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Cultura Pop

Gambare Japão! Evento Beneficente em prol das vítimas do terremoto no Japão

No dia 17 de abril será realizado um evento beneficente no Teatro Gazeta em prol as vitimas do terremoto que atingiu o Japão.

Esse evento é uma realização da: Cruz Vermelha Brasileira, Fundação Japão e Teatro Gazeta, tendo apoio da: Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa, Consulado Geral do Japão em São Paulo e Taiko Art.

Entre as atrações do evento, estarão: Academia Kinko de Shakuhachi, Academia Miyagui de Koto e Shamisen, Grupo Seiha do Brasil de Koto e Setsuo Kinoshita Taiko Group.

Os ingressos podem ser comprados no site www.teatrogazeta.com.br e na bilheteria do próprio teatro.

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Coberturas de Eventos Críticas e Reviews

5º Nikkey Matsuri – saiba o que rolou no evento

No último final de semana (24 e 25/04) foi realizada a quinta edição do Nikkey Matsuri, evento de cultura japonesa, no Clube Escola Jardim São Paulo, zona norte da capital paulista. O evento contou com atrações bastante diversificadas, e também com a presença de algumas autoridades. Um grande número de pessoas compareceu ao local no último dia. Ao todo, mais de 40 mil pessoas compareceram nos dois dias do evento.

Além das atrações culturais, o evento contou também com uma praça de alimentação, onde o público pôde apreciar alguns pratos típicos, como yakissoba e onigiri. Houve ainda um enorme stand montado pelo famoso salão de cabeleireiros Soho, que promoveu o programa “Soho Solidário”, realizando cortes de cabelo a preços populares, com toda a renda sendo revertida em favor de entidades assistenciais.

O “Soho Solidário” promoveu cortes de cabelo a preços populares

Vários grupos tradicionais de dança e de música da comunidade se apresentaram ao longo do evento.
E, além deles, uma das atrações principais foi o cantor Joe Hirata, famoso por interpretar canções sertanejas.

O cantor Joe Hirata marcou presença no Nikkey Matsuri

O Consulado Geral do Japão também realizou uma exposição temática dentro do evento, com roupas tradicionais, objetos do cotidiano, gravuras e algumas maquetes de palácios e monumentos, como o Genbaku Dome de Hiroshima.



Alguns objetos expostos pelo Consulado Geral do Japão


Maquete do “Genbaku Dome”, de Hiroshima,
que resistiu à explosão da bomba atômica

Os fãs de anime/mangá também tiveram seu espaço dentro do Nikkey Matsuri. Um palco extra foi montado logo na entrada do evento, e houve apresentações de animekê livre e shows de bandas diversas, que levantaram o público com temas de séries famosas, como Dragon Ball GT e Full Metal Alchemist.

Apresentação de animekê livre


Bandas como a Owari (na foto de cima) e a Acid Shot
animaram o público

Várias autoridades estiveram presentes no evento, tais como o vereador Gilberto Natalini (PSDB), que veio representando o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, além dos também vereadores Jooji Hato (PMDB) e Ushitaro Kamia (DEM) e o deputado federal Walter Ihoshi (DEM-SP), que ressaltou a importância cultural do evento. “Vários povos ajudaram a construir a cidade de São Paulo, tais como os imigrantes italianos, os portugueses, e os japoneses. A comunidade japonesa é uma comunidade bastante presente na cidade, e a cultura japonesa tornou-se integrada à dos paulistanos. Eventos como este ajudam a divulgar o trabalho das entidades ligadas à comunidade, mostrando toda a cultura, a música, a dança, a gastronomia, que interessam a um povo bastante misturado culturalmente, como o paulistano”, diz o deputado.

Autoridades presentes no evento

Pelo quinto ano consecutivo, o Clube Escola Jardim São Paulo recebeu o Nikkey Matsuri. Motivo de orgulho para sua diretora, Ana Maria Schiesari, que destacou os benefícios que o evento trouxe para a instituição: “Graças ao evento, conseguimos emendas junto aos vereadores da Câmara para a promoção de reformas nas dependências do Clube Escola. Isto é muito importante, pois o Clube Escola é propriedade da nossa população. E, se todos nós fizermos nossa parte, poderemos progredir ainda mais”, disse.
A diretora falou ainda de sua admiração pela cultura japonesa, e do ambiente familiar do evento: “A cultura japonesa é uma cultura que possui uma filosofia maravilhosa, que valoriza muito a família. A família é o centro de tudo. E o nosso Clube Escola também é um clube da família. Por isso é importante pra nós realizar eventos onde toda família possa estar presente, como o Nikkey Matsuri, pois eles nos mostram a importância do amor da família.”

A seguir, alguns momentos marcantes do evento:

Apresentação de dança (odori) – Fujinkai/Lojinkai Tucuruvi:




Ishin Yosakoi Soran:





Ninjutsu:




Requios Gueinou Doukoukai:




Um evento bastante interessante e diversificado, que tende a crescer a cada ano.
Assim foi o Nikkey Matsuri, que tem tudo para entrar para o rol dos grandes eventos da comunidade nipo-brasileira.

Por enquanto é só, pessoal. Até a próxima! o/

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | 200 pounds beauty


O premiadíssimo filme coreano “200 pounds beauty” realmente chama atenção onde passa. Abusando do humor e ousadia, o filme produzido em 2006, reinventou o conceito sobre abordar “obesidade” já visto em casos como Professor Aloprado, com Eddie Murphy.

Baseado no manga “Kanna-San, Daiseikou Desu”, da criadora Yumiko Suzuki, 200 Pounds Beauty foi uma produção muito comentada em 2006. Recentemente, o filme foi exibido no Brasil, no evento “Expo Cultura, Mídia e Arte Digital da Coréia 2008” organizado pelo consulado da Coréia, mostrando para os brasileiros um pouco da sua tecnologia digital empregada na Coréia. O evento reuniu emissoras, empresas de animação, jogos estreitando assim o relacionamento Brasil e Coréia.

200 Pounds Beauty reunindo uma trilha sonora de peso, cheio de regravações de sucessos internacionais, na voz de cantores coreanos consagrados, com certeza um dos pontos mais forte desse filme, fica para a escolha da trilha sonora.

Acredite, depois de ver esse filme, com certeza você não vai conseguir tirar da sua cabeça a canção “Maria”, cantada por Kim Ah-jung, cover do sucesso do grupo Blondie.

Conheça Kang Han-na, de tele-sexo a cantora dubladora.

Kang Han-na é uma cantora frustrada, pois mesmo tendo uma belíssima voz, ao estar acima do peso, ela está bem longe dos padrões de beleza mundial. Assim, ela usa sua voz sendo telefonista de um tele-sexo, como também empresta sua voz, para a cantora Ammy, que não passa de um corpo bonito, mas que tem uma voz que é uma lástima.

Mesmo atuando nos bastidores, Han-na sonha estar no palco, sempre dançando na sala aonde ela dubla a Ammy. Ela também sente uma paixão platônica por seu produtor, Sang-jun. Galã, Sang-jun se preocupa com Han-na e seu carinho por ela, faz com que ela interprete que ele também gosta dela.
Ela também está quase que diariamente na clinica aonde seu pai está sendo tratado. Ele a confunde com sua antiga esposa, e Han-na aceita esse sonho, dançando com ele, todas as noites, como ele dançava com sua mãe.

Um presente de mau gosto

Sang-jun convida Han-na para o seu aniversário, ela apaixonada por ele, aceita na hora o convite. No dia seguinte, ela recebe uma caixa com um vestido vermelho, e ela veste cegamente, confiante que é um presente do Sung-jun.

Chegando a festa, todos olham com maus olhos, ela vestida com aquele vestido tão apertado. Para surpresa de todos, Ammy aparece com o mesmo vestido, que realça sua beleza, deixando claro, que foi uma peça dela contra a pobre Han-na.
Prometendo nunca mais passar por humilhação igual a aquela, Kang Han-na se despede de sua vida. Assim, ela se despede do seu cachorro, rompendo os laços de sua vida.

Um ano depois…

Os shows da Ammy, foram cancelados, com o sumiço de Kang Han-na, a única solução é o reality show que a falsa cantora fará para levantar algum prestígio. As buscas atrás pela cantora acima do peso continuam, sendo que Sung-jun nunca perdeu a esperança em achá-la.

Há um ano atrás, Han-na procurou um cirurgião plástico que era cliente dela, no tele sexo. Revelando que ele usa esse serviço porque transformou sua esposa numa mulher tão perfeita que não consegue toca-la, Han-na convence o medico a opera – lá.
Uma nova mulher surge, entre plásticas, condicionamento físico, sendo que nem a própria se reconhece. Linda e sem traço de uma gordura, Han-na vira a mulher mais cobiçada do pedaço.

O corpo perfeito e a voz perfeita.

Tendo um corpo perfeito e uma voz perfeita, Han-na agora tinha as duas coisas fundamentais pra subir a um palco e se tornar a mais famosa cantora de todos os tempos. Para não ser reconhecid, Han-na, decide criar um pseudônimo, tornando-se Jenny.

Indo atrás de Sung-jun, ela acaba deparando com uma seleção de aspirantes a artistas, que almejavam se tornar uma estrela. Sem dificuldades, Jenny entra na seleção e chama atenção do produtor Sung-jun.
Sung-jun compra a idéia de tornar Jenny, a nova cantora das paradas de sucesso, com um marketing “100% Natural”. Não sabe ele, que a Jenny fez cirurgia plástica do fio de cabelo até a unha dos pés.

Ammy que não é boba nem nada sabe que ser bonita e talentosa, e, além disso, ser algo natural é completamente impossível. Assim, ela se aproxima de Jenny, com intenção de destruí-la. Até porque, com a chegada de Jenny, a gravadora já se esqueceu quem é Ammy e de continuar as buscas atrás de Han-na.

O primeiro amor de Han-na

Chega a ser meio engraçado da inocência de Han-na, quando é paquerada na rua. Sua inocência é tanto, que ela vibra de alegria, quando recebe elogios, fazendo os homens ficarem confusos. Num dos momentos mais engraçados, dessa inocência é quando ela bate o carro, e o policial e o motorista do carro, ficam prontos em lhe ajudar, apaixonados por sua beleza e ela não sabe como reagir.

Acreditando que agora ela poderia chegar próxima de Sung-jun, Jenny tenta fazer ele se apaixonar por ela. Ironicamente, quanto mais próxima ela fica dele, mais detalhes de sua antiga vida como Han-na, ela encontra. Começando por encontrar seu antigo cachorro morando com ele, Sung-jun também cuida do pai de Han-na, além de lhe mostrar um vídeo para lhe servir de inspiração, que não é nada menos que o teste de Han-na na gravadora.

Jenny fica confusa, porque Sung-jun mostra tantas coisas de Han-na par ela? Será que ele já sabe? Ele realmente amava a Han-na? Jenny não compreende que mesmo assim, Sung-jun também gosta dela.

Ammy descobre o segredo de Han-na

Indo constantemente na clinica onde está o pai de Han-na, um dia ela houve a seguinte frase: “Deus que pode dar o dom as pessoas. As pessoas não tem esse poder, apenas sendo boa em algumas coisas”. Ficando com essa frase na cabeça, sobre não é qualquer um que pode virar cantor, mas precisa ter o dom, algo que as pessoas não conseguem fabricar, Ammy, acaba ouvindo a mesma frase, dias depois, de Jenny, que comenta que cresceu ouvindo essa frase de seu pai.

Pensando rápido, Ammy começa armar contra Jenny/Han-na, espalhando aonde ela passa, mensagens do tipo”Você é uma farsa!”.

A tempestuosa estréia de Jenny

Sung-jun começa a analisar suas lembranças e percebe que Jenny só pode ser Han-na, e o sentimento de ter sido enganado, a primeira coisa que ele faz é pedir para que ela esqueça a noite que eles ficaram juntos.

Percebendo que está perdendo todos amigos a sua volta, em troca da beleza, Jenny se sente como uma panela de pressão, no dia de sua grande estréia. Para piorar as coisas, Ammy apronta mais uma e manda mensagem pra todos da gravadora, de Han-na e Jenny, revelando que são a mesma pessoa, deixando o chefe da gravadora irado, pedindo o cancelamento do show.

Sung-jun a defende e fala que ele é um dos responsáveis a dar dinheiro pra gravadora, por isso irá manter o show. Defendendo Han-na, Sung-jun quer que ela se dê bem como Jenny no palco.
Entrando no palco, ela se derrama em lágrimas e pede perda pro público e conta a verdade. Sung-jun põe a imagem de Han-na ainda gorda nos telões do palco, chocando o público, sobre a transformação de Han-na em Jenny.

Numa das cenas mais emocionantes de todo o filme, Han-na pede perdão a todos que a perdoam, assim se encontrando com a velha Han-na. A Jenny não existe mais e agora Han-na só quer ser ela mesma.

Tendo os cd recolhidos nas lojas, Jenny não passou de uma ilusão, em contra partida, o primeiro cd de Han-na chega as lojas e vendendo muito bem. Começa a nova fase da Han-na feliz com ela mesma.

No amor, ela e Sung-jun, ainda é meros amigos, mas dessa vez Sung-jun está profundamente apaixonado por ela.

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Japão: Um jantar especial em Hiroshima e Perdendo o passaporte

O Jantar


Encontramos uma amiga do Renato que fez intercâmbio na Usp, aprendendo português no Brasil. Infelizmente não posso falar o nome dela, porque dias depois desse jantar, ela mandou uma mensagem ao Renato comentando que ela estava sendo seguida por um Stalker, assim não postasse foto dela, como não escrevesse o nome dela no meu blog.

Engraçado que os japoneses marcam um compromisso e chegam antes do horário. Quando você chega em ponto, na realidade você já esta atrasado e foi bem isso que aconteceu, quando chegamos em ponto na estação principal, na frente de uma fonte que ela estava.

Prestem atenção que tem um restaurante com o nome “Bom Dia” na foto das promoções dos restaurantes.

Fomos num bar perto dali, e foi engraçado, porque conversamos, rimos, e fizemos coisas de brasileiros, sendo que isso chamava atenção no local. Pedimos muitos pratos que nem sabia o que era, mas ia que ia. Tudo bem que no final, a conta deu perto de uns 8 mil ienes, sendo 2.350 ienes pra cada um. (uma facada)

Foi uma noite muito legal, que gostaria de repetir quando voltar ao Japão.
Detalhe importante que saindo do bar, eu e o Renato fomos para um konbini comprar lanche da madrugada. Eu comprei um onigiri gigante junto de uma fanta melon, já que o bar tem porções pequenas que mesmo sendo caras, não alimenta ninguém.

Perdendo o passaporte

Essa história é bem embaraçosa pra contar, mas me falaram que era fundamental comentar ela aqui no J-Wave, então ela vai se tornar parte oficial da viagem ao Japão.

Primeiro, voltaremos no tempo, no dia que eu vim de Nagasaki para Hiroshima, pois bem, chegando ao hotel de Hiroshima, a funcionária pediu o passaporte de ambos, diferente de Nagasaki. Quando abri a mala, só achei meu passaporte com visto americano, o meu com visto japonês havia sumido. Eu ficou branco, roxo e outras cores possíveis, sempre com o Renato tentando me acalmar, que deveríamos continuar a viagem.

Saímos pra jantar, e eu estava com cara de choro, e o Renato falando pra eu esquecer isso. Só que eu só pensava numa coisa “Como eu provo que sou eu?”. Os policiais sempre pedem pra ver o passaporte de estrangeiros no Japão, se eu fosse parado, estava perdido.

Fomos num posto policial, e o Renato me ajudou a explicar sobre a perda do passaporte a três policiais ali presentes. Todos tiraram uma da minha cara, primeiro pq meu nome tem 3 sobrenomes e segundo porque eu moro em São Paulo, cidade do time de mesmo nome. Alias, eles e o Renato só conversavam de futebol e eu lá nervoso escrevendo meu nome no documento comprovando a perda do passaporte. Fomos embora apenas com um número no bolso, e fiquei preocupado.

Naquela noite, fomos jantar quase meia noite, lembro que comi udon com kare, e na hora meu telefone tocou, era meus pais no Brasil. Ironicamente, eles estavam almoçando no restaurante Viena em São Paulo e queriam saber como estava a viagem no Japão. Eu fui com a cara e a coragem e contei a besteira que fiz e só ouvi do outro lado, minha mãe falando “ele está arrasado” pro meu pai. Expliquei pro meu pai o procedimento que havia feito e falei pra ficar relaxado (coisa que eu não estava). Meu pai disse que todos meus documentos iam ser escaniados e enviados por e-mail naquele dia ainda pro meu e-mail.

Voltando pro Toyoko Inn, a recepcionista deve ter visto minha cara de choro e veio toda preocupada. O Renato explicou pra ela, e ela ficou com pena de mim, desejando sorte pra que eu achasse.

Fomos pros computadores de uso aos hospedes do hotel e comecei a ligar pra embaixada brasileira em Tóquio, consulado em Nagoya e o consulado do Japão no Brasil. Bom, os dois primeiros caíram na secretária eletrônica, mesmo alegando que eram pra ser usado em casos extremos. No caso do consulado do Japão no Brasil, uma mulher me atendeu meio equivocada, até com certo desdém, chegando questionar se eu não tava fazendo nada errado no Japão, como trabalho e por isso “perdi” o passaporte. Foi uma conversa de uns 15 minutos, onde ela foi falar com o cônsul, sendo que no fim, eles não podiam me ajudar, apenas se um parente no Brasil emitisse o passaporte e passasse por eles, pra me mandar no Japão. Ela também explicou que nesses casos posso ter uma carta especial emitida pelo governo japonês que seria usada como passaporte pra eu voltar pro Brasil.

No dia seguinte, fomos à estação central de Hiroshima, explicar a perda de passaporte e foi impressionante, como as funcionárias da JR nos trataram bem. Ligaram pra Nagasaki, pra Beppu, inclusive pra Onsen que fomos em Beppu, tudo em busca do meu passaporte. Elas passaram um número da embaixada brasileira, conversei com uma moça que disse que não poderia me ajudar, apenas indo pro consulado. Agradecemos a gentileza das funcionárias do JR que pararam tudo que estavam fazendo pra olhar em paginas amarelas e telefones na internet, pra nos ajudar.

Depois disso, fomos aos achados e perdidos de Hiroshima, em busca do passaporte. Naquela hora, tinha um garoto colegial explicando que tinha perdido a carteira e a mesma estava lá. Expliquei e 2 senhores, pararam tudo que estavam fazendo pra nos ajudar.

Muitos falaram que era melhor cancelar o passaporte e pedir outro no consulado brasileiro, porém estava com medo que não desse tempo e teria que mudar meu vôo para conseguir obter.

Decidimos ir à delegacia central de Hiroshima, por sugestão do senhor dos Achados e Perdidos. Assim andamos por Hiroshima, e chegamos a pedir ajuda pra uma senhora num Konbini que deixou o lugar vazio pra nos indicar aonde era.

Estou explicando tudo isso, para entender como é a generosidade japonesa, e que os japoneses nessa hora se provaram ser mais solícitos do que os brasileiros. Todos eles sem exceção falavam que os japoneses não fariam mal com meu passaporte e caso fosse encontrado, a polícia encaminharia pra mim. Por lado, sentia me mal incomodar eles, e ter perdido passaporte, mas na verdade eu também fiquei feliz ao ver que o povo que eu mais admiro no mundo, estavam fazendo tudo que era possível pra me ajudar.

Chegando à delegacia central, o cenário parecia Police Story do Jackie Chan, sendo antigo, mas ao mesmo tempo organizado. Renato me ajudou, a traduzir pra japonês, meu depoimento de perda de passaporte e retirei o boletim de ocorrência do meu passaporte, como também passamos dados para nos encontrarem.

Fomos numa loja de departamento aonde compramos uma pasta pra não acontecer nada com o boletim de ocorrência, já que este seria usado para emitir um passaporte ou o visto especial pra perda de passaporte.

Acabamos perdendo o trem bala pra ir a Osaka, assim dormimos mais uma noite em Toyoko Inn. No dia seguinte, já na estação central, rumo a Osaka, o celular do Renato toca, falando que acharam meu passaporte no Coin Locker em Beppu. Pegamos dois trens direto pra lá e pegamos o passaporte. Almoçamos e voltamos pro trem bala rumo a Osaka/Kyoto.

Foi inacreditável, mas eu achei meu passaporte, graças a ajuda do Renato e do pessoal da JR, como também da policia japonesa. Agradeço profundamente e sei que isso nunca aconteceria no Brasil, por sermos muito diferentes.

Lembro do rosto do policial em Beppu ao entregar o passaporte, até meio animado, parece que foi uma história e tanto para eles.

Assim acabou o problema que durou três dias, e continuamos nossa viagem rumo a Kyoto.

Infelizmente por causa do passaporte, tivemos que riscar da nossa rota, a cidade de Osaka, vendo apenas do terminal a própria.

Essa história é algo embaraçoso, mas que ao mesmo tempo, mostrou pra mim e para o Renato, como é a generosidade japonesa. Infelizmente, algo que mesmo existindo no Brasil, depende muito do caráter da pessoa.

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Japão: A viagem

Opa,

Eu sumi por dois meses e peço desculpas, mas a viagem ao outro lado do mundo, me fez desligar de muitas coisas q eu tava cuidando no Brasil.

Falando sobre o Japão, eu fiquei em torno de 50 dias por lá. Com certeza, eu vivi coisas que nunca pensei q iria viver um dia. Vi principalmente muitas cenas q eu achava q tava num anime, por causa das ruas, dos uniformes e de como o Japão é.

Uma coisa que eu quero deixar claro, o Japão é um país que parece inacessivel. Realmente, quando comecei a ir atrás das coisas sobre essa viagem, eu olhava e pensava muitas vezes algo do tipo: “Será q eu vou mesmo?” ou coisas do tipo o: “O Japão existe?”. Agora, mesmo na última semana, com passagem na mão, malas feitas, eu nao acreditava. Foram anos sonhando pisar no Japão, de repente o sonho se torna realidade.

Logicamente adianto uma coisa, foi muito mais complicado renovar o passaporte, do que tirar o visto no consulado. Logico, uma das exigencias pra vc ir a turismo, é comprovar sua renda, além de levar um roteiro de viagem, com endereço do hotel ou amigo que vc vai ficar durante a viagem.

No dia q eu embarquei, olha como sou azarado. A cada 8 pessoas, a mala é vistoriada…. Sim, vistoriaram a minha mala pra eu fazer check in na companhia.

Depois de tudo resolvido, eu me despedi dos meus pais, comendo sushi no aeroporto. rs.

De quinta feira, se passaram 2 dias, 1 de verdade e mais 12 de fuso horario, assim cheguei no Japao no sabado a tarde. Chegando lá me deparei com tudo diferente… Vc vao entender pq… mas não agora.

Conto o resto no proximo post….