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Cultura Japonesa | Power Rangers X Super Sentai – Entenda ambos os gêneros

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Fazem 23 anos que o gênero Power Rangers reina em absoluto no ocidente, deixando aqueles que assistiam seriados na Rede Manchete (extinta em 1999) órfãos das séries do estilo Super Sentai (Changeman, Flashman e Maskman).

A verdade é que o Brasil sofreu transformações nos últimos dez anos, principalmente no método que as empresas decidiram trazer series ao país. Hoje, a pesquisa é um dos processos fundamentais, além disso as empresas americanas oferecem mil e uma vantagens ao seu produto desde a edição, audio em inglês e diversos de outros fatores que deixam o produto americano muito mais interessante do que o japonês. Por isso, animes já editados para serem exibidos em qualquer horário, como Pokemon, Yu Gi Oh, One Piece e Naruto, são escolhidos pelas empresas brasileiras, invés de recorrer a suas versões originais. No caso de Power Ranger e Super Sentai, a mesma coisa ocorre, já que o interesse por séries já moldadas a um público semelhante ao americano é muito mais viável do que arriscar uma série japonesa e não gerar lucros.

Como tudo começou

Em 1994, Haim Saban, lançou nos EUA a série Might Morphin Power Rangers, aonde ele reeditou o seriado Kyoryuu Sentai Zyuranger. A transformação do produto foi feita, pois o público americano não está acostumado com herois sem serem de nacionalidade americana, por isso a série teve apenas a utilização das cenas de luta e foram refilmadas todas as cenas por elenco americano. Além disso, a história do seriado foi ignorada, sobre humanos super poderosos que evoluiram dos dinossauros, aqui foi colocado Zordon deu os poderes a cinco jovens de uma cidade americana, Alameda dos Anjos. Tudo foi muito bem pensado, para que o produto fosse aceito pelo público americano. Na mesma época tivemos a estreia do filme Jurassic Park, aonde falava de um park de dinossauros, não preciso nem dizer que Power Rangers explodiu na televisao americana, deixando as empresas Saban, Bandai e a propria Toei, surpresas pelo lucro inesperado, ao seriado se tornar uma das séries mais assistidas nos EUA.

Depois disso, não bastou muito para a série ser lançada no mundo inteiro e foi ai que começou o problema, principalmente na Europa e na America Latina. Na França, por exemplo, o mesmo Haim Saban, havia levado as series Bioman e Gaban anos antes e explodiu de sucesso (nos mesmos moldes que Changeman e Jaspion aqui no Brasil), e o mesmo cara que levou as séries originais, estava levando a famigerada produção feita para o público americano. Aqui no Brasil não foi diferente, a série estreou no horario do almoço na Rede Globo, tendo um sucesso absurdo. As séries americanas batiam de frente com as longas reprises de seriados japoneses, por isso, não demorou muito para as séries japoneses perderem o brilho, principalmente por um desgaste de um sucesso aonde se teve mais de 12 seriados sendo exibidos ao mesmo tempo aqui no Brasil e com a chegada de Power Rangers, havia todo um novo mercado a ser trabalhado.

Enquanto isso, as novas temporadas de Power Rangers foram sendo produzidas e os direitos tanto das originais como das suas versões americanas, estavam nas mãos de Haim Sabana. A precaução foi feita, para não haver canibalismo de produto em qualquer país do ocidente, aonde a mesma série japonesa poderia ser comprada e ser exibida ao mesmo tempo que a série americana, assim se concorrendo e confundindo o público.

Além disso, o gênero Power Rangers trouxe outras franquias nos EUA, assim foi criado Vr Troppers (que usava seriados de Metal Heroes exibidos aqui no Brasil, por exemplo Sheider, Metalder e Spielvan), Masked Rider (que usou cenas do seriado Black Kamen rider RX) e BettleBorgs (que usava cenas do seriado metal hero Jukkou B-Fighter). Graças essas séries que começaram a vir ao Brasil, os seriados originais exibidos aqui anos antes, foram impedidos de serem renovados (alguns foram comprados pela própria Fox Kids aqui no Brasil, para poder lançar a série america em territorio brasileiro). Assim, seriados Black Kamen Rider Rx, Metalder, Sheider e Spielvan foram obrigados a sair do ar para a entrada dos seriados americanos. Isso não foi exclusividade apenas aqui no Brasil, a mairia dos paises latinos teve que haver alguma negociação semelhante, pois todas exibiam series de tokusatsu na década de 90.

O sucesso de Power Rangers, fez se criar concorrentes que copiavam sua fórmula. Veio o seriado Super Human Samurai, exibido junto com Shurato e Samurai Warriors, onde se usava cenas do seriado Gridman e se reeditava colocando cenas de atores americanos no lugar, aos mesmos moldes de Power Rangers. Na mesma época, o SBT lançou uma série 100% americana que tentava copiar a fórmula de Power Rangers, o nome deles era Tatuados de Berverly Hills, que tinha uma qualidade muito inferior a qualquer série já lançada por aqui.

Vale de curiosidade que no Japão, a série Power Rangers é exibida ao mesmo tempo que as séries de Super Sentai, mas em canais diferentes. O sucesso das séries americanas é mediana e são lançadas pela própria Toei Video.O Japão por os gêneros japoneses já estarem presentes há mais de 30 anos, não houve necessidade de restringir apenas a seriados Super Sentai, por lá. Inclusive, a série Power Rangers foi lançada em vhs e dvd por lá, para colecionadores. Outra curiosidade é que a vilã do seriado Zyuranger, a atriz Machiko Soga, ela se reedublou nas cenas de Rita Repulsa em Power Rangers.

Em 2001, a empresa Saban e o grupo Fox negociaram com a Disney que comprou a Fox Kids e adquiriu a empresa Saban usando suas séries pelo selo Buena Vista. Power Rangers foi mantido pela nova dona e foi levado a Nova Zelândia, aonde é filmado até hoje. Ao mesmo tempo, os outros seriados feitos pela Saban, como VR Troppers e Masked Riders, não foram renovados, por isso os direitos japoneses voltaram ao seu respectivo dono, a Toei Video. Por isso, hoje poderia ser lançadas de novo todas as séries que foram impedidas no passado do gênero Kamen rider e Metal hero.

Hoje, o Brasil poderia trazer qualquer série de Super Sentai antes de Zyuranger ao Brasil, caso negociasse com a Toei Video, as demais séries estão com direitos com a Disney, por isso a chance de uma nova série vir ao Brasil é quase nula, já que o gênero Power Rangers ainda é bastante forte. Só lembrando que em 2004, a Bandai teve um lucro de 110 milhões com a série Power Rangers, mas nem por isso impediu que Zyuranger fosse lançado em DVD e seu sucesso fez com que os atores fossem levados para eventos nos EUA e que fosse lançado Dairanger na sequência. Pode ser difícil no Brasil, mas nos EUA, os americanos estão tendo a experiência que os japoneses já tiveram que é assistir as duas versões (japonesa e americana).

Zyu02

Por outro lado, desde que Power Rangers teve Koichi Sakamoto na produção, suas séries começaram a ficar mais parecidas com a temática de Super Sentai. O seriado Mirai Sentai Timeranger e o seriado Power Rangers Força do Tempo, tem quase a mesma história. O mesmo aconteceu com Power Rangers Força animal e a original japonesa Hyakujuu Sentai Gaoranger. Isso não impediu a volta dele ao Japão, quando a Disney terminou a produção das séries e isso repercutiu na influência de Koichi Sakamoto em Kaizoku Sentai Gokaiger.

Haim Saban recomprou os direitos de Super Sentai com sua nova empresa, Saban Brands. As séries por eles, mesmo que bem inferiores que as produções da Disney, fizeram história em licenciamento em todo mundo. Negociaram com Nickelodeon nos EUA, Televisa no México, Cartoon Network no Brasil e por streaming global pela Netflix. As séries Power Rangers voltaram com força total em termos de marketing, mas esperamos que o mesmo crescimento venha em termos de roteiros de suas produções.

O gênero Power Rangers ainda vai durar muito, como o Super Sentai também, mas para aqueles fãs puristas que gostariam de ver a série original, infelizmente estamos no lado ocidental, por isso Power Rangers continuara sendo uma das séries trabalhadas pela Toei Brands por aqui, enquanto na Tailândia por exemplo, os gêneros de Tokusatsu continuam bem fortes. Lembre-se, as empresas brasileiras desejam produtos em potenciais aqui nas terras tupiniquins, por isso elas não irão ousar em trazer produtos que elas acreditam que não irá dar lucro. Porém, podemos sonhar que produções cheguem por streaming em serviços como Netflix e Crunchyroll que já recebem produções como as séries do universo de Ultraman.

Zyuranger

Mighty Morphin Power Rangers

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Toei Company

Conheça um pouco dos gêneros que a Toei criou para o Tokusatsu se tornando tradição hoje em dia.

A maioria das séries de tokusatsu que foram exibidas aqui no Brasil, foram produzidas pela Toei Company, bastante conhecida no meio de animações, com sucessos como Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Dragon Ball Z, One Piece, Digimon e outros animes de sucesso. A Toei se consolidou no mercado das produções de tokusatsu criando diversas produções, até chegar nas séries que se tornariam gêneros.

Em 1959, a Toei entraria para o seguimento, ao criar o seriado 7-color mask, uma série de 59 episódios, que durou um ano de produção. No ano seguinte, seria produzida uma série que se tornou cult aqui no Brasil, mas uma série mediana no Japão, National Kid.

Apenas em 1967 seria produzido a primeira série de Super Heróis em cores, pela Toei, assim nasceu a série “Masked Ninja Red Shadow”. No mesmo ano também foi produzido um clássico que fez sucesso aqui no Brasil, a série “Robô Gigante”.

A Toei começaria a denominar gêneros, depois do sucesso em 1971, criado por um dos pupilos de Osamu Tezuka, o Shotaro Ishinomori. A série em questão abriria o gênero que existe até hoje no Japão e o Brasil teve a chance de ver duas séries desse gênero, o Kamen Rider. Vale lembrar que Shotaro Ishinomori pode ser considerado o principal criador dos tokusatsu modernos, já que ele colaborou e consolidou dois gêneros de três que a Toei trabalhou até o final dos anos 90.
Quem foi Shotaro Ishinomori ?

Uma figura importante para o tokusatsu, mas como também para os mangás e os animes, ele foi um criador que criou séries para todos os públicos, desde Patrine, Cyborg 009, Kamen rider Black, Machineman entre outras produções que vieram a ser exibidas aqui no Brasil.

Seu nome verdadeiro é Shotaro Onodera e ele nasceu em 25 de janeiro de 1938 e faleceu no dia 28 de janeiro de 1998. Possivelmente sem ele, hoje não teríamos os grandes gêneros do Live Action, já que ele criou o gênero Super Sentai com a série Himitsu Sentai Goranger e também criou o gênero Kamen rider, com a série de mesmo nome.

Lembrando que Kamen Rider surgiu para competir com o gênero Ultraman, da concorrente Tsuburaya Productions que explodiu de sucesso em 1966. A série Kamen Rider conseguiu chegar no mesmo patamar, fazendo os dois gêneros marcarem diversas gerações. Hoje, ainda são produzidas ainda as séries Kamen rider como as de Ultraman, mas a competição não é tão forte como foi na década de 70.

Atualmente podemos ver o ultimo trabalho de Shotaro Ishinomori, que foi a série Kamen rider Hibiki. A série em questão utilizou rascunhos de desenhos que ele havia começado a desenvolver na época de sua morte, em 1998.

A ultima série de tokusatsu que ele trabalhou foi na série Voicelugger, que foi exibida após a morte dele.

Lembrando que a série de tokusatsu Kikaider, ganhou um remake em anime e o Cyborg 009 também ganhou um remake, ambos após a morte do criador. Esses remakes foram exibidos com um sucesso relativo nos EUA e na Europa. Aqui no Brasil foi exibido pela Cartoon e lançado em dvd pela Sony, o Cyborg 009.

Além disso, o manga Kamen rider Spirits foi lançado recontando a história de todos os kamen riders que Shotaro Ishinomori criou.

Os gêneros
Super Sentai

Shotaro Ishinomori criaria apenas a primeira série do gênero em 1975 que foi a de mais sucesso e a mais longa do gênero Super Sentai. Himitsu Sentai Goranger, teve 84 episódios e definiu o gênero de cinco guerreiros coloridos guiados pelo vermelho. Vale de curiosidade que Shotaro Ishinomori escreveu a abertura da série (cantada pelo Isao Sasaki) e o segundo encerramento do seriado (cantada Michiaki Watanabe).

A série seria substituída pela série Jacker, mas infelizmente a série não teve a mesma aceitação, mesmo tendo um crossover com a série Goranger. O sucesso só voltaria com a série Battle Fever J, aonde a Marvel Comics se uniu a Toei e produziu essa série e a série Spider Man. Graças a associação, tivemos uma equipe com seu primeiro robô gigante, fazendo o gênero que era chamado de Sentai, ser chamado de Super Sentai, por causa dos robôs gigantes.

Aqui no Brasil, foram exibidas desse gênero as séries: Goggle V, Changeman, Flashman e Maskman. Todas tiveram um sucesso muito forte, destacando principalmente Changeman e Flashman.
Kamen Rider

As séries Kamen Rider carregavam um certo estigma de que todas as suas produções eram sempre um herói que se transformava em um inseto cyborg e enfrentaria a organização que desejava destruir a Terra. Essa era a idéia básica de todas as séries, inclusive as Kamen Rider Black e Kamen rider Black Rx, que vieram a ser exibidas pela Tv Manchete.

O gênero mudou justamente, após a morte do criador, quando o enfoque do gênero mudou completamente, dando uma maior complexidade ao gênero. O relançamento do gênero veio com Kamen Rider Kuuga em 2000 que era sobre uma missão arqueológica que despertou o império Grongi, agora a maldição de se tornar um herói está nas mãos de Yusuke Godai, que precisa entender seus poderes para enfrentar o império. A série teve seus direitos comprados para ser exibida aqui no Brasil, mas não houve nenhuma emissora interessada, por isso atualmente os direitos foram expirados sem o lançamento da série.
Metal Hero

O gênero foi criado com a série Policial do Espaço Gaban, em 1982. A série curiosamente veio ao Brasil, após o sucesso da série Jaspion, que foi produzida 3 anos depois de Gaban, em 1985. Gaban foi interpretado por Kenji Oba que fez uma participação especial no filme Kill Bill em 2003. Outra curiosidade é que aqui no Brasil a série foi exibida na Rede Globo e na rede Gazeta.

Sharivan e Shaider vieram em seguida de Gaban, continuando a saga com seus respectivos heróis tomando conta do planeta Terra. Essa três séries acabaram se tornando conhecidas como Xerifes espaciais ( Uchuu Keiji no original) e todas foram exibidas aqui no Brasil.

A série Jaspion, criada em 1985, é a mais popular aqui no Brasil, do gênero, mas no Japão, a série não fez grande sucesso. Cheia de referências a religião católica, Star Wars e Star Trek, a série não obteve o sucesso que aqui no Brasil teve.

Outras séries do gênero que são bem conhecidas pelo público foram: Metalder, Jiban, Jiraya, Wispector e Solbrain.

Infelizmente o gênero acabou em 1997 com a série B-Fighter Kabuto (transformada na segunda temporada de Bettleborgs e essa exibida aqui no Brasil) que continua inédita por aqui.

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Crítica | Might Morphin Power Rangers: É hora de Morfar!

Quinze anos se passaram desde que essa frase foi dita pela primeira vez e surgiu o sucesso da franquia Power Rangers que dura até hoje. Sim, treze temporadas produzidas de algo que tinha tudo para dar errado para o público americano.

Retornando aquela época aonde vivíamos numa transição, aonde havia muitos heróis japoneses na televisão, mas que sua decadência estava começando e por outro lado estava chegando em nossas terras a série Power Rangers pela Fox e depois pela Rede Globo, aonde o sucesso foi um estouro.

Agora é só lembrar das gírias dos anos 90 como “Morfenomenal” e relembre um dos maiores sucessos dos anos 90.

Saban, a empresa que criou Power Rangers

Uma empresa considerada inimiga para muitas pessoas fãs de tokusatsu, ela também foi responsável por lançamentos de várias series japonesas no ocidente, na França mais precisamente. Haim Saban, famoso israelita criador da empresa odiada por muitos, lançou o tokusatsu na França obtendo sucesso que até hoje existem por lá.

Se no Brasil temos Jaspion e Changeman, os franceses têm Gaban e Bioman no coração. Inclusive até a tática de marketing de usar o mesmo nome com números para parecer continuação foi feito por lá sendo lançado outros dois Super Sentais com os nomes Bioman 2 e 3. No Brasil essa tática foi usada com Jaspion 2 que na realidade era Spielvan.

Voltando ao caso da empresa Saban, Haim Saban sabia que heróis japoneses nunca emplacariam nos EUA. Um país que tem super heróis que são símbolos mundiais, ele sabia que heróis japoneses não teriam sucesso nas terras do Tio Sam. A adaptação tinha que ser feita, para soar que os heróis japoneses eram americanos e tão bons e eficazes como os heróis em quadrinhos, filmes e outros da cultura americana. Conseguindo o sinal verde da Toei, dona e criadora das series de tokusatsu, Haim Saban sabia que tinha entrado num caminho de pedras até encontrar a formula ideal.

Um fato curioso que inicialmente Haim Saban desejava seguir o caminho de séries para o público adolescente por isso escolheu séries maduras japonesas como Metalder e posteriormente Jetman. Nenhuma das duas séries teve suas adaptações fora do papel, porque o público foi outro, as crianças. Usando a série japonesa posterior a Jetman, a série Zyuranger, que tinha um visual e uma temática mais infantil. Vale lembrar que Metalder posteriormente foi totalmente modificada junto de Spielvan para se tornar a série americana VR Troppers, mas fracassou no seu papel ao atrair as crianças que gostavam de Power Rangers.

Tirando a essência e as histórias japonesas e substituindo por histórias de adolescentes no colegial que poderia ser comparado ao sucesso da época, Barrados do Baile, a série Power Rangers tinha uma historia de adolescentes como pano de fundo e as aventuras de heróis coloridos como tema fantasioso do trama. Sua mistura gerou a série Power Rangers que até então não existia nada do gênero nos EUA.

Power Rangers, uma estréia sem alarde na tv a cabo e um sucesso na tv aberta

Um ano depois da série estrear nos EUA, a série logo veio para o Brasil de forma discreta no bloco Fox Kids que existia dentro do canal Fox. Vale lembrar que nesta época ainda não existia canal Fox Kids (Atual Jetix).

Junto com desenhos do tipo X-men Animated, Eek, o gato entre outros era o que constituía o bloco Fox Kids.

Um ano depois, a série teve sua estréia no horário do meio dia na maior emissora do país, a rede globo. Sendo a atração principal da TV Colosso, a série alcançou sucessos semelhantes iguais em outros países.

O sucesso da série foi tamanha que ganhou até uma musica pela dupla famosa naquela época que era de Sandy e Junior. Essa musica criada por eles, foi bastante divulgada na época em diversos programas infantis. Um detalhe que deve ser comentado é que essa musica apenas foi ao ar na época da segunda temporada, mas graças ao sucesso da primeira é que esta foi produzida. Além disso, podemos fazer um paralelo a uma banda infantil daquela época com uma banda mais antiga ainda, que é o Trem da Alegria que fez a musica Changeman e Jaspion por causa do grande sucesso que as duas séries estavam tendo.

Por fim, temos que ressaltar a gíria “Morfenomenal” falada pela personagem Kimberly, ranger rosa, no qual virou uma época até a gíria de muitas crianças graças a divulgação e sucesso da série.

Power Rangers, a série

A série tem inicio com a clássica cena de dois astronautas abrindo uma tampa de um enorme recipiente na Lua. Ao fazer tal ato, eles libertam Rita Repulsa e sua tropa numa nova era de maldades no universo.

Retomando ao seu castelo, Rita Repulsa decide atacar a Terra e assim Zordon e alpha 5 que defendem a Terra a espera de qualquer mal, eles escolhem cinco pessoas capazes para se tornar os guerreiros com poder dos dinossauros, os Power Rangers. Escolhendo cinco adolescentes da escola de Alameda dos Anjos, os escolhidos foram Jason (ranger vermelho), Zack (ranger preto), Billy (ranger azul), Triny (ranger amarela) e Kimberly (ranger rosa). Inicialmente, eles relutaram a aceitar tal missão, mas após lutarem com soldados de massa, eles percebem que a única coisa a fazer é se tornar os guerreiros Power Rangers.

A série tendo essa premissa logo de começo não tem grandes evoluções durante sua saga. Apenas alguns episódios especiais e bem carismáticos e senão inesquecíveis. Vale lembrar o episódio que o Billy e a Kimberly viram punks que tem que ser detidos pelos outros Power Rangers. O episodio que a Triny não para de correr por causa de um monstro semáforo. Tem também o episodio que o Billy desenvolve os comunicadores para a equipe se interagir com ondas de rádio. Por fim, o episódio que o Billy desenvolve o carro para os Power Rangers que era um fusca branco. Com certeza, você tem outros episódios favoritos como o Billy salvando a garota que ele se apaixona com um monstro marinho. A série se constitui de diversos episódios carismáticos, mas que não acrescentam em nada o trama, apenas desenvolvem melhor os personagens, uma característica que funcionou muito bem.

O ponto forte da primeira temporada é ao inserir o personagem ranger verde no trama, onde Rita Repulsa usando um cristal verde, ela ressuscita o ranger verde. Nesse ponto, sabemos que Rita roubou no passado o poder de um dos rangers e trouxe para o seu lado. Escolhendo o mestre de artes marciais, Tommy que tem as mesmas características que o Jason, a Rita esperava uma vitória fácil. Logo, como o público esperava, o ranger verde se alia aos Power Rangers para o temor de Rita Repulsa.

A série depois desse ponto tem como explorar as diversas formas diferentes que o mecha Dragonzord tem de fusão com o Megazord e a amizade entre dos rangers verdes e vermelho na posição de lideres da equipe Power Rangers. Nesse ponto, temos também o inicio do namoro entre a ranger rosa e o ranger verde gerando episódios inesquecíveis como monstro em flores que causou rancor entre os dois.

Perto do fim da primeira temporada, temos o ranger verde perdendo os poderes graças ao cristal de Rita Repulsa e para o poder não ser passado para o mal, Tommy é obrigado a repassar os poderes para o Jason que ganha o controle do DragonZord e o colete dourado em seu traje vermelho. Temos diversos episódios do Jason desse jeito, antes do retorno do Tommy num episódio posterior aonde ele usa os últimos poderes de ranger verde.

Vale ressaltar que em cada episodio tínhamos a dupla Bulk e Skull querendo dar uma de superiores sobre os adolescentes que eram os Power Rangers. Nesses momentos que tinham até a musica clássica deles, podem ser comparados com os três patetas, aonde só acontecia palhaçadas.

A conclusão da primeira temporada, basicamente não existe, porque a série deixa pra continuação a responsabilidade de encerramento, aonde temos já o vilão Lord Zedd no comando. Pode se dizer que a série com seu sucesso avassalador não precisava criar finais e por isso continuou sem medo em seu próximo ano aonde diversas mudanças foram feitas para manter a série ainda o sucesso da criançada.

Curiosidades

– A série Power Rangers por onde passou gerou sucesso, causando surpresa até para a empresa de bonecos Bandai que fabricava apenas no Japão os bonecos das séries originais. Um grande atraso teve, mas depois de corrigido, todos os anos tínhamos os Power Rangers bonecos juntos de sua temporada. Não esquecendo que há cada temporada, os bonecos ganhavam característicos de quadrinhos americanos que eram músculos e enchimentos sobre o traje.

– A série ganhou musicas bem interessantes na França, Japão e Itália.

– A atriz Machiko Soga, a Bandora, a Rita Repulsa japonesa, dublou Power Rangers quando está foi exibida por um canal que exibia produções americanas no Japão.

– A série é considerada tokusatsu e foi distribuída na internet pela Toei entre diversas série japonesas num sistema de assinatura semelhante ao da Globo.com aonde os assinantes tinham acesso ao acervo da emissora online.

– Todo vhs ou dvd lançado no Japão dos Power Rangers tem o selo Toei Channel.

– Massaki Endo que canta o tema de abertura do Super sentai, Abaranger, já cantou o tema Power Rangers no Japão ao vivo.

– A série Abaranger, segundo boatos, é uma homenagem ao sucesso de Power Rangers e não uma repetição proposital do tema dinossauro.

– A segunda temporada de Power Rangers, os mechas seriam inalterados, mas o ranger branco usado da série Dairanger teria sua inclusão. As cenas seriam filmadas no Japão de todas as lutas com o mecha exclusivo aonde o mecha do tigre branco seria possível se fundir com os mechas da primeira temporada. Por causa de custos, o projeto não saiu do papel e por isso todos os mechas foram substituídos, assim usando cenas prontas da série Dairanger.

– Diversos monstros e cenas de luta entre os mechas foram filmadas exclusivamente para a série Power Rangers direto do Japão. Por falta de técnica e ainda ser uma novidade a adaptação, os americanos não tinham recursos para continuar a primeira temporada, por isso a Toei criou monstros e as cenas de luta entre o Megazord e o monstro.

– As cenas americanas eram feitas em câmeras totalmente diferentes que as das versões originais, o que poderia se notar facilmente com cenas mais nítidas e claras comparadas com cenas escuras da série original.

Ficha técnica:

Direção: John Blizek e David Blyth

Produtor: Ronnie Haddar

Co-produtor: Ann Knapp

Produtores executivos: Shuky Levy e Haim Saban

Atores:

Power Ranger vermelho/ Jason Lee Scott: Austin St. John
Power Ranger Amarelo/ Trini Kwan: Thuy Trang

Power Ranger Preto/ Zachary ‘Zack’ Taylor: Walter Jones

Power Ranger Rosa/ Kimberly Ann Hart: Amy Jo Johnson

Power Ranger Verde/ Thomas ‘Tommy’ Oliver: Jason David Frank

Power Ranger Azul/ William ‘Billy’ Cranston: David Yost

Farkus ‘Bulk’ Bulkmeier: Paul Schrier

Eugene ‘Skull’ Skullovitch: Jason Narvy

Zordon: David Fielding

Ernie: Richard Genelle

Rita Repulsa: Barbara Godson

Goldar: Kerrigan Mahan

Squatt: Michael Sorich

Scorpina: Ami Kawai

Alpha 5: Romy J. Sharf

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Japão – Tokyo de novo – Minoru e Juba – 2 dia


Esse segundo dia em Tokyo corremos a cidade toda para apresentar o Minoru o máximo possivel. Já que eu estava indo pra Nagano no dia seguinte, tentei mostrar pra ele o máximo que eu conheci da cidade.

Logo que manhã pegamos uma liquidação numa loja de informatica, fiquei atentado a comprar um laptop que estava mais ou menos 120 dolares. Era queima total, inclusive psp, tvs, tudo mesmo.

Eu cheguei a entrar na fila, mas desisti, quando descobri que as regras da liquidação era pegar a senha do seu andar e logo pagar. Depois desses primeiros que tinham senha, voce podia andar livremente pela loja.

O Minoru foi pesquisando tudo, tanto que ele comprou uma coleção inteira de Code Geass que eu fiquei babando, mas fiquei com receio de comprar também pra ele nao falar que eu copiei ele.

Uma das coisas que eu vi nessa segunda vez em Akihabara foi uma loja vendendo o controle do super famicon especial pro wii. Eu prometi que voltaria a loja, depois de babar na vitrine (precisava sacar dinheiro e eu nao sabia aonde tinha em akihabara, já que no japão sao raras as lojas que tem cartões de credito). Infelizmente nunca mais achei a loja, mas que eu queria, eu queria.

Nessa segunda vez, Minoru mostrou algumas coisas que eu nao vi ou nao prestei atenção, como os elevadores das lojas serem todos etiquetados. Teve uma loja que fomos, que tinha um elevador com wii, outro ps3 e um terceiro com xbox 360. Ficamos olhando e perguntando, qual vamos descer? Demorou tanto que fomos de escada.

Mais tarde, encontramos o amigo do Minoru, o Manta, que realmente é muito engraçado. Nos encontramos na estação de Akihabara e começamos a andar pelas lojas. Lojas de 4 a 5 andares, com com bonecos de mais diferentes seções. Nossa, dava vontade de comprar tudo.

Vale um fato interessante, numa das lojas que entramos, começou a tocar Sun Vulcan, depois Gaban, Sharivan e Shaider, tudo na sequencia. Loja de brinquedos antigos, fiquei babando com muita coisa que vi.

Fizemos uma pequena parada no Burger King, experimentar a versão niponica do whooper. Confesso que me decepcionei pq era o mesmo sabor do Brasil, esperava algo diferente.

De lá fomos pra Nakano, mas eu me dei meio mal, a maioria das lojas de anime estavam fechadas, pq era ainda feriado. Minoru marcou o lugar pra voltarmos mais tarde. Mesmo sendo ruim, fizemos muita coisa lá.

De lá, fomos pra Shinjuku mostrar um dos pontos mais interessantes da cidade, como o maior cruzamento do mundo. Liguei pro Renato e nos encontramos por lá. De lá fomos pra Kabukichô, mas não tem muita graça andando de dia.

Depois Minoru e o Renato decidiram tentar a sorte na premiação na Taito, mas ganharam premios ridiculos que não tiveram coragem de usar, dando pra garotas que estavam por lá.

Uma das coisas de Kabukichô que eu queria ter tirado foto a primeira vez e consegui na primeira foi foto do restaurante que serve sushi de baleia. Uma comida exótica e bastante cara, o Renato até que estava afim de provar, mas acho que é pagar caro demais pra reclamar que achou ruim.

Foi um dia longo que realmente valeu a pena, aproveitamos muito andando por Tokyo.






Em termos de foto, tiramos muitas fotos nesse dia, por isso muitas ficaram de fora infelizmente. Eu adoro Tokyo e com certeza mais gostoso que fazer amigos e sair com amigos, inclusive mostrando o que você conhece. É uma pena que tudo que eu queria não deu tempo, já que iamos pra Nagano no dia seguinte, por isso não deu certo de levar o Minoru pra jantar naquele bar que eu fui com Renato perto do cabeleireiro de Last Friends.

Em Shibuya, vimos a estatua de Hachiko, e mais um momento pra foto. Eu adoro a historia dessa estatua e é uma honra ter encontrado ela. Fico feliz que mesmo sendo minha segunda vez em Tokyo, aprendi muita coisa que não vi porque na primeira vez estava deslumbrado.


Para quem sonha ir pro Japão e é fã de anime e mangá, lhe digo uma coisa. Vale muito, mas pra você conseguir isso, você vai ter que abrir mão de muita coisa pra alcançar o seu sonho. Posso parecer muitas vezes, um maluco que pegou a mala e foi pro Japão e bem que talvez, tenha sido isso mesmo. Cruzar o mundo ao destino a um lugar que você sempre imaginou conhecer, mas mesmo tendo certeza de que vai, não acredita que ele está realmente lá.

Amo o Japão, como amo Tokyo, e digo uma coisa, cada dia, cada hora, cada segundo, valeu a pena. Tudo lá é diferente, sendo roupa, costume, cheiro, a forma de andar. Se você tem um sonho que é ir pro Japão, aperte o cinto e se planeje, o Japão não é impossivel. Eu estou doido pra voltar pra lá.

Como comentei, para alguém que estuda japones, sempre está antenado, assistindo doramas, ouvindo músicas, conhecendo artistas, o Japão ganha um sentido muito maior. Muitas vezes, me sentia mais em casa do que estar no Brasil. Eu conhecia as pessoas dos outdoor, conhecia as músicas que tocavam nas lojas, realmente era um sonho que eu não queria acordar.

Infelizmente mesmo amando um país como Japão, um estrangeiro como eu, não pode morar lá.

Existem categorias especificas pra morar lá, e infelizmente como brasileiro, e não tendo um nihongo fluente, o país não está interessado em você. Logicamente que muitas das coisas que vi, podem estar meio exageradas por causa da crise.

Mesmo assim, muitas vezes eu via que o Japão é uma utopia que o Brasil nunca vai ser. São paises diferentes e não escondo que senti saudades do Brasil, mas pra isso, existem lojas brasileiras, música brasileira e amigos pra recordar.

Muitas vezes, eu morria de saudades de ouvir a voz de alguem de casa e ligava pra casa, doido pra ouvir a voz deles. Falava que não tava sentindo saudades, mas no fundo queria que eles estivessem do lado, vendo o que eu estava vendo.

O Renato comentou que saudades é uma coisa que pega no primeiro mês e realmente, a gente começa a se acostumar no segundo mês. O que me preocupava as vezes era esquecer a voz das pessoas que eu gostava.

Ontem estava conversando com a Regina, viajamos juntos pro Japão no mesmo avião. Ela também não é japonesa, mas é casada. Falavamos que mesmo não sendo descedente, eu tenho orgulho do Japão. Ela comentou “Como posso gostar de um país que não é o meu?”, e simplesmente eu também não sei responder.

Eu cresci admirando o Japão, sei que os descedentes sofreram por preconceito no Brasil e até eram vistos como inimigos, sendo dos anos 80 pra cá, que o Japão ganhou status de um país interessante, graças a invasão do anime e manga no ocidente.

Não sei como tudo começou, mas cresci vendo Pequeno Principe, Doraemon, Changeman e Jaspion na televisão. Se isso influenciou? Não sei, mas peguei todas as fases dali pra frente, como a invasão dos cavaleiros do zodiaco em 1994, a chegada de dragon ball z na cartoon, entre outras febres.

Doi ver que o Japão foi o segundo pais mais afetado pela crise, como doi saber que todos que eu conheci, estão sofrendo diretamente ou indiretamente por causa da crise. Infelizmente o Japão, eu sei que se eu quiser realmente morar lá, vou ter que me esforçar pra conquistar isso.

Voltando um pouco sobre esse passeio, vou mostrar um pouco sobre Ueno, já que não mostrei as fotos no topico de ontem. A estação de Ueno, tem um panda gigante, sendo lindissimo de se ver.

Andando de madrugada por Akihabara, descobrimos que Yamamoto Line, que é uma linha circular muito famosa no mundo inteiro, ela desliga com o trem sem ir pra um estacionamento. Ele fica parado em cima dos trilhos. Nem preciso dizer que isso não daria certo no Brasil.


Na madrugada, saimos pra jogar fliperama, como também pra eu comprar gorro já que estaria indo pra Nagano. Como estava nevando forte lá, precisava evitar qualquer transtorno desnecessario.


Esse com certeza foi um dos posts mais longos, mas com certeza um dos mais sinceros aqui no J-Wave. Para quem gosta do Japão e conheceu meu blog via amigos ou graças a buscadores, espero que gostem da minha visão do Japão. Sou apaixonado pelo Japão e essa viagem foi uma grande realização pessoal.

Para quem já acompanha o blog, amanhã teremos primeira aventura em Nagano, mostrando as frias temperaturas por lá. Espero que tenham gostado do tópico de hoje.