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Crítica | Might Morphin Power Rangers: É hora de Morfar!

Quinze anos se passaram desde que essa frase foi dita pela primeira vez e surgiu o sucesso da franquia Power Rangers que dura até hoje. Sim, treze temporadas produzidas de algo que tinha tudo para dar errado para o público americano.

Retornando aquela época aonde vivíamos numa transição, aonde havia muitos heróis japoneses na televisão, mas que sua decadência estava começando e por outro lado estava chegando em nossas terras a série Power Rangers pela Fox e depois pela Rede Globo, aonde o sucesso foi um estouro.

Agora é só lembrar das gírias dos anos 90 como “Morfenomenal” e relembre um dos maiores sucessos dos anos 90.

Saban, a empresa que criou Power Rangers

Uma empresa considerada inimiga para muitas pessoas fãs de tokusatsu, ela também foi responsável por lançamentos de várias series japonesas no ocidente, na França mais precisamente. Haim Saban, famoso israelita criador da empresa odiada por muitos, lançou o tokusatsu na França obtendo sucesso que até hoje existem por lá.

Se no Brasil temos Jaspion e Changeman, os franceses têm Gaban e Bioman no coração. Inclusive até a tática de marketing de usar o mesmo nome com números para parecer continuação foi feito por lá sendo lançado outros dois Super Sentais com os nomes Bioman 2 e 3. No Brasil essa tática foi usada com Jaspion 2 que na realidade era Spielvan.

Voltando ao caso da empresa Saban, Haim Saban sabia que heróis japoneses nunca emplacariam nos EUA. Um país que tem super heróis que são símbolos mundiais, ele sabia que heróis japoneses não teriam sucesso nas terras do Tio Sam. A adaptação tinha que ser feita, para soar que os heróis japoneses eram americanos e tão bons e eficazes como os heróis em quadrinhos, filmes e outros da cultura americana. Conseguindo o sinal verde da Toei, dona e criadora das series de tokusatsu, Haim Saban sabia que tinha entrado num caminho de pedras até encontrar a formula ideal.

Um fato curioso que inicialmente Haim Saban desejava seguir o caminho de séries para o público adolescente por isso escolheu séries maduras japonesas como Metalder e posteriormente Jetman. Nenhuma das duas séries teve suas adaptações fora do papel, porque o público foi outro, as crianças. Usando a série japonesa posterior a Jetman, a série Zyuranger, que tinha um visual e uma temática mais infantil. Vale lembrar que Metalder posteriormente foi totalmente modificada junto de Spielvan para se tornar a série americana VR Troppers, mas fracassou no seu papel ao atrair as crianças que gostavam de Power Rangers.

Tirando a essência e as histórias japonesas e substituindo por histórias de adolescentes no colegial que poderia ser comparado ao sucesso da época, Barrados do Baile, a série Power Rangers tinha uma historia de adolescentes como pano de fundo e as aventuras de heróis coloridos como tema fantasioso do trama. Sua mistura gerou a série Power Rangers que até então não existia nada do gênero nos EUA.

Power Rangers, uma estréia sem alarde na tv a cabo e um sucesso na tv aberta

Um ano depois da série estrear nos EUA, a série logo veio para o Brasil de forma discreta no bloco Fox Kids que existia dentro do canal Fox. Vale lembrar que nesta época ainda não existia canal Fox Kids (Atual Jetix).

Junto com desenhos do tipo X-men Animated, Eek, o gato entre outros era o que constituía o bloco Fox Kids.

Um ano depois, a série teve sua estréia no horário do meio dia na maior emissora do país, a rede globo. Sendo a atração principal da TV Colosso, a série alcançou sucessos semelhantes iguais em outros países.

O sucesso da série foi tamanha que ganhou até uma musica pela dupla famosa naquela época que era de Sandy e Junior. Essa musica criada por eles, foi bastante divulgada na época em diversos programas infantis. Um detalhe que deve ser comentado é que essa musica apenas foi ao ar na época da segunda temporada, mas graças ao sucesso da primeira é que esta foi produzida. Além disso, podemos fazer um paralelo a uma banda infantil daquela época com uma banda mais antiga ainda, que é o Trem da Alegria que fez a musica Changeman e Jaspion por causa do grande sucesso que as duas séries estavam tendo.

Por fim, temos que ressaltar a gíria “Morfenomenal” falada pela personagem Kimberly, ranger rosa, no qual virou uma época até a gíria de muitas crianças graças a divulgação e sucesso da série.

Power Rangers, a série

A série tem inicio com a clássica cena de dois astronautas abrindo uma tampa de um enorme recipiente na Lua. Ao fazer tal ato, eles libertam Rita Repulsa e sua tropa numa nova era de maldades no universo.

Retomando ao seu castelo, Rita Repulsa decide atacar a Terra e assim Zordon e alpha 5 que defendem a Terra a espera de qualquer mal, eles escolhem cinco pessoas capazes para se tornar os guerreiros com poder dos dinossauros, os Power Rangers. Escolhendo cinco adolescentes da escola de Alameda dos Anjos, os escolhidos foram Jason (ranger vermelho), Zack (ranger preto), Billy (ranger azul), Triny (ranger amarela) e Kimberly (ranger rosa). Inicialmente, eles relutaram a aceitar tal missão, mas após lutarem com soldados de massa, eles percebem que a única coisa a fazer é se tornar os guerreiros Power Rangers.

A série tendo essa premissa logo de começo não tem grandes evoluções durante sua saga. Apenas alguns episódios especiais e bem carismáticos e senão inesquecíveis. Vale lembrar o episódio que o Billy e a Kimberly viram punks que tem que ser detidos pelos outros Power Rangers. O episodio que a Triny não para de correr por causa de um monstro semáforo. Tem também o episodio que o Billy desenvolve os comunicadores para a equipe se interagir com ondas de rádio. Por fim, o episódio que o Billy desenvolve o carro para os Power Rangers que era um fusca branco. Com certeza, você tem outros episódios favoritos como o Billy salvando a garota que ele se apaixona com um monstro marinho. A série se constitui de diversos episódios carismáticos, mas que não acrescentam em nada o trama, apenas desenvolvem melhor os personagens, uma característica que funcionou muito bem.

O ponto forte da primeira temporada é ao inserir o personagem ranger verde no trama, onde Rita Repulsa usando um cristal verde, ela ressuscita o ranger verde. Nesse ponto, sabemos que Rita roubou no passado o poder de um dos rangers e trouxe para o seu lado. Escolhendo o mestre de artes marciais, Tommy que tem as mesmas características que o Jason, a Rita esperava uma vitória fácil. Logo, como o público esperava, o ranger verde se alia aos Power Rangers para o temor de Rita Repulsa.

A série depois desse ponto tem como explorar as diversas formas diferentes que o mecha Dragonzord tem de fusão com o Megazord e a amizade entre dos rangers verdes e vermelho na posição de lideres da equipe Power Rangers. Nesse ponto, temos também o inicio do namoro entre a ranger rosa e o ranger verde gerando episódios inesquecíveis como monstro em flores que causou rancor entre os dois.

Perto do fim da primeira temporada, temos o ranger verde perdendo os poderes graças ao cristal de Rita Repulsa e para o poder não ser passado para o mal, Tommy é obrigado a repassar os poderes para o Jason que ganha o controle do DragonZord e o colete dourado em seu traje vermelho. Temos diversos episódios do Jason desse jeito, antes do retorno do Tommy num episódio posterior aonde ele usa os últimos poderes de ranger verde.

Vale ressaltar que em cada episodio tínhamos a dupla Bulk e Skull querendo dar uma de superiores sobre os adolescentes que eram os Power Rangers. Nesses momentos que tinham até a musica clássica deles, podem ser comparados com os três patetas, aonde só acontecia palhaçadas.

A conclusão da primeira temporada, basicamente não existe, porque a série deixa pra continuação a responsabilidade de encerramento, aonde temos já o vilão Lord Zedd no comando. Pode se dizer que a série com seu sucesso avassalador não precisava criar finais e por isso continuou sem medo em seu próximo ano aonde diversas mudanças foram feitas para manter a série ainda o sucesso da criançada.

Curiosidades

– A série Power Rangers por onde passou gerou sucesso, causando surpresa até para a empresa de bonecos Bandai que fabricava apenas no Japão os bonecos das séries originais. Um grande atraso teve, mas depois de corrigido, todos os anos tínhamos os Power Rangers bonecos juntos de sua temporada. Não esquecendo que há cada temporada, os bonecos ganhavam característicos de quadrinhos americanos que eram músculos e enchimentos sobre o traje.

– A série ganhou musicas bem interessantes na França, Japão e Itália.

– A atriz Machiko Soga, a Bandora, a Rita Repulsa japonesa, dublou Power Rangers quando está foi exibida por um canal que exibia produções americanas no Japão.

– A série é considerada tokusatsu e foi distribuída na internet pela Toei entre diversas série japonesas num sistema de assinatura semelhante ao da Globo.com aonde os assinantes tinham acesso ao acervo da emissora online.

– Todo vhs ou dvd lançado no Japão dos Power Rangers tem o selo Toei Channel.

– Massaki Endo que canta o tema de abertura do Super sentai, Abaranger, já cantou o tema Power Rangers no Japão ao vivo.

– A série Abaranger, segundo boatos, é uma homenagem ao sucesso de Power Rangers e não uma repetição proposital do tema dinossauro.

– A segunda temporada de Power Rangers, os mechas seriam inalterados, mas o ranger branco usado da série Dairanger teria sua inclusão. As cenas seriam filmadas no Japão de todas as lutas com o mecha exclusivo aonde o mecha do tigre branco seria possível se fundir com os mechas da primeira temporada. Por causa de custos, o projeto não saiu do papel e por isso todos os mechas foram substituídos, assim usando cenas prontas da série Dairanger.

– Diversos monstros e cenas de luta entre os mechas foram filmadas exclusivamente para a série Power Rangers direto do Japão. Por falta de técnica e ainda ser uma novidade a adaptação, os americanos não tinham recursos para continuar a primeira temporada, por isso a Toei criou monstros e as cenas de luta entre o Megazord e o monstro.

– As cenas americanas eram feitas em câmeras totalmente diferentes que as das versões originais, o que poderia se notar facilmente com cenas mais nítidas e claras comparadas com cenas escuras da série original.

Ficha técnica:

Direção: John Blizek e David Blyth

Produtor: Ronnie Haddar

Co-produtor: Ann Knapp

Produtores executivos: Shuky Levy e Haim Saban

Atores:

Power Ranger vermelho/ Jason Lee Scott: Austin St. John
Power Ranger Amarelo/ Trini Kwan: Thuy Trang

Power Ranger Preto/ Zachary ‘Zack’ Taylor: Walter Jones

Power Ranger Rosa/ Kimberly Ann Hart: Amy Jo Johnson

Power Ranger Verde/ Thomas ‘Tommy’ Oliver: Jason David Frank

Power Ranger Azul/ William ‘Billy’ Cranston: David Yost

Farkus ‘Bulk’ Bulkmeier: Paul Schrier

Eugene ‘Skull’ Skullovitch: Jason Narvy

Zordon: David Fielding

Ernie: Richard Genelle

Rita Repulsa: Barbara Godson

Goldar: Kerrigan Mahan

Squatt: Michael Sorich

Scorpina: Ami Kawai

Alpha 5: Romy J. Sharf

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Crítica | Shaolin Girl | Uma seqüência do clássico Shaolin Soccer?

Produzido em 2008, o filme japonês do diretor Katsuyuki Motohiro, do excelente Summer Time Machine Blues, retorna ao universo criado por Stephen Chow em Shaolin Soccer.

Chamado de Shourin Shoujo, o filme acabou ganhando internacionalmente o nome de Shaolin Girl, justamente pra divulgar como seqüência de Shaolin Soccer. Nos roteiros, temos Masashi Sogo e Rika Sogo, que tem em seu currículo filmes como Yatterman lançado esse ano baseado no anime clássico da Tatsunoko. Vendo o currículo de Masashi Sogo, para fãs de anime, ele escreveu o filme Bleach: Memories of Nobody da série Bleach, como também alguns episódios de Bleach, Gantz e os ovas da série Rurouni Kenshin (Samurai X).

Para o papel da protagonista Rin, foi chamada a atriz Kou Shibasaki que é bem conhecida tanto no Japão como internacional. Não se lembra dela? Então, ela esteve presente em Battle Royale, Dororo, Tokyo Raiders, Sekai no chuushin de, ai o sakebu, One Missed Call entre outras produções. Já atuou em alguns doramas como Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi, Good Luck, Orange Days e Galileo. Além disso, é uma cantora bastante conceituada no Japão, assim fica difícil dizer que nunca ouviu falar nelai.

Do elenco de Shaolin Soccer regressa Kai Man Tin como Tin e Chi Chung Lam como Ram, respectivamente o terceiro e o irmão mais novo em Shaolin Soccer. Eles vieram ao Japão para divulgar seu Kung Fu, e acabaram ficando como auxiliares do restaurante do antigo sensei de Rin, o Kenji Iwai.

O filme ainda tem como produtor Stephen Chow e foi distribuído pela Toho, que tem em seu catalogo desde clássicos como Godzilla, a sucessos atuais como HERO, Gokusen entre outros que estão chegando ao cinema após sucesso de suas séries na televisão. No Brasil ela é mais associada a filmes como Godzilla e a séries de tokusatsu, como Cybercops.

A história

Vamos para a China, ver os últimos treinamentos de Rin Sakurazawa em um templo Shaolin. Mestre ao perguntar em todas as alunas presentes, o que fariam com Kung Fu, apenas Rin responde que continuará com a arte, como também deseja ensinar aos demais. Mestre que é interpretado por Akaji Maro (Kill Bill) dá um conselho a Rin que a arte do shaolin é um eterno treinamento e que ela nunca deverá deixar de treinar sua arte.

Rumo ao Japão, Rin descobre que os anos que passou China, pesou para seus antigos amigos e companheiros que largaram seu antigo Dojo. Completamente destruído e abandonado, o Dojo que Rin pretendia continuar e começar suas aulas está fechado e seus alunos já seguiram suas vidas sem ter espaço para o Kung Fu. Seu antigo sensei abriu um restaurante e não quer saber de dar aulas novamente.

Inicialmente, Rin decide procurar novos alunos, mas a busca é em vão, fazendo a desistir de dar aulas.

Shaolin Lacrosse?

Ficando amiga de Minmin, Rin decide jogar Lacrosse na faculdade, mesmo não sendo aluna, ela acaba ganhando a chance de virar membro do time.

O que é Lacrosse?

Lacrosse é um desporte criado pelos indígenas americanos no século XV, sendo bastante praticado no Canadá e nos EUA. No caso, o time feminino é formado por 12 pessoas que uma rede (crosse), uma bola de borracha, aonde o contato não é permitido, apenas o stick, assim restringindo arremesso de bola entre as redes até baliza do adversário.

Voltando ao filme, Rin demonstra uma grande habilidade com a rede, porém não consegue fazer entrar nenhuma bola na baliza.

O sensei Kenji Iwai entrar no time como treinador, assim treinando o time e dando dicas entre o kung fu e o lacrosse, utilizando-se da mesma fórmula que já conhecemos em Shaolin Soccer.
Paralelamente, vemos sempre que Kenji desmerece Rin, deixando fora do time. Durante seu primeiro jogo, Rin é obrigada a ficar no banco, sendo que exige entrar no segundo tempo. Egoísta, ela tenta roubar todas as passagens de bola para si, resultando a perda do time no jogo. Kenji revela a falha dela em não confiar em suas parceiras, fazendo ela sair cabisbaixa do jogo.

O lado negro da força

Enquanto isso vai se montando a história de Yuichiro Ohba, um dos sócios da universidade, aonde Rin é membro do time de Lacrosse. Yuichiro se sente atraído por Rin decidindo destruir tudo que ela tem, para ela ir para o lado negro da força.

Ele manda seus homens seqüestrarem Minmin, enquanto ele luta com Kenji o derrotando. Ao mesmo, seus homens põe fogo no restaurante, fazendo Ram e Tin saírem correndo de lá.
Ao mesmo tempo, Riyuji Tamura que permitiu que Rin fosse do Lacrosse e sempre comia no restaurante do Kenji, acaba fugindo do lugar.

O antigo dojo e o restaurante explodem, deixando Rin sem nada. Querendo resgatar Minmin, ela parte para universidade, para descobrir quem é o Yuichiro.

A luta final

Rin, Ram e Tin vão para a universidade, atrás de Yuichiro. Rin continua, enquanto Ram e Tin luta contra os homens de Yuichiro. Enquanto isso Riyuji revela-se ser um dos olhos de Yuichiro, lutando contra Rin, mas ele acaba levando a pior com ela.

Rin encontra Minmin, mas vai ter que aceitar o desafio de Yuichiro e não entrar no lado negro da força. Numa força sem precedentes, os dois elevam seu ki numa batalha incrível .

O grande segredo de Rin é saber perdoar e a luta se desenvolve mais como uma segunda chance para Yuichiro que é abraçado por Rin e encontra seu verdadeiro eu de volta.

O fim

Rin salva a todos e retorna em cima da hora para o jogo de Lacrosse. Vemos junto Minmin de volta ao time, sendo que todas utilizam de golpes do kung fu para vencer o campeonato.

Ao fundo do jogo toca a canção tema do filme, Giri Giri Hero, do grupo Mihimaru GT, deixando uma vontade de querer ver como continua a história.

Conclusão

O filme infelizmente para quem esperava algo voltado a esportes como em Shaolin Soccer se decepciona. Sendo um filme carismático e que chega até a brincar com cinema asiático, principalmente na cena em que Rin se veste exatamente igual como Stephen Chow em Kung Fusão, numa sucessão de homenagens a filmes chineses, Shaolin Girl é um filme mal compreendido, por não ser focado no esporte, como o filme Shaolin Soccer.

Shaolin Girl é um filme que tem um bom desenvolvimento, porém não deveria ter conexões com Shaolin Soccer, já que funciona muito bem como filme sozinho e tem personagens bastante carismáticos, sendo que a presença de Tin e Ram são mesmo que grandes, bastante dispensáveis.

Kou Shibasaki está excelente como Rin e demonstra que teve boas aulas de artes marciais, nas cenas de luta, sendo bastante convincentes.

Lembrando que para quem já viu ela em doramas e outros filmes, é interessante ver essa nova faceta da atriz.

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Crítica | Hero – O maior blockbuster de todos os tempos do Japão


Para estrear a seção doramas, não podiamos, começar com outro senão o maior dorama de todos os tempos no Japão. Hero tem diversos fatores pra ter sido um sucesso, desde sua trilha sonora assinada pela Utada Hikaru, no seu auge, como também ter como protagonista o ator Takuya Kimura, isso sem mencionar Matsu Takako que já havia feito par romantico com ele em outros doramas.

Um pouco sobre a série

Falar do dorama Hero, com certeza é um grande desafio. Não é todo dia que nos deparamos com uma série que bate um “recorde” de audiência dos últimos 25 anos de novelas na televisão japonesa.

Assistir Hero mesmo sendo de 2001, dá a sensação de ser uma série antiga americana, por sua música tema, ser tão característica daquela época de ouro. Os personagens andando em cena, com grandes kanjis aparecendo na tela, apresentando os atores, parece com a de séries americanas, como Dallas, criada em 1978 e cativou o Brasil nos anos 80 na Rede Globo.

Repleto de participações especiais, a novela bateu o recorde quando a cantora Utada Hikaru, fez uma participação especial como garçonete numa cena servindo o ator e também cantor Takuya Kimura.

Não preciso lembrar que um dos motivos da alta audiência se deve especialmente ao “casal” Takuya Kimura e Matsu Takako. Depois do amor platônico em Long Vacation e do casal “Gata e Rato” em Love Generation, o casal estava de volta às telas, após quatro longos anos.

Hero: Entrando no universo dos promotores públicos
Antes de entrar nesse universo, devemos deixar claro o que um promotor da justiça faz. Sendo membro do Ministério Público, o promotor num grosso modo é quem irá fiscalizar que a lei está sendo cumprida.

A figura do promotor é aquele que irá promover a justiça, para isso, utilizará de recursos como, encaminhar denúncias e delitos da área criminal. O papel do promotor é ser a defesa do Estado, não interferindo e nem prejudicando a obtenção de provas, para que seja feita efetivação da justiça. Na série Hero, muitas dessas funções são demonstradas um pouco exaltada, pelo jeito abordado na série. O personagem Kuryu Kohei realiza investigações, dando mais a impressão que o promotor atua como detetive nas investigações, antes de decidir se denuncia ou não, o acusado.

A chegada de um novo promotor

Um dos casos mais importantes da atualidade teve seu vazamento de informações, chamando a atenção de vários jornalistas, que se posicionam na frente do escritório em Tóquio, causando preocupação desde a cúpula, a todos os promotores ali presentes.

Eles nem percebem, mas hoje chega um novo promotor, transferido do interior. Chamado Kuryu Kohei, esse promotor é diferente de todos que já se viu. Trocando os tradicionais ternos, por calça jeans, camiseta e uma jaqueta marrom, Kuryu não tem uma formação acadêmica de faculdade, pois obteve sua licença de promotor, ao apenas fazer a prova e conseguindo com esforço próprio.

Kuryu chega ao escritório e percebe que estão todos trabalhando, e tenta ver televisão, mas esta quebrada e tenta conserta – lá. Quando conserta, todos os promotores vêem televisão e acham que o Kuryu é um técnico, por seus trajes.

Amamiya Maiko que havia pedido transferência, pra ser auxiliar do novo promotor, logo entra na sala do chefe, Ushimaru Yutaka, lamentando profundamente por sua escolha. O chefe, apenas diz que não é fácil ficar mudando de cargo assim, que a cúpula não é tão maleável assim.

Voltando para a sala, ela vê Kuryu fazendo exercícios físicos em aparelhos que você compra ao ver na televisão, descobrindo que ele é viciado nessas coisas. Por toda sala, tem aparelhos “milagrosos” de emagrecer, ou tantos outros aparelhos que chegam a ser vendidos aqui também da mesma forma.

O ladrão de calcinhas

O primeiro caso de Kuryu é sobre um ladrão de calcinhas que foi preso, mas que nega piamente que tenha cometido tal crime. Amamiya fica surpresa, que Kuryu investigue um caso tão “bobo” desse tipo, indo à casa do sujeito, vendo uma coleção de animes hentais que ele grava que foi no mesmo horário do suposto crime. Num interrogatório com o suposto culpado, ele revela que tem o estranho costume de comprar calcinhas usadas, de uma loja em Tóquio. Kuryu se revela interessado pela loja, causando a fúria de Amamiya.

Para conferir se as calcinhas são de suas respectivas donas, ele chama as vitimas para prestar depoimento, fazendo Amamiya perder a paciência, sobre um testemunho de que calcinha cada mulher ali presente, usa. Todas elas negam que aquelas calcinhas sejam delas, reforçando a idéia que o acusado estava certo.

Conferindo os animes no dia do crime, Kuryu percebeu que a fita não foi programada pra gravar, que o próprio acusado, teria gravado manualmente.

Por fim, utilizando uma das bugigangas compradas por telefone, Takuya instala numa dos varais das garotas, um alarme que disparada quando a roupa for arrancada. Assim, o verdadeiro ladrão de calcinha é preso, fazendo Amamiya aprender que todo caso é um caso, sem mais e sem menos.

Amamiya encrencada

Um dia, encontrando Kuryu e uns amigos no bar, que eles costumam jantar, Amamiya pensando no dilema que foi sempre certinha, acaba aceitando o convite de um dos amigos do Kuryu, indo para uma boate próxima que é cassino ilegal.

Chegando lá, Amamiya chega bem na hora que a policia pega em flagrante, causando uma vergonha pública pro escritório. Kuryu que vai a polícia pra ajudar a soltar Amamiya, que fica desesperada, por ter percebido que algo que estava em sua bolsa havia sumido.

Causando indagações da polícia e do escritório, chegam a suspeitar que a tímida e discreta Amamiya esteja envolvida com drogas. Por fim, ela forçando ao Kuryu investigar na antiga boate, encontra pistas sobre o caso, mas nada sobre o que ela misteriosamente tinha em sua bolsa.

Ironicamente, Kuryu revela no final que sempre esteve com ele e era um pingente do amor que vai fazer a pessoa encontrar o parceiro ideal.

Outros casos

Contamos apenas 2 casos, dos 11 capítulos, aonde por sinal os melhores ainda não foram citados. Por exemplo: A rival de Amamiya, uma advogada que namorou o Kuryu e vai ser rival dele no júri, achando que Amamiya é a namorada atual.

Temos um dos casos finais, que é sobre crime político, aonde dinheiro usado ilegalmente em campanha eleitoral.

Esses são alguns casos que a novela trás, sempre fazendo Kuryu e os outros promotores, investigarem para tentar solucionar o mistério. Para quem gosta de livros de suspense da escritora Agatha Christie, como o detetive belga Hercule Poirot, essa série é uma excelente pedida.

Logicamente, por Kuryu ser tão polêmico em seus casos, sempre batendo o pé, não ligando se a pessoa é uma celebridade, ou alguém poderoso, vai resultar em problemas pra cúpula. Chegando ao auge da série, que é o promotor provar que está certo e que o sistema se adaptou a dar tratamento diferenciado as pessoas. Agora pra provar isso, Kuryu terá que pagar o preço.


Hero Especial *Spoiler* – Dados sobre o fim da série

Cinco anos se passaram desde o fim da série Hero. Kuryu foi transferido pra Sapporo, aonde trabalhou esses cinco anos, longe do escritório Jôsei em Tóquio. Agora, está na hora de se transferir de novo, assim se mudando para a cidade litorânea de Nijigaura.

Uma cidade sem crimes, e extremamente nacionalista, valorizando tudo que se fabrica por lá, gerando uma das economias mais impressionantes da região. Essa tranqüilidade se deve a apenas um homem, Takita Akihiko, que controla diversas empresas na cidade, desde hotéis, construtoras, carros, fazendo a população ser totalmente grata a ele.

O que acontece quando esse mesmo homem comete um crime? E se ele apresenta dizendo que é culpado? Sobrou pro novo promotor, Kuryu Kohei, a missão de enfrentar a população e ir atrás das provas desse crime que abalou a cidade.

Para quem tava com saudades de Hero, decepciona, porque todos os personagens da série original só fazem participação especial, sendo o centro dos holofotes, o personagem Kuryu Kohei. Logicamente o especial tem pontos positivos, como manter a mesma atmosfera da série original, isso graças o elenco de apoio que consegue manter a mesma temática da série original.