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Opinião | A Colônia brasileira no Japão

Por: Giuliano Peccilli

A colonização japonesa no Brasil completou 102 anos, mas pouco se fala do caminho inverso, da “colonização” brasileira no Japão, iniciada nos anos 80. A procura de melhores salários e uma demanda de mão-de-obra fez com que muitos descendentes acabassem fazendo o caminho inverso e indo trabalhar lá.

Talvez não se faça uma conexão, todavia a mão-de-obra japonesa vinda para o Brasil em 1908 veio pelos mesmos motivos, quando o Brasil era conhecido como um grande exportador de café. Muitos vieram para trabalhar de três a cinco anos, acreditando que voltaria para o Japão com grande fortuna, porém não foi isso que encontraram aqui. Mas você já conhece essa história. Ela já foi contada no centenário da Imigração japonesa e já foi transformado em série pela NHK e exibida pela Rede Bandeirantes com “Haru e Natsu – As cartas que não chegaram”.

O Japão sofria de superlotação em 1880 e não havia emprego para tanta gente, o que obrigou o país adotar uma política de “exportação” de população, mandando japoneses para Havaí (Estados Unidos), Brasil, Peru e México.

Quase 100 anos depois, o Brasil saia da Ditadura com uma economia abalada e inflação inconstante, o que prejudicou muita gente nos anos 80 e 90. O Japão, que se tornava uma potência em eletrônicos, precisava de mão de obra e reformou sua política abrindo as portas para descendentes de japoneses que haviam emigrado. Assim, muitas famílias que já haviam perdido vínculo com o Japão, não tinham mais os velhos costumes e nem sabiam falar o idioma japonês, foram trabalhar no país do sol nascente como mão-de-obra barata.

O nascimento de colônias brasileiras foi similar ao que aconteceu com as primeiras colônias japonesas no Brasil: mantendo sua cultura viva através de lojas, restaurantes, escolas, igrejas e outros serviços criados da população para a população. Tal postura foi bastante criticada pelo governo do Getúlio Vargas, o que fez os japoneses estudarem português e se relacionarem com a população brasileira, e repudio semelhante vem ocorrendo no Japão.

Em viagem ao Japão no final de 2008, fiquei na casa de um amigo e pude perceber e analisar melhor o choque cultural. Muitas vezes, brasileiros vão pro Japão para “turismo”, o que significa trabalhar dois meses e passear nos finais de semana, pagando a viagem e ainda trazendo um troco para o Brasil. Muitos brasileiros que estão residindo lá faz vários anos, não tiveram tempo ou falta de interesse de aprender os costumes e o idioma local, decorando palavras e gestos no trabalho, vivendo como analfabetos legais e culturais no país. Como diz o ditado “se está em Roma faça como os romanos”, ir para outro país e residir por lá sem aprender o básico do idioma torna-se uma enorme barreira cultural, e foi isso que eu encontrei por lá. Cidades como Hamamatsu e Toyohashi são lugares aonde muitos brasileiros se residem e, por isso, ambas as cidades tiveram que se adaptar com essa realidade, colocando alertas e proibições em português, já que o brasileiro não entendia regras e costumes da região. Outro fator foi que os brasileiros criaram um “Mini” Brasil, trazendo supermercados, padarias, bancos e escolas totalmente focados neles, fechando portas para os próprios japoneses. Soa cruel falar isso do povo brasileiro tão receptivo em qualquer lugar do mundo, porém esse mesmo povo não entendeu a população japonesa que também é receptiva, mas espera que também seja bem tratada, o que esperava uma unificação em vez da separação de costumes.

Conversando com brasileiros que residem lá, ouvi muitas vezes que os japoneses não os respeitavam porque tinham “olhos puxados” mas não falavam japonês. Também ouvi dos japoneses que os brasileiros não se esforçavam pra aprender os costumes e falar o idioma local. Esse choque cultural ainda impera mesmo que indiretamente, e chega ser curioso encontras ícones da cultura brasileira por lá.

A Crise que afetou o planeta em 2009 fez com que muitos brasileiros perdessem seus empregos do dia pra noite, obrigando-os voltar para o Brasil sem nenhuma expectativa de futuro. Quando voltei para o Brasil, vim num avião cheio de brasileiros que tiveram que abrir mão de viver no Japão e abraçar um otimismo sobre trabalho em sua terra natal. Meses depois os números apontavam que mais de 100 mil brasileiros regressaram para o Brasil após serem dispensados de seus trabalhos no Japão. O amigo que me hospedou no Japão foi um deles, e quando cheguei ao Brasil, me avisou que tinha acabado de ser demitido e que em três meses voltaria para cá. O sonho dele em ir pro Japão era de juntar dinheiro e fazer faculdade no Brasil. Mesmo que ele não tenha conseguido realizar isso por lá, hoje trabalha e cursa faculdade de Administração por aqui.

Hoje no Japão se especula que apenas 1% da população seja de estrangeiros; antes da crise, estavam desenvolvendo um projeto que aumentaria esse porcentual para 10%. O Japão queria trocar os descendentes e coreanos que não sabiam falar japonês por pessoas que soubessem o idioma e quisessem estudar no país ou trabalhar no país. Infelizmente a crise afetou os planos do país que mesmo hoje ainda tem resquícios da crise.

Os brasileiros que trabalhavam no Japão concorriam com vantagens de outros acordos bilaterais que o país mantinha, como os imigrantes da Coréia. Muitos coreanos são contratados no Japão como estagiário podendo residir lá por quatro anos, e essa concorrência de melhor mão-de-obra acabou-se se acentuando na pós-crise.

A economia brasileira que era mais independente dos Estados Unidos acabou-se não sendo muito abalada, porém o Japão viveu seus piores dias. O país era conhecido por ter emprego instável, onde pessoas trabalhavam sua vida toda numa única firma, mas tudo mudou em 2009. Surgiram inúmeros mendigos nas imediações de estações de trem e metrô. Diferente daqui, eles usavam as estações de trem apenas para dormir por causa do aquecimento interno, mas trabalham no dia seguinte em busca de produtos recicláveis em troca de dinheiro, mesmo diante dessa crise nunca pediam dinheiro nas ruas.

Muitas emissoras japonesas entrevistaram brasileiros que estavam vivendo na miséria no Japão, o que obrigou o governo japonês a tomar medidas, como oferecer passagem de volta ao Brasil, além de pagar o equivalente a 2 mil dólares por dependente da família, para que os mesmos não voltassem ao país a trabalho pelos próximos anos. Tal atitude do governo japonês não foi bem recebida pela colônia brasileira, gerando um mal-estar.

É uma história que está sendo escrita todos os dias sendo acompanhado pelos principais meios de noticia dos dois países. Seja brasileiro ou japonês, o que importa é respeitar o próximo e é por isso que o Brasil e o Japão continuam indo pra frente.

Texto publicado originalmente no jornal Semanário da Zona Norte

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Cultura Pop

Fomos ao Sukiya em São Paulo

O fast food de comida japonesa, Sukiya, abriu no Brasil na terça feira passada, sem nenhum grande alarde publicitário. Optou inaugurar sua primeira loja, no bairro da liberdade, ao lado do Mc Donalds (próximo da estação São Joaquim) e dos cursinhos tradicionais da liberdade. O restaurante fica em frente ao Hospital Santa Helena, assim não tem como errar. Saiu do metro e o restaurante está logo ali.

Quando chegamos no local, era mais ou menos umas 13 horas, e estava com fila do lado de fora, de no mínimo 30 minutos, segundo o gerente do restaurante. Na prática, esperamos uns 15 minutos, porém foi meio confuso encontrar o lugar que o gerente avisou que estava vago.

Quando você entra no fast food a sensação que deu, foi estar no Japão, porque estava com a mesma disposição que lá, com uma bancada na frente aonde as pessoas sentam na frente, e varias mesas ao redor da bancada.

Diferente dos fast food tradicionais, no Sukiya você não paga antes, você senta e pede. Fui acompanhado do amigo Marvin (@depoisdocomeco) e ele ficou pasmo com a rapidez, como prometido, o pedido veio em 10 segundos na nossa mesa.

O Sukiya tem algumas combinações baratas, que é um prato pequeno, com salada e refrigerante por 10 reais. Você pode escolher o médio por 12 reais e o grande por 14 reais, caso quiser colocar uma sopa de miso, o valor sobe para 15,50 reais.

A única reclamação que o prato não veio tão quente como no Japão, porém não sei se essa é uma das adaptações pra o público brasileiro ou se foi uma falha no serviço. Os japoneses gostam de prato estupidamente quente, tanto que esse tipo de prato no concorrente, Yoshinoya chega a vir com um ovo cru para ser quebrado em cima da comida e ele já “cozinha” ali mesmo, de tão quente que o prato vem.

O menu nacional também é bem intuitivo e simplificaram várias coisas da matriz japonesa. A conta é dividida por cadeira, assim a comida é anotada pelo “lugar 1” ou “lugar 2”. O pedido é feito igual no Japão, apertado um botão na mesa, que chama o garçom até a sua mesa.

Engraçado foi ver muita gente tirando foto do restaurante, provavelmente porque comia nesse restaurante no Japão. Muitos brasileiros não entendiam nada, do porque aquele restaurante ter tanta fila, e o que era aquele restaurante, que comida era aquela. Outra coisa foi a quantidade de flores na frente da loja, dando os parabéns, muito legal ver isso.

Se você gosta de cultura japonesa e principalmente da culinária japonesa, o Sukiya é uma boa opção para experimentar a sensação de estar no Japão.

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Críticas e Reviews

Opinião | A derrota do otaku brasileiro

Há muito tempo queria escrever esse texto, mas tava um pouco relutante de expor minha opinião do mercado brasileiro pelo J-Wave. Porém, com a derrota de uma tentativa de oficializar e fidelizar o público brasileiro, com o canal Animax, a cada dia vemos o canal se tornar o mais próximo de um irmão mais novo do Sony Television e AXN.

Um público nada interessante comercialmente

Hoje, qualquer emissora, qualquer programa, qualquer intervalo é direcionado a um público especifico. Se os mangás foram populares em roubar aos poucos o mercado que era especificamente de comics, e não só Isso, como aumentar conquistando o público feminino. Por que os animes não tiveram o mesmo êxito?

Para responder essa pergunta, temos que ir em direção a simples e óbvia pirataria. Algo que cresceu nessa década, veio em decorrência, porque fãs se juntaram pra legendas animes gratuitamente na internet. Em resumo, os primeiros fansubbers nasceram ainda fora do meio digital, utilizando somente para vender as VHS a preço de custo e manter esse “clubinho” fechado.

Foi assim que nasceram propostas como Shin Seiki, Lum´s Club, BAC, Anime Gaiden entre tantos outros que fizeram a alegria de muita gente, numa época que a Rede Manchete entrava em decadência e iniciativas como U.S. Manga não existiam mais na programação.

Não vou entrar aqui no mérito de julgar se é pirataria ou não o produto de um fansub, já que não sabendo o idioma japonês, esta foi à única forma pra muita gente descobrir séries magníficas que nunca ganhariam a luz do dia na televisão brasileira. Porém, os fansubbers tinham um critério bastante importante que acabou sendo ignorado alguns anos mais tarde, em que séries que fossem lançadas oficialmente no Brasil, o seu trabalho de fã serie retirado da internet.
A culpa é dos fansubbers?

A resposta é não, já que a questão foi sites na internet e lojas que acabaram comprando desses fansub e revendendo sem dó e piedade formando e fidelizando um público, o condicionando a consumir esse produto a preços mais salgados.
O sucesso desses VHS continuaram quando vieram os DVDS, se por um lado a internet brasileira havia mudado e os fansub da era anterior fechavam as suas portas, trocando VHS por disponibilizar o conteúdo na Internet, as lojas acabaram aprendendo a “baixar” e tranformar em DVD por preços módicos.

Assim, paralelo a invasão do mangás pelas JBC e Conrad nas bancas brasileiras, aumentava os leitores, mas também aguçava em conhecer animês obscuros. Isso aliado a uma drástica reformulação que aconteceu no segmento, sendo como exemplo mais óbvio a mudança de lojas no bairro da Liberdade em São Paulo.

Saiam os donos japoneses que vendiam VHS gravado da televisão japonesa, uma herança das locadoras ilegais que foram febre dos anos 80, e entrava as lojas com DVDs que agora seus donos não tinham nenhuma descendência japonesa.

Enquanto isso, o público descobria facetas da cultura pop japonesa, mas por serem caros e inacessíveis, aprenderam com DVDS, que a customização se torna mais viável que importar algo. Assim nascia jovens viciados em animês a busca de artigos, como bandana do Naruto, ou camisetas com transfer, cadernos do Death Note, Mokona em pelúcia e os chaveiros.

Se hoje virou piada os chaveiros do público Otaku, sendo até uma forma de “aviso” que tem um chegando, os fãs aprenderam a arte de customização e com isso largaram qualquer iniciativa e espera de uma indústria sólida tentar ganhar e oficializar o mercado.
O mercado se fecha em si mesmo

A customização e logicamente a total ausência dos direitos autorais, acabou tornando o público fiel a esse tipo de produto. Hoje podemos ver jovens usando camisetas de bandas de jrock e visual kei pela rua, mas em nenhum momento alguém nesse meio tentou oficializar isso.

Sendo o Brasil um dos países que tem mais pirataria no mundo, sendo que vire e mexe entra e sai da lista negra de algumas empresas, fica difícil do país vender uma imagem de país consolidado.

Quando veio o canal Animax no Brasil, a maioria pensou que seria o pontapé inicial de uma invasão de DVDs nas lojas, e itens de consumo para a massa que gosta desse tipo de produto, porém não é bem assim que as coisas evoluíram.

O público otaku se tornou um público não interessante comercialmente, portanto a Sony descobriu que esse consumidor não vale de nada. Ele não consome nada, além de mangás e itens customizados, assim o mercado de DVDs legais bateram de frente com ao de piratas e perdeu feio. Foi assim que DVDs como a Focus não foram concluídos, aliados a péssimas estratégias de marketing.

Será porque o público otaku é jovem e não tem poder aquisitivo? Sim, tem isso, porém o mesmo público se esforça e compra mangás completos em eventos, ou compra itens importados, e ainda compra itens que remete a seus animês favoritos e seu ritmo musical também.

Cada um faz do uso de consumo como quiser, mas isso não muda que invés de alimentar a indústria para que ela cresça, o público vai pro outro lado e parte para a pirataria. Foi assim que as lojas se tornaram fortes e não só cresceram, como se tornaram presente nos principais eventos do país, na mesma proporção que stand das editoras de mangás no país.
O Brasileiro está condicionado a não comprar original?

Você pode falar que a maioria dos brasileiros compram DVDs piratas nos famosos camelôs e que o otaku tem seu próprio nicho. Esta correto? Sim, está correto, porém ta ai uma diferenciação entre brasileiros e japoneses, já que os japoneses valorizam o artista e sua série favorita, comprando tudo que tem pela frente “oficial”, assim alimentando a empresa que produz a série que ama. Aqui as pessoas baixam, consomem pirataria e invés de injetar dinheiro, acaba fechando portas.

O Animax tentou se salvar usando estratégias de aumentar o público das animações japonesas, tacando seu carro chefe Lost, mas fracassou e agora aumentando gradativamente as séries não japonesas, acaba resgatando o que foi o canal Locomotion numa mistura de programação pra adolescente e adulto.

Agora o que dizer de um jovem que tem como exemplo uma família inteira que não consome produto original? Sejamos francos, a indústria de cinema e televisão vem sofrendo em países como o nosso, por causa do mercado ilegal. Lojas como Blockbuster foi engolida pela lojas Americanas por causa do público consumidor que não é mais o mesmo. O pensamento de ir à locadora de bairro não existe mais, graças ao pensamento de com 10 conto, você tem 3 dvds em envelopes plásticos com capas má xerocadas na sua coleção.
O que fazer para mudar isso?

O correto seria apoiar a indústria brasileira, mas fica difícil, quando a mesma toma atitudes errôneas como o lançamento de Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas com a ausência da versão em Blu-ray. Num mundo onde o jovem está migrando de mídia mais rápido, e vivemos num país aonde podemos pagar parcelado, um Cavaleiros do Zodiaco: Lost Canvas em blu-ray seria uma atitude sensata de atrair jogadores e colecionadores que tem em sua casa um Playstation 3, por exemplo.

Não da pra entender uma indústria que prejudica a si mesmo, lançado séries com legendas feitas sem revisão como foi o lançamento de Jiraya pela Focus. Também não dá pra entender episódios com logotipo de uma emissora de TV a cabo japonesa nos DVD de Changeman, também lançado pela Focus.

O que adianta uma embalagem legal se o conteúdo é uma droga? Então o público brasileiro e a indústria brasileira precisa mudar, o primeiro tem que exigir um produto de qualidade e exigir recall de um produto de qualidade insatisfatória, enquanto a indústria brasileira tem que investir e se fazer presente a esse público de jovens em formação que podem se tornar colecionadores em potencial no futuro.

Talvez assim conseguimos ser respeitados pelas empresas nacionais e ter séries excelentes em nossas prateleiras de maneira oficial aqui no país.

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Hana Yori Dango 2

Hana yori dango é um dos doramas mais conhecidos pelo público que curte shoujo aqui no Brasil. Estamos voltando a falar desse maravilhoso universo.

Tudo maior…

Desde o primeiro minuto, sabemos que a série evoluiu em todos os pontos. Com o sucesso da primeira temporada, vemos uma série muito mais rica visualmente, como também uma trilha sonora ainda melhor, isso sem mencionar que o primeiro episódio é um especial de 2 horas rodados em Nova York.

Entre as mudanças na série, veio na trilha musical com a substituição da música Planetarium da Ai Otsuka, por Flavor of live da cantora Utada Hikaru. No lugar da canção “Wish” a banda Arashi fez a canção “Love so sweet” para suceder seu sucesso anterior.

Escolha dos fãs fez a diferença

Outro detalhe que fez diferença, foi que a série Hana yori dango 2 foi criada a partir de uma enquete por parte dos produtores do programa. O público japonês pode escolher as melhores cenas do manga que faltaram na primeira temporada, para serem adicionadas nesta. Isso gerou uma “salada” mista para quem acompanhou o manga e assistiu a segunda temporada.
Dorama parecendo manga

Talvez um dos únicos pontos negativos da segunda temporada foi usar narrativas visuais que transformaram seus personagens extremamente caricatos como nos mangas. Um dos personagens que mais sofreu com isso foi Domyoji Tsukasa que tinha ataques de alegria com reações totalmente nonsense que só caberiam ao manga e não ao live action. Por exemplo, quando Domyoji e Makino destroem um prédio fazendo um buraco num apartamento velho e caindo no apartamento vizinho abaixo. Esses fatores destoaram e muito a série em relação da primeira temporada, não mantendo assim um padrão.
Vamos a história (Spoiler para quem não viu Hana Yori dango 1)

Lembram como acabou a temporada anterior? A série acabou com Makino beijando Domyoji que foi estudar em Nova York, mas ele prometeu voltar. Como continuaria esse romance agora que eles foram separados? Vamos as respostas.

Abrindo o ano de 2007 com um especial de 2 horas, vemos Makino andando no Time Square, aonde não consegue se comunicar em inglês para encontrar o Domyoji que ela não vê há mais de um ano.
Utilizando-se de um sistema de flashback, acabamos voltando no tempo justamente no fim da série em dezembro de 2005. Assim, podendo ver o que realmente aconteceu com Makino nesse período que ficamos longe da personagem. Entre os destaques é a formatura do F4 (sem Domyoji) como também a abertura de um restaurante em homenagem ao F4 no lugar da antiga cantina.

Makino segue sua vida sem Domyoji, sendo convidada num reencontro de amigos de sua antiga escola. Ela encontra grandes amigos do passado, como também se sente realmente bem com eles.
A relação Makino e Domyoji acaba “muchando” com o decorrer do tempo, mas tudo muda quando inesperadamente aparece um aviso do F4 no armário da Makino, enviado supostamente pelo próprio Domyoji. A vida da Makino vira um inferno de novo com esse estranho aviso. Desmascarando aquele que ousou imitar Domyoji, Makino consegue desfazer o mal entendido, mas ainda não compreendendo o porque Domyoji não conversar mais com ela.
No fim de 2006, o pai de Makino ganha uma passagem para Nova York que não se fazendo de rogado, entrega à filha para encontrar o seu grande amor do outro lado do mundo.

Em Nova York, acabam roubando todas as coisas de Makino, além disso, ela arranja problemas com um grupo de bandidos. Eles ameaçam a bater nela com uma bola de basquete, faz Makino gritar por socorro por Domyoji. Ela é surpreendida pelo galã Rui que a salva do bando, como também a levando para jantar. Acabamos descobrindo que Rui nunca desistiu do amor da Makino, apenas preferiu respeitar a decisão dela em ficar com o Domyoji ao invés dele.
Encontrando finalmente Domyoji, Makino descobre que ele mudou e não a ama mais. Sendo líder de um grupo de garotos americanos que também agem como guarda costas dele. Com muito custo, Makino acaba conseguindo uma conversar a sós com ele, mas ela apenas confirma o que ela realmente já sabia, tudo havia acabado entre eles.

Rui consegue para ela, tudo que a roubaram quando ela chegou na cidade, assim conseqüentemente ambos retornam ao Japão.
De volta ao lar, Makino recebe um convite do aniversário do Domyoji, enviado pela mãe do próprio. Como nós sabemos, Kaede Tsukasa foi uma verdadeira víbora na primeira temporada. O que ela estaria aprontando? A resposta viria na noite do jantar, aonde Domyoji retorna ao Japão por curto período, sendo anunciado o noivado dele com a também milionária Shigeru Okawahara. Além disso, para pisar ainda mais na Makino, a mãe de Domyoji, propõe um duelo musical entre Makino e Shigeru, fazendo seus típicos planos para afastar de vez Makino de seu filho. Assim acaba o episódio especial de 2 horas que dá inicio a segunda temporada.
Um quadrado amoroso?

A série ganha reforço com a personagem Shigeru, carismática, ela quer se tornar a melhor amiga de Makino, assim conhecendo mais o Domyoji. Rui percebendo que Makino não está mais namorando Domyoji, também começa investir nela, após se distanciar da Shizuka Toudo. Está dada a largada para o quadrado amoroso, aonde Shigeru tenta fazer Domyoji esquecer Makino, enquanto Rui fazer o mesmo com Makino.

Vale lembrar que não conseguimos sentir raiva da Shigeru, a personagem cativa o público em querer ser a melhor amiga da Makino. Suas intenções são verdadeiras e mesmo encontrando muitas vezes Makino e Domyoji em situações embaraçosas, Shigeru faz de conta que não sabe de nada. O verdadeiro mal da Shigeru só começa a aparecer quando ela percebe que está perdendo a guerra para Makino, e olha chegamos a ver isso quase perto do fim da série.
Dia dos namorados

A série abre destaque para se aprofundar personagens secundários, assim vemos algumas pontas soltas da última temporada, como o romance entre a Yuuki Matsuoka e Soujiro Nishikado, respectivamente a melhor amiga de Makino com um dos F4. Esse romance ganha até um triângulo amoroso, com a entrada de um antigo amor de Soujiro.
Nishida

Um dos destaques da série, que também é a um aprofundamento do que foi explorado na temporada anterior. Aqui vemos um pouco mais da relação do “serviçal” Nishida com a família Tsukasa e a Makino. Tendo as funções de mordomo e motorista da mãe de Domyoji, a Kaede Tsukasa, ele sempre torceu para seu “patrãozinho” ficar com a Makino.

É ele que vai sempre vai avisar um ao outro, quando algo de importância acontecer com um deles. Por exemplo, quando Makino desmaia por trabalhar demais, é o Nishida que avisa Domyoji em plena festa de oficialização de noivado com a Shigeru. Faendo ele correr desesperado para hospital, largando o noivado.
Segredos

Makino acaba descobrindo que a verdadeira razão do Domyoji ter se afastado dela, foi um comentário infeliz que ele fez para mídia americana que levou o grupo de sua família ir a quase falência.
Kaede tentando reestruturar a empresa, faz um pronunciamento que avisa a demissão em massa. Um dos melhores amigos do Domyoji, o Ken Uchida, se suicida, após a demissão dada pela empresa. Não conseguindo encarar isso de frente, Domyoji se afasta e tenta reverter isso, por isso seu afastamento com a Makino, logo no começo da série.

Enquanto isso, uma das maneiras encontradas por Kaede foi o casamento dele com a Shigeru, herdeira de um grande grupo internacional de petrolifico, assim gerando uma fusão das duas empresas.

Só que isso tudo muda completamente nos últimos capítulos, Domyoji encontra um cara igual ao Ken nas ruas em Tóquio. Correndo atrás dele, Domyoji acaba descobrindo todo segredo de sua mãe. Todo trauma foi um plano ambicioso preparado pela própria Kaede para seu filho. Ameaçando Ken, Kaede oferece um emprego bem longe de seu filho, mas para isso, ele teria que fazer tudo que ela mandar. Sua ordem? Simular sua própria morte na frente de Domyoji o traumatizando para o resto da vida. Assim, Ken simula estar pobre por ter sido demitido da empresa e como mendigo, ele se jogar do alto de um prédio, fazendo Domyoji não se perdoar.
Antes do fim

Quando estamos realmente confiantes que o seriado caminharia para seu final, acontece um acidente na vila de pescadores que os pais da Makino agora estão morando e trabalhando. Domyoji cai tentando salvar Sussumu, irmão de Makino, e perde toda a memória referente a ela.
Acordando num hospital, Domyoji não reconhece Makino, perguntando se ela era namorada do Rui. A tratando mal e não a respeitando nem um pouco, Domyoji parece ser o mesmo personagem da primeira temporada, logo começo da série.
Makino mesmo assim, vai diariamente para o hospital e nem imagina que irá ganhar uma rival por lá, a Umi Nakashima. A garota que faz amizade com todos no hospital, na verdade é uma víbora e faz de tudo para Domyoji se apaixonar por ela esquecendo de vez a Makino.
Será que Makino conseguira superar mais esse obstáculo em sua vida?
Músicas

Como foi comentado antes, as músicas de Hana Yori Dango 2 conseguiram ser superior a trilha sonora da temporada anterior. E isso repercutiu-se nas vendas também, ambos os singles conseguiram a colocação de 1º lugar da Oricon.

Flavor of life, além de obter o primeiro lugar da Oricon, conseguiu ser durante meses o single mais baixado do Itunes japonês. O top 5 do Itunes japonês, permaneceu inalterado por meses, sendo merecidamente para a cantora Utada Hikaru.

No caso da banda Arashi, a exposição do grupo nessa época se devia a dois motivos. O primeiro foi logicamente o Matsumoto Jun em reprisar o papel de Domyoji em Hanadan 2, mas o segundo foi a divulgação do filme Cartas de Iwo Jima, aonde o membro da banda,
Kazunari Ninomiya participou dessa fantástica produção.
Flavor of life – Makino e Utada Hikaru. Coicidência?

A música tema do casal Makino e Domyoji foi um grande sucesso durante o primeiro trimestre do ano. Tendo em sua letra, uma conotação perfeita para a separação de ambos, acabou na mesma época em que a Utada Hikaru anunciou sua separação com o diretor Kazuaki Kiriya. Alegando falta de comunicação, Kazuaki pediu para os fãs continuarem apoiando a ela.

Coicidência ou não, a música cabe perfeitamente a situação pessoal da Utada naquele momento, levando a crer que a música talvez seja baseada em sua vida pessoal e não apenas para os personagens de Hana Yori Dango 2.

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Crítica | Hana Yori Dango

A série produzida em 2005 foi baseada no mangá criado pela Yoko Kamio que foi publicado de 1992 a 2004, constituída de 36 volumes. Hana yori Dango já teve outras produções antes. Constituída de apenas 9 episódios, a série produzida pela TBS foi exibida entre outubro e dezembro de 2005, todas as sextas feiras às dez horas da noite.

Eitoku Gakuen, a escola japonesa para a elite do Japão. Makino Tsukushi de 16 anos, não se enquadra nesse perfil, mas com muito custo, ela conseguiu entrar nessa escola. A verdadeira intenção da família de Makino Tsukushi é a que ela se case com um cara rico para serem custeados.

Conhecemos todo poder que os alunos têm na escola, quando observamos a uma fila de limusines que deixam os alunos todos os dias na Eitoku Gakuen. Os mais poderosos da escola são o F4, os Flowers 4, que são os quatro alunos mais poderosos de todo o Japão. Formados por Domyoji Tsukasa, Hanazawa Rui, Nishikado Soujirou e Mimasaka Akira.

Aqueles que receberem o aviso do F4, devem ser ignorados pela escola, que ira sempre perseguir essa pessoa do aviso (que vem na forma de uma faixa vermelha escrito F4), assim a amiga de Makino Tsukushi, a Sakurako Sanjou recebeu o aviso. Tsukushi não deixaria a amiga ser linchada pela escola, assim compra a briga com o líder dos F4, o Domyoji Tsukasa, que além de definir Makino Tsukushi, como novo alvo, começa a ter uma estranha afeição pela força de vontade por ela.
Além da escola, Tsukushi trabalha com a amiga Matsuoka Yuki, na loja de doces de feijão “Sengoku”. Ambas são amigas desde o primário e por causa de Tsukushi ter conseguido estudar na Eitoku Gaken, foi o que fez as duas não estarem mais juntas na escola. Juntas, elas conversam e se ajudam no dia-a-dia. Vale o grande destaque para a Sensoku, a dona da loja de doces, que sempre conta à história de algum namorado famoso que ela teve, para assim ajudar as duas em relação ao amor.

Tsukushi esconde uma grande paixão por Rui, dos F4, que sempre dá conselhos a ela, na área reservada da escola, enquanto Domyoji não assume, mas está realmente apaixonado pela Tsukushi. Quando Rui parte para fora do país, Tsukushi torna se mais próxima de Domyoji.
O escândalo do namoro dos dois sai na mídia, assim provocando um mal estar no F4 e em toda a escola, que não acreditando que ela estaria namorando Domyoji, um dos mais poderosos do Japão. Sakurako Sanjou, que era amiga de Makino Tsukushi, ainda se encontra com ela, mas torna-se a vilã da serie ao tentar destruir a todo custo o namoro dos dois.

Vale um destaque para a participação especial da atriz Matsushima Nanako que interpreta a Tsubaki, irmã de Domyoji. A irmã tenta evitar que a história se repita, assim fazendo Tsukasa ser feliz com Tsukushi. A atriz também é conhecida por ter interpretado a professora Fuyutsuki Azase, do seriado Great Teacher Onizuka de 1998.
Domyoji Kaede, interpretada magistralmente por Kaga Mariko, é a grande vilã do seriado, com os planos de Sakurako Sanjou fracassaram, Kaede vem dos Estados Unidos para eliminar a namorada de seu filho. Ela primeiro oferece dinheiro aos pais de Tsukushi para manterem sua filha longe de Domyoji. Sem sucesso, ela consegue demitir os pais dela e desaloja-los. O plano de Kaede também afeta a loja de doces da Sensoku, que também é desalojada. A vida de Makino Tsukushi vira um verdadeiro caos ao mexer com a família mais poderosa do Japão. Será que mesmo com tudo isso, a Tsukushi vai ficar com Domyoji?

A série tem ainda a musica tema “Wish” da banda Arashi, no qual o ator/cantor Matsumoto Jun, que interpreta Domyoji Tsukasa faz parte. A canção “Planetarium” da cantora Ai Otsuka, tocada durante a série, tornou-se bastante popular na época de exibição da série.

Vale lembrar que em janeiro de 2007, a série Hana Yori Dango 2 estreiou na televisão japonesa dando continuidade.

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Japão: Última parada: Kyoto


Última parada da viagem pelo Japão,chegamos finalmente em Kyoto. Numa quinta feira à tarde, estávamos no trem bala, passando por Osaka, e descendo na antiga capital do império japonês.


A cidade é belíssima, sendo um lugar que o antigo e o novo se encontram. Desde o primeiro pé na rua, vemos mulheres andando em trajes modernos, como também utilizando quimonos na rua. Aqui temos a rua das gueixas, o parque e cidade cenográfica da Toei, a matriz e sede da Nintendo, e uma enorme quantidade de templos que tornam Kyoto, a cidade mais interessante de todas. Para fãs de anime e mangá, tem o museu do mangá, como também é a cidade do deus do mangá, Osama Tezuka. A cidade respira Tezuka, tanto que uma das estações de trem por lá, o trem toca o tema de Astroboy, como aviso que fechará a porta do trem.

Sendo a última cidade da rota criada pelo Renato, Kyoto é uma cidade cara, tão cara, que podemos pensar que é mais cara que a própria Tóquio. Foi um desafio achar um hotel na cidade, sendo que acabamos optando por um que reproduzisse um ambiente antigo e tradicional japonês. Rimos muito, quando vimos o quarto, sendo um cenário tipicamente para filmes de horror nipônico como O Chamado (Ringu).


Essa é apenas uma amostra do que vem ai ao visitar Kyoto e esperem uma série de posts sobre a cidade, falando um pouco desse cidade que é uma obrigação conhecer. Até a próxima!

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Japão: Nagasaki parte 2 – Coco Walk



Conhecendo Nagasaki, eu e o Renato fizemos check in num hotel, que gerou uma história hilário no episódio anterior e logo optamos por conhecer a cidade. Tendo uma temperatura fria amena, achei estranho andar só de camisa comprida, quando dois dias atrás eu estava no meio da neve em Nagano.


Um dos ícones da cidade é o prédio Coco Walk, que tem uma roda gigante no topo externo do prédio. Tendo cinemas da Toho no térreo, o prédio tinha uma exposição sobre pipas, além de outra mostrando festivais do Japão antigo, repleto de restaurantes típicos num cenário imitando esse Japão antigo.



Achei engraçado uma das lojas se chamar “Mercado”, mas lembrando que esta é uma cidade que foi colonizada português não é impossível achar coisas no nosso idioma.


Destaque para o Sega World no topo do prédio, decidimos ir lá jogar videogame mais uma vez. Quem conhece a história desde o começo sabe que eu joguei fliperama pra caramba no Japão. Pois bem, aqui tiramos muitas fotos da Sega World pra mostrar um pouco como é uma dessas fascinantes lojas de fliperama.

Logicamente para os funcionários da Sega World, tanto eu como Renato devemos ter parecido dois retardados, mas não escondo que foi muito divertido tirar as fotos por lá.


Vocês estão vendo caça niquel da Koda Kumi, maquina pra trocar dinheiro do Sonic, fliperama da Sega do Rambo, muita coisa legal que tem no Japão e que nunca vai chegar no Brasil. Acho que esse post é bem esse intuito, de deixar as pessoas com vontade de jogar fliperama.

Vale um aviso especial, em todos esses lugares sempre tinha um aviso na parede para os alunos não virem de uniforme, porque seriam punidos. Na ocasiao encontramos alguns colegiais jogando lá dentro, parece q a placa é bem estilo brasileiro, porque como tem máquinas de aposta, se os alunos nao tiverem de uniforme não podem ser punidos. Entendeu? Os japoneses são espertos!


Eu não preciso contar aqui, que joguei Taiko no Tatsujin 12, Tekken 6 entre outros jogos de praxe. Infelizmente em Nagasaki não tinha máquinas de Street Fighter IV e não entendi porque, já que os arcades sairam nas lojas em julho de 2008.

Hoje foi mais um retorno, prometo na próxima postagem voltar a contar um pouco dos pontos principais que visitei em Nagasaki na programação normal do J-Wave.



Esse foi um post curto, mas peço desculpa pelo atraso de postar no J-Wave, aconteceram muitas coisas recentemente, que me obrigaram a ficar longe do blog. Até a próxima.

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Japão: Nagano – Juba e Renato


Na manhã de sábado, eu e o Renato nos encontramos na estação de Tokyo, pra irmos pra Nagano.

Ativamos nosso Japan Rail Pass, o que significa que a partir daquele momento, durante uma semana poderiamos viajar de trem bala por todo país.

Fomos pra Nagano em nossa primeira parada. Durante a viagem, Renato e eu comemos um bento no trem.

Vale a curiosidade que o Renato sempre quis experimentar de tudo, ate aparecer um polvo no bento dele. Ele provou e disse que foi horrivel, mas sinceramente das coisas que eu me dei mais mal no Japão foi chá, o gosto niponico é muito diferente do brasileiro (bem que particularmente acho os chás do Brasil são muito doces).

Eu filmei toda a experiencia do Renato comendo esse polvo, espero um dia que ele post no you tube pra eu dividir com vocês essa história.

O Japão tem climas bem interessantes, e chegando em Nagano vimos as primeiras marcas de neve. Pegando onibus, fomos pra Jigokudani – Yaenkoen Park, onde fomos ver os macacos da neve.

Foi um dia muito legal, mesmo que tenha sido exaustivo a caminhada até o Jigokudani – Yaenkoen Park. Encotramos uma japonesa e a filha dela, que riamos muito, no trajeto de chegar até o topo do parque.


Por ter água quente natural, os macacos ficam o tempo todo entrando e saindo de piscinas naturais de água quente. Sendo belissimo ver a natureza tão de perto. Avisos de não tirar fotos de flash, porque os macacos podem cismar com você.

Mas impressionante mesmo era eles caminharem entre você, como fosse a coisa mais natural do mundo. Fiquei realmente impressionado nesse dia e valeu por esse passeio.

Lá encontramos uma familia brasileira e foi interessante bater um papo com eles.

Outras opções em nagano, é esquiar e também ficar em pousadas com ôfuros naturais. Sendo que a regiao ficou conhecida por causa das Olimpiadas de inverno. Nagano é uma cidade bastante peculiar e vale a pena uma visita.

Mas prestem atenção nos horários, principalmente se utilizar ônibus na região.



Dou o aviso, justamente porque acabamos ficando tempo demais e começou a escurecer, tanto que o pessoal do parque nos alertou, a familia sendo muito simpatica, nos deu carona a uma estação próxima e de lá fomos pra estação de Nagano. Fizemos uma longa viagem, mais de uma hora da estação proxima a montanha, até a estação aonde iriamos pegar trem bala.

Vale uma nota, o trem que pegamos e as estações desertas. Andar a noite em Nagano, com trem daqueles e estações daquele naipe, senão fosse por estar ao Japão, diria que era perigoso.

Na estação de Nagano, decidimos ir pra Nagoya e Hekinan, dormir na casa do Minoru, assim eu aproveitava pra trocar de mala. No dia seguinte, iriamos pra Nagasaki, extremo Sul do Japão.

Assim começava a viagem por diversas cidades japonesas, durante a semana do Japan Rail Pass.

Muita coisa aconteceu, algumas boas, outras nem tanto, mas com certeza foi uma das viagens mais bacanas que fiz no Japão, onde todo dia era algo novo.

E o que realmente marcou pra mim nessa viagem, foi essa experiência.

Amanhã falaremos de Nagasaki então, contando um pouco da cidade dominada por holandeses e inclusive tendo influencias de Portugal, como também a fatidica bomba atômica.




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Japão: Indo para Tokyo Tower


Esse foi meu último passeio em Tokyo antes de voltar pra Nagoya e passar o final de semana na casa do Minoru.

Quero lembrar que sabe o dorama Tokyo Friends? Aquele com a Ai otsuka, que ela faz papel de uma garota do interior que decide do nada se mudar pra Tokyo. Bom, o que esse dorama diz é a pura verdade, Tokyo é um lugar aonde você faz muitos amigos. E agradeço profundamente a todos eles, que de forma ou de outra me acrescentaram histórias pra contar aqui.

E olha, quem mora em Tokyo, lute pra encontrar novos amigos, porque é muito chato acontecer coisas como essa que vou contar agora. Na minha segunda vez em Tokyo, isso foi em janeiro, andando e Ueno a noite, um senhor de idade ouviu a gente falando em portugues, e veio se aproximar dizendo há quanto tempo que não ouvia alguem falando portugues e tinha saudades do Brasil. Você percebia claramente que ele está meio mal, provavelmente por solidão. Por isso, não se feche em seu próprio mundo, em qualquer lugar que esiver, conheça pessoas. Se não sabe falar o idioma, tenta por gestos, tive muitas conversas com professor Eliseu sobre isso, já que ele veio pro Japão pra dar aula de portugues e não sabe falar japones. Tente, treine e se arrisque, foi isso que ele fez e a história dele é uma experiencia fantastica.

Nesse último passeio, Renato e eu fomos de metro até o ponto mais proximo da Tokyo Tower e fomos a pé pra lá. Ver a Torre lá longe, brilhando é fantastico, tanto que eu nao conseguia parar de tirar foto. Chegando em um templo, agradeci a chance de conhecer esse país maravilhoso e fiz alguns pedidos para 2009.

Chegando na Tokyo Tower, pegamos uma fila basica, compramos ingresso e subimos. Foi uma vista maravilhosa e sinceramente como ultimo passeio, uniu tudo que eu havia visto andando pela cidade naqueles dias. Destaque para monitor touch que você vê mapa da cidade, como ela é hoje e até a era Edo. Inclusive, muitos monumentos na cidade, na tela você pode ver informações, como doramas que foram filmados lá.

Fomos em 2 andares ver a paisagem e foi muito legal que dentro tinha barzinhos e lojas. Comprei um chaveiro marcando minha visita a Tokyo Tower.

Não sei se é porque sou fã de animê e mangá, mas pra mim a importãncia da Tokyo Tower é imensa. Mesmo que até novelas da globo já tenham filmado a torre, como Laços de Família, onde Vera Fischer e Tony Ramos se conhecem lá. Para quem gosta de mangás do grupo Clamp, as estudantes que se tornaram guerreiras magicas, foi na Tokyo Tower que elas foram pra Zefir. Em Sakura Card Captor, a batalha final da Sakura completando todas as cartas Clown, também é na Torre de Tokyo. No remake das guerreiras magicas, a Torre de Tokyo vira o castelo de Zefir. A Torre também aparece no mangá X sobre o fim do mundo em 1999.

Agora vamos a parte que o público não conhece que tem lá na Tokyo Tower. Fomos em 2 cinemas 3D, fomos no museu de cera e também fizemos comprar lá. No cinema 3d, fomos ver Yatterman da Tatsunoko, foi muito engraçado ver um anime em 3D e vale realmente a pena. Depois fomos no museu de cera e muitas estatuas do museu. Fomos também no cinema pra 2 pessoas, que são as cabines da Capcom pra cinema 3D do Resident Evil. Muito foda ver zumbies te atacando em 3d.

Outra coisa muito bacana é a campanha das olimpiadas que está sendo divulgado dentro da Tokyo tower mostrando maquetes de estadios, logotipos, mascotes, assinaturas de quem apoia, Um projeto fantastico que espero que vença. Pra mim, Tokyo 2016 na cabeça. Se puder, eu vou nessas olimpiadas com certeza.

Também tirei foto de um poster da torre, autografado pela cantora Ayumi Hamasaki. Estava sendo exibido no primeiro andar. Pena que não é todo mundo que goste de jpop, por isso não entenderá a importancia da visita nela em 2008, que foi a comemoração dos 50 anos da Tokyo Tower.

Outro especial lá dentro era as maquetes da cidade na epoca que a torre foi construida. Tokyo realmente nao era nada interessante há 50 anos atrás.

Só um aviso que a Tokyo Tower vai deixar de ser simbolo do Japão muito em breve, com a construção da Tokyo Sky tree. Ela é o dobro de altura da Tokyo Tower e já está em construção, sendo previsto seu lançamento pra dezembro de 2011.

Para quem está indo ao Japão, é um excelente passeio, dá pra ficar horas na Tokyo Tower por isso, vai e aproveite.

Próxima história é passando final de semana em Nagoya e Toyohashi. Fiquei apenas 5 dias em Hekinan/Nagoya/Toyohashi, logo retornando a Tokyo pra encontrar o Renato e fazer o mochilão pelas cidades até Nagasaki.

Daqui pra frente muita história do Japão, como bomba atomica, bairro das geishas, temples historicos, que conheci pelas cidades que passei no Japão.

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Japão: Andando por Shinjuku


Estamos aqui de novo pra contar agora o que aconteceu antes de ir a Kabukichô. Confesso que me confundi em termos de localização ontem no texto e o Renato me ajudou a corrigir uns négocios no texto.

Explicando, Kabukichô fica próximo de Shinjuku e no dia, saimos pra dar um rolê por Shinjuku e apreciar um pouco essa belissima região. Mesmo tendo um natal pra lá de duvidoso pra olhos ocidentais, os japoneses sabem enfeitar as ruas para o natal sendo o caso especificamente de Shinjuku.

Aqui tinha uma atração que fazia fila que era um efeite de natal imenso, aonde uma maquina desejava sorte para os casais. Eu e o Renato chegamos a pensar em zuar e entrar na fila, mas acabamos não fazendo, tirando foto só de distância. Mas que seria engraçado, dois gaijins na fila lá, pra ver a sorte do amor, seria.

Belos efeitos de natal né? Foi em Shinjuku que eu me senti no natal de verdade. Aquele frio da noite, as luzes do natal, só faltava nevar, para estar completo. Me explicaram que em Tokyo só neva uma vez por ano, sendo mais pra janeiro ou fevereiro, por tanto, querer mais que isso, meio fora de cogitação.

De qualquer forma, Japão muda toda estação do ano. Lá existem roupas pra cada estação, como também as cidades e a vegetação mudam cada estação. Portanto, essa é só uma das facetas de Shinjuku.

Aqui, que vi uma loja aonde vendia um PSP usado, com alguns riscos (usado no Japão é um conceito totalmente diferente), por apenas 7 mil ienes, portanto por uns 160 reais. Eu repeti o que fiz em Akihabara, pensei que ia voltar depois e nunca mais achei a loja.

Eu também consegui tirar foto da pratelereira de filmes pornos, já que me pediam pra ver se era verdade que no Japão um dos destaques são filmes feitos a partir de animes, portanto garotas vestidas de cosplay dos personagens de anime na moda.

Encontramos uma faculdade de anime e mangá, sendo que entre os cursos estava de ser de dublagem. Acredito que foi um grande achado e o Renato conversou com pessoal da faculdade, sendo uma experiencia bem legal. Engraçado frisar que eles tem placas avisando, que a faculdade não é brincadeira e eles não vendem nada, como não produzem nada. Isso deve ser um aviso para fãs que ficam encantados com a fachada da faculdade.

Na minha opinião como fã, gostaria que no Brasil, dublador e ator fossem interpretados como coisas diferentes, como no Japão. Acho que um bom dublador não precisa ser necessariamente um bor ator e vice versa. Já existem polêmicas demais sobre quando atores famosos fazem dublagem de filmes no Brasil pra servir de divulgação e alavancar o sucesso do próprio. Mas não pense que no Japão é diferente, O castelo animado, por exemplo, tem participação do ator Takuya Kimura, o Kimutaku, e com certeza mesmo sendo uma animação Ghibli, deve ter sido uma forma de divulgação. No mais, casos como Bakuman recentemente da Jump, mostra um pouco desse universo da dublagem no Japão.

Encerramos a noite andando Kabukichô e depois fomos na Taito jogar Street Fighter IV, Tatsuoko X Capcom e Taiko no Tatsujin12. Alias, acho que foi a primeira vez que o Renato ousou jogar Taiko no Tatsujin, por isso escolhemos musicas bem clichê, como tem do super sentai Go-Onger, abertura de Dragon Ball Z (Chala Head Chala). Eu queria uma maquina dessa em casa, porque desestressa demais dar umas porradas no aparelho. A versão do Wii e do PS2, você não pode dar porrada no aparelho, digo a mesma coisa do DS. É legal pra jogar, mas a graça do taiko só fica pro aparelho mesmo.

Falaram que tem Taiko no Tatsujin no Brasil, mas está na edição 6. A graça do jogo é realmente estar em moda, tanto que os destaques da 12 são duas musicas de doramas, a do Last Friends e do dorama Rookies.
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Por enquanto é só, em breve as aventuras pelas cidades no Japão.


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Japão: Sim, nós fomos na Jump Festa – parte final


Encerrando os posts na Jump Festa, falaremos da comemoração de 10 anos de Naruto no Japão. A importancia de Naruto e seus 10 anos era tão importante, que no logotipo do evento estava o logotipo especial dos 10 anos de Naruto.

Parece que Naruto está em reta final na Jump, mas isso não muda o fato as atrações que Naruto tinha dentro do evento. Pra você ver, eu e o Renato recebemos uma peça de quebra cabeça que deveria ser usado numa tela q a gente viu depois, aonde montavam imagens do Naruto, com peças que eles davam ao público.


Sobre o público, Renato tinha falado que os únicos que são “sem educação” são os otakus (nerds), que batem nas pessoas sem pedir desculpa. Mesmo assim, não aconteceu, mas ele me deu o aviso. Agora, pra quem visita eventos no Brasil, na boa, se aquilo foi falta de educação no Japão, se eles viessem pro Brasil, seria o que?

No evento eu encontrei o Chise, figura conhecida da Otakunet, graças a ele postar muitos animes na internet. Graças a ele, os doramas ficaram conhecidos, já que ele ajudou no lançamento de Densha Otoko pelos fansubbers brasileiros. Chise é um cara muito engraçado e já tinhamos conversado algumas vezes pelo skype e no evento marcamos de se encontrar. O amigo dele, também brasileiro estava de cosplay de Tsuna, da série Reborn.

Fomos depois no stand da Square Enix, e os preparativos era pro jogo novo no DS de K. Hearts. O stand chamava a atenção, principalmente com o telão passando duelos do jogo Dissidia para PSP.

Como fomos também pra comprar coisas, decidimos ir para a fila de comprar na Jump Festa, assim saimos do evento e fomos pro outro lado. Confesso que tomei um susto da organização japonesa. Ficamos num lugar imenso, separados por fitas, aonde deveriamos escolher o que tem no catalogo da jump, pagar no caixa e ir retirar os produtos num deposito depois. Peguei baralho do reborn, dois posteres de reborn, 4 cartoes postais de reborn. Pior que era a unica série q eu queria algo, pq se tivesse produtos do Dragon Ball, eu teria comprado.

Assim, ainda voltamos pra dar uma olhada pela ultima vez no evento. O evento acabou, fez uma fila imensa no metro, portanto decidimos andar no shopping ao lado do evento. Lá eu acabei me apaixonando por uma mala da Nike, do tipo que os alunos japoneses usam na escola, e comprei. Tudo bem que tem gente zuando até agora que tenho uma mala de estudante, mas to nem ai.

Quando o metro esvaziou, voltamos e pegamos o trem rumo a Tama. Portanto, fomos sentido a Musashi Sakai, e mudamos de companhia de trem, pegamos a Seibu, de lá, fomos até Tama. A região de Tama parece uma cidade de interior e foi muito legal ficar lá. Dormi num hotel com ofuro e foi a primeira vez que eu usei ais o nihongo do que de costume.

Era domingo de manhã, sai do hotel, minha tia me ligou e ficamos uma meia hora no telefone. Enquanto isso o Renato chegou e tomamos café numa padaria francesa ali perto. O sistema de pegar pãos é exatamente como a padaria Itiriki da liberdade copiou dos japoneses.

Conheci a namorada do Renato, lembro que pensei que ela tinha me interpretado mal, mas o Renato disse o que aconteceu. So que infelizmente nao posso citar aqui por falta de educação e falta de privacidade.

De lá fomos rumo a meca Otaku, o bairro de Akihabara. Esse era meu terceiro dia em Tokyo, excitante, não?

Vale uma nota final, dias depois eu conheci um garoto chamado Keita, que faz faculdade de lingua portuguesa na faculdade que eu acabei dormindo na semana que fiquei em Tokyo. Bem, Keita me explicou que os japoneses usam a palavra Festa do espanhol/portugues, no enfase de parecer uma grande festa, diferente de party ou algo do tipo. Em resumo, mesmo que esse seja o sentido de Jump Festa se chamar Jump Festa e não Jump Party, fica uma nota pessoal que quero mais “festas” assim e não a bagunça que alguns traduzem no Brasil, como evento de anime e mangá.