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Review | Turma da Mônica – Laços

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Misture a ingenuidade dos Goonies com a ousadia dos protagonistas de Conta Comigo e a coragem dos garotos de A Casa do Espanto. Some a tudo isso as melhores histórias da turma de crianças mais levada que você conhece com um traço acolhedor, competente e belo, e o resultado será essa incrível Graphic MSP, a segunda lançada: Turma da Mônica – Laços.

Os irmãos Vitor e Lu Cafaggi nos trazem uma história tocante: depois de um dia comum de planos infalíveis que, para variar, nunca dão certo, Cebolinha volta pra casa e descobre que seu melhor amigo, o cãozinho Floquinho, sumiu. Como qualquer menino que perde algo valioso, ele fica deprimido até que seus amigos vêm buscá-lo para ajudar a encontrá-lo.

A partir do momento em que as crianças saem de casa para procurar Floquinho, elas passam por todo tipo de apuro, mas sem nunca perder aquilo que têm de mais forte dentro de si: a amizade e a esperança de serem bem sucedidos no final.

Apesar do plot parecer deveras simples, a execução da ideia como um todo nos arranca lágrimas em mais de um momento. O modo como Lu retrata o momento em que Cebolinha conhece Floqunho, bem como quando as crianças se encontram pela primeira vez é algo de encher os olhos de admiração. Vitor não fica atrás em momento algum, brindando tanto os leitores antigos quanto os novos com uma história que não fica longe, em absoluto, das mais clássicas já protagonizadas pela turminha ao longo dos anos.

A trama também está recheada de referências visuais aos anos 80 (quem não se lembra do manual do “Patinho Escoteiro”?) e de lembranças de alguns momentos interessantes de toda a turma. Destaque especial para a história que Mônica conta ao redor da fogueira e que tem seu verdadeiro pai, o autor Mauricio de Sousa, como protagonista.

Vitor já é velho conhecido dos leitores que acompanham a cena independente dos quadrinhos nacionais. Sua tirinha Puny Parker, uma paródia fofa das aventuras de Peter Parker (alter-ego do Homem-Aranha), faz muito sucesso na internet, seguida de seu mais novo sucesso, as desventuras amorosas do cãozinho Valente, que já tiveram seu quarto volume publicado, agora pela Panini Comics.

Lu também já ilustrou várias obras conhecidas da literatura infanto-juvenil (dentre elas, Mariana – Menina e Mulher, de Pedro Bandeira) e publicou de forma independente a coletânea Mixtape. Além de trabalharem juntos em Laços, lançaram no final de 2014 a coleção de cartões-postais Petit Gateau, que traz lindos desenhos de ambos. Em breve poderemos nos deliciar com Laços 2, que já está em processo de revisão.

Laços é uma história maravilhosa, que nos faz esquecer da carranca do dia-a-dia e nos transporta para tempos mais felizes, onde nosso único desejo era escapar das broncas dos nossos pais e tirar notas boas para fugir da recuperação. Também nos faz ter certeza de que os verdadeiros laços afetivos que construímos ao longo de nossas vidas são indissolúveis e que, independente do que aconteça ao longo do caminho, o que é verdadeiro permanece intocado.

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Leia também o review de Astronauta

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Review | Astronauta – Magnetar

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A vida é feita de escolhas. Se elas se transformarão em motivos de lágrimas ou de sorrisos, apenas o tempo poderá dizer. O protagonista da nossa história é alguém que diante de uma escolha que parecia ser a mais adequada, acabou tendo como companheira a solidão. Astronauta – Magnetar conta como a solidão pode ser a chave para entendermos o porquê de vivermos determinadas situações em nossas vidas.

Danilo Beyruth nos apresenta a um Astronauta diferente do mostrado nas historinhas da turminha. É um homem maduro, centrado, dedicado e, embora consciente de que sua profissão o levou a perder o amor de sua vida para outro homem, ainda é profundamente apaixonado por ela e guarda isso bem no fundo do peito.

A aventura começa quando Astronauta sai em busca do Magnetar para coletar dados na intenção de compreender melhor o fenômeno. O problema é que um erro de cálculo o faz ficar ilhado em pleno espaço sideral e, a partir daí, nosso heroi irá enfrentar o pior inimigo de qualquer ser humano: sua própria mente.

Beyruth traz em Astronauta-Magnetar uma trama intrincada, recheada de elementos que deixam qualquer fã de ficção científica mais do que satisfeitos. É possível notar a pesquisa direcionada feita pelo autor em todas as explicações ao longo da história e as cores escolhidas por Cris Peter são vibrantes, casando perfeitamente com o roteiro. Este, por sua vez, nos deixa totalmente sem fôlego, na ânsia de saber se Astronauta conseguirá sair ileso. Para os fãs do Louco (que também será estrela de uma Graphic MSP talvez ainda em 2015), uma surpresa na página 51.

Astronauta-Magnetar foi a primeira Graphic MSP. Lançada em 2012, foi fruto de um projeto tão ousado e bem sucedido quanto a trilogia MSP 50. Já Danilo Beyruth dispensa apresentações; é um autor extremamente conhecido e competente, para uma ideia desse calibre. Autor do reconhecido internacionalmente Necronauta (publicado a princípio de forma independente e posteriormente pela editora HQM), também lançou a excelente Bando de Dois pela Zarabatana e a Graphic São Jorge, esta última também pela Panini.

O autor nos trouxe uma história com todo o tipo de conflito possível e imaginável: Onde errei? Por que estou nessa situação? Fiz a escolha correta? Vou morrer aqui sem ninguém saber? Todas essas perguntas serão respondidas nessa história emocionante e tocante, que abriu com chave de ouro uma série de aventuras incríveis com personagens que todos amam e que jamais serão esquecidos.

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Review | A saga do Clone original

Por: Macgaren

Como havia postado no post dos lançamentos para Janeiro a 4ª edição da revista Teia do Homem-Aranha traria a “Versão do diretor” de uma das sagas mais polêmicas do Aracnídeo: A Saga do Clone! Mas como se originou essa saga? Então antes de escrever sobre a edição em si resolvi falar um pouco sobre a saga do clone original.

 

Dois anos após a morte de Gwen Stacy , Peter tentava retomar a normalidade de sua vida (Se é que possa ser considerado normal sair na porrada com vilões fantasiados) .

Já a algum tempo um vilão conhecido apenas como “Chacal” estava agindo nos bastidores aliando-se a outros vilões tentando acabar com o herói aracnídeo. Foi o Chacal inclusive o responsável pelo primeiro ataque do Justiceiro contra o Aranha. Até o momento não sabíamos quem ele era e porque tinha tanta raiva do herói.

Mas de uma hora para outra tudo fica de cabeça pra baixo quando uma desorientada Gwen Stacy aparece no apartamento de Peter.(Os mais novos podem se surpreender mas houve uma época em que não era comum um personagem voltar da morte poucos meses após ter morrido) Gwen aparentava não ter lembranças de seus últimos meses de vida e consequentemente de sua morte. Após a loirinha ter sido submetida a testes fica confirmado que ela na verdade era um clone da verdadeira Gwen. Logo o responsável pela clonagem se revela: o Chacal na verdade era o Miles Warren,Professor de Peter e Gwen na Faculdade.

Warren havia se apaixonado pela Gwen(alguém pode culpá-lo?) e tinha enlouquecido após a morte da amada. Ele então começa a fazer experimentos com clonagem e acaba tendo sucesso em clonar a Gwen.

Mas a loira não foi o único clone produzido pelo Chacal: O vilão doidão também havia clonado Peter Parker. Pelos genes ele descobre que Peter era na verdade o Homem-Aranha. Quer coisa melhor? Os dois homens que ele julgava serem os responsáveis pela morte da loirinha são na verdade uma só pessoa!. Warren então adotou a identidade do Chacal e começou uma lenta vingança contra seu inimigo. Quando viu que ficar nas sombras não ia levar a nada, resolveu partir pro ataque.

O Chacal captura o Aranha e lhe injeta uma droga que remove algumas memórias. Quando o herói acorda, se vê frente a frente com uma cópia sua. e o pior é que ambos acreditam ser o verdadeiro. Começa então uma batalha entre dois homens aranha. Mas no meio da briga, o clone de Gwen acaba despertando o pouquinho de humanidade que restava no Chacal.Arrependido ele corre pra desarmar uma bomba mas acaba detonando-a e uma grande explosão acontece. O Chacal e um dos Homem Aranha acabam morrendo. Assim, o verdadeiro aracnídeo pode relaxar pois o pesadelo acabou…Mas ele é mesmo o verdadeiro?

 

Já que o Aranha sobrevivente não tem como saber se é o verdadeiro ou o clone, ele apela para seu amigo Curt Connors para que o submeta a alguns testes para saber a verdade.

Enquanto espera pelos resultados, o heróis enfrenta alguns de seus velhos inimigos (Na verdade eram apenas robôs feitos pelo Smythe, mas isso não vem ao caso). Quando está prestes a morrer a única pessoa que vem à mente do herói é a Mary Jane. Isso é o suficiente para convencê-lo que é o verdadeiro já que se fosse a cópia,seus sentimentos ainda estariam voltados para a Gwen. Após se livrar da ameaça ele pega os resultados do exame e sem olhar o resultado se livra deles. Ele então pega o corpo de seu clone(afinal o coitado era inocente) e o incinera na chaminé de uma fábrica. Fim dos problemas….ou Não?

Essa história foi publicada em 1975 e quem imaginaria que quase 20 anos depois ela ainda iria repercutir quando, após a Tia May ficar doente pela 46241273947256278495675464347ª vez o Clone que todos julgavam morto retornasse, assumisse o nome de Ben Reilly e ainda seria confirmado como o verdadeiro Homem-Aranha? Mas isso é assunto pra depois. Por enquanto basta dizer que mesmo que muitos falem mal dela (muitos sem nunca sequer terem lido) eu gostei bastante da Saga do Clone . Essa primeira em especial tem como ponto positivo não ter se alongado demais como sua sucessora.Os comentários sobre a Saga mais recente eu vou guardar pro post da Teia do Homem-Aranha que ainda durante essa semana colocarei por aqui.

A Saga do Clone original tem os roteiros de Gerry Conway e desenhos de Ross Andru

Ps. Apesar de nas imagens o Chacal ser marrom, ele na verdade é verde. a coloração deve ter ficado à cargo de algum daltônico da Abril.

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