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Crítica | Thor: Ragnarok

O novo filme da Marvel Studios foi exibido para alguns jornalistas essa semana e a quipe do JWave esteve presente. Terceiro e fechando a trilogia, Thor: Ragnarok tem um gosto totalmente oposto ao da trilogia do Homem de Ferro, sendo o melhor da trilogia.

O diretor Taika Waititi conhece o personagem nos quadrinhos, inserindo diversas coisas que ainda não tinham sido exploradas, além de trazendo camadas novas para uma história que tinha tudo para se tratar de apocalipse.

Vale sinalizar que a Marvel Studios está de parabéns em “enganar” o público com seus trailers. Numa época, que trailers contam mais do que deveriam, o trailer de Thor: Ragnarok tem ordem dos fatos totalmente diferentes, nos surpreendendo com sua história.

A história (Sem spoilers)

Evitando spoilers, aqui temos Thor em suas aventuras pelos reinos. Investigando, fingindo até ser um prisioneiro para evitar o Ragnarok de sua Asgard.

Retornando, ele ao se deparar com uma peça de teatro que evoca tanto as qualidades de Loki, acaba desconfiando que aquele não é o Odin. Isso acaba fazendo uma bela reviravolta, explorando a dupla Thor e Loki, da mesma maneira que Dean e Sam em Supernatural.

E é nesse momento que temos o primeiro encontro com Hela. Deusa nórdica, ela é muito mais próxima de Thor e Loki, do que ambos imaginavam, o que faz a primeira batalha entre os três.

O resultado disso é Thor virando um uma peça em um tabuleiro do Grão Mestre. Num planeta repleto de portais, Thor acaba descobrindo que pra voltar pra casa, terá que enfrentar seu velho amigo Hulk.

Grão Mestre ao lado da Hela, acabam sendo dois personagens que brilham por demais da conta em cena. Se Hela tem toda uma vilania justificada, querendo se vingar, Grão Mestre é leve e divertido, no que só importa são as lutas, as festas e as orgias (Sim… Isso mesmo!).

Paralelo a isso, ainda temos a relação de Thor e Hulk com Valquíria. Em que Thor reconhece o cargo dela em Asgard, porém ela não está disposta a relembrar seus dias de glória aonde ela mora agora.

Jogada as peças nesse tabuleiro, temos as vezes em que temos uma formação inusitada de “Os Vingadores”, no qual Thor convence Loki, Hulk e Valquíria a se unirem a ele. Nem sempre eles vão lutar em sintonia, mas vale a brincadeira e a zoeira que esse estranho grupo se forma.

Logicamente que é difícil falar de um filme sem dar spoilers, porém o que podemos dizer é que Thor: Ragnarok dá muitas pistas sobre em pé estão as coisas do universo Marvel até Vingadores: Guerra Infinita.

Se Capitão América: Primeiro Vingador foi o pontapé inicial para Vingadores, aqui Thor: Ragnarok é o pontapé de Vingadores 3: Guerra Infinita.

Taika Waititi está de parabéns pelo tom leve e divertido que trouxe a Thor, trazendo uma trilha sonora digna de 1980, além de lutas com rock que trazem uma certa nostalgia dos primeiros filmes do Homem de Ferro. Roteiro afiado, trazendo piadas e uma história concisa, em que tiro o chapéu por sua adaptação de Ragnarok com Planeta Hulk.

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Crítica | Carros 3

Carros não está entre as minhas séries favoritas da Pixar, nem de longe. Criativa, trazendo uma trilha sonora emblemática, uma história emocionante sobre a Rota 66, Carros de 2006 era tão original quanto qualquer outra obra da Pixar. Fazem exatamente 11 anos do primeiro filme e Carros 3 vem com uma responsabilidade bem similar a Toy Story 3, em que temos um último capítulo para contar.

Dirigido por Brian Fee, Carros 3 assustou todo mundo quando um dos trailers apresentava acidente com Relâmpago McQueen. Será que a Disney realmente mataria um protagonista em cena? Lógico que não, mas serviu pra dar o tom do que seria o próximo filme.

Talvez Carros 3 seja a verdadeira continuação do original, trazendo todos os holofotes a quem é de direito… Relâmpago McQueen.

A história

O tempo passou e Relâmpago McQueen é um corredor veterano. Ganhador invicto, Relâmpago McQueen começa a perder para o novo competidor, Jackson Storm. Essa é a primeira mudança que faz com que Jackson Storm atraia uma nova geração de corredores para a pista, aposentando diversos amigos McQueen.

Acontece que no meio da corrida, McQueen sofre um acidente ao tentar ganhar do Jackson Storm. Isso faz com que ele repense sua carreira, recebendo uma segunda chance de seu patrocinador e também recebendo ajuda da jovem treinadora, Cruz Ramirez. Vemos diversos flashbacks do Doc Hudson, evocando que McQueen ainda vive um luto da morte do seu treinador.

Será que McQueen conseguirá voltar a correr? Esse é um trabalho que a Cruz Ramirez terá que lidar.

Opinião

Vivemos uma época em que Creed consegue com maestria passar a tocha do Rocky em um novo personagem. Carros 3 se foca em contar uma história que o tempo do McQueen passou, mas que ao todo custo ele não vai deixar de correr.

É divertido ver que McQueen é contra tudo que existe de mais moderno para tornar um corredor vencedor. De simuladores, realidade virtual, a empresa tenta de tudo, mas McQueen parece que segue uma jornada clássica de treinamento árduo, em que a tecnologia não está inclusa.

Cruz Ramirez de longe é a melhor personagem do novo filme. Ela percebendo o piloto difícil que pegou pra treinar, acaba aceitando o temperamento difícil de McQueen, entrando no jogo e fazendo o mesmo tipo de treinamento que ele.

Paralelo a isso, temos a sombra do Jackson Storm que não só representa tudo que é mais moderno, como ironiza McQueen por ainda estar correndo. Mas será que tudo que é moderno realmente deve ser seguido como exemplo?

Passaram-se 11 anos desde Carros 1 foi lançado. Assumo que me senti similar ao McQueen, quando tiraram dele o direito de correr por causa da idade. Será que o tempo passou tão rápido assim e nem percebemos? Só em trazer essa dúvida em nossa mente, Carros 3 vale o ingresso.

O filme segue uma jornada árdua tão digna e verdadeira quanto Toy Story 3. A história não para nunca, porque existe um legado a ser mantido e contado. E é nesse legado que Carros 3 se concentra em contar e narrar.

Trailer

Personagens

Agradecimentos a Disney Brasil pelo convite a assistir Carros 3

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Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 2


Estamos de volta a mais um Guardiões da Galáxia, depois de 3 anos. O primeiro filme tirou os personagens do lado obscuro da Marvel Comics, tornando eles tão relevantes, que mudou a influência dos personagens nos quadrinhos, além de ganhar uma série animada.

O sucesso da fórmula de Guardiões da Galáxia se resume ao seu criador, mais precisamente James Gunn. Ele assumiu o roteiro e a direção do primeiro filme, agora está de volta e mostrando mais um pouco do universo que ele transportou para os cinemas. Com o sucesso do primeiro, James Gunn teve orçamento maior, liberdade maior e veríamos mais do mundo que foge da realidade desses personagens. A entrega e dedicação estão ali, tornando o filme tão bom quanto o primeiro, talvez até melhor.

A história
Se passaram 2 meses desde o primeiro Guardiões da Galáxia, agora vemos os Guardiões executando uma missão para Ayesha (Elizabeth Debcki). A missão acaba sendo realizada com sucesso, mas lógico que as coisas dariam erradas quando Rocket Racoon acaba roubando as baterias do prédio aonde Ayesha estava, tornando inimigos público dela e de seu império.
Paralelo a isso, ainda temos Yondu Udonta indo atrás de Peter Quill, mas acaba encontrando Stakar Ogord (interpretado por Sylvester Stallone). Se percebe que Yondu fez algo grave no passado e que Stakar nunca o perdoou.

Na fuga da horda de naves da Ayesha, acaba que os Guardiões da Galáxia são salvos por uma estranha nave. A surpresa é que quem pilotava a nave era nada menos que Ego, o Planeta Vivo (interpretado por Kurt Russel). Ego logo se apresenta como pai do Peter Quill, assim levando ele e Gamora para o seu planeta, enquanto Raccoon, Baby Groot e Drax ficaram num planeta hostil para manter Nebulosa presa e cuidar da reparação da nave que saiu totalmente destruída do ataque de Ayesha.

Ego revela que teve um amor com a mãe do Peter e que visitou ela algumas vezes, depois que ele nasceu. O interessante aqui é que Ego não esconde que teve diversos namoricos no universo todo, como também explica ao Peter que ele é um “semi-planeta”. Interessante aqui é que Ego por mais que seja um planeta literalmente, acaba se usando uma abordagem de deus e imortalidade, explicando como um planeta pode possuir um corpo humanoide e transando geral pela galáxia.

Guardians Of The Galaxy Vol. 2..Star-Lord/Peter Quill (Chris Pratt)..Ph: Film Frame..©Marvel Studios 2017
Guardians Of The Galaxy Vol. 2..Star-Lord/Peter Quill (Chris
Pratt)..Ph: Film Frame..©Marvel Studios 2017

Trailer

Opinião
Se no primeiro filme, tivemos um gostinho do que era esse lado do universo, agora temos não só mais um pouco, como percebemos que ele é bem mais rico do que realmente foi mostrado.
O roteiro continua maravilhoso, combinando e casando com a trilha sonora referente a segunda fita do Peter Quill. Além disso, os novos personagens, como Ego, acabam se destacando que é impossível não torcer para ele. É evidente que existia algo errado e que Ego acaba se revelando vilão, mas Kurt Russel roubou a cena.

Um padrão dos últimos filmes da Disney/Marvel é em utilizar efeito especial para rejuvescer atores em cena, assim vemos Kurt Russel rejuvenescido em um flashback, contando como conheceu a mãe do Peter. Assumo que fiquei com a sensação de “Sessão da Tarde” com a cena, lembrando que o mesmo efeito especial foi usado com Michael Douglas em Homem Formiga, além de o Robert Downey Jr em Capitão América: Guerra Civil.

O segundo Guardiões da Galáxia trabalha a ideia de paternidade, além de família (algo que já foi trabalho no primeiro filme, mas aqui é reforçado). Do lado da paternidade, temos Ego assumindo a paternidade de Peter, porém Yondu Udonta questiona isso, porque foi ele que criou, portanto a discussão recai em quem cria ou gera.

Temos também alguns pontos importantes, já que o filme plantou muitos fatos a serem desenvolvidos em próximos filmes. Um ponto de partida é a morte do Yondu Udonta, que reúne os Guardiões da Galáxia originais, liderados pelo Stakar Ogord, o que poderá gerar um conflito entre duas gerações de Guardiões da Galáxia num terceiro filme.

O filme também plantou a rebelia que fez com Ayesha tornasse eles vilões, acabou que ela conseguiu um certo Adam Warlock para utilizar contra os Guardiões. Esse é mais um plot plantado para uma possível continuação.

Também temos o sucessor de Yondu Udonta, que foi o único tripulante vivo dos Ravangers. Peter entrega a arma usada por Yondu e acaba que o personagens começa treinamento de usar a arma.

O filme teve divulgação que tem 5 cenas pós-créditos, algumas plantam dados para próximos filmes, outras são apenas para fazer graça. Entre as cenas de fazer graça, temos Groot adolescente, levando bronca do Peter Quill como qualquer adolescente normal.

Guardiões da Galáxia Vol.2 é um filme que entrega uma história maravilhosa, boas piadas, bons personagens e mais um passo para os personagens aqui apresentados. O que aprendemos aqui é que os personagens tem um universo tão rico que não precisam do restante do universo da Marvel. Assista, porque definitivamente, continua sendo os melhores personagens da Marvel Studios.

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Crítica | A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

Ghost in the Shell na cultura pop japonesa é tão importante quanto Akira, mas diferente da obra do Katsuhiro Otomo, ela não ficou presa em uma única animação. É só analisar e ver que se tornou uma franquia com diversos filmes, séries animadas, além do mangá original.

Se Akira há tempos tenta ser adaptado no ocidente, Ghost in Shell deu um passo maior e trouxe um clássico da animação japonesa com Scarlett Johansson no papel de Motoko Kusanagi.

Custando 110 milhões de dólares, o diretor de videoclipe Rupert Sanders deu todo o tom necessário para transformar a belíssima animação de 1995 em um live action robusto em 2017.

Trazendo o roteiro assinado por Jamie Moss e William Wheeler. Jamie Moss tem no currículo o filme “Os Reis da Rua” com Keanu Reeves de 2008, enquanto William Wheeler tem Lego Ninjago: O filme que será lançado ainda em 2017. Vamos combinar que são nomes quase que desconhecidos, mas isso também aconteceu em Power Rangers recentemente. Será que uma obra do Masamune Shirow estará bem representada a olhos ocidentais?

Assumo que Rupert Sanders é mais visual do que Mamoru Oshii no animê original (e mesmo em sua versão 2.0 em 2008). Ghost in the Shell é o filme que inspirou Matrix, considerado Blade Runner da animação japonesa, não sendo à toa que todo esse visual remeta a Blade Runner e faça parecer que estamos assistindo um filme dos anos 80 com a tecnologia de hoje em dia.

Mas antes de falar do filme, vamos falar um pouco da obra original.

Ghost in the Shell foi publicado em 1989 na antologia Young magazine, portanto sendo um mangá do gênero Seinen. O que significa Seinen? Basicamente que no Japão, ela é voltada para público masculino de 18 a 40 anos. Ghost in the Shell é classificado no mesmo gênero que Akira, Berserk, Claymore, Battle Royale, Gantz, entre tantos outros títulos que já foram lançados no Brasil.

Sua adaptação nos cinemas veio em 1995 com Mamoru Oshii e ela abalou as estruturas de como era visto a animação japonesa, da mesma maneira que Akira fez no passado.

Por quê Ghost in the Shell é tão relevante? Porque ela discutiu a inteligência artificial, a consciência humana em máquinas, trazendo tudo isso embalado numa narrativa cyberpunk com crimes digitais justificando os meios.

Devo assisti a obra original antes do live action?

Não, porque são obras diferentes e por mais que momentos do animê estejam exatamente iguais no filme, acaba que a discussão dessa adaptação é outra. A procura de uma fidelização não só visual, mas também na sua história, acaba que pode decepcionar quem espera uma fidelização ao estilo Sim City de ser.

Faça o caminho inverso e depois de assistir a adaptação de 2017, procure o original e encontre a homenagem prestada ao clássico de 1995.

Vamos falar do filme?

Estamos num futuro em que refugiados procuram oportunidades melhores. Assim, conhecemos a história de Major(Scarlett Johasson) que foi uma refugiada e teve seu corpo destruído numa fuga, o que fez que seu cérebro fosse utilizado para construção de um ciborgue comandante de campo.

Major cuida de missões da divisão do Chefe Daisuke Aramaki, interpretado brilhantemente por Takeshi Kitano. Lembrando que todas as cenas do Aramaki são em japonês, sendo respondido em inglês pela Major e os demais.

A personagem Major também tem diversas missões com Batou, aqui interpretado por Pilou Asbæk. É impressionante não só o quanto Batou ficou igual a animação, mas o quanto o ator acaba parecendo um personagem típico do Bruce Willis dos anos 80 e 90, como no filme “O Quinto Elemento”.

O filme caminha não só para explicar que tem um hacker querendo mudar as coisas, mas que ele chamou atenção da Major. Numa investigação para um ataque de gueixas robóticas, Major consegue entrar na mente de uma delas e é quase hackeada.

A busca por essa missão, acaba despertando lembranças que Major não se lembra, questionando o que é verdade ou mentira.

Seguido disso, temos um ataque com caminhão de lixo, que a divisão acaba descobrindo que o motorista tinha memórias falsas. Tal questionamento, mais uma vez acaba questionando Major do que é realidade ou fantasia.

Será que ela realmente é uma refugiada? Seguindo o caminho que já vimos em outras obras e personagens, como Wolverine, aqui Major questiona o que torna ela humana e se suas lembranças são verdadeiras ou falsas.

Opinião

O filme se fecha na discussão de quem é a Major, explicando inclusive algo muito questionado pelos fãs da obra original. A personagem se chama Motoko, porém é uma atriz ocidental que a interpreta.

Qual a explicação? Que antes de virar um ciborgue, ela realmente era Motoko Kusanagi, porém ela foi uma manifestante que acabou presa e sofrendo experiências independente dela querer ou não. Isso fez com que seu cérebro fosse utilizado num corpo que não tem traços orientais, assim podendo ser a Scarlett Johansson a atriz de uma personagem japonesa.

Ghost in the Shell não se foca na inteligência artificial, porque acaba diminuindo sua jornada de herói em uma história fechada de como Motoko Kusanagi se tornou Major. Isso acaba inclusive mudando o vilão do filme, aqui interpretado por Michael Pitt, que faz Hideo Kuze.

Isso é bom ou ruim? A obra tem uma história bem fechada e convence, se tornando uma boa adaptação. Agora, se você é fã da obra original, talvez você saia com a sensação que o filme não tenha tocado tão fundo nas discussões do filme de 1995.

Estamos falando de uma obra muito mais abrangente que a animação original, então esse tipo de escolha do diretor é totalmente plausível. O final da obra mesmo que fechado, acaba permitindo que seja feita outras continuações. Considerando a quantidade de material de séries de tv, além de toda uma quadrilogia recente em animação, acaba que podemos imaginar que a história da Major Motoko Kusanagi esteja apenas começando.

Vídeo com análise

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Agradecemos a Paramount pelo convite

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Crítica | Power Rangers – O Filme 2017


A franquia Power Rangers é um ícone mundial reconhecido há mais de duas décadas. No Brasil, a série foi uma febre nos anos 90 e mesmo que continue com as temporadas atuais, muita gente ainda lembra e se recorda de Mighty morphin Power Rangers.

Mas como seria um filme se livrando de todos os conceitos da série original e criando uma nova roupagem para uma nova geração? Como tornar Power Rangers relevante para uma geração que cresceu com Vingadores no cinema?

Esse trabalho recaiu a Dean Israelite que não só cuidou esteticamente dos Power Rangers, mas deu uma profundidade que nunca antes as séries originais deram tal abertura.

Tudo começou de Goranger

Power Rangers X Super Sentai

Antes de falar do filme, temos que lembrar e talvez relembrar que Power Rangers é uma adaptação ocidental do gênero Super Sentai criado em 1975.

No Brasil, tivemos o privilégio de conhecer algumas séries desse gênero com Google Five, Changeman, Flashman e Maskman. Infelizmente o gênero saturou e nunca mais tivemos séries desse gênero no Brasil.

Por que falar disso? Porque foi com a série Himitsu Sentai Goranger em 1975 que o gênero consolidou 5 guerreiros coloridos, chefiados por um líder vermelho. Não foi a primeira série que usou lycra e nem robôs gigantes, mas foi o primeiro passo de uma série de clichês que tornou o gênero Super Sentai conhecido mundialmente.

Em 1993, tivemos Kyouryuu Sentai Zyuranger, que apresentava cinco guerreiros descendentes dos dinossauros que defendia a Terra da bruxa Bandora. Essa série foi utilizada por Haim Saban para o público americano, aonde tirava as cenas de atores japoneses e refilmava com americanos, colocando uma nova história de cinco jovens com garra contra a bruxa Rita Repulsa, assim nascendo Mighty Morphin Power Rangers. Inserindo uma trilha sonora com uma pegada de rock assinada por Ron Wasserman, a série se tornou um enorme sucesso comercial e talvez a representação do que foi os anos 90.

Se passaram 20 anos desde então e a nossa concepção de Heróis mudaram de 2000 pra cá com a invasão de filmes do gênero no cinema. De X-men, reboot de Spider-Man, Capitão América, Vingadores e até os filmes das trevas do Batman, acabaram influenciando uma nova geração que não vê tanta relevância em cinco heróis coloridos defendendo anualmente o mundo.

Primeira série de Super Sentai exibida no Brasil
E a primeira série Power Rangers. Perceba no colete do Ranger Verde que as roupas americanas eram “piores” que as versões japonesas.

Um primeiro passo para revolução

Em 2015, um fã-filme de Power Rangers invadiu a internet, mostrando uma visão bem mais adulta e sem esperanças. Dirigida por Joseph Kahn, o filme fez barulho na internet e mesmo que indiretamente, talvez tenha influenciado e muito o que vemos nessa nova encarnação.

Mas precisava ser tão pesado como a obra do Joseph Kahn? E assim restava uma dúvida do quanto o novo filme poderia realmente ousar.

Power Rangers para uma nova geração

Dean Israelite tinha no seu currículo o Projeto Almanaque que é um bom exemplo de como mostrar os jovens hoje em dia. Mas não podemos esquecer de quem escreveu roteiro e deu tom a obra, no caso John Gatins, que também fez o recente Kong: A Ilha da Caveira. Além de John, ainda temos Matt Sazama e Burk Sharpless que fizeram Deuses do Egito e atualmente cuidam do roteiro de Perdidos do Espaço para Netflix, além de Kieran Mulroney de Sherlock Holmes: Jogo das Sombras.

Tendo um orçamento de 100 milhões de dólares, algo que a franquia nunca teve em seus filmes anteriores, a Lionsgate estava confiante em apresentar uma nova versão dos Power Rangers para uma nova geração.

Vale aqui frisar que num mundo bem mais careta que em 1994, a primeira mudança foi em mudar a etnia dos personagens, não relacionando com suas cores, algo que chegava a ser tão inocente e trivial na primeira formação (seja ela intencional ou não).

A história

O filme começa há 65 milhões de anos no passado. Num planeta cheio de dinossauros, temos Power Rangers lutando contra uma traíra em sua equipe, a Rita Repulsa, a Ranger Verde. Sendo guerreiros que utilizam o Cristal Zeo para lutar, eles sucumbem a vilania de uma guerreira que deseja ter o poder de criar e destruir.

Em poucos minutos em cena, vemos a morte da ranger amarela e Zordon como Ranger Vermelho e orquestrando um plano junto de Alpha 5 para sucumbir Rita Repulsa e preparar as moedas do poder para uma nova geração. Assim, Rita Repulsa é exterminada e sendo jogada no mar, enquanto Zordon abria mão de seu poder como Ranger Vermelho.

Nos dias atuais, temos Jason Scott sendo punido na escola por uma brincadeira no vestiário do time de futebol americano. A punição além de semanas sem ir na aula, acaba também indo para um castigo de sábado, sendo repreendido por seu pai em como desgraçou sua carreira como jogador.

Nessa turma de sábado, também temos a linda Kimberly Hart que também foi punida por arrancar o dente de seu último namorado. Além de sofrer bullying digital, Kimberly tenta dar a cara a tapa em se livrar do que foi e representou no passado.

Também somos apresentados ao Billy Cranston, que acabou parando ali por que explodido o armário da escola. Extremamente inteligente, Billy aqui é autista, por isso tem problema de se relacionar com outras pessoas, sendo defendido pelo Jason.

Um passo para revolução

Billy agradece Jason e ao oferecer amizade, também oferece uma forma do Jason obter liberdade que infelizmente acabou perdendo com a brincadeira no vestiário no começo do filme. Essa amizade faz com que ambos vão até uma pedreira aonde o pai do Billy trabalhava, assim encontrando Kimberly que nadava ali perto, Triny que escalava ali, além de Zack que morava num trailer e sempre acaba indo ali na pedreira. Os cinco num desabamento, acabam encontrando 5 pedras coloridas e numa fuga, acabam acordando respectivamente em suas camas.

Homem Aranha ou Power Rangers?

Descobrindo no dia seguinte que ganharam poderes descomunais, eles acabam marcando de se encontrar na pedreira novamente. Ali, encontram uma caverna subterrânea que os leva numa nave alienígena e acordando o robô Alpha 5.

Alpha 5 explica que está ali há 65 milhões de anos e que seu mestre, Zordon, está ali no monitor porque tentou salvar ao tacar ele na rede de morfagem. Para o próximo passo precisava nascer uma nova geração de guerreiros e no momento que eles pegaram as moedas, eles se tornaram essa nova geração.

Todos ali duvidam de Alpha e do Zordon, ainda mais dizendo que tudo isso aconteceu, por causa do retorno de Rita Repulsa, que deve estar de volta em 11 dias. Independente disso, eles descobrem que se tornaram guerreiros, mas para terem chance contra inimigo, eles precisam treinar e liberar habilidades que deem a oportunidade de ativar a morfagem, além do traje de batalha que cada um ali despertou com sua moeda.

Enquanto isso, Rita Repulsa despertava num barco de pesca e estava em busca de tudo que era ouro. Essa busca era porque ouro a rejuvenescia, além de ser material base para a criação de Goldar, um monstro que a ajudará a retirar o cristal Zeo do planeta Terra, dando poderes inimagináveis a ela.

Diferente da série de televisão, aqui os poderes geram consequências e não será tão fácil conseguir todo poder necessário para impedir Rita, o que gera treinamento, confiança e uma equipe.

Aqui, Jason terá que lidar em como cuidar de uma equipe, entendendo cada um deles e seus problemas. É talvez verdade que Zack que deu pontapé inicial em cada um se abrir e contar seus problemas, para tornarem amigos e uma equipe, mas parte do aprendizado também vem do Zordon, que não é tão bonzinho como na série original.

Quando o roteiro fala mais que o visual

Se os trailers demonstravam poderes absurdos, roupas alienígenas e robôs que pareciam Transformers, aqui no filme propriamente dito temos um desenvolvimento de personagens que impressiona e se sobressai sobre o visual.

Trazendo adolescentes com problemas, um Zordon não tão bonzinho, além de uma Rita Repulsa bem mais malévola que a original, acabam se tornando acertos em demonstrar a mesma similaridade de Peter Parker para Homem Aranha. Um herói debaixo do traje, ele continua sendo tão humano quanto você, tendo os mesmos problemas que você tem com a sua família, escola ou trabalho.

E se no começo do filme, a sensação de detenção remetia a um “Clube dos Cinco” 2017, o desenvolvimento dos personagens acaba trazendo uma profundidade que torna os personagens bem mais humanos que a série original.
Bryan Cranston fez um Zordon merecedor da dúvida e fugiu do personagem sinônimo de bondade que morreu na série de televisão gerando uma energia positiva que acabou com todos os personagens maus do universo. Suas razões são bem egoístas e principalmente em aceitar que sua fase como Ranger Vermelho já passou, e não só utilizar esses cinco jovens como alavanca para seu retorno, tão quanto Rita Repulsa está fazendo com ouro obtido.
O ator Dacre Montgomery conseguiu homenagear muito bem a atuação de Austin St. John. Seu personagem é muito mais complexo e problemático que o Jason do Austin, mas mesmo assim, você encontrar muitas similaridades entre os dois personagens, o que provavelmente vai agradar muito os fãs da série original.

Kimberly de Amy Jo Johnson era uma ginasta, enquanto a Kimberly de Naomi Scott é uma patricinha que lida com bullying e traição de suas melhores amigas. É verdade que a “nova” Kimberly vive traumas e problemas de uma jovem que a Kimberly original não tinha, porém Naomi fez poses que a Amy fazia na série original, além de lembrar muito fisicamente a Amy.

David Yost foi o billy na série original e sofreu muito bullying nos bastidores por ser gay. Nunca escondeu isso em palestras que faz por aí, mas se perguntava se o novo Billy homenagearia o de David, coisa que não se fez, principalmente por explorar a questão de termos um guerreiro autista. RJ Cyler fez um Billy bem diferente, mas seus pensamentos rápidos são tão honestos e sinceros, quanto ao Billy do David Yost.

Na série original, Triny não foi tão bem trabalhando, acabando sendo resumida a melhor amiga da Kimberly. Acabou sendo um grande diferencial, essa nova encarnação feita por Becky G por embalar numa rebelia e rebeldia que a personagem da Thuy Trang não tinha. Além disso, Becky trouxe também a questão da personagem ser homossexual, o que fez a nova Triny ter uma batalha de aceitação na sua casa e em como lida com o mundo.

O ator Ludi Lin fez um Zack muito porra louca e talvez isso até lembre de leve o personagem original de Walter Emanuel Jones. Sua trama é contada de uma vez e na fala do próprio personagem, mas isso não torna menos interessante. Ludi fez um Zack que está ali pra dar valor a sua família, mas ao mesmo tempo, ele tenta encontrar algo que o faça seguir em frente quando sua família não estiver mais lá.

Rita Repulsa da atriz Elizabeth Banks é algo próximo de Freddy Krueger e o passado dela está conectado ao de Zordon, por mais que os dois não se encontrem em cena. Personagem brilha e Elizabeth está de parabéns em dar uma nova roupagem a Rita Repulsa, que mesmo falando as frases clássicas da série, nunca esteve tão ativa e envolvida com os Rangers, como nessa versão.

O filme tem uma boa trilha sonora com algumas homenagens a série e o primeiro filme, além de uma fotografia eficiente e definitivamente tornando um filme voltado para adolescentes e adultos, talvez afastando o público infantil que era a base da série original.

Tem referências, mas independente disso, o filme foca em sua mitologia e abraça “rede de morfagem”, “moedas do poder” e tudo que tornaram grandes marcas da série.

Recomendo assistir não só pela homenagem a série original, mas também por se levar a sério e conseguir isso em grande parte do filme.

Agradecemos em especial a Paris Filmes por ter nos convidado para a cabine do filme.

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Crítica | Procurando Dory

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Passaram se 13 anos desde “Procurando Nemo” e a Pixar retornou a esse mundo, trazendo respostas para perguntas que nunca havia nos feito antes. Mas passado a grande expectativa pelo retorno de Nemo e da própria Dory, cabe a cada um de nós saber o que aconteceu entre a gente e aquele universo que continuou atemporal.

Mas por quê demorou tanto?
Essa resposta nunca saberemos, mas Andrew Stanton também foi criador de Toy Story, como também dirigiu Wall-E, então provavelmente nem ele e nem a Pixar esperavam voltar ao universo.

Vale aqui ressaltar que ele também fez John Carter pra Disney, sendo esse o primeiro filme que ele dirige desde então. Então com a trilogia de Toy Story contada e outros vôos dados, Andrew Stanton está de volta ao fundo do mar com Nemo e seus amigos.

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A História
Passou apenas um ano desde que aconteceu as aventuras do filme anterior, porém tudo vivia em paz ali aonde Nemo vivia. Só que a Dory tem lampejos de sua infância a fazendo recordar de seus pais, o que faz ela querer cruzar o oceano Pacífico mais uma vez .

O que acontece é que nessa aventura, ela se perde do Nemo e do Marlin, fazendo com que a aventura vire a avessas ao filme anterior. Será que Marlin e Nemo encontraram Dory? E será que realmente a Dory vai conseguir chegar aonde seus pais estão?

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Crítica
É inegável em dizer que esses 13 anos não foram sentidos no cinema. Parece que voltamos a 2003, quando “Procurando Nemo” saiu por aqui. Por mais que a tecnologia tenha mudado, temos aqui as mesmas características marcantes, fazendo nos reencontrar com personagens que deixamos num passado não tão distante.

Toda continuação tem um grande risco em ser comparada a obra original e é nesse ponto que “Procurando Dory” se inova, mesmo que mantendo a mesma estrutura do filme anterior. Trazendo novos personagens, novos cenários e respondendo perguntas sobre a origem da Dory, agora temos um universo expandido do filme original.

A dublagem brasileira está de parabéns por manter os mesmos nomes da dublagem anterior. Não só isso, mas mantendo mesmo timbre e tom, fazendo mais uma vez em nos esquecer do tempo entre o filme e o outro. A boa surpresa está na participação da Marília Gabriela como ela mesma, ao ser a voz do Instituto de Vida Marinha.

Mas só tem coisas boas o filme? Infelizmente todo filme tem pontos positivos e negativos, sendo aqui não é diferente. A sensação que faltou um pouco da carisma do filme anterior, dando a impressão que antigas continuações da Disney tinha. Numa comparação, temos aqui um filme mais próximo de um “Retorno do Jafar” do que de “Carros 2”. Resumindo, temos a impressão de mais do mesmo, e não uma reinvenção como a troca das corridas por espionagem em Carros 2.

Trailer

Nota
3,5/5

Agradecimentos a Disney pelo convite

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Crítica | As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras

JWave Cine CD 54
Continuação do reboot de 2014, as Tartarugas Ninjas voltaram e talvez ainda mais nostálgicas que seu filme anterior. Tendo produção de Michael Bay, todo mundo lembra quando rolou as primeiras notícias que existiria um planeta de tartarugas e o feedback negativo fez com que o filme ganhasse contornos totalmente novos e dessa vez baseado na franquia, mas ainda com resquícios de marcas registradas do diretor.

Similar ao o que aconteceu com Batman V Superman em que rolou alguns semi reboot no personagem Superman para ajustar ao tom e tornar ele mais fiel aos quadrinhos, aqui temos as Tartarugas Ninjas que tinham um tom mais baseado nas encarnações recentes, ignorando isso e puxando o máximo de sua encarnação dos anos 80 e 90.

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A História
A April O´Neil está investigando Dr. Baster Stockman, porque de alguma maneira ele e o Clã do Pé estão querendo soltar o Destruidor. Lembrando que ele está preso em segurança máxima pelos fatos ocorridos do filme anterior.

Paralelo a isso, temos Casey Jones que é da polícia e estava transferindo Bebop, Rocksteady e o próprio Destruidor, quando é atacado pelo Clã do Pé. Infelizmente ele não consegue evitar a fuga do Destruidor que foge num portal dimensional, mas o que chama atenção foram as tartarugas e seu furgão que aparecem para evitar um dano ainda pior pra polícia.

A partir dai, temos as peças na mesa, quando o misterioso Krang aparece e revela que estava ajudando indiretamente o Dr. Baxter e precisava da ajuda do Destruidor para abrir portal da Dimensão X e trazer nada menos que Tecnodromo para as ruas de Nova York e dominar o planeta.

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Opinião
O filme se reinventou em relação ao anterior e trouxe todo clima dos anos 90de volta. Bate nostalgia pelos easter eggs espalhados em todo filme, como a peruca da April que remete ao visual dela dos anos 90, ou líquido que Krang entrega pro Destruidor que é o Ooze do segundo filme antigo dos Tartarugas Ninja, como também Vanilla Ice tocando no bar que Rocksteady e o Bebop conseguem equipamentos para fugir.

Os personagens ganharam um novo visual com armas com led, como também físicos levemente diferentes, trazendo visuais menos “gigantes” que do filme anterior. Temos por exemplo, um Rafael grande, mas um Donatello extremamente magrelo, o que reforça a diferença entre eles.

Uma das lutas se passa no Brasil e foi uma grande surpresa do filme. Luta leve e divertida, trazendo interação 3D pra quem é fã da tecnologia e sentia falta de um filme com esse tipo de abordagem.
Tartarugas Ninja ganharam diversas encarnações nesses 30 anos, mas é inegável afirmar que é impossível agradar todas as gerações que tiveram histórias absurdamente diferentes. Mesmo a série atual é pensada de uma maneira que tenta homenagear tudo que já foi pensado antes.

Numa opinião de quem está na faixa dos 30 anos (e cresceu com a animação dos anos 90), eu sai satisfeito com essa adaptação na forma que ela foi pensada. Ela parece absurda, como realmente foi aquela animação, mas ao mesmo tempo o filme parece querer em quebrar barreiras e aproximar pais e filhos num título que permanece atemporal. E eu recomendo que todo mundo que tem filhos ou sobrinhos, acabe levando eles para assistir o novo filme. É diversão garantida e totalmente desprendido de qualquer tipo de gênero de super-herói atual.

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Nota
4/5

Agradecimentos a Paramount 

 

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Crítica | X-Men: Apocalipse

JWave Cine 53

Apocalipse sempre foi um vilão difícil de imaginar nas telonas. Será mesmo que Bryan Singer conseguiu adaptar bem o vilão nesse que seria o sexto filme dos X-men?

Os anos 80 estão de volta!
Seguindo a proposta de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, pulamos mais 10 anos na história. Agora estamos em 1983 e dessa vez, Xavier está consolidando sua escola, juntando diversos jovens em suas instalações.

Do outro lado, temos Erik Lehnsherr (Magneto) casado e com uma filha na Polônia. Ele deixou pra trás o lado assassino dele, porém a vida dará voltas e ao salvar um trabalhador, Erik se revela e corre o risco de perder tudo novamente.

Enquanto isso, temos a Mística indo atrás de mutantes que lutam clandestinamente a força, ajudando eles a recomeçar. No caso, o filme detalha a luta do Anjo com Noturno, em que ela aparece para salvar o Noturno.

É nessa realidade que começa o filme, trazendo Moira MacTaggert de volta (X-Men: Primeira Classe). Agente da Cia, Moira está numa missão no Cairo, quando acaba descobrindo a pirâmide do Apocalipse. Sejamos francos, Moira que acidentalmente ressuscitou Apocalipse com a luz do sol, fazendo com que gerasse tudo que estava por vir.

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Apocalipse
Não vou negar que o visual do Apocalipse é meio decepcionante para quem espera o visual dos quadrinhos ou do desenho dos anos 90. Interpretado por Oscar Isaac, Apocalipse é enraizado nas suas origens egípcias, sendo o primeiro mutante do mundo.

Despertado, ele corre atrás para formar seus cavaleiros do apocalipse. A primeira pessoa que ele recruta é a jovem Tempestade que ao descobrir que ele é um mutante, acaba levando ele a sua casa.

Apocalipse em poucos momentos, acaba se atualizando e descobrindo como está o mundo atual. A partir disso, ele muda sua busca, agora focando em encontrar mutantes poderosos para se tornarem seus cavaleiros.

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Escola Xavier
Enquanto isso, somos apresentados ao Scott Summers que desperta seus poderes. Numa reunião familiar, seu irmão, Alex Summers (do X-Men: Primeira Classe), acaba decidindo leva-lo para escola de Xavier.

Assim entramos na mansão pelo ponto de vista do Scott, sendo apresentados a Jean Grey, Hank McCoy, Jubileu e outros alunos da escola. O próprio Xavier está ali para Scott controlar seus poderes, como também Hank McCoy em criar seu famoso visor para voltar a enxergar.

Pouco tempo e muitos personagens
Se no filme anterior, Bryan Singer teve a chance de se despedir dos “seus” X-Men. Agora chegou a hora de costurar o novo universo e tornar coeso para uma nova geração.

Parte disso, ele conseguiu e certamente essa linha temporal se torna cada vez mais distante daquela que vimos em 1999 com primeiro X-Men. E isso não é ruim, porque abre uma porção de possibilidades, semelhante ao semi reboot que Star Trek fez nos cinemas.

O grande problema aqui é que muitos personagens acaba prejudicando o desenvolvimento deles ao decorrer da obra. Um que sofre desse mal é o Magneto, que ao perder sua família, acaba não transmitindo sua dor pro público e nem o processo que o levou em voltar as trevas e aceitar a se tornar cavaleiro do Apocalipse.

Mística sofre de um problema parecido, porque ela não concorda com a filosofia do Xavier, quer ajudar o Magneto, mas ao mesmo tempo ela rejeita sua imagem mutante.

Um dos personagens mais prejudicados na edição é a Jubileu que teve meia dúzia de falas em uma só cena, o que acaba a tornando uma figurante de luxo ali no roteiro.

Agora, os problemas não acabam por aqui, porque o roteiro foi feito pra uma ação acontecer consequências. É estranho ver Mercúrio visitando a mansão Xavier no exato momento que ela explodiu, como também o sequestro de mutantes feito poucos minutos depois por William Stryker.

Mas o que gera maior galhofa são os poderes do Apocalipse. Infelizmente o personagem não consegue demonstrar o quanto é poderoso, justamente porque todas as mortes que causa são estranhas em cena.

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Mas o filme só tem defeitos?

Não mesmo! X-Men: Apocalipse abraça os anos 80 e isso faz com que diversas referências da década esteja por toda cena. Seja com Mercúrio jogando Pac-Man, ou dançar Moonwalker, ou mesmo passando Super Máquina na televisão. Os anos 80 estão ali, inclusive com a jaqueta vermelha do Noturno remetendo Thriller do Michael Jackson.

Outro ponto positivo é ver que o diretor está trazendo mais e mais referencias dos quadrinhos. Tivemos Wolverine com visual do Arma X, como também uma certa ave pra agradar os fãs dos quadrinhos. Isso sem mencionar a Sala de Perigo dos X-Men.
Mas independente disso, X-Men Apocalipse é um filme divertido e vale pela adrenalina. É bom ver os primeiros dias da equipe dos X-Men que realmente conhecemos.

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Opinião
Bryan Singer conseguiu se afastar da série original e ao fim de X-Men Apocalipse, temos certeza que uma continuação está engatilhada. O final deixa claro isso, talvez sinalizando que ele realmente faça tudo que ele não conseguiu fazer em X-Men 3.

O que surpreende é que o filme está mais costurado com os dois anteriores, sempre mostrando lembranças dos personagens e pautando a nova cronologia nos cinemas. Por isso, vale o aviso que é bom rever os dois primeiros filmes antes de assistir o novo.

Tem cena extra? Tem sim e com certeza nos deixou bem interessados sobre as consequências dela.

Nota

4/5

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Crítica | Capitão América : Guerra Civil

JWave Cine 52
A Marvel Studios mudou a história do cinema e isso é inegável questionar. Seja na forma de traduzir seus heróis em live action ou linkando seus filmes, gerando seu vasto universo, a Marvel fez escola.

É importante frisar que esse novo filme da Marvel não só certifica isso, como também costura e homenageia esse universo criado em 2008 com Homem de Ferro.

Temos um início repleto de adrenalina na África numa missão dos Vingadores liderada pelo Capitão América. Infelizmente numa luta com Ossos Cruzados, ele se suicida explodindo todos ali, mesmo com a Feiticeira Escarlate tentando tirar ele dali, acaba acertando em cheio um dos andares ali nas redondezas.

Assim temos o retorno do General Ross (lá do Incrível Hulk), em que junto do Tony Stark, trazem um acordo que mudará a forma que os Vingadores existe.

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Mas é Guerra Civil, mesmo?
A resposta é “Sim e Não”. A saga criada por Mark Millar está bem representada, mas ela foi expandida e atualizada, se tornando globalizada e não só restringindo as mudanças nos EUA.

De um lado, temos um Homem de Ferro que foi rebelde no início, mas hoje entende que Vingadores salvaram pessoas, porém também causaram desgraças. Ao lado de um acordo de mais de 100 países, faz com que Tony acabe se tornando conivente com o que está sendo colocado em jogo aqui.

Mas uma história não é só de um lado, e temos um Capitão América que discorda em ceder sua liberdade e de outros heróis em troca de uma autorização desses países.

É assim que nasce o “Acordo de Sokovia” que tem apoio de mais de 100 países, após a série de missões e destruições que Vingadores fizeram parte.

Momento de fechar histórias
Capitão América: Guerra Civil tem ares de Vingadores, mas nem por isso ignora que é um filme do Capitão América e isso é mérito dos diretores Anthony Russo e Joe Russo. Eles já tinham feito o brilhante Capitão América: Soldado Invernal e aqui o nível não cai, sendo usado para fechar história de alguns personagens.

E nesse brilhantismo, temos mais uma vez o pai de Tony Stark, Howard Stark entre as figuras utilizadas para fechar histórias. A última vez que o tínhamos visto Howard Stark (interpretado por John Slattery) foi em Homem Formiga num flashback. Aqui temos um Tony lembrando da morte dos pais em 1991 o que de certa forma conecta com período mostrado lá no Homem Formiga.

Só que as histórias se acabam nos dois lados e aqui chegou a hora de dizer adeus para Peggy Carter. Steve acaba indo no funeral da Peggy e descobrindo que Sharon era não só uma agente, mas sobrinha do seu antigo amor.

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O brilho do Pantera Negra
Se por um lado, o filme fecha histórias, ao mesmo tempo traz um novo fôlego com novos personagens. Pantera Negra era um personagem reserva que estava de escanteio, enquanto a Sony e a Disney negociavam a liberação do Homem Aranha, mas se saiu melhor que a encomenda.

Pai do Pantera Negra acaba morrendo num ataque terrorista, durante o acordo de mais de 100 países em Siena. Ao que tudo indica é que foi Soldado Invernal seja autor do crime e isso faz com que T´Challa assuma o trono de Wakanda e o alter ego Pantera Negra, assim prometendo vingar a morte de seu pai. Isso é contado em poucos minutos em cena, sendo fácil de entender o porque ele vai entrar nessa luta entre Homem de Ferro e o Capitão América.

Nunca houve uma luta tão plural
Lembra toda aquela polêmica do Quarteto Fantástico em ter um Tocha humano negro? Se tiramos algum bom dessa história é que a Marvel tem excelentes personagens negros e não se precisa alterar a etnia de um personagem pra isso. Aqui temos nada menos que War Machine, Falcão e o Pantera Negra lutando ao mesmo tempo em cena e faz com que uma geração se identifique com esses heróis que nasceram e sempre foram assim nos quadrinhos.

Do outro lado, temos uma presença feminina também nunca antes vista em cena com Feiticeira Escarlate, Viúva Negra e Sharon Carter. Se em outrora a Viúva Negra era a única mulher desse universo tão masculino, agora nunca tivemos tantas personagens femininas fortes em cena.

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Um novo Homem Aranha
Terceira vez? Não vou esconder que em menos de 20 anos ter 3 versões do mesmo herói é arriscado em cansar tanta a imagem, mas a Sony tava correta em negociar com a Marvel/Disney. Aqui temos o Peter Parker que sempre sonhamos, sendo um garoto interpretado brilhantemente por Tom Holland.

Todo recrutamento do Homem Aranha pelo Homem de Ferro é plausível e faz parte da redenção do Tony Stark. Ele se sente culpado pela morte de jovens na Sokovia e percebe que Peter Parker pode voar muito mais alto com uma ajudinha sua.

As cenas do Aranha são tão boas que lamentamos em ser tão rápido, mas fica a dica que tem filme do amigo da vizinhança em 2017.

Feiticeira Escarlate e Visão
Nos quadrinhos eles foram casados, tiveram filhos e tudo mais. Aqui as coisas parecem indicar a mesma coisa, quando Visão é ordenado pelo Tony Stark em manter Wanda refém na base dos Vingadores.

Os dois personagens conversando e dialogando faz com que você torça para felicidade do futuro casal.

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Um filme maior que sua luta
Sou fã de “Guerra Civil” nos quadrinhos, mas isso não significa que o filme te decepcione em não adaptar tão literal a saga. Ele abraçou diversos conceitos, trouxe personagens como Miriam Sharpe que ganhou uma proporção ainda maior, ao linkar com os fatos de “Era de Ultron”.

Os dois diretores se preocuparam em contar a história e desenvolver o que havia plantado lá em Capitão América: Soldado Invernal. Continua e expandindo toda espionagem e investigação que já tínhamos no filme anterior, mas agora na forma de Vingadores.

Você percebe que Vingadores 3 está em boas mãos, principalmente depois dos primeiros minutos em cena e vemos a equipe do Capitão América em ação.

Capitão América: Guerra Civil é um filme repleto de informações e mesmo sendo o filme mais longo da Marvel até agora (2 horas e 17 minutos), ainda parece pouco quando a história termina.

O que será da Marvel agora? Novos heróis estão chegando e talvez seja um indício que demorará um pouco para vermos todos reunidos novamente.

Lembrando que na sessão que assistimos o filme, teve apenas uma cena extra no meio dos créditos, mas normalmente quando isso acontece é porque tem duas cenas. Nos Vingadores 1, por causa de um problema da Disney Brasil tivemos apenas uma cena dos créditos no cinema, enquanto a segunda só pode ser assistida em DVD e Blu-ray. Torcemos que tenha uma segunda cena na versão que estreia nessa quinta-feira.

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Nota
5/5

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Crítica | Invasão a Londres

JWave Cine 61
Essa semana está chegando aos cinema o filme “Invasão a Londres” e ele parece ter sido produzido para aquela galera que gosta de filmes de ação direto dos anos 80.

Dirigido por Babak Najafi, o filme foi produzido pela G-BASE, Milenium Films, LHF Filme, sendo distribuído aqui no Brasil pela Diamond Films.

Trailer

Mas vamos falar da história?
A história tem foco no agente dos Serviços Secretos Norte Americano Mike Banning (interpretado pelo Gerard Butler). Com a esposa grávida e pensando em se demitir do serviço para poder curtir melhor sua família.

Só que a vida não seria tão mansa assim, porque o Primeiro-Ministro Britânico acaba sendo morto após uma cirurgia e faz com que 40 países enviem seus chefes de estado para seu funeral. É nessa realidade, que o presidente americano, Benjamin Asher (interpretado por Aaron Eckhart) precisa do Mike Banning e acaba o retirando de sua folga.

O filme coloca a grandiosidade que é 40 chefes de estado indo para Inglaterra e o quão trabalhoso é para cada equipe, além da própria inglesa em administrar essa “convivência”.

A “invasão”
E é a partir desse ponto que o filme deixa pra trás as falas meio piegas em que se constrói o relacionamento de amizade de Mike com Benjamin, para debater a realidade atual e seu problema com terrorismo.

Cada chefe de estado está presente em algum ponto de Londres. Todos estão indo para a cerimônia do chefe de estado, quando acontecem os primeiros ataques que revelam que até a policia britânica estava com infiltrados.

Da explosão do carro do governo canadense, temos a explosão da Ponte com possível morte do Primeiro-Ministro do Japão. Em poucos segundos, você percebe uma série de ataques em grandes proporções por toda Londres, o que faz que o presidente americano se torne o centro das atenções, restando Mike e sua equipe proteger o presidente.

Opinião
O “Invasão a Londres” tem toda pirotecnia de filmes americanos, mas nem por isso deve ser ignorado ou banalizado como mais um filme de ação.

Ele sabe dosar os diálogos piegas com ótimos diálogos, subvertendo e subindo o nível em algo crescente. Isso sem mencionar as cenas de tirar o fôlego da cidade sendo destruída e virando terra de ninguém.

Em épocas de crise na política do Brasil, temos uma atuação sublime do Morgan Freeman no papel de Vice Presidente dos EUA, Allan Trumbull. Ele assume o país, quando presidente americano vira o alvo dos terroristas e debate em frente as câmeras quando confrontado que já trabalhou com vendas de armas para outros países no passado.

Por mais que a fuga do Mike com Benjamin acabe sucumbindo sua equipe aos poucos, isso não os torna heróis. Todos os lados tem pontos positivos e negativos, sendo debatido em cena que mesmo lutando para sobreviver, aqueles que estão no governo americano não estão tão certos assim.

E é nesse ponto que somos apresentados aos terroristas e a motivação deles de ter criado a “morte do Primeiro-Ministro britânico” para chamar atenção do mundo e sucumbir o próprio num processo de renovação. E que muito além disso, seus planos começaram no momento que eles foram atacados no passado.

Os fatos que aconteceram em “Invasão a Londres” tem a ver com seu inicio rápido no Oriente com um ataque vindo de alguns desses países que estavam ali naquele dia velando o Primeiro-Ministro morto.

E o filme não deixa de lado a violência brutal de “Tropa de Elite” ou “Operação Invasão” e notamos isso com diversos momentos em que Mike tortura os terroristas. Seja em diferentes níveis de tortura, diversas vezes você achará que o personagem irá falar: “Pede para sair”.

O “Invasão a Londres” é um bom filme e pontua o debate da luta contra os terroristas e como eles surgem. Tem seus clichês, mas isso não desmerece nem um pouco a direção de Babak Najafi. Não havia visto nada do diretor antes, mas agora ficarei atento por gostar muito de como foi conduzido e produzido esse filme.

Nota
4 de 5.

Galeria

Agradecimentos a Diamond Films Brasil pelo convite.

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Crítica | Star Wars: O Despertar da Força

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Devo confessar que nunca tive tanto medo de não soltar um spoiler, como em Star Wars: O Despertar da Força. Prometo tomar cuidado e falar o essencial sem que estrague sua diversão que é assistir esse novo episódio nos cinemas.

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Produção

A história do novo episódio nasceu no dia que a Disney comprou de porta fechada a LucasFilm. O anúncio pegou todo mundo de surpresa, que não seria só três filmes, mas seis filmes que a Disney faria.

Numa escolha difícil de substituir George Lucas, a Disney e a LucasFilms começou o recrutamento e muitos diferentes recusaram a chance de dar sua visão ao universo de Star Wars. Parecia uma missão impossível, e falando de algo que parecia impossível, J. J. Abrams, aquele que fez um semi reboot em Star Trek, inserindo o estilo Star Wars na franquia concorrente, parecia o cara ideal para a missão.

Assim a contagem regressiva para um Star Wars chegar aos cinemas começou e a expectativa estava altíssima. Agora… J. J. Abrams conseguiu despertar a força em Star Wars? Sim, ele conseguiu.

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A História

Passaram quase 30 anos desde os fatos de “O Retorno de Jedi” e aquele mundo mudou muito desde então. A Aliança Rebelde conseguiu restaurar a República Galáctica. Só que isso não impediu novos inimigos surgirem e nessa nova realidade que temos a Primeira Ordem.

O que sabemos é que aqueles que lutaram pelo fim do Império meio que viraram lendas urbanas e hoje são ecos a ponto de duvidarem que eles realmente existiram. É assim que Luke Skywalker desapareceu sem deixar vestígios, fazendo que sua história seja uma lenda.

Apresentados nessa realidade, conhecemos o piloto Poe Dameron, que está no planeta Jakku e acaba tendo que fugir da poderosa Primeira Ordem. Ele acaba passando uma missão muito importante para BB-8, que é seu droid e tem mapa da localização aonde está Luke Skywalker.

O Stormtrooper FN-2187 acaba não aguentando a brutalidade de Kylo Ren, o cara mais poderoso da Primeira Ordem que vimos até então. Assim, depois de ver Poe Dameron ser capturado e torturado, FN-2187 acaba ajudando na fuga e sendo rebatizado de Finn por Poe.

Enquanto isso vemos BB-8 fazendo amizade com a catadora de lixo, Rey, que troca o que captura por refeições. Rey vive sozinha e encontra no BB-8 um grande amigo.

A fuga de Poe e Finn, além de Kilo Ren saber o mapa aonde está Luke Skywalker é o que faz todas as peças do jogo serem reveladas num combate República X Primeira Ordem.

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Opinião

O “Despertar da Força” honra o título e traz de volta muito do clima da trilogia clássica (algo que os primeiros episódios não conseguiram fazer). Alguns dizem que esse episódio VII é um remake de “Uma Nova Esperança”, o que não deixa de repetir conceitos, características, e essências de uma briga que a família Skywalker está a gerações brigando nas telas.

Rey impressiona e muito ao se tornar protagonista cheia de dúvidas da sua origem, mas ao mesmo tempo, ela está entrelaçada a maldição dos Jedis do passado. Catadora de lixo, Rey tem habilidades de luta ao ter crescido sozinha, mas não só isso que vemos na tela.

Han Solo e Chewbacca trazem nostalgia e são apenas a ponta do iceberg para entendermos o que aconteceu nesses 30 anos que separam do filme anterior. Será que Han Solo se casou com Leia Organa? O que aconteceu com os dois? São perguntas que serão respondidas pelo filme, explicando não só isso, como também que eles se sentem responsáveis pela desgraça que fez Luke Skywalker sumir do mapa.

J. J. Abrams conseguiu respeitar o universo de George Lucas, trazendo cenas de ação com adrenalina que funcionam muito bem em 3D no cinema. Por mais que o roteiro faça suas homenagens aos filmes clássicos, o novo Star Wars consegue andar com suas próprias pernas com Rey, Finn, BB-8 e o vilão Kilo Ren.

É verdade que cada minuto que o filme passa e vai revelando que não se trata só de um reencontro de velhos amigos, mas uma luta pela liberdade e que tudo pode realmente acontecer. Sabendo isso, tiro o chapéu para Michael Arndt (Pequena Miss Sunshine), Lawrence Kasdan (Império Contra Ataca) e próprio J. J. Abrams que conduziram um roteiro com maestria, trazia legado, brincadeiras e montado estruturas para uma nova saga começar.

Outro ponto positivo são os diálogos dos personagens que trazem uma naturalidade muito maior que a dos filmes anteriores. É mérito do roteiro e da direçãoo em fazer sentirmos essa credibilidade em que cada personagem pareça real em cena.

Por que Kilo Ren tem obsessão por Darth Vader? Qual a ligação dele com a família Skywalker? Foi ele que fez Luke se exilar? Muitas perguntas ficam em nossa cabeça com a chegada desse vilão. Por mais que seu visual não tenha sido impressionante nas imagens de divulgação, o personagem funciona em cena.

Diferente dos outros filmes, aqui sabemos que a história simplesmente não acaba. Episódio VII deixa angústia em saber que teremos que esperar 2 anos para sabermos o que realmente irá acontecer para o próximo passo.

Espero ter não exagerado nos detalhes, mas torço para que aprecie o filme sem spoilers. A graça está em apreciar e ver como esse novo episódio vai se encaixando com a mitologia de Star Wars.

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Crítica | SOS Mulheres ao Mar 2

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Um filme que tem sua história encerrada merece continuação? Eu sou do tipo incrédulo que não acredita em continuação quando uma história parece que já contou seu motivo de existir.

SOS Mulheres ao Mar foi uma produção de 2014 que conta as aventuras dos personagens de Giovana Antonelli, Thalita Carauta, Fabíula Nascimento e Reynaldo Gianecchini.

Contando a história de Adriana (interpretada por Giovana Antonelli) que faz de tudo para reconquistar o ex-marido. Ela topa a aventura com sua irmã Luiza (Fabíula Nascimento) e sua empregada Dialinda (Thalita Carauta). Acaba que em mil aventuras no cruzeiro, Adriana se apaixona pelo estilista André (Reynaldo Gianecchini). As aventuras de Adriana pareciam que havia se acabado com lançamento de seu livro SOS Mulheres ao Mar, quando ela tem a chance de rever André e vivem “felizes para sempre”.

Um recomeço
Histórias nem sempre são “felizes para sempre” e pensando nisso que reencontramos Adriana, uma escritora de sucesso que está num desfile do seu grande amor, André. O estilista anuncia que está criando sua própria marca e seu lançamento será num cruzeiro nos EUA e no México.

Adriana infelizmente não pode acompanhar o namorado, porque agora tem uma coluna no jornal, novo livro pra escrever e parecia que não havia espaço para curtir o sucesso de André. A tempestade começa, quando ela descobre que a ex-noiva de André vai ao cruzeiro e é uma das modelos de destaque em seu desfile, o que faz morrer de inveja.

Depois de um mal entendido numa conversa pela cam, acaba que Adriana junto da irmã partem para os EUA, aonde são encontradas por Dialinda que agora é uma empregada nos EUA.

Temos também os personagens Maurício e Rafael (interpretados por Felipe Roque e Gil Coelho), um é modelo e o outro economista que está acompanhando o primo em seu desfile nos EUA. Os dois personagens acabam entrando de gaito, num momento de sedução de Luiza que tem uma queda por caras mais novos e convida para uma carona no carro de Dialinda.

A nova aventura começa com Adriana, Luiza , Dialinda e dois amigos que também vão embarcar no cruzeiro. Acaba que Dialinda perde horário e faz com que tenha que ir até o México para conseguir embarcar, o que a faz se envolver em mil confusões.
Se por um lado Luiza tenta conquistar Maurício de todas as maneiras nessa viagem, Rafael está apaixonado pela Adriana, mas não é correspondido.

Assim temos o plot sendo apresentado e nos guiando até um novo “felizes para sempre” com novos personagens e novos desafios. Adriana precisa descobrir nessa aventura se realmente ama André ou está aberta a um novo amor.

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Opinião
Para uma história que havia sido encerrada muito bem, SOS Mulheres ao Mar 2 consegue trazer novo fôlego aos personagens, trazendo em novas situações e conseguindo expandir o universo do primeiro filme.

Gostei da solução de fugir do óbvio de repetir o cruzeiro ao as fazer perderem o navio, o que faz com que perca dois dias na Universal com a desculpa do hotel no meio do caminho. O filme diverte e consegue expandir muito bem relacionamento de André e Adriana.

Não vou negar que se no filme original tínhamos um quadrilátero amoroso, aqui temos um triângulo amoroso ao fazer Adriana conhecer o primo do modelo que sua irmã estava tentando seduzir.

O Mauricio funciona como novo par romântico e faz com que você torça por ele, mesmo Adriana se recusando, por causa da diferença de idade entre os dois.

Numa comparação, o filme é mais fraco que o primeiro, principalmente por todo plot da personagem Dialinda em que a FBI vai atrás da personagem por achar que ela faz parte de um grupo de terroristas. O arco é galhofa e por mais que tire umas risadas pela ótima atuação de Thalita Carauta, acaba ficando chato e ofuscado pela Adriana e sua irmã que tem arcos melhores apresentados no filme.

É do tipo de filme que não exige pensar e segue o convencional, sendo de fácil entendimento e um bom caso de “descansar o cérebro”. Não chega a ser brilhante, mas até ai o primeiro filme também não era, mas tem seus momentos divertidos e vale ser assistido para quem curte uma comédia açucarada.

SOS Mulheres ao Mar 2 tem uma história amarrada e com final bem conduzido, porém tudo pode acontecer, o que me faz pensar que Adriana possa voltar a aparecer em breve nos cinemas.

Nota
3/5