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Review | Streets of Rage 4

Um dos melhores jogos de beat’ em up está de volta depois de um intervalo de 25 anos. E sabe o que é melhor? Que esse hiato fez bem a franquia e está voltou do mesmo jeito que ela foi imaginada, porém com a tecnologia de hoje.

Criada em 1991, a série rivalizava com Final Fight como um dos melhores beat ‘em up. O meu primeiro contato com a franquia foi na sua versão para Game Gear, mas não vou negar que por jogar mais em consoles da Nintendo, eu acabei jogando mais Final Fight do que a franquia Streets Of Rage. Isso não muda a sensação de nostalgia mesmo que esse retorno aliado a credibilidade das empresas  DotEmu, Lizardcube e Guard Crush Games.

Wonder Boy: The Dragon’s Trap

A primeira pergunta talvez seja quem são eles e para ela podemos responder que DotEmu foi responsável em 2017 pelo remake Wonder Boy: The Dragon’s Trap. O jogo que nasceu para Master System foi todo refeito a mão, trazendo design belíssimo sem alterar a jogabilidade do jogo original.

Devido ao sucesso com a franquia Wonder Boy, quando foi anunciado que Streets of Rage estaria sendo feito pela mesma empresa, acabei comemorando aqui a cada notícia da produção desse jogo. E nem preciso comentar a alegria que foi o anúncio do time campeão da trilha sonora desse jogo.

E sabe quando falei lá em cima que essa ausência de 25 anos fez bem a franquia? A Sega tentou muitas vezes trazer seus jogos de 8bits e 16bits para consoles atuais e tivemos um Shinobi sem nada de original 2 e até mesmo um Streets of Rage que foi cancelado várias vezes, sendo que um desses acabou sendo lançado e sendo bem aquém a o que a franquia merecia.

Se existem jogos que funcionam bem em 2D e em 3D, Streets of Rage é um jogo nasceu sendo 2D e merecia uma nova chance aonde se consagrou. Assim,  Dotemu, Lizardcube e Guard Crush Games trouxeram um clássico revisitado da forma que merecia.

A História

Passando 10 anos depois de Streets of Rage 3, o jogo traz de volta Axel Stone, Blaze Fielding e Adam Hunter. Além deles, temos novos personagens como a Cherry, filha de Adam Hunter e Floyd Iraya, um cara de implante cibernético que parece ter saído do Captain Commando.

Depois que Mr. X foi derrotado no último jogo da série, agora um novo período de crime atinge a cidade Wood Oak com os irmãos gêmeos X e Y, filhos do Mr. X. Assim é momento de trazer porradaria de volta com Axel Stone entrando nessa batalha.

Gameplay

Trazendo um jogo feito a mão, Streets of Rage 4 repete a fórmula de sucesso de Wonder Boy: The Dragon’s Trap em investir na jogabilidade clássica, mas numa beleza de detalhes que prova que um estilo de jogo sempre merece ser revisitado.

O primeiro personagem que joguei foi o clássico Axel Stone e por mais que você possa pensar que ele soe meio travado em sua jogabilidade, o personagem está exatamente como deixamos lá no Mega Drive. E é questão de se adaptar com ele, sendo um excelente personagem para utilizar nas fases. Equilibrado, o personagem nem é rápido e nem lento, tendo um enorme poder de batalha com seus especiais.

Mas vamos falar dos outros personagens novos? Porque é com a Cherry que você tem uma personagem rápida e não tem poder tão forte com Axel, mas que pode ser utilizado numa estratégia diferente de ataques ao inimigo. Em inimigos que atacam em vários pontos no cenário, uma personagem como a Cherry é fundamental para fugir de um ataque direto, sendo um bom equilíbrio em relação a personagens mais casca grossa como Axel Stone. Além disso, os seus especiais é com uma guitarra elétrica.

E Floyd Iraya? Bom, ele parece um personagem que parece saído do Captain Commando. Apelão, ele tem um poder descomunal, além de ser rápido, trazendo até um certo desequilíbrio em relação aos outros personagens. Que ele é um bom personagem? Com certeza, mas talvez você não vai querer trocar de personagem quando escolher ele pela primeira vez.

Agora vamos falar do jogo em si? Ele segue exatamente como deveria ser e estamos falando de um mapa repleto de fases continuas em que temos um chefe no final de cada uma delas. Assim, a porradaria rola solta repleta de easter eggs nos cenários, com personagens e principalmente no fundo da tela.

Trazendo uma dificuldade elevada, Streets of Rage 4 repete a fórmula original da trilogia, trazendo desafio na medida certa para continuar o desafio até a batalha final entre os gêmeos X e Y.

Jogando com os amigos

Logicamente que 25 anos trariam algumas mudanças e temos online aqui em Streets of Rage para jogar cada um na sua casa. Só que vamos ser francos? Nada supera a experiência de jogar com amigos ou com irmãos, sendo todo mundo junto e misturado.

Sei que em tempos de Covid-19 não é tão legal recomendar jogar juntos, mas convidei meu irmão para desafio de jogar em duas pessoas exatamente como era jogar os jogos antigos. E o que posso falar disso? Continua sendo a melhor experiência em explorar o jogo. Jogando em duas pessoas, podemos revezar e trazer uma experiência muito melhor do que jogar sozinho.

Mas sabe o que é mais curioso do que jogar em duas pessoas? É que o jogo muda seu desafio de acordo com a quantidade de personagens em cena. Algumas vezes, tínhamos uma dificuldade maior em cena do que com um personagem jogável. Então vale fazer a experiência e marcar de zerar um jogo desses.

Trilha sonora

Vamos falar da cereja do bolo? Yuzo Koshiro foi a pessoa que deu o tom ao jogo original, inclusive definindo jogo como um que tem uma trilha sonora a frente do seu tempo. E vale citar que ele também fez a trilha do jogo The Revenge of Shinobi.

Aqui a missão ficou a cargo de Olivier Deriviere, porém ele coordenou um “dream team” que inclusive contou com os nomes de Yuzo Koshiro e Motohiro Kawashira que trabalharam na trilogia original.

Mas o jogo reuniu um time muito maior e envolveu até mesmo nomes como Yoko Shimomura que trabalhou na série Final Fight da Capcom. Mas se for falar de nomes de peso, temos Keiji Yamagishi que trabalhou na trilha sonora de Ninja Gaiden e Harumi Fujita que trabalhou em jogos como Ghost ‘n Goblins, Strider e Chip ‘n Dale: Rescue Rangers.

E falando das músicas propriamente ditas, Streets of Rage 4 homenageia a série clássica como também apresenta uma trilha sonora muito acima da média. E sim, ela provavelmente continuará sendo a frente do seu tempo, sendo a melhor coisa que você já ouviu.

Opinião

Definitivamente Streets of Rage 4 foi um jogo produzido com “carinho” por sua equipe. Gostoso de jogar e repleto de referências que vão de trilha sonora, jogabilidade e easter eggs. É uma experiência completa e um jogo do mesmo tamanho que os originais.

Então podemos dizer que o trabalho iniciado Wonder Boy: The Dragon’s Trap deu certo e torcer que essas três empresas olhem para outras franquias paradas. Alguém disse Alex Kidd e Shinobi? E se o céu for o limite, um Final Fight ou mesmo um Captain Commando novo sendo feitos nesses moldes seria tudo de bom para os jogadores que ficaram na pilha de jogar algo do gênero, depois desse aqui.

A única ressalva que faço é que particularmente não gosto muito da arte do jogo e acho que ela se afastou do jogo original. Atualizou os personagens, mas trouxe um traço que sinceramente não lembra os mesmos.

Streets of Rage 4 é um jogo para ser jogado diversas vezes  e principalmente para liberar todo conteúdo extra que ele tem. E esse é um jogo para ser jogado com amigos, então reúna ela em casa ou online para matar as saudades dos anos 1990.

Trailer de Lançamento

Streets of Rage 4

Desenvolvedora: DotEmu / Lizardcube
Guard Crush Games

Publicadora: DotEmu

Produtor: Cyrille Imbert

Compositores: Olivier Deriviere, Yuzo Koshiro, Motohiro Kawashima

Plataformas: Microsoft Windows,
Nintendo Switch. PlayStation 4 e Xbox One

Lançamento: 30 de abril de 2020

Gênero: Beat ‘em up

Agradecimentos a DotEmu / Lizardcube /Guard Crush Games

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Review | Kingdom Two Crowns & DLC Dead Lands

Resenha por: Mave

Desenvolvido pela produtora Noio e distribuído pela sueca Raw Fury, a famosa série Kingdom teve sua continuação em 2018 com Kingdom Two Crowns, desde então o jogo recebeu duas expansões gratuitas, a primeira adicionando a temática asiática com Kingdom Two Crowns Shogun e recentemente em abril de 2020 a nova DLC inspirada no universo de Koji Igarashi (criador da série Castlevania) Bloodstained, trata-se de Kingdom Two Crowns Dead Lands.

Para os principiantes na série eis a premissa do jogo base: você cria de forma aleatória um reino baseado em uma amálgama de alguma cultura medieval, você pode ser um rei ou uma rainha e a partir disso seguir uma série de tarefas simples para criar fortificações e melhorias no seu proto reino com o objetivo inicialmente apenas de sobreviver os ataques diários de criaturas da noite que surgem de um portal localizados nos hemisférios do cenário 2D enriquecido por gráficos pixel art de excelente qualidade.

A partir de então o seu reino precisa se expandir, passando então a campanha para sua fase secundária onde você reúne unidades construtoras e defensivas em um barco para partir para uma segunda ilha onde novamente você deverá construir assentamentos e estabelecer sua defesa, a diferença é que novos elementos são adicionados e novas riquezas, conhecimentos e npcs surgem para auxiliar a sua jornada na luta contra as forças do mal.

Essa mecânica se expande por outras ilhas e havendo recursos disponíveis você pode livremente trafegar entre as ilhas descobertas com a finalidade de ao longo das eras obter ferramentas e subsídios ora suficientemente fortes para contra atacar e por fim destruir os portais da onde as criaturas surgem e finalmente o reino prosperar em paz.

Tal mecânica foi sendo aprimorada desde o primeiro jogo e nesse segundo uma nova modalidade de jogo foi adicionada, onde você e mais um jogador podem dividir esforços para de maneira eficiente construir, explorar, defender e expandir (mote do jogo por sinal), essa nova jogabilidade se apresenta elegantemente na forma de um rei e uma rainha que devem colaborar para alcançar seus objetivos.

DLC Dead Lands

Dada as devidas introduções partimos para a nova DLC gratuita que adiciona o universo da série de jogos Bloodstained dentro do jogo, uma nova campanha em cenários belíssimos inspirados na temática de terror gótico com novas mecânicas de jogabilidades.

Como por exemplo a adição de quatro personagens que podem livremente se alternar como monarca do reino, cada qual com sua habilidade específica: Miriam, a protagonista da série e personagem inicial do jogo, ela possui o poder de lançar um chicote de gelo que paralisa seu oponentes; Gebel, o antagonista da série e velho conhecido de Miriam, ele se transforma em morcego e consegue atravessar o cenário rapidamente por entre os inimigos; Alfred, o velho alquimista e aliado de Miriam, seu poder é de criar uma ilusão de si e enganar os inimigos; e por fim Zangetsu, um samurai caçador de demônios aliado de Miriam, seu pode é de fortalecer as unidades perto de si. Tais personagens são destravados a medida que a campanha se desenrola.

Juntos os quatro aliados devem cooperar seus esforços ao longo de quatro ilhas que compõem a campanha, seja sozinho ou com um amigo que também terá o comando de um dos personagens supracitados e assim utilizar de toda estratégia e paciência para empenhar com sucesso a máxima do jogo: construir, explorar, defender e expandir.

Kingdom Two Crowns

Data de lançamento: 11 de dezembro de 2018

Série: Kingdom

Plataformas: Android, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Linux, Mac OS Classic

Gêneros: Aventura e estratégia

DLC Dead Lands

Data de lançamento: 28 de abril de 2020

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Review | Resident Evil 3

Resident Evil 3(2020)  não precisa de introdução. Um dos jogos mais clássicos da geração Playstation 1 e seguido do belíssimo remake do Resident Evil 2, logo comecei o jogo com muita expectativa.

Mas um aviso aos navegantes, eu quase não joguei o original por ser um pouco medroso, então vou analisar o jogo mais pelo que ele é hoje do que por ser um remake propriamente dito.

Gameplay

Assim como os gráficos, a parte mais atualizada desse remake está na câmera, controle e estão ao nível do que foi Resident Evil 2(2019). Aqui temos a novidade de um botão de esquiva e um quase witch time ao esquivar corretamente, o que seria bem parecido e que era a diferença do Resident Evil 2 original pro Resident Evil 3 original.

Muito bem traduzido e devidamente modernizado, sem sombra de dúvida esse é o ponto mais forte do jogo. Adorei quando jogamos em primeira pessoa, mas talvez seja uma coisa mais minha, por ter sido tão fã de Resident Evil 7.

Mudanças no Remake

Temos a primeira polêmica do jogo. Mudaram o querido Nemesis e ele não é mais o bichão randômico. Agora ele tem hora e lugar marcado para aparecer, nem sempre do mesmo jeito, mas ele irá aparecer e vai e se você já jogou um vez já sabe. O resultado disso é que talvez tire toda a emoção.

O segundo ponto de mudança foi: não tem mais os life events, quando você podia escolher que rota seguir. Tira um pouco do fator replay do jogo, mas mudanças sempre são bem vindas.

E aí temos o terceiro ponto polêmico que dois cenários e parte do jogo original não estão presentes.

Novidades bem vindas

Muitas novidades foram adicionadas e em geral você não sente falta do que saiu ou mudou. E se comparado ao Resident Evil 2, o jogo continua do mesmo tamanho, 6 horas mais ou menos para terminar o jogo.

O grande lance é que o jogo só tem uma rota de jogo( e não 2 rotas como no Resident Evil 2) e não tem New Game+. Isso diminuiu bastante o replay no jogo.

Resident Evil Resistance

E eu não podia esquecer de comentar que esse jogo na verdade é um dois em um, porque temos Resident Evil Resistance, no lugar de modo mercenários que inicio do Resident Evil 3, que é um jogo multiplayer assimétrico de 4 vs 1 bastante interessante, porém simples e curto. Chuto que pelo jeito não terá novos updates pra frente e como jogo em si não vive, sendo um bom bônus mesmo.

Concluindo que toda a polêmica de mudanças de conteúdo relacionado com o Resident Evil 3 original e que no Resident Evil 2 Remake não houve, pelo contrario , Resident Evil 2 Remake é sem duvida a melhor versão produzida.

Gráficos/Som

Lindos e perfeitos pra te dar medo como a luz que fica nos cenários escuros, eu ouvi gente falando que tem uns cenários que são muito parecidos com Resident Evil 2. Então entra na polêmica do porque corta conteúdo já engine utiliza dados do Resident Evil 2. 

Considerações finais

Em poucas palavras, eu diria que pro preço é um pouco alto para 2 bons jogos que são ótimos, mas não valem o que realmente custa.

Agora se você só vai pegar pelo Resident Evil 3, talvez não vale o preço inteiro.

Nota

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Review | Luigi’s Mansion 3 (BGS 2019)

A Nintendo esteve presente no Brasil Game Show 2019 e tivemos a oportunidade de jogar o terceiro jogo da série Luigi’s Mansion.

Produzido pela Next Level Games, a mesma de Luigi’s Mansion: Dark Moon para Nintendo 3DS, o novo jogo da série acerta e se aproxima muito mais do jogo original de 2001 para Gamecube do que de seu antecessor.

Produção

O jogo havia sido desenvolvido inicialmente para Wii U, porém acabou que foi refeito para Switch, trazendo mudanças pontuais. Sendo a troca de mansões por um hotel mal assombrado.

Independente disso, o jogo continua os fatos da história Luigi’s Mansion: Dark Moon lançado em 2013.

História

Aqui temos Luigi, Mario, Peach e Polterpup (cachorro do Luigi) que são convidados para conhecer o hotel Last Resort. Acontece que durante a noite, Luigi acorda e percebe que está sozinho num hotel mal assombrado, tendo que resgatar seu irmão e amigos que estão presos em quadros pelo hotel.

Para ajudar, ele descobri que toda aquela prisão faz parte do plano do Rei Boo, que o Luigi libertou lá Luigi’s Mansion: Dark Moon.

A história começa a partir desse ponto, aonde Luigi junto do Polterpup terão que explorar o hotel e testar todos os seus novos poderes para derrotar uma horda de fantasmas atrás deles.

Jogabilidade

Luigi ganhou uma variedade bem grande de controles nesse novo jogo. Podendo dar até o famoso agarrão do Zangief em alguns fantasmas, Luigi pode arremessar itens, abrir portas invisíveis e até mesmo sair do seu corpo para ir em lugares de difícil acesso.

Essa nova encarnação tem uma série de novidades que pode dar trabalho aprender num primeiro minuto, mas o controle flui tão bem na mão que dificilmente você terá dificuldades depois de um bom tempo de jogo.

Diferente do Nintendo 3DS, o controle do Switch flui muito bem e é um dos pontos positivos do jogo aqui. Você joga sem precisar ficar olhando pro controle e por fluir tão bem é um ponto a mais na jogatina.

Gráficos

A Nintendo sempre caprichou nos jogos da série Mario e aqui não é diferente. Luigi’s Mansion 3 é muito bonito e detalhado, trazendo cores vivas (mesmo numa pegada fantasmagórica).

Desafio

Por mais que pareça um jogo fácil, não se engane, porque Luigi’s Mansion 3 traz um desafio alto e é difícil. Morrer então é igual MegaMan e te devolve no começo da fase, te deixando com bastante raiva em ter que fazer tudo aquilo novamente.

Independente disso, o jogo é divertido e o replay é alto, sendo uma excelente pedida se você tem um Nintendo Switch.

Luigi’s Mansion 3 já está disponível para Nintendo Switch e jogamos durante o Brasil Game Show.

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Review | Borderlands 3

Batendo recordes de vendas e sendo um dos jogos mais esperados dos últimos tempos, Borderlands 3 finalmente saiu. Quase pensei que não iria sair, mas ainda bem que saiu e veio com tudo pra concorrer ao GOTY desse ano.

Com acervo imenso de armas, personalização, Borderlands 3 foi lançado para Playstation 4, Xbox One e PC. No Brasil, o jogo foi lançado também em mídia física para os consoles Playstation 4 e Xbox One.

Gameplay

Seria estranho falar que nada mudou? Talvez, mas o estranho aqui é falar que é exatamente não ter mudado que torna a experiência ótima.

Lógico que temos algumas coisas novas (detalhes de como agora algumas armas têm um segundo modo de tiro entre outras coisas), mas num geral, Borderlands 3 é mais do que a gente sempre gostou.

Talvez o meu único problema inicial foi não gostar dos novos personagem, não na parte visual e sim no gameplay deles. Depois de jogar e testar bem eles, eu encontrei o meu personagem que melhor me acostumei.

Gráficos/Som

A série Borderlands nunca foi um show de gráfico, porém precisamos falar que esse novo jogo é o primeiro jogo da série feito totalmente pra geração atual. Não é port e eu estava curioso para ver como ficaria um jogo feito totalmente do zero para essa nova (velha) geração.

Sendo franco, o jogo não desapontou, mas também não foi nada surpreendente. O novo jogo da série tem gráfico que classificaria como okay, sendo o único ponto ruim é que jogo fico ‘pesado’ tanto no console como no PC.

O som das armas e a dublagem estavam muito imersiva, trazendo mais variedades de armas, além do som também ter acompanhado muito bem.

Considerações finais

Borderlands é um jogo que desde do primeiro teve um público que não bota fé por ser um jogo simples, ou simplesmente o chamando de ” um Diablo FPS”. Só que ao jogar, ele foi te conquistando, sendo bom ao mesmo tempo que simples.

No Co-op, ainda mais numa época aonde tudo vira MMO ou Online Service, Bonderlands é um oásis. Porém, em Borderlands 3 tivemos um pequeno problema nesse co-op, tendo queda de frame/desempenho, o que desagradou e muito, pelo menos pra mim.

Entre outras reclamações, o jogo é muito igual aos anteriores, principalmente se você não for tão profundo no Gameplay para reparar nas mudanças como um todo.

Independente disso, Borderlands 3 é uma excelente pedida e vale o investimento se você procurar um jogo para muitas horas de diversão. 

Borderlands 3

Gênero: RPG/Tiro em primeira pessoa 

Plataformas: Versões físicas para PS4 e XOne

Jogadores: 1-4 Offline/1-4 Online 

Data de lançamento: 13 de setembro de 2019

Desenvolvedora: Gearbox Software

Publicadora: Take Two/2K

Distribuição no Brasil: Solutions 2 GO

Localização: Legendas em português do Brasil

Preço sugerido: R$249,90 

Classificação Indicativa: Recomendado para maiores de 16 anos

Nota

 Nota 9

Agradecemos a Solutions 2 GO por ter enviado uma cópia para Playstation 4 para análise

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Review | Dragon Ball Z: Kakarot (Demo no Anime Friends 2019)

De supetão no Anime Friends, a Bandai Namco colocou escondido o próximo jogo da série Dragon Ball. Anunciado na E3, o novo jogo baseado nas aventuras de Dragon Ball, promete recontar a saga clássica em diferentes ângulos, mostrando o que diversos personagens estão fazendo paralelo a história que fomos apresentado no mangá e no animê.

No Anime Friends, a versão que podemos jogar é limitada em 20 minutos, podendo jogar o momento que Goku e Picollo vão atrás do Raditz para recuperar Gohan criança bem no começo da série Dragon Ball Z.

Produzido pela Cyberconnect2, a empresa é conhecida pelos excelentes jogos de Naruto e recentemente Jojo´s Bizarre Adventure. Mas voltando a Dragon, o que a produtora poderia acrescentar e ser o próximo passo da franquia no mundo dos games?

É isso que vamos tentar falar aqui nesse pequeno review sobre o demo do futuro jogo da série.

História e mundo aberto

Um dos diferenciais desse novo jogo é o Dragon Ball Z: Kakarot é justamente em ser um mundo aberto. E é por causa disso que mais que todo mundo saiba a história original, o jogo abre diversas possibilidades de explorar inúmeras opções enquanto você refaz a história de Goku mais uma vez.

O trecho que jogamos apresenta Goku num mapa com o radar do Dragão apontando aonde devemos ir. Goku pode voar rápido ou devagar, sendo que você pode ir para qualquer lugar ali, lembrando bastante os jogos da série Naruto Ultimate Ninja Storm da mesma Cyberconnect2.

Jogabilidade

Trazendo uma jogabilidade bem diferente dos últimos jogos da franquia, os especiais dos personagens são ativados usando R2 e L2 (no Playstation) com uma tela em que os botões do lado direito do controle ativam golpes do personagem.

Além disso, o lado direito controla um personagem secundário e no lado esquerdo o personagem principal. Na parte que jogamos, o Goku era o principal e pudemos controlar o Piccolo para dar golpes no Raditz.

É bem diferente de Dragon Ball FighterZ e Dragon Balll Xenoverse, mas sendo fácil de aprender em pouco tempo.

A primeira luta foi bastante fácil com Raditz, enquanto a segunda luta não tinha opção de usar Piccolo, tendo um desafio bem maior em derrotar o Raditz.

Conclusão

Assumo ter ficado um pouco decepcionado com a parte jogada, por já ter sido explorado em diferentes maneiras em diferentes jogos baseados na série Dragon Ball. Como a divulgação do jogo foi em torno de mostrar outros personagens durante a história que conhecemos em Dragon Ball Z, eu torcia que já se mostrasse algo alternativo desde o primeiro momento.

O jogo é muito bonito, tem uma jogabilidade diferente e fluida, além de um mundo aberto de um mundo que conhecemos tão bem como Dragon Ball. Só que eu esperava algo a mais para me conquistar como jogador e assumo que vou continuar acompanhando as novidades do jogo e esperar uma nova demo para realmente ser fisgado por ele.

Dragon Ball Z: Kakarot é um jogo que provavelmente vai te fisgar como fã da série criada pelo Akira Toriyama, mas assumo que entre tantos jogos bonitos como nos últimos tempos, ainda espero as novidades que foram anunciadas para esse jogo.

Agradecimentos ao Sérgio Sampaio pela foto surpresa de costas.

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Review | Samurai Shodown (2)

Samurai Shodown é um dos grande clássicos da SNK e está de volta nesse reboot, ou soft-reboot. Talvez, que em poucos palavras posso descrever como: o melhor jogo da SNK moderna. Eu até gostaria de falar mais da franquia e tal mas o ultimo que joguei mesmo, e não apenas alguns rounds e foi a versão de Mega Drive. Deixo para vocês o nosso podcast para isso, porém se você deseja só saber do jogo novo, vem comigo!

Gameplay

Tudo que já reclamei de jogos de luta, o Samurai Shodown, aka SamSho, veio para corrigir. Gameplay 100% fundamentos, zone, footzies, básico e sem combo(praticamente). Resultado? Traz o jogador com algumas horas de treino direto pro fight, mas que tem muitas mecânicas e match-ups para ser aprendidos ai. 

Simplemente amei, como disse minha memória do jogo era de quando eu era muito pequeno e muito n00b e agora depois de jogar muito jogo de luta posso apreciar a simplicidade e a maestria que esse jogo proporciona sem ser algo que seja dummy-down ou raso demais.

Um gameplay que você em pouco minutos já sai batendo mas só em meses aprende a arte de que defesa e o seu melhor ataque, aliás falando em defesa, o jogo tem muito mecânicas de defesa mas mesmo assim e muito menos turtle que Street Fighter IV, pois no fim defender aqui e abrir espaço para ataque e se tratando de ataque aqui é ANIMAL, com direito a muito saque e corte na velocidade do som bem coisa de samurai mesmo

Gráficos/Som

SNK tinha sido muito criticada com o KOF 14 e aqui ela provou que está manjando muito e não é só pela qualidade, mas pelo design/arte que a série merecia, ainda mais se gente lembrar que tentaram um SamSho 3D no Xbox 360 que só Jesus viu.

Considerações finais

Se você é fã da série, não perca esse game, se procura um jogo legal de samurai, pronto você achou. Talvez o melhor ponto de todos, se você quer aprender a jogar jogo de luta 2D, esse talvez seja o melhor pra começar pois foca apenas no arroz e feijão. Bem feito o que lhe dará uma ótima bagagem para ir pra outro jogo ou até mesmo ficar por aqui, afinal esse ano deve ter e-sport dele valendo 30 mil dólares.

Nota:

 Nota 10

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Review | Samurai Shodown

A franquia Samurai Shodown está de volta em sua melhor forma. Desde 2008 sem jogo novo, temos o retorno da série com personagens clássicos, personagens novos, história e modos de fazer fazer inveja a qualquer outra franquia.

Criada em 1993, Samurai Shodown se passa no período Edo, apresentando personagens de diferentes cantos do mundo, porém lutando no Japão. E se já tivemos jogos pra trás e pra frente, numa enorme confusão cronológica, aqui temos um jogo que se passa um pouco antes do início do jogo original feito em 1993.

Mas Samurai Shodown em 2019 ainda vale a pena dar uma chance a franquia? Olha, seria realmente um desperdício não dar uma chance da série que nunca esteve tão bela e tão boa em tela.

Elenco

A série apresenta 16 personagens, sendo que diversos personagens clássicos estão aqui, como Haohmaru, Nakoruru, Galdord, Hanzo Hattori, Galford entre tantos outros. Também temos a chegada de personagens novos como a chinesa Wu-Ruixiang, além de 4 personagens anunciados no primeiro Passe Temporada da série.

Em time que está ganhando não se mexe?

SNK Corporation anunciou o jogo em 2018, sendo que o time que estava produzindo esse jogo estava trabalhando nos jogos The King of Fighters XIV e SNK Heroines: Tag Team Frenzy. Yasuyuki Oda que era o diretor do jogo The King of Fighters XIV assumiu a função de produtor, enquanto Nobuyuki Kuroki que havia trabalhado em Samurai Shodown 64 acabou se tornando diretor do novo jogo da série.

Diversos membros do The King of Fighter XIV ajudaram no desenvolvimento do Samurai Shodown

Assim o jogo foi desenvolvido com que entende da franquia e vamos combinar se no passado a série teve alguns percalços e até tratamentos nada dignos a série, parecia que dessa vez estava fazendo a lição de casa.

Anunciando trailers de cada personagens, mostrando o novo Modo Dojo, Samurai Shodown tinha tudo para dar certo para essa nova geração.

A História

Se passa no sétimo ano da Era Tenmei em 1787, aonde a perda do controle do conselheiro do Xogum faz com que desperte atenção desses lutadores. Por exemplo, temos a Charlotte que estava voltando da França (provavelmente do jogo anterior Samurai Shodown V, vulgo Samurai Spirits Zero no Japão) e assim que percebe novo problema, acaba retornando ao Japão.

Um novo perigo está assolando diversas regiões do Japão, mas o que não se espera é que um dos personagens históricos lá do período Kamakura (1192-1333) voltaria do além.

Jogabilidade

Assumo que se eu não tivesse jogado o tutorial enquanto instalava o jogo, talvez tivesse perdido muitos movimentos e golpes dos personagens. Trazendo defesa, como arrancar arma do inimigo e tantos outros movimentos extremamente curiosos e úteis, temos um jogo rico de comandos, tornando desafiador saber tudo que o personagem tem a oferecer.

Se por um lado temos uma quantidade de movimentos e comandos novos, temos que dar os parabéns a SNK que mesmo remodelando o jogo por completo com personagens 3D, temos comandos clássicos no controle. Se você já jogou alguma vez na vida algum jogo da série, provavelmente saberá dar muitos golpes dos personagens, sendo bem instintivo.

Além disso, o novo jogo também tem uma barra de fúria que é bem útil durante ao jogo. Podendo ser usada, apenas uma vez, ela pode te ajudar bastante durante o jogo.

Gráficos

Feito em Unreal Engine 4, Samurai Shodown aposentou os velhos sprites, apresentando personagens em 3D. Não é algo inédito na franquia, porém os personagens são tão ricos em detalhes e tão naturais em seus movimentos, que a transição foi muito bem vinda, sendo uma boa surpresa.

Outra coisa que chama bastante atenção são os cenários de fundo do jogo. A SNK sempre mandou muito bem em cenários de seus jogos e aqui é um retorno ao passado, trazendo cenários bem ricos, sendo um show a parte durante as lutas. É verdade que os cenários não interagem tanto como alguns jogos da franquia no passado, porém não sentimos falta dessa interação.

Não poderia deixar de citar que durante as lutas, cada golpe vai sujando a roupa dos personagens. Personagens como Haohmaru que usam roupa branca, acabam ficando vermelhas de sangue, sendo um detalhe que mesmo bobo a olhos nus, vale a pena ser reparado. Detalhe que a roupa só fica manchada naquele round, voltando as características originais no começo do round seguinte.

Trilha Sonora

Trazendo músicas competentes e uma sonoplastia diferente, mas ao mesmo tempo fiel ao jogo, temos um boa combinação. Não achei a trilha sonora marcante, porém ela funciona no contexto do jogo, além de trazer muito efeitos especiais que são marca registrada dos personagens da série.

Talvez na quantidade de jogos, falte músicas icônicas, mas não é um defeito desse jogo em si.

Falas e características dos personagens como a risada da Charlotte estão no jogo, o que marcam coerência e são pontos altos do jogo em si.

Modos

O jogo traz modo Online, Batalha, História, mas o que chama atenção de verdade aqui é o Modo Dojo. Podendo upar seus fantasmas de luta e baixar de seus amigos, o jogo desenvolve uma inteligência artificial que imita o seu estilo de jogar, assim podendo lutar consigo mesmo dentro do Samurai Shodown.

Por mais que já tenha visto isso em jogos como Mario Kart, aqui é totalmente diferente fazer uma inteligência artificial imitar o seu estilo. É bem interessante o resultado final e mostra uma evolução que provavelmente inspirará outros jogos do gênero.

Localização Brasil

Uma das coisas que foi mais falado nesse jogo é que Samurai Shodown estava ganhando localização para o Brasil. Tendo menus, legendas traduzidos para o Português brasileiro, o jogo apresentou um trabalho bem competente.

Trazendo uma boa tradução, sem nenhuma perda visível na tradução, Samurai Shodown acaba sendo um bônus a mais em jogar no nosso idioma.

Redesign

Samurai Shodown foi bem feliz em trazer os personagens para 2019, mantendo sua essência. Os personagens estão bem bonitos e totalmente fieis as suas criações.

Só que uma personagem em si parece ter ido contra as origens dela que foi a Charlotte que acabou ganhando visual bem feminino, coisa que nos primeiros jogos era algo bem mais moderado. Inspirada visualmente na personagem Oscar François de Jarjayes do mangá e animê Rosa de Versalhes, Oscar foi criado como homem mesmo sendo mulher. Por mais que a personalidade da personagem não fosse essa, ela ganhou detalhes bem femininos e sexualizado nessa versão, o que pode incomodar alguns jogadores.

Charlotte antiga, atual e sua inspiração Oscar do mangá Rosa de Versalhes

Opinião

Samurai Shodown ficou 11 anos sem um jogo novo e logicamente que muita coisa mudou enquanto a franquia ficou parada. Séries como Street Fighter voltaram com IV e V, séries como Mortal Kombat também e até Soul Calibur retornou.

Num mundo entre tantos retornos, existe espaço para mais um? Quando o retorno é bem feito e faz diferença, existe espaço sim. Samurai Shodown 2019 se atualizou, mas manteve sua essência, sendo uma excelente opção para reviver a infância dos mais velhos ou ser o pontapé inicial pra quem nunca jogou a série.

Conheci a série desde seu começo, quando joguei um port para 3DO, console da Panasonic. Junto de Street Fighter II Turbo, era um dos poucos jogos de luta bons daquele console. Anos depois, acabei jogando alguns jogos da série para Playstation, porém não acompanharam graficamente igual a versão do 3DO. Independente disso, Samurai Shodown também teve sua animação exibida na televisão na antiga Rede Manchete, porém a franquia nunca teve o mesmo status ou mesmo tratamento que a série The King of Fighters.

Ao que tudo indica, isso pode mudar com o próximo jogo da série The King of Fighters que irá se inspirar e muito no sucesso dessa versão de Samurai Shodown. Mesmo seu produtor, Yasuyuki Oda, não escondeu que esse jogo ganhe participações especiais, podendo ter personagens de outras séries da SNK como extras futuros nesse Samurai Shodown.

Se vale a pena jogar? Merece e deve ser jogado inúmeras vezes, sendo um retorno ao passado e ao mesmo tempo num acabamento nunca visto na série. Desejar mais e mais é pouco no meu lado fã que jogou desde pequeno, sendo que espero que o jogo realmente não se limite a quatro personagens por temporada, trazendo ainda mais personagens da franquia ou de outras, como foi mencionado por seu produtor.

É um marco a série e torcemos que seja o primeiro de muitos nos próximos anos. Seja bem vindo de volta, Samurai Shodown.

O jogo foi avaliado em sua versão para Playstation 4 e agradecemos a assessoria da Solutions 2 Go/ Athlon Games e SNK pelo suporte oferecido.

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Review | Devil May Cry 5 (2)

Desde o último jogo da série em 2008, a Capcom mudou muito e o próprio mercado de games também passou por inúmeras mudanças, assim a empresa anunciou um novo jogo da saga e não sabíamos a relevância do mesmo nos dias de hoje. Afinal o DMC (Reboot de 2013) tinha um ótimo gameplay, porém não foi o sucesso que a Capcom esperava. Assim como não quisesse nada, na E3 de 2018 fomos surpreendidos ao Devil May Cry 5 com um final deslumbrante de um Dante mais velho.

História
Após os de Devil May Cry 4, Nnero é atacado e perde seu braço demoníaco por uma misteriosa figura encapuzada. Ele une forças com o V, um novo personagem da série, para ter sua vingança e reaver seu braço. Além de V, temos o trio Dante, Lady e Trish, e um conjunto de próteses chamados de Devil Breaker Nero e V retornam para uma revanche.

Gameplay
A principal característica desse jogo é a diversidade de sua jogabilidade, trazendo 3 personagens de estilos bastante únicos:

Nero
Semelhante ao jogo anterior, você usa a Red Queen e sua pistola para realizar vários combos, tendo a diferença que agora temos as próteses e que cada uma dá uma habilidade diferente ao personagem ajudando na variação dos combos. Você pode explodir uma prótese para sair de um agarrão com um inimigo ou simplesmente pegar a prótese seguinte na sua coleção.

Dante
Pode trocar entre 3 estilos de combate distintos a hora que quiser e isso se aplica às armas também. Você será capaz de ter recursos para lidar com qualquer desafio que o jogo lhe apresenta, tendo possibilidades de combos quase que infinitas com Dante. As armas dele são criativas e o jogo sempre sabe a hora certa de apresentar a próxima, os jogadores que já jogam a franquia vão se sentir bem satisfeitos.

V
O novo personagem ao contrário dos outro, não bate diretamente nos inimigos, sendo que ele se utiliza de duas feras: o grifo que age como se fosse a arma de fogo e a sombra que funciona como uma espada. As duas feras levam V para longe do combate, quando o mesmo está bem fraco. O jogador pode finalizar os inimigos com sua bengala, porém se a situação apertar demais, basta convocar o Devil Trigger, que é um gigante que causa um grande estrago nos inimigos. Além disso, esse é o único personagem que pode encher a barra de Devil Trigger com um botão de comando (enquanto declama poemas de William Blake).

Gráficos/Som
A Capcom utilizou Re:engine, em Resident Evil:7, Resident Evil:2 Remake e agora com Devil May Cry 5. Os personagens são fotorealistas sem causar estranheza e todas as CGs do jogo são um show mostrando que a empresa investiu pesado nesse jogo.

O áudio do game é espetacular desde o barulho das armas acertando e cortando os inimigos, quanto a trilha sonora espetacular do game que gruda na mente como chiclete de tão viciante.

Considerações finais
Devil May Cry 5 traz várias referências aos jogos anteriores e pega o que tem melhor neles, acrescentando coisas novas, criando um jogo que vale cada centavo. Ao mesmo tempo, temos uma ótima porta de entrada a novos futuros fãs da saga, com esse game a Capcom se consagra, sendo um sinal de exelentes jogos que estão por vir.

Texto revisado e editado por: Giuliano Peccilli

O jogo Devil May Cry 5 foi analisado utilizando a plataforma PC (Steam).

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Review | Devil May Cry 5

Sabe aqueles jogos que você pensou que nunca veria a luz do dia? Devil May Cry 5 era esse tipo de jogo  que parecia que nunca iria sair e saiu, acabando me surpreendendo demaiSSS.

Depois do polêmico reboot do DMC, a Capcom voltou onde parou exatamente com Devil May Cry 4 e agregou tudo que tinha de bom no terceiro e no quarto, fazendo essa maravilhosa continuação. E sabe o melhor disso tudo? Ainda usando a RE ENGINE do Resident Evil, para deixar mais lindo de se ver e suave de jogar.

Assim estamos falando de Devil May Cry 5, o mais recente jogo da franquia que está chegando para Playstation 4, Xbox One e PC.

Gameplay
Tendo um gameplay que inicia com três personagens (Nero, Dante e V), Nero volta do Devil May Cry 4 com literalmente novos braços mecânicos, trazendo cada um deles uma função. É muito bom, porém a não possibilidade de troca à vontade entre eles é meio chata e problemática.

Dante aqui é o clássico do Devil May Cry 3 com novas armas, sendo a mais maneira sem dúvida é a Moto (se falar mais que isso é spoiler… Não é mesmo?). Bem que na era do Youtube, provavelmente nessa altura do campeonato todos já viram ele de chapéu e dançando Michael Jackson.

V é  o novo personagem que traz uma mecânica completamente nova para a franquia. Se você é daquele tipo de jogador que realmente não bate, você manda familiares fazer isso por você, aqui você envia demônios para fazer o serviço sujo. Eu sinceramente não gostei, não que seja ruim, só não me passa o mesmo feeling que possuo com o Nero e Dante. Logicamente que isso é algo novo e prático, o que torna bem simples.

Aliás, o jogo mantém uma facilidade, dando orbe de vida e até dourada, usada para ressuscitar no meio da missão, sendo muito fácil de adquirir.

O Modo Multiplayer é estranho, como todas as missões (ou quase todas) tem mais de um caminho, para cada personagem jogar. O multiplayer coloca outro caminho, o outro jogador que , às vezes, você nem ao menos ver e não interage nem um pouco.

Esse Devil May Cry, (mais que todos), eu senti que ele é um Beat up com mais comandos beirando a jogos de lutas de uma maestria perfeita desse mix.

História
Ela se passa cinco anos após Devil May Cry 4 , trazendo Nero com a sua própria agência de caça a demônios. E seguindo datas, temos no 30 de abril, Nero encontrando um demônio agonizando e que arranca o seu braço Devil Bringer, usando o Devil Arm Yamato para abrir um portal para escapar.

Alguns dias depois, temos um novo personagem que usa o nome “V” e aparece no escritório do Devil May Cry para contratar Dante, Lady e Trish. O objetivo? Matar um certo demônio que havia retornado.

Acaba que chegando em Red Grave City, o grupo se esbarra no Nero por ambos estarem caçando o mesmo demônio chamado Urizen. Esse demônio pra ajudar, acabou plantando uma árvore chamada Qliphoth que suga e mata as pessoas ao redor de onde está plantada.

E assim começa a história de Devil May Cry 5…

Gráficos/Som
Essa é a primeira vez que reparo em um jogo da série Devil May Cry com vozes japonesas, mesmo eu adorando o idioma,  permaneço no inglês de sempre.

O jogo vem com legenda em português e a tradução é ótima, sendo bem localizada, não apenas traduzido. Se for pra explicar comparando, o jogo é bem no estilo de Yu Yu Hakusho aqui no Brasil.

Quando o assunto é trilha sonora, a franquia Devil May Cry sendo mandou bem e aqui nesse quinto jogo temos uma ótima trilha que  combina ainda mais na hora de combar.

Considerações finais
Devil May Cry 5 é um excelente jogo, porém tem alguns problemas como o Multiplayer que sinceramente era melhor não ter. Por não ser algo básico do jogo, sendo um bônus só e não agregar muito no final das contas.

Algumas pessoas falaram que o jogo estava curto e estava bem Botton Smash, sendo que num geral, eu discordo desse comentário. O jogo realmente está fácil, mas depois da dificuldade básica (após o jogador finalizar), há um ótimo desafio  como replay e faz com que o jogador repare que apenas apertar botões não ajuda em nada.

Sem dúvidas, Devil May Cry 5 está tão bom que deve ser um forte candidato a GOTY, até porque a história mesmo que básica envolve bem o jogador como foi o Devil May Cry 4. Já o combate é fluido e desafiador, exatamente como em Devil May Cry 3, mas sem ser hardcore demais. Vale a curiosidade que a versão japonesa de Devil May Cry 3 era a coisa mais maluca do mundo, sendo absurdamente difícil.

Devil May Cry 5 está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC (via Steam)

Texto escrito por: Marcos Vinícius e revisado/complementado por: Giuliano Peccilli

Agradecemos a Capcom Unity Brasil por ter cedido uma cópia digital do jogo e essa análise foi feita a partir de sua versão para Playstation 4.

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Review | Jump Force

Lançado em 15 de fevereiro de 2019 pela Bandai Namco para Playstation 4,PC (Steam) e Xbox One com legendas em português, Jump Force vem comemorar os 50 anos da famosa Shonen Jump. Apresentado na E3 de 2018, na conferência da Microsoft, o jogo surpreendeu pelos seus gráficos realistas fugindo do já tradicional Cel shading.

História

Estamos falando de um jogo que tem a dura missão de juntar 40 personagens em uma única história. Utilizando uma premissa de que os mundos das várias obras da Jump estão se colidindo junto com o nosso. Para completar a história, temos um vilão chamado Prometheus que quer controlar a humanidade. No papel do jogador, o seu personagem é morto (por Freeza) e ressuscitado, restando a você em recriar o seu char com vários tipos de cabelos, roupas e adereços de obras da Jump. Feito isso, o seu objetivo é o de se unir a Jump Force, abrindo novas habilidades (Meteoro de Pegasus, Final Flash e outros golpes da Jump). Conforme você avança na história, as habilidades serão fundamentais para deter os planos de Prometheus.

Gameplay

O jogo usa um sistema 3×3 em Arena Aberta em 3D (como na franquia Naruto Storm), mas ao contrário de outros jogos na Jump Force, a barra de vida é única para os 3 personagens. Uma decisão um tanto diferente visto outros jogos famosos como “Marvel vs Capcom 3” e “Dragon Ball FighterZ”.

Jump Force utiliza um sistema simplificado de combate com apenas um botão para Combos que possam ser feitos assim como Especiais. Em resumo, eles são simples de serem lançados, porém dependem da sua barra Especial para serem utilizados.

Um jogo com tantos personagens, acaba esbarrando num problema que é oferecer variedade de estilos entre eles. Explicando melhor, os personagens têm os mesmos comandos e isso pode desagradar alguns jogadores mais exigentes. Funciona em partidas casuais com amigos, porém poderia ser algo mais complexo e não tão simplificado.

Gráficos/Som

A Trilha Sonora do jogo em si não é lá muito marcante, porém as vozes dos personagens dá uma certa nostalgia para quem assistiu animês em japonês.

Em questão gráfica, os cenários são fusão do nosso mundo com os da Jump e como um todo são bonitos. O jogo peca na parte dos personagens em si, durante algumas cenas onde os mesmos estão interagindo entre si, apenas a boca se move. Não demonstrando nem uma mudança facial, isso sem contar as telas de loads muito longos e constantes. Talvez esse seja o preço a se pagar por um jogo com tantos personagens e produzido em tão pouco tempo.

Considerações finais

O Jump Force apesar de tudo, cumpre a sua promessa de juntar personagens de mais de 50 anos de tradição e os coloca para interagir entre si. Isso gera algumas situações que muitos de nós só podíamos imaginar em nossas mentes..

Muito divertido para jogando com amigos, Jump Force pode ser definido como um jogo em que podemos fazer alguns combates malucos, como por exemplo: Yugi contra Luffy, assim alimentando nossa imaginação sobre qual é o personagem mais forte.

O jogo Jump Force foi analisado utilizando a plataforma PC (Steam).

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Review | Mônica e a Guarda dos Coelhos

Turma da Mônica e videogames pode parecer que não combinam, mas desde seus primeiros jogos em parceria com a Tectoy, a Mônica invadiu uma área inexplorada e que se revelou um sucesso.

Passado 20 anos, a Mad Mimic Interactive está carregando esse novo legado e nem por isso desconsiderou o que veio antes. Nos primeiros minutos de Mônica e a Guarda dos Coelhos, acabamos descobrindo que tudo que veio nos jogos anteriores realmente aconteceu, dando aquela lágrima de alegria no jogador que já tem mais de 30 anos nas costas.

Só que antes de falar qualquer coisa desse novo jogo, gostaria de relembrar um pouco o processo de lançamento do jogo com vocês.

Maurício de Souza anuncia novo jogo da Mônica

Criador da Turma da Mônica apareceu segurando um controle de Playstation 4 num teaser sobre o novo jogo da turma. Ninguém sabia como seria, o que seria, mas tiro o chapéu para a forma que o jogo foi anunciado.

E o anúncio se confirmou na forma da parceria com a Mad MimicInteractive e o lançamento do jogo no mesmo, assim a empresa durante 2018 acabou trazendo diversos anúncios, confirmando a jogabilidade, mas em especial a quantidade irreal de personagens no jogo.

Semelhante a empresas de jogos de luta como a Bandai e a Namco, o jogo veio com uma série de anúncios, revelando que traria muito mais do que a Mônica, Cebolinha, Cascão e a Magali. Tivemos Franjinha, Bidu, Horácio, Do Contra e até mesmo o próprio Maurício de Souza entre os personagens confirmados.

Além disso, o jogo esteve disponível no Brasil Game Show 2018 em estande de empresas como Microsoft, permitindo avaliar a jogabilidade e a qualidade da nova produção.

O jogo e o trabalho em equipe

Em tempos de tantos jogos para um jogador, Mônica e a Guarda dos Coelhos é uma boa surpresa multiplayer. Mesmo que possa ser jogado em uma pessoa, a sensação que tenho ao começar a jogar é que seria muito mais divertido em ter amigos ali presente.

Esse tipo de pensamento e filosofia do jogo traduz a essência da Turma da Mônica que funciona por tantas décadas, exatamente por serem uma turma. Então nada melhor do que você trazer a sua turma para jogar Mônica e a Guarda dos Coelhos.

No Heroes Here

É verdade que esse jogo é uma coprodução com Maurício de Sousa Produções, mas Mad MimicInteractive já havia produzido um jogo de sucesso internacional em 2017 que foi o No Heroes Here.

Aqui que vemos que esse novo jogo da Turma da Mônica usa algumas idéias e conceitos criados no jogo anterior, mas totalmente refeitos e contextualizados para a Vila do Limoeiro.

E essa parte acreditamos que deve ter muito influência da parceria com Maurício de Sousa Produções por o roteiro do jogo ter sido feito por eles. E a grande sacada do jogo estaria exatamente aqui, trazendo diálogos e situações que funcionam muito bem pra quem é fã dos personagens.

A História

Mônica acaba encontrando uma estrela que pede a sua ajuda e assim Mônica e sua turma entraram num castelo e terão que defender ele para conseguir seu objetivo.

Assim, você terá que administrar seu tempo para trocar minério em um coelho e usar ele nos canhões para não ter o castelo invadido.

A história é premissa básica e não imaginaria diferente pra proposta que o jogo foi produzido. Funciona e isso que é o interessante do jogo.

A Jogabilidade

Aqui temos um dos pontos positivos do jogo que merecem ser falados e lembrados. Testamos a versão de Playstation 4 e sendo um jogo com jeitão de retrô, imaginávamos que o controle seria “duro” igual antigamente e o controle responde rápido, além de ser macia a jogabilidade, sendo uma enorme surpresa.

Por causa disso, um jogo que tem comandos simples acaba ficando ainda mais divertido e podendo ser jogar por horas a fio.

Tendo quatro mundo, acaba parecendo e tendo a sensação de curto, mas por ser um jogo que se reinventa e ganha a cara da equipe que está jogando, sua jogabilidade varia com a habilidade da equipe, sendo bastante prazeroso jogar com os amigos.

Replay

Por ser um jogo que reúne os amigos, Mônica e a Guarda dos Coelhos acaba sendo um jogo que rende um enorme replay o que acaba sendo bom no custo benefício do jogador.

É um jogo de estratégia e que exige sua inteligência com reflexo imediato, ao mesmo tempo que é um jogo simples para ser jogado quando você não quer pensar muito e apenas jogar.

Mad Mimic Interactive fez um ótimo jogo e torço que não esperemos mais 20 anos para jogar outro jogo da Turma da Mônica nos consoles. Ao mesmo tempo que torço que o próximo jogo puxe mais os outros jogos mais antigos e herde um pouco da série Wonderboy que dá tanta saudade a este jogador aqui.

Nota

8/10

Agradecemos a Mad Mimic por ter enviado a cópia do jogo para Playstation 4. Obrigado por ter gerado horas e mais horas de jogatina!