteira para correr junto do Flash, a lanchonete de Riverdale, além de uma parte divulgando Supernatural e você podendo tirar foto com Pikachu. Além disso, tínhamos a casa do Hangrid de Harry Potter em tamanho real pelo evento.

Globoplay trouxe a realidade virtual para pouso de helicóptero, além de divulgar que seu catálogo ganhará 100 séries internacionais em 2019.

O Bumblebee roubou atenção na Hasbro, trazendo uma nova chance aos cinemas da saga Transformers.

Globosat levou seus principais programas e canais, levando cadeira do The Voice Kids, a vila do Chaves, atrações do Gloob, além de estand do Viva e muito mais pelo evento.

A Sony trouxe o novo Homens de Preto, a nova versão de As Panteras, além de Homem Aranha: Longe de Casa e Aranha no Aranhaverso. O estande era bastante interativo e gerou uma das fotos mais engraçadas para tirar durante o evento num cenário do próximo filme do Aranha.

Já a empresa de jogos Galápagos montou um Titã em tamanho real do mangá Ataque de Titãs, podendo escalar ele durante a feira.

O evento tinha 103 marcas de diferentes empresas, sendo difícil destacar todas elas de forma igual, porém esses são alguns destaques que selecionamos aqui no JWave.

55 países assistindo CCXP 2018
Um dos diferenciais da edição 2018 foi a produção de 41 horas de programação ininterrupta. Um total de 120 horas de live para o canal do Youtube Omelete e um público de 100 milhões de pessoas.

Balanço do evento
Cada dia que cresce o CCXP se torna um parque temático em que você pode ficar próximo de seus personagens favoritos. E pagamos a experiência disso, da mesma maneira que pagamos pelo ambiente de um café no Starbucks.

O resultado foi um evento belíssimo com infinitas coisas a se fazer lá dentro, sendo que a resposta disso é a injeção econômica que a cidade de São Paulo recebe no período.

Para ter total noção da realidade que CCXP se propõe, ela cria um total de 10 mil empregos, entre diretos e indiretos. Das 113 marcas presentes no evento, o faturamento somado delas, provavelmente foi de R$ 50 milhões.
Trazendo tantos dados positivos e mudando a forma que vemos eventos de cultura geek no Brasil, a equipe já anunciou a data do CCXP 2019, então anote que ela será nos dias 5 a 8 de dezembro.

Agradecemos a equipe de organização do CCXP por permitir a cobertura do evento esse ano. Produzimos 5 podcasts, trazendo detalhes do evento, entrevistas e informações dos principais destaques e novidades do mercado esse ano.

Esperamos que em 2019 estejamos com vocês novamente no próximo CCXP.

Ouça os nossos podcasts sobre o CCXP 2018:

http://www.jwave.com.br/2018/12/jwave-401-ccxp-2018-cobertura-do-evento.html

http://www.jwave.com.br/2018/12/jwave-402-ccxp-2018-entrevista-a-editora-jbc-marcelo-del-greco.html

http://www.jwave.com.br/2018/12/jwave-403-ccxp-2018-entrevista-a-crunchyroll-rachel-levak-yuri-oliveira-petnys.html

http://www.jwave.com.br/2018/12/jwave-404-ccxp-2018-entrevista-a-artists-alley.html

http://www.jwave.com.br/2018/12/jwave-405-ccxp-2018-entrevista-a-jambo-editora-rogerio-saladino.html

 

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Review | Pokémon Let’s Go, Pikachu! e Let’s Go, Eevee!


Anunciado em 29 de maio desse ano, Pokémon Let’s Go era a realização de todo jogador que sonhava jogar um RPG da série Pokémon na televisão de sua casa. Por mais que se fale que não é canônico e em partes um remake de Pokémon Yellow, o jogo Pokémon Let’s Go é uma experiência completa de jogar na rua como portátil e em casa como jogo de console de mesa, graças ao Nintendo Switch.

Produzido pela Game Freak, o jogo estava disponível no Brasil Game Show 2018 para jornalistas numa sala discreta da Nintendo ao lado de stands como da Warner Games.

Recebido pela equipe da Nintendo americana, acabou sendo explicado que podíamos jogar uma demo do “Pokémon Let’s Go, Pikachu!”ou “Pokémon Let’s Go, Eevee!” de 8 minutos. Depois de uma aula sobre o controle nos jogaram diretamente dentro do jogo.

A demo começa com Professor Carvalho explicando como funciona o universo do Pokémon e as regras claras para capturar os monstrinhos de bolso. Assim, você anda por uma floresta em que você vê claramente os Pokémon passando.

Aqui temos a primeira diferença entre o jogo que foi usado nesse “remake”, já que podemos escolher com qual Pokémon queremos capturar. Isso torna o jogo mais próximo de Pokémon GO, reforçando a conexão entre os dois jogos.

Mas antes de falar de detalhes do jogo em si, temos um adendo sobre o quão o jogo está bonito graficamente. Trazendo uma jogabilidade simplificada, o personagem anda num cenário belíssimo, que reforça detalhes de florestas, Pokémon e personagens que ali circulam. Agradável, acaba sendo difícil não elogiar essa evolução da franquia.

Kanto e muito mais
O jogo traz a região de Kanto, trazendo personagens não jogáveis, Pokémon pra serem capturados e coisas que estamos acostumados com os jogos da série. Abrindo com o Professor Carvalho, acaba sendo ainda mais nostálgico, já que Pokémon Yellow foi especial na época por trazer diversas referências do animê para o universo dos jogos, fazendo o caminho inverso da série que foi inspirada nos três primeiros jogos da série ( Red e Blue aqui no ocidente).

Por mais que tenha sido divulgado detalhes sobre isso, infelizmente na demo só permitia pegar alguns Pokémon e desafiar alguns personagens.

Jogabilidade
O jogo foi apresentado no Poké Ball Plus que é um controle com direcional e ele mesmo sendo um botão, além de um botão discreto um pouco acima da pokébola, dando a sensação que está segurando uma pokébola prestes a ser aberta.

Num primeiro momento, o controle pode não parecer natural jogando, mas em menos de um minuto de jogo, você mudará de opinião. Utilizando praticamente um botão e mirando a tela pra capturar os Pokémon, o jogo vai tornando natural os movimentos a ponto que em 5 minutos você já tornou controle como seu favorito pra franquia.

Mas a cereja do bolo é quando você está pra capturar um Pokémon. O Poké Ball Plus acende na cor amarela e você ouve o som do Pokémon a ser capturado, além do som da pokébola abrindo e fechando, mudando a cor para verde.

Vale a compra?
O jogo por mais que pegue emprestado jogabilidade do Pokémon GO, definitivamente ele oferece algo muito mais próximo dos jogos clássicos da franquia. É inegável que a vontade é de levar pra casa o jogo, portanto é uma compra certa pra quem é fã da franquia.

Sendo um jogo em que “conversa” com Pokémon GO, você poderá capturar no Pokémon GO e transformar em itens no Pokémon Let’s Go. Isso sem contar o Pokémon que estará em Pokémon GO e será jogável em Pokémon Let’s Go. A experiência será muito mais completa se você estiver jogando os dois jogos.

Agora, vale salientar que Pokémon Let’s Go Pikachu e Eevee tem um charme dos jogos clássicos, assim não é só protagonistas diferentes, mas tem espécies de Pokémon que só estará num jogo ou no outro, o que torna convidativo ter as duas versões ou amigos com outra versão que não seja a sua.

Os jogos “Pokémon Let’s Go, Pikachu!” e “Pokémon Let’s Go, Eevee!” serão lançados no dia 18 de novembro para Nintendo Switch.

Pokémon Let’s Go, Pikachu!/Pokémon Let’s Go, Eevee!
Desenvolvedor: Game Freak
Distribuidor: Nintendo e The Pokémon Company
Plataforma: Nintendo Switch
Modos: Single-player/ Multiplayer
Gênero: RPG
Data de lançamento: 16 de novembro de 2018