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8º Okinawa Festival – Uma viagem cultural a Okinawa

São Paulo transformou-se em um pedaço de Okinawa no último final de semana (21 e 22/08). Os dois dias do 8º Okinawa Festival, realizado e organizado pela Associação Okinawa de Vila Carrão, trouxeram uma grande variedade de atrações, que mostraram ao público presente um pouco da rica cultura deste arquipélago, localizado bem ao sul do Japão. O Okinawa Festival vem ganhando lugar de destaque ao longo dos anos, e desde 2007 faz parte do Calendário Oficial da cidade de São Paulo.

O evento foi realizado no Clube Escola Vila Manchester, localizado no bairro de Vila Carrão, zona leste de São Paulo. Ao longo dos dois dias, vários grupos passaram pelo palco do festival, apresentando as mais diversas manifestações culturais da província.
E não foi apenas isso. Na praça de alimentação do festival, o público pôde experimentar alguns pratos típicos de Okinawa, como o Hija no Shiru (sopa de cabrito) e o Okinawa Soba (uma espécie de yakissoba à moda de Okinawa).

A praça de alimentação do evento trouxe alguns pratos típicos de Okinawa

Dentre as atrações culturais, um dos destaques vai para a música tradicional, por meio do som do sanshin (o shanisen de três cordas, típico da província). As principais escolas de minyo, o Ryukyu Minyo Kyokai e o Ryukyu Minyo Hozonkai, estiveram presentes no evento e mostraram ao público a beleza da música okinawana.

Godo Ensou – vários artistas tocaram músicas clássicas de Okinawa

Apresentação do Ryukyu Minyo Kyokai

O som alegre dos tambores também marcou presença no Okinawa Festival. Os dois principais grupos de taiko de Okinawa, o Ryukyu Koku Matsuri Daiko e o Requios Gueinou Doukoukai levantaram o público com suas apresentações.
O Matsuri Daiko ainda surpreendeu o público apresentando a dança do leão (Shishi Mai).

Concentração do Ryukyu Koku Matsuri Daiko, no sábado

Alguns momentos do Ryukyu Koku Matsuri Daiko

A dança também esteve presente no festival. Vários grupos passaram pelo palco do evento, e mostraram a beleza e a sutileza do Ryukyu Buyo (a dança tradicional de Okinawa).
Uma das apresentações mais marcantes foi “Kamigami”, uma belíssima coreografia do Saito Satoru Ryubu Dojo, realizada em conjunto com o Ryukyu Koku Matsuri Daiko.

A dançarina Sayuri Tamashiro

Vários grupos de dança passaram pelo palco do evento

Alguns momentos de “Kamigami”, coreografia conjunta do Saito Satoru Ryubu Dojo
com o Ryukyu Koku Matsuri Daiko

E, claro, não poderiam faltar as apresentações de artes marciais. Apresentações de aikidô, kung fu e principalmente de karatê (arte esta que nasceu em Okinawa e depois se espalhou pelo resto do Japão) e kobudo (arte de uso de armas, nativa de Okinawa) foram realizadas entre os dois dias do evento, e fizeram sucesso entre o público presente. Destaque para a apresentação da escola Okinawa Kobudo Jinbukai, sob o comando do sensei Flavio Vicente de Souza, no domingo, bastante aguardada pelo público no dia.

Okinawa Goju-ryu Bujutsu Kyokai

Okinawa Kobudo Jinbukai/Okinawa Shorin-ryu Karate-do Jyureikan

Alguns convidados ilustres também passaram pelo palco do Okinawa Festival. O cantor e apresentador Yudi Tamashiro, do SBT, e o ilusionista Mário Kamia, do programa “Tudo é Possível”, da Record, se apresentaram e levaram seus fãs ao delírio.

Yudi, do SBT, também marcou presença no evento

O mágico Mário Kamia impressionou a platéia com seus truques

E nem só de atraçoes tradicionais e de celebridades se fez o Okinawa Festival. Grupos que misturam o som do shamisen com o rock, como o Rocksamiyo, também trataram de levantar o público.
Ao final do último dia, o grupo Tontonmi fez uma apresentação muito especial e animada, que foi seguida de uma grande queima de fogos.

O grupo Rocksamiyo animou a galera no sábado

O Tontonmi levantou o público no domingo

Queima de fogos de artifício ao final do último dia

E assim foi o Okinawa Festival. Um evento bastante animado, com toda a alegria e a empolgação característica da província de Okinawa, e que a cada ano vêm crescendo e evoluindo cada vez mais, ganhando espaço entre a comunidade nipo-brasileira e o público paulistano.
Um evento que vale a pena conferir.

Por enquanto é só, pessoal. Até a próxima! 😉

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13º Festival do Japão – O maior evento de cultura japonesa da América Latina

Três dias de muitas atrações, e um grande espetáculo de cultura japonesa. Assim se pode resumir o que foi o 13º Festival do Japão, o maior evento da comunidade japonesa no Brasil e na América Latina, que foi realizado nos últimos dias 16, 17 e 18 de julho no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Neste ano, o evento trouxe novidades e um repertório bastante variado, abordando diversos segmentos da cultura japonesa no Brasil, de forma a agradar todos os gostos do público.

Dentre as novidades deste ano, o evento dedicou, pela primeira vez na sua história, um espaço destinado exclusivamente à cultura pop japonesa: o Akiba Space (numa alusão ao bairro de Akihabara, em Tokyo), patrocinado pela Editora JBC, onde o público pôde conferir novidades em tecnologia (como a televisão 3D) e games, além de apresentar um pouco da moda de rua do Japão e também do cosplay. Além disso, o Festival do Japão abrigou neste ano a final brasileira do WCS, o concurso mundial de cosplay, que escolheu os representantes do Brasil na final mundial do evento em Nagoya. (este assunto será tratado mais adiante, aqui mesmo no J-Wave)

O Akiba Space – primeiro espaço reservado à cultura pop japonesa dentro do Festival do Japão

O público pôde conferir novidades em games e tecnologia no Akiba Space


Acessórios de moda e cosplay também foram expostos

Os membros do grupo Punk For Alice demonstraram
um pouco da moda de Harajuku


Várias autoridades e personalidades políticas estiveram presentes no Festival, como a vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio, que representou o prefeito Gilberto Kassab, que estava em compromisso fora do país; o secretário geral da Casa Militar de São Paulo, cel. Luiz Massao Kita, que representou o governador do Estado, Alberto Goldman; além dos vereadores Jooji Hato (PMDB-SP) e Ushitaro Kamia (DEM-SP) e os deputados federais Walter Ihoshi (DEM-SP) e William Woo (PPS-SP), entre outros parlamentares da comunidade nikkei. Todos eles participaram do cerimonial de abertura do evento, realizando a tradicional quebra do taru (barril de saquê) e brindando a realização do Festival com saquê.

A vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio,
discursa durante o cerimonial de abertura do Festival

O cel. Luiz Massao Kita, secretário geral da Casa Militar de São Paulo,
representou o governador do Estado, Alberto Goldman

As autoridades no momento da quebra do Taru…

…e o brinde com saquê.

Marina Silva, candidata à Presidência pelo PV, também prestigiou o evento.

O tema principal do Festival do Japão neste ano foi a arte das províncias, com um destaque especial para a província de Nara. Sua capital, Nara, completou 1300 anos de sua fundação, e foi a primeira capital institucional do Japão.

Objetos de arte da província de Gunma


Caligrafia e arte de Nara, província especialmente homenageada pelos 1300 anos
de fundação da cidade de Nara, a primeira capital do Japão.

As províncias também foram representadas na gastronomia, como acontece em todos os anos do Festival. Cada stand da praça de alimentação trouxe pratos típicos de cada província do Japão.


O público também teve a oportunidade de aprender a arte japonesa. Workshops de origami, caligrafia, pintura e mangá (quadrinhos) foram realizados ao longo dos três dias do evento.



As artes marciais, como o karatê e o aikidô, também marcaram presença no Festival, com demonstrações e workshops.



E, claro, não poderiam faltar as apresentações de dança e música tradicionais. Vários grupos de dança se alternaram nos palcos do evento, durante os três dias.

Grupo da Associação Tottori Kenjin do Brasil



Ishin Yosakoi Soran


Bunomai: a mistura das artes marciais com a dança,
da província de Okinawa

E a batida forte do taiko também deixou sua marca. Diversos grupos realizaram apresentações que empolgaram a platéia.

Shinkyo Daiko



Himawari Taiko

Ryukyu Koku Matsuri Daiko

Raijin Taiko

Requios Gueinou Doukoukai

Membros do Bon Odori Atibaia e do Ryuko Daiko de Mogi das Cruzes (de amarelo)

Os cantores também tiveram a oportunidade de soltar a voz no evento. Estiveram presentes no Festival os já conhecidos da comunidade nikkei Joe Hirata e Karen Ito, e, direto do Japão, as cantoras Yuri Harada e Mariko Nakahira.


Joe Hirata e Karen Ito marcaram presença no Festival

Yuri Harada foi uma das atrações internacionais do evento


Os jovens da comunidade também mostraram o seu potencial. Grupos de street dance como o Soul Base e o Nature Soul Crew realizaram demonstrações e até duelos na área cultural do evento, enchendo os olhos do público ali presente.

Nature Soul Crew

Soul Base

Just: este grupo conquistou o quinto lugar no Festival de Street Dance de Los Angeles

A presença dos voluntários (os famosos “vermelhinhos”) também é marcante. São eles que colaboram para a organização do evento, sempre dispostos a auxiliar quando necessário.

Os voluntários também dão o tom do evento


Isto tudo é apenas uma amostra do que foi o 13º Festival do Japão, que fez jus ao título de maior evento de cultura japonesa da América Latina. E tende a crescer cada vez mais nos próximos anos, atraindo um público maior a cada ano.
Nas próximas partes desta matéria, vamos tratar de dois pontos altos do evento: o Miss Nikkey Brasil 2010, o principal concurso de beleza oriental do país, e a final brasileira do WCS, realizada pela primeira vez dentro do Festival. Fiquem ligados!

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Coberturas de Eventos Críticas e Reviews

45º Gueinosai – Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa encanta o público em SP

Um grande evento foi realizado neste último final de semana (26 e 27/06), como parte das comemorações dos 102 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Trata-se do 45º Gueinosai – Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa – que teve como palco o grande auditório do Bunkyo, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Neste evento, foram apresentadas várias facetas da cultura e do folclore japonês, que o público teve oportunidade de conferir em dois dias.


O evento contou com a presença de vários grupos de música, dança, teatro, taiko, cantores e outros diversos artistas da comunidade nipo-brasileira, que se encarregaram de apresentar as mais diversas manifestações culturais japonesas, fazendo um espetáculo de encher os olhos do público.
Alguns políticos também estiveram presentes, como o vereador Jooji Hato (PMDB-SP), que fez um discurso na abertura do evento no sábado, onde disse que “toda a arte apresentada representa o sofrimento dos primeiros imigrantes, quando da chegada deles ao Brasil, e através do qual eles nos ensinam que, com trabalho, esforço e honestidade, é possível superar as dificuldades e prosperar.”

O vereador Jooji Hato (à esq) discursando ao lado do presidente
da comissão organizadora do evento, André Korosue


Nos dois dias do evento, muitos dançarinos se alternaram no palco, exibindo as mais diversas formas do buyo – a dança tradicional japonesa – encantando o público com belíssimas performances.

O dançarino Yusuke Iwamoto foi o primeiro a se apresentar
no palco do Gueinosai, com a coreografia “Takasago”


União Cultural Guinken Shibu do Brasil

Kasa odori – a “dança dos guarda-chuvas”,
típica
da província de Tottori

Júlia Otani, da Associação Cultural Esportiva de Pompéia,
com a coreografia “Ame”

Setsuko Tangue, apresentando “Kanagawa Suikoden”

A pequena Mei Iguti, do Hanayagui-ryu Nadeshikokai,
fez uma apresentação de gente grande

Bunomai: um estilo de Okinawa que mistura a dança com
técnicas de luta

Saito Satoru Ryubu Dojo: um dos grupos que representou o
Ryukyu Buyo (odori de Okinawa)

A dançarina Mayumi Aguena, do Saito Satoru Ryubu Dojo

Além disso, grupos de taiko como o Mika Youtien, composto apenas por crianças, o Tangue Setsuko Taiko Dojo, que fez uma apresentação empolgante, enchendo os olhos da platéia, e o Ryukyu Koku Matsuri Daiko, que trouxe para o evento a alegria dos tambores de Okinawa, também impressionaram o público.


O grupo Mika Youtien: crianças que não deixam nada a dever
para os adultos no taiko




Alguns momentos do Tangue Setsuko Taiko Dojo: grupo
mostrou muita energia e vibração no palco

Ryukyu Koku Matsuri Daiko

O Yosakoi Soran também foi bem representado, sendo apresentado pelos grupos Ishin (sábado) e Shinsei ACAL (domingo).

Ishin Yosakoi Soran

Grupo Shinsei – ACAL

Além deles, os cantores também marcaram presença. Vários nomes consagrados dos taikais passaram pelo palco do Bunkyo nos dois dias do evento, além de atrações trazidas direto do Japão, como Mariko Nakahira.
Um dos grandes destaques neste segmento foi Jane Ashihara, irmã de Joe Hirata, que se apresentou no domingo juntamente com a filha Pâmela.

Da esq. p/a dir: as cantoras Kamilla Tamura, Jane Ashihara e
Pâmela Ashihara

Jane e Pâmela Ashihara: mãe e filha dividiram o palco

Kamilla Tamura encantou com sua bela voz

Edson Saito também marcou presença no festival

Mariko Nakahira foi a atração internacional do evento

E os destaques no karaokê não param por aí. No sábado, o festival contou com a presença de um convidado muito especial: Roberto Casanova, o grande vencedor do NHK Nodojiman, o mais concorrido concurso do gênero no Japão. Acompanhado de sua esposa, Mika da Silva, ele fez uma performance que emocionou o público presente no dia.

Mika da Silva e Roberto Casanova encantaram
o público presente no sábado

Nosso colunista Daniel “Sheider” ao lado de Roberto,
Mika e a pequena Rina, filha do casal

No domingo, um dos pontos altos do evento foi a apresentação de kagura, um estilo que se originou no xintoísmo e mistura teatro, música e dança para contar lendas do folclore japonês. Contando a história do monstro Yamatano Orochi, o Grupo Kagura do Brasil simplesmente encantou o público.













Os músicos também deixaram sua marca no Gueinosai. Destaque para os shamisens do Nihon Minyo Kyokai, que esteve presente nos dois dias, e o Nihon Ongaku Kyokai, que mostrou ao público o belíssimo som do koto.


Dois momentos do Nihon Minyo Kyokai

Nihon Ongaku Kyokai e sua apresentação de koto

O grupo Hanayagui-ryu Kinryukai tratou de fechar o evento com chave de ouro, fazendo, além de belas e engraçadas performances, uma homenagem especial a seus mestres.


O gran finale do Hanayagui-ryu Kinryukai

Seja na batida forte do taiko, nos passos marcados da dança, na música do shamisen e do koto… o que se viu neste final de semana foi um espetáculo sem igual, e que, através das diversas formas de manifestação cultural trazidas do Japão pelos imigrantes e cultivadas por seus descendentes, mexeu com os olhos e o coração do público que compareceu nos dois dias do festival. Para o presidente da comissão organizadora do evento, o sr. André Korosue, o saldo dos dois dias do Gueinosai foi bastante positivo: “Não apenas aqueles que se apresentaram no palco saíram satisfeitos… o público também saiu, por presenciar um grande espetáculo.”

Korosue ainda destaca a importância do festival: “É a divulgação da nossa cultura, em especial da arte de palco japonesa. ‘Gueino’ significa ‘arte de palco’, e aqui apresentamos as mais diversas modalidades desta arte, ajudando a divulgar a cultura japonesa para todos, descendentes ou não. Vivemos em um país multicultural, e é importante que todos aprendam um pouco sobre cada cultura. Nosso papel aqui, com este evento, é divulgar a cultura japonesa para os brasileiros.”

Missão muito bem cumprida, por sinal. Foram dois dias inesquecíveis, com belíssimas apresentações e performances de encher os olhos.

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5° Festival de Sanshin – Sanshin no Hi

No último domingo, 07 de março, foi realizado no bairro da Liberdade, em São Paulo, o 5º Festival de Sanshin – Sanshin no Hi (e não 3º, como divulgado aqui anteriormente. Desculpem a nossa falha! =P), um evento promovido pela comunidade de Okinawa em comemoração ao Dia do Sanshin (4 de março).
O sanshin é um instrumento bastante tradicional. Trata-se de um shamisen de três cordas, que surgiu em Okinawa e depois foi se expandindo para outras regiões do Japão. Foi trazido ao Brasil pelos imigrantes, e sempre era usado para animar festas da comunidade okinawana.

Alguns instrumentos raros foram expostos no festival.
Na primeira foto, um shamisen de mais de 200 anos,
e na foto logo acima, um shamisen raro,
que não existe mais em Okinawa. Perdeu-se com a 2ª Guerra Mundial.

O evento contou com a participação de diversos grupos tradicionais de shamisen, como o Ryukyu Minyo Kyokai e o Ryukyu Minyo Hozonkai. Além disso, também houve apresentações de dança tradicional (Ryukyu Buyo) e de taiko, com os grupos Requios Gueinou Doukoukai e Ryukyu Koku Matsuri Daiko. Este último, aliás, tratou de fechar o evento com chave de ouro.
Também tivemos algumas atrações internacionais, como o grupo Tontonmi e a cantora Kanako Horiuchi, que nasceu em Hokkaido e se interessou pela música de Okinawa após ver de perto uma apresentação no Japão. Ela toca sanshin há 10 anos.
“Fiquei muito contente em poder participar de um evento como este aqui no Brasil”, diz a cantora. “Me senti como se estivesse em Okinawa!”

A cantora Kanako Horiuchi, uma das atrações internacionais do evento


O auditório da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, com capacidade para cerca de 700 pessoas, lotou com este evento, o que ilustra a popularidade do shamisen entre a comunidade okinawana.
Um dos principais mestres de sanshin no Brasil, o sensei Seitoku Nakandakare, presidente do Ryukyu Minyo Kyokai do Brasil, ressaltou a importância do festival: “Eventos como este ajudam a manter as tradições de Okinawa, e, consequentemente, transmití-las para as gerações seguintes, nisseis, sanseis, yonseis, etc.” Opinião esta também expressa pelo vice-presidente da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, o sr. Shinji Yonamine, que destacou o interesse dos jovens da comunidade pelo shamisen. “É uma satisfação muito grande ver os mais jovens se interessarem pelo aprendizado do sanshin. Isso, com certeza, ajuda a preservar e a fortalecer as tradições de Okinawa.”
O sr. Yonamine foi ainda mais além, destacando também a participação de não-descendentes nos grupos de shamisen: “Hoje também há muitos não-descendentes que se interessam pelo sanshin, e aprendem a tocar o instrumento. Isso mostra que a tendência do sanshin no Brasil é crescer e se modernizar, além de promover o intercâmbio com outras comunidades. Tudo isto através de um único instrumento, que saiu de Okinawa e se tornou universal.”

A seguir, temos alguns dos momentos mais importantes do festival

Apresentação do grupo Ryukyu Minyo Kyokai (ao centro, o sensei Seitoku Nakandakare, de kimono azul):

Apresentação do grupo Ryukyu Minyo Hozonkai:


Apresentação de música e dança, com a mestra Shigeko Gushiken:

Apresentação de dança (Nanyou Chidori) – Yoriko Shimabukuro e Juliana Izu:


Apresentação de dança (Wakasyu Zei) – Saito Satoru Ryubu Dojo:



Requios Gueinou Doukoukai Eisa Daiko:



Ryukyu Koku Matsuri Daiko:








Nosso colunista Daniel “Sheider” (ao centro) junto com os membros
do Ryukyu Koku Matsuri Daiko

E foi isso, galera. Um evento super bacana, e um espetáculo muito bonito de se ver.
Parabéns aos participantes e aos organizadores do evento, pelo esforço de divulgar a bela e rica cultura de Okinawa. Chibariyo!

Por enquanto é só, pessoal. Aguardem as próximas postagens!

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3º Festival de Sanshin – música tradicional de Okinawa

Dica cultural pra vocês, galera… no próximo dia 7 de março (domingo), será realizado aqui em São Paulo o 3º Festival de Sanshin. Sanshin, pra quem não conhece, é um instrumento tradicional – trata-se de um shamisen de três cordas, oriundo da província de Okinawa. No Brasil, há uma quantidade considerável de músicos que tocam esse tipo de instrumento. E, claro, a maioria deles descende de imigrantes de Okinawa.



Além de vários grupos tradicionais de shamisen, o evento também contará com a presença dos grupos de taiko Ryukyu Koku Matsuri Daiko e Requios Gueinou Doukoukai, bastante conhecidos por participarem de eventos como o Festival do Japão e ajudarem a difundir a cultura da província de Okinawa.

Uma ótima pedida para quem admira, ou mesmo quer conhecer um pouco da cultura de Okinawa.

Portanto, anotem na sua agenda:

3º Festival de Sanshin (Shamisen de Okinawa)
Data: 07 de março de 2010 (domingo) – a partir das 13hs

Local: Associação Okinawa Kenjin do Brasil
Rua Dr. Tomás de Lima, 72 – Liberdade – São Paulo

(próximo à estação Liberdade do Metrô)

Entrada franca

Informações: (11) 3106-8823 (horário comercial)

Obs: Em breve, o J-Wave fará uma série de matérias sobre a cultura de Okinawa no Brasil. Fiquem ligados!

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Crítica | ROOKIES

Muitos podem dizer que é mais um dorama de esporte, porém ROOKIES impressiona desde o primeiro momento. Primeiro pelo seu elenco cheio de estrelas como Sato Ryuta, Koide Keisuke, Takeru Sato, Shirota Yu, Nakao Akiyoshi, Ichihara Hayato entre tantos outros. Segundo por ter sua música tema, do grupo GReeeeN e ter sido a música mais tocada em karaokês no Japão. Ainda em termos musicais temos a música Kiseki como destaque ao lado de Prisoner of Love da Utada Hikaru (do dorama Last Friends), no jogo Taiko no Tatsujin 12, sendo divulgada que era a música tema do dorama.

Quando comecei assistir a série, e percebi que seria uma série aonde um professor faria uma turma derrocada de baseball renascer, pensei que já tinha visto isso antes. Na verdade, já tinha mesmo, já que acompanhei a professora “yakuza” Yamaguchi Kumiko (interpretada por Nakama Yukie) em Gokusen, o professor “motoqueiro” Onizuka Eikichi em GTO (interpretado por Sorimachi Takashi) e por fim o advogado e também professor Sakuragi Kenji em Dragon Zakura. Será que o ator Sato Ryuta conseguiria-me surpreender e trazer uma nova faceta de um professor que luta pelos seus alunos? Pois bem, surpreendeu e foi muito mais além de que todos anteriores citados, pegando uma turma digna de viver no mesmo universo de Crows ZERO, portanto um caos na Terra.
Porém o que esperar de um mangá popular da Shounen Jump adaptado na forma de dorama? Não só isso, ROOKIES se orgulha de ser o nono título mais vendido da Shounen Jump, com 2.765.163 cópias vendidas. O mangá criado por Masanori Morita, demonstra ainda resquícios de uma violência exagerada, o que seria uma certa influência de quando trabalhou como assistente com Tetsuo Hara em Hokuto no Ken, outro clássico da Jump. E precisamos lembrar que a Shounen Jump é o berço da maioria das produções japonesas exibidas na televisão brasileira e lançadas nas bancas brasileiras?
Se as maiorias das produções da Jump viram anime, ROOKIES foi adaptado em dorama, nas mãos de Izumi Yoshihiro. E que não é nada desconhecido, tendo trabalhado em Yaoh, Sailor Fuku to Kikanju, Hanayome to Papa e no especial Anmitsu Hime.

Na maior parte da série, tivemos como diretor, Hirakawa Yuichiro que só tem série de nome em seu currículo. Só pra ver um pouco do currículo dele: Temos desde o excelente Stand Up!!, passando por Good Luck!!, Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu, Byakuyako, Sailor Fuku to Kikanju e até os sucessos de 2009, como MR. BRAIN e JIN.
Produzida pela TBS, um dos melhores canais de produção de doramas, a série foi exibida as noites de sábado às 20 horas, num total de 11 episódios. Faturando cinco prêmios da 58th Television Drama Academy Awards nas categorias: melhor dorama, melhor ator (Sato Ryuta), melhor ator coadjuvante (Ichihara Hayato), melhor tema (Kiseki – GreeeeN), e faturando o Special Award – Nikogaku Nine. Além disso, a série ganhou como melhor dorama renzoku da 2nd Tokyo Drama Awards e 13th Asian Television Awards. Portanto, haja fôlego que ainda nem entramos na série.

A história
A escola Futakotamagawa contrata o professor inexperiente para o cargo de literatura japonesa chamado Koichi Kawato (Sato Ryuta). Tendo um histórico nada animador, como ter espancado e arremessado um aluno do segundo andar, Koichi Kawato chega à escola com um sorriso pronto pra “domar” a difícil classe do segundo ano.

Os alunos do clube de baseball não freqüentam as aulas, causam confusão, usam a sala do clube pra jogos e até pra sexo com alunas da escola. Os alunos foram proibidos de jogar, depois que foram suspensos por agressão durante um jogo, sendo proibidos de jogar por seis meses. A escola para não expulsar todo mundo, dá certos privilégios aos alunos, e a contratação do esquentado Kawato seria ideal para expulsar a turma da escola.
Porém, todavia, no entanto não é bem isso que aconteceu já que Koichi Kawato compra o sonho de jogar baseball e as muitas discussões e porradarias (você nunca vai ver tanto sangue, porradaria e um professor sofrer agressões, como nessa série), ele consegue convencer Mikoshiba Toru (Koide Keisuke) a não abandonar a escola por seu sonho de jogar baseball. De brinde, o professor ganha a chave da sala de baseball e começa uma enorme revolução, tirando tudo que não remetia ao sonho do time de ir jogar em Koshien.

O segundo a acreditar no professor é o Sekikawa Shuta (Nakao Akyoshi) que acaba levando uma porrada de Shinjo Kei (Shirota Yu) desmaiando inconscientemente ao ter sua cabeça estourando a janela do banheiro.
Assim os alunos vão acabando entrando aos poucos pro time, na porradaria, o Kawato solta uma frase celebre que eles são amigos que não conseguem conversar e resolvem na porrada suas diferenças.

Desde o primeiro momento, Kawato não recebe apoio nem do diretor, e nem mesmo dos professores da escola. Todos ali, com raras exceções, estão esperando que sonho do Kawato se despedace entre as brigas dos alunos.

E bom, sobre as brigas, o próprio Kawato faz muita vista grossa, esperando a união do time, que ele como treinador, está aprendendo e sabe bem menos que todos ali.

Aniya Keiichi (Ichihara Hayato), o melhor arremessador do time, está de volta e com isso o time está quase completo. A sua volta é bastante tempestuosa porque ele também tinha um sonho e tinha receio desse retorno inesperado por causa do professor.

Participando de treino com uma escola vizinha, o grupo ganha confiança e volta a treinar intensamente. Porém ainda falta o retorno de Shinjo Kei que é digno de ser um personagem misterioso e confuso, que só quer jogar com os amigos, mas não se aceita parte do grupo.
Kawato decide que o inseguro Mikoshiba tem que ser o capitão do time, assim sendo um desafio pessoal e do time, em manter unido, e atravessar os obstáculos criados por ele mesmo de insegurança.
O maior desafio do time é enfrentar seus fantasmas do passado, assim começa um jogo amistoso com uma escola vizinha em que um dos principais jogadores é um ex-parceiro do time. Um dos culpados pela briga de seis meses atrás e que trocou de escola continuando ser violento e bagunceiro, como eles eram no começo da série.
Será que eles vão conseguir ir pra Koshien? Tem muito chão pela frente, mas Kawato claro que não só eles vão pra Koshien, mas que ambos vão sorrir em sua formatura daqui um ano.
A série ainda ganhou um filme nos cinemas, lançado em maio de 2009, chamado ROOKIES: A graduação, chamando grande atenção e sendo um sucesso.

ROOKIES é altamente recomendável, principalmente para que gosta de séries como Gokusen, GTO, além de ser uma boa pedida, pra quem esperava uma série de baseball desde H2 – Kimi to Itahibi.

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Japão, Gaijin e entretenimento!

A palavra “Gaijin” significa, literalmente, “pessoa de fora”, pois é formado pelo kanji de pessoa(jin) e o kanji de fora(gai). É a maneira que os japoneses chamam as pessoas de outras nacionalidades. Existem também outras formas que eles utilizam, já que essa é considerada desrespeitosa.

Passada a explicação, a novidade é que teremos personagens Gaijin, um em um filme live-action e o outro em um anime. Não que isso seja uma novidade, mas o caso é que nesses lançamentos em especial, o fato deles serem estrangeiros é um dos pontos em destaque.

O primeiro personagem é no filme live-action Darling wa Gaikokujin(que foi traduzido como My Darling is a foreigner, ou seja, meu querido é um estrangeiro) . Ele será baseado no mangá de mesmo nome que foi escrito por Saori Oguri, que se baseou em sua própria experiência de ter um marido não-japonês.

Para assistir o trailer é só entrar aqui e esperar o vídeo aparecer. Confira uma foto do mangá abaixo:

O segundo Gaijin aparecerá no longa Junod, onde veremos Mercel Junod, que é o primeiro médico estrangeiro a pisar no Japão logo após os eventos da bomba de Hiroshima. O longa está previsto para 2010.

Você pode conferir o trailer aqui . É só clicar em uma das telinhas.

Fonte: Anime News Network
Anime News Network

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Artigos Música

GReeeeN


GReeeeN tem um diferencial, seus rostos sempre ficaram escondidos dos holofotes da mídia japonesa, porque decidiram preservar sua outra profissão. Formados dentistas, a banda foi um hobbie que se tornou uma segunda profissão com seu debut em 2007, mesmo assim, eles não querem deixar de atuar na profissão que se formaram e que gostam de fazer. Por isso, preferem que sua identidade não seja revelada e mesmo gravando um show na televisão, seus rostos foram censurados pra preservar a identidade dos membros.

O grupo que se tornou um dos grandes destaques musicais em 2008, com a música Kiseki, para o dorama ROOKIES, se tornou a mais cantada em karaokês no Japão, como também a com maior destaque na versão mais atual do jogo Taiko no Tatsujin.
Quem é Quem

Hide
Nasceu em 3 de abril de 1980 em Takatsuki, na prefeitura de Osaka. Dentista. Tipo sanguíneo A.

Navi
Nasceu em 30 de abril de 1980 em Sendai, na prefeitura de Miyagi. Trabalha na prefeitura de Chiba. Tipo sanguíneo O.

92
Nasceu em 21 de março de 1982 na prefeitura de Okinawa. Dentista. Tipo sanguine A

Soh
Nasceu em 2 de fevereiro de 1981 na prefeitura de Saga. Freqüentando a faculdade. Tipo sanguíneo A.
Começo de carreira

Tudo começou em Kooriyama, em 2002, quando Hide, Navi e Jin (irmão de Hide) formaram o grupo GReeeN, onde cada membro era um “e” do nome. Jin tinha outra banda chamada Pay Money To my Pain que apoiou a criação da banda.

Dois anos depois, a banda ganha dois novos membros, 92 e Soh, e Jin tornando produtor do grupo. Outra mudança foi a inclusão de mais um “e” agora se chamando GReeeeN.

Em 2006, o GReeeeN acabou gravando seu primeiro álbum, com mesmo nome do grupo, colocando pra vender numa loja de CDs da cidade. Fizeram uma tiragem de apenas 50 cópias.

A banda no mês seguinte, teve sua demo analisada pela EDWARD Ltda de Sendai, tornando-se novo membro do selo pertencente a Universal Music, a Nayutawave Records.

O debut

Em 24 de janeiro, acontecia o grande debut do grupo, com o lançamento de seu primeiro single, Michi. O sucesso veio em números, vendendo 3.904 cópias na semana de lançamento, tornando GReeeeN o 39º artista mais vendido, segundo a Oricon.

Porém, os resultados não foram tão bons no lançamento do seu segundo single, o High G.K Low, que teve um desempenho bem pífio ao vender apenas 976 cópias na primeira semana, jogando GReeeeN na 97º posição.

A sorte viria em 16 de maio, com o lançamento de Ai no Uta, terceiro single do grupo, vendendo 12.956 cópias, conquistando nada menos que a 2º posição de single mais vendido da semana. Um número nada mal, para uma banda que teve seu debut em janeiro do mesmo ano. Pra se ter uma idéia, Ai no Uta vendeu num total 255.957 cópias ao todo.

A, Domo. Hajimemashite. – O primeiro álbum do GReeeeN

Em 28 de junho, veio o primeiro álbum do GReeeeN, chamado A, Domo. Hajimemashite, que vendeu os impressionantes 130.361 cópias na semana de lançamento Ficando na segunda posição, o álbum vendeu ao todo os impressionantes 560.386 cópias.

Kiseki – o número 1 da Oricon

O sétimo single do GReeeeN, veio em 28 de maio de 2008, se tornando o mais famosos de todos os tempos. A música foi usada no dorama ROOKIES, baseado no shounen manga de sucesso da Weekly Shonen Jump.

Como já foi comentado, o dorama foi um grande sucesso da televisão japonesa, e a música se tornou uma das músicas mais populares de 2008.Vendendo 186.097 cópias na primeira semana, o single Kiseki levou GReeeeN a primeira posição da Oricon.

A música se tornou destaque da máquina Taiko no Tatsujin, junto com a música Prisoner of Love, da cantora Utada Hikaru, usada como tema do dorama Last Friends, outro grande destaque de 2008.

Kiseki ainda se tornou o quarto single mais vendido de 2008, como também a música mais tocada nos karaokês.

Entre outros méritos da Kiseki foi também ficar em 1° lugar no top semanal do Chakuuta ranking.

Kiseki ficou em 1º lugar na Oricon durante seis semanas seguidas, tendo acumulado num total de 530.196 cópias vendidas sendo o primeiro grande sucesso do grupo GReeeeN.

A, Domo. Ohisashiburi Desu – O segundo álbum

Um mês depois de Kiseki, veio o segundo álbum do grupo gravado em estúdio, o A, Domo. Ohisashiburi Desu. Vindo com alguns sucessos como Hito, BE FREE, Tabidachi, além do próprio Kiseki, o álbum vendeu 377.070 cópias em sua semana de lançamento. Conquistando o 1º lugar da Oricon, o álbum ficou entre os mais vendidos durante 3 semanas consecutivas, vendendo num total 873.289 cópias.

Tobira

Lançado em 3 de dezembro, o oitavo single do grupo repetiu o sucesso, obtendo 42.394 cópias vendidas. Lançamento fechou o ano de 2008 que com certeza foi o ano mais importante do grupo.

Tobira veio como música tema Kimi omoi para o dorama Nanase Futatabi, que havia estreado na NHK.

Ayumi

O primeiro single de 2009, veio em 28 de janeiro com 71.846 cópias vendidas em sua semana de lançamento. Ficando na segunda posição da Oricon, Ayumi ficou no top 10 de músicas mais tocadas de janeiro e fevereiro no Japão.

Setsuna

Na minha opinião, um dos melhores trabalhos do grupo, Setsuna veio em 11 de março, com 63.429 cópias vendidas em sua primeira semana. Ficando em quarto lugar na Oricon, o décimo single do grupo vendeu 95.313 cópias.

BAReeeeeeeeeeN

Paralelo a fama com o grupo GReeeeN, os membros se uniram com alguns membros do grupo BACK ON e o produtor Jin (irmão de Hide e ex membro da banda Pay money to my pain), gerando o novo grupo BAReeeeeeeeeeN.
Shio , Kosho

O terceiro álbum do grupo, vem em 10 de junho, aproveitando o embalo do filme baseado no dorama ROOKIES, chamado “ROOKIES -Sotsugyou-” que estreou no Japão no dia 30 de maio.
O álbum está sendo lançado em dois modelos, batizados de A e B. No modelo A, virá com um dvd com 4 videoclipes, enquanto o modelo B virá com a música Kiseki, grande sucesso de 2008 e tema do dorama ROOKIES.

Ainda para promover o filme, o décimo primeiro single, o Haruka está sendo relançado com uma capa que remete ao ROOKIES.

Em 2009, GReeeeN repetiu sucesso do ano anterior, e parte disso ainda são reflexos da canção Kiseki e do dorama ROOKIES que continuam em moda no Japão. Porém, a banda anunciou recentemente que está se separando porque preferem levar a carreira que eles se formaram a sério e não a carreira de cantores. Uma pena pro mercado pop japonês.

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Taiko no Tatsujin

Com certeza, você já deve ter visto um amigo seu jogando no seu PSP ou no seu DS, ou mesmo ter visto algum anime, dorama, ou filme aonde as pessoas jogaram esse “estranho” jogo.
Batizado no ocidente de Taiko: Drum Master, o jogo produzido pela Namco virou uma grande sensação por utilizar uma arte milenar japonesa, de forma tão “pop”.

Para quem não sabe, em japonês, Taiko significa Grande Tambor com a união dos kanjis Tai (grande) e ko (tambor). No caso de Taiko no Tatsujin, ele já rendeu mais de 11 edições diferentes desde em sua estréia em 2001.

O sucesso do Taiko no Tatsujin fez a Namco até desenvolver um projeto paralelo, lançado para Nintendo, que foi o Donkey Konga, aonde o controle foi adaptado para bongos, você batia do lado direito e esquerdo e também batia palmas. Infelizmente, esse “spin off” só durou três edições se encerrando com o jogo Donkey Konga 3, depois disso foram produzidos outros jogos usando o bango como Donkey Kong Jungle Beat.
TaTaCon – O controle do Taiko no Tatsujin

A grande graça do jogo é no controle, tanto nos Arcade, como nas suas versões caseiras. Você usa um tambor estilo japonês, com duas plaquetas, batendo do lado direito e do lado esquerdo, de acordo com as os comandos da música no jogo.

O controle, adaptado para Playstation 2 e Wii, são encaixados no videogame como um controle normal. No caso do Wii, o TaTaCon é encaixado no Wii Remote, na mesma saída aonde é encaixado o nunchak e o classic control. No Nintendo DS, as plaquetas foram substituídas por duas canetas que você bate na tela touch. A versão mais sem graça fica para o PSP, aonde adaptaram para os botões tradicionais, perdendo a graça do jogo.
Jmusic, Anime, Dorama e muito mais

Um dos motivos do jogo ter caído no gosto do jogador japonês, foi justamente além da diversão de tocar taiko, é a seleção de músicas que cada nova versão ganha.

Na parte de animês os clássicos, como Ai wo torimodose! Tema de Hokuto no Ken até canções recentes como Hare Hare Yukai de Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Isso sem esquecer Doraemon, Pokemon, Touch que também marcam presença na série.

Em jpop, dependendo da edição, podemos encontrar Sakuranbo da Ai Otsuka, WON´T BE LONG! Da Koda Kumi e Exile entre outros sucessos do mercado fonográfico japonês.

Além de trazer temas de animes, alguns doramas também tem sua vez em alguns jogos da série.
Outro gênero sempre presente são os temas de jogos da própria Namco, como Brave Sword, Braver Soul de Soulcalibur II e Ridge Racer. Isso sem contar canções clássicas, além de canções originais feitas pela própria Namco.

Vale frisar o mais popular dos gêneros são os animes, tanto que já até ganhou jogo só disso, para Playstation 2, batizado de Taiko no Tatsujin: Tobikkiri! ANIME SUPESHARU.
Taiko: Drum Master o jogo chega aos EUA

Em 2005, a Namco levou a sua franquia para a América, a batizando de Taiko: Drum Master. Para a versão americana, sai a jmusic, sai as músicas de anime, e entra as músicas pop ocidentais.
Trazendo Toxic de Britney Spears, ABC de Jackson Five, Material Girl de Madonna, esses são alguns exemplos da lista de músicas da versão americana. De animes, veio “Rock the Dragon” do tema americano de Dragon Ball Z.

Mesmo trazendo uma seleção interessante e o controle TaTaCon, o jogo não emplacou, sendo o único produzido no ocidente.
Don e Katsu – Os mascotes de Taiko no Tatsujin

Os mascotes do jogo receberam o nome Don e Katsu, graças ao som produzido quando você toca taiko. Ironicamente, os nomes deles também fazem um trocadilho com a culinária japonesa, pois Katsudon é um prato com carne de porco de lá.

Taiko no Tatsujin no Brasil

E não é que o fliperama de Taiko no Tatsujin está no Brasil? O parque de diversões Hot Zone, importou Taiko no Tatsujin os colocando-nos mais balados shoppings do Brasil. No Rio de Janeiro, podemos encontrar Taiko no Tatsujin 3, no BarraShopping, enquanto em São Paulo, podemos encontrar no Morumbi Shopping. Completamente diferente de jogar da versão caseira, se você tiver nessas duas cidades, não perca a chance única que é jogar Taiko no Tatsujin.
Taiko na cultura pop

O sucesso do jogo pode ser medido na participação sempre que presente em animes, doramas e até filmes estrangeiros.
O jogo aparece na despedida da orquestra do dorama Nodame Cantabile, como também aparece na sua versão anime no episódio 13.
O filme Wasabi com o Jean Reno, Taiko no Tatsujin também bate carteira em cena. Nesse caso, o que rouba a cena no filme é Jean Reno em Tóquio dançando Dance Dance Revolution.
No anime Lucky Star, aparece no episódio 2, as garotas jogando Taiko no Tatsujin, irônicamente, a música escolhida é Hare Hare Yukai do animê The Melancholy of Haruhi Suzumiya.
Outro filme que o Taiko marcou presença foi Encontros e Desencontros lançado em 2003, da Sofia Coppola. Tendo no elenco Bill Murray e Scarlett Johansson, o filme se passa em Tóquio e mostra um relacionamento entre os dois ligado a carência por uma terra estranha.

Viagem no Japão

Viajei para o Japão em dezembro e joguei principalmente a edição 12 que tem músicas como Kiseki do grupo GReeeeN do dorama ROOKIES e Prisoner of love da Utada Hikaru, tema do dorama Last Friends. Ficando 3 meses no Japão, jogava Taiko no Tatsujin sempre quando encontrava uma loja de fliperamas, sendo em Tokyo, Nagasaki ou Nagoya, quem acompanhou minha viagem, sabe o quanto Taiko no Tatsujin aparecia na viagem.
Jogos Lançados

Arcade

Taiko no Tatsujin (Fevereiro 2001)
Taiko no Tatsujin 2 (Agosto 2001)
Taiko no Tatsujin 3 (Março 2002)
Taiko no Tatsujin 4 (Dezembro 2002)
Taiko no Tatsujin 5 (Outubro 2003)
Taiko no Tatsujin 6 (Setembro 2004)
Taiko no Tatsujin 7 (Setembro 2005)
Taiko no Tatsujin 8 (Março 2006)
Taiko no Tatsujin 9 (Dezembro 2006)
Taiko no Tatsujin 10 (Setembro 2007)
Taiko no Tatsujin 11 (Março 2008)
Taiko no Tatsujin 11 Asian Version (Abril 2008)
Taiko no Tatsujin 12 (2008)

Nintendo DS

Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon (26 Julho 2007)
Meccha! Taiko no Tatsujin DS: 7tsu no Shima no Daibouken (24 Abril 2008)

Playstation 2

Taiko no Tatsujin: TATAKON de DODON ga DON (24 Outubro 2002)
Taiko no Tatsujin: DOKI! Shinkyoku Darake no Haru Matsuri (27 Março 2003)
Taiko no Tatsujin: Appare Sandaime (30 Outubro 2003)
Taiko no Tatsujin: Waku Waku ANIME Matsuri (18 Dezembro 2003)
Taiko no Tatsujin: Atsumare! Matsuri da!! Yondaime (22 Julho 2004)
Taiko no Tatsujin: GO! GO! Godaime (09 Dezembro 2004)
Taiko no Tatsujin: TAIKO DRUM MASTER (17 Março 2005)
Taiko no Tatsujin: Tobikkiri! ANIME SUPESHARU (04 Agosto 2005)
Taiko no Tatsujin: Wai Wai HAPPI- Rokudaime (08 Dezembro 2005)
Taiko no Tatsujin: DON-KA! to Oomori Nanadaime (07 Dezembro 2006)

PlayStation Portable

Taiko no Tatsujin: Po-taburu (04 Agosto 2005)
Taiko no Tatsujin: Po-taburu 2 (07 Setembro 2006)

Advanced Pico Beena

Taiko no Tatsujin (2005)

Telefone celular

Taiko no Tatsujin Mobile

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Crítica | Hero – O maior blockbuster de todos os tempos do Japão


Para estrear a seção doramas, não podiamos, começar com outro senão o maior dorama de todos os tempos no Japão. Hero tem diversos fatores pra ter sido um sucesso, desde sua trilha sonora assinada pela Utada Hikaru, no seu auge, como também ter como protagonista o ator Takuya Kimura, isso sem mencionar Matsu Takako que já havia feito par romantico com ele em outros doramas.

Um pouco sobre a série

Falar do dorama Hero, com certeza é um grande desafio. Não é todo dia que nos deparamos com uma série que bate um “recorde” de audiência dos últimos 25 anos de novelas na televisão japonesa.

Assistir Hero mesmo sendo de 2001, dá a sensação de ser uma série antiga americana, por sua música tema, ser tão característica daquela época de ouro. Os personagens andando em cena, com grandes kanjis aparecendo na tela, apresentando os atores, parece com a de séries americanas, como Dallas, criada em 1978 e cativou o Brasil nos anos 80 na Rede Globo.

Repleto de participações especiais, a novela bateu o recorde quando a cantora Utada Hikaru, fez uma participação especial como garçonete numa cena servindo o ator e também cantor Takuya Kimura.

Não preciso lembrar que um dos motivos da alta audiência se deve especialmente ao “casal” Takuya Kimura e Matsu Takako. Depois do amor platônico em Long Vacation e do casal “Gata e Rato” em Love Generation, o casal estava de volta às telas, após quatro longos anos.

Hero: Entrando no universo dos promotores públicos
Antes de entrar nesse universo, devemos deixar claro o que um promotor da justiça faz. Sendo membro do Ministério Público, o promotor num grosso modo é quem irá fiscalizar que a lei está sendo cumprida.

A figura do promotor é aquele que irá promover a justiça, para isso, utilizará de recursos como, encaminhar denúncias e delitos da área criminal. O papel do promotor é ser a defesa do Estado, não interferindo e nem prejudicando a obtenção de provas, para que seja feita efetivação da justiça. Na série Hero, muitas dessas funções são demonstradas um pouco exaltada, pelo jeito abordado na série. O personagem Kuryu Kohei realiza investigações, dando mais a impressão que o promotor atua como detetive nas investigações, antes de decidir se denuncia ou não, o acusado.

A chegada de um novo promotor

Um dos casos mais importantes da atualidade teve seu vazamento de informações, chamando a atenção de vários jornalistas, que se posicionam na frente do escritório em Tóquio, causando preocupação desde a cúpula, a todos os promotores ali presentes.

Eles nem percebem, mas hoje chega um novo promotor, transferido do interior. Chamado Kuryu Kohei, esse promotor é diferente de todos que já se viu. Trocando os tradicionais ternos, por calça jeans, camiseta e uma jaqueta marrom, Kuryu não tem uma formação acadêmica de faculdade, pois obteve sua licença de promotor, ao apenas fazer a prova e conseguindo com esforço próprio.

Kuryu chega ao escritório e percebe que estão todos trabalhando, e tenta ver televisão, mas esta quebrada e tenta conserta – lá. Quando conserta, todos os promotores vêem televisão e acham que o Kuryu é um técnico, por seus trajes.

Amamiya Maiko que havia pedido transferência, pra ser auxiliar do novo promotor, logo entra na sala do chefe, Ushimaru Yutaka, lamentando profundamente por sua escolha. O chefe, apenas diz que não é fácil ficar mudando de cargo assim, que a cúpula não é tão maleável assim.

Voltando para a sala, ela vê Kuryu fazendo exercícios físicos em aparelhos que você compra ao ver na televisão, descobrindo que ele é viciado nessas coisas. Por toda sala, tem aparelhos “milagrosos” de emagrecer, ou tantos outros aparelhos que chegam a ser vendidos aqui também da mesma forma.

O ladrão de calcinhas

O primeiro caso de Kuryu é sobre um ladrão de calcinhas que foi preso, mas que nega piamente que tenha cometido tal crime. Amamiya fica surpresa, que Kuryu investigue um caso tão “bobo” desse tipo, indo à casa do sujeito, vendo uma coleção de animes hentais que ele grava que foi no mesmo horário do suposto crime. Num interrogatório com o suposto culpado, ele revela que tem o estranho costume de comprar calcinhas usadas, de uma loja em Tóquio. Kuryu se revela interessado pela loja, causando a fúria de Amamiya.

Para conferir se as calcinhas são de suas respectivas donas, ele chama as vitimas para prestar depoimento, fazendo Amamiya perder a paciência, sobre um testemunho de que calcinha cada mulher ali presente, usa. Todas elas negam que aquelas calcinhas sejam delas, reforçando a idéia que o acusado estava certo.

Conferindo os animes no dia do crime, Kuryu percebeu que a fita não foi programada pra gravar, que o próprio acusado, teria gravado manualmente.

Por fim, utilizando uma das bugigangas compradas por telefone, Takuya instala numa dos varais das garotas, um alarme que disparada quando a roupa for arrancada. Assim, o verdadeiro ladrão de calcinha é preso, fazendo Amamiya aprender que todo caso é um caso, sem mais e sem menos.

Amamiya encrencada

Um dia, encontrando Kuryu e uns amigos no bar, que eles costumam jantar, Amamiya pensando no dilema que foi sempre certinha, acaba aceitando o convite de um dos amigos do Kuryu, indo para uma boate próxima que é cassino ilegal.

Chegando lá, Amamiya chega bem na hora que a policia pega em flagrante, causando uma vergonha pública pro escritório. Kuryu que vai a polícia pra ajudar a soltar Amamiya, que fica desesperada, por ter percebido que algo que estava em sua bolsa havia sumido.

Causando indagações da polícia e do escritório, chegam a suspeitar que a tímida e discreta Amamiya esteja envolvida com drogas. Por fim, ela forçando ao Kuryu investigar na antiga boate, encontra pistas sobre o caso, mas nada sobre o que ela misteriosamente tinha em sua bolsa.

Ironicamente, Kuryu revela no final que sempre esteve com ele e era um pingente do amor que vai fazer a pessoa encontrar o parceiro ideal.

Outros casos

Contamos apenas 2 casos, dos 11 capítulos, aonde por sinal os melhores ainda não foram citados. Por exemplo: A rival de Amamiya, uma advogada que namorou o Kuryu e vai ser rival dele no júri, achando que Amamiya é a namorada atual.

Temos um dos casos finais, que é sobre crime político, aonde dinheiro usado ilegalmente em campanha eleitoral.

Esses são alguns casos que a novela trás, sempre fazendo Kuryu e os outros promotores, investigarem para tentar solucionar o mistério. Para quem gosta de livros de suspense da escritora Agatha Christie, como o detetive belga Hercule Poirot, essa série é uma excelente pedida.

Logicamente, por Kuryu ser tão polêmico em seus casos, sempre batendo o pé, não ligando se a pessoa é uma celebridade, ou alguém poderoso, vai resultar em problemas pra cúpula. Chegando ao auge da série, que é o promotor provar que está certo e que o sistema se adaptou a dar tratamento diferenciado as pessoas. Agora pra provar isso, Kuryu terá que pagar o preço.


Hero Especial *Spoiler* – Dados sobre o fim da série

Cinco anos se passaram desde o fim da série Hero. Kuryu foi transferido pra Sapporo, aonde trabalhou esses cinco anos, longe do escritório Jôsei em Tóquio. Agora, está na hora de se transferir de novo, assim se mudando para a cidade litorânea de Nijigaura.

Uma cidade sem crimes, e extremamente nacionalista, valorizando tudo que se fabrica por lá, gerando uma das economias mais impressionantes da região. Essa tranqüilidade se deve a apenas um homem, Takita Akihiko, que controla diversas empresas na cidade, desde hotéis, construtoras, carros, fazendo a população ser totalmente grata a ele.

O que acontece quando esse mesmo homem comete um crime? E se ele apresenta dizendo que é culpado? Sobrou pro novo promotor, Kuryu Kohei, a missão de enfrentar a população e ir atrás das provas desse crime que abalou a cidade.

Para quem tava com saudades de Hero, decepciona, porque todos os personagens da série original só fazem participação especial, sendo o centro dos holofotes, o personagem Kuryu Kohei. Logicamente o especial tem pontos positivos, como manter a mesma atmosfera da série original, isso graças o elenco de apoio que consegue manter a mesma temática da série original.

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Japão: Nagasaki parte 2 – Coco Walk



Conhecendo Nagasaki, eu e o Renato fizemos check in num hotel, que gerou uma história hilário no episódio anterior e logo optamos por conhecer a cidade. Tendo uma temperatura fria amena, achei estranho andar só de camisa comprida, quando dois dias atrás eu estava no meio da neve em Nagano.


Um dos ícones da cidade é o prédio Coco Walk, que tem uma roda gigante no topo externo do prédio. Tendo cinemas da Toho no térreo, o prédio tinha uma exposição sobre pipas, além de outra mostrando festivais do Japão antigo, repleto de restaurantes típicos num cenário imitando esse Japão antigo.



Achei engraçado uma das lojas se chamar “Mercado”, mas lembrando que esta é uma cidade que foi colonizada português não é impossível achar coisas no nosso idioma.


Destaque para o Sega World no topo do prédio, decidimos ir lá jogar videogame mais uma vez. Quem conhece a história desde o começo sabe que eu joguei fliperama pra caramba no Japão. Pois bem, aqui tiramos muitas fotos da Sega World pra mostrar um pouco como é uma dessas fascinantes lojas de fliperama.

Logicamente para os funcionários da Sega World, tanto eu como Renato devemos ter parecido dois retardados, mas não escondo que foi muito divertido tirar as fotos por lá.


Vocês estão vendo caça niquel da Koda Kumi, maquina pra trocar dinheiro do Sonic, fliperama da Sega do Rambo, muita coisa legal que tem no Japão e que nunca vai chegar no Brasil. Acho que esse post é bem esse intuito, de deixar as pessoas com vontade de jogar fliperama.

Vale um aviso especial, em todos esses lugares sempre tinha um aviso na parede para os alunos não virem de uniforme, porque seriam punidos. Na ocasiao encontramos alguns colegiais jogando lá dentro, parece q a placa é bem estilo brasileiro, porque como tem máquinas de aposta, se os alunos nao tiverem de uniforme não podem ser punidos. Entendeu? Os japoneses são espertos!


Eu não preciso contar aqui, que joguei Taiko no Tatsujin 12, Tekken 6 entre outros jogos de praxe. Infelizmente em Nagasaki não tinha máquinas de Street Fighter IV e não entendi porque, já que os arcades sairam nas lojas em julho de 2008.

Hoje foi mais um retorno, prometo na próxima postagem voltar a contar um pouco dos pontos principais que visitei em Nagasaki na programação normal do J-Wave.



Esse foi um post curto, mas peço desculpa pelo atraso de postar no J-Wave, aconteceram muitas coisas recentemente, que me obrigaram a ficar longe do blog. Até a próxima.

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Japão: Indo pra Toyohashi


No Domingo de Manhã, eu e o Minoru fomos pra casa do pai dele, que mora em Toyohashi.

Para quem não conhece, Toyohashi foi uma das primeira cidades aonde os brasileiros foram trabalhar no Japão, quando houve abertura de trabalho pra descedentes. Por isso, Toyohashi é uma cidade aonde os dois idiomas estão sempre presentes, sendo nas placas, nas lojas, nas ruas e nas proprias pessoas. Chega até matar as saudades do Brasil ver essa paisagem.

Infelizmente isso também se torna uma barreira no idioma, já que estabelecimentos brasileiros, não se costuma ver placas em japones. Outra coisa que infelizmente eu vi na cidade foi pichação, coisa que não vi em outras cidades japonesas. Seria uma influencia negativa do Brasil? É bem comum ver placas escritas de forma bem errada em japones, sobre normas de se estacionar ou até que horas o carro pode ficar estacionado, dando parecer que infelizmente os brasileiros podem estar gerando desconforto aos japoneses, por diferenças culturais.

Encontramos o pai do Minoru na estação, ele veio buscar de carro. Ele realmente é uma figura, sendo que mora no país há mais de 10 anos. O jeito dele falar e principalmente falar besteiras, me fez lembrar meu pai. Também reencontrei o Toshimitsu, amigo do Brasil que havia se mudado pro Japão junto com Minoru há quase 2 anos. Foi muito legal reencontrar ele, alias ele tem um iphone e cheguei a conversar com a Mokona (amiga nossa do Anime Forces) via msn, falando que nós três estavamos juntos no Japão.

Como era horario de almoço, nós 4 fomos para um restaurate em Toyohashi. Eu era o unico não descedente no grupo, mesmo assim foi bom conversar em português e ouvir as besteiras que o pai do Minoru contava. Fomos num restaurante familia no Japão, aonde o refrigerante, você se serve numa máquina, assim que eu provei a Fanta Melon (saudades!!!) entre outros refrigerantes peculiares do Japão. Eu confesso que não lembro o que eu pedi nesse dia, lembro apenas que o Minoru comentou que pediu omelete e comeu um prato que não era dele.

Depois andamos na praça perto da casa do pai do Minoru e depois, fomos no fliperama. Com certeza, pra quem acompanha essa viagem desde o começo sabe o que fomos jogar. Pois bem, fomos jogar Tekken 6 e Street Fighter 4. Lembro que a máquina de SF IV tava vazia, fui seco jogar pra ver se terminava, e logo alguns estagios pra frente, um japones sentou e me expulsou de forma mais patetica. Cadê Taiko no Tatsujin 12? Então, lá só tinha a Taiko no Tatsujin 8 e as músicas eu não curtia, portanto, sem Taiko dessa vez.

Quando anoiteceu, fomos pra casa do pai do Minoru e ficamos lá até mais tarde, vendo especial de Natal do Arashi na televisão. Muitas garotas vão achar estranho que quatro caras estavam vendo o especial do Arashi na televisão, mas digo que foi muito engraçado. Passamos no mercado antes e compramos frios e fizemos misto quente na chapa com pão francês. Detalhe, fazia mais de 20 dias eu não comia um pão francês, ou pãozinho como nós paulistas falamos. Irônico isso, por que nos posts, vocês percebem que eu sinto falta de muitas coisas do Japão, mas a realidade que eu também senti falta do Brasil enquanto estive por lá.

Quase umas 11 da noite, fomos pro terminal de Toyohashi voltar pra casa. Foi um domingo divertido e sinto saudade desse programa de domingo, principalmente vendo o pai do Minoru brincar com ele.

Nunca vou me esquecer dele me zuando, semanas depois quando fui mostrar as fotos das cidades que eu visitei, que ele me zuou que eu tirava fotos da privada.

Alias, Toyohashi é a cidade do Fabio, FX, mas nessa vez eu não encontrei com ele porque havia esquecido no número dele em casa. Acabamos marcando de nos encontrar na minha segunda ida a Toyohashi.

Próximo post, meu retorno a Tokyo. Fui com Minoru para Tokyo ficar apenas 3 dias, depois eu e o Renato cruzamos o Japão em trem balas, viajando em diversas cidades.

A viagem de verdade no Japão começa ainda está essa semana. Fiquem de olho no blog!

Continua

……