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Shazam! | Continuação terá o mesmo roteirista!

Estreando semana passada no Brasil e nos EUA, “Shazam!” está sendo uma boa surpresa nos cinemas. Leve, divertido o filme tem conseguido bons resultados. E assim, o TheWrap confirmou que o filme terá continuação como também terá Henry Gayden como roteirista, além da equipe de filmagem de David F. Sandberg e Peter Safran que também devem retornar nessa sequência.

Roteirista do primeiro filme, Henry Gayden atualmente está adaptando o roteiro do filme “Last Human” que será dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller. Na história que está sendo descrita como ET às avessas, conta com uma sociedade de inteligência artificial, onde três robôs descobrem uma criança humana.

“Shazam!” Foi fez US $ 56,8 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA, além de ter feito US $ 102,3 internacionalmente. Esse é o terceiro sucesso da Warner Bros com a DC Comics, apenas atrás de “Mulher Maravilha” e “Aquaman”.

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JWave #372 | Batman Ninja


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O JWave dessa semana viaja até o Japão para falar de Batman Ninja e os outros Batman produzidos por lá.

De Katsuhiro Otomo a Kia Asamiya, Batman teve autores de renome trabalhando em suas histórias no Japão.

Juba e Dash falam do filme que estreou em maio por aqui.

Edição do podcast realizada por Juba.

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Bat-Manga! The Secret History of Batman in Japan

Batman Preto e Branco – História “The Third Mask” – Katsuhiro Otomo

Batman: Child of Dreams – Kia Asamiya

Batman – A Máscara da Morte, por Yoshinori Natsume

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Seriados de O Incrível Hulk e Manto & Adaga pela ABC

A ABC e a Marvel anunciaram uma série de projetos para transformar em seriados alguns dos heróis mais clássicos (e menos conhecidos) da editora, a começar com nosso gigante verde favorito, o Incrível Hulk.

Aos de fraca memória, nos anos anos 70-80, houve o memorável seriado do Hulk com o Bill Bixby e o gigante Lou Ferrigno, da CBS; desde então, nada se fala de Live Action para TV da editora (a menos que o leitor considere Geração-X como piloto de série, mas ai o nível de terapia é maior). A noticia bate de frente com o anuncio pela DC Comics do retorno de um seriado da Mulher Maravilha.

Hulk é um dos dois projetos tratados como prioridade pela Marvel Television, que cuida de programas de TV relacionados com a editora, mas pouco foi falado desde que o escritor Jeph Loeb assumiu em Junho. Aos que não se lembram, Jeph Loeb é o mesmo senhor que avacalhou Smallville e quebrou Heroes, o que reforça a teoria de

que a Marvel precisa de um teste de anti-doping na entrada do prédio.

Fanatismos quadrinísticos a parte, a outra série comentada seria finalmente uma adaptação de Manto e Adaga, ambos já em estágio de desenvolvimento. Dependendo da repercussão dessas duas séries, outros nomes foram listados como possíveis adaptáveis, como Heróis de Aluguel, Os Eternos, Agentes de Atlas [Alter Ego], Cavaleiro da Lua [O Capuz], Filhas do Dragão, Ka-Zar e O Justiceiro.

A Marvel anunciou que pretende levar as coisas em seu tempo, então nada de datas para estréia dessa vez. Além disso, não se sabe se as séries se passarão no mesmo universo estabelecido pelos filmes atuais como Homem de Ferro, Hulk e os vindouros Thor, Capitão América e Vingadores.

Fonte: The Hollywood Reporter

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Crítica | Turtles Forever

Exibindo sábado numa premiere mundial pela CW, o filme Turtles Forever foi feito diretamente para DVD e ser exibido na televisão, em homenagem a 25 anos da série Tartarugas Adolescentes Mutantes Ninjas, ou como é conhecido por aqui Tartarugas Ninjas.

Produzido pela 4Kids, a mesma responsável pela série de 2003, o filme consegue funcionar e reunir as duas versões de tartaruga ninja mais conhecidas pelo público. A de 1987 e a de 2003, sendo que numa opinião pessoal, espero profundamente que o filme seja distribuído no Brasil e dublado pelos respectivos dubladores originais.
A história

Tudo começa quando as Tartarugas vêem na televisão que alguém está tentando passar por elas. Indo no covil do Dragão púrpura, eles percebem que são Tartarugas Ninjas de outra dimensão (mais precisamente a versão de 1987).

As Tartarugas de 1987 percebem que essa não é a cidade que eles moram, percebendo principalmente que os habitantes têm medo deles. A cena deles indo à pizzaria é impagável, deles descobrindo que não estão mais em casa.

Enquanto isso Splitter e as Tartarugas Ninja de 2003 capturam as de 1987 as levando para os esgotos. Lá, as de 1987 contam que estavam dentro do Technodromo lutando contra o Krang e o Destruidor, quando teve uma grande explosão. A explosão os transportou para a dimensão paralela de 2003.
Destruidor dentro do Technodromo decide procurar sua versão nessa dimensão, descobrindo que ele estava congelado. Destruidor ao libertar Ch’rell, acaba libertando seu pior pesadelo, já que ele é bem mais malévolo do que a versão de 1987. Por fim, Destruidor consegue levar a melhor e prende o Destruidor 2003, o mantendo desacordado.

Observação: Lembrando que a versão de 2003, o Destruidor é o alienígena Ch’rell, do planeta Ultrom e assumiu a identidade de Oroko Saki. Enquanto a versão de 1987, Saki é o Destruidor, um ex-amigo do Yoshi (Splitter da versão de 1987) que assumiu o clã substituindo Ninjas por robôs ao fechar parceria com o Krang.

Vestindo a armadura de Destruidor, Ch´rell, acaba assumindo o Technodromo. Lembrando que foi graças a Karai, a filha do Destruidor 2003, que Ch´rell é libertado e mesmo Krang tentando reconquistar sua nave, apanha toscamente dele.
Enquanto isso, na base dos Tartarugas ninja, os dois Donatello´s estão desenvolvendo uma nova máquina para levar de volta as Tartarugas ninja clássica a dimensão delas. O Donatello de 1987 ensina que com jeitinho brasileiro sempre dá certo (literalmente, ele dá uma porrada na máquina), o que faz o Donatello de 2003 ficar perplexo.

Porém, quem mais está adorando essa situação é o Michelangelo de 2003 que acha as quatro Tartarugas de 1987 bem engraçadas.

As Tartarugas Ninja 2003 e 1987 são atacadas por Bebop, Rocksteady e Hun (um lacaio do Destruidor 2003 que teve contato por engano com Ooze se tornando um Lagarto mutante). Não tendo opção Donatello 2003 liga a máquina os levando ao mundo das Tartarugas Ninjas 1987.
Ch’rell como Destruidor, começa a reformular o Technodromo, ou melhor, “atualizar” o mesmo. Os Ninjas do Clã do pé arrancam as máquinas dos anos 80/90 e dá lugar a máquinas modernas, enquanto esse Destruidor bem mais malévolo desenvolve robôs bem mais desenvolvidos e ágeis. O Destruidor de 1987 e Krang só restam sentar no sofá e comer pipoca, enquanto assiste esse Destruidor querer destruir todas as versões das Tartarugas Ninjas. Resumindo, o Destruidor 2003 conseguiu fundir as tecnologias da Dimensão X com a dos Ultrons.
No outro planeta, as Tartarugas ninja de 2003 estranham os monstros que atacam April O´Neil, como também estranham ela ser uma jornalista nessa realidade. Eles assistem as Tartarugas ninja de 1987 derrotarem um monstro banana e outros em forma de bomba. De lá, eles vão para os esgotos conhecer o Splinter dessa realidade.

Observação: Para quem não se lembra, o Splinter do desenho de 1987 é o Hamato Yoshi que foi transformado em rato em contato com Ooze. Isso é diferente do original dos quadrinhos e da versão de 2003, em que Splinter era o rato de estimação do Hamato Yoshi que foi morto pelo Destruidor.
Voltando ao mundo de 2003, as Tartarugas Ninja descobrem que o Splinter de 2003 foi seqüestrado pelo Destruidor 2003 e que ele está atrás delas agora. Presas, elas descobrem o plano do Destruidor que é utilizar elas pra abrir varias Terras de Tartaruga Ninja.
Assim chegamos ao auge do filme, que é Destruidor revelando que não existem só duas Terras, mas diversas com as Tartarugas Ninja. Abrem-se diversas Terras, que identificamos como versões de quadrinhos, inclusive a versão pesada da Image, além da curiosa Terra que as Tartarugas usam armaduras feita em OVA pelos japoneses entre outras terras, como as dos filmes em Live Action.
As 8 Tartarugas somem depois do processo de varredura pela Terra original, acreditando que estão mortas, porém Karai as soltas, pronta para derrotar seu pai. Ela percebe que seu pai está com uma ambição além do inimaginável e com a ajuda do Destruidor 1987, Krang, Splinter 2003, as Tartarugas 2003 e as Tartarugas 1987, partem para luta final com Destruidor 2003.
Nessa nova Terra, as Tartarugas conhecem as Tartarugas Ninjas dos quadrinhos, que são sempre narradas pelo Leonardo. Bem violentas e agressivas, elas não acham nada legal essa parceria para acabar com Destruidor 2003, porém não tem jeito quando ele vira um robô gigante. Assim temos 12 Tartarugas Ninjas contra o pior Destruidor que já existiu.

A luta acaba com uma cagada do Bebop e Rocksteady de terem arrancado por engano à tomada do Technodromo e assim Destruidor 2003 acha que venceu a guerra. Ele pega as Tartarugas Ninjas dos quadrinhos e ao tentar matá-las, todos os personagens desmaiam. Ao colocar a tomada de volta, Bebop ativa um raio que Destruidor é atingido em cheio.

Livre do mal, as Tartarugas Ninja de 1987, junto do Destruidor e do Krang partem no Technodromo para sua terra, enquanto as Tartarugas Ninja de 2003, o Splinter e a Karai usam a máquina do Donatello para voltarem a sua terra. Enquanto isso as Tartarugas Ninja originais saltam pelos prédios com narração do Leonardo.

No fim, vemos algumas ilustrações da primeira história de Tartaruga Ninja e dois jovens conversando sobre a criação da História e indo comer pizza. São Kevin Eastman e Peter Laird nos anos 80 criando a primeira história das Tartarugas Ninja.

Sinceramente, o lance das Terras eu achei meio DC Comics, mas o roteirista faz um trabalho tão acima da média, principalmente as referências das Tartarugas de 1987 que é de tirar o chapéu. Temos o Rafael sempre falando com a televisão, ou as tartarugas jogando objetos e não lutando com suas armas, os monstros imbecis dos anos 80, tudo sendo colocado em outra ótica quando colocada no mesmo universo de 2003, que é mais sombrio e fiel aos quadrinhos.
O filme tem um roteiro bastante interessante assinado por Rob David, Matthew Drdek eLloyd Goldfine, porém o que mais fez falta aqui foi as trilhas originais de ambas as produções. Em nenhum momento, temos a música clássica dos anos 80, ou as músicas da série de 2003. Sendo que em especial a de 1987 se tornou a marca registrada da franquia, sendo uma pena não ter sido utilizada.

Ponto negativo para os americanos, porque não reuniram todos os dubladores originais da série dos anos 80, alias todos os dubladores são diferentes da versão original. Fica a curiosidade que foi por problemas sindicais que nenhum dublador original retornou para esse filme.

O filme tem 77 minutos, porém a versão exibida na televisão americana e também ia internet pela emissora, foi cortada para exibição toda a família indo para 66 minutos.
Sendo realizado pela 4KIDS eu achei que seria um dos piores filmes da série, porém estava bem enganado. O filme é com certeza uma homenagem justa aos 25 anos de Tartarugas Ninjas, já que em 1984 foi publicado o gibi independente que fazia referências a Demolidor e a Ronin, obras favoritas do Kevin Eastman e Peter Laird. O gibi foi publicado colorido pela Acme nos anos 90, sendo que ganhou uma versão em preto e branco (igual a original) pela Devir, lançada recentemente.

Atualmente a versão 1987 voltou a ser exibida na TV aberta pela Rede Record, porém não sabemos se é porque a dublagem faz varias citações da Rede Globo, ou se ela ficou datada, a série foi redublada com as vozes da versão 2003.

O filme ainda não tem uma previsão de vir para o país, porém torço que exista um bom senso e que as duas dublagens originais sejam levadas em conta para dublagem desse filme.

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Crítica | Lion Man Guetto – A reencarnação de um antigo herói


Lion Man (ou Lion Maru no original), com certeza é uma das séries mais nostálgicas quando o assunto são seriados de live action exibidas na extinta Rede Manchete. Tendo duas séries produzidas entre 1973 e 1974.

A P-Production criada por Tomio Sagisu, havia brindado um ano antes, o público japonês, com a série Spectreman. Entre os destaques da empresa fica para a primeira série de tokusatsu em cores no Japão, baseado no manga de Osamu Tezuka, Vingadores do Espaço (Goldar no original). Infelizmente a produtora que viveu seu auge com diversos heróis entre eles, os dois Lion Men, acabou fechando suas portas nos anos 80 um piloto mal sucedido chamado Silver Jaguar. Tomio Sagisu veio a falecer em 2004, ,assim fechando mais um capitulo da história do tokusatsu.

Atualmente, as séries como as duas séries de Lionman e Spectreman foram remasterizadas e lançadas em dvds super especiais, agradando os fãs mais nostálgicos da antiga produtora.

Uma nova série…

Foi divulgado na época da produção da série que a rede americana Cartoon Network com o sucesso de seus animes no bloco Adult Swin procurava investir em séries que se tornariam animes em potenciais. O que isso tem haver com Lionman? Eles encontraram no roteiro Lion Man Guetto, um grande anime. Entre os outros sócios dessa produção estariam a Tsubaraya Production e a Sony, mas acabou que esse projeto não foi adiante. O motivo? Justamente por causa de um “pequeno detalhe”, mas importante, que os japoneses donos dos direitos preferiam que a série fosse no formato(tokusatsu) live action e não o de um anime.

O projeto acabou não vingando, mas tirou o pó do roteiro assinado pelo criador original do Lion man, o Tomio Sagisu. Um dos receios do público mais velho e fã da série original, foi logo recebido com bons olhos, ao ser divulgado que o design dos personagens da série Lion man G, haviam sido publicados em 2000 no livro Lionman vs Spectreman, desenvolvido pelo próprio Tomio Sagisu.

Lion Man G acabou saindo do papel, num consórcio definido como “G” Committee envolveu a produtora Crescendo e selo Starchild. A produtora Crescendo têm em seu histórico, diversos doramas de sucesso, como Anego, Byakuyakou, H2 (do mesmo criador do manga Touch) e Trick (Neo Tokyo 12). A Starchild é um selo da empresa King Records, que tem um histórico de produção de animes bem famosos pelo público brasileiro como Love Hina, Digi Charat, Utena, filmes Neon Genesis Evangelion, além de ser o selo musical da cantora e dubladora mais famosa do Japão, a Megumi Hashibara.

Na produção de Lion Man G, o charact design original do Tomio Sagisu foi adaptado por Keita Amemiya, o criador de uma das maiores surpresas do gênero de tokusatsu no ultimo ano, a série Garo. Vale comentar que Keita Amemiya tem um histórico invejável como a direção das séries de super sentai Maskman, Liveman, Jetman, Zyuranger, Dairanger e metal hero Jiban. Ele também foi diretor de fotografia da série Kamen Rider ZO e criou o conceito original dos ovas da personagem Iria – Zeiram the animation. Ele como roteirista desenvolveu o roteiro e dirigiu o filme Mirai Ninja, baseado no jogo de mesmo nome da Namco, lançado no Brasil como Warlord – o senhor das trevas. Ainda no mundo dos games, ele criou os charact design de diversos jogos, sendo Onimusha 2 e 3 os mais conhecidos pelo público.

A direção ficou nas mãos de Jin One, enquanto nos roteiros foram assinados por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou. Lembrando que Dai Satou é um velho conhecido para quem curte animes, tendo trabalhado como roteirista em Samurai Champloo (Play tv e Cartoon Network), Cowboy Bebop, Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, Wolf´s Rain (Animax) e no filme lançado recentemente Casshern. Precisa dizer que depois de mais de 30 anos de ausência, a série Lion Man estava em boas mãos?

A série: Lion Man G –Uma fera transformada num guerreiro gigolô?

Passaram-se 300 anos, desde as séries originais, a história começa em 2011, em Neo-Kabukichou, uma região fictícia da verdadeira zona de meretrício (zona de prostituição) de Shinjuku em Tóquio.

Shishimaru reencarnou na forma de um azarado, covarde e gigolô que trabalha num Host Club (Cabaré ou clube de acompanhantes, se preferir) chamado Dreamin. Ele não é muito cobiçado pelas mulheres em geral, em compensação tem uma clientela fiel, que é uma japonesa acima do peso que sempre se esfrega nele como também aperta suas partes intimas, enquanto a outra acompanhante tem seus dentes todos tortos dando sorrisos, sempre tentando beijar o pobre do Shishimaru. Um costume que o novo Shishimaru, é sempre apertar sua parte intimida e rir em seguida, ganhando confiança para algo em seguida. Com esse perfil, difícil imaginar que Shishimaru é o mesmo personagem que na reencarnação passada foi um homem sério e que lutava bravamente contra Gosun na série original.

A região de Neo-Kabukichou é infestada da “droga” Skull Eyes, que são lentes de contato vermelha que dão estranhos poderes para quem os utilizada. Essa “droga é produzida pela Gousan Enterprises, administrada pelo próprio Gousan, a reencarnação do vilão Gosun da série original do Lion Man Branco.

Tudo começa a mudar, quando Kashinkouji surge pela região. Um senhor de idade que levamos a crer que tem a condição humana de mendigo, conhece a história de Lion Man e Joe Tiger. Andando pelas ruas da região, ele encontra a espada de Lionman num cesto de guarda-chuvas, roubando e guardando consigo.

Como não poderia ser diferente do original, Shishimaru acaba se encontrando e conhecendo Saori e Kosu K. Acompanhando esse novo universo, esses personagens são bem diferentes do original. A nova Saori trabalha como mizu shoubai (um trabalho similar de uma geisha, acompanhante de bares, cabarés e hostess bar) num bar da região, enquanto Kosu K é uma estudante de 14 anos que tem aulas para lá de exóticas com uma turma mais velha que ela. Vale lembrar que na série original, que Saori e Kosuke eram dois irmãos que procuravam seu pai na série original, acabando sendo se encontrando com Lion man. Aqui, além das mudanças da Saori, o garoto Kosuke se reencarnou na garota do colegial, Kosu K.

Shishimaru e as garotas são atacados por vândalos da região que usam Skull Eyes. Kashinkouji entra em cena e lança a espada nas mãos do medroso Shishimaru, para que ele se transforme. Transformado em Lion man Branco, ele tem medo do próprio reflexo no espelho não aceitando que virou um bicho, desfazendo a transformação em poucos minutos. Depois de transformando, ele acaba passando a mão em todas as partes do seu corpo para ter certeza que era humano de novo. Pensando rápido, mas gritando como um covarde que é, se percebe que ele consegue se desviar das armas lançadas por esses vândalos, por estranhos poderes que ele ganhou após a transformação. Shishimaru não aceitando sua forma como Lion Man, acaba tendo lembranças com o verdadeiro Lion Man branco da série original.

No dia seguinte, Shishimaru, acaba vendo leão em tudo que estava em sua frente, como crianças usando bonés com leão estampado, um documentário sobre leões e até mesmo uma música do Akira Kushida sobre leões acaba atordoando o nosso novo “herói”.

Uma pessoa que não consegue aceitar que Lion Man seja o paspalho do Shishimaru é o Jonosuke Tora, o Joe Tiger, que está disposto a desafiar para um duelo em breve. Ele carrega Ginsachi, a espada que lhe confere poderes para Joe Tiger e é o antagonista da série. No meio de mistérios e sem muitas delongas, o público não sabe como Jonosuke ganhou os poderes de Joe Tiger, mas encontra nele um verdadeiro herói, tudo aquilo que o personagem do Shishimaru não é.

Como pode se ver a série seguiu um caminho bem diferente da original, utilizando até recursos cômicos nas lutas do Lion Man, como os vilões puxarem sua capa durante a luta, e este usar a capa a seu a favor ao jogar sobre os mesmos. Algo impensável na série original, mas utilizada algumas vezes na série.

A amizade de Shishimaru e Jonosuke se desenvolve ao mesmo tempo que Shishimaru cresce como guerreiro. O desafio entre ele e Joe Tiger no meio da série, é um dos momentos ápices da série, aonde o humor não tem vez.

Perto do desenrolar da série, Kosu K decide fazer um aniversario surpresa a Saori e precisa da ajuda de Shishimaru. Fazendo a festa no Dreamin, Shishimaru conta com o apoio de todos os gigolos do lugar e também de suas clientes fieis na cozinha. O resultado é uma festa, aonde Saori embriagada pede para Shishimaru se revelar Lion Man, pois oferecerá “aquilo” em troca. Ele não pensa em duas vezes e se transforma num outro cômodo em Lion Man, chegando até a cantar no karaokê vestindo de Lion Man. Isso acaba gerando uma bronca do Jonosuke e do Kashinkouji que aparecem no aniversário. Saori ainda apronta, fazendo todos os convidados segurarem Jonosuke e ela roubar um beijo a força dele.

A conclusão da série é com Shishitora, um ser que é uma mistura do Shishimaru e do Jonosuke, enviado pela Gousan Enterprises. Ele se instala como o novo gigolô da Dreamin e usando as Skull Eyes, ele atrai todas as garotas para ele. Analisando Shishimaru e Jonosuke, ele consegue roubar as suas espadas, a Kinsachi e Gisachi, se transformando em Lion Tiger. Shishimaru e Jonosuke consegue a muito custo, sem seus poderes, abater essa nova cria do vilão Gousan, mas quem realmente rouba a cena é Kashinkouji que luta de igual para igual numa luta de espadas que impressiona.

O fim da série existe umas reviravoltas, uma chacina de personagens, como também Junior, filho de Gousan, seqüestrando Saori e revelando ser sua noiva para o seu pai. A sensação que dá é que a série acabou de forma prematura com 13 episódios. Existe a intenção de uma segunda temporada usando o Lion man laranja nos mesmos moldes, mas se confirmar, voltaremos a falar desse universo.

Analisando a série

Para os fãs das antigas séries, com certeza Lion Maru G à primeira vista parece uma sátira da série original, mas a medida que a série evolui, acabamos descobrindo qualidades que essa nova série trouxe. Focada na comédia até um pouco vulgar, sendo totalmente direcionada ao público adulto, a aventura ficou em segundo plano aqui. Lion Man G por ter diversas referências da série original, acaba despertando uma grande vontade de rever sa series originais. A reação que passa é que é difícil acreditar que o roteiro original seja mesmo do criador original da franquia, o grande Tomio Sagisu que veio a falecer em 2004. Adaptado por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou, o primeiro lembrado pelo excelente Garo, enquanto o segundo lembrado pelo excelente Wolf´s Rain, fica a pergunta até onde a série Lion Man G segue os roteiros originais deixados por Tomio Sagisu. Um consideração final sobre Lion Man G que Tomio Sagisu pode ter sofrido o mesmo problema que grandes roteiristas, tendo com o caso mais famoso o do Frank Miller (Batman, Sin City, 300 de Esparta), aonde o autor atualmente só cria hqs de qualidade duvidosa, vide o genial Cavaleiro das Trevas, que a pedido do público, Frank Miller produziu a continuação com sua esposa, o famigerado Cavaleiro das Trevas 2, recebendo criticas dos fãs por um material de qualidade duvidosa que não faz jus ao original.

Quando fiquei sabendo da série Lion Man G estava saindo do papel em 2006 e que trabalharia com reencarnação dos protagonistas, pensei que a série trabalharia com algo similar ao abordado na série Camelot 3000 da DC Comics. Está narra a volta dos mortos do Rei Arthur e seus cavaleiros, após uma invasão alienígena na Inglaterra do futuro. A série foi bastante polêmica na época por envolver drogas e homossexualismo, sendo censuradas pela Editora Abril. Recentemente a série foi relançada sem cortes pela Editora Mythos, mesmo com todos esses percalços em Lion Man G, existem similariedades entre si.

Um dos personagens mais estranhos da série fica por conta de Junior, o filho de Gosan, o vilão da série. Tendo dois guardas costas que servem de agiotas para Shishimaru e demais que o devem, Junior sempre aparece em cena com uma fantasia. Podemos dizer que ele tem um hobbie por cosplay, podendo ser visto muitas vezes vestido de mulher e interpretando como qual.

Para os fãs que procuravam algo fiel ao Lion Man original, resta indicar Garo, este sim com todas as características que Lion Man original tinha. Sobre a continuação, esperamos que Lion Man laranja não saia com sua imagem tão arranhada como Lion Man Branco, após Lion Man G.

– Séries da P-Productions que vieram pro Brasil

Príncipe Dinossauro (Rede Globo)

Goldar (Vingadores do Espaço)

Espectroman (SBT)

LionMan (Rede Manchete)