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Review | E Bleach chega ao fim…

Amado por uns, odiado por outros, finalmente Bleach chega ao fim no Brasil; a edição de número 74 foi lançada na CCXP e já pode ser encontrada nas bancas e lojas especializadas.

Depois de me esquivar do volume final de um dos meus mangás favoritos durante meses (e ameaçar quase todo mundo com medo de spoilers), finalmente posso dar meu parecer neste JMangá.

Relembrando a primeira parte

Tudo começa com um colegial meio delinquente, Ichigo Kurosaki, que é capaz de enxergar espíritos. Um dia ele acaba esbarrando na shinigami Rukia Kuchiki, que está tentando capturar um Hollow, criatura que “come” os espíritos errantes, impedindo que eles sigam seu caminho.

Ichigo acaba meio que atrapalhando o trabalho de Rukia e envolvendo sua família na caçada. Para ajudá-los, o garoto pega emprestado os poderes dela e acaba roubando tudo, sendo obrigado a fazer o trabalho dela enquanto a situação não é revertida.

Nesse processo, Ichigo acaba sabendo mais sobre a Soul Society, local onde os shinigami moram e para onde as almas por eles salvas são enviadas. Rukia, por sua vez, torna-se uma colegial e assistente de Ichigo e acaba fazendo amizade com os humanos e passando a se importar mais com todos. Sado e Orihime, amigos de Ichigo, também desenvolvem habilidades especiais e tudo isso acaba despertando a atenção da Soul Society, que acaba prendendo Rukia.

Ichigo e seus amigos partem para salvá-la e é aí que começa o primeiro grande arco de Bleach, a saga da Soul Society, que é a única que faz algum sentido. Depois disso, a história fica bem esquisita.

Discutindo a obra

A verdade é que, tirando o primeiro, os arcos de Bleach começam de maneira grandiosa, prendendo o leitor de todas as formas possíveis, mas o autor se perde no final. Ele cria personagens incríveis (como o coringa para todas as horas Zaraki), mas na maioria das vezes esquece deles.

Quando os personagens reaparecem, a gente nem lembra onde eles estavam e o porquê deles não terem sido cogitados para resolver aquela treta em específico. Fora as soluções mirabolantes, como o pai de Ichigo ser um shinigami meio aposentado e a mãe dele uma quincy, cuja maioria dos representantes foi dizimada pela Soul Society.

Fiquei especialmente chateada com a última grande saga de Bleach, onde o chefão quincy faz e acontece (e na qual a gente vê quase o elenco todo morrer que nem barata); o cara tem um monte de subordinados com nomes impronunciáveis, tem poderes que não podem ser superados por ninguém, os discursos de vilão mais épicos… e é derrotado de um jeito tão sem graça, que te faz questionar o porquê de ter acompanhado a saga até ali.

Opinião

Quem leu até aqui deve estar pensando: nossa, e essa aí se diz fã de Bleach? Sim, sou uma fã ardorosa de Ichigo e seus amigos e é exatamente por isso que sou sincera ao dizer que fiquei muito aborrecida com o rumo que a história tomou.

Quando comecei a ler, tinha certeza que Ichigo e Rukia passariam o inferno por causa de suas escolhas equivocadas (cheias de boa intenção), mas que superariam tudo e ficariam juntos no final. É o que você espera depois de um resgate daqueles na Soul Society e de todo o drama mexicano envolvendo as origens de todos os personagens… mas eu fui enganada.

Claro que mangás shonen têm a premissa do “vencer o impossível” e Bleach cumpriu esse requisito. Mas nunca imaginei que o caminho dos dois seguisse de forma separada. Na verdade, Ichigo nunca me pareceu sentir algo por Orihime além da amizade, o que me deixou com a sensação desagradável de que a garota casou com ele se conformando com a posição de prêmio de consolação.

Acompanhei tantas sagas onde o laço deles parecia ter ficado mais forte só para ver Renji Abarai, amigo de infância de Rukia e seu colega shinigami, mandar no meio da batalha final uma confissão: de que Ichigo os reaproximou. Quando vi o olhar do garoto após a revelação, saquei que esse seria o último plot twist da obra.

Não bastou a espada do Ichigo ser uma… projeção do quincy chefão, nem o casamento dos pais dele ser um verdadeiro embuste, nem o combo (luta × 3) + (bravatas mil) + (bankai manjada) + (bankai inédita) = Zaraki resolve tudo no final ser sumariamente esquecido, ou tantas sagas que tinham tudo para serem espetaculares terminarem de modo medíocre: o casalzinho dos sonhos não ficou junto.

Vendo por esse lado, não adianta elogiar o traço do mangá que melhorou 1000% nesses anos todos (antes os personagens eram apenas testa), os esforços do autor em tentar chamar nossa atenção criando soluções mirabolantes para problemas que ele mesmo não pensou que seriam impossíveis de resolver ou ter se apaixonado pela obra de forma irreversível. Mesmo assim, meu coração foi partido no fim.

Mas teve pôster de brinde <3

Vocês podem dizer que sou fútil, que mangá não é que nem novela da Globo que tudo se acerta no final e mais um monte de outras coisas. O fato é que, para mim, aqueles dois eram almas gêmeas. Foi por isso que se encontraram naquele primeiro volume, que compartilharam poderes, mobilizaram amigos e aliados e chegaram vivos no final. Se um mangá que fala de espíritos quase o tempo todo não junta as peças no final, qual juntará?

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Música

T.M. Revolution vem ao Brasil!

Falta menos de um mês para o show do T.M. Revolution no Brasil, porém não é todo mundo que associa a banda aos temas de animês que foram exibidos por aqui. Você conhece eles?

Mas quem é Takanori Nishikawa?

Num projeto totalmente autoral, Takanori Nishikawa nasceu em 19 de setembro de 1970, na província de Shiga, no Japão. Ele atua, canta e participa da Abingdon Boys School, além de criar a T.M. Revolution, que é a abreviação de Takanori Makes Revolution.

T.M. Revolution ainda tem dois nomes muito importantes em seus bastidores, Akio Inoue que escreve as canções e Daisuke Asakura que compõe as canções. Mesmo com esses dois nomes por trás da T.M. Revolution, esse continua sendo um projeto do Takanori Nishikawa.

De Samurai X, Gundam, Sengoku Basara e até mesmo animê dos Vingadores (Avengers: Disc Wars)!

T.M. Revolution começou estrada em 1996 com Dokusai-(Monopolize), mas foi no seu terceiro single que nós conhecemos o trabalho de Takanori, quando ele cantou um dos encerramentos mais emblemáticos do animê Samurai X (Rurouni Kenshin). Sim, estamos falando de Heart of Sword (Yoake Mae).

Algum tempo depois, fãs de Gundam irão lembrar que ele esteve presente nas trilhas de Gundam SEED e Gundam SEED Destiny.

Em 2009, ele voltou com resonance do animê Soul Eater, seguido de Save The One Save The All do quarto filme de Bleach, chamado “Bleach: Jigoku-hen” em 2010.

E não poderíamos deixar de contar que o cantor já foi casado com a Yumi Yoshimura, da dupla AmiYumi. Sim, estamos falando da dupla que cantou tema dos Jovens Titãs e ganhou um desenho americano que foi exibido pela Cartoon Network por aqui.

E no Brasil?

T.M. Revolution estará no palco do Anime Friends, no dia 9 de julho às 19:30, cantando seus maiores sucessos.

Anime Friends acontecerá nos dias 7,8 e 9 de julho no Transamerica Expo Center, na Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues no número 387, na região da Santa Amaro em São Paulo.

Anime Friends 2017
http://www.animefriends.com.br/
Ingressos: Ticket POP
Dias: 7,8 e 9 de julho
Local: Transamerica Expo Center
Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
(Próximo das estações Santo Amaro , 9-Esmeralda da CPTM e Linha 5 Lilás do Metrô).

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Eventos

Cobertura JWave: Jump Festa 2011

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Nos dias 18 e 19 de dezembro aconteceu em Tóquio, a Jump Festa, evento organizado pela Shueisha que apresenta as principais novidades da antologia Shonen Jump e outras publicações da casa.
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Empresas como Namco Bandai e Square Enix também sempre estão presentes no evento, revelando suas principais novidades no segmento dos videogames.
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Esse ano entre as novidades da Jump Festa, nós tivemos a entrevista do autor Tite Kubo (do mangá Bleach) que revelou que seu título está no meio do caminho e que ainda deve ter 10 anos de publicação na revista Shonen Jump. Outra novidade que pegou de surpresa foi o anúncio do filme em computação gráfica dos Cavaleiros do Zodíaco.
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Entre os destaques desse ano foi a Jump mostrando sua antologia no iPad, coisa que já tinha sido anunciada desde o lançamento do aparelho no Japão.
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O colaborador Humberto Coga esteve no evento e nos mandou as fotos exclusivas sobre o evento. Esperamos mais fotos assim do nosso colaborador por aqui.
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Artigos

Opinião | A morte do Animax como nós conhecemos

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A maioria que gosta de animação japonesa já deve ter recebido a bomba sobre o canal oficialmente jogar os animês para escanteio. Quando escrevi o primeiro “Opinião” sobre a derrota dos Otakus, falei que a derrota do Otaku, fã desse tipo de série, que ele consome produtos ilegais em lojas e eventos, como DVDs piratas, e baixando na internet, não acrescenta em nada como público interessante comercialmente. Porém, a culpa não fica só exclusiva aos otakus, mas também as empresas que administram mal seus canais.

O Animax está sofrendo do mesmo mal que o canal Boomerang sofreu há alguns anos atrás, por não ter emplacado no Brasil, como um canal voltado a desenhos antigos, estes limados da programação da Cartoon Network e que estavam à espera de uma nova chance. O canal mesmo que excelente em seu acervo, tinha uma programação confusa, tinha o conceito de não ter intervalos, e tinha campanhas fantásticas pro público adulto que era criança quando foram feitos aqueles desenhos, o resultado foi fracasso. O canal teve que ser repaginado, deixando inclusive de passar desenhos, inserindo em sua programação séries australianas, americanas e até mexicanas, tornando-se mais próximo do público que assiste canais como Disney Channel e Nick. O que aconteceu? Não preciso comentar que Boomerang saiu do vermelho, deu certo, e até pouco tempo, Rebeldes (exibido anteriormente no SBT) era o programa mais assistido do canal.

Com certeza, os fãs de Boomerang se revoltaram, porém o canal afirmou que colocaria seus desenhos antigos de madrugada e na teoria problema resolvido. A questão do Animax é mais delicada, porque o Animax veio ocupando lugar de um canal trash, porém excelente como Locomotion, que dosava animações do mundo inteiro, passava animações dos anos 80 como He-man, She-ra e G-Force, enquanto a noite era dedicada aos animês como Evangelion, Caçadores de Elfa e Bubblegum Crisis: Tokyo 2040.

O primeiro ano do Animax veio com alegria para os fãs, porque era um canal japonês de animes e bom, parecia que ganharíamos um canal de “animê” de verdade. Porém, o buraco é mais embaixo, tínhamos uma grife japonesa sim, porém comandada pelas mesmas pessoas do Sony Television e AXN. O que isso significa? Públicos e experiência totalmente diferentes, o que com certeza foi um pesadelo pra eles. Pode ver que toda “solução” desesperada pra eles, são coisas que passam ou tem cara dos outros dois canais. Faltou pesquisa, faltou personalização, faltou um monte de coisas que o Animax não fez e morreu na praia amargando com campanhas de humor bem duvidoso.
Se por um lado empresas como a Editora JBC anunciavam apoio ao estúdio Alamo para a adaptação de animês para o canal, o que dava confiança do publico brasileiro pelo canal, do outro tínhamos uma falta de experiência e falta de tropeços que marcou esses 3 anos de Animax.

Você reconhece esse Animax aí de cima? Eu não!

Vamos analisar alguns problemas do Animax:

1 – Falta de animês clássicos famosos no Brasil
Um dos problemas do Animax “latino” foi a ausência de animês antigos que passaram pelas emissoras daqui. Um animê como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Samurai Warriors, Shurato faltou, e o pior, se você assiste o Animax japonês, sabe que ele principalmente é focado nisso.

Um animê desse porte, pode atrair sim um público maior para o canal, porém invés disso, optaram só comprar de forma bem bagunçada os animês de sua programação.

E títulos como Bleach e Death Note, mesmo sendo fortes no exterior no Brasil não são porque não passam na TV a aberta. O bom seria se nesse caso eles fizessem algo ao estilo do Animax espanhol que comprou Naruto Shippuuden, porque o Jetix por lá não quis a série já que Naruto não teve um bom desempenho por lá.

2 – A Falta de animes “shoujos”
Se você ver o Animax de qualquer país, o canal passa produções pro público feminino e bom, só ver nas bancas brasileiras que tem um público fiel de shoujo, além de o crescimento dos leitores de mangá se deve as garotas, pois bem, parece que o canal não sabia disso, ou não queria saber, pois não tinha nada voltado pra elas.

3 – Animax é um canal pra quem?
Se você olhar na sua TV a cabo hoje, vai perceber que o Animax não está perto dos canais infantis como Nick, Disney Channel, Cartoon Network, Boomerang, porque ele passava desenhos adultos.

Pois bem, não seria melhor focar num público criança e adolescente, tendo um canal “infantil” próximo aos demais? Por que investir em besteiras como bloco Lollipop? Animax assim não só afugentou as empresas, que não queriam ter a licença do canal da HBO, como tinha programação infantil de manhã e a tarde, porém não era um canal fácil pra criança achar.

O Animax resumindo, era um canal que tentou investir num público diversificado e caiu do cavalo. Devia ter seguido padrão de outras empresas, optando mesmo que quisesse passar animês mais pesados, apenas na madrugada.

4 – A falta de um Animax Brasil
O Animax por mais que falem continua sendo um canal mais “latino” e menos brasileiro. Somos um povo diferente, e precisamos de blocos personalizados pro Brasil, programas brasileiros durante a programação, tornando o canal mais a nossa cara. Porém, isso tem custo, um custo que o Animax não queria bancar e preferia gravar tudo no México.

Canais como Disney Channel e Nick tem programas no Brasil e ajudam a dar um “jeitinho” brasileiro para o canal.

Isso sem contar que com sucesso comercial de Turma da Mônica Jovem, a Sony podia ter aberto os olhos e ter encomendado um “animê” pro Mauricio de Souza baseado na turma e atrair um novo público com o primeiro “anime brasileiro”.

5 – Os clipes e séries japonesas
Um dos pontos positivos da Sony foi colocar clipes de cantores japoneses no intervalo, foi a primeira vez no país que pudermos ver cantores como Utada Hikaru, Crystal Key e Sowelu na televisão brasileiro.

Já imaginou um programa de clipes de jmusic, com artistas sendo entrevistados? Sim, artistas da Sony Music Japan, que faz música pro Bleach e outros animês da casa, poderiam falar de seu trabalho, convite de trabalhar em tal animê. Bom, parece que Animax daqui não pensou nisso.

O que faltou foi um programa de clipes, uma personalização de conteúdo, indo além dos clipes. Talvez até imitando o que outros Animax optaram fazer agora que é exibir os doramas, em sua programação, por serem derivados de mangá também.

Agora numa opinião pessoal, eu optaria de trazer tokusatsu clássico da Manchete. Pegar as séries da Focus (que só Jaspion pagou as três) e trataria de colocar a noite no Animax pra pegar os nostálgicos de plantão. Logicamente, a intenção não seria ir atrás de material novo, mas apenas antigo, se caso tivesse retorno (até porque é barato) partiria pra algo novo. Nesse caso, séries assim entram no mesmo critério de animês clássicos, trazendo público mais antigo para o canal.

6 – Marketing casado
Tendo tantas séries que foram lançadas em mangás no país, fazer só peça publicitária nos mangás da JBC e da Panini não rola. O Animax tinha que fazer promoções de mangás, e até concursos para cada país.

Outra coisa seria oferecer algo diferenciado aos clientes do ramo no Brasil, o que significa atrair clientes como Playarte, Focus, JBC, Panini, Yamato, que produzem produtos e serviços pro Brasil que envolvem animação japonesa e os levar como anunciantes de seu canal.

Além disso, produções da Sony, deveriam ter tido lançamentos simultâneos por aqui, em DVD, isso sem mencionar empresas como Focus que lançou Full Metal Alchemist no passado, que deveria ser focado no público do canal.

Independente disso, Animax pertence ao grupo Sony, poderia ser usado como meio publicitário da Sony Brasil para Playstation 3, câmera Sony Cybershot, dvds, blu-rays da Columbia e muito mais. Porém, você viu algum comercial da própria empresa no canal? Com exceção da câmera do último do 007, acredito que não.

Conclusão
Existem ainda muitos argumentos a serem questionados do fracasso do Animax, e principalmente se deve a má administração da empresa no canal na America Latina. Concordo que o canal pode crescer com aumento de séries não japonesas, porém além de inserir, tiraram toda filosofia do canal e transformaram numa versão genérica ao estilo da AXN.

Logicamente que às vezes isso não é nem culpa de quem ficou responsável pelo canal no Brasil, já que sendo um canal voltado pra América Latina, às vezes você tem pouca liberdade, ou talvez nenhuma pra personalizar o canal e a Sony falhou.

Agora quem pensa que o Animax é um grande canal, bom é sim, mas sabe quem é anunciante Lá? Empresas ao estilo da Polishop, se você já assistiu Animax japonês, deve ter visto aqueles aparelhos de ginástica e outros aparelhos estranhos sendo vendidos no Animax de lá. Então mesmo o canal dando certo no seu país de origem, você pode dizer que também não tem anunciantes muito fortes por lá.

Obs: Se quiser ler mais sobre o Animax, leia o texto do portal Jbox sobre a reformulação.

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Ima Ai ni Yukimasu

Sabe aquelas histórias de amor de cidade de interior? Aonde as crenças populares ainda existem. Pode ser assim que se define a linda história de amor de “Ima Ai ni Yukimasu”.

Baseada no livro que foi um grande best seller e que virou um filme de bastante repercussão em 2004. Infelizmente ou felizmente, está sendo produzido um remake americano, que terá a atrás Jennifer Gardner (seriado Alias e filmes De repente 30 e Elektra) em 2009. A série foi produzida apenas no ano seguinte do filme em 2005, e é considerada a melhor produção das três, sendo esta que iremos contar.

A série

Yuuji é um garoto de 6 anos de idade, que perdeu sua mãe há um ano atrás. Ele ainda sente muita falta dela, sendo que ele mata saudades dela, lendo um livro escrito por ela mesmo há um ano atrás. Acreditando firmemente no livro, ele crê que ela irá voltar na estação das chuvas (em junho).

Um dia, quando começa a estação das chuvas, Yuuji corre desesperadamente para o lugar aonde ele brincava com sua mãe no centro da floresta. Um túnel abandonado, ele e seu pai, Takumi, eles vêem uma mulher em volta de uma luz. Chegando perto dela, Yuuji percebe que sua mãe cumpriu a promessa, ela estava de volta a vida. Porém, ela tinha um problema, havia perdido a memória.
Amnésia

A série invés de abordar a volta dos mortos, da personagem Mio Aoi, optou-se por seguir o caminho de uma mãe que perdeu a memória. Em “Ima Ai ni Yukimasu” foi considerado relativamente “normal” a volta dela, aonde Takumi e Yuuji não medem esforços para fazer ela se lembrar deles.

Vendo uma casa bagunçada, Mio assume a função de dona de casa, trazendo a qualidade ao lar novamente. Takumi apenas a proibiu de ir a cidade, por achar que as pessoas não entenderiam como ela está “viva”.
Assim, começa o dia-a-dia da família “Aoi”, aonde a cada dia, Mio se sente mais em casa, mesmo não conseguindo lembrar de nada. Takumi vai contando aos poucos sobre o romance na juventude entre eles, levando a série a época do ensino médio.
Um dos méritos dessa série foi trabalhar muitos bem os personagens numa cidade de interior. Usando e abusando desse recurso, o elenco se interage muito bem na cidade pequena aonde todos se conhecem.
6 semanas

Uma das principais preocupações do Takumi, logo no começo da série, é sobre a última pagina do livro que sua esposa escreveu que Yuuji ignorou. Nela está escrito que ela voltaria para “casa” depois das seis semanas da estação das chuvas. Ele não fazia idéia, como Yuuji reagiria ao saber que sua mãe “morreria” de novo.

A própria Mio não sabe que pode “morrer” daqui seis semanas, o que começamos a achar que a decisão do Takumi é totalmente egoísta. Além disso, ela também não sabe que voltou dos “mortos”, achando apenas que perdeu a memória.

Cidade pequena

A novela tendo como cenário de fundo uma cidade pequena, acaba separando essa cidade em alguns pontos estratégicos, como: a casa que eles moram na floresta, a clinica que Takumi se cuida, a biblioteca em que ele trabalha, a escola que o Yuuji estuda e a casa da mãe da Mio, aonde também há o curso de jardinagem dado por ela.

Na casa, Takumi, Yuuji e Mio passam a conviver como uma família novamente. Mio se apega muito facilmente a Yuuji, no entanto ainda não aceita Takumi como marido, assim sendo verdadeiros estranhos na casa. Todos os dias, bem cedo, Takumi e Yuuji vão para a cidade, enquanto Mio assume os deveres da casa. Eles são muito amigos dos vizinhos Asuka e Shunsuke Kikuchi que tem uma loja de doces próxima dali.

Takumi tem uma doença rara que toda vez que fica estressado, a imagem se embaralha e ele desmaia. Além disso, qualquer meio de transporte muito rápido, ele se sente mal, assim tendo que tratar com a medica da cidade. Sendo medica e conselheira do Takumi, Naomi Hongo, é a primeira a saber do retorno da Mio e aconselha quais são medidas que Takumi deve ter para reconquistar sua antiga esposa.

Takumi trabalha numa biblioteca móvel na cidade, dividindo expediente com a Mariko Nagase e Hideo Imai. Mariko foi a melhor amiga de Mio no colégio, e hoje esconde um amor platônico por Takumi. Com a morte de Mio, ela pensa que pode corresponder com Takumi e ajudar a criar o Yuuji em tudo que for necessário. Além deles, Takumi deve seu emprego ao chefe Hachiro Suzuki, já que ele trabalha menos horas por causa de sua doença e por ter que criar Yuuki sozinho agora.

Na escola do Yuuki, a professora Saori Miura trata ele de uma maneira especial, já que ele perdeu a mãe recentemente, sendo quase uma segunda mãe. A melhor amiga de Yuuki é a Rena Saito, ao que tudo indica, eles devem repetir a mesma história de amor de Takumi e Mio.

Quem acompanha de longe o crescimento do Yuuji é a Ryoko Enokida, mãe da Mio. Pedindo para Takumi se mudar para casa dela e recebendo um não como resposta, Ryoko se afasta dos dois, para dar tempo de esquecerem de sua filha. Ela dá aulas sobre flores, sendo justamente isso que a fez agüentar a dura morte de sua filha. Em casa, Takao divide as frustrações com Ryoko, sobre a criação solitária do Yuuji nas mãos do Takumi.

Assim se resume a vida da cidade mostrada na série. Tendo personagens muito cativantes, todos eles ajudam diretamente ou indiretamente na criação de Yuuji. Por isso, Takumi preferiu esconder de todos o retorno de sua esposa, já que eles não entenderiam como ela pode voltar dos mortos por apenas 6 semanas.

Relembrando os tempos de colégio (Takumi X Mio)

Um dos segredos da série cativar o telespectador é colocar a personagem Mio, no lugar do telespectador e pedir para Takumi para que lhe conte como foi que os dois se conheceram.

Num flashback que sempre está presente nos episódios da série, Takumi relembra os tempos de colégio, quando os dois estavam na mesma sala. Nunca sendo francos um com o outro, acabou sendo no último dia do ensino fundamental que os dois perceberam que havia algo a mais que simples amizade. Takumi acaba mudando de cidade, mas mesmo assim não esquecendo Mio, sempre ligando, apenas pra ouvir a voz dela no telefone.
Um dia, eles marcam de se encontrar na cidade, com a desculpa de que Mio iria devolver uma caneta do Takumi da época que estudavam juntos. Não é nesse encontro que os dois se declaram, mas é a partir daí que fica óbvio que os dois realmente gostavam um do outro. Vale nota que essa história paralela, dá pistas sobre a “perda” de memória da Mio, por isso preste bastante atenção nesse primeiro e único amor dos dois.
Uma forma inusitada de contar episódios…

Yuuji sempre coloca um amuleto na janela de sua casa, assim em cada episódios vemos um novo amuleto ao lado do outro na janela. Esses amuletos são colocados a pedido de chuva, sendo assim que Yuuji demonstra que não quer q sua mãe vá embora.

Trilha sonora: Orange Range

A banda bastante famosa no meio de anime e manga, por causa de Bleach e Naruto também está presente nessa produção. A musica tema “Kizuna” foi produzida pela banda, tendo uma letra riquíssima, talvez sendo um dos melhores trabalhos do Orange Range.
Elenco
A protagonista da série, a Mio Aoi foi interpretada pela belíssima atriz Mimura. Dando um show em interpretação, Mimura tem poucos trabalhos de destaque na mídia japonesa, como as excelentes séries Rikon Bengoshi e Fire Boys.

O personagem Takumi Aoi foi interpretado pelo astro Hiroki Narimiya. Estrelando diversas séries de sucesso, como: Gokusen, Trick3, Stand Up! e Orange Days. No cinema, ele participou em Azumi, Nana 1 e 2, Kagen no Tsuki e Sakuran.

O Yuuji Aoi, filho do casal, foi interpretado pelo Takei Akashi, atualmente com 10 anos de idade. Uma curiosidade que ele é o único ator que atuou também na versão cinematográfica de Ima Ai no Yukimasu. O dorama mais recente dele foi a comédia Enka no Joou que conta a historia de uma cantora de música enka solteira de 39 anos, que tem azar no amor e no dinheiro.

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Cultura Pop

Curiosidade: Ayrton Senna na Shonen Jump


Entre 1991 a 1992, a revista Shonen Jump patrocinou a Mac Laren, assim produzindo uma história com Ayrton Senna para popularizar a F-1 no Japão. Tendo corridas ocorrendo de madrugado, a F-1 não conseguia emplacar por lá.

A revista não só conseguiu transformar F-1 popular no Japão, como tornou Ayrton Senna um ídolo. Muitos artistas da casa desenharam capas e ilustrações remetendo ao ídolo. Em especial, as capas eram ilustradas pelo Tsukasa Hojo (do City Hunter) e do Akira Toriyama (de Dragon Ball) e Masakazu Katsura (de Video Girl Ai) que homenageavam o piloto brasileiro.

A Jump publicou três histórias sobre F-1, sendo a primeira GP Boy em que o piloto brasileiro ainda não era protagonista. A próxima história veio com F. no Senkou – Ayrton Senna no Chousen (que pode ser traduzido como O relâmpago do F – O desafio de Ayrton Senna). De curiosidade a história começa com os jovens Nelson Piquet, Roberto Moreno, Maurício Gugelmin (todos pilotos da F-1 na ativa na época), além do próprio Ayrton Senna que assistiam a vitória de Emerson Fittipaldi no GP de Interlagos em 1973.

Esse é do tipo de material mesmo que publicado pela Shonen Jump é bastante obscuro pra nós brasileiros. Acredito que por serem obras curtas, teria uma certa recepção no país, sendo que elas provavelmente devem ser licenciadas no Brasil pela Viz que cuida desse tipo de licenciamento na América.

Fica a curiosidade que quando a Hqmaniacs licenciou Senninha e anunciou interessado em publicar mangás, mostrei pra eles sobre Senna ter saído na Shonen Jump, porém na época eles não se interessaram por essas três séries.

Vale lembrar que a maioria dos mangás publicados no Brasil são de séries publicadas na Shonen Jump. Desde Dragon Ball, Death Note, Bleach, Naruto, Video Girl Ai, entre tantos outros, são obras de sucesso que saíram nessa famosa antologia de quadrinhos.

Agradecimentos ao Marcus Marinho e ao Alexandre Nagado por alguns dados publicados dessa época no Nihon Site.

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Críticas de Filmes Críticas e Reviews

Crítica | Prince of tennis Live action

Exibido pelo canal Animax, o animê Prince of tennis é um dos grandes animês que estreou junto com o canal aqui no Brasil. No ano retrasado foi produzido o seu primeiro live action que na semana de estréia ficou entre os dez mais assistidos no Japão.

O mangá

As histórias do tenista Ryoma Echizen começaram a ser publicadas em 1999. Atualmente a série conta de Ryoma, um estudante vindo dos EUA, que mesmo muito jovem tem a fama de ser um excelente jogador de tennis. Entrando para a escola Sengaku, ele enfrentara hostilidade por ser muito jovem, mas nem por isso ele abaixara o nariz. A série foi encerrada ano passado, ganhando uma continuação logo em seguida.

O animê

Criado por Takeshi Konomi virou animê em 2001, sendo exibido pela TV Tokyo. Constituído de 178 episódios e uma série ova de 13 episódios, recentemente foi anunciado uma nova série ova que dará continuidade aos capítulos recentes do mangá. No Brasil foi exibido apenas a primeira leva de 52 episódios ainda sem previsão para episódios inéditos virem ao país.

O Musical

O que poucas pessoas sabem é que Prince of Tennis, como outros animês de sucesso, foi convertido em um musical. Suas principais sagas do animê viraram músicas contracenadas por um elenco rotativo, que troca depois de três apresentações.

Semelhante ao animê Sailor Moon, o musical foi à ponta de entrada para ganhar uma versão com atores reais. Lembrando que mesmo que soe estranho para nós brasileiros, é normal no Japão se produzir musicais de animês de sucesso, como foi produzido: Bleach, Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon e Prince of Tennis. Recentemente Prince of tennis o musical está em sua quarta geração de atores em exibição no Japão.

O filme

O filme veio em maio de 2006 e cumpriu uma difícil missão em resumir uma longa história em apenas uma hora e quarenta minutos.

Recontando a origem do mangá e indo até o jogo entre a Seigaku e a Hyotei, o live action conseguiu ser fiel como também inserir novidades a franquia.
Echizen Ryoma chega dos EUA, não gostando nada da idéia de se transferir a escola Sengaku. A idéia foi de seu pai, assim ele veio passar um tempo no Japão. Chegando a escola, ele acaba se envolvendo numa briga que é resolvida num jogo de tênis, mas que acaba sendo suspensa pelo capitão do clube de tennis. Ryoma acaba se tornando um membro do Sengaku, mesmo sendo muito mais novo e tendo sua fama mundialmente, o capitão do time promete que ele será normal como todos ali para a diretora.

Semelhante ao animê e mangá, Ryoma permanece inalterado, esnobe e sem um pingo de humildade. Brilhante atuação do ator Hongo Kanata que soube manter toda essência do personagem.

Outro personagem muito bem interpretado em tela foi o Nanjiro Echizen, por Kishitani Goro. Ele manteve todo o bom humor e deboche na relação pai e filho com o Ryoma. Trazendo seu filho pro Japão, Nanjiro acredita que Ryoma tem muito o que aprender para se tornar um grande jogador de tennis, e isso acabamos descobrindo no desenrolar do filme.

O grande vilão do filme é o Egate Mcleod Higaki, interpretado por Rikiya. Ele desafia Ryoma numa batalha final de encher os olhos no final do filme. Será que Ryoma consegue superar as táticas sujas do inimigo?

Analisando o filme

O filme trouxe algumas novidades visuais, valendo atenção para tenistas voadores, efeitos de chamas, raquetes explodindo, efeito de luz negra, além de “ki” para os personagens. Todas essas novidades visuais foram muito bem vindas, mas que também deu um ar caricato a exemplo de Shaolin Soccer. Se isso descaracterizou a série? Não, porque toda a essência de cada personagem está ali. Mudanças visuais como essas apenas engradeceu o filme, trazendo um novo diferencial para o público que já conhecia a série, como também encheu os olhos de quem nunca teve contato com a série.

Esse tipo de mudança ocorre naturalmente quando uma série muda de mídia (mangá para animê, mangá para live action), tendo que ser recriada novas formas de narrativa visual. Isso faz lembrar as mudanças que Sailor Moon sofreu para se transformar um live action, como a mudança de cores de cabelo apenas na transformação, uma luna de pelúcia e um enredo mais sério e fiel ao mangá do que o animê.

Como dissemos antes, o live action pegou emprestado muito do que deu certo no musical, por exemplo trazendo vários atores da segunda geração do teatro no elenco do filme. Agora não confunda, porque você não irá ver Ryoma cantando no filme.

O elenco

O protagonista Echizen Ryoma, foi interpretado pelo jovem Hongo Kanata de 17 anos. No Brasil, podemos ver ele no filme O retorno (Returner). Outros filmes de sucesso que ele atuou foi Nana 2 (baseado no mangá de mesmo nome) e Moon Child (o famoso filme de Gackt e Hyde). Em doramas, Hongo atuou em poucos doramas, sendo o mais recente o “Seito Shokun!”. Para fãs do garoto, ele nasceu no dia 15 de novembro de 1990 em Miyagi e ele tem 1,68 de altura, sendo do signo de Escorpião. Ele é agenciado pela Stardust.

O personagem Tezuka Kunimitsu, por sua vez foi interpretado por Shirota Yuu, que é modelo, ator e cantor no Japão. Ele reencontrou o ator Hongo no dorama “Seito Shokun!”. Shirota pertence a boy band D-boys. Ele nasceu no dia 26 de dezembro de 1985, em Tóquio. Ele tem 1,85 de altura e 74 quilos e é do signo de capricórnio. O filme mais recente do ator é Waruboro também lançado esse ano. Shirota é agenciado pela Watanabe Entertainment.
Keigo Atobe, o personagem popular com as garotas em Prince of tennis, foi interpretado por Sainei Ryuji. Ele é velho conhecido para quem gosta de tokusatsu, por interpretou o Akaza Ban Ban/Deka Red de Tokusou Sentai Dekaranger (adaptado no ocidente como Power Ranger SPD). Ele nasceu no dia 8 de outubro de 1981, em Hiroshima. Ele tem 1,81 de altura de 62 quilos, sendo do signo de Libra. Ele é agenciado pela Horipro.

A personagem muda Higaki Shioin, que seria um par romântico para o Ryoma, foi interpretada pela Iwata Sayuri. Ela é cantora e atriz, sendo que Prince of tennis foi seu primeiro filme. Sayuri nasceu no dia 21 de julho de 1990 em Shizuoka. Ela tem 1,60 de altura.

No papel da Diretora Ryuzaki-sensei, foi escalada a cantora Shimatani Hitomi. A cantora recentemente pode ser vista no Disney Channel cantando a música tema de High School Musical em japonês. Entre seus trabalhos, destaca-se a dublagem que ela fez em Doraemon, no filme “Nobita no wannyan jikuuden”. Ela nasceu no dia 4 de setembro de 1980, em Hiroshima. Ela tem 1,61 de altura e é do signo de Virgem. Ela é agenciada por PROCEED.

Por fim, o pai do Ryoma, o Nanjiro Echizen, foi interpretado pelo veterano Kishitani Goro. Entre os filmes que ele atuou, foi o filme “Taiyou no Uta”, com a adorável cantora Yui. Ele é casado com a cantora Kishitani Kaori da banda Princess Princess. Goro também já atuou ao lado do próprio Ryoma, o Hongo Kanata no filme “O Retorno” (Returner) lançado no Brasil pela Columbia Pictures. Ele nasceu no dia 27 de setembro de 1964. Ele tem 1,75cm de altura e 66 kg e é do signo de libra. Ele é agenciado pela Amuse.

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Crítica | Shaolin Girl | Uma seqüência do clássico Shaolin Soccer?

Produzido em 2008, o filme japonês do diretor Katsuyuki Motohiro, do excelente Summer Time Machine Blues, retorna ao universo criado por Stephen Chow em Shaolin Soccer.

Chamado de Shourin Shoujo, o filme acabou ganhando internacionalmente o nome de Shaolin Girl, justamente pra divulgar como seqüência de Shaolin Soccer. Nos roteiros, temos Masashi Sogo e Rika Sogo, que tem em seu currículo filmes como Yatterman lançado esse ano baseado no anime clássico da Tatsunoko. Vendo o currículo de Masashi Sogo, para fãs de anime, ele escreveu o filme Bleach: Memories of Nobody da série Bleach, como também alguns episódios de Bleach, Gantz e os ovas da série Rurouni Kenshin (Samurai X).

Para o papel da protagonista Rin, foi chamada a atriz Kou Shibasaki que é bem conhecida tanto no Japão como internacional. Não se lembra dela? Então, ela esteve presente em Battle Royale, Dororo, Tokyo Raiders, Sekai no chuushin de, ai o sakebu, One Missed Call entre outras produções. Já atuou em alguns doramas como Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi, Good Luck, Orange Days e Galileo. Além disso, é uma cantora bastante conceituada no Japão, assim fica difícil dizer que nunca ouviu falar nelai.

Do elenco de Shaolin Soccer regressa Kai Man Tin como Tin e Chi Chung Lam como Ram, respectivamente o terceiro e o irmão mais novo em Shaolin Soccer. Eles vieram ao Japão para divulgar seu Kung Fu, e acabaram ficando como auxiliares do restaurante do antigo sensei de Rin, o Kenji Iwai.

O filme ainda tem como produtor Stephen Chow e foi distribuído pela Toho, que tem em seu catalogo desde clássicos como Godzilla, a sucessos atuais como HERO, Gokusen entre outros que estão chegando ao cinema após sucesso de suas séries na televisão. No Brasil ela é mais associada a filmes como Godzilla e a séries de tokusatsu, como Cybercops.

A história

Vamos para a China, ver os últimos treinamentos de Rin Sakurazawa em um templo Shaolin. Mestre ao perguntar em todas as alunas presentes, o que fariam com Kung Fu, apenas Rin responde que continuará com a arte, como também deseja ensinar aos demais. Mestre que é interpretado por Akaji Maro (Kill Bill) dá um conselho a Rin que a arte do shaolin é um eterno treinamento e que ela nunca deverá deixar de treinar sua arte.

Rumo ao Japão, Rin descobre que os anos que passou China, pesou para seus antigos amigos e companheiros que largaram seu antigo Dojo. Completamente destruído e abandonado, o Dojo que Rin pretendia continuar e começar suas aulas está fechado e seus alunos já seguiram suas vidas sem ter espaço para o Kung Fu. Seu antigo sensei abriu um restaurante e não quer saber de dar aulas novamente.

Inicialmente, Rin decide procurar novos alunos, mas a busca é em vão, fazendo a desistir de dar aulas.

Shaolin Lacrosse?

Ficando amiga de Minmin, Rin decide jogar Lacrosse na faculdade, mesmo não sendo aluna, ela acaba ganhando a chance de virar membro do time.

O que é Lacrosse?

Lacrosse é um desporte criado pelos indígenas americanos no século XV, sendo bastante praticado no Canadá e nos EUA. No caso, o time feminino é formado por 12 pessoas que uma rede (crosse), uma bola de borracha, aonde o contato não é permitido, apenas o stick, assim restringindo arremesso de bola entre as redes até baliza do adversário.

Voltando ao filme, Rin demonstra uma grande habilidade com a rede, porém não consegue fazer entrar nenhuma bola na baliza.

O sensei Kenji Iwai entrar no time como treinador, assim treinando o time e dando dicas entre o kung fu e o lacrosse, utilizando-se da mesma fórmula que já conhecemos em Shaolin Soccer.
Paralelamente, vemos sempre que Kenji desmerece Rin, deixando fora do time. Durante seu primeiro jogo, Rin é obrigada a ficar no banco, sendo que exige entrar no segundo tempo. Egoísta, ela tenta roubar todas as passagens de bola para si, resultando a perda do time no jogo. Kenji revela a falha dela em não confiar em suas parceiras, fazendo ela sair cabisbaixa do jogo.

O lado negro da força

Enquanto isso vai se montando a história de Yuichiro Ohba, um dos sócios da universidade, aonde Rin é membro do time de Lacrosse. Yuichiro se sente atraído por Rin decidindo destruir tudo que ela tem, para ela ir para o lado negro da força.

Ele manda seus homens seqüestrarem Minmin, enquanto ele luta com Kenji o derrotando. Ao mesmo, seus homens põe fogo no restaurante, fazendo Ram e Tin saírem correndo de lá.
Ao mesmo tempo, Riyuji Tamura que permitiu que Rin fosse do Lacrosse e sempre comia no restaurante do Kenji, acaba fugindo do lugar.

O antigo dojo e o restaurante explodem, deixando Rin sem nada. Querendo resgatar Minmin, ela parte para universidade, para descobrir quem é o Yuichiro.

A luta final

Rin, Ram e Tin vão para a universidade, atrás de Yuichiro. Rin continua, enquanto Ram e Tin luta contra os homens de Yuichiro. Enquanto isso Riyuji revela-se ser um dos olhos de Yuichiro, lutando contra Rin, mas ele acaba levando a pior com ela.

Rin encontra Minmin, mas vai ter que aceitar o desafio de Yuichiro e não entrar no lado negro da força. Numa força sem precedentes, os dois elevam seu ki numa batalha incrível .

O grande segredo de Rin é saber perdoar e a luta se desenvolve mais como uma segunda chance para Yuichiro que é abraçado por Rin e encontra seu verdadeiro eu de volta.

O fim

Rin salva a todos e retorna em cima da hora para o jogo de Lacrosse. Vemos junto Minmin de volta ao time, sendo que todas utilizam de golpes do kung fu para vencer o campeonato.

Ao fundo do jogo toca a canção tema do filme, Giri Giri Hero, do grupo Mihimaru GT, deixando uma vontade de querer ver como continua a história.

Conclusão

O filme infelizmente para quem esperava algo voltado a esportes como em Shaolin Soccer se decepciona. Sendo um filme carismático e que chega até a brincar com cinema asiático, principalmente na cena em que Rin se veste exatamente igual como Stephen Chow em Kung Fusão, numa sucessão de homenagens a filmes chineses, Shaolin Girl é um filme mal compreendido, por não ser focado no esporte, como o filme Shaolin Soccer.

Shaolin Girl é um filme que tem um bom desenvolvimento, porém não deveria ter conexões com Shaolin Soccer, já que funciona muito bem como filme sozinho e tem personagens bastante carismáticos, sendo que a presença de Tin e Ram são mesmo que grandes, bastante dispensáveis.

Kou Shibasaki está excelente como Rin e demonstra que teve boas aulas de artes marciais, nas cenas de luta, sendo bastante convincentes.

Lembrando que para quem já viu ela em doramas e outros filmes, é interessante ver essa nova faceta da atriz.

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Pocky: Stick to fun!


A sobremesa Pocky é bastante conhecida entre os fãs de animê e mangá. Ela está sempre presente no dia a dia de seus personagens como a professora Mizuho de Onegai Teacher. Parte dessa influência em animês e mangás deve-se ao fato que Pocky também está presente ao dia-a-dia dos próprios japoneses. Pocky é uma sobremesa parecida com o nosso “Bis”, já que é sempre impossível comer só um.


Recentemente, viajei para o Japão, e pude ver um pouco da estratégia de marketing dessa sobremesa japonesa. Principalmente em torno da 50º Princesa Pocky, a Shiori Kutsuna, que está presente em todos os lugares. Para se ter uma idéia, num dia que estive por Shibuya, nos telões instalados próximo ao maior cruzamento de pessoas do mundo, o comercial do Pocky “pingava” de um telão para o outro.

Vale destacar aqui, que além da dança famosa de Shiori Kutsuna, nesse comercial, também temos a canção Oshare Banchou feat Soy Sauce produzida pelo grupo Orange Range. O grupo é conhecido pela abertura do animê Bleach,a Asterisk, como também com a abertura do dorama Hanakimi, Ikenai Taiyō. Atualmente o grupo produziu dois sucessos consecutivos, sendo um, o tema do Pocky e o outro com a música O2 do animê Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2.

O que é Pocky?

Essa sobremesa são palitos de biscoito com uma cobertura de chocolate. São encontrados em diversos países, como: Estados Unidos, Reino Unido, China, Canadá, e em toda Ásia e Europa. Em alguns países, o Pocky acaba sofrendo adaptações em seu nome, como na Malásia que se chama Rocky, já a palavra Pocky é vulgar no país, na Europa é conhecido como Mikado por causa de um jogo lançado por lá.

Mesmo sendo mais conhecido por seu sabor chocolate, Pocky pode ser encontrado em diversos sabores como: leite, mousse, chá verde, mel, banana, morango e coco. Sendo que os mais populares são o tradicional de chocolate e o de morango, que começaram a ser produzido respectivamente em 1971 e 1977.

Pocky é produzido pela companhia Ezaki Glico, sendo também conhecida pelo famoso “salgadinho” Pretz, que tem o mesmo conceito do Pocky, mas salgado, sendo baseado em Pretzel.

As Princesas Pocky

Como já comentamos a Shiori Kutsuna é a atual princesa Pocky como também a 50º princesa. Dessas cinqüenta princesas, já tivemos desde Aya Matsuura, como o grupo Morning Musume, como garotas propagandas de Pocky.

Sempre tendo campanhas de alto astral e bom humor, uma das Princesas Pocky que se destacou foi à atriz Satomi Ishihara. Para quem não se lembra dela, ela é a Haruka Koga do dorama H2 ~ Kimi to Itahibi. Quando protagonizou as campanhas da Pocky, ela sempre fez cenas, aonde beijaria seu namorado pela primeira vez e é interrompida. Numa das vezes, é sua mãe que traz Pocky no seu quarto, na outra, se escondendo entre dois barcos, o casal de namorados recria a cena de A dama e o vagabundo, mas invés do macarrão, os dois dividem um pocky, sendo nessa interrompidos por um pescador.

Quem figurou por grande tempo, como Princesas Pocky, foi o grupo Morning Musume. Participando de varias campanhas, o grupo foi responsável principalmente em difundir outros sabores dessa sobremesa. Muitas vezes, apresentando-os ao público, como sabor mousse, chocolate branco e o sabor Men´s que é com chocolate amargo. Vale uma nota, que segundo pesquisas da Glico, esse doce foi desenvolvido porque o homem médio japonês não gosta de doces muito doces, assim substituíram o tradicional chocolate, por um menos adocicado.

Pocky Street, a atual campanha da Pocky

Tendo como garota propaganda a Shiori Kutsuna,vamos falar um pouco dessa campanha que é uma verdadeira febre no Japão.

Para quem não conhece, Shiori Kutsuna nasceu em Sidney, na Austrália, em 22 de dezembro de 1992. Sua estréia na televisão veio com a oitava temporada de 3 nen B gumi Kinpachi Sensei, uma serie que passa na televisão japonesa desde 1979. Seu grande debut veio com a marca Pocky, sendo a garota propaganda, como também a narradora do dorama Pocky 4 Sisters, que é sobre 4 irmãs que comem Pocky e falam sobre seus problemas, trabalho e vida, sendo que comendo Pocky e conversando que elas conseguem ver as soluções dos seus problemas.

Atualmente, Shiori depois de seu debut, tem chamado bastante atenção da mídia, graças a sua atuação no dorama Mei-chan no Shitsuji que está em exibição na Fuji TV.
Voltando sobre a campanha da Pocky, Shiori Kutsuna está substituindo Yui Aragaki, sendo que com sua dança e energia cativou a todos. A própria Pocky, disponibilizou em seu site, todo o ensaio da jovem atriz, para decorar a dança animada que ela faz no comercial.

O sucesso foi tanto, que a campanha continua agora já no terceiro comercial, sem mencionar os institucionais e promoções que a jovem atriz aparece estampando seu rosto. A própria Glico fez uma promoção aonde você envia seu vídeo, imitando a dança da Kutsuna. E só perceber que desde crianças e adultos, se contagiaram com a dança dela enviando vídeos a Glico, sendo disponibilizados no site da empresa.

Orange Range e a Pocky

Não é a primeira vez que a Pocky tem como tema de seu comercial uma música do grupo Orange Range. Em 2006, o grupo participou com a canção DANCE2, na mesma época, eles produziram a canção Hello que foi usada pelo Disney Channel japonês.
Em 2008, o grupo voltou para a nova campanha da Pocky, com a música Oshare Banchou feat Soy Sauce. A campanha em si, estreou em outubro, sendo que seu single chegou nas lojas no mês seguinte, no dia 12 de novembro. O sucesso veio em números da Oricon, tornando o 17º mais vendido do mês de novembro.

No videoclipe, mais surpresas, já que mostra um cara perseguindo a Shiori Kutsuna. Com diversas participações especiais, principalmente de comediantes da televisão japonesa, essa produção abusa do bom humor. Sendo com certeza o auge do comercial, quando o cara desmaia e a própria Kutsuna e os demais vão ver se ele está bem, acordando e vendo o rosto dela, ele dança a coreografia dela do comercial do Pocky. Depois disso, diversas policiais aparecem e dançam atrás dele, a mesma coreografia, seguida da própria Kutsuna e os demais que estavam no local. Além de brincar com o comercial da Pocky, o videoclipe do Orange Range, divulgou ainda mais a marca, servindo de inspiração para o segundo comercial da campanha.

E Pocky tem no Brasil?

Para felicidade de alguns e tristeza de muitos, Pocky tem no Brasil, mas infelizmente apenas por importação. Diversos mercados de produtos japoneses importam o Pocky em diferentes sabores, sendo que a grande maioria se encontra no bairro da Liberdade, em São Paulo.
Se você não mora em São Paulo, tenta entrar em contato com as importadoras, encomendando ou peça para um amigo que freqüente o bairro japonês, lhe mande via correio.

Obs: Matéria originalmente escrita por mim e publicada na revista Neo Tokyo.

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Japão: Sim, nós fomos na Jump Festa – parte 2


Continuando o post anterior, como havia comentado é impossivel falar de Jump Festa num único post, portanto continuamos com a parte 2.

Muitas séries principalmente bonecos, foram anunciadas na Jump Festa, olha que engraçado, muitas dessas séries se resumiam a Saint Seiya e Dragon Ball.

Quero corrigir o post passado e falar que duas franquias do passado sempre são exaltadas pela própria Jump, o Slam Dunk e Dragon Ball.

Vale uma curiosidade que num dos passeios, tinha um stand com uma fila de uma hora, com produtos da Jump públicado em outros países. Gostaria muito de ter visto se tinha mangás brasileiros na pilha, mas com fila de uma hora pra poder olhar os mangás, sem chance.



No novo jogo do Bleach, a Sega colocou as garotas que apresentavam o jogo vestidas de Shinigami. Uma maravilha como sempre.

Quero lembrar que aonde foi a Jump Festa, no Makuhari Messe, é o mesmo local aonde ocorre o Tokyo Game Show. E o lugar é belissimo e desenvolvido para eventos, gostaria muito de ir num Tokyo Game Show, mas já tive a sensação já q tinha muitos stands de empresas de jogos da Jump Festa.

Quero comentar uma coisa em especial que eu vi, sobre cosplay. Todos ali, traziam sua mala de rodinha, pequena, deixava parada e trocava de roupa ali mesmo entre as pessoas. As vezes, eu olhava pra baixo, via um cara ou uma garota trocando de roupa sem timidez nenhuma. Arrumados, eles iam com sua mala pra um corredor entre os dois predios do Makuhari Messe, aonde com uma faixa de segurança os cosplays ficavam ali fazendo poses para fotografos de plantão. Simples rapido e sem uma “empresa” para mimar. Gostava quando fazer cosplay era isso, tenho saudades dos primeiros eventos de anime no Brasil por causa disso. Naquela epoca cheguei a cogitar a fazer cosplay, mas agora velho, é uma vaga ideia que está morta e enterrada.

A Jump tava anunciando muitas séries de Dragon Ball, provavelmente por causa do filme americano e também da série de tv, Dragon Ball Kai que estreia em abril no Japão.

Sobre a Cospa, tinha um stand incrivel de itens de cosplay e outros itens, dessa empresa. Como era natal, a Cospa como qualquer outra empresa, fazem sacolas “encalhe” que são produtos que não venderam bem, a preço de banana. Mas o detalhe é SURPRESA, vc só sabe o tamanho das camisetas, mas não sabe como elas são. A besta aqui quis experimentar e se deu mal. Veio um lenço do Ruffy, do One piece, uma toalha de um personagem anime q eu nao conheço, uma camiseta branca do Gintama e uma camiseta preta do cavaleiro de peixes, escrito “Dead Rose”. Yes, de tanto cavaleiros, veio o cavaleiro mais viado pra eu usar camiseta. Renato ficou rindo da cara da minha derrota, mas fazer o que né.

As aventuras da Jump Festa continuam no próximo post.

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Japão: Sim, nós fomos na Jump Festa – parte 1


Esse com certeza deve ser o post mais esperado pelos amigos que curtem animê e mangá.

Encontrei com o Renato, na manhã de sábado em Musashi Sakai e fomos para Makuhari, na cidade de Chiba, de trem.

Era longe pra caramba, sendo mais de uma hora de viagem, mas valeu a pena, chegando em Makuhari, a estação já estava enfeita pra Jump Festa. Tinha até algumas barraquinhas dentro da estação, vendendo Shonen Jump.

Acostumado com os eventos do Brasil, era impressionante que mesmo todos animados, a organização e o silêncio que era chegar no evento. O evento era separado em duas partes, a fila vermelha e a fila azul. Sendo que a vermelha é para quem quer comprar itens colecionaveis da Jump e a azul, entrar no evento propriamente dito.

Primeiro fato que estranhei, o evento é de graça e aberto o público. Segundo, as grandes produtoras como Square Enix, Sega, Capcom entre outras, estavam no evento apresentando novidades no mercado e demonstrar alguns jogos como o novo bleach pra Wii, Street Fighter IV para PS3 e Xbox360.

Infelizmente, não conseguimos chegar a tempo na sala que estava passsando 30 minutos de cenas do Dragon Ball Evolution, em compensação, achamos a sala aonde era mostrada itens utilizados no filme.

Infelizmente, eramos proibidos de tirar fotos e filmar lá dentro. Achei bem fiel a roupa do Goku, confesso que olhando de perto, o material parece aquele tecido que dizem que parece jeans.

Dentro, tinha uma moto da Bulma, um jipe do Yamcha, e era nos apresentado um novo trailer de Dragon Ball Evolution. Depois, assistiamos os atores de Bulma e Goku agradecendo o publico de estar no evento, mas pedindo desculpa por não estarem por lá. Eles tb comentaram sobre o desejo de fazer continuações e que para isso, todos ali presentes tinham que apoiar o filme baseado no mangá do Akira Toryama.

Saindo de lá, tinha um lugar que vendia ingressos antecipados para o filme Dragon Ball, mas infelizmente
por causa de data, eu não estaria mais no Japão em março, portanto, nada feito. Na ocasião eu até brinquei com Renato falando: “Será que comprando aqui, funciona no Brasil?”.

Eramos recepcionados por belissimas garotas vestidas de cosplay de Bulma do filme, o que rendeu diversas fotos.

Rapidamente estava rolando uma entrevista com a dubladora da série Naruto, mas não dei bola.

O que se percebia andando no evento da Jump, era quais as franquias mais rentaveis do momento. Com exceção de Dragon Ball que continua dando dinheiro mesmo com mangá encerrado há anos, não é só Naruto, Bleach e One Píece, as estrelas da vez da Jump. Os holofotes também estão pra Reborn, Eyeshield 21 e Gintama. Agora Hunter X Hunter, nenhum espaço pra ele, pra quem fala, que quando sai manga dele na Jump, esgota como água, a Jump se esqueceu dar atenção pra série?

Não pq eu gosto de Reborn que estou protegendo a série, mas existe muita coisa voltado pra essa série, dentro da Jump Festa. Era stand de camisetas, bonecos, até travesseiro, chapeu, itens para cosplay, baralho, posteres. E tipo como destaque.

Existe muita coisa pra se falar desse evento, portanto esse não será o unico post da Jump Festa. Também falaremos da parte de compras na Jump Festa e como eu me dei mal com a sacola magica da COSPA.

Uma coisa que eu lamento nao ter achado aonde comprar dentro do evento, era o dvd do especial de Dragon Ball e One Piece. Os especiais feitos pela Jump estavam sendo vendidos a mil ienes, mesmo assim, não achei aonde estavam vendendo.

Por enquanto é isso da Jump Festa e continuaremos no próximo post.

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A História das músicas dos Animes – parte 5


Crise das Anime Songs? Empresas do mercado musical dominam os animes

             Para o novo milênio, muitas características vindas do sucesso de iniciativas como a em Rurouni Kenshin, tornaram-se padrão no mercado musical. Acabando a era de musicas aonde deveriam demonstrar a bravura de seus personagens, do ano 2000 pra cá, vivemos uma época aonde é mais importante o nome da gravadora, o nome da agência e o nome dos cantores.

            Pode perceber claramente a mobilização das empresas para esse novo setor, como a empresa Avex Trax, abrir em 1999, a empresa Avex Mode que supervisiona produções de cinema, live action e animes, aonde tanto novos talentos, como cantores consagrados da gravadora, são selecionados e sua música de lançamento é inserida naquele “xis” anime. Um dos portfolios da empresa é o anime Inuyasha, que tem em sua trilha sonora de Boa, Do as Infinity, Ayumi Hamasaki, a rainha do jpop no Japão.

            Um fato importante é que semelhante ao mercado de publicidade, aonde se compra “Xis” inserções (repetições) de um comercial para ir ao ar, no caso de agência e gravadora e estúdios de animação, é quase semelhante, assim o processo é pela preferência em escolher a gravadora para aquelas produções, do que pela qualidade do cantor.

            Hoje, as produções mais populares do Japão escolhem entre Avex Trax e Sony, sendo que casos como Naruto e Bleach, utilizam trilha sonora da Sony, enquanto Initial D e Inuyasha utilizam a da Avex Trax.

            Em 2004, quando a Warner Brothers lançou a versão live action de Cutie Honey, tendo Hideaki Anno, como diretor, conhecido por Neon Genesis Evangelion, trouxe um clássico das anime songs, numa versão atualizada. A canção tema, cantada originalmente por Yoko Maekawa, ganhou uma versão e sedutora, na voz da cantora Koda Kumi, pela gravadora Avex Trax, sendo um grande sucesso naquele ano, como também sendo uma das responsáveis do impulso da cantora, que hoje é a segunda cantora que mais vende singles e álbuns, perdendo apenas para a rainha da casa, Ayumi Hamasaki.

             E as verdadeiras anime songs, morreram? Não, estão por aí, em algumas produções, como Rica Matsumoto em Pokemon, o grupo Jam Project (reunião de antigos cantores dos anos 80, como Kageyama e Ichiro Mizuki) em diversos animes de robôs, como Jeeg e Mazinkaizer, entre tantas outras produções. Infelizmente, o mercado de anime songs mudou, gerando esse mercado atual no qual se usa como ponte de lançamento para diversos artistas.

            Se por um lado, o gênero tradicional como Kamen Rider, deixou de lado as anime songs, adotando músicas da Avex Trax, trazendo um j-pop eletrônico para suas trilhas sonoras em 2003. Temos o tradicional gênero Super Sentai há mais de 30 anos no ar no Japão, que mantêm o anime songs vivo, na voz de cantores como Akira Kushida, Hironobu Kageyama, como também apresentando artistas que cresceram ouvindo anime songs, como Psychic Lover.

            Podemos concluir, que séries tradicionais ou para público infantil, a velha anime songs permanece ativa, como o gênero Super Sentai e séries como Pokemon. Quando o público é mais velho, o mercado toma mais cuidado na trilha sonora, selecionando artistas que estão em moda, ou que irão fazer moda, inserindo esses em animes para publico infanto juvenil.

            É curioso que muitos cantores de sucesso dos anos 80, como Kageyama, Mojo, Akira Kushida, Takayuki Miyauchi entre outros, fazem bastante sucesso no Brasil, quando fazem seus shows no Brasil, por o público ser muito nostálgico. Independente disso, o público brasileiro está evoluindo o desenvolvimento mundial, desejando artistas atuais da música japonesa, como L’Arc~en~Ciel. Tanto que o público brasileiro já teve show da banda de j-rock Charlotte e ficou curiosa, quando o Centenário da Imigração Japonesa, anunciou que a cantora Namie Amuro viria ao Brasil, fato que acabou não ocorrendo infelizmente para o público brasileiro fã do gênero j-pop.

            Muitos artistas alcançaram a fama, graças a terem seus trabalhos atrelados a certos animes de sucesso, como UVERworld em Bleach e AAA na trilha sonora japonesa do live action chinês de Initial D, sendo hoje campeões de vendas de singles e álbuns no Oricon.

            Não podemos saber o que vai acontecer depois dessa década, mas a verdade é que não podemos ver mais as músicas de animes, apenas como meras trilhas sonoras. Tratadas como grandes negócios entre empresas, a trilha sonora que você ouve em seu anime favorito hoje, com certeza foi pensada se funcionaria naquele público, sendo parte da identidade traçada pelas grandes empresas japonesas.