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Críticas e Reviews Reviews de Games

Review | Dragon Ball Fighter Z

Hoje eu venho falar de Dragon Ball com vocês, mas como todo mundo já conhece bem o anime/mangá. A Arc System Work é a empresa responsável por dois dos maiores títulos de jogos de luta do mundo: Blazblue e Guilty Gear. Consagrados jogos não só pela sua jogabilidade e equilíbrio, mas pela sua arte e até mesmo trilha sonora, seja ela um rock da pesada ou uma trilha digna de um grande animê.

História

Depois de tanto jogos, quase que anualmente de Dragon Ball Z, não dá pra contar a historia da série de novo. Por isso, a Arc System Work trouxe uma história original, aproximando como um dos filmes, com direito até a personagem novo (Android 21, a nova waifu). O que mais chama atenção são os diálogos de zoeira que irão fazer os fãs dar boas risadas, principalmente as trollagens com o Yamcha. O modo dura cerca de 10 horas, não possui tanto fator replay, porém o jogo também conta com um bom modo arcade, sendo assim um ótimo conteúdo offline.

A seleção de personagens conta com mais de 20 personagens de todas as sagas de Dragon Ball Z e até Dragon Ball Super, porém sem Dragon Ball GT (não canônico) e infelizmente sem Kefla e Jiren da saga atual do anime. Mas podemos esperar uns DLC ai para atualizar e expandir o jogo.

Gameplay

O maior trunfo desse jogo  e o que faz desse jogo o mais importante lançado até hoje, é exatamente o seu gameplay. A Arc System Work é responsável pelos melhores e mais hardcore games de luta já feito e aqui ela traz um jogo muito bem orquestrado e com a jogabilidade mais acessível que o mesmo já fez. Além de se inspirar num clássico do E-sport, Marvel vs Capcom, trazendo os time 3×3 para o universo de Akira Toriyama.

 Simples e competitivo, o sistema de auto combo ajuda muito você a pegar e sair dando porrada, mas se você quiser parar no meio e fazer uns bons air combo, é possível, não tendo desequilíbrio  como em outros jogos que tentaram fazer o mesmo ao se utilizarem dessa mecânica. Aliás falando em Combos, a Arc System Work não perdeu o seu toque aqui e usou bem as mecânicas de trio e deu um gameplay parecido, porém com toques únicos para todo os personagens. Ficando fácil de aprender todos comandos e trocar entre eles no meio do combate, o que é muito necessário nesse tipo de jogo baseado em times.

 Gráficos/Som

Logo de cara, você percebe que não é só mais um jogo do Dragon Ball Z e depois de um tempo você ainda se pergunta: Isso é 3D ou 2D? Tudo isso devido ao trabalho excepcional daArc System Work de fazer a modelagem 3D e depois a mão refazer quadro a quadro para dar esse efeito de 2D, o resultado é essa obra prima da natureza.

Já no som, infelizmente não temos a dublagem nacional mas isso não tinha o mérito do jogo nesse quesito. Até porque o jogo fechado de easter egg no meio do combate refazendo cenas clássicas do anime no meio/final das lutas. É literalmente mágico quando ocorre esse efeitos e suas semelhanças com as cenas originais do anime, que devido aos gráficos do jogo ficam até melhor que o original.

Considerações finais

Com um ótimo conteúdo offline solo e recheado de multiplayer (off e online). Talvez o único defeito no quesito fanservice foi a falta de dublagem brasileira, porque de resto está sensacional e ainda deve contar com DLC para trazer mais personagens e quem sabe também, personagens da saga atual de Dragon Ball Super.

E mesmo que você não goste de Dragon Ball Z,  vale a pena por ser um jogo de luta de time que veio para pegar o lugar de Marvel v Capcom que falhou nessa geração. Pode esperar muito campeonatos competitivos e até um foco maior em anime fighter pelo Pro Gamer e programadores, quem sabe não tem um Naruto ou um One Piece com esse mesmo tratamento, não é ?

Nota

5/5

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Artigos Cultura Pop

Cultura Japonesa | Power Rangers X Super Sentai – Entenda ambos os gêneros

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Fazem 23 anos que o gênero Power Rangers reina em absoluto no ocidente, deixando aqueles que assistiam seriados na Rede Manchete (extinta em 1999) órfãos das séries do estilo Super Sentai (Changeman, Flashman e Maskman).

A verdade é que o Brasil sofreu transformações nos últimos dez anos, principalmente no método que as empresas decidiram trazer series ao país. Hoje, a pesquisa é um dos processos fundamentais, além disso as empresas americanas oferecem mil e uma vantagens ao seu produto desde a edição, audio em inglês e diversos de outros fatores que deixam o produto americano muito mais interessante do que o japonês. Por isso, animes já editados para serem exibidos em qualquer horário, como Pokemon, Yu Gi Oh, One Piece e Naruto, são escolhidos pelas empresas brasileiras, invés de recorrer a suas versões originais. No caso de Power Ranger e Super Sentai, a mesma coisa ocorre, já que o interesse por séries já moldadas a um público semelhante ao americano é muito mais viável do que arriscar uma série japonesa e não gerar lucros.

Como tudo começou

Em 1994, Haim Saban, lançou nos EUA a série Might Morphin Power Rangers, aonde ele reeditou o seriado Kyoryuu Sentai Zyuranger. A transformação do produto foi feita, pois o público americano não está acostumado com herois sem serem de nacionalidade americana, por isso a série teve apenas a utilização das cenas de luta e foram refilmadas todas as cenas por elenco americano. Além disso, a história do seriado foi ignorada, sobre humanos super poderosos que evoluiram dos dinossauros, aqui foi colocado Zordon deu os poderes a cinco jovens de uma cidade americana, Alameda dos Anjos. Tudo foi muito bem pensado, para que o produto fosse aceito pelo público americano. Na mesma época tivemos a estreia do filme Jurassic Park, aonde falava de um park de dinossauros, não preciso nem dizer que Power Rangers explodiu na televisao americana, deixando as empresas Saban, Bandai e a propria Toei, surpresas pelo lucro inesperado, ao seriado se tornar uma das séries mais assistidas nos EUA.

Depois disso, não bastou muito para a série ser lançada no mundo inteiro e foi ai que começou o problema, principalmente na Europa e na America Latina. Na França, por exemplo, o mesmo Haim Saban, havia levado as series Bioman e Gaban anos antes e explodiu de sucesso (nos mesmos moldes que Changeman e Jaspion aqui no Brasil), e o mesmo cara que levou as séries originais, estava levando a famigerada produção feita para o público americano. Aqui no Brasil não foi diferente, a série estreou no horario do almoço na Rede Globo, tendo um sucesso absurdo. As séries americanas batiam de frente com as longas reprises de seriados japoneses, por isso, não demorou muito para as séries japoneses perderem o brilho, principalmente por um desgaste de um sucesso aonde se teve mais de 12 seriados sendo exibidos ao mesmo tempo aqui no Brasil e com a chegada de Power Rangers, havia todo um novo mercado a ser trabalhado.

Enquanto isso, as novas temporadas de Power Rangers foram sendo produzidas e os direitos tanto das originais como das suas versões americanas, estavam nas mãos de Haim Sabana. A precaução foi feita, para não haver canibalismo de produto em qualquer país do ocidente, aonde a mesma série japonesa poderia ser comprada e ser exibida ao mesmo tempo que a série americana, assim se concorrendo e confundindo o público.

Além disso, o gênero Power Rangers trouxe outras franquias nos EUA, assim foi criado Vr Troppers (que usava seriados de Metal Heroes exibidos aqui no Brasil, por exemplo Sheider, Metalder e Spielvan), Masked Rider (que usou cenas do seriado Black Kamen rider RX) e BettleBorgs (que usava cenas do seriado metal hero Jukkou B-Fighter). Graças essas séries que começaram a vir ao Brasil, os seriados originais exibidos aqui anos antes, foram impedidos de serem renovados (alguns foram comprados pela própria Fox Kids aqui no Brasil, para poder lançar a série america em territorio brasileiro). Assim, seriados Black Kamen Rider Rx, Metalder, Sheider e Spielvan foram obrigados a sair do ar para a entrada dos seriados americanos. Isso não foi exclusividade apenas aqui no Brasil, a mairia dos paises latinos teve que haver alguma negociação semelhante, pois todas exibiam series de tokusatsu na década de 90.

O sucesso de Power Rangers, fez se criar concorrentes que copiavam sua fórmula. Veio o seriado Super Human Samurai, exibido junto com Shurato e Samurai Warriors, onde se usava cenas do seriado Gridman e se reeditava colocando cenas de atores americanos no lugar, aos mesmos moldes de Power Rangers. Na mesma época, o SBT lançou uma série 100% americana que tentava copiar a fórmula de Power Rangers, o nome deles era Tatuados de Berverly Hills, que tinha uma qualidade muito inferior a qualquer série já lançada por aqui.

Vale de curiosidade que no Japão, a série Power Rangers é exibida ao mesmo tempo que as séries de Super Sentai, mas em canais diferentes. O sucesso das séries americanas é mediana e são lançadas pela própria Toei Video.O Japão por os gêneros japoneses já estarem presentes há mais de 30 anos, não houve necessidade de restringir apenas a seriados Super Sentai, por lá. Inclusive, a série Power Rangers foi lançada em vhs e dvd por lá, para colecionadores. Outra curiosidade é que a vilã do seriado Zyuranger, a atriz Machiko Soga, ela se reedublou nas cenas de Rita Repulsa em Power Rangers.

Em 2001, a empresa Saban e o grupo Fox negociaram com a Disney que comprou a Fox Kids e adquiriu a empresa Saban usando suas séries pelo selo Buena Vista. Power Rangers foi mantido pela nova dona e foi levado a Nova Zelândia, aonde é filmado até hoje. Ao mesmo tempo, os outros seriados feitos pela Saban, como VR Troppers e Masked Riders, não foram renovados, por isso os direitos japoneses voltaram ao seu respectivo dono, a Toei Video. Por isso, hoje poderia ser lançadas de novo todas as séries que foram impedidas no passado do gênero Kamen rider e Metal hero.

Hoje, o Brasil poderia trazer qualquer série de Super Sentai antes de Zyuranger ao Brasil, caso negociasse com a Toei Video, as demais séries estão com direitos com a Disney, por isso a chance de uma nova série vir ao Brasil é quase nula, já que o gênero Power Rangers ainda é bastante forte. Só lembrando que em 2004, a Bandai teve um lucro de 110 milhões com a série Power Rangers, mas nem por isso impediu que Zyuranger fosse lançado em DVD e seu sucesso fez com que os atores fossem levados para eventos nos EUA e que fosse lançado Dairanger na sequência. Pode ser difícil no Brasil, mas nos EUA, os americanos estão tendo a experiência que os japoneses já tiveram que é assistir as duas versões (japonesa e americana).

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Por outro lado, desde que Power Rangers teve Koichi Sakamoto na produção, suas séries começaram a ficar mais parecidas com a temática de Super Sentai. O seriado Mirai Sentai Timeranger e o seriado Power Rangers Força do Tempo, tem quase a mesma história. O mesmo aconteceu com Power Rangers Força animal e a original japonesa Hyakujuu Sentai Gaoranger. Isso não impediu a volta dele ao Japão, quando a Disney terminou a produção das séries e isso repercutiu na influência de Koichi Sakamoto em Kaizoku Sentai Gokaiger.

Haim Saban recomprou os direitos de Super Sentai com sua nova empresa, Saban Brands. As séries por eles, mesmo que bem inferiores que as produções da Disney, fizeram história em licenciamento em todo mundo. Negociaram com Nickelodeon nos EUA, Televisa no México, Cartoon Network no Brasil e por streaming global pela Netflix. As séries Power Rangers voltaram com força total em termos de marketing, mas esperamos que o mesmo crescimento venha em termos de roteiros de suas produções.

O gênero Power Rangers ainda vai durar muito, como o Super Sentai também, mas para aqueles fãs puristas que gostariam de ver a série original, infelizmente estamos no lado ocidental, por isso Power Rangers continuara sendo uma das séries trabalhadas pela Toei Brands por aqui, enquanto na Tailândia por exemplo, os gêneros de Tokusatsu continuam bem fortes. Lembre-se, as empresas brasileiras desejam produtos em potenciais aqui nas terras tupiniquins, por isso elas não irão ousar em trazer produtos que elas acreditam que não irá dar lucro. Porém, podemos sonhar que produções cheguem por streaming em serviços como Netflix e Crunchyroll que já recebem produções como as séries do universo de Ultraman.

Zyuranger

Mighty Morphin Power Rangers

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Eventos

Cobertura JWave: Jump Festa 2011

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Nos dias 18 e 19 de dezembro aconteceu em Tóquio, a Jump Festa, evento organizado pela Shueisha que apresenta as principais novidades da antologia Shonen Jump e outras publicações da casa.
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Empresas como Namco Bandai e Square Enix também sempre estão presentes no evento, revelando suas principais novidades no segmento dos videogames.
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Esse ano entre as novidades da Jump Festa, nós tivemos a entrevista do autor Tite Kubo (do mangá Bleach) que revelou que seu título está no meio do caminho e que ainda deve ter 10 anos de publicação na revista Shonen Jump. Outra novidade que pegou de surpresa foi o anúncio do filme em computação gráfica dos Cavaleiros do Zodíaco.
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Entre os destaques desse ano foi a Jump mostrando sua antologia no iPad, coisa que já tinha sido anunciada desde o lançamento do aparelho no Japão.
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O colaborador Humberto Coga esteve no evento e nos mandou as fotos exclusivas sobre o evento. Esperamos mais fotos assim do nosso colaborador por aqui.
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Cultura Pop

Super GT

Calma calma! Se você leu GT e pensou em Gran Turismo… Você está quase certo…
A Super GT (antigamente chamada de JGTC para Japan Touring Car Championship) é uma das principais categorias de automobilismo do Japão de carros de turismo. É promovida pela GT Association e regulamentada pela FIA.

Os carros são divididos em duas categorias, os GT500 para carros com 500HP de força, e a GT300 para carros com 300HP de força.

Para quem curte carros japoneses, essa categoria é um espetáculo! Temos as grandes montadoras japonesas disputando oficialmente com equipes de fábrica: Honda, Toyota (Lexus), Nissan, Subaru…

São 9 etapas, entre elas os clássicos circuitos japoneses Suzuka, Fuji e Montegi e uma etapa na Malasia no circuito de Sepang, o mesmo aonde a F1 é disputada.

Nós, brasileiros, temos uma atração em especial lá: O piloto João Paulo de Oliveira, que corre pela Nissan e tem uma carreira de sucesso na Super GT.
Infelizmente é difícil ter notícias sobre a Super GT no Brasil, a melhor forma é acompanhando o twitter do João Paulo, que ele vive postando fotos, vídeos e notícias sobre as corridas…
Destaque nas fotos para o lindo Lexus da Bandai (e olha que eu não sou fã da Toyota/Lexus…)

Honda Super GT Subaru Super GT

Nissan Super GT Lexus Super GT

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Cultura Pop

Novidades em S.H. FIGUARTS

Novidades para os colecionadores de itens de Kamen Rider: Novos S.H. FIGUARTS para esse início de ano. Primeiro, vale esclarescer que S.H. Figuarts (Ou, Simple and Heroic Figure + Arts), é uma série de ‘Chogokin‘ produzida pela Bandai. Dito isso, segue-se a lista com algumas imagens e links para compra.

S.H. Figuarts Kamen Rider W Fang/Joker
Lançamento em maio.
Já em pré-venda na loja Hobby Search.

S.H. Figuarts Kamen Rider W Heat/Metal

Lançamento em março.
Já em pré-venda na loja Hobby Search.

S.H. Figuarts Kamen Rider W Cyclone/Joker
Lançamento em abril.
Já em pré-venda na loja Hobby Search.

S.H. Figuarts Kamen Rider G3-X
Lançamento em maio.
Já em pré-venda na loja Hobby Search.

S.H. Figurats Kamen Rider G4
Lançamento em maio.
Já em pré-venda na loja Hobby Search.

S.H. Figuarts Kamen Rider Gills
Lançamento em abril.
Já em pré-venda na loja Hobby Search.
A figura da imagem ainda é um protótipo.

S.H. Figuarts Kamen Rider Kuuga Rising Ultimate (Dark Eyes Ver.)

Item exclusivo e limitado da Tamashii Web Shop.
Lançamento em fevereiro.

 

S.H. Figuarts Neo Trooper
Item exclusivo e limitado da Tamashii Web Shop.
Lançamento em fevereiro.

S.H. Figuarts Kamen Rider Rising Ixa
Item exclusivo e limitado da Tamashii Web Shop.
Lançamento em maio.

S.H. Figuarts Kamen Rider Skull
Item exclusivo e limitado da Tamashii Web Shop.
Lançamento em maio.

Imagens utilizadas no Blog ‘Ngee Khiong Ex

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Filmes Pesquisas e Top

Top 10 Cinemas: Estreia Tales of Vesperia nos cinemas (Dias 3 e 4 de outubro)

Primeira semana de outubro e final de semana sem grandes novidades no nosso Ranking 10 da bilhteria japonesa. A grande novidade é a estréia de Tales of Vesperia – The First Strike distribuído pela Kadokawa.

Começamos sem grandes novidades com seis semanas no topo da bilheteria, o 20 th Century Boys. É verdade que ele deu uma bela dançada de posições no feriado anterior, mas voltou a se consolidar no topo. Acredito que esse possa ser o filme com maior bilheteria do ano, porém ainda é cedo pra confirmar isso, além de Harry Potter ficou um bom tempo nas salas japonesas. Lembrando que esse é o terceiro e última parte da trilogia baseada no mangá do Naoki Urasawa. O mangá chegou a ser anunciado no Brasil pela Editora Conrad, tendo seu lançamento programado após a conclusão de Monster, porém até hoje esperamos a conclusão desse mangá.

Tendo uma troca de cadeiras, Kamui Gaiden abocanhou a segunda posição dessa semana. O filme é baseado no manga homônimo produzido entre 1964 a 1971 pelo mangaka Sanpei Shirato. O mangá já saiu no Brasil com o nome “A Lenda de Kamui” pela editora Abril nos anos 90.

Indo para a terceira posição temos o filme Ballad: Namonaki Koi no Uta que é uma adaptação da animação de 2002, Crayon Shin-Chan: Arashi wo Yobu Appare! assim infelizmente o filme tem ganhado atenção da mídia pela morte do autor do mangá. Infelizmente o mesmo que tem um trailer excelente, acabou ganhando mídia indireta por conseqüência dos últimos fatos. Ballad: Namonaki Koi no Uta tem em seu elenco os atores Kusanagi Tsuyoshi (SMAP) e Yui Aragaki.
Sem grandes mudanças, temos na quarta posição a dobradinha Duel Masters Lunatic God Saga e A penguin´s Troubles The Movie, coisa típica no Japão. Na quarta posição, fazendo duas semanas, as duas animações continuam no top, porém agora rivalizam apenas com Tales Of Vesperia como animações no top.
Outro filme que manteve a mesma média foi o Katen no Shiro. Baseado no romance escrito por Kenichi Yamamoto sob a construção do castelo Azuchi, requisitado pelo poderoso daimyo Oda Nobunaga (interpretado aqui pelo Kipeei Shiina). Azuchi é considerado o maior castelo da história do Japão, que reúne beleza, prodigalidade com utilitária e defesa. No elenco temos Toshiyuki Nishida como genioso carpinteiro e Shinobu Otake como sua esposa. Saki Fukuda que estréia no seu primeiro papel num drama de samurai como filha dos dois. O filme é distribuído pela Toei e manteve a mesma média da semana passada.

Outro filme que repetiu a mesma posição no ranking foi Coco antes da Chanel que tem mantendo a média desde a semana passada.

Só perdendo para Dragon Quest e Final Fantasy a posição de RPG mais popular do Japão, a franquia “Tales of” chega aos cinemas com Tales of Vesperia – The First Strike. Como o nome diz, o jogo da Bandai Namco, lançado em exclusividade para Xbox360, está chegando aos cinemas na forma de prequel. Tendo diretor Kanta Kamei (que fez O-Ren, a animação de Kill Bill), o filme foi produzido e está sendo distribuído pela Kadokawa Pictures.

Na oitava posição, temos Wolverine: X-men Zero que está perdendo força no topo. O filme já está saindo em bluray no resto do mundo, sendo bastante provável que este saia dos cinemas japoneses muito em breve.
Tajomaru perdeu mais uma posição, chegando na nona posição. Sendo uma releitura do conto Yabu no Naka do escritor Ryunosuke Akutagawa, o filme conta a historia de Naomitsu (Oguri Shun), o segundo filho do clã Hatakeyama e é noivo da princesa Ako (Yuki Shibamoto). Um dia, ele decide fugir de casa, fugindo para as montanhas e é atacado pelo ladrão Tajomaru, porém Naomitsu mata o ladrão e decide assumir a identidade dele. O tema do é do B´z, com a música Pray, ficando uma mistura muito interessante jrock com temática de samurais.

Na décima e última posição temos A verdade Nua e Crua que manteve a mesma média da semana passada.

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Might Morphin Power Rangers: É hora de Morfar!

Quinze anos se passaram desde que essa frase foi dita pela primeira vez e surgiu o sucesso da franquia Power Rangers que dura até hoje. Sim, treze temporadas produzidas de algo que tinha tudo para dar errado para o público americano.

Retornando aquela época aonde vivíamos numa transição, aonde havia muitos heróis japoneses na televisão, mas que sua decadência estava começando e por outro lado estava chegando em nossas terras a série Power Rangers pela Fox e depois pela Rede Globo, aonde o sucesso foi um estouro.

Agora é só lembrar das gírias dos anos 90 como “Morfenomenal” e relembre um dos maiores sucessos dos anos 90.

Saban, a empresa que criou Power Rangers

Uma empresa considerada inimiga para muitas pessoas fãs de tokusatsu, ela também foi responsável por lançamentos de várias series japonesas no ocidente, na França mais precisamente. Haim Saban, famoso israelita criador da empresa odiada por muitos, lançou o tokusatsu na França obtendo sucesso que até hoje existem por lá.

Se no Brasil temos Jaspion e Changeman, os franceses têm Gaban e Bioman no coração. Inclusive até a tática de marketing de usar o mesmo nome com números para parecer continuação foi feito por lá sendo lançado outros dois Super Sentais com os nomes Bioman 2 e 3. No Brasil essa tática foi usada com Jaspion 2 que na realidade era Spielvan.

Voltando ao caso da empresa Saban, Haim Saban sabia que heróis japoneses nunca emplacariam nos EUA. Um país que tem super heróis que são símbolos mundiais, ele sabia que heróis japoneses não teriam sucesso nas terras do Tio Sam. A adaptação tinha que ser feita, para soar que os heróis japoneses eram americanos e tão bons e eficazes como os heróis em quadrinhos, filmes e outros da cultura americana. Conseguindo o sinal verde da Toei, dona e criadora das series de tokusatsu, Haim Saban sabia que tinha entrado num caminho de pedras até encontrar a formula ideal.

Um fato curioso que inicialmente Haim Saban desejava seguir o caminho de séries para o público adolescente por isso escolheu séries maduras japonesas como Metalder e posteriormente Jetman. Nenhuma das duas séries teve suas adaptações fora do papel, porque o público foi outro, as crianças. Usando a série japonesa posterior a Jetman, a série Zyuranger, que tinha um visual e uma temática mais infantil. Vale lembrar que Metalder posteriormente foi totalmente modificada junto de Spielvan para se tornar a série americana VR Troppers, mas fracassou no seu papel ao atrair as crianças que gostavam de Power Rangers.

Tirando a essência e as histórias japonesas e substituindo por histórias de adolescentes no colegial que poderia ser comparado ao sucesso da época, Barrados do Baile, a série Power Rangers tinha uma historia de adolescentes como pano de fundo e as aventuras de heróis coloridos como tema fantasioso do trama. Sua mistura gerou a série Power Rangers que até então não existia nada do gênero nos EUA.

Power Rangers, uma estréia sem alarde na tv a cabo e um sucesso na tv aberta

Um ano depois da série estrear nos EUA, a série logo veio para o Brasil de forma discreta no bloco Fox Kids que existia dentro do canal Fox. Vale lembrar que nesta época ainda não existia canal Fox Kids (Atual Jetix).

Junto com desenhos do tipo X-men Animated, Eek, o gato entre outros era o que constituía o bloco Fox Kids.

Um ano depois, a série teve sua estréia no horário do meio dia na maior emissora do país, a rede globo. Sendo a atração principal da TV Colosso, a série alcançou sucessos semelhantes iguais em outros países.

O sucesso da série foi tamanha que ganhou até uma musica pela dupla famosa naquela época que era de Sandy e Junior. Essa musica criada por eles, foi bastante divulgada na época em diversos programas infantis. Um detalhe que deve ser comentado é que essa musica apenas foi ao ar na época da segunda temporada, mas graças ao sucesso da primeira é que esta foi produzida. Além disso, podemos fazer um paralelo a uma banda infantil daquela época com uma banda mais antiga ainda, que é o Trem da Alegria que fez a musica Changeman e Jaspion por causa do grande sucesso que as duas séries estavam tendo.

Por fim, temos que ressaltar a gíria “Morfenomenal” falada pela personagem Kimberly, ranger rosa, no qual virou uma época até a gíria de muitas crianças graças a divulgação e sucesso da série.

Power Rangers, a série

A série tem inicio com a clássica cena de dois astronautas abrindo uma tampa de um enorme recipiente na Lua. Ao fazer tal ato, eles libertam Rita Repulsa e sua tropa numa nova era de maldades no universo.

Retomando ao seu castelo, Rita Repulsa decide atacar a Terra e assim Zordon e alpha 5 que defendem a Terra a espera de qualquer mal, eles escolhem cinco pessoas capazes para se tornar os guerreiros com poder dos dinossauros, os Power Rangers. Escolhendo cinco adolescentes da escola de Alameda dos Anjos, os escolhidos foram Jason (ranger vermelho), Zack (ranger preto), Billy (ranger azul), Triny (ranger amarela) e Kimberly (ranger rosa). Inicialmente, eles relutaram a aceitar tal missão, mas após lutarem com soldados de massa, eles percebem que a única coisa a fazer é se tornar os guerreiros Power Rangers.

A série tendo essa premissa logo de começo não tem grandes evoluções durante sua saga. Apenas alguns episódios especiais e bem carismáticos e senão inesquecíveis. Vale lembrar o episódio que o Billy e a Kimberly viram punks que tem que ser detidos pelos outros Power Rangers. O episodio que a Triny não para de correr por causa de um monstro semáforo. Tem também o episodio que o Billy desenvolve os comunicadores para a equipe se interagir com ondas de rádio. Por fim, o episódio que o Billy desenvolve o carro para os Power Rangers que era um fusca branco. Com certeza, você tem outros episódios favoritos como o Billy salvando a garota que ele se apaixona com um monstro marinho. A série se constitui de diversos episódios carismáticos, mas que não acrescentam em nada o trama, apenas desenvolvem melhor os personagens, uma característica que funcionou muito bem.

O ponto forte da primeira temporada é ao inserir o personagem ranger verde no trama, onde Rita Repulsa usando um cristal verde, ela ressuscita o ranger verde. Nesse ponto, sabemos que Rita roubou no passado o poder de um dos rangers e trouxe para o seu lado. Escolhendo o mestre de artes marciais, Tommy que tem as mesmas características que o Jason, a Rita esperava uma vitória fácil. Logo, como o público esperava, o ranger verde se alia aos Power Rangers para o temor de Rita Repulsa.

A série depois desse ponto tem como explorar as diversas formas diferentes que o mecha Dragonzord tem de fusão com o Megazord e a amizade entre dos rangers verdes e vermelho na posição de lideres da equipe Power Rangers. Nesse ponto, temos também o inicio do namoro entre a ranger rosa e o ranger verde gerando episódios inesquecíveis como monstro em flores que causou rancor entre os dois.

Perto do fim da primeira temporada, temos o ranger verde perdendo os poderes graças ao cristal de Rita Repulsa e para o poder não ser passado para o mal, Tommy é obrigado a repassar os poderes para o Jason que ganha o controle do DragonZord e o colete dourado em seu traje vermelho. Temos diversos episódios do Jason desse jeito, antes do retorno do Tommy num episódio posterior aonde ele usa os últimos poderes de ranger verde.

Vale ressaltar que em cada episodio tínhamos a dupla Bulk e Skull querendo dar uma de superiores sobre os adolescentes que eram os Power Rangers. Nesses momentos que tinham até a musica clássica deles, podem ser comparados com os três patetas, aonde só acontecia palhaçadas.

A conclusão da primeira temporada, basicamente não existe, porque a série deixa pra continuação a responsabilidade de encerramento, aonde temos já o vilão Lord Zedd no comando. Pode se dizer que a série com seu sucesso avassalador não precisava criar finais e por isso continuou sem medo em seu próximo ano aonde diversas mudanças foram feitas para manter a série ainda o sucesso da criançada.

Curiosidades

– A série Power Rangers por onde passou gerou sucesso, causando surpresa até para a empresa de bonecos Bandai que fabricava apenas no Japão os bonecos das séries originais. Um grande atraso teve, mas depois de corrigido, todos os anos tínhamos os Power Rangers bonecos juntos de sua temporada. Não esquecendo que há cada temporada, os bonecos ganhavam característicos de quadrinhos americanos que eram músculos e enchimentos sobre o traje.

– A série ganhou musicas bem interessantes na França, Japão e Itália.

– A atriz Machiko Soga, a Bandora, a Rita Repulsa japonesa, dublou Power Rangers quando está foi exibida por um canal que exibia produções americanas no Japão.

– A série é considerada tokusatsu e foi distribuída na internet pela Toei entre diversas série japonesas num sistema de assinatura semelhante ao da Globo.com aonde os assinantes tinham acesso ao acervo da emissora online.

– Todo vhs ou dvd lançado no Japão dos Power Rangers tem o selo Toei Channel.

– Massaki Endo que canta o tema de abertura do Super sentai, Abaranger, já cantou o tema Power Rangers no Japão ao vivo.

– A série Abaranger, segundo boatos, é uma homenagem ao sucesso de Power Rangers e não uma repetição proposital do tema dinossauro.

– A segunda temporada de Power Rangers, os mechas seriam inalterados, mas o ranger branco usado da série Dairanger teria sua inclusão. As cenas seriam filmadas no Japão de todas as lutas com o mecha exclusivo aonde o mecha do tigre branco seria possível se fundir com os mechas da primeira temporada. Por causa de custos, o projeto não saiu do papel e por isso todos os mechas foram substituídos, assim usando cenas prontas da série Dairanger.

– Diversos monstros e cenas de luta entre os mechas foram filmadas exclusivamente para a série Power Rangers direto do Japão. Por falta de técnica e ainda ser uma novidade a adaptação, os americanos não tinham recursos para continuar a primeira temporada, por isso a Toei criou monstros e as cenas de luta entre o Megazord e o monstro.

– As cenas americanas eram feitas em câmeras totalmente diferentes que as das versões originais, o que poderia se notar facilmente com cenas mais nítidas e claras comparadas com cenas escuras da série original.

Ficha técnica:

Direção: John Blizek e David Blyth

Produtor: Ronnie Haddar

Co-produtor: Ann Knapp

Produtores executivos: Shuky Levy e Haim Saban

Atores:

Power Ranger vermelho/ Jason Lee Scott: Austin St. John
Power Ranger Amarelo/ Trini Kwan: Thuy Trang

Power Ranger Preto/ Zachary ‘Zack’ Taylor: Walter Jones

Power Ranger Rosa/ Kimberly Ann Hart: Amy Jo Johnson

Power Ranger Verde/ Thomas ‘Tommy’ Oliver: Jason David Frank

Power Ranger Azul/ William ‘Billy’ Cranston: David Yost

Farkus ‘Bulk’ Bulkmeier: Paul Schrier

Eugene ‘Skull’ Skullovitch: Jason Narvy

Zordon: David Fielding

Ernie: Richard Genelle

Rita Repulsa: Barbara Godson

Goldar: Kerrigan Mahan

Squatt: Michael Sorich

Scorpina: Ami Kawai

Alpha 5: Romy J. Sharf