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Tragédia no Japão! Faça a sua parte!

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O JWave vem acompanhando a desgraça que atingiu o Japão nessas últimas horas e sendo um site que também fala de notícias japonesas, decidimos abrir aqui um canal de comunicação com pessoal que gosta e aprecia a cultura japonesa, como também brasileiros que visita o nosso site.

Para qualquer socorro ou emergência no Japão, a empresa Bricks abriu uma linha de comunicação nos idiomas português e espanhol. Se você reside no Japão e precisa de ajuda, ligue para o número 05058147230.

Muitos brasileiros têm falado que telefone, energia elétrica e gás não estão funcionando em diversas cidades por lá. Nesse caso, a melhor forma de entrar em contato é com a Embaixada brasileira em Tóquio pelo e-mail comunidade@brasemb.or.jp

Para acompanhar as trasmissões ao vivo das emissoras japonesas, temos os seguintes links:

Fuji TV
http://www.fujitv.co.jp/index.html

TBS
http://www.ustream.tv/channel/tbstv
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Entre os brasileiros que estão escrevendo e informando em tempo real sobre o que vem acontecendo no Japão, temos o amigo Alexandre (@mauj77) com o blog Lost in Japan. Ele vem atualizando o blog por toda a madrugada, informando a comunidade brasileira sobre essa tragédia no Japão.

Para acessar o blog acesse http://lostinjapan.portalnippon.com/

O Marcio Lima (@preda2005) postou um vídeo que mostra o momento que o terremoto atingiu a Fuji TV.

http://yfrog.com/3m9rsz

Nesse post, também devo agradecer e recomendar aos brasileiros que residem no Japão e que vem falando no twitter sobre o que vem ocorrendo por lá.

@reshimura
@Coganerd
@HideoPN
@wadoludo
@mauj77
@JPdeOliveira
@Preda2005

O site Made in Japan também está cobrindo sobre a tragédia e o alerta do tsunami em 30 países, que são: Rússia, Ilhas Marcus, Ilhas Marianas do Norte, Guam, Ilhas Wake, Taiwan, Yap, Filipinas, Ilhas Marshall, Belau, Ilhas Midway, Pohnpei, Chuuk, Kosrae, Indonésia, Papua Nova Guiné, Nauru, Ilhas Johnston, Ilhas Salomão, Kiribati, Howland-Baker, Havaí, Tuvalu, Ilhas Palmyra, Vanuatu, Tokelau, Ilhas Jarvis, Wallis-Futuna, Samoa, Samoa Americana, Ilhas Cook, Niue, Austrália, Fiji, Nova Caledônia, Tonga, México, Ilhas Kermadec, Polinésia Francesa, Nova Zelândia, Pitcairn, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Antárctica, Panamá, Honduras, Chile, Equador, Colômbia e Peru.

Para acompanhar tudo referente a esse acidente, também acesse: http://madeinjapan.uol.com.br
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As principais mídias internacionais vem divulgando o que acontecendo no Japão:

Terremoto devastador atinge o Japão

Tsunami mata centenas no Japão

Over 400 passengers feared dead as bullet train and cruise ship go missing in massive tsunami generated by Japanese mega-quake

Japan earthquake live blog: Radiation level rising in nuke plant, Kyodo reports

Japão: Tóquio vive dia de caos e pânico após terremoto

Forte terremoto e tsunami atinge o Japão

Esperamos que dessa maneira, o JWave tenha colaborado e dar força à todos que precisem.

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Opinião | Hiroshima e Nagasaki

Por: Giuliano Peccilli

Depois dos dias 06 e 09 de agosto de 1945, o mundo nunca mais foi o mesmo; ocorreu o lançamento das bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Talvez essas cidades sejam apenas nomes que você estudou no colégio quando aprendia sobre a Segunda Guerra Mundial, mas sua importância é muito maior.

A guerra entre Estados Unidos e Japão começou após o ataque nipônico sobre Pearl Harbor, e acarretou numa série de conflitos em todo o território japonês. Filmes como Cartas de Iwo Jima mostraram a chegada da monstruosa frota americana que dizimou o país.

Hiroshima e Nagasaki pagaram para servir de exemplo para o mundo: a soberania americana era incontestável, dadas as armas de destruição em massa. Poucos sabem que o uso de bombas atômicas não foi uma imprudência ainda pior por falta de um desenvolvimento de bombas em massa. Cidades como Kyoto, Niigata, Yokohama e Kokura estavam na mira dos americanos, mas acabaram não sendo atingidas, em parte pela falta de mais bombas dessa magnitude. Era uma arma de intimidação, usada apenas por decisão do presidente estadunidense Harry Truman, acreditando que a demonstração de força encerraria os conflitos.

A cidade de Kyoto, antiga capital do império japonês, só foi excluída das bombas pois o secretário de Guerra americano, Henry Stimson, havia passado lua-de-mel lá há vários anos antes e conhecia a importância cultural e religiosa daquela cidade pro país; tal decisão causou várias discussões entre os americanos, dado o peso do alvo potencial.

Demais cidades foram riscadas por importância e também pela complexidade do desenvolvimento das bombas atômicas. As bombas Little Boy e Fat Man, utilizadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, eram quase protótipos; seus alvos eram testes. Como protótipos, as duas armas não eram iguais, o que acarretou em explosões distintas e consequências diferentes para a população.

As duas cidades ficaram marcadas como as cidades bombardeadas pela Bomba atômica. Agora, você realmente conhece elas? Sabem quais são as importâncias delas antes da guerra ou que representam hoje? São perguntas difíceis de se responder, já que mesmo 65 anos depois, as cidades ainda ostentam as feridas causadas por esse holocausto. Independente disso, se reconstruíram e se tornaram grandes exemplos, maiores e ainda mais belas do que antes.

Hiroshima

Hiroshima é uma cidade de tempo chuvoso e que muitas vezes, dada a distribuição de seus prédios, lembra a cidade de São Paulo. Foi fundada em 1589 por Mori Terumoto, que a transformou em capital, construindo o castelo de Hiroshima em 1593.

Hiroshima se tornou a capital da também província de Hiroshima no período Edo (1871), tendo domínios feudais abolidos com a Restauração da Era Meiji (época em que se passa o filme “O último samurai”). A cidade também progrediu graças a outra guerra, a Sino-Japonesa (1894 a 1895) quando surgiu a primeira linha de trens na região. O fim da guerra trouxe a independência da Coréia, a derrota da China e um tratado que abriu as relações comerciais entre o Japão e a China.

Hiroshima foi escolhida como alvo da primeira bomba atômica porque havia se tornado chave das navegações nipônicas, além de depósito militar. Assim no dia 6 de agosto de 1945, às 08:05 da manhã, a cidade sofreu um ataque com a bomba atômica “Litle Boy”, que matou imediatamente 80 mil pessoas, sem mencionar aqueles que, com os efeitos da radiação, somariam as 140 mil mortes através das décadas.

A cidade teve 69% das suas estruturas destruídas; pessoas se desintegraram, sobrando apenas marcas no chão.

Em 1949 foi aprovada a lei do Memorial da paz de Hiroshima – Cidade da Reconstrução com ajuda do governo, que doou terras que haviam sido usadas para fins militares. O governo também ajudou financeiramente a reconstrução da cidade para que não esquecesse os danos causados pela guerra.

Atualmente, Hiroshima é uma cidade turística que não vive só do Museu e do Memorial da Paz, e é conhecida por sua culinária, em especial o okonomiyaki, uma pizza feita na chapa. Outro símbolo da cidade é Hidaren Streetcar, um bondinho implantado em 1910, mantido pois outros meios de transporte eram mais caros para se construir, e hoje é um dos charmes locais.

Nagasaki

A história de Nagasaki começa em 607 com a proximidade da China e da Coréia do Norte. A cidade era usada como porta caudilha da diplomacia japonesa; Nagasaki cumpria o papel de comércio com a exportação entre os países.

A chegada dos portugueses em 1550 estreitou a relação comercial e veio também com uma nova ordem religiosa, o cristianismo, que também trouxe jesuítas. A cidade foi colonizada pelos portugueses 50 anos depois da descoberta do Brasil. Assim nascia o primeiro dicionário japonês pra outro idioma que foi justamente japonês-português.

A negociação comercial com Portugal, China e outros países começaram em 1571 e a chegada de novos interessados não parecia ter fim. Numa medida conservadora, o governo japonês decidiu fechar as portas de todos os portos pra navios ultramarinos, mantendo apenas o porto de Nagasaki aberto para o resto do mundo.

Em 1637, estrangeiros foram expulsos de Nagasaki depois de uma mobilização interna; levou quase um século para que a cidade fosse renacionalizada. Até hoje existem vestígios de outros povos em diversos pontos na cidade. É uma cidade que deve ser visitada não só pelo fator histórico, mas pelas características exóticas e únicas que possui. Um dos pratos típicos locais é de origem portuguesa, o Castella, um tipo de um pão de ló.

Uma das obras mais famosas de Nagasaki é a 26 Mártires, construída em 1962 em homenagem ao centenário da canonização dos 26 padres executados em 5 de fevereiro de 1597. Os jesuítas, como fizeram no Brasil, tentaram levar a religião católica para o Japão, mas não esperavam a proibição do imperador, da punição capital.

O cristianismo foi proibido e grupos, buscando manter vivas suas crenças, transformaram aos poucos a religião. Orações viravam mantras, enquanto Virgem Maria era protegida por dois animais que pareciam um amalgama entre tigres e dragões. Hoje, a religião mesmo que aberta no país, ainda herda características da época que era proibida, causando estranhamento para quem visita igrejas como a Catedral Urakami.

Hoje, Nagasaki é uma cidade que preserva as marcas da sua sina: diversos pontos da cidade preservam restos de construções para que não se percam as tristes memórias.

O Museu da Bomba Atômica é um dos lugares mais sufocantes da cidade, onde temos um vislumbre das vidas perdidas através de objetos daquele fatídico dia. Temos histórias chocantes, como a de uma criança que anotou na parede o número de parentes de sua família que morreu, apenas para se juntar a eles logo depois.

Muitas cartas sobre parentes mortos, feitos com material que se tinha acesso, estão expostas no museu. Somos apresentados toda a dor. É arrebatador e angustiante ficar ali; uma lição que se deve ser aprendida.
Existe também o belíssimo Parque da Paz, construído em 1955, com estátuas do mundo inteiro, todas representando a paz.

Tanto Hiroshima como Nagasaki nos ensinam uma lição profunda e nos fazem ter esperança que um dia o mundo encontre sua paz. Ambas são riquíssimas em história e em lenda, pontos de turismo obrigatórios se você visitar o Japão.

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Opinião | A Colônia brasileira no Japão

Por: Giuliano Peccilli

A colonização japonesa no Brasil completou 102 anos, mas pouco se fala do caminho inverso, da “colonização” brasileira no Japão, iniciada nos anos 80. A procura de melhores salários e uma demanda de mão-de-obra fez com que muitos descendentes acabassem fazendo o caminho inverso e indo trabalhar lá.

Talvez não se faça uma conexão, todavia a mão-de-obra japonesa vinda para o Brasil em 1908 veio pelos mesmos motivos, quando o Brasil era conhecido como um grande exportador de café. Muitos vieram para trabalhar de três a cinco anos, acreditando que voltaria para o Japão com grande fortuna, porém não foi isso que encontraram aqui. Mas você já conhece essa história. Ela já foi contada no centenário da Imigração japonesa e já foi transformado em série pela NHK e exibida pela Rede Bandeirantes com “Haru e Natsu – As cartas que não chegaram”.

O Japão sofria de superlotação em 1880 e não havia emprego para tanta gente, o que obrigou o país adotar uma política de “exportação” de população, mandando japoneses para Havaí (Estados Unidos), Brasil, Peru e México.

Quase 100 anos depois, o Brasil saia da Ditadura com uma economia abalada e inflação inconstante, o que prejudicou muita gente nos anos 80 e 90. O Japão, que se tornava uma potência em eletrônicos, precisava de mão de obra e reformou sua política abrindo as portas para descendentes de japoneses que haviam emigrado. Assim, muitas famílias que já haviam perdido vínculo com o Japão, não tinham mais os velhos costumes e nem sabiam falar o idioma japonês, foram trabalhar no país do sol nascente como mão-de-obra barata.

O nascimento de colônias brasileiras foi similar ao que aconteceu com as primeiras colônias japonesas no Brasil: mantendo sua cultura viva através de lojas, restaurantes, escolas, igrejas e outros serviços criados da população para a população. Tal postura foi bastante criticada pelo governo do Getúlio Vargas, o que fez os japoneses estudarem português e se relacionarem com a população brasileira, e repudio semelhante vem ocorrendo no Japão.

Em viagem ao Japão no final de 2008, fiquei na casa de um amigo e pude perceber e analisar melhor o choque cultural. Muitas vezes, brasileiros vão pro Japão para “turismo”, o que significa trabalhar dois meses e passear nos finais de semana, pagando a viagem e ainda trazendo um troco para o Brasil. Muitos brasileiros que estão residindo lá faz vários anos, não tiveram tempo ou falta de interesse de aprender os costumes e o idioma local, decorando palavras e gestos no trabalho, vivendo como analfabetos legais e culturais no país. Como diz o ditado “se está em Roma faça como os romanos”, ir para outro país e residir por lá sem aprender o básico do idioma torna-se uma enorme barreira cultural, e foi isso que eu encontrei por lá. Cidades como Hamamatsu e Toyohashi são lugares aonde muitos brasileiros se residem e, por isso, ambas as cidades tiveram que se adaptar com essa realidade, colocando alertas e proibições em português, já que o brasileiro não entendia regras e costumes da região. Outro fator foi que os brasileiros criaram um “Mini” Brasil, trazendo supermercados, padarias, bancos e escolas totalmente focados neles, fechando portas para os próprios japoneses. Soa cruel falar isso do povo brasileiro tão receptivo em qualquer lugar do mundo, porém esse mesmo povo não entendeu a população japonesa que também é receptiva, mas espera que também seja bem tratada, o que esperava uma unificação em vez da separação de costumes.

Conversando com brasileiros que residem lá, ouvi muitas vezes que os japoneses não os respeitavam porque tinham “olhos puxados” mas não falavam japonês. Também ouvi dos japoneses que os brasileiros não se esforçavam pra aprender os costumes e falar o idioma local. Esse choque cultural ainda impera mesmo que indiretamente, e chega ser curioso encontras ícones da cultura brasileira por lá.

A Crise que afetou o planeta em 2009 fez com que muitos brasileiros perdessem seus empregos do dia pra noite, obrigando-os voltar para o Brasil sem nenhuma expectativa de futuro. Quando voltei para o Brasil, vim num avião cheio de brasileiros que tiveram que abrir mão de viver no Japão e abraçar um otimismo sobre trabalho em sua terra natal. Meses depois os números apontavam que mais de 100 mil brasileiros regressaram para o Brasil após serem dispensados de seus trabalhos no Japão. O amigo que me hospedou no Japão foi um deles, e quando cheguei ao Brasil, me avisou que tinha acabado de ser demitido e que em três meses voltaria para cá. O sonho dele em ir pro Japão era de juntar dinheiro e fazer faculdade no Brasil. Mesmo que ele não tenha conseguido realizar isso por lá, hoje trabalha e cursa faculdade de Administração por aqui.

Hoje no Japão se especula que apenas 1% da população seja de estrangeiros; antes da crise, estavam desenvolvendo um projeto que aumentaria esse porcentual para 10%. O Japão queria trocar os descendentes e coreanos que não sabiam falar japonês por pessoas que soubessem o idioma e quisessem estudar no país ou trabalhar no país. Infelizmente a crise afetou os planos do país que mesmo hoje ainda tem resquícios da crise.

Os brasileiros que trabalhavam no Japão concorriam com vantagens de outros acordos bilaterais que o país mantinha, como os imigrantes da Coréia. Muitos coreanos são contratados no Japão como estagiário podendo residir lá por quatro anos, e essa concorrência de melhor mão-de-obra acabou-se se acentuando na pós-crise.

A economia brasileira que era mais independente dos Estados Unidos acabou-se não sendo muito abalada, porém o Japão viveu seus piores dias. O país era conhecido por ter emprego instável, onde pessoas trabalhavam sua vida toda numa única firma, mas tudo mudou em 2009. Surgiram inúmeros mendigos nas imediações de estações de trem e metrô. Diferente daqui, eles usavam as estações de trem apenas para dormir por causa do aquecimento interno, mas trabalham no dia seguinte em busca de produtos recicláveis em troca de dinheiro, mesmo diante dessa crise nunca pediam dinheiro nas ruas.

Muitas emissoras japonesas entrevistaram brasileiros que estavam vivendo na miséria no Japão, o que obrigou o governo japonês a tomar medidas, como oferecer passagem de volta ao Brasil, além de pagar o equivalente a 2 mil dólares por dependente da família, para que os mesmos não voltassem ao país a trabalho pelos próximos anos. Tal atitude do governo japonês não foi bem recebida pela colônia brasileira, gerando um mal-estar.

É uma história que está sendo escrita todos os dias sendo acompanhado pelos principais meios de noticia dos dois países. Seja brasileiro ou japonês, o que importa é respeitar o próximo e é por isso que o Brasil e o Japão continuam indo pra frente.

Texto publicado originalmente no jornal Semanário da Zona Norte

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JCast Mark I #21

Como experts autoproclamados da cultura pop japonesa, é óbvio que já visitamos a terra do sol nascente e vimos em primeira mão toda aquela energia tradicional, tímida e sexualmente pervertida. Certo? Errado. A gente tem essa fama de ser bem informado mas na real chutamos e acertamos com frequência. É por isso que resolvemos trazer pessoas convidadas especialmente para falar de suas viagens reais à terrinha e compartilhar conosco suas reminiscências. Se ao final descobríssemos que o Japão de verdade é um saco, talvez até pararíamos com o podcast. Mas acalmem-se. É ainda mais divertido.

(00:00:23-00:08:39) Dificuldade de idioma, celulares e Osaka

Juba-Kun do Jwave e nosso já conhecido Yohan dão a largada no papo.

(00:08:48-00:17:09) Akihabara, animes e hypes

Você chega em Tóquio achando que está no paraíso. Mas espera. Tem prédios e pessoas. Pessoas apressadas. E prédios. Ah, tem pessoas né. E pombos. Isso aí, não é por estar lá que você chegou em Meca meu caro Otaku. Tóquio é só uma metrópole chata como qualquer outra. Você tem que fuçar os tesouros escondidos de Akihabara para realmente chegar nas pérolas de figures caríssimas e olhares desconfiados de homens trintões escondendo suas edições de Lolicon. Saiba aonde se esconde a verdadeira diversão daquela cidade.

(00:17:17-00:35:02) Pornografia e prostituição

Nenhum deles admitiu ter necessidades sexuais bizarras inclusas no pacote de viagem, mas ainda assim testamos seus limites. Não temos medo de perguntas desafiadoras. Mesmo porque se alguém tiver que ser preso, não seremos nós.

(00:35:15-00:50:33) Onsen, trem-bala e comidas

Quem vai ao Japão precisa fazer coisas que só se vê em anime. E não estou falando de expiar mulheres tomando banho, levar uma porrada e sair rodopiando até a lua.

(00:50:39-01:03:27) Compras, pontos turísticos e dicas de viagem

Eles trouxeram tranqueiras mas não muitas. Na verdade devem ter voltado com um carregamento de Tengas mas não podem admitir e são péssimos no improviso.

(01:03:35-01:13:38) Gente estranha, bêbados e tecnologia

Ou seja, Japão.

(01:13:46-01:20:30) Viagem, motivações e a organização japonesa

Depois do papo, fica a pergunta maior: porque diabos alguém iria querer ir para o Japão? O que tem de errado com Machu Pichu por exemplo? Não se meta em jornadas luxuriosas por paraísos do consumo moderno. Se volte para seu interior.
Obs: Isso é um raciocínio que você só consegue ter após ouvir nossos convidados contarem o valor de suas respectivas viagens.

(01:20:39-01:25:52) Término

E aqui ficamos nós. Se você quer se programar para uma ida básica ao outro lado do mundo, contacte o Yohan. Ele tá doido pra voltar e tem nos molestado para ir com ele. Ele pediu pra recomendar sua agência de viagens favorita: www.investur.com.br. Não é propaganda, fiquem calmos. Leitores de blogs costumam ficar meio revoltados quando descobrem que estamos ganhando dinheiro às suas custas.

Até semana que vem e bom vôo. São vinte minutos para meia noite, eu não consegui bolar uma frase de efeito melhor. Mandem emails para alojcast@gmail.com e boa noite.

O JCast Mark I #21 foi embalado ao som de:

Crazy Ken Band – middle and mellow

Segundo o Yohan, Crazy Ken Band é a “versão masculina da Shiina Ringo”. Eu discordo, porque discordar dele é meu passatempo favorito, mas concordo que os caras são bons. E por causa disso e pra cumprir a promessa que fiz a ele um tempo atrás, Crazy Ken Band embala essa edição com todo o seu ritmo e groove, um termo musical que não faço idéia do que significa, mas que é muito legal. E eu prometo Yohan, até o fim do ano eu assisto o show que você me mandou.

Post original no Jcast

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Opinião | Lost mudou o mundo?


Eu sou uma pessoa que acompanhou o lançamento de Lost, lembro perfeitamente da estratégia da Sony em lançar a série em dois canais, colocando na AXN e na Sony Television. Lembro que na época, foi uma atitude arriscada já que AXN era um canal novo do grupo Sony, substituindo o até então Teleuno.

Não continuei acompanhando a série, chegando até a terceira temporada, porém todo esse “aué” que a mídia tem falado em torno dos torrents, downloads ilegais, tenham ganhado força, é exatamente disso que eu vou focar aqui.

Para quem gosta de animê e mangá, está cansado de saber o que é fansub, sobre legendas e a rapidez que temos um episódio traduzido no mesmo dia que saiu no seu país de origem. Enquanto isso, a industria “oficial” demora meses, anos pra trazer uma série, muitas vezes alterada, dublada em inglês pra depois ser dublada em português, com uma imagem aquém (já que lá fora já se utiliza HD, aqui a TV a cabo ainda está caminhando a isso) e sem opção de legendas.

Lost fez que a mídia olhasse que a Disney/ABC teve que fazer acordos no mundo inteiro, para exibir a série ao mesmo tempo, porém a pergunta fica sobre legendas. Por que a industria americana acha que todos nós temos que saber inglês? A Viz não trouxe animês exibidos no mesmo dia no Japão em seu site, porém legendados em inglês. Por que não lançar em japonês? Não é um idioma tão “universal” como inglês? Lógico que não, e um atraso de 48 horas como a AXN anunciou no Brasil é legal, mas mesmo assim é tarde. Sabemos que em algumas horas a legenda em português e o episódio em alta definição vai estar disponibilizado em algum lugar da internet.

As empresas tem que mudar seu formato de pensar, e não adianta olhar o idioma inglês como uma solução universal. Talvez o seu produto vai ter que ser pensado, planejado e lançado, a partir do seu ponto de origem, com suporte a idiomas no mundo inteiro. Como? A televisão a cabo vai ter q se adaptar a essa realidade, como também lojas online como iTunes, vão ter que se acostumar também com esse suporte. Saber inglês é necessário pra sua profissão, mas muitas vezes, você não quer chegar em casa e assistir uma série inglês, o mais rápido possível. Convenhamos, a rapidez é boa, mas tem que ser feita com um serviço decente e dando suporte ao que você procura, e não tem nada mais básico que oferecer ao seu idioma nativo, português.

Esse ano teve apelo das editoras japonesas em não ler scans, por causa da baixa de vendas, isso é uma realidade, porém enquanto as empresas não mudarem sua forma de trabalho, e até oferecendo scans em outros idiomas e legalizados, disponibilizando em seus sites, por preços módicos, a pirataria não será combatida.

Se o pessoal fala de Lost e séries americanas, olhem um pouco melhor que existem séries do mundo inteiro, aonde fãs traduzem pra português porque não existe mercado oficial por aqui. São séries britânicas, coreanas, tailandês e japonesas, que são séries ignoradas pela indústria local, porém tem sua gama de fãs.

Eu por exemplo, estou assistindo uma série japonesa, chamada Sunao ni Narenakute, sobre 5 amigos que se conheceram no Twitter. A série é exibida no Japão toda quarta a série é exibida por lá, sendo até o final de semana, a legenda em inglês, seguida de outros idiomas, já está disponibilizada na internet. É ilegal? Sim, porém essa série nunca vai ser lançada no Brasil comercialmente e os fãs sabem disso e não só apóiam como disponibilizam o conteúdo da série em outros idiomas, para que outros tenham acesso.

Será que já não passou o tempo das massas? Trazendo uma personalização cada vez maior do seu consumidor, temos que esperar a indústria tomar uma atitude sobre o que devemos assistir? A internet tirou esse filtro, hoje não somos obrigados a esperar o que um canal de televisão quer que nós assistamos.

Numa era, que muitos criticam o papel de produções brasileiras, como novelas, e seu antigo papel social para a população brasileira, a internet fez com que mesmo de forma ilícita, pudéssemos ter acesso a um conteúdo diferenciado e até que adequasse o gosto particular de cada um.

Já se perguntou o sucesso do animê Naruto no SBT e Cartoon Network? Não foi lá que eles fizeram sucesso, mas em japonês e legendado em português na internet, não sendo a toa que a empresa que lançou em DVD, sabendo das alterações feitas pela edição americana, optou lançar no mercado a versão “sem cortes”.

E olha que nem estamos entrando em mérito ao “presente” que o governo brasileiro nos deu, ao criar a classificação etária, utilizando restrições que tornaram bem mais atraentes comprar séries “editadas” pelos americanos, do que comprar uma japonesa e ter que fazer edições aqui no país pra ser exibida no horário “infantil”.

A verdade que séries como Lost está fazendo que nossas televisões pegarem poeira e irmos atrás do computador pela rapidez. É uma pena que não exista um mercado tão ágil assim e legalizado aqui no país que ofereça séries em qualidade HD com legendas de qualidade. E olha que não seria uma idéia ruim, com adaptações como suporte a cartão de crédito e a cartões pré-pagos para utilização do serviço.

Será que a indústria irá abrir os olhos sobre esse atraso? Provavelmente, o Brasil só vai abrir os olhos, quando tiver prejuízo, ou quando os estrangeiros tiverem criado algo similar.

Enquanto isso, eu não quero saber nada de Passione, porém eu estou doido de curiosidade e estou contando os segundos do próximo episódio de Sunao ni Narenakute.

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Animê & Mangá

Entrevista com Magiko Umino, autora do manga Nihonjin no Shiranai Nihongo

O site Japan Today divulgou hoje, uma entrevista com uma professora de língua japonesa, Magiko Umino, que ficou famosa ao fazer um mangá chamado Nihonjin no Shiranai Nihongo (numa tradução literal “ O Japonês que os japoneses não conhecem”. Valeu pelo toque, FX!).

Como professora, a Magiko teve um repertório de histórias com alunos estrangeiros que tem interesse pela língua japonesa. A professora acabou desenvolvendo no ano passado, o mangá Nihonjin no Shiranai Nihongo com uma coletânia de histórias baseada em sua experiência com estudantes.

O livro caiu no gosto do público japonês e alcançou o “top de vendas” por lá. O número um sendo um sucesso, Magiko fez o segundo volume que acabou de ser lançado no Japão.

Entrevista

Você ensina alunos estrangeiros de vários países diferentes. Você já notou alguma facilidade ao idioma e também alguma dificuldade ao idioma, em relação à língua nativa?

Muitos dos meus alunos chineses tem problema ao usar partículas “ka”, “wo” e “he”. Mas, nos níveis mais avançados, quando envolve um texto com muitos kanjis, eles são capazes de entender mais facilmente. Os alunos coreanos têm problemas com a pronúncia (por exemplo, “tsu” se torna “chu”). Mas as regras do idioma coreano sobre um discurso formal Keigo são bem semelhantes ao idioma japonês, então eles compreendem mais rapidamente a como usar de forma correta.

Enquanto os estudantes europeus e americanos, o kanji é maior obstáculo deles. Mas os estudantes que memorizam mais kanjis avançam mais rápido. Ao contrário dos estudantes de países da Ásia, os estudantes ocidentais quando estão aqui, os japoneses, nem sempre conversam com elas em japonês. Por isso, muitos delas parecem ter dificuldades melhorar sua conversação.

Você acha que a capacidade dos japoneses com seu idioma piorou em relação ao passado?

Eu não diria que ficou “pior”, mas certamente acho que as pessoas usam linguagem menos polida (eu inclusa). Se você assistir algum filme de 40 a 50 anos atrás, existem muitas cenas em que até mesmo pais e filhos falam uns aos outros usando expressões bastante polidas. Eles conversam mais devagar, e parece que eles utilizam um vocabulário mais variado do que fazemos agora.

Comparado a aquela época, penso que temos muitas palavras recém-criadas, e ao mesmo tempo temos um discurso que tem aumentado com o tempo, porém as palavras não tem o mesmo sabor e nem a mesma ressonância. Se isso é “pior” ou não, eu não sei…

O que você acha sobre as recentes revisões para o The Japanese Language Proficiency Test (Teste de Proeficiência na Língua Japonesa)?

De uma perspectiva de ensino, as alterações para o exame irão tornar as coisas mais difíceis, mas acho que é uma coisa boa para os estudantes. Eles vão ser julgados a partir de uma perspectiva diferente, então suas ferramentas de estudo terão que mudar também. Até agora, a memorização tem sido o foco principal, com as revisões, acho que isso vai mudar.

Qual é a coisa mais importante, na sua opinião, para os estudantes estrangeiros aprenderem o idioma japonês?

Bom, eu acho que isso vale para qualquer idioma, mas a língua é algo que nunca pode ser separada da cultura daquela região. Se você quer se tornar fluente, é importante trabalhar duro para entender a cultura e os costumes do Japão, também. Se você pensar “que é diferente”, ou “isso é interessante”, estudar provavelmente será um pouco mais facilmente.

Se você quer ler mais algumas perguntas dessa entrevista, veja (em inglês) no site Japan Today.

Fonte: Japan Now

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Opinião | O fim da colônia japonesa no Brasil

É muito estranho ouvir falar do “fim” da colônia japonesa, depois da imigração japonesa no Brasil tenha completado 100 anos com tanta força. Porém, essa é uma afirmação real que a bastante tempo tem rondado a cabeça de pessoas que trabalham voltadas exclusivamente com esse público por aqui ou no Japão.

Todos nós sabemos que o grande iceberg chamado “crise econômica” colocou em cheque a situação de muitos brasileiros no Japão. A situação ficou tão critica que o governo japonês intercedeu oferecendo dinheiro para os brasileiros voltarem ao Brasil com uma condição, não regressarem ao Japão nesse período caótico por lá.

Os números que até ano passado passavam de 50 mil brasileiros que voltaram ao seu país de origem, por terem sido demitidos no Japão se tornou um dado alarmante e principalmente nos trouxe outro dado interessante.

No Brasil, os primeiros japoneses que vieram por aqui, construíram um “mini” Japão dentro do país, trazendo tradições, costumes, cultura e comida que não existia por aqui. Hoje, esses artigos viraram moda, e alguns ficaram enraizados na cultura brasileira. Porém, os japoneses não queriam aprender português, e fizeram escolas voltados a educação do seu país com o sonho de regressar ao Japão. Como todos nós sabemos, um sonho que não se tornou realidade, já que guerras, política e até a forma de trabalho no Brasil destruíram qualquer tentativa de regressar ao país natal.

Nos anos 90, filhos e netos de muitos desses japoneses, começaram a fazer o caminho inverso e ir ao Japão como dekassegui. O Japão se tornou o segundo país mais importante no mundo e existia uma escassez de mão de obra, o que se tornou uma porta de entrada para descendentes japoneses que não tinham condições pra se manter no Brasil.

Se os japoneses fizeram um “mini” Japão quando vieram pro Brasil, os brasileiros construíram uma “mini” Brasil no Japão. Algo que é bastante criticado pelos japoneses, em que os Brasileiros não se “esforçam” pra aprender japonês e nem aprender os costumes japoneses. Porém, olha a ironia, há 100 anos atrás acontecia a mesma coisa no Brasil, e tiveram que haver interferências políticas, como a do Getulio Vargas, para que a colônia japonesa se integrasse ao país.

O que sabemos hoje, que nas últimas décadas, que a cultura japonesa tão preservada pela “colônia japonesa” na forma de organizações e representações de províncias do Japão, está sendo rejeitada pelas novas gerações. Os descentes como brasileiros gostam e se interessam por outras culturas e foi assim que decaiu o número de interessados em manter vivo o idioma japonês.
Por outro lado, o Ocidente foi invadido pela cultura pop japonesa, o que fez um número de estrangeiros sem vínculos sanguíneos com japoneses, a aprenderem e apreciar o idioma, cultura e costumes japoneses.

E enquanto essa crise, alguns brasileiro consideram que foi o momento ideal do “Japão” se livrar deles, por essa barreira cultural, também se discute o aumento de 1% para 10% a entrada de estrangeiros no país sendo uma das exigências, formação qualificada e saber o idioma japonês. Isso é muito pouco divulgado e comentado, porém na minha opinião é um caminho natural que se o Japão está mudando e passando por uma transição pós crise econômica, a maioria da mão de obra não qualificada será substituída por uma qualificada. Porém isso poderia ter sido menos doloroso, tendo um suporte para adaptação aos brasileiros, que envolveria cursos, formação e aprender o idioma. Parece caro, mas com apoio de ONGs, governo japonês ou brasileiro, muito dessa mão de obra brasileira poderia ter sido assimilada nas empresas japonesas, com condições melhores de trabalho.

Recentemente, tivemos o anúncio do cancelamento da publicação mensal Made in Japan, publicado pela JBC. Sim, uma revista que atravessou uma década, está indo pro caminho virtual, porque o público da revista, aquele descedente ou admirador da colônia japonesa, não está dando conta da publicação.

A Made in Japan é uma revista excelente que sempre trouxe as principais novidades do Japão para os brasileiros. A revista é a cara da editora JBC, que acabou mirando dos públicos depois de um tempo, a colônia com a revista e os jovens interessados pela cultura japonesa pelos mangás traduzidos em português.

Hoje, a editora JBC está reinventando e reposicionando Made in Japan, encontrando o mesmo êxito que sua linha de mangás encontrou. Assim, a revista se torna mais um ponto de que hoje, se a cultura japonesa vive, vive por um público fã da cultura oriental, porém não tem uma tradição em casa, simplesmente por são brasileiros, descendentes de outros povos como portugueses, italianos, espanhóis, e não necessariamente japoneses.

Recentemente, até alguns benefícios como bolsas bancadas por províncias japonesas, para descendentes japoneses que residem no Brasil, estão encontrando dificuldade pela ausência de interessados de ir com tudo pago pra região natal de seus avós. Resumindo, eu já recebi e-mail sobre brasileiros em geral darem sua opinião para que essa bolsa seja aberta a todos e não só a descendente daquela região.

A cultura japonesa vai manter viva, seja por sua tradição dentro dos seus lares, ou por seus festivais pelo Brasil, porém cada vez mais ela será assimilada pelos brasileiros que apreciem sua cultura, tornando mais abrangente como festas de outros povos aqui no país, como festas italianas.

Essa é uma realidade que se torna cada vez mais palpável, nesses próximos 100 anos. Você está pronto para essa nova realidade?

Obs: Essa é a opinião do autor do blog J-Wave, Giuliano Peccilli.

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Opinião | A derrota do otaku brasileiro

Há muito tempo queria escrever esse texto, mas tava um pouco relutante de expor minha opinião do mercado brasileiro pelo J-Wave. Porém, com a derrota de uma tentativa de oficializar e fidelizar o público brasileiro, com o canal Animax, a cada dia vemos o canal se tornar o mais próximo de um irmão mais novo do Sony Television e AXN.

Um público nada interessante comercialmente

Hoje, qualquer emissora, qualquer programa, qualquer intervalo é direcionado a um público especifico. Se os mangás foram populares em roubar aos poucos o mercado que era especificamente de comics, e não só Isso, como aumentar conquistando o público feminino. Por que os animes não tiveram o mesmo êxito?

Para responder essa pergunta, temos que ir em direção a simples e óbvia pirataria. Algo que cresceu nessa década, veio em decorrência, porque fãs se juntaram pra legendas animes gratuitamente na internet. Em resumo, os primeiros fansubbers nasceram ainda fora do meio digital, utilizando somente para vender as VHS a preço de custo e manter esse “clubinho” fechado.

Foi assim que nasceram propostas como Shin Seiki, Lum´s Club, BAC, Anime Gaiden entre tantos outros que fizeram a alegria de muita gente, numa época que a Rede Manchete entrava em decadência e iniciativas como U.S. Manga não existiam mais na programação.

Não vou entrar aqui no mérito de julgar se é pirataria ou não o produto de um fansub, já que não sabendo o idioma japonês, esta foi à única forma pra muita gente descobrir séries magníficas que nunca ganhariam a luz do dia na televisão brasileira. Porém, os fansubbers tinham um critério bastante importante que acabou sendo ignorado alguns anos mais tarde, em que séries que fossem lançadas oficialmente no Brasil, o seu trabalho de fã serie retirado da internet.
A culpa é dos fansubbers?

A resposta é não, já que a questão foi sites na internet e lojas que acabaram comprando desses fansub e revendendo sem dó e piedade formando e fidelizando um público, o condicionando a consumir esse produto a preços mais salgados.
O sucesso desses VHS continuaram quando vieram os DVDS, se por um lado a internet brasileira havia mudado e os fansub da era anterior fechavam as suas portas, trocando VHS por disponibilizar o conteúdo na Internet, as lojas acabaram aprendendo a “baixar” e tranformar em DVD por preços módicos.

Assim, paralelo a invasão do mangás pelas JBC e Conrad nas bancas brasileiras, aumentava os leitores, mas também aguçava em conhecer animês obscuros. Isso aliado a uma drástica reformulação que aconteceu no segmento, sendo como exemplo mais óbvio a mudança de lojas no bairro da Liberdade em São Paulo.

Saiam os donos japoneses que vendiam VHS gravado da televisão japonesa, uma herança das locadoras ilegais que foram febre dos anos 80, e entrava as lojas com DVDs que agora seus donos não tinham nenhuma descendência japonesa.

Enquanto isso, o público descobria facetas da cultura pop japonesa, mas por serem caros e inacessíveis, aprenderam com DVDS, que a customização se torna mais viável que importar algo. Assim nascia jovens viciados em animês a busca de artigos, como bandana do Naruto, ou camisetas com transfer, cadernos do Death Note, Mokona em pelúcia e os chaveiros.

Se hoje virou piada os chaveiros do público Otaku, sendo até uma forma de “aviso” que tem um chegando, os fãs aprenderam a arte de customização e com isso largaram qualquer iniciativa e espera de uma indústria sólida tentar ganhar e oficializar o mercado.
O mercado se fecha em si mesmo

A customização e logicamente a total ausência dos direitos autorais, acabou tornando o público fiel a esse tipo de produto. Hoje podemos ver jovens usando camisetas de bandas de jrock e visual kei pela rua, mas em nenhum momento alguém nesse meio tentou oficializar isso.

Sendo o Brasil um dos países que tem mais pirataria no mundo, sendo que vire e mexe entra e sai da lista negra de algumas empresas, fica difícil do país vender uma imagem de país consolidado.

Quando veio o canal Animax no Brasil, a maioria pensou que seria o pontapé inicial de uma invasão de DVDs nas lojas, e itens de consumo para a massa que gosta desse tipo de produto, porém não é bem assim que as coisas evoluíram.

O público otaku se tornou um público não interessante comercialmente, portanto a Sony descobriu que esse consumidor não vale de nada. Ele não consome nada, além de mangás e itens customizados, assim o mercado de DVDs legais bateram de frente com ao de piratas e perdeu feio. Foi assim que DVDs como a Focus não foram concluídos, aliados a péssimas estratégias de marketing.

Será porque o público otaku é jovem e não tem poder aquisitivo? Sim, tem isso, porém o mesmo público se esforça e compra mangás completos em eventos, ou compra itens importados, e ainda compra itens que remete a seus animês favoritos e seu ritmo musical também.

Cada um faz do uso de consumo como quiser, mas isso não muda que invés de alimentar a indústria para que ela cresça, o público vai pro outro lado e parte para a pirataria. Foi assim que as lojas se tornaram fortes e não só cresceram, como se tornaram presente nos principais eventos do país, na mesma proporção que stand das editoras de mangás no país.
O Brasileiro está condicionado a não comprar original?

Você pode falar que a maioria dos brasileiros compram DVDs piratas nos famosos camelôs e que o otaku tem seu próprio nicho. Esta correto? Sim, está correto, porém ta ai uma diferenciação entre brasileiros e japoneses, já que os japoneses valorizam o artista e sua série favorita, comprando tudo que tem pela frente “oficial”, assim alimentando a empresa que produz a série que ama. Aqui as pessoas baixam, consomem pirataria e invés de injetar dinheiro, acaba fechando portas.

O Animax tentou se salvar usando estratégias de aumentar o público das animações japonesas, tacando seu carro chefe Lost, mas fracassou e agora aumentando gradativamente as séries não japonesas, acaba resgatando o que foi o canal Locomotion numa mistura de programação pra adolescente e adulto.

Agora o que dizer de um jovem que tem como exemplo uma família inteira que não consome produto original? Sejamos francos, a indústria de cinema e televisão vem sofrendo em países como o nosso, por causa do mercado ilegal. Lojas como Blockbuster foi engolida pela lojas Americanas por causa do público consumidor que não é mais o mesmo. O pensamento de ir à locadora de bairro não existe mais, graças ao pensamento de com 10 conto, você tem 3 dvds em envelopes plásticos com capas má xerocadas na sua coleção.
O que fazer para mudar isso?

O correto seria apoiar a indústria brasileira, mas fica difícil, quando a mesma toma atitudes errôneas como o lançamento de Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas com a ausência da versão em Blu-ray. Num mundo onde o jovem está migrando de mídia mais rápido, e vivemos num país aonde podemos pagar parcelado, um Cavaleiros do Zodiaco: Lost Canvas em blu-ray seria uma atitude sensata de atrair jogadores e colecionadores que tem em sua casa um Playstation 3, por exemplo.

Não da pra entender uma indústria que prejudica a si mesmo, lançado séries com legendas feitas sem revisão como foi o lançamento de Jiraya pela Focus. Também não dá pra entender episódios com logotipo de uma emissora de TV a cabo japonesa nos DVD de Changeman, também lançado pela Focus.

O que adianta uma embalagem legal se o conteúdo é uma droga? Então o público brasileiro e a indústria brasileira precisa mudar, o primeiro tem que exigir um produto de qualidade e exigir recall de um produto de qualidade insatisfatória, enquanto a indústria brasileira tem que investir e se fazer presente a esse público de jovens em formação que podem se tornar colecionadores em potencial no futuro.

Talvez assim conseguimos ser respeitados pelas empresas nacionais e ter séries excelentes em nossas prateleiras de maneira oficial aqui no país.

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Crítica | Haru e Natsu – As Cartas que não chegaram

Quem diria que um dia teriamos a honra de assistir um dorama na televisão brasileira? E mais, quem diria que esse dorama seria exibido na televisão aberta, com idioma original e legendado. Sendo apresentado como minissérie e sendo readaptada para o formato brasileiro, assim de 5 capítulos para 8 capítulos, Haru e Natsu apresentou uma nova forma narrativa de contar uma boa história.

O Benedito Ruy Barbosa japonês?

Para a critica brasileira, foi assim que Haru e Natsu foi chamado e comparado. Dificil não comparar a história da colônia italiana, com a da colônia japonesa que aconteceram na mesma época no Brasil. Mais difícil ainda é não ver semelhanças em produções como Terra Nostra e Esperança com o trama da Haru e Natsu, então a mídia brasileira especializada em informar tramas de novela, está corretíssima em querer aproximar as duas produções a mesma realidade.
Legendado e Dublado

Um fato que estranhou, mas que também agradou os mais fãs da cultura japonesa foi que a Rede Bandeirantes optou, por exibir a série com o áudio original em japonês, optando pela dublagem, apenas na narração dos personagens. Logicamente, para quem não está acostumado a este formato, pode estranhar, mas foi uma opção escolhida pela emissora brasileira. Todavia, sempre foi impossível agradar gregos e troianos, assim não tardou para surgir criticas pelo público que queria ver a série dublada. Infelizmente, eu sei que o formato da Band pode ter agradado fãs da cultura japonesa e até mesmo seus descendentes, e principalmente conseguiu audiência, provando que não estamos presos à dublagem. Só que ao mesmo tempo, tendo conhecimento dos gostos e costumes do público brasileiro, sempre soubemos da preferência de séries na televisão aberta, numa opção dublada, enquanto na televisão fechada, a cabo se preferir, uma opção legendada.
Outro ponto que incomoda o brasileiro é a questão do áudio, não estamos acostumados com o áudio japonês na televisão brasileira. Gera um choque cultural, porque estamos acostumados de ouvir português e o inglês, porventura, algum idioma semelhante o português, que vem de uma derivação do Latim. Agora, quando inserimos o áudio japonês, que foge desse “padrão” conhecido pela maioria, gera estranhamento. Falo isso, como estudante de língua japonesa e fã de produções japonesas, que o idioma, para a maioria das pessoas, gera estranhamento tendo conseqüências como a rejeição .

Agora, se a série demonstrou potencial ao ser exibida LEGENDADA, tentemos imaginar, o quanto a série iria alcançar caso tivesse optado pelo a dublagem. Infelizmente, por causa disso, Haru e Natsu não se fez presente, aos fãs de novelas brasileiras, apresentando uma nova escola na forma narrativa de se fazer produções, diferente das brasileiras, mexicanas, colombianas e argentinas, já conhecidas pelo público brasileiro.
Audiência

Depois de se falar sobre a importância de se medir a audiência graças à produção exibida, mais a opção em que foi exibida, sabíamos que a serie poderia ter o risco de dar “traço”. Pelo contrário, brigando, num horário que temos novelas da Rede Globo e Rede Record, o resultado escolhido poderia ser catastrófico, sendo que segundo o portal Revista Online, a audiência de Haru e Natsu ficou em torno de 3 pontos de audiência (na grande São Paulo).

Parece pouco? Realmente é pouco, quando compararmos a produções “globais” que já chegaram a bater 52 pontos de audiência. Agora, considerando, que não é uma série acessível para qualquer um, pois se retrata dados que muitas vezes devemos ter conhecimento prévio, como significado de dekassegui e gaijin, agregado ao formato exibido e tal, 3 pontos é altíssimo. Numa comparação a emissoras UHF, por exemplo, a MTV, Play TV que já exibiram algumas animações japonesas, tem sua média geral, traço. Sim, diante ao instituto de audiência Ibope, a audiência não chega a 50 mil telespectadores, gerando assim o zero ponto. Sendo assim, considerando 3 x 50 = 150 mil telespectadores só na capital de São Paulo. Isso não é bom?
A História

A série de 5 capítulos exibida pela Rede Bandeirantes, conta a história de duas irmãs que separaram se há 70 anos atrás.

1934 Hokkaido

Na era Showa, o Japão sofria uma crise sem precedentes, tornando-se atrativo ir trabalhar num outro país onde a terra que tudo dá. Assim, o programa de emigração chamava atenção dos japoneses, os convidando a ir para o Brasil. Foi assim que a família Takakura acreditou na possibilidade de ir para o Brasil e trabalhar durante
3 anos.

Assim, a família de Haru e Natsu parte para o porto, disposto a deixar o Japão para trás, acreditando na chance de fazer fortuna no Brasil. Porém, a filha mais nova contrai Conjutivite, coisa que o governo brasileiro não permite, assim a família descobre que só poderá embarcar se deixar a filha mais nova pra trás. A decisão é dura, mas Haru promete que voltara ao Japão daqui 3 anos.
Uma nova vida no Brasil

Chegando ao Brasil, Takakura Chuji descobre que tudo não era tão maravilhoso como parecia. Eles foram enganados, trabalhando quase como escravos em uma fazenda em São Paulo. Chefe de família, Chuji começa a perceber que não conseguira cumprir a promessa de voltar a 3 anos.

Uma das primeiras brigas entre os japoneses e os fazendeiros é o sistema de comprar mercadorias fiadas na mercearia da fazenda. Tendo proibições como não plantar sua própria plantação particular, os fazendeiros faziam as dividas dos japoneses aumentar, assim os amarrando por muitos anos em suas fazendas.
A independência no Japao

Natsu volta a sua antiga casa, morando com sua avó, mas a família dos seus tios matrata tanto ela como sua avó. A avó acaba falecendo, obrigando a Natsu tomar uma atitude drástica de fugir de casa.

Ela acaba sendo adotada por um humilde fazendeiro se tornando filha dele. Assim, Natsu esperava que em 3 anos, sua família voltaria e que tudo ficaria normal de novo.
A fuga e a guerra

Fugindo da fazenda, a família Takakura acha que terá um momento de paz, ao começar trabalhar numa cooperativa coordenada por americanos no Brasil. Porém, em plena segunda guerra mundial, os japoneses perdem a guerra, como se tornam inimigos dos americanos. O que acontece? A família Takakura tem deixar tudo que construiu pra trás, antes que sejam mortos pelos americanos.

A nova vida de Natsu

Infelizmente a morte esta sempre presente em sua vida, assim o pai adotivo de Natsu falece. O Japão consome a pior crise de todos os tempos, assim Natsu decide em produtos alimentícios como queijo.

Conhecendo um oficial americano, Natsu se interessa a fabricar doces, assim abrindo as poucos sua própria empresa no ramo.
Um lugar ideal para se morar

Haru e sua família acabam indo para o Paraná para recomeçar sua vida mais uma vez. Dessa vez, eles construíram um novo lar numa cooperativa feita pelos próprios japoneses. Nessa época, seu pai era um dos que relutaram a perda do Japão na segunda guerra mundial.

Quem teve mais sorte?

Haru continuou sua vida no Brasil, se casando, tendo filhos, e seu marido acabou se especializando em plantas em São Paulo. Sua mãe relutou o namoro de seu filho com ocidentais, algo bastanto natural na época.

Enquanto isso, Naru também teve sua família, se tornou uma das mulheres mais ricas do Japão. Nem por isso foi feliz, já que se cansou de viver numa família que se interessava mais em sugar seu dinheiro do que demonstrar qualquer amor. No fim, graças a economia, sua empresa foi engolida na crise e ela se sentiu mais feliz assim do que ter que dividir com seus parentes.
O reencontro

Haru e seu neto Yamato vão para o Japão reencontrar Natsu, inicialmente ela se esquiva, dizendo que senão havia procurado todos esses anos, não fazia diferença agora esse reencontro. As duas brigam justamente por causa das cartas que não receberam e é nesse ponto que o dorama começa. Já que ambas conseguem achar as cartas que uma contou a outra, até os dias atuais, assim acontecendo todo flashback da história.

Haru acaba convidando Natsu a vir visitar o Brasil e assim, ela se sente que realmente completou seu ciclo, em finalmente pisar no país que seus pais viveram o fim dos seus dias.

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Cultura Pop

Por onde anda Erika Sawajiri?

Depois de todo aquele escândalo em torno da atriz há quase 2 meses atrás, não se saiu mais nada a respeito. Ela teria partido para a Espanha no fim de setembro, esperando a poeira abaixar. Da boca da atriz, não soubemos nada, porém a atriz ganhou vários boatos publicados aqui no blog.

A maioria das pessoas que a conhecem, não têm a menor idéia do que ela está fazendo. Quando perguntando sobre o paradeiro Sawajiri, um conhecido comentou: “Ela costumava entrar em contato comigo logo após a sua chegada na Espanha, falando que ela estava tendo dificuldades com o idioma e que ela estava muito tempo sobrando. Parecia que ela queria voltar para o Japão, e fiquei um pouco preocupado com os problemas com o marido. Não ouvi dela o que aconteceu recentemente. Eu quero saber o que está acontecendo. “

A vida da atriz em Espanha tem sido um mistério até recentemente, quando foi confirmado que ela estava freqüentando aulas em uma escola localizada no bairro do centro da cidade de Barcelona. Segundo o instrutor de língua estrangeira: “Foi um pouco antes do verão que uma menina muito bonita do Japão se juntou à turma. Muitas vezes eu a vi sentada tomando café … O nome dela é Erika Takashiro. Ouvi dizer que ela é uma atriz famosa no Japão. Ela estava assistindo aula com o marido. “

De acordo com o pessoal da escola, o casal tinha se inscreveu para um curso intensivo que custou 2.000 euros por aluno. Porém seus estudos não durou lá muito tempo. O instrutor confirmou que os dois pararam depois de um mês.

Sawajiri vive nos arredores desta escola, uma área popular entre a arte e a moda, com elegantes cafés e boutiques, bem como estruturas históricas. Um japonês ex-patriado residente em Barcelona, disse: ” Eu freqüento um restaurante que Takashiro freqüenta regularmente. O pessoal lá me disse que o casal não estava satisfeito com o aluguel de um apartamento que custa 1.500 € e escolheu um lugar mais caro. 1.500 € é como um apartamento de 100 metros quadrados. Eles devem ter obtido um apartamento muito extravagante “.

A atriz parece ter encontrado uma forma diferente para se manter entretida. Uma equipe de uma boate explicou sobre um “segredo” que requer a entrada de um membro para participar. “Não tem paparazzi ou policiais, assim as celebridades podem se divertir sem preocupações. Takashiro está bem familiarizado com DJs no exterior, então ele tem seus contatos. É difícil descobrir quando e onde esses partidos são mantidos porque eles usam mensagens codificadas para passar informações.”

E assim parece Sawajiri está curtindo a vida noturna espanhola em vez de estudar. A pergunta é: quanto tempo isso vai durar? “Ela deve estar ficando muito aborrecida”, diz um amigo de Sawajiri. “Ela tem o seu orgulho como atriz e sabe bem o quanto ela pode ganhar. Algo está prestes a acontecer em breve”.

Fonte: Japan Now e Japan Today

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Cultura Pop Pesquisas e Top

Top 5 de Celebridades japonesas que são perigosas de se buscar na internet

No dia 26 de outubro, a empresa de anti vírus McAfee divulgou nomes das celebridades japonesas que podem ser perigosas ao pesquisar sobre elas na internet. Ao procurar por esses artistas, o usuário pode ter o azar de encontrar ameaças da rede, como: spyware, spam, adware, vírus entre outros malware. A McAfee também aconselha que os usuários não baixem imagens desses artistas de sites desconhecidos.

Top 5
1. Sato Eriko
2. Kyono Kotomi, Yonekura Ryoko
3. Aizawa Hitomi, Inoue Waka, Erika Sawajiri, Fukuyama Masaharu, Matsuura Aya
4. Aragaki Yui, Ueto Aya, Kanno Miho, Hoshino Aki, Yada Akiko
5. Ogura Yuko, Kawamura Yukie, Hasegawa Kyoko, Yamamoto Azusa

Todo ano a McAfee divulga a lista de celebridades que são perigosas de se procurar na internet em idioma ingles. Este ano é a primeira vez que a a empresa faz algo parecido para o idioma japonês. O top 5 de pessoas procuradas na internet aparecem em gravura, dramas e comerciais. Todas elas são mulheres, com exceção Fukuyama Masaharu.

A relação de sites questionáveis entre os resultados de pesquisa no Japão é baixa. Para se ter uma idéia, a Eriko Sato que está em primeiro lugar no ranking, mostra um perigo de 1,8%. Para se ter uma idéia, na versão americana do top, a atriz Jessica Biel está na primeira posição sendo que o perigo é de 20% (o que seria de 1 a 5 sites teria algum conteúdo que possa gerar mal na sua máquina). Mesmo assim, o gerente japonês da McAfee diz que mesmo sendo um alerta pequeno, os usuários não devem abrir sua guarda para sites mal intencionados.

Fonte: Japan Now

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Cultura Pop

40 Blu-Rays japoneses que vem com legendas em português do Brasil


Essa é uma dica para quem vive no Japão e já usufrui da nova tecnologia Bluray. O site Blu-Rays Legendados faz uma relação de discos que sai legendas em português do Brasil e de Portugal em diferentes partes do mundo.

Para quem não sabe, os blurays brasileiros só começam a ser fabricados por aqui em Novembro com a Microservice, sendo que a Videolar anunciou inauguração da nova mídia entre janeiro e fevereiro. Até então, todos os títulos brasileiros na verdade são estrangeiros, porém embalados na zona franca de Manaus. Assim discos como Piratas do Caribe estão vindo do Japão para o Brasil.

Outros filmes Disney, como A Família do Futuro, O Galinho Chicken Little e Carros também sairam no Japão com a dublagem brasileira. Então quem sente saudades da dublagem brasileira é uma ótima chance de comprar esses filmes em alta definição.

Outros títulos que chamam atenção são Hulk, Rei Arthur, O Guia do Mochileiro das Galaxias. Logicamente que para nós brasileiros que moram no Brasil, alguns títulos aindam nem sairam, porém o custo de um filme no Japão é muito mais caro que no Brasil.

Em época de dólar na faixa de 1,75, os filmes em bluray no Japão custam na faixa de 50 dólares, sendo que no Brasil, um filme em bluray está variando entre 79 a 99 reais.

Caso você more no Brasil e queira as versões japonesas, você pode comprar no Play-Asia e no YesAsia, Amazon Japan, CD Japan e na HMV Japan. Todas as lojas entregam no Brasil, variando o tempo de entrega e taxas para entrega no país. A loja mais rápida é a HMV que entrega em uma semana no Brasil.

Outro país que tem excelentes versões em bluray com idioma em português é Hong Kong, comprei o Wall-e pela YesAsia demorando 21 dias pra chegar. Altamente recomendavel, já que a versão brasileira vem apenas com o disco do filme. A Disney Brasil na época, próvavelmente querendo cortar custos, limou o disco de extras, assim se você é fã do filme como eu, precisa comprar a versão de Hong Kong que vem inteiro legendado em português.

Caso quiser saber outros títulos que sairam em outros paises, visite Blu-Rays Legendados. E por favor, nos conte sobre os títulos que sairam nesses países e sobre seu contéudo.