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1º de abril:Top Shelf anuncia "League of Extraordinary Gentlemen: 1988"

Hoje cedo, a Top Shelf anunciou o retorno da próxima fase do clássico de Alan Moore e Kevin O’Neil, a Liga Extraordinária…

… mas não fiquem animados.

É fato que Moore e O’Neal não irão participar da nova versão, conforme já haviam declarado em 2008, quando começou a ser cogitada uma continuação. O anuncio chocante é que agora já se sabe que o já consagrado trio Keith Giffen, J.M. DeMatteis e Kevin Maguire (conhecidos por nós pela Liga da Justiça comédia dos anos 90) dará continuidade à série, que dessa vez assumirá um tom de comédia.

A idéia do roteirista Keith Giffen é reimaginar a série como se os personagens ficionais fossem ícones da ficção não de 1888, e sim, de 1988. “Os direitos autorais foram acertados apenas recentemente”, disse o editor, “e o lançamento de muito desse material em Blu-ray será excelente para os fãs da série”.

Liga Extraordinaria – America: 1988

Quando o herói-de-guerra-transformado-em-zelador Kesuke Miyagi é encontrado morto sem uma gota de sangue, torna-se claro que uma gangue misteriosa conhecida como Os Garotos Perdidos estão assassinando os únicos indivíduos que podem impedí-los de dominar os Estados Unidos de uma vez por todas. É um trabalho perfeito para a Liga Extraordinária – exceto pelo fato de que seu contato no governo, Oscar Goldman, debandou o time em 1979 após serem derrotados pelo exército de mortos vivos do Senhor Han.


Agora, o cientista desacreditado Dr. Emmet Brown tem que montar um novo time para combater a crescente ameaça dos Garotos Perdidos e seu líder, o recentemente ressuscitado Tony Montana. São eles: o especialista em transporte Jack Burton, o ex-forças-especiais B.A. Baracus, o engenhoso Angus MacGyver e a misteriosa e poderosa femme fatale conhecia apenas como “Lisa“. Mas será que Dr. Brown conseguirá deter os Garotos Perdidos antes que acabe o tempo?

$9.99 – 64 pgs, coloridas – 1 de 2 – esperado para 1º de Abril de 2011

FONTE: Comics Alliance

Isso é uma brincadeira de 1º de abril pelo blog J-Wave!

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Crítica | Samurai Sentai Shinkenger – Unidos pela Nação

Cinco jovens guerreiros samurais que defendem a Terra contra demônios ancestrais. Esta é a premissa de Samurai Sentai Shinkenger, a mais recente produção da linhagem dos Super Sentai, que está se despedindo das telinhas japonesas para ceder espaço ao sentai deste ano, Tensou Sentai Goseiger (cujo preview vocês já viram por aqui), que estréia no próximo dia 14.
E, para celebrarmos a despedida dos samurais, nada mais justo do que uma matéria totalmente dedicada a eles. Confiram a seguir. Appare!

Samurai Sentai Shinkenger (Esquadrão Samurai Shinkenger) é a 33ª produção do gênero Super Sentai, e terá seu último episódio exibido pela TV Asahi no próximo dia 7. Até agora, já foram exibidos 48 episódios, e há, ainda, o crossover com seu antecessor Go-Onger, recém-anunciado e já em cartaz nos cinemas japoneses. Shinkenger inovou em alguns aspectos. A começar pelo tema – samurais – jamais explorado pelo universo dos sentai. Assim sendo, incorporou muito do folclore japonês, e da própria tradição dos samurais, figuras tão marcantes do Japão. O visual dos personagens é bastante elaborado (e até um pouco exagerado às vezes) e os efeitos são bem caprichados. E, seguindo a tradição do gênero, possui personagens carismáticos e marcantes. Enfim, mais uma ótima série, que está saindo de cena e escrevendo seu nome na história do gênero.

A HISTÓRIA

Um pequeno grupo de Gedoushuus, seres demoníacos confinados há centenas de anos pelos membros do clã Shiba nas profundezas do rio Sanzu, sai de uma fenda e ataca uma criança. Rapidamente, Takeru, o 18º líder do clã, intervém, transformando-se em Shinken Red e destruindo os inimigos. O guardião do clã Shiba, Hikoma Kusakabe, alerta Takeru sobre o despertar dos Gedoushuu, e o orienta a reunir todos os outros Shinkengers para enfrentá-los. No entanto, o jovem líder dos Shiba ainda acha que pode resolver tudo sozinho.

No rio Sanzu, os líderes dos Gedoushuu finalmente despertam, e se reúnem diante do explosivo Doukoku Chimatsuri, o líder máximo. Ele acredita ter dizimado todo o clã Shiba, e se enfurece quando descobre que um membro do clã ainda está vivo. Resolve, então, enviar um grupo ainda maior de soldados à Terra, para causar pânico e destruição.
Quanto mais desordem os Gedoushuu provocarem na Terra, maior é a possibilidade das águas do rio Sanzu transbordarem e, assim, inundarem o mundo dos humanos, para que os demônios naveguem livremente por ele, e possam dominar o mundo.

Kusakabe toma conhecimento do ataque massivo dos Gedoushuu. Imediatamente, resolve convocar os outros samurais, meio contra a vontade de Takeru. Os outros quatro Shinkengers recebem o chamado, e rapidamente vão ao encontro de Takeru. São eles: Ryunosuke, um jovem ator de kabuki, cuja família têm servido aos Shiba durante muitos anos; Mako, uma bela jovem professora de uma creche; Chiaki, um estudante colegial de temperamento impulsivo; e Kotoha, uma garota esforçada que ajuda a irmã com artesanato em bambu. De início, todos se confundem, por não saber quem é seu lorde que os conduzirá na batalha. Até que Takeru aparece diante deles, e os alerta de que a batalha contra os Gedoushuu não será fácil. E então, o jovem lorde exige uma decisão firme dos outros quatro samurais, pois, se eles não derrotarem os Gedoushuu, certamente morrerão em combate. Sem pestanejar, eles aceitam entrar na batalha, e então, Takeru dá a eles os Shodophones, os dispositivos de transformação dos Shinkengers.
Assim, nasce o Esquadrão Samurai, que lutará contra os demoníacos Gedoushuu e defenderá o mundo dos homens a qualquer custo!

Ao longo da série, um jovem amigo de infância de Takeru se junta ao grupo e passa a ajudar os Shinkengers. Ele é Genta Umemori, o Shinken Gold.

PERSONAGENS

Takeru Shiba/Shinken Red: é o 18º líder do clã Shiba, e líder dos Shinkengers. Foi criado por Hikoma Kusakabe desde a infância, e este reforça-lhe de sua responsabilidade de herdeiro do clã sempre que pode. De início, parece ser arrogante e orgulhoso, mas aos poucos, demonstra ter um bom coração. É corajoso em batalha, e muitas vezes encara as situações com frieza, o que costuma deixar seus vassalos espantados. Controla o elemento do fogo.


Ryunosuke Ikenami/Shinken Blue: herdeiro da família Ikenami, que serve aos Shiba há vários séculos. Em função disso, leva a sério sua obrigação como samurai, e é o mais fiel dos vassalos de Takeru. Como seu pai, é um ator de teatro Kabuki, e sonha um dia se consolidar na carreira. Por ser fiel a seu lorde, costuma entrar em atrito com Chiaki, que não leva tão a sério sua missão como samurai. Domina o elemento da água.

Mako Shiraishi/Shinken Pink: É a guerreira do céu. Linda, graciosa e madura, é a figura materna da equipe. Gosta muito de crianças, tanto é que, antes de se tornar uma Shinkenger, trabalhava em uma creche. Não aproveitou muito bem a infância, por ter sido criada para ser samurai desde então. Procura sempre ajudar e aconselhar os companheiros sempre que pode. Sonha em se casar e se tornar uma boa esposa, e não mede esforços para isso. Será que ela consegue?!

Chiaki Tani/Shinken Green: O samurai da floresta. É impulsivo, temperamental e indisciplinado. Recusa-se a aceitar sua condição de samurai e de vassalo dos Chiba, o que chega a irritar os seus companheiros, especialmente Ryunosuke. Perdeu a mãe muito cedo, e foi criado apenas por seu pai. É o menos habilidoso do grupo, por ter largado seu treinamento no meio. Mas, apesar de seus defeitos, é honesto, e sempre se dispõe a ajudar.


Kotoha Hanaori/Shinken Yellow:
A guerreira que domina o elemento da terra. Trabalhava com a irmã mais velha como artesã, e assumiu seu lugar quando ela adoeceu. É bastante dedicada e esforçada, mas possui uma auto-estima muito baixa, e sempre se acha um incômodo para seus companheiros. Apesar disso, é habilidosa, e não mede esforços para cumprir suas funções em batalha.

Hikoma Kusakabe: é o mentor dos Shinkengers, e também o tutor de Takeru. Foi ele quem convocou os samurais, quando descobriu sobre o ressurgimento dos Gedoushuu, enviando quatro mensagens presas em flechas. Foi apelidado de “Jii” (que significa “velho”, “tio” ou mesmo “samurai”) pelo grupo.

Kuroko: são servos do clã Shiba, que nunca mostram o rosto e sempre se vestem de preto. Realizam diversos tipos de tarefas, não apenas ao redor da base dos Shinkengers, como também juntamente com os próprios.

Doukoku Chimatsuri: O líder máximo dos Gedoushuu. Possui um temperamento explosivo e bastante raivoso. Constantemente é visto enfurecido, na maioria das vezes sem razão aparente, o que o leva a ser cruel até mesmo com seus companheiros. As únicas coisas que o acalmam são o saquê e a música de Taiyuu. Lutou contra os antigos Shinkengers, e foi selado por um ancestral de Takeru. Mas o selo não possuía tanta força por estar incompleto, o que o possibilitou voltar à ativa.

Taiyuu Usukawa: É o braço-direito de Doukoku, e é a única por quem ele demonstra algum tipo de afeição. No passado, era um ser humano, mas transformou-se em demônio por ter sua alma corrompida. Gosta de coisas belas. É sempre vista tocando shamisen (um instrumento tradicional japonês de cordas), e sua música é uma das poucas coisas que acalma a ira de Doukoku.

Hone no Shitari: Um demônio ancião de aparência estranha, com a cabeça parecida com a de uma lula. É o estrategista dos Gedoushuu, e esperou ansiosamente pelo despertar de Doukoku. Enxerga a humanidade como mero objeto de pesquisa, e sempre procura meios de fazer com que o rio Sanzu transborde, para assim realizar as ambições de Doukoku. Roubou textos do clã Shiba para poder aprender sobre o selo que prendia Doukoku, e assim poder libertá-lo.

CURIOSIDADES

– Shinkenger é a primeira série Super Sentai que não teve uma versão americana produzida, graças ao fim da “era Power Rangers”. Após a produção de Power Rangers RPM (adaptação de Go-Onger), a Disney resolveu cancelar a série, devido aos altos custos das filmagens. Para compensar, o estúdio resolveu remasterizar as primeiras temporadas e relançá-las.

– No decorrer dos episódios da série, uma mulher assume a liderança do grupo, e acaba se tornando a primeira líder vermelha da história dos Super Sentai.

– Os Shinkengers também fizeram uma participação especial nos episódios 24 e 25 de Kamen Rider Decade. Foi a primeira vez que um Sentai e um Kamen Rider apareceram lado a lado em uma série de TV.

FICHA TÉCNICA:

Samurai Sentai Shinkenger/Esquadrão Samurai Shinkenger
Produção: TV Asahi/Toei Company
Exibido: a partir de 15/01/2009/ainda em exibição – último episódio irá ao ar no próximo dia 7
Total de episódios: 49 (contando o episódio que irá ao ar no dia 7 – mais o movie Shinkenger vs. Go-Onger, cujo preview vocês viram aqui)

Elenco:

Takeru Shiba/Shinken Red: Tori Matsuzaka Ryunosuke Ikenami/Shinken Blue: Hiroki Aiba
Mako Shiraishi/Shinken Pink: Rin Takanashi
Chiaki Tani/Shinken Green: Shogo Suzuki
Kotoha Hanaori/Shinken Yellow: Suzuka Morita
Genta Umemori/Shinken Gold: Keisuke Sohma
Hikoma Kusakabe: Goro Ibuki
Doukoku Chimatsuri (voz): Rintaro Nishi
Taiyuu Usukawa (voz): Romi Park
Hone no Shitari (voz): Chou
Narrador: Hironori Miwata
Dublês: JAC (Japan Action Club)

É isso, galera. Uma excelente série que sai de cena… e com certeza vai deixar saudade, não só para os fãs de Super Sentai, como para os fãs de toku em geral.
E que venha Goseiger!

Por enquanto é só. Até o próximo post! o/

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Crítica | Mirai Sentai Timeranger – Além do tempo e do espaço…

Saudações, amigos! Eu sou o Daniel “Sheider”, e hoje estou estreando minha coluna aqui no J-Wave. E, para começar, vamos falar um pouco de tokusatsu… Preparei uma matéria especial sobre Mirai Sentai Timeranger, o super sentai do ano 2000, com tudo sobre a série. Espero que todos curtam!

“Vá além do tempo e do espaço”… Assim começa o tema de abertura de Mirai Sentai Timeranger (Esquadrão do Futuro Timeranger), a 24ª série da linhagem dos Super Sentai – os “super-esquadrões”, tais como Changeman, Flashman e outros – que existe no Japão desde 1975, e perdura até os dias atuais.

Timeranger foi produzido e exibido na TV entre 2000 e 2001, e apresenta vários elementos interessantes, tendo em vista que a série foi lançada praticamente na virada do milênio. A própria temática futurista da série, baseada em viagem no tempo, é bastante sugestiva para a época. Possui um enredo complexo, personagens carismáticos e cativantes, uma excelente trilha sonora (algumas músicas nem parecem ser de tokusatsu) e efeitos especiais bastante caprichados.

Rendeu, ao todo, 50 episódios, além de um especial de TV (contando a história dos Sentais através de uma viagem no tempo) e dois filmes: Timeranger – The Movie e um crossover com o grupo antecessor, o Esquadrão de Resgate Go Go V.

 

A HISTÓRIA

Tudo começa mil anos à frente, no século 30. Lá, várias raças alienígenas de diversos cantos do universo convivem em harmonia com os humanos, e é possível viajar no tempo, para várias épocas. Aqueles que cometem delitos são congelados e colocados em compressão fria, e ficam ali por um determinado tempo. Um destes criminosos, Don Dornero, está prestes a ser enclausurado, quando subitamente recebe a ajuda de Gien, um de seus comparsas, e acaba fugindo para o século 20. No seu encalço, vão quatro recrutas do Instituto de Proteção do Tempo: Yuuri, Ayase, Domon e Sion, além do Capitão Ryuuya. Mas, quando chegam ao século 20, os quatro recrutas têm uma surpresa: Ryuuya, na realidade, era Lila, outra capanga de Dornero, disfarçada. Ela ativa o dispositivo de auto-destruição da Máquina do Tempo onde viajaram, prende o quarteto nela e foge. Mas o plano acaba falhando.

É então que os recrutas encontram Tatsuya, um jovem do tempo atual. A princípio, o estranham, por sua semelhança física com Ryuuya. Mas nesse meio tempo, Dornero e seu bando atacam Tokyo. Nisso, entra em cena o simpático robô-coruja Takku, dando ao quarteto os dispositivos de transformação chamados de Chrono Changers. Mas há um problema: eles só funcionam adequadamente com um grupo de cinco pessoas! Diante da situação, Yuuri não vê outra escolha a não ser pedir ajuda a Tatsuya. Ele aceita e recebe o Chrono Changer das mãos de Yuuri. Inicia-se, assim, a guerra entre os Timerangers e a Família Londarz, o grupo criminoso do futuro liderado por Don Dornero.

Mais adiante, um sexto Timeranger se une ao grupo: o revoltado e ambicioso Naoto, que acaba por se tornar o Time Fire.

 

PERSONAGENS:

Tatsuya/ Time Red: O único dos Timerangers que pertence ao século 20. Trata-se de um jovem gentil e humilde. Oriundo de uma família rica, bate de frente com seu pai, um empresário arrogante que só pensa em dinheiro e na reputação da família, e quer sempre controlar o destino do filho. Para camuflar as atividades dos Timerangers, acaba fundando junto com seus amigos uma empresa de fachada, a Tomorrow Research, que presta diversos tipos de serviço. Apaixonado por karatê.

Yuuri/ Time Pink: Uma policial da Divisão Anti-Máfia. Possui um ódio profundo pelos Londarz, em especial Dornero, responsável pela morte de seus pais. Durona, possui um temperamento difícil, mas vai deixando transparecer seus sentimentos ocultos ao longo da série. Trabalha como detetive na Tomorrow Research.

Ayase/ Time Blue: Um ex-piloto de corridas. É calmo, tranqüilo e às vezes melancólico. Esconde um segredo do grupo, e só o revela a Tatsuya. Na Tomorrow Research, trabalha como motorista.

Domon/ Time Yellow: Lutador profissional. Possui grande força física, e é um tanto esquentado, tanto é que costuma bater de frente com Ayase em alguns momentos. Vive dando em cima das garotas, mas nunca obtém sucesso. É instrutor de defesa pessoal na TR.

Sion/ Time Green: O caçula do grupo, um alienígena de cabelos verdes. Expert em máquinas e computadores, chegando inclusive a criar armas para o grupo. Ingênuo e inocente, protagoniza uma cena hilária com Domon em um dos primeiros episódios da série. Técnico em manutenção de computadores na TR.

Takku: É o robô-coruja navegador da Máquina do Tempo. Auxiliar direto dos Timerangers, é quem passa as informações sobre os monstros e solicita ajuda das máquinas do século 30, quando necessário.

Don Dornero: o líder da Família Londarz. Condenado a 100 anos de compressão fria, consegue escapar graças a ajuda de Gien. Inescrupuloso e bonachão. (a aparência dele lembra um pouco o Dino da Família Dinossauros… xD)

Lila: a única mulher do grupo. Extremamente vaidosa e egocêntrica. Adora dinheiro, jóias e roupas caras. Ótima em disfarces.

Gien: Um robô dourado, cientista do grupo. Contribuiu com a fuga de Dornero no século 30. É ele quem escolhe as criaturas que serão usadas em cada plano.

CURIOSIDADES:

– Na vida real, Mika Katsumura (Yuuri) foi casada com o também ator Yusuke Tomoi, o protagonista de Kamen Rider Agito. Eles se divorciaram no ano passado.

– Timeranger é a primeira série sentai na qual o vermelho não é o líder direto, já que Tatsuya não tem tanto conhecimento do que se passa no século 30. Na maioria das vezes, é Yuuri quem assume as rédeas da equipe.

– Os Time Jets – naves de combate dos Timerangers – são capazes de assumir três formas diferentes: Time Robô Alpha (a principal), Time Robô Beta, e ainda o Time Jet Gamma.

– Nos EUA, Timeranger foi usado como base para a produção de Power Rangers: Força do Tempo. A produção americana é praticamente uma cópia da série original, exceto por alguns poucos detalhes, como a introdução de um vilão novo, Ransik, no lugar que seria de Dornero. E, claro, a troca do elenco japonês por atores americanos…

FICHA TÉCNICA:

Mirai Sentai Timeranger/Esquadrão do Futuro Timeranger

Produção: TV Asahi/Toei Company

Exibido: de 13/02/2000 a 11/02/2001

Total de Episódios: 50 (+ 1 especial e 2 movies)

Elenco:

Tatsuya Asami/Time Red – Masaru Nagai

Sion/Time Green – Masahiro Kuranaki

Ayase/Time Blue – Yuji Kido

Domon/Time Yellow – Tomohide Koizumi

Yuuri/Time Pink – Mika Katsumura

Naoto Takizawa/Time Fire – Shinji Kasahara

Robô Navegador Takku (voz) – Yusuke Numata

Don Dornero (voz) – Ryuzaburo Otomo

Lila – Asami Kuro

Gien (voz) – Koji Tobe

Narrador – Hideyuki Hori

Dublês – JAC (Japan Action Club)

Fontes: Wikipedia, Mundo Toku, Supersentai.com

Por enquanto é só, pessoal. Espero que tenham gostado desta minha primeira matéria.
Até a próxima! 😉

(atualizado em 16/01/2010 às 20:53. Agradecimentos a Michel Matsuda)

 

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Crítica | Patrine – A “nova” rainha dos baixinhos – Parte 2

Nessa segunda parte, vamos relembrar um pouco da estréia da Pequena Patrine na série Estrela Fascinante Patrine. Além disso, vamos também conhecer a série produzida em 2007, que pode ser interpretada como continuação não oficial de Patrine, a série Bishōjo Celeb Panchanne.


Segunda fase: Surge a Pequena Patrine

Surge o Diabo do Inferno, o grande vilão da série, que é o antagonista ao Deus Protetor. Trazendo o caos a cidade, Diabo do Inferno seqüestra a Patrine, fazendo Deus Protetor não ter outra escolha que senão recrutar uma nova garota para defender a cidade e resgatar Patrine, assim Tomoko é escolhida e se torna a Estrela Fascinante Pequena Patrine. Não podendo revelar sua identidade, Tomoko nem imagina que sua irmã Sayuri seja a Patrine, assim as duas lutam pela justiça juntas, sem saber de suas identidades secretas.

Nessa segunda fase, as aventuras ficam em torno da Patrine e da Pequena Patrine, sempre tendo um inimigo ligado ao Diabo do Inferno.
Dando mais destaque para a nova heroína da série, a Pequena Patrine, nessa nova etapa, temos a rivalidade entre Patrine e Pequena Patrine. Na realidade irmãs, Patrine pede uma maior responsabilidade por parte da Pequena Patrine, fazendo que as duas não sejam parceiras num primeiro momento.

Patrine também ganha uma nova arma para o combate contra Diabo do Inferno, uma caixa de música que purifica as pessoas. Já viu isso antes? Sim, outra idéia que nasceu em Patrine e virou “marca registrada” em Sailor Moon.
Diferente de Patrine, a Pequena Patrine não tem uma adaga, mas uma espada, que lhe concede o poder de aparecer itens numa batalha. Logicamente, a imaginação de Tomoko é criativa, porque até dentadura gigante aparece para ajudar a pequena guerreira.

Não podemos deixar de comentar a pequena citação a Kamen Rider, a criação mais icônica de Shotaro Ishinomori. Num episódio, aparece um estranho herói que bate nas crianças que não visitam o cemitério de sua família, no dia de finados. Chamado de “A lutadora”, o traje é uma cópia do Kamen Rider 1, e esse estranho herói, sempre aparece quando crianças aprontam ao redor dos cemitérios da cidade.
Kazuya sempre visita o túmulo de sua família, não porque gosta, mas por estar apaixonado pela linda vendedora da floricultura próxima ao cemitério. Atraindo a atenção de Hideki e os outros, causa a irá de um padre que cuida do local. Eles não sabiam, mas o padre é quem chama a guerreira chamada “A Lutadora”. Tomoko, percebendo que Hideki e os outros estão em perigo, se transforma na Pequena Patrine, condenando o padre e “A lutadora”, mas muda de idéia, ao ver que Kazuya gosta da pessoa por detrás da “A Lutadora”, a garota da floricultura.
Sayuri e Tomoko estão enfeitando a casa para o natal. Diabo do inferno decide investir em seu último plano para destruir Patrine e a Pequena Patrine, criando uma bola em chamas que domina a pessoa, transformando num demônio. A pedra vai possuindo todos os personagens da série, transformando-os em demônios, restando a Patrine e Pequena Patrine a defender a cidade.

Aproveitando do caos na cidade, Diabo do Inferno seqüestra Tomoko, deixando o lar dos Murakami em profunda depressão em pleno Natal. O que Diabo do Inferno não sabia que Tomoko era a Pequena Patrine, assim a transforma numa guerreira do inferno, usando um traje escuro semelhante ao da Pequena Patrine.
Colocando Pequena Patrine contra Patrine, Diabo do Inferno que está confiante que dominará o universo, mas Patrine consegue evocar as lembranças de Pequena Patrine, trazendo de volta das trevas. Juntas, elas lutam contra Diabo do Inferno, e evocam as memórias dele com a caixa musical de Patrine. Lembrando da época de criança, Diabo se recorda de quando era uma criança e gostava de tocar sino, assim voltando a ser um cara normal.

Patrine e Pequena Patrine se emocionam por ser sua batalha final e revelam suas identidades secretas, se surpreendendo que são irmãs, Sayuri e Tomoko. No caminho, elas encontram um novo Kami Sama que dá os parabéns para elas, e retira os poderes delas, os tornando garotas comuns novamente. Sayuri e Tomoko agradecem profundamente e voltam para casa.
A série acaba na virada do ano novo, com uma grande festa num templo, onde todo elenco da série está reunido. Para surpresa de todos, quem está tocando o sino do templo é o antigo Diabo do Inferno. Todos no fim acabam tocando o sino, e o casal Murakami assiste sua família se divertindo no templo.
Versão Brasileira

Produzida pela Wildstar em São Paulo, a dublagem foi muito bem realizada, com excelentes adaptações da cultura japonesa, como também na seleção do elenco.

Para a voz da protagonista, Sayuri Murakami, entrou ninguém menos que Marli Bortoletto, a voz da Mônica de Turma da Mônica no Brasil. A dubladora é conhecida também por ter feito a primeira fase de Sailor Moon, realçando as semelhanças entre as duas séries. Marli também dublou o personagem Kazuya, amigo do Hideki e membro do clube Patrine.
O pai da protagonista teve a voz de Emerson Camargo, a mesma voz de National Kid e dono da Wildstar. A voz dele em Hayato é única, além de sua dublagem combinou perfeitamente com o atrapalhado jornalista apaixonado pela Patrine.

Tomoko, a irmã de Sayuri, foi dublada por Angélica Santos, a voz oficial do Cebolinha de a Turma da Mônica. Entre os destaques de dublagem da Angélica estão: Kevin Arnold de Anos Incríveis, Oolong e Uub de Dragon Ball Z, Akira e Esmeralda de Cavaleiros do Zodíaco e Andróide 18 de Dragon Ball GT.
Bishōjo Celebrity Panchanne: A minha esposa é uma super heroína!

Em 3 de abril de 2007, estreou uma série na televisão japonesa que satirizava a serie Patrine produzida em 1990. Colocando uma antiga heroína mirim, num novo dilema, que é estar casada e com filha, mas voltar a ser a super heroína da cidade.

Produzida na forma de dorama, pela Kyodo Television, Yomiko Advertising e Marvelous Entertainment, a série teve como principal patrocinador a loja de cosplays COSPA,e isso você vai entender durante o breve resumo da história.

Conhecemos a dona de casa, Yumiko Shinjō, ela quando era adolescente, escondia um segredo, que era a super heroína da cidade. Ganhando os poderes do Kami Sama de sua cidade, ela se transformou em Bishōjo Mask Florence. Caso ela contasse sua identidade secreta para alguém, Kami Sama a condenaria a transformando num pepino do mar (lembre-se que em Patrine ela se transformava numa tartaruga).

Um dia, ela encontra Kami Sama, que determina que ela volte a ser uma guerreira da justiça. Relutando inicialmente, Yumiko Shinjō aceita o fardo de se transformar-se novamente numa heroína, mas diferente da outra vez, ela terá que confeccionar o seu traje, ai que entra a rede Cospa, aonde ela desenvolve o seu novo traje, além de seu novo codinome, Bishōjo Celeb Panchanne.
Ironicamente, um dos primeiros motivos de risada, quando ela entra em cena, é justamente que ela não pode mais ser uma “Bishōjo”, pois shōjo significa garota em japonês. Resumindo, ela passou um pouco da idade.

Na batalha contra o mal, ela se transforma dizendo: “Ancien Régime, Tricolore!”. Ela utiliza um bastão na luta contra o mal, que purifica os vilões que ela enfrenta.
Durante a série, a filha de Yumiko Shinjō, a Risa Shinjō se transforma em Bishōjo Celebrity Panchanne-Mini (outra referência a Patrine, agora com seu sidekick Pequena Patrine).
A atriz Yuko Hanashima, que fez a Patrine original, aparece na série como amante, do marido de Yumiko Shinjō. Bela participação especial, para uma série que brinca com a série original em que ela foi protagonista.
A série teve 13 episódios e herdou um pouco do humor de Shotaro Ishinomori, trazendo características do gênero “Fushigi Comedy Series”. Vale ressaltar que quem assume os roteiros de Pacchane, também é um velho conhecido do meio Tokusatsu, o Yoshio Urazawa. Entre as séries mais famosas em que ele trabalhou foram Gekisô Sentai Carranger e Bakuryû Sentai Abaranger (adaptado no ocidente respectivamente como Power Rangers Turbo e Dino Trovão).

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Gyabbo! & J-Wave: Entrevista com Mauricio de Sousa

Eu posso dizer que cresci lendo quadrinhos com Turma da Mõnica. Mesmo que minha infância, posso dizer que fui abençoado já que foi auge dos quadrinhos nacionais como: Turma do Arrepio, Trapalhões, Zé Carioca, Palhaço Alegria e adaptação nacionai de séries japonesas como Jaspion e Changeman, foi com Turma da Mônica que cresci lendo quadrinhos.

Todo mundo esperava o almanaque de férias gigante da Turma da Mônica, ou juntava as tampinhas de Coca Cola para ganhar a coleção de gibis da turminha. Tudo era motivo de colecionar a Turma da Mônica e não foi a toa que com grande alegria, fui e frequentei quando era pequeno o Parque da Mônica no Shopping Eldorado, em São Paulo.

Falar de Mauricio de Sousa é falar da história dos quadrinhos brasileiros, porque ele e seu império de quadrinhos são únicos. Criador de Turma da Mônica, a revista em quadrinhos mais vendida do país, tem uma história de sucesso, presente nas 3 maiores editoras do país; passando pela editora Abril, 20 anos de editora Globo e atualmente na Panini Comics.

Ano passado, apresentou ao público uma Turma da Mônica adolescente, utilizando-se da inspiração e narrativa dos quadrinhos japoneses, o mangá. Sendo um sucesso comercial e vendido mais de 400 mil exemplares, Turma da Mônica Jovem vende 10 vezes mais que o mangá mais vendido do Brasil.

Numa história que atravessou 5 décadas, tendo diversos filmes, séries animadas e publicação dos quadrinhos em diversos países, Mauricio de Sousa é hoje sinônimo de quadrinho nacional.

Essa será a primeira de uma série de entrevistas que tanto o J-Wave e o Gyabbo! estão preparando para apresentar um pouco mais da cultura pop japonesa dentro do Brasil.

Ambos se juntaram para entrevistar Mauricio de Sousa e contar sobre sua carreira e principalmente sobre o sucesso do mangá Turma da Mônica Jovem. Gentilmente, entre suas férias de fim de ano, Mauricio nos deu essa entrevista:

Gyabbo! & J-Wave: Apesar de baseados em familiares, os personagens da Turma da Mônica acabaram virando sinônimo de suas características, como Cascão para meninos que não gostam de banho; como foi o processo de desconstrução dessas características tão marcantes?

Mauricio de Sousa: Imagino que essa pergunta é referente à adaptação dos personagens infantis para os adolescentes, certo? Não houve desconstrução mas sim evolução de um mundo infantil para um adolescente. Se o Cascão continuasse sem tomar banho como iria conseguir arrumar namorada?

G&J: Em termos de carinho pelos personagens, como foi vê-los “crescer”?

MdS: Como um pai. Curtindo ao máximo.

G&J: O senhor comentou uma vez que já tinha imaginado a Turma grandinha e não era baseada em mangá. Pode nos falar um pouco como era essa versão de Tuma da Mônica Jovem?

MdS: O projeto da Turma da Mônica Jovem tem mais de cinco anos. Originalmente não era para ser em estilo mangá. Mas após as comemorações dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, em 2008, achei que era a hora e a vez de mesclar nosso estilo com o estilo mangá para agradar à toda essa faixa de leitores adolescentes que estavam migrando de minhas revistas para o mangá.

G&J: Temos na equipe de roteiristas de Turma da Mônica Jovem pessoas famosas no meio do anime e mangá: Marcelo Cassaro que foi roteirista de Holy Avenger, o mangá nacional mais próspero e Petra Leão, uma cosplayer famosa. Como funciona essa influência deles em Turma da Mônica Jovem? Já que vimos muitas referências pessoais dos dois, como Cascão ser um otaku, e o RPG online Animecraft que citou várias séries de anime e mangá.

MdS: O Cassaro e a Petra estão contribuindo bastante com o sucesso da Turma da Mônica Jovem pois têm uma bagagem de cultura pop japonesa que agrada muito aos leitores. Mas os outros roteiristas também estão se adaptando perfeitamente à esse novo universo em nossas publicações.
G&J: O senhor comentou que Turma da Mônica Jovem poderia ter uma série animada, possivelmente animada na China. Existem novidades relacionadas a isso?

MdS: Desenho animado é algo complicado de se produzir. Precisa de planejamento, estrutura de produção e investimentos. O convite existe por parte de uma produtora americana mas ainda estamos na fase de planejamento.

G&J: Uma vez o senhor comentou que gostaria de fazer o Chico Bento, mas não baseado em mangá. Como anda o projeto? E por que não vai ser baseado em mangá?

MdS: Esse é um projeto que pede muita pesquisa pois quero um Chico Bento adolescente que resolve ficar no campo e se envolve com a luta ecológica. Por enquanto penso em não ser no estilo mangá para não misturar com o universo da Turma da Mônica Jovem. Mas pretendo já lançar um especial no segundo semestre de 2010.

G&J: Muito do que é lido de mangas no país é feito através de scans, traduções feitas por fãs e disponibilizadas na internet de graça. Como o senhor vê essa tendência mundial de ignorar direitos autorais, tanto de maneira geral quanto relacionado à Turma da Mônica.

MdS: A pirataria pode inviabilizar um projeto por não possibilitar o retorno do investimento nos profissionais e na produção/impressão. Para isso temos advogados e milhares de leitores que torcem por nós e denunciam logo que haja algo irregular acontecendo.

G&J: A Turma da Mônica Jovem está sendo publicado fora do país? Se sim, como está sendo recebida?

MdS: Estamos com um pouco mais de um ano publicando no Brasil. Embora haja projetos, ainda é cedo para publicarmos fora do Brasil.
G&J: A indústria de games cresce cada vez mais, ultrapassando mesmo o cinema. Existem planos para jogos da Turma da Mônica Jovem como a Turma da Mônica teve no passado?

MdS: Realmente a área de games da Turma da Mônica está merecendo mais atenção. Esperamos que em 2010 nossos projetos sejam agilizados. Posso dizer que começará pela reformulação de nosso site e, claro, também com a Turma da Mônica Jovem.

G&J: O público de Turma da Mônica Jovem em sua maioria já lia mangas originais ou o senhor acha o inverso? Acredita que Turma da Mônica Jovem tenha sido porta de entrada para público ler mangas?

MdS: Parte do público lia mangá mas conquistamos também quem não lia e se adaptou à linguagem. Embora nosso público-alvo para a turma da Mônica Jovem seja o leitor que já tenha seus 12 a 15 anos, uma boa parte são de 7 à 10 anos. Para se ter uma idéia, a turma da Mônica Jovem vende mais de dez vezes do que o principal mangá japonês publicado no Brasil.

G&J: Pensando em Japão, não teríamos um perfil definido para a Turma da Mônica Jovem, existe a possibilidade do mangá da Turma da Mônica Jovem um dia ter um título dirigido para garotos e outro para garotas?

MdS: Por enquanto achamos que não. Os personagens principais agradam justamente por haver um equilíbrio entre meninos e meninas. O leitor brasileiro gosta e aprova.

G&J: E é possível pensar em um esquema de publicações para a Turma da Mônica Jovem como é feito para a Turma da Mônica, com publicações solo?

MdS: Isso é uma idéia para o futuro. A Turma da Mônica Jovem ainda é muito recente.

G&J: Mauricio de Souza é um nome equivalente a Walt Disney e a Osamu Tezuka. Apesar disso o Brasil é marcado por ser um país onde lê-se pouco, por que não temos outros criadores tão criativos e lembrados como o senhor e leitores mais ávidos?

MdS: Quando comecei a publicar, o Disney era o rei das bancas de jornal. Aos poucos fui ganhando na raça esse espaço e hoje a posição está invertida. Acho que o segredo é não parar no tempo. O leitor está muito mais exigente e gosta de ver que o autor sempre tem novidades para apresentar. A constatação está na turma da Mônica Jovem que é a maior vendagem dos últimos 30 anos no Brasil e uma das maiores no mundo. Se eu pensasse que brasileiro não gosta de ler não teria esse sucesso. Se eu pensasse que o jovem está substituindo a leitura pelos equipamentos eletrônicos não apostaria em mais uma publicação. A verdade é que o leitor gosta do que é bom. Independente da plataforma de comunicação em que se apresente o produto. Temos vários autores criativos e muitos já estão conquistando seu espaço. Basta ver o especial MSP50 que lançamos nas comemorações dos 50 anos de minha primeira publicação. São 50 autores da maior qualidade. Alguns que publicam no exterior. Mas não cabe em um livro apenas e vamos ter mais outros 50 numa próxima edição.

G&J: O senhor poderia comentar um pouco como era a sua amizade com o mestre dos mangas, Osamu Tezuka?

MdS: Nos conhecemos emuma das minhas viagens ao Japão e desde então ficamos amigos. Ele dizia que meus personagens já tinham olhos grandes como os do mangá e fui descobrindo que como criadores tínhamos muito em comum, apesar de morarmos tão distantes. mas quando eu ia ao Japão, me encontrava com ele. E quando ele veio ao Brasil, foi meu hospede na chácara.

G&J: Conhecendo sua amizade com Osamu Tezuka, existe algum outro autor japonês que o senhor admira? O senhor lê ou já leu (com exceção dos de Tezuka) algum manga?

MdS: Acompanho os grandes sucessos de mangás por interesse na linguagem da leitura rápida e traços ágeis. Cavaleiros, Dragon Ball e Naruto são sucessos não só no Brasil. Mas quando vou ao Japão folheio as novidades de lá também.

G&J: Existe uma grande discussão entre o que é um verdadeiro manga, se o que se produz no Japão ou HQ’s com uma determinada estética e estilo narrativo. Como o senhor definiria um manga?

MdS: Mangá é ação e emoção. Irradiados por todos os lados.

G&J: No Japão o mercado de quadrinhos abrange todas as idades, acredita que no Brasil isso também seja possível visto o estereótipo de quadrinhos como obras infantis?

MdS: Comparar o Brasil ao Japão é cruel. Por lá temos centenas de títulos sendo publicados. Assim existem diversos públicos a serem trabalhados. Aqui temos uma base de leitores infantis que depois pulam para os mangás e super-heróis. Quando se tornam adultos já não procuram quadrinhos com a freqüência de antes. Só agora, com a Turma da Mônica Jovem, estou podendo trabalhar a Turma da Tina para um público jovem/adulto com a média dos personagens nos 18 anos.

G&J: O senhor comentou uma vez para a revista Henshin da editora JBC que gostaria de trazer um mangá do Osamu Tezuka e adaptar para o público brasileiro. Existe ainda essa intenção e como seria a adaptação?

MdS: Após a morte de Tezuka, os planos que fazíamos ficaram esquecidos. Mas pretendo ainda fazer um trabalho em conjunto entre meus personagens e os desse grande e saudoso autor. (Nota: Mauricio conseguiu os direitos para trabalhar com os personagens de Osamu Tezuka, mais informações ler aqui.)

G&J: Existe alguma intenção de desenvolver um encontro entre os personagens do Mauricio de Souza Produções com Tezuka Produções?

MdS: Já estamos conversando sobre isso com a família do Tezuka. Quem sabe anunciamos nesse ano ainda? Haverá um grande evento de mangá e animê no Sambódromo do Anhembi (SP) em final de maio de 2010 – o Megamangá Fest. Até lá teremos novidades.

(Nota: Mauricio conseguiu os direitos para trabalhar com os personagens de Osamu Tezuka, mais informações ler aqui.)

G&J:Por fim, existe a possibilidade de Turma da Mônica Jovem encontrar Turma da Mônica numa viagem do tempo em algum especial das duas séries?

MdS: Nada é impossível mas seria uma história especial.

G&J: Deixe uma mensagem final para os fãs de animes e mangas por favor.

MdS: Costumo dizer que a turma da Mônica Jovem não é mangá puro mas mesclado com nosso estilo. Isso porque creio em uma linha de mangá brasileiro e que está dando certo como publicação. Espero que mesmo os puristas que amam a linguagem dos mangás e animês estejam gostando dessa química.

Nota1: Todos os negritos aqui são de responsabilidade do blog Gyabbo!

Nota2: Gostaríamos de agradecer ao Maurício que nos concedeu essa entrevista no meio de suas férias e José Alberto Lovetro, seu acessor, que nos atendeu com muita gentileza.

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Patrine – A “nova” rainha dos baixinhos – Parte 1

Tendo um subtítulo sem vergonha, concorrendo o cargo da apresentadora infantil Xuxa, Patrine foi uma série obscura na Rede Manchete no começo dos anos 90. Hoje, considerada cult, principalmente por fãs de Sailor Moon, Patrine ganhou um carinho todo especial pelos fãs brasileiros.
Mais uma cria de Shotaro Ishinomori

O criador dos Kamen rider e dos Super Sentai, Shotaro Ishinomori foi um grande mangaka, que revolucionou o mercado. Tendo sido assistente do deus do manga, Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori hoje figura a lista de grandes mangakas, como Leiji Matsumoto e Go nagai.

Para quem acha que mesmo assim Shotaro é um desconhecido no Brasil, tivemos a exibição de Cyborg 009 na Cartoon Network e Genma Taisen e 009-1 no Animax.
Uma das séries mais lembradas pelos fãs de tokusatsu, com certeza é a série Black Kamen Rider lembrada, por ser uma série mais “dark” em relação as demais exibidas por aqui.

Patrine, que no original se chama Bishoujo Kamen Powatrin (A graciosa mascarada Powatrin) foi uma série criada para o gênero Super Heroine, em 1990. Substituindo Mahou Shojochuka na Ipanema, a série foi um enorme sucesso no Japão, sendo exibida na Tv Asahi.

E assim um dia, você se torna a guardiã da justiça.
Lutarei enquanto existir amor. Até o fim da minha vida. Estrela Fascinante Patrine! – Patrine

Sayuri Murakami é uma garota normal que um dia, rezando em um templo, se encontra com o poderoso Deus Protetor (também conhecido como Kami Sama). Sendo convocada para lutar pela justiça, Deus Protetor tem apenas uma condição, que ela mantenha sua identidade secreta, sobre pena de se transformada num sapo. Vamos lembrar que Deus Protetor, é o deus da cidade e que nas horas vagas é um velho tarado estilo mestre Kame. Deixando Sayuri incumbida de proteger a cidade, ele vai atrás de um descanso em termas na Itália, mas dá pra imaginar que ele não vai só pra isso.

Tornando-se a Estrela Fascinante Patrine, Sayuri se vê num grande dilema, que é ser uma adolescente normal e ao mesmo tempo a heroína de sua cidade. Tudo bem que ser um super herói da cidade seria exaustivo, pra um herói como Superman, mas os inimigos que Patrine enfrenta, chega a ser covardia a comparação.
Quem é quem em Patrine

Importante mencionar que a maioria dos casos que Patrine tem que investigar algum parente, ou amigo, estão relacionados, assim vamos apresentar o personagens mais importantes durante a série.
Família Murakami

Vamos começar pela família Murakami, formada pelos pais: Noriko e Hayato, e pelos três filhos: Tomoko, Hideki e Sayuri.

Noriko inicialmente é a dona de casa, papel tradicional da família japonesa, sendo que no decorrer da série, começa a trabalhar numa loja de uma amiga que ficou doente.
Hayato é um jornalista de uma revista conceituada para o público feminino. Apaixonado pela Patrine, ele nem imagina que seja sua própria filha, gerando grandes brigas com Noriko por causa disso.

Sayuri é a irmã mais velha dos Murakami, tendo 15 anos, ela sempre dá o exemplo em casa. Transformando-se em Patrine, ela vê sua vida dividida em duas, se sentindo extremamente exausta por causa disso.

Hideki é irmão do meio e é grande admirador da Patrine. Junto com seus amigos, ele fundou o Clube Patrine, para ajudar a guerreira nessa briga contra o mal.

Tomoko é a irmã mais nova, que adora imitar a mãe e a irmã mais velha em casa. Na segunda fase, Tomoko se transforma na Estrela Fascinante Pequena Patrine, sendo que nem imagina que a heroína Patrine seja sua própria irmã, Sayuri.
O Clube Patrine

Formado por Hideki, o clube formado por 4 garotos, tem com intuito ajudar a guerreira.

Filho da detetive Honda, Kazuya é o mais novo dos garotos do clube, sendo que seu principal hobbie é fazer cambalhota.

Kenji é o mais esperto do grupo, sendo que tem como hobbie desenhar, principalmente em retrato falado, ajudando nas missões do clube Patrine.

Shinosuke é o mais atrapalhado do clube, sendo sempre pego pela Arai, atrás de um artefato raro, ou se apaixonando pela Patrine.
O ladrão da Dragon Ball X Napoleão, o espírito da beleza X O cabeleireiro contra os Jrockers

Antes de falar do dia a dia da Estrela Fascinante Patrine, se prepara, porque os desafios dela são cada um, mais exótico que o outro.

Comecemos com o vendedor de uma loja de games que vende sempre o mesmo cartucho de Dragon Ball para Famicon, para as crianças da cidade. Ele sempre avisa do estranho bandido de cartuchos, sendo ele mesmo que assalta seus clientes à noite. Só a Patrine mesmo para dar um fim nesse bandido.

E porque não citar Arai, a garota que vem pedir favores aos meninos que sempre estão na casa dos Murakami (lar da Sayuri). Pedindo para os garotos ajudarem a achar o vinho da juventude encontrado por Napoleão numa missão ao Egito, Arai obriga os garotos a procurarem numa caverna próxima da cidade, despertando a ira do espírito de Napoleão. Resta a Patrine a dar um fim no espírito do grande vilão da historia.
Mesmo que a Associação dos cabeleireiros lhe perdoe, eu, Estrela Fascinante Patrine não o perdoarei. Jamais! – Patrine

E o que você faria se visse um careca com maquiagem de roqueiro chorando no alto de um shopping? Com certeza não faria o que Patrine fez, em se disfarçar de roqueira para atrair o estranho cabeleireiro. Ela estava disposta a condenar a decisão do louco cabelereiro de deixar careca todas às cabeleiras estranhas que vê pela rua.

Por estar resolvendo todos os problemas que a policia deveria resolver, Patrine está virando uma pedra no sapato para a Detetive Honda. Tendo a missão de prender Patrine diretamente do comissário de polícia, Detetive Honda precisa chamar atenção da heroína mascarada.

Você já viu um herói brigar contra produtos piratas? Num dos episódios, Patrine tem como inimigos, uma organização que produz produtos baseados nela, ganhando dinheiro à custas dela. Seqüestrando a detetive Honda, eles querem que a verdadeira Patrine apareça para alavanca os produtos deles.

Agora, quando achamos que já víamos de tudo, surge um político que usa um adolescente, para arrecadar brinquedos, e depois fritar como tempurá, e mandar para fora do país, assim arranjando dinheiro para sua campanha eleitoral. E quem imaginaria, no meio dos brinquedos, está à adaga da Patrine. Para ajuda, no mesmo dia Sayuri levou sua roupa pra lavanderia, tendo que usar seu cérebro para investigar. Estando “sem” poderes, Patrine precisa recuperar sua adaga e buscar sua roupa para derrotar o político inescrupuloso.

Os episódios só tendem a ficar mais nonsense, quanto mais a série se desenvolve. Um dos episódios mais bizarros é o da lanchonete. Seus lanches viciam as pessoas da cidade, que se tornam escravos da lanchonete, restando a Patrine os resgatar.

A série entra em sua segunda fase, com a entrada do Diabo do Inferno, que faz Deus Protetor convocar uma nova guerreira, a Pequena Patrine.

Continua


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Cultura Pop

Professores no Japão querem oprimir os abusos do uso de celular

No Japão, o uso de celular em escolar é bem excessivo, principalmente quando o assunto é trocar torpedo. Para resolver isso, escolas, pais e governos locais estão tentando parar o uso de telefones, para intimidar o abuso das crianças. Assim, já se fala de aprovar decretos e leis, para resolver esses problemas.

Em fevereiro de 2009, aconteceu um incidente bastante chocante a sociedade japonesa, quando um professor responsável por uma classe de primeiro ano do ensino médio disse que uma aluna comentou que foram postadas fotos nuas de uma outra colega, num site chamado Purofu, a partir de um telefone celular.

A garota, que recebeu o nome fictício de Eri, pertencia um clube de escola de tênis e teve um recorde digno acadêmica. A professora ao acessar o site purofu encontrou mais de 20 foos obscenas, incluindo algumas completamente nuas.

A história aconteceu porque Eri teria sido intimidada no verão de 2007, por um homem da província de Kagawa, que ela conheceu por um site de jogos de telefone celular. O homem descobriu o nome verdadeiro dela, e a forçou a mandar fotos nuas de si mesma.
O cara criou um perfil chamado Eri no site purofu e começou a postar fotos obscenas em setembro de 2007.

Eri ficou aterrorizada que alguém iria descobrir aquelas fotos, por isso não confiava em ninguém. A professora tomou conhecimento apenas depois que boatos sobre o local tinha sido espalhado na escola. O caso se tornou tão insuportável que Eri não conseguia ir mais a escola.

A escola notificou a policia e o homem foi preso em fevereiro, sob suspeita de violar a lei de prostituição infantil e pornografia infantil. No entanto, Eri não voltou à escola.

“Eu gostaria que tivemos descoberto mais cedo”, disse um administrador da escola. “Pelo menos, eu desejo que nós poderíamos ter excluído o site purofu antes dos alunos terem conhecimento”.

Não tem como comparar o conhecimento de telefones celulares e internet entre alunos e professores, por isso é impossível recuperar um atraso como esse.

Os professores também lamentou que os problemas estão além de sua capacidade para lidar, em uma pesquisa sobre o uso de crianças de celulares no final de 2008 realizado pelo Departamento de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia Ministério.

Cerca de 80 por cento dos professores do ensino médio que participaram da pesquisa disse que os pais e as crianças devem ter oportunidades para aprender os riscos do uso de telefones celulares. Ao mesmo tempo, menos de 50 por cento disseram que essas oportunidades devem ser fornecidos aos professores.

Apenas 30 por cento disse que os professores devem patrulhar sites web.

O aumento de crimes e bullying, incidentes envolvendo a Internet, o Ministério da Educação em Janeiro decidiu que todas as escolas primárias e secundárias devem proibir os estudantes de levar telefones celulares para a escola.

No entanto, “o número de postagens mensagem problemática não parecem ter diminuído desde que a proibição”, disse um funcionário do Pitcrew Co., uma empresa baseada em Tóquio, que monitora os sites da Web consideradas problemáticas para as crianças.

Embora a empresa tem realizado palestras sobre o tema em todo o país, o funcionário disse que apenas alguns professores analisaram o conteúdo dos chamados gakko ura Saito, sites não oficiais escolares Web criado por estudantes.

Um professor de uma escola na região de Tóquio, costuma verificar sites como o do purofu e utiliza um computador pessoal na sala de professores e seu próprio celular. Ele teria encontrado mensagens nos sites, que teriam a mesma densidade que um bullying físico, como “Não venha a escola!” e “Você tem que morrer!”.

Mas os esforços do professor tornaram-se um jogo de gato e rato, já que alguns alunos observaram que ele estava verificando os sites que eles utilizam pra fazer isso.

Leitura de textos muito pequenos na tela, por vezes, dói os olhos do professor, mas ele diz que vai continuar o seu acompanhamento “, porque eles são importantes fontes de informação para analisar o problema até a raiz”.

“Fora de 45 professores na minha escola, apenas dois jovens professores, incluindo eu, pode fazer isso.”

Ele ensinou colegas mais velhos como ler ura escola e outros locais problemáticos da Web, mas eles não parecem estar verificando esses sites.

“Na nossa sala de professores, os assuntos da Internet não são discutidas. Acho que outros professores não têm interesse no assunto”, disse ele.

“Os telefones celulares podem ser usados em casa e em qualquer outro lugar”, disse o professor, como se estivesse falando para si mesmo.

Um país como Japão que sugere não ter tantos problemas como outros países, acaba tendo crimes e problemas diferentes ao de um país como o Brasil. Infelizmente, a tecnologia dos celulares japoneses e o excesso de uso por parte da população japonesa gera esse tipo de excessos.

Fonte: Japan Now

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Artigos

Floribella – Primeira Temporada

Floribella é uma produção remake da novela Argentina Floricienta, produzida em conjunto da Rede Bandeirantes, RGB e Cris Morena Group. Estreando em 04 de abril de 2005, a série conquistou uma legião de fãs e sua trilha sonora vendeu em torno de 170 mil cópias. Foram produzidas duas temporadas da novela, sendo que a duas foram reprisadas pelo canal Disney Channel que deu um toque brasileiro a sua programação.

Partindo da premissa de uma Cinderela do novo milênio, Maria Flor é uma jovem de 19 anos, cheio de alto astral, mesmo com todos os problemas que ela leva. A Flor perdeu sua mãe, Margarida Valente, quando pequena, assim desde então Titica, a melhor amiga de sua mãe, ficou responsável por ela.
Quando tudo poderia dar errado para Flor, ao ser expulsa da pensão onde morava, ela tenta ao todo custo diversos empregos, assim não desistindo nunca. No entanto, sua vida estava preste a mudar mais uma vez, assim indo trabalhar a mansão dos Fritzenwalden.
Flor torna-se assistente da governanta alemã, Helga Beethoven, assim tomando conta de seis irmãos de diferentes idades. Lembrando que a família Fritzenwalden, é composta de seis irmãos órfãos, sendo que o mais velho, o Fred é que assumiu a liderança da casa, assumindo os negócios do trabalho. Além de Fred, temos os dois irmãos gêmeos, Guto e Betinho, no qual o primeiro adora uma praia e ir atrás de gatinhas, enquanto o segundo é tímido e não consegue revelar o amor para garota que ele gosta. A quarta irmã é a Bruna, uma adolescente bastante mimada e se tornara uma grande amiga da Flor. João Paulo é o quinto irmão, estudioso e com problema de asma, ele é chamado pelo apelido de “JP”. O ultimo irmão é o mais levado, o Joca que apronta diversas confusões na casa.
A casa, ainda tem os vilões da novela, representado pela madrinha do Fred, a Malva. Ela e suas duas filhas, Delfina e Sofia, moram na casa de favor, após Malva ter ficado viúva. Por sua fortuna estar perto do fim, Malva quer a todo custo que Delfina se case com Fred, assim tornando a estadia de Flor na casa, um pesadelo sem fim.

O trama na novela, ainda tem espaço para a banda da Flor, aonde seu hobbie acaba tornando-se um destaque a parte na novela. Todos os ensaios são na Travessa dos Beijos, aonde a melhor amiga da Mãe da Flor, Titica, tem seu salão de beleza. Além disso, o filho da Titica, o Batuca é baterista dessa banda. Além dele e da Flor, temos o Di Caprio, na guitarra e a Juju e Tati no backing vocals. Mias para frente, a Bruna e o Betinho descobrem esse hobbie da Flor e acabam entrando para a banda também.
A vida agitada da Flor e a alegria que ela trouxe para dentro daquela casa, faz Fred apreciar cada vez mais esse estilo único da Flor, assim sempre rolando um clima entre dois, lógico que agregado das interrupções da Delfina, que faz ao todo custo que seu casamento com Fred dê certo, assim conseguindo manter sua riqueza.

Só que a novela tem mais uma reviravolta fantástica, quando Malta descobre que a Flor é filha ilegítima do Armando Bettencourt, assim sendo irmã da Delfina e da Sofia. Malta junto com Delfina, sem revelar o segredo para a filha, fazem de todo custo para a Flor sair de casa, assim Fred dá a chance dela trabalhar no escritório dele, arranjando bastante confusão.
Delfina que torna noiva de Fred faz a todo custo, a humilhação da Flor, desde colocar ela pra costurar a roupa de noiva e em até fazer ciúmes com Fred. O que poucos sabem é que Delfina nunca foi apaixonada por Fred, assim tendo um caso com o motorista da mansão.

Será que a Flor vai descobrir que é irmã da Delfina? Será que Fred vai se casar com a Delfina ou com a Flor? Isso só revendo a primeira temporada em dvd, em quatro discos.

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Música

Show da Hatsune Miku, uma idol virtual!

A figura do idol é muito presente no Japão. Esse é o termo utilizado na terra do sol nascente para denominar pessoas, geralmente do sexo feminino, que desenvolvem alguma atividade e usam bastante da sua beleza como linha de frente para se promover.

As atividades que elas desenvolvem são variadas: existe dubladoras que são bonitas e cantam bem, então são lançadas como idol; Existem garotas que não desenvolvem nenhuma atividade específica, mas fazem sucesso com suas fotos de biquíni(essas são chamadas de gravure idol); Tem até algumas que viram idols da Internet, cuidando de blogs e postando vídeos “bonitinhos”, cativando assim muitos fãs. Essas em especial até inspiraram a engraçada personagem Chisame Hasegawa, do mangá Negima de Ken Akamatsu. Veja a garota abaixo:

Mas o mais curioso dessas idols é a existência de uma que não existe no mundo real. Seu nome é Hatsune Miku e sua voz é feita por um software criado pela Yamaha que se utiliza de samples da voz da dubladora Saki Fujita .

Mais curioso ainda é saber que a cantora ganhará um show solo. Ela já se apresentou ao vivo antes, mas no caso dividindo o evento com outros artistas. Agora, será sua primeira vez solo e será no dia 9 de Março no Japão.

Mais detalhes virão em breve, mas parece que será utilizado um telão onde a cantora aparecerá, com um situação que me parece com a que acontece no anime Macross Plus, aonde temos também a existência de uma cantora virtual que se apresenta através de um telão.

Veja abaixo uma foto da estilosa Hatsune:

E também um vídeo aonde ela canta!

Fonte: Anime News Network

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Dragon Zakura

Até um burro consegue entrar em Toudai

Entrar no universo do Dragon Zakura chega a ser um desafio sem precedentes. Dragon Zakura colhe prêmios desde seu surgimento, por sua criatividade e ousadia, em reinventar o sistema de ensino japonês, com bastante bom humor, tornando o conteúdo mais acessível a qualquer aluno, independente do nível de intelecto.

Criado em 2003 por Norifusa Mita, Dragon Zakura venceu o Kodansha Prize Awards em 2005, como também venceu na categoria Excellent Prize, o Japan Media Arts Festival no mesmo ano.
Dragon Zakura foi publicado na Weekly Morning, o mesmo lar do dinossauro Gon de Masashi Tanaka, e Vagabond de Takehiko Inoue, ambos lançados no Brasil pela Conrad. Gerando 18 volumes encadernados desde o inicio de sua publicação na Weekly Morning, Dragon Zakura não demorou para invadir outras formas de mídia, como dorama e jogos para o console Nintendo DS, com perguntas e respostas, servindo de estudo para crianças, adolescentes e até mesmo adultos.
O sucesso de Dragon Zakura chamou atenção da mídia, sendo publicado matérias em revistas, e portais de internet como Yahoo Japan, entre tantos outros.

O que tem de tão especial o universo criado pelo Norifusa Mita? Falaremos em especial do dorama baseado nesse incrível universo que com certeza fará você ver sua vida de uma forma totalmente diferente.
A série de tevê

Produzida entre julho e setembro de 2005, a série composto de 11 episódios, sucedeu o dorama de época Tiger & Dragon, na faixa das 22 horas, às sextas feiras pela TBS. Produzida no formato Renzoku (por temporada), Dragon Zakura, pertence ao gênero de Drama, Comedia e escolariedade, sendo que sua exibição teve uma audiência em torno de 16,41%.
Lição Um: Qualquer idiota pode passar na Toudai

O Colégio Ryuuzan é considerado o pior colégio do Japão, nunca tendo colocado um aluno na faculdade mais renomada do Japão, a Toudai, e a nota geral mais baixa do país, para ajudar a Ryuuzan está com uma crise financeira, graças a uma administração duvidosa, da diretora Yuriko Tatsuno.

Para resolver esse caso, o advogado Kenji Sakuragi fica encarregado de fechar a escola, assumindo a administração do colégio e realizar todo processo jurídico e burocrático de fechamento da mesma.

Indo para a escola, Kenji encontra um estranho garoto sendo esmurrado por uma gangue. Indo tirar uma duvida de onde é o colégio, a gangue foge ao ver um “pin” no seu terno, que indicava que era um advogado. O estranho garoto renega a ajuda do advogado, dizendo que poderia ter resolvido isso sozinho, mas é ironizado por Kenji que parte para a escola.

Lá, Sakuragi descobre porque Ryuuzan é o pior colégio do Japão. Repleto de vândalos e mal encarados, os professores não conseguem dar aula, sendo que até alguns já desistiram de realizar o seu oficio profissional. Também não demora muito para Sakuragi sacar que a falência do colégio Ryuuzan, seria justamente por causa da diretora Yuriko Tasuno, que assumiu o lugar após a morte de seu marido e transformou toda renda da escola, em seu luxo pessoal, comprando brincos, bolsas, chapéus e roupas de marca, entre outros produtos de luxo.

Considerando a escola como condenada, a melhor solução é o fechamento da mesma, conclui Sakuragi, causando uma revolta do grupo docente da escola. A professora de Inglês Ino Mamako questiona a decisão do advogado, como também sua profissão ao lembrar que viu uma matéria sobre ele, de quando ele era um motoqueiro em uma gangue quando jovem. O questionamento faz Sakuragi ver a escola em outro prisma, tomando assim uma decisão que muitos o julgariam como louco.

Lição Dois: Cinco alunos na Toudai em um ano.

Reunindo todos os credores do colégio Ryuuzan, o advogado Sakuragi decide revelar o que decidiu sobre aquela instituição. Trazendo a aluna Naomi Mizuno para a reunião, Sakuragi revela a criação de uma sala especial voltada para estudos para Toudai.

Todos os credores caem na gargalhada, sobre a decisão do Sakuragi que os questiona se eles preferem fechar a escola. Todos entram num concenso que entre fechar a escola e seguir esse plano, seria melhor seguir esse plano. Assim em um ano, caso o colégio não conseguisse colocar 5 alunos na Toudai, ele seria fechado.

Todos os professores estão contra o Sakuragi, com a exceção da professora Ino que vira ajudante dele, para a sala especial. Decidindo ver, até aonde essa maluquice do Sakuragi iria.
Lição Três: A árvore de cerejeira e os 5 alunos aparecem.

Para simbolizar a mudança da escola, Sakuragi planta uma enorme cerejeira na entrada da escola. A batizando de “Dragon Zakura”, a árvore é o símbolo de confiança dos alunos para entrar em Toudai. Utilizando-se do nome Ryuuzan que significa Dragão e a cerejeira que em japonês se chama Sakura, Sakuragi acha o nome ideal para promessa que será realizada todos os anos na frente daquela árvore.

Checando o perfil de todos os alunos, Sakuragi irá apelar de todas as formas para ter esses 5 alunos em sua sala.
Perfil dos alunos

Naomi Mizuno

Problema: Naomi não acredita que pode mudar o seu futuro, vendo que sua mãe é dona de um bar e se rebaixa sendo acompanhante, Naomi queria fugir desse destino.
Ser aluna da Ryuuzan significa um futuro sem fazer uma faculdade e sem um bom emprego, se sujeitando a qualquer coisa no futuro.

Solução: Entrar em Toudai e ter a chance de ter um emprego melhor que o da sua mãe.

Yuusuke Yajima

Problema: Yuusuke Yajima é o mais problema e rebelde dos alunos da sala, tendo que ser o homem da casa, após seu pai ter fugido, deixando uma dívida para trás. Sua mãe e ele têm que agüentar a pressão das dividas, tendo seus bens leiloados e sendo surrado por gangues que quer o dinheiro emprestado para seu pai. Yuusuke, não vê futuro sem que haja esforço, desistindo da idéia de ir para uma faculdade.

Solução: Sakuragi dá uma nova chance ao Yuusuke, mostrando que burros não tem vez na sociedade, sempre sendo passado pra trás. Entrando em Toudai, Yuusuke, provará a sociedade que é inteligente e resolverá os problemas causados por seu pai.

Ogata Hideki

Problema: Visto em casa como um adolescente sem rumo, Ogata é de uma família classe média alta, que foi paparicado pela Mãe a vida inteira, enquanto seu pai o despreza por não ter um rumo.

Solução: Entrar em Toudai significa provar pra sua família, que ele tomou um rumo e que ele não é um adolescente sem rumo.

Ichiro Okuno

Problema: Sendo o irmão mais velho, Ichiro abriu mão de um futuro brilhante para o seu irmão gêmeo mais novo. Decidindo lutar por uma vaga em Toudai, gera uma briga em casa, aonde todos duvidam de sua inteligência.

Solução: Entrar na Toudai, ele terá brilho próprio e deixara de ser o filho renegado em casa.

Kobayashi Maki

Problema: Inveja da ex-amiga da escola que virou apresentadora e viaja pelo mundo. Deseja ser popular igual a sua ex-amiga que sempre a provoca mandando torpedos com fotos de suas viagens pelo mundo.

Solução: Ela quer entrar em Toudai e ser a garota mais desejada e famosa de toda Toudai.
Kosaka Yoshino

Problema: Namorada do Yuusuke e tem ciúmes da amiga de infância, Naomi.

Solução: A primeira vista é a única que não tem grandes ambições em entrar na Toudai.
Lição Quatro: Alunos problema conseguem entrar em Toudai?

Tendo apenas alunos problema em sua sala, Sakuragi é questionado pelos professores da escola, se será realmente capaz de tornar o possível o que é impossível. Alunos da pior escola do Japão entrar na melhor faculdade do Japão.

Eles conseguem? Bom, ai você precisa acompanhar a série, e irá acompanhar toda a garra deles e de Sakuragi em tornar o seu sonho possível.
Toudai – A Universidade de Tokyo

Não é de hoje que ouvimos falar no nome Toudai, o manga mais famoso em mostrar o sonho de entrar em Toudai, continua sendo Love Hina do Ken Akamatsu. Mas o que é Toudai? Por que a sociedade japonesa respeita tanto os alunos da Toudai? Essas são algumas respostas que iremos responder.

Toudai é a abreviação das palavras Tokyo Daigaku, Tokyo que usa os kanjis To (Leste) + Kyo (Capital) = Capital do Leste que combinados com Daigaku que utiliza os kanjis Dai (alto) + Gaku (escola) formam universidade. Assim Toudai significa a Universidade de Tokyo, ou numa tradução literal, A Universidade da Capital do Leste.

A Toudai é a maior universidade localizada em Tokyo, sendo que nos últimos dados publicados em 2007, a universidade contava com o número de 30.000 alunos, sendo destes 2.100 estrangeiros. A universidade é formada por 10 faculdades localizada em 5 campos: Hongō , Komaba, Kashiwa e Nagano.
Dados Históricos

A universidade foi formada na Era Meiji, mais precisamente em 1877. No começo, a universidade era formada por cursos que eram uma amalgama de conhecimentos na área de Direito, Ciências, Literatura e Medicina.

Nessa época, Toudai se chamava Universidade do Império, ou mais precisamente Teigoku Daigaku. Em 1886, a universidade mudou de nome para Tokyo Teikoku Daigaku, A universidade imperial de Tokyo, sendo que no ano seguinte, foi inserido o método de ensino do império.

A Toudai como nós conhecemos, só ficou conhecida assim em 1949, com o fim da Segunda Guerra Mundial, quando a universidade teve um recomeço, com a reconstrução do Japão pós-guerra.
Nos anos 50 até os 90, do século passado, a Toudai era conhecida por formar e desenvolver muito dos políticos dominantes do país, assim ajudando na elaboração de leis usadas no Japão até hoje.

Toudai e seus cursos

• Agricultura
• Artes e Ciências
• Ciências
• Ciências Farmacêuticas
• Direito
• Economia
• Educação
• Engenharia
• Letras
• Medicina

Pós-graduação

A Toudai conta hoje com mais de 15 escolas de pós-graduação, dos mais diferentes cursos.
Institutos de Pesquisa

• Biociências Moleculares e Celulares
• Ciência Médica
• Ciências Industriais
• Ciências Sociais
• Cultura Oriental
• Física de Estado Sólido
• Pesquisa de Raios Cósmicos
• Pesquisa de Terremotos
• Pesquisa Oceanográfica
• Centro Avançado de Pesquisa em Ciência e Tecnologia.
• Instituto Historiográfico
Toudai e a sociedade japonesa

O advogado Kenji Sakuragi deixa uma coisa bem clara no começo de Dragon Zakura, em que qualquer idiota pode passar na Toudai. E passar ou não passar na Toudai, significa apenas que você é inteligente o suficiente para entender as leis que guiam à sociedade, caso contrário, você será apenas um escravo dessa sociedade.

Agora porque essa admiração sobre Toudai? Por que foram criadas lendas como um casal seria feliz para sempre se entrassem juntos em Toudai? Trazendo para o nosso repertório brasileiro, podemos ver algo em proporção bem menor, em universidades públicas brasileiras, como a USP em São Paulo. Entrar na USP significa que você é inteligente, independente se você escolheu um curso fácil ou não para passar no vestibular.

O nível de admiração aos formandos da Toudai é muito maior que isso, gerando lendas como todo garoto que entra em Toudai é desejado pelas garotas. Toda garota que entra em Toudai, pode escolher com quem deseja namorar.

Todos esses fatos isolados entre si, geraram um contexto criativo, utilizado como base de realidades ainda mais deturpadas em mangas como Love Hina e Dragon Zakura.
Métodos de estudos do Kenji Sakuragi

Dragon Zakura veio com uma forma de ensino diferenciada, que mesmo parecendo ficção, por se tratar de um manga adaptado como dorama, elas funcionam. Digo isso com 100% de certeza, justamente porque testei quase todas elas, e como experiência pessoal, foi muito mais fácil estudar assim do que pelo método tradicional.

Para adaptar os alunos da colégio Ryuuzan da vida de preguiçosos que tinha, a vida de grandes estudantes aptos a entrar na maior e melhor faculdade do país, o advogado Kenji Sakuragi sabe de uma coisa. Terá que começar com uma boa base, desde o ensino fundamental, até o material do Ensino Médio.

Outro dado importante ressaltar, que ele adapta a alimentação dos alunos, e pede para eles dormirem na escola por 10 dias, para potencializar as 16 horas de estudo diariamente, como também administrar quantas horas o aluno deve dormir e que horas este deve acordar. Kenji faz uma total reeducação em seus alunos, para assim ensinar como realmente chegar perto do sonho de Toudai.
A corrida das fórmulas

Quem imaginaria que correr com amigos, conseguiria obter estudo de alguma maneira? Para Kenji Sakuragi, começar o dia com uma corrida, aonde seu amigo da frente coloque uma lista de formulas nas costas, assim formando uma fileira e gritando em voz alta as formulas de matemática e física, gera um melhor desempenho na memorização dos alunos.
Ping Pong da matemática

Alguém já brincou de simular um ping pong virtual, totalmente criado na sua imaginação, contra um amigo? Ping Pong da matemática pode ser jogado com quantas pessoas for desejável, sendo de preferência com duas. O objetivo é criar números para serem calculados e jogar a bolinha virtual ao rival que deve fazer a conta e responder, rebatendo com outra conta para ser feita.
Praticando regularmente, seu pensamento fica cada vez mais rápido, assim transformando a pessoa numa calculadora humana.
A árvore da mente

A árvore da mente é um dos conceitos mais interessantes de como decorar grandes conteúdos e usar palavras chaves para memorizar esse texto. Vou utilizar o mesmo exemplo que o Kenji-sensei usou para ensinar os alunos.

Você desenha uma árvore e no centro dela coloca o assunto que irá explorar com as palavras-chaves. Nesse caso, França, cada galho, raminificação, você deve escrever palavras-chaves de textos que você leu e está estudando sobre aquele assunto como: Revolução Francesa, Napoleão, Revolução Industrial e etc. O método gera uma memorização e uma assimilação muito maior, segundo Kenji, o cérebro é dividido em esquerdo e direito, sendo que o esquerdo irá memorizar os desenhos dessa árvore e o lado direito, irá memorizar essas palavras-chaves.
A família

Um dos alicerces para seu estudo é a família, se ela não te apóia que não te atrapalhe. Kenji chama os pais dos alunos da sala especial e pede para os incentivar ou ao menos, de ver seus filhos como perdedores, assim contribuindo para os sonhos de seus filhos.
Associação de palavras

Para decorar uma porção de palavras, a melhor forma é associar elas entre si formando uma frase.

Decorando dessa maneira, as chances de você decorar mais que s palavras ou desenhos de forma isolada, são maiores.
A literatura e os mangás

Nesse caso não funciona no Brasil, mas o professor de literatura, ensina a sala que a literatura é prazerosa, porque os japoneses não tinham televisão naquela época. É isso mesmo o que você pensou, o professor diz na cara dura, que os japoneses faziam muito sexo antigamente, por isso os livros são importantes de se ler.

A questão é que o professor recomenda ler adaptações de livros em mangas, infelizmente no Brasil, não temos adaptações em quadrinhos de obras da literatura. Se servir de consolação, existem adaptações na forma de seriados e filmes, mas infelizmente eles não são tão fieis assim a obra original. Por isso, se possível, leia o livro.

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Crítica | Atashinchi no Danshi

Estreando na faixa das 21 horas das terças-feiras da Fuji TV, Atashinchi no Danshi, veio para ocupar o lugar de Mei-chan no Shitsuji que havia aberto a temporada 2009 dos doramas. Será que iria ser um novo sucesso?

Atashinchi no Danshi é baseado no mangá de mesmo nome publicado pela Shueisha na antologia Bessatsu Margaret (também chamada de Betsuma), a mesma de títulos como Lovely Complex, Itazura na Kiss, e da adaptação em anime dessa temporada Kimi no Todoke.

Tendo Muto Shogo nos roteiros, Atashinchi no Danshi é um dos grandes destaques de 2009. Quer saber quem é ele? A pessoa que está por trás de doramas como Hanazakari no Kimitachi (conhecido também por Hanakimi), Densha Otoko, Shibatora e Celeb to Binbo Taro. Nos cinemas, em seu currículo tem uma das melhores adaptações em mangá nas telonas com Crows ZERO em 2007 e Crows ZERO II em 2009.
Como diretor, temos Matsuda Hidetomo que volta a produção como Muto Shogo que já havia trabalhado em parceria com Hanazakari no Kimitachi e e Celeb to Binbo Taro.

No elenco, temos também o retorno de Horikita Maki que participou em Densha Otoko, como irmã do protagonista, veio ganhando status e se destacando como protagonista em Kurosagi, Teppan Shoujo Akane!!, Hanazakari no Kimitachi, e esse ano de 2009, veio de forma triunfal em Atashinchi no Danshi. Lembrando que ela já está escalada para o dorama Wagaya no Rekishi em 2010 para Fuji TV.

Isso que nem falamos de todo o elenco, mas com tantos nomes assim na produção, Atashinchi no Danshi era sinônimo de um sucesso.
A história

Mineta Chisato (Horikita Maki) é uma garota nada normal. Disfarçar de mendiga, Chisato é uma garota perseguida por agiotas por ter que pagar as dívidas que seu pai deixou.

Um dia, sendo descoberta dentro de um Cyber Café, Chisato foge e é salva pelo milionário Okura Shinzo (Kusakari Masao). Ele aceita pagar a dívida de um milhão de ienes, caso ela aceitar casar com ele. Além disso, Shinzo está apenas com um mês de vida e Chisato teria que cuidar dele apenas por esse período.
Ela descobre que Shinzo era um cientista que fez fortuna criando sua empresa de brinquedos, a Miracle. Mesmo não sendo um pai exemplar, ele inventava sempre objetos que ele acreditava que poderia reunir seus filhos.
Chisato com contrato acertado, passa tempo com Shinzo aprendendo um pouco sobre a Miracle. O tempo passa, e encontramos Chisato num dirigível, jogando as cinzas pela cidade. Num dirigível com diversos números, acaba chamando atenção dos seis filhos de Shinzo que partem de diferentes lugares da cidade, para a sua antiga mansão e lar de Chisato.
Um novo contrato

Chegando na mansão, Chisato é informada pela funcionária Koganei Kyoko que o acordo assinado com Shinzo não era bem o que ele disse. Chisato assinou sem ler que ela teria que cuidar dos seis filhos dele por três meses naquela mansão. Kyoko trabalha na Miracle e cuida dos processos legais do Shinzo e irá monitorar Chisato e informar todas as etapas do contrato que ela assinou com seu “marido”.
Assim, Chisato terá que fazer o impossível e conseguir juntar os seis filhos de Shinzo por 3 meses debaixo do mesmo teto. Assim ela conhece o Okura Takeru (Okada Yoshinori) que usa roubas de gangues de motoqueiros, Okura Sho (Mikai Osamu) que está interessado na suposta grana que Chisato vai ganhar ao reunir os 6 irmãos, Okura Masaru (Yamamoto Yusuke) que é um modelo bem sucedido, mas tem medo de mulher, Okura Satoru (Seto Koji) que não sai de jeito nenhum de seu quarto e por fim o pequeno Okura Akira (Okayama Tomoki) que é um garoto nerd, mal humorado e que não gosta nada da Chisato. O único filho que Chisato não conhece é o Okura Fuu (Kaname Jun) que continua morando fora da mansão, aonde tem diversas namoradas e não aceita o pai.
Chisato descobre que todos foram adotados pelo Shinzo para serem substitutos na Miracle, mas a cada falha, Shinzo adotava outra criança. Assim os seis filhos de Shinzo, que são bem diferentes entre si, não aceitam bem ele como seu pai.

Será que a Chisato vai conseguir reunir os irmãos na mansão? E ai que começa a graça da série, já que não vai ser fácil reunir todos. Chisato é uma líder nata, sempre reunindo mendigos, ou funcionários do Cyber Café, mas será que ela teria o mesmo êxito com seis garotos mimados.
Reunir todos na mesa do jantar

Tentando obter êxito no contrato do Shinzo, para não receber a divida de 1 milhão de volta, Chisato toma uma atitude drástica contra Satoru, congelando o quarto dele e o expulsando de seu quarto.

E é assim que ela conquista com sua atitude, a atenção de Takeru e de Akira. Porém, nada se compara com Masaru que tem medo de mulheres, mas decide encarar esse medo e se apaixona por sua “madrasta”.
Porém, Masaru não é só o único que se apaixona pela Chisato, sendo seguido de Takeru e o Sho. Detalhe especial que Takeru e Sho por chegarem na casa na mesma época se tornaram grandes amigos e quando Sho abandonou a casa virou pivô de uma briga com Takeru.

O último a voltar para casa é Fuu que aceita voltar para casa, se Chisato aceitar passar por sua namorada. Assim no dia seguinte, ela precisa encarar mais de 100 mulheres que eram “namoradas” do Fuu. Nesse episódio em especial temos a participação do personagem Hard Gay, que se passa por uma das “namoradas” do Fuu e que entra na série zoando os irmãos e até fazendo referências a Kamen Rider Decade.
Logicamente que cada missão cumprida pela Chisato dará uma pista aonde está a herança de Shinzo, além de revelar coisas bombásticas como Fuu ser filho verdadeiro dele numa relação extra conjugal. Agora, será que os funcionários da Miracle querem que Chisato e os seis filhos assumam a empresa? E será que eles também não estão atrás da herança de Shinzo?

O carisma de todos os atores e principalmente da Horikita Maki é o que torna essa série tão divertida de assistir. Porém é fácil de perceber, caso tenha assistido Hanazakari no Kimitachi, bastantes influências na adaptação de uma série na outra. Isso sendo bem justificado pela produção e a escolha da atriz como protagonista.

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Crítica | Nobuta Wo Produce

Quem já não quis ser popular?

Shuji Kiritani é o aluno mais popular da sala de sua escola, sempre trabalhando para não perder esse posto, ele almoça todos os dias com a linda Mariko Uehara, também bastante popular na escolar. Juntos, eles formam o casal perfeito da escola, assim contribuindo com a idéia do Shuji em ser popular.

Akira Kusano é um cara estranho, um excêntrico, mas só com ele que Shuji pode mostrar o seu lado verdadeiro. Akira também foge de sua verdadeira vida, mas sua forma de esconder isso é com bastante humor e a pose que ele faz com os dedos, falando “kon” depois.

Um dia, surge a misteriosa Nobuko Kotani, que se torna uma atração da sala, por ser extremamente tímida e não ter confiança nas pessoas. Kozue Bando e seu grupo de garotas quer ao todo custo destruir o estilo de Nobuko. As maldades são diversas, desde escrever “maldição” no uniforme, a molhar ela no banheiro, ou até escrever que ela irá morrer na carteira dela na sala de aula.

Shuji e Akira decidem que isso não ira acontecer mais com Nobuko, assim criando um projeto de transformar ela na aluna mais popular da escola. Akira procura um apelido pra Nobuko, assim nas suas brincadeiras, batizando ela de Nobuta (porco em japonês). Nobuko gosta do nome, assim começando o Projeto Nobuta.
Uma das mudanças mais drásticas e com muita relutância da Nobuta é sobre o corte de cabelo. Nobuta não tem amigos, por isso usa o mesmo corte de cabelo de sua boneca. Shuji e Akira cortam o cabelo da boneca, assim conseguindo convencer a troca de visual da Nobuta.

Depois do corte de cabelo, os dois compram as roupas mais chiques pra ela, com o cartão de credito do Akira. Tudo isso, porque o uniforme de Nobuta estava pichado com a palavra “maldição” e eles conseguem aprovar da escola que ela fosse com suas roupas normais. Nobuta vai linda para a escola se tornando bastante popular na escola, fazendo outras garotas aparecem com a roupa manchada, assim causando bastante confusão na escola.

Outra atitude de tornar Nobuta popular é tornar ela usuária da livraria do Koyoku. Uma livraria diferente, apenas as pessoas lindas de coração podem entrar nessa livraria. Uma das que conseguiram é a Mariko, ajudando na sua popularidade na escola. Nobuta tem livre acesso na livraria, a utilizando até como forma de fuga, quando arranja briga com as garotas da sala.

Uma pessoa que sempre apóia Nobuta, Shuji e Akira é a vice diretora, Catherine. Ela sempre aparece misteriosamente e numa das vezes entrega pro Shuji e pra Nobuta, duas mãos de macaco que podem realizar três desejos.

Mariko começa a desconfiar que Shuji gosta de Nobuta, por isso muito do que eles conversam, acabam resultando no visual ou na maneira de agir da Nobuta.
Nobuta Power!

Akira cria a frase de transformação “Nobuta Power!”, alegando que fazendo a pose de transformação, a pessoa ficara mais confiante para tudo. Nobuta logo adere a frase, revelando o quanto é inocente em relação às pessoas.

Uma das coisas que Shuji percebe com o tempo, que não podemos mudar só visualmente a pessoa, mas a forma de pensar também. Ele descobre que um dos seus amigos da sala gosta da Nobuta, assim arranjando um encontro em duas duplas.

Shuji convida Mariko pra sair em dupla com Nobuta e Makoto. No passeio, Mariko descobre sem falar nada que a comida que Nobuta levava foi feita pelo Shuji, assim cada vez levantando mais suspeitas com a relação que os dois tinha, até citando pro Shuji que ele parecia pai da Nobuta.
Makoto e Nobuta se separam da outra dupla indo para um aquário, Akira que descobre estar apaixonado por Nobuta, segue os dois. Um senhor bêbado cai e Nobuta vai o ajudar, Makoto acha nojento, enquanto Akira surge e chama a ambulância, indo junto com Nobuta.
A primeira amiga de Nobuta

Surge Kazumi Aoi que faz amizade com Nobuta revelando ser neta do senhor bêbado que Nobuta ajudou outro dia. A amizade das duas atrapalha Shuji e Akira que decidem temporariamente interromper o projeto de tornar Nobuta popular.
Nobuta decide participar no clube de vídeo, assim se tornando apresentadora do programa do intervalo, aonde os alunos e professores almoçam e ela prova a comida de todo mundo dizendo se está bom ou não.
Não é difícil dizer que a partir desse instante Nobuta vira popular, mesmo Shuji e Akira não percebendo isso. Toda a escola vibra com o estilo de apresentar da Nobuta, assim ela sendo reconhecida em qualquer lugar.
A máscara de Shuji cai

Um dos momentos finais da série é quando Makoto é espancado por alunos da escola rival, Shuji não o reconhece e passa reto. No dia seguinte, todos da escola estão contra Shuji, assim ele ficando totalmente sem amigos e perdendo a imagem de popular. Quieto no canto, apenas podendo conversar com Akira e Nobuta, o papel se inverteu.

Todos descobrem que Shuji apenas ajudava alguns pra ter sua imagem de popular na escola. Além disso, ele dispensa Mariko, ao dizer que nunca amou ninguém e que realmente a usou para manter-se popular.

Em seguida, ainda temos alguém invejoso com Nobuta, assim escrevendo em cantos sobre o suposto namoro dela com Shuji. Isso sem mencionar, as fotos de um abraço que Nobuta deu em Shuji, que foi parar no armário de Akira, que não aceita perder Nobuta para seu amigo.

O que vemos daqui pra frente é totalmente a desconstrução do que foi o Projeto Nobuta que dá ainda a cartada final quando Shuji descobre quem está atrás de tudo isso e quais são as razões dessa pessoa por querer destruir Nobuta.

Enquanto isso, o pai de Akira volta para o Japão e os dois voltam a brigar por causa da sucessão da firma. Akira não aceita que seu destino tem estar traçado e não criar o seu próprio destino.
O final da série? Bom, vou deixar esse gosto pra quando assistem a série. Nobuta wo produce tem um final bem amarrado e até inesperado. Muitas das questões serão respondidas.
Seishun Amigo – tema de Nobuta. Wo produce

Kazuya Kamenashi, o Shuji e o Tomohisa Yamashita, o Akira, são cantores bastante populares no Japão. Kazuya faz parte na banda Kat-Tun, já comentado na Neo tokyo nº 9, enquanto Tomohisa Yamashita faz parte da banda NewS. Os dois formaram a dupla Shuji to Akira, lançaram o single Seishun amigo, musica tema da série.

O sucesso foi totalmente inesperado, chegando a ser o single mais vendido da Oricon por trinta e quatro semanas seguidas, tornando-se o single mais vendido do ano de 2005. A música ultrapassou barreiras e chegou a entrar no TOP 100 de músicas mais ouvidas na Dinamarca.

Elenco estelar

Nobuta/Kotani Nobuko foi interpretada pela Horikita Maki. Para quem assistiu a série Densha Otoko é uma velha conhecida, já que lá ela era irmã do próprio Densha. Entre os vários sucessos, ela também fez Kurosagi no qual reencontrou o ator Tomohisa Yamashita, um ano depois da série Nobuta Wo produce.

Kazuya Kamenashi que é uma verdadeira estrela nipônica, fazendo diversos comerciais, videoclipes e não parando de fazer novelas, tem até revista própria no Japão, a Kazuya Club. Fez diversos sucessos no Japão, podendo destacar Gokusen 2, Sapuri e Yuuki. Ele é o K da boy band Kat-Tun.

Tomohisa Yamashita dos três, ele quem fez mais séries de sucesso, podendo destacar Stand up!, Dragon Zakura e mais recentemente Byakkotai.

Entre o elenco secundário, podemos destacar a Mariko Ueraha, que foi interpretada pela Erika Toda, que fez recentemente o filme Death Note.

Prêmios

Nobuta. Wo Produce foi uma adaptação livre do manga Wallflower que também virou um anime recentemente. O sucesso dessa adaptação em forma de dorama fez ela ser indicada pra diversas categorias no Japão no 47th Television Acadamy Awards. Destaque para melhor drama, melhor script, melhor ator (Kazuya Kamenashi), melhor atriz (Horikita Maki), melhor música e melhor diretor.