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Meisa Kuroki, estrela japonesa em ascensão

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O nome de Meisa Kuroki, 21 anos, pode não soar tão familiar à maioria dos ouvidos brasileiros, mas certamente está fazendo barulho em outros pontos do planeta. O rosto da atriz, cantora e modelo é encontrado com facilidade na mídia japonesa, seja atuando em filmes e doramas (novelas japonesas) ou estampando campanhas publicitárias. Agora, ela conquista o mundo.

Para além do Japão, ela é representante da grife italiana Emporio Armani e foi convidada, recentemente, para estrelar uma campanha mundial da L’Oreal Paris, tornando-se a primeira japonesa a ocupar o posto de musa da marca de cosméticos.

Ela é um dos rostos nipônicos que vêm ganhando popularidade nos últimos anos, ao lado de nomes como Keiko Kitagawa. No Japão, foi eleita a celebridade com os olhos mais atraentes do país em uma votação intitulada “Olhos Brilhantes”, realizada em agosto de 2009.

Entre seus trabalhos atuais, Meisa interpretará a personagem Lola (Yuki Mori, no original em japonês) na adaptação para cinema do desenho animado Patrulha Estelar (Space Battleship Yamato, exibido no Brasil durante os anos 80, na Rede Manchete). O filme terá estreia simultânea no Brasil e no Japão, em dezembro de 2010, e está sendo produzido com tecnologia 3D.

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Quem é

Com mãe japonesa e pai meio japonês e meio brasileiro, Meisa é a caçula de quatro irmãs. Ela nasceu no dia 28 de maio de 1988, na cidade de Nago, em Okinawa. Seu nome verdadeiro é Satsuki Shimabukuro. A modelo, atriz e cantora foi descoberta por um olheiro, quando cursava o segundo ano do ensino médio, em Okinawa. Começando como modelo, ela estudou na Escola de Atores de Okinawa, onde se formou em 2007.
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Carreira de atriz
Meisa teve sua estreia no teatro em 2004, com a peça Atami Satsujin Jiken Pyonyang Kara Kita Onna Keiji. Seu primeiro papel principal no cinema foi no filme Onaji Tsuki o Miteiru, em 2005. Em 2007, seu talento como atriz foi reconhecido com o prêmio de Revelação do Ano do Golden Arrow Awards.

Desde sua estreia profissional, Meisa tem conciliado trabalhos como modelo e atriz de filmes e doramas. Um de seus papéis memoráveis na televisão foi a personagem Angela, da série 1 Pound no Fukuin, de 2008. O seriado é a adaptação do mangá (história em quadrinhos japonesa) de mesmo nome, criado pela autora Rumiko Takahashi, e conta a história de um boxeador com grande potencial que se apaixona por uma freira, chamada Angela.

Em 2009, a adaptação para cinema de Patrulha Estelar, um dos animes mais populares no Japão, foi confirmada com grande alarde. Meisa foi selecionada para o papel de Lola. A escolha lhe deu a oportunidade de contracenar ao lado de outro ícone pop do Japão, Takuya Kimura, ator e cantor no grupo Smap, que fará o papel de Wildstar.

A escolha de Meisa para o elenco gerou certa polêmica. Houve boatos de que o papel seria, originalmente, concedido à atriz Erika Sawaijiri, que tem fama de “encrenqueira”. Também especulou-se sobre a possibilidade de a opção por Meisa ter ocorrido por conta de sua relação com a agência Johnny’s, que administra a carreira de Kimura.
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Carreira musical
Em 2007, Meisa estreou como cantora, participando da trilha sonora da adaptação para cinema do mangá Crows Zero, na qual também atuou. A versão cinematográfica para os quadrinhos de Hiroshi Takahashi foi dirigida por Takashi Miike (Yatterman).

A história gira em torno de Takiya Genji (Oguri Shun), filho de um chefe da Yakuza que chega ao colégio Suzuran All-Boys com o objetivo de conquistá-lo. O filme ganhou uma continuação, tornando-se bastante popular nos cinemas japoneses.

O primeiro single da artista, chamado Like This, veio em 2008, pela Sony Music Records. Lançado de forma digital, a canção foi utilizada para um comercial da Toshiba, de que Meisa participou.

Em 2009, lançou seu primeiro álbum, Hellcat, que chegou à nona posição no ranking musical japonês Oricon. O trabalho mais recente de Meisa como cantora foi o lançamento do EP Attitude, que chegou às lojas pelo selo Studioseven Recordings, da Sony Music.
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Publicado originalmente no Portal Made in Japan

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Coberturas de Eventos Críticas e Reviews

5º Nikkey Matsuri – saiba o que rolou no evento

No último final de semana (24 e 25/04) foi realizada a quinta edição do Nikkey Matsuri, evento de cultura japonesa, no Clube Escola Jardim São Paulo, zona norte da capital paulista. O evento contou com atrações bastante diversificadas, e também com a presença de algumas autoridades. Um grande número de pessoas compareceu ao local no último dia. Ao todo, mais de 40 mil pessoas compareceram nos dois dias do evento.

Além das atrações culturais, o evento contou também com uma praça de alimentação, onde o público pôde apreciar alguns pratos típicos, como yakissoba e onigiri. Houve ainda um enorme stand montado pelo famoso salão de cabeleireiros Soho, que promoveu o programa “Soho Solidário”, realizando cortes de cabelo a preços populares, com toda a renda sendo revertida em favor de entidades assistenciais.

O “Soho Solidário” promoveu cortes de cabelo a preços populares

Vários grupos tradicionais de dança e de música da comunidade se apresentaram ao longo do evento.
E, além deles, uma das atrações principais foi o cantor Joe Hirata, famoso por interpretar canções sertanejas.

O cantor Joe Hirata marcou presença no Nikkey Matsuri

O Consulado Geral do Japão também realizou uma exposição temática dentro do evento, com roupas tradicionais, objetos do cotidiano, gravuras e algumas maquetes de palácios e monumentos, como o Genbaku Dome de Hiroshima.



Alguns objetos expostos pelo Consulado Geral do Japão


Maquete do “Genbaku Dome”, de Hiroshima,
que resistiu à explosão da bomba atômica

Os fãs de anime/mangá também tiveram seu espaço dentro do Nikkey Matsuri. Um palco extra foi montado logo na entrada do evento, e houve apresentações de animekê livre e shows de bandas diversas, que levantaram o público com temas de séries famosas, como Dragon Ball GT e Full Metal Alchemist.

Apresentação de animekê livre


Bandas como a Owari (na foto de cima) e a Acid Shot
animaram o público

Várias autoridades estiveram presentes no evento, tais como o vereador Gilberto Natalini (PSDB), que veio representando o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, além dos também vereadores Jooji Hato (PMDB) e Ushitaro Kamia (DEM) e o deputado federal Walter Ihoshi (DEM-SP), que ressaltou a importância cultural do evento. “Vários povos ajudaram a construir a cidade de São Paulo, tais como os imigrantes italianos, os portugueses, e os japoneses. A comunidade japonesa é uma comunidade bastante presente na cidade, e a cultura japonesa tornou-se integrada à dos paulistanos. Eventos como este ajudam a divulgar o trabalho das entidades ligadas à comunidade, mostrando toda a cultura, a música, a dança, a gastronomia, que interessam a um povo bastante misturado culturalmente, como o paulistano”, diz o deputado.

Autoridades presentes no evento

Pelo quinto ano consecutivo, o Clube Escola Jardim São Paulo recebeu o Nikkey Matsuri. Motivo de orgulho para sua diretora, Ana Maria Schiesari, que destacou os benefícios que o evento trouxe para a instituição: “Graças ao evento, conseguimos emendas junto aos vereadores da Câmara para a promoção de reformas nas dependências do Clube Escola. Isto é muito importante, pois o Clube Escola é propriedade da nossa população. E, se todos nós fizermos nossa parte, poderemos progredir ainda mais”, disse.
A diretora falou ainda de sua admiração pela cultura japonesa, e do ambiente familiar do evento: “A cultura japonesa é uma cultura que possui uma filosofia maravilhosa, que valoriza muito a família. A família é o centro de tudo. E o nosso Clube Escola também é um clube da família. Por isso é importante pra nós realizar eventos onde toda família possa estar presente, como o Nikkey Matsuri, pois eles nos mostram a importância do amor da família.”

A seguir, alguns momentos marcantes do evento:

Apresentação de dança (odori) – Fujinkai/Lojinkai Tucuruvi:




Ishin Yosakoi Soran:





Ninjutsu:




Requios Gueinou Doukoukai:




Um evento bastante interessante e diversificado, que tende a crescer a cada ano.
Assim foi o Nikkey Matsuri, que tem tudo para entrar para o rol dos grandes eventos da comunidade nipo-brasileira.

Por enquanto é só, pessoal. Até a próxima! o/

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Opinião | O fim da colônia japonesa no Brasil

É muito estranho ouvir falar do “fim” da colônia japonesa, depois da imigração japonesa no Brasil tenha completado 100 anos com tanta força. Porém, essa é uma afirmação real que a bastante tempo tem rondado a cabeça de pessoas que trabalham voltadas exclusivamente com esse público por aqui ou no Japão.

Todos nós sabemos que o grande iceberg chamado “crise econômica” colocou em cheque a situação de muitos brasileiros no Japão. A situação ficou tão critica que o governo japonês intercedeu oferecendo dinheiro para os brasileiros voltarem ao Brasil com uma condição, não regressarem ao Japão nesse período caótico por lá.

Os números que até ano passado passavam de 50 mil brasileiros que voltaram ao seu país de origem, por terem sido demitidos no Japão se tornou um dado alarmante e principalmente nos trouxe outro dado interessante.

No Brasil, os primeiros japoneses que vieram por aqui, construíram um “mini” Japão dentro do país, trazendo tradições, costumes, cultura e comida que não existia por aqui. Hoje, esses artigos viraram moda, e alguns ficaram enraizados na cultura brasileira. Porém, os japoneses não queriam aprender português, e fizeram escolas voltados a educação do seu país com o sonho de regressar ao Japão. Como todos nós sabemos, um sonho que não se tornou realidade, já que guerras, política e até a forma de trabalho no Brasil destruíram qualquer tentativa de regressar ao país natal.

Nos anos 90, filhos e netos de muitos desses japoneses, começaram a fazer o caminho inverso e ir ao Japão como dekassegui. O Japão se tornou o segundo país mais importante no mundo e existia uma escassez de mão de obra, o que se tornou uma porta de entrada para descendentes japoneses que não tinham condições pra se manter no Brasil.

Se os japoneses fizeram um “mini” Japão quando vieram pro Brasil, os brasileiros construíram uma “mini” Brasil no Japão. Algo que é bastante criticado pelos japoneses, em que os Brasileiros não se “esforçam” pra aprender japonês e nem aprender os costumes japoneses. Porém, olha a ironia, há 100 anos atrás acontecia a mesma coisa no Brasil, e tiveram que haver interferências políticas, como a do Getulio Vargas, para que a colônia japonesa se integrasse ao país.

O que sabemos hoje, que nas últimas décadas, que a cultura japonesa tão preservada pela “colônia japonesa” na forma de organizações e representações de províncias do Japão, está sendo rejeitada pelas novas gerações. Os descentes como brasileiros gostam e se interessam por outras culturas e foi assim que decaiu o número de interessados em manter vivo o idioma japonês.
Por outro lado, o Ocidente foi invadido pela cultura pop japonesa, o que fez um número de estrangeiros sem vínculos sanguíneos com japoneses, a aprenderem e apreciar o idioma, cultura e costumes japoneses.

E enquanto essa crise, alguns brasileiro consideram que foi o momento ideal do “Japão” se livrar deles, por essa barreira cultural, também se discute o aumento de 1% para 10% a entrada de estrangeiros no país sendo uma das exigências, formação qualificada e saber o idioma japonês. Isso é muito pouco divulgado e comentado, porém na minha opinião é um caminho natural que se o Japão está mudando e passando por uma transição pós crise econômica, a maioria da mão de obra não qualificada será substituída por uma qualificada. Porém isso poderia ter sido menos doloroso, tendo um suporte para adaptação aos brasileiros, que envolveria cursos, formação e aprender o idioma. Parece caro, mas com apoio de ONGs, governo japonês ou brasileiro, muito dessa mão de obra brasileira poderia ter sido assimilada nas empresas japonesas, com condições melhores de trabalho.

Recentemente, tivemos o anúncio do cancelamento da publicação mensal Made in Japan, publicado pela JBC. Sim, uma revista que atravessou uma década, está indo pro caminho virtual, porque o público da revista, aquele descedente ou admirador da colônia japonesa, não está dando conta da publicação.

A Made in Japan é uma revista excelente que sempre trouxe as principais novidades do Japão para os brasileiros. A revista é a cara da editora JBC, que acabou mirando dos públicos depois de um tempo, a colônia com a revista e os jovens interessados pela cultura japonesa pelos mangás traduzidos em português.

Hoje, a editora JBC está reinventando e reposicionando Made in Japan, encontrando o mesmo êxito que sua linha de mangás encontrou. Assim, a revista se torna mais um ponto de que hoje, se a cultura japonesa vive, vive por um público fã da cultura oriental, porém não tem uma tradição em casa, simplesmente por são brasileiros, descendentes de outros povos como portugueses, italianos, espanhóis, e não necessariamente japoneses.

Recentemente, até alguns benefícios como bolsas bancadas por províncias japonesas, para descendentes japoneses que residem no Brasil, estão encontrando dificuldade pela ausência de interessados de ir com tudo pago pra região natal de seus avós. Resumindo, eu já recebi e-mail sobre brasileiros em geral darem sua opinião para que essa bolsa seja aberta a todos e não só a descendente daquela região.

A cultura japonesa vai manter viva, seja por sua tradição dentro dos seus lares, ou por seus festivais pelo Brasil, porém cada vez mais ela será assimilada pelos brasileiros que apreciem sua cultura, tornando mais abrangente como festas de outros povos aqui no país, como festas italianas.

Essa é uma realidade que se torna cada vez mais palpável, nesses próximos 100 anos. Você está pronto para essa nova realidade?

Obs: Essa é a opinião do autor do blog J-Wave, Giuliano Peccilli.

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Disney: Lizzie McGuire – Relembre a série

A série exibida no Disney Channel interpretada pela magnífica Hillary Duff foi uma das grandes apostas da emissora, no programa Zapping Zone. Constituída de 65 episodios, a série foi produzida em 2001 e foi ao ar até 2004.

Criada por Terry Minsky e produzida por Stan Rogow, a série se inspirou na narrativa visual do novo clássico alemão Corra Lola Corra. Com um enredo para conquistar o publico adolescente feminino, conhecemos Lizzie, Gordo e Miranda, três amigos que vivem o cotidiano na escola. Não é difícil identificar o seriado com sua vida pessoal, graças aos temas abordados e como Lizzie os enfrenta no dia-a-dia.
Uns dos grandes diferenciam dessa série é a Lizzie ter uma versão animada em SD (super deformada) que faz o papel da mente da personagem, dizendo na tela o que realmente pensando. Animação misturada com fundo com atores é uma das influências do Corra Lola Corra.

A série discute sobre vários temas bastante variantes entre alguns viajados e absurdos como briga entre ela e o irmão mais novo Matt para até temas mais sérios como Anorexia.
Lizzie também tem dois importantes núcleos bastante importantes na série, um é a sua família, formada por Sam e Jô Mcguire, respectivamente pai e mãe da Lizzie, além do irmão mais novo Matt. É neles que vemos lidar problemas caseiros e até às vezes encontrar em sua mãe, uma forma de inspiração. A briga entre ela e Matt em quase todos os episódios é algo que todo mundo que irmão já viveu algum dia. O outro núcleo é o da escola, que se torna um mundo a parte para Lizzie, no qual ela vive aventuras com Gordo e Miranda. Um dos episódios que mostra a mistura desses dois núcleos é quando a mãe da Lizzie vira professora no acampamento.

Além de núcleos, a serie tem dois grandes argumentos que se misturam durante os episódios. No primeiro argumrnto, sabemos a vida de Lizzie, enquanto o outro é a vida do Matt, com seus amigos, Lanny e Melinda.
Um grande destaque foram os convidados especiais para a série, como Aaron Carter, Erik Estrada, David Carradine, Steven Tyler, Frankie Muniz entre outros.

Lizzie McGuire foi cancelada em 2004, não por ser uma série fraca, mas por um padrão de exigências da Disney em não aumentar custos com atores em suas séries, assim os empresários responsáveis por Hillary Duff, tentaram negociar o cachê da jovem atriz, alegando que o valor pago seria o inferior que ela deveria receber. A série foi cancelada, mas não sem chances de ganhar continuações ou spin-off. Para vocês verem, a ABC chegou a oferecer uma continuação indireta para a personagem Lizzie. A Disney preferiu testar dois projetos sem grande sucesso, um foi fazer um desenho da Lizzie com o visual da Lizzie SD, enquanto a segunda alternativa foi fazer um seriado dos mesmos moldes, mas seria a família da personagem Miranda, enquanto a protagonista seria a irmã dela. Ainda nem comentamos do sucesso do filme que tornou a série uma referência em diversas séries de sucesso nos Estados Unidos.
Lançado no dia 2 de maio de 2003 nos Estados Unidos, o filme faturou no primeiro final de semana por 42 milhões de dólares. O sucesso do filme foi tanto que não deixou de se tornar referência, sendo citado em dois episódios dos Simpsons, um pelo personagem Millhouse, enquanto o outro Homer e Marge passam na frente do pôster do filme. O seriado Will e Grace, Will deseja assistir o filme da Lizzie.

A historia do filme é que depois de um grande vexame na formatura, Lizzie vai para a Itália com a escola. Lá, ela é confundida com uma famosa cantora italiana, a Isabella, que faz dupla com o misterioso Paulo que deseja ao todo custo conhecer melhor Lizzie. Assim Lizzie descobre um país misterioso ao lado de Paulo que quer ao todo custo que ela faça dupla com ele, no lugar de Isabela, por causa de uma estranha briga.

Uma bela história, embalada com versões novas de clássicos italianos e músicas americanas, Lizzie Super Star também foi exibido nos cinemas brasileiros, mas não obteve a mesma repercussão que nos cinemas americanos.

Um dado bastante interessante é que a editora Tokyopop lançou uma série em manga da personagem. Essa série faz parte de uma coleção de adaptações de series da Disney que também teve Power Rangers Trovão Ninja.

Toda a série foi lançada em DVD, sendo que nos EUA, ela foi lançada em três volumes, enquanto na Europa, foi lançada num Box único com todos os episódios. Por enquanto, a série permanece inédita em DVD, um padrão da Disney Brasil que não tem costume de lançar suas séries em DVD por aqui.

Com certeza, essa foi umas das séries que marcou a Disney Channel, como Raven, sendo a atriz e cantora Hilary Duff, uma revelação pela empresa do Mickey. Hoje, cantora e tendo feito filmes na rival Warner, Hilary Duff deixa saudades em fazer uma série tão bem humorada como essa.

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Haru e Natsu – As Cartas que não chegaram

Quem diria que um dia teriamos a honra de assistir um dorama na televisão brasileira? E mais, quem diria que esse dorama seria exibido na televisão aberta, com idioma original e legendado. Sendo apresentado como minissérie e sendo readaptada para o formato brasileiro, assim de 5 capítulos para 8 capítulos, Haru e Natsu apresentou uma nova forma narrativa de contar uma boa história.

O Benedito Ruy Barbosa japonês?

Para a critica brasileira, foi assim que Haru e Natsu foi chamado e comparado. Dificil não comparar a história da colônia italiana, com a da colônia japonesa que aconteceram na mesma época no Brasil. Mais difícil ainda é não ver semelhanças em produções como Terra Nostra e Esperança com o trama da Haru e Natsu, então a mídia brasileira especializada em informar tramas de novela, está corretíssima em querer aproximar as duas produções a mesma realidade.
Legendado e Dublado

Um fato que estranhou, mas que também agradou os mais fãs da cultura japonesa foi que a Rede Bandeirantes optou, por exibir a série com o áudio original em japonês, optando pela dublagem, apenas na narração dos personagens. Logicamente, para quem não está acostumado a este formato, pode estranhar, mas foi uma opção escolhida pela emissora brasileira. Todavia, sempre foi impossível agradar gregos e troianos, assim não tardou para surgir criticas pelo público que queria ver a série dublada. Infelizmente, eu sei que o formato da Band pode ter agradado fãs da cultura japonesa e até mesmo seus descendentes, e principalmente conseguiu audiência, provando que não estamos presos à dublagem. Só que ao mesmo tempo, tendo conhecimento dos gostos e costumes do público brasileiro, sempre soubemos da preferência de séries na televisão aberta, numa opção dublada, enquanto na televisão fechada, a cabo se preferir, uma opção legendada.
Outro ponto que incomoda o brasileiro é a questão do áudio, não estamos acostumados com o áudio japonês na televisão brasileira. Gera um choque cultural, porque estamos acostumados de ouvir português e o inglês, porventura, algum idioma semelhante o português, que vem de uma derivação do Latim. Agora, quando inserimos o áudio japonês, que foge desse “padrão” conhecido pela maioria, gera estranhamento. Falo isso, como estudante de língua japonesa e fã de produções japonesas, que o idioma, para a maioria das pessoas, gera estranhamento tendo conseqüências como a rejeição .

Agora, se a série demonstrou potencial ao ser exibida LEGENDADA, tentemos imaginar, o quanto a série iria alcançar caso tivesse optado pelo a dublagem. Infelizmente, por causa disso, Haru e Natsu não se fez presente, aos fãs de novelas brasileiras, apresentando uma nova escola na forma narrativa de se fazer produções, diferente das brasileiras, mexicanas, colombianas e argentinas, já conhecidas pelo público brasileiro.
Audiência

Depois de se falar sobre a importância de se medir a audiência graças à produção exibida, mais a opção em que foi exibida, sabíamos que a serie poderia ter o risco de dar “traço”. Pelo contrário, brigando, num horário que temos novelas da Rede Globo e Rede Record, o resultado escolhido poderia ser catastrófico, sendo que segundo o portal Revista Online, a audiência de Haru e Natsu ficou em torno de 3 pontos de audiência (na grande São Paulo).

Parece pouco? Realmente é pouco, quando compararmos a produções “globais” que já chegaram a bater 52 pontos de audiência. Agora, considerando, que não é uma série acessível para qualquer um, pois se retrata dados que muitas vezes devemos ter conhecimento prévio, como significado de dekassegui e gaijin, agregado ao formato exibido e tal, 3 pontos é altíssimo. Numa comparação a emissoras UHF, por exemplo, a MTV, Play TV que já exibiram algumas animações japonesas, tem sua média geral, traço. Sim, diante ao instituto de audiência Ibope, a audiência não chega a 50 mil telespectadores, gerando assim o zero ponto. Sendo assim, considerando 3 x 50 = 150 mil telespectadores só na capital de São Paulo. Isso não é bom?
A História

A série de 5 capítulos exibida pela Rede Bandeirantes, conta a história de duas irmãs que separaram se há 70 anos atrás.

1934 Hokkaido

Na era Showa, o Japão sofria uma crise sem precedentes, tornando-se atrativo ir trabalhar num outro país onde a terra que tudo dá. Assim, o programa de emigração chamava atenção dos japoneses, os convidando a ir para o Brasil. Foi assim que a família Takakura acreditou na possibilidade de ir para o Brasil e trabalhar durante
3 anos.

Assim, a família de Haru e Natsu parte para o porto, disposto a deixar o Japão para trás, acreditando na chance de fazer fortuna no Brasil. Porém, a filha mais nova contrai Conjutivite, coisa que o governo brasileiro não permite, assim a família descobre que só poderá embarcar se deixar a filha mais nova pra trás. A decisão é dura, mas Haru promete que voltara ao Japão daqui 3 anos.
Uma nova vida no Brasil

Chegando ao Brasil, Takakura Chuji descobre que tudo não era tão maravilhoso como parecia. Eles foram enganados, trabalhando quase como escravos em uma fazenda em São Paulo. Chefe de família, Chuji começa a perceber que não conseguira cumprir a promessa de voltar a 3 anos.

Uma das primeiras brigas entre os japoneses e os fazendeiros é o sistema de comprar mercadorias fiadas na mercearia da fazenda. Tendo proibições como não plantar sua própria plantação particular, os fazendeiros faziam as dividas dos japoneses aumentar, assim os amarrando por muitos anos em suas fazendas.
A independência no Japao

Natsu volta a sua antiga casa, morando com sua avó, mas a família dos seus tios matrata tanto ela como sua avó. A avó acaba falecendo, obrigando a Natsu tomar uma atitude drástica de fugir de casa.

Ela acaba sendo adotada por um humilde fazendeiro se tornando filha dele. Assim, Natsu esperava que em 3 anos, sua família voltaria e que tudo ficaria normal de novo.
A fuga e a guerra

Fugindo da fazenda, a família Takakura acha que terá um momento de paz, ao começar trabalhar numa cooperativa coordenada por americanos no Brasil. Porém, em plena segunda guerra mundial, os japoneses perdem a guerra, como se tornam inimigos dos americanos. O que acontece? A família Takakura tem deixar tudo que construiu pra trás, antes que sejam mortos pelos americanos.

A nova vida de Natsu

Infelizmente a morte esta sempre presente em sua vida, assim o pai adotivo de Natsu falece. O Japão consome a pior crise de todos os tempos, assim Natsu decide em produtos alimentícios como queijo.

Conhecendo um oficial americano, Natsu se interessa a fabricar doces, assim abrindo as poucos sua própria empresa no ramo.
Um lugar ideal para se morar

Haru e sua família acabam indo para o Paraná para recomeçar sua vida mais uma vez. Dessa vez, eles construíram um novo lar numa cooperativa feita pelos próprios japoneses. Nessa época, seu pai era um dos que relutaram a perda do Japão na segunda guerra mundial.

Quem teve mais sorte?

Haru continuou sua vida no Brasil, se casando, tendo filhos, e seu marido acabou se especializando em plantas em São Paulo. Sua mãe relutou o namoro de seu filho com ocidentais, algo bastanto natural na época.

Enquanto isso, Naru também teve sua família, se tornou uma das mulheres mais ricas do Japão. Nem por isso foi feliz, já que se cansou de viver numa família que se interessava mais em sugar seu dinheiro do que demonstrar qualquer amor. No fim, graças a economia, sua empresa foi engolida na crise e ela se sentiu mais feliz assim do que ter que dividir com seus parentes.
O reencontro

Haru e seu neto Yamato vão para o Japão reencontrar Natsu, inicialmente ela se esquiva, dizendo que senão havia procurado todos esses anos, não fazia diferença agora esse reencontro. As duas brigam justamente por causa das cartas que não receberam e é nesse ponto que o dorama começa. Já que ambas conseguem achar as cartas que uma contou a outra, até os dias atuais, assim acontecendo todo flashback da história.

Haru acaba convidando Natsu a vir visitar o Brasil e assim, ela se sente que realmente completou seu ciclo, em finalmente pisar no país que seus pais viveram o fim dos seus dias.

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Cantor de animesongs vira Dj e lança versões remixadas de seus sucessos na Itália


Ouvir nomes como Giorgio Vanni e Cristina D´Avena na Itália seria numa proporção bem maior do que ouvir nomes como Larissa Tassi e Ricardo Cruz no Brasil. Cantores de inúmeros temas de animês na Itália, ambos são praticamente os representantes de todos mega sucesso internacional no país.

A maioria das músicas na Itália são criações próprias e por natureza, elas já tem um batida próxima de um remix. Então não é de se espantar que a o cantor Giorgio Vanni que virou DJ ano passado, lançar duas coletâneas de seus sucessos do passado.

Giorgio Vanni nasceu em 19 de agosto de 1963 em Milano, na Itália. Ele estreou como cantor em 1979, em 1996 gravou a versão italiana de Always Coca Coca. Compôs Buone Verità para Laura Pausini para o álbum La mia risposta.

Já tive a oportunidade de ouvir os dois álbuns e é muito bom, particularmente gosto das músicas que os italianos criaram para os animês quando são exibidos por lá. Fica a dica que nem sempre traduzir a música é uma boa solução.

Entrou para o meio de animações com Fivelandia 16 (coletânias de temas de desenhos), gravando L´incredible Hulk, Rossana, Dragon Ball, Z e GT, Pokémon, Yu-Gi-Oh!, Naruto, One Piece, Gundam Wing, Cavaleiros do Zodíaco, Detetive Conan, Keroro, Lupin III e Diabolilk.

DJ Selection 200: Cartoons Superhit Vol. 1
Lançado em 10 de outubro de 2008
1 Spectra (5) – Ken Il Guerriero 3:28
2 Cristina D’Avena – Occhi Di Gatto 3:22
3 Giorgio Vanni – What’s My Destiny Dragon Ball 2:47
4 I Cavalieri Del Re – Lady Oscar 3:10
5 Superobots – Jeeg Robot 2:44
6 I Micronauti -Daitan III 3:20
7 Superobots – Daltanius 3:40
8 Actarus – Ufo Robot 2:53
9 Katia Svizzero – L’Apemaia 3:40
10 La Banda Dei Bucanieri – Capitan Harlock 2:57
11 Superobots – Il Grande Mazinger 3:22
12 Superobots – Ken Falco 2:35

DJ Selection 208: Cartoons Superhit Vol.2
Lançado em 31 de outubro de 2008
1 Gli Amici Di Lupin Piccoli Cantori Di Milano – Lupin, L’Incorreggibile Lupin 3:17
2 Cristina D’Avena – Mila E Shiro, 2 Cuori Nella Pallavolo 2:56
3 Actarus – Goldrake 3:24
4 Cristina D’Avena – Sailor Moon 3:21
5 I Ragazzi Dai Capelli Rossi – Anna Dai Capelli Rossi 4:27
6 Riccardo Zara – L’Uomo Tigre 3:30
7 Elisabetta Viviani – Heidi 2:52
8 I Ragazzi Di Remi – Remi (Le Sue Avventure) 3:03
9 Rocking Horse (2) – Candy Candy 3:12
10 I Papaveri Blu – La Canzone Di Charlotte 2:50
11 I Micronauti – Tekkaman 3:38
12 Giorgio Vanni – Gundam Wing 3:09

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Alex Kidd, o mascote “Renegado” da Sega

Dificil existir aquele que não tenha Alex kidd, seja no Mega Driver ou Master System. Alex Kidd in Miracle World para Master System é com certeza, o jogo mais famoso dele, mas o mais lembrado pelos fãs é o Alex Kidd in the Enchanted Castle para Mega Drive com seu famoso Jakenpo.

Nunca reconhecido oficialmente, como mascote pela Sega, faremos uma homenagem digna ao garoto macaco que foi pro limbo, depois da estréia de Sonic em 1991.

Mascote ou não mascote? Eis a questão.

Para quem acompanhou os videogames dos anos 80 até hoje, sabe que essa época era a Era dos Mascotes. Coisa que a Sony com seu Playstation tentou quebrar anos mais tarde, tentando provar que um videogame não é feito de mascotes.

O sucesso de Mario incomodou a Sega, por isso ela desenvolveu Alex Kidd para obter um sucesso similar ao da Nintendo. No entanto, ele nunca foi reconhecido como mascote e até Sonic surgir, o mascote da Sega oficialmente era Opa-opa, do jogo Fantasy Star e também mascote do jogo e animê Zillion.

Renegado, Alex Kidd entrou no limbo, sendo ressuscitado recentemente para o jogo Sega Superstars Tennis, com todas as franquias famosas da Sega. O jogo seria o “Super Smash Bros” de Tennis da Sega, que fez um bom uso das suas franquias. Agora só basta fazer um jogo novo de Alex Kidd.

Os Jogos

Alex Kidd in Miracle World – 1986, Master System

Lançado em 1986, o jogo veio depois de um ano do lançamento de Super Mario Bros no Japão para o Famicom (Conhecido por aqui por Nes ou Nintendinho).

O jogo foi feito para concorrer com italiano da concorrente, que fazia muito sucesso na época. Independente disso, Alex Kidd in Miracle World era um jogo de aventura 2D que impressionava graficamente, e tinha uma jogabilidade inusitada. Chefes do jogo eram vencidos por Jankenpo.

Vindo pro Brasil, pela Tectoy, o jogo foi bastante popular, sendo incorporado na memória do console, nas edições seguintes. Mesmo o jogo sendo traduzido, Alex Kidd tinha um detalhe inusitado, para terminar as fases, ele comia um Onigiri (bolinho de arroz). Só edições posteriores do jogo, substituíram o tradicional Onigiri por um Hambúrguer.

A história era um clichê básico da época, Alex Kidd está atrás de seu irmão desaparecido, Egle que foi seqüestrado por Janken, o grande.

Alex Kidd: The Lost Stars – 1986 Arcade e 1988 Master System

Lançado para os fliperamas originalmente, Alex Kidd: The Lost Stars trazia a busca de Alex Kidd pelos 12 signos do Zodíaco. O jogo trazia uma nova personagem à série, Stella, a namorada de Akex Kidd. Infelizmente Stella foi cortada do “port” do jogo original quando lançado para Master System em 1988.

Alex Kidd BMX Trial – 1987, Master System (Lançado apenas no Japão)

Inédito no Ocidente, o jogo vinha com um controle próprio para jogar, vindo com um enorme direcional e apenas um botão, o controle tornava o jogo ideal para “corrida”. Alias, sendo o único jogo de corrida da franquia. Será essa a grande inspiração de Mario Kart?

Alex Kidd in High-Tech World – 1989, Master System

Você pensava que a Nintendo foi a única que teve coragem de mudar um jogo por completo inserindo os personagens de outra franquia, como em Super Mario Bros 2? Para quem não conhece a história, em 1988, a Nintendo americana vendo que Super Mario Bros 2 japonês era idêntico ao primeiro, mas muito mais difícil, decidir lançar sua própria versão de Super Mario Bros. O jogo não seria feito do zero, assim eles usaram o jogo Yume Kōjō: Doki Doki Panic, substituindo os personagens pelos personagens do universo Super Mario Bros. Mais tarde, o jogo original foi lançado nos EUA, como Super Mario Bros: The lost levels e a versão criada pelos americanos, chegou ao Japão como Super Mario USA.

Voltando para o universo da Sega, e do personagem Alex Kidd. Mas quem diria em? A Sega teve a mesma idéia, e pegou o jogo Anmitsu Hime baseado na versão anime de 1986 produzida pelo Studio Pierrot e a adaptou para Alex Kidd in High-Tech World.

A história foi alterada completamente para adaptar-se ao universo do Alex Kidd. Um dos amigos de Alex Kidd o convidou para ir à nova loja de jogos da cidade. Para ir, Alex Kidd precisa do mapa que foi dividido em oito partes. Respondendo perguntas e charadas, Alex conseguira reunir o mapa e ir jogar fliperama?

Irônico que o jogo mesmo tendo uma história totalmente diferente, os cenários influenciados do Japão tradicional, mantiveram intactos, como também a jogabilidade de RPG. Agora, como um jogo cheio de Ninjas e voltado pro Japão antigo, pode se chamar Alex Kidd in High- Tech World. Essa resposta, só a Sega poderá lhe responder.
Alex Kidd in the Enchanted Castle – 1989, Mega Drive/Genesis

Continuação direta de Alex Kidd in Miracle World, Alex Kidd estreava no novo console da Sega, o Mega Drive.

A história é a premissa de sempre. O pai de Alex Kidd, foi seqüestrado, o Rei Thor, pelo ditador Ashra. Eles estão no Castelo do Céu, no planeta Paperock, aonde seus habitantes resolvem tudo por Jankenpo. Lembrando que Alex reside no planeta Aries.

Pois bem, o jogo dividido em 11 fases, onde Alex Kidd deve ganhar itens apostando dinheiro no Jakenpo com gorilas e terminar a fase pegando o famoso Onigiri.

Nesse jogo que ficou famosa a cena da bigorna caindo em cima de você ou dos gorilas em quem perde no Jakenpo. Agora você sabia que essa não é a cena original? Criada pelos americanos que não aprovaram a versão original, de quem perdia ficava pelado em cena.

Alex Kidd in Shinobi World 1990, Master System

Último jogo da franquia, Alex Kidd in Shinobi World sofreu de um problema parecido com Alex Kidd in High-Tech World. Alex Kidd não seria o protagonista desse jogo, mas um personagem chamado Shinobi Kid. Mais uma vez, a Sega analisando o sucesso da concorrência, dessa vez em sátiras de grandes franquias, decidiu fazer a mesma coisa, tirando uma de seu personagem Shinobi. Os jogos de sátira na época que estavam em destaque era Kid Dracula, que zuava Castlevania e Parodius sobre Gladius.

A história para variar, segue a mesma premissa de todos da série. Alex Kidd esta andando com sua namorada pelo Mundo Shinobi, quando um Ninja Negro surge e a seqüestra. Um misterioso Ninja Branco aparece e dá poderes especiais a Alex Kidd que o torna um Ninja invencível atrás de resgatar sua namorada das mãos do poderoso Hanzo.

Vale uma nota interessante, que no jogo original, ainda quando era Shinobi Kid, o primeiro chefe da série, era um certo Italiano vestido de armadura de samurai. Isso mesmo, Mari-Oh, que significa O Rei Mari, numa brincadeira com o mascote da rival Nintendo.

Existem rumores não confirmados até hoje, que esse seria o primeiro jogo de uma série de sátiras que a Sega pretendia fazer usando o personagem. Os próximos da lista, que seriam satirizados seriam Golden Axe e Phantasy Star, mas com o sucesso de Sonic, os planos foram cancelados.

SEGAGAGA

Jogo lançado apenas no Japão para Dreamcast em 2001 merece ser citado e entrar na cronologia de Alex Kidd. Considerado um dos últimos jogos da Sega, antes dela descontinuar o console.

Estamos em Tokyo, no ano de 2025. A Sega está com apenas 3% de mercado, perdendo espaço para concorrente chamada DOGMA (referência a Sony e seu Playstation).

Sega aciona o projeto Segagaga, aonde dois jovens, Taro Sega e Yayoi Haneda são convocados para reerguer a firma. Recheado de participações especiais de mascotes da Sega, como também consoles da empresa, o jogo satiriza diversos jogos produzidos pela concorrente Playstation.

Numa parte do jogo, os protagonistas encontram Alex Kidd que comenta da sua rivalidade com o mascote da empresa rival. Ele também comenta da sua rivalidade com o Sonic e depois sua derrota, levando ao esquecimento. O jogo oficializa toda a trajetória de Alex Kidd até seu fim, tornando com certeza um dos jogos mais nonsense que a Sega já produziu.

Esperamos um dia que Sega corrija essa injustiça e faça novos jogos para a franquia. Com certeza os fãs do “eterno” mascote da Sega, agradeceriam.

Homenagens

Em Altered Beast

– Os dois túmulos que aparecem na primeira fase do clássico jogo da Sega, aparecem gravados os nomes Alex e Stella, em homenagem a Alex Kidd e sua namorada em Stella. O jogo foi lançado em 1988.

Em Keiseiden

– O jogo de samurai, lançado para Master System em 1988, também tem uma pequena homenagem a Alex Kidd. Na terceira fase, aparece o rosto do personagem na lava.

Em Shenmue 1 e 2

– Lançado para Dreamcast, Alex Kidd aparece como brinquedos colecionáveis do jogo.

Em Golden Axe

– Na versão arcade, o personagem Alex que morre na abertura do jogo também é uma homenagem ao personagem Alex Kidd. Essa homenagem foi retirada quando o jogo foi adaptado para Mega Drive.

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Kiken na Aneki

Para os fãs da série Densha Otoko, com certeza Kiken na Aneki é uma excelente pedida. Itoh Misaki (a Saori/Hermes da série Densha Otoko) está de volta, e está tão linda como antes, no papel da amalucada Hiroko Minagawa.

O trama, não poderia ser mais digno de uma novela mexicana, carregada de adereços tanto visuais como na fala de seus personagens, Kiken na aneki tem um universo tão cartunesco como uma novela “latina”.

Uma novela mexicana…

Tudo começa, quando Gentarou Minagawa conseguiu gerar interessados de expandir sua bebida local, o shochu Minagawa da região de Myazaki.

Tornando uma empresa de grande porte, a bebida chega em todas as regiões do país. Enquanto isso, sua filha a Hiroko Minagawa tornara a Miss Pokan (fruta conhecidada no Brasil como mexerica ou bergamota) tornando famosa na região. Seu irmão Yutaro se muda para Tóquio, após entrar na faculdade de medicina.

Hiroko fica noiva de um grande empresário que promete se casar quando ele voltar de Tóquio. A família Minagawa era símbolo de sucesso, mas parecia que isso não iria durar para sempre.

O principal sócio de Minagawa foge com todo lucro da empresa, deixando uma dívida de 30 milhões de ienes para Gentarou. Os agiotas pressionando o pagamento acabam gerando um infarto seguido de morte dele, deixando tudo nas mãos da pobre Hiroko. Ligando para seu noivo, ela leva um fora dele, que diz que não quer mais nada com ela.

Desesperada e com uma dívida de 30 milhões nas costas, Hiroko sabia que só tinha um lugar pra ir, Tóquio. Ficando na casa do seu irmão, Yutaro, Hiroko guarda está divida como seu maior segredo e assim se passa os primeiros minutos do primeiro capitulo do dorama Kiken na Aneki.

Irmãos que não se bicam.

Yutaro ao descobrir que sua irmã veio com mala e cuia pra sua casa, não aceita de jeito nenhum. Ele considera que ela nasceu bonita e ele nasceu inteligente, sendo totalmente opostos. Ela é uma irmã mais velha que parece uma criança, enquanto ele é o irmão mais novo que parece um idoso e resmungão. Suas diferenças são muito grandes, mas em nenhum momento ele desconfia que ela apenas está morando na sua casa, para conseguir dinheiro em empregos temporários para pagar a divida de seu pai.
Hiroko realmente parece uma criança, esse é um dos méritos da interpretação da Itoh Misaki nessa série. Se por um lado, ela emociona o público correndo atrás de empregos temporários e fazendo amizade com os amigos do Yutaro (que não gosta nenhum pouco), sua interpretação como Hiroko, uma jovem de 27 anos que age como uma criança com as pessoas que ela realmente gosta, faz com que gostemos cada vez mais dela.

O melhor amigo de Yutaro é o Takeda Ikuo, que também trabalha com ele no mesmo hospital. Apaixonado por Hiroko, desde que a viu no avião voltando para Tóquio, ele fica pasmo ao descobrir que ela é irmã do Yutaro, fazendo a todo custo para se aproximar e se declarar a ela.

Ai Tamura tem uma grande amizade com Yutaro, que sempre confunde achando que ela realmente gosta dele. Ai por mais que Yutaro tente, gosta de verdade do Takumi Nakamura. Sendo rival tanto na profissão como no amor, Takumi e Yutaro mesmo que amigos acabam se tornando rivais no hospital. Sobre a Ai, Takumi, Takumi nem liga para os sentimentos dela, pois está apaixonado pela enfermeira Kitamura.

Blue Velvet

Seguindo a trilha do seu ex-noivo, Hiroko acaba descobrindo o “cabaré” Blue Velvet. Lá, ela acaba sendo expulsa, mas um garçom acredita que ela pode ser uma garota em potencial para trabalhar ali, entregando um cartão para ela.

Decidindo chegar mais perto do lugar que seu ex-noivo freqüenta, como também aceitando o emprego, ela volta ao Blue Velvet e aceita ser repaginada para ser a nova garota do clube. Ganhando um banho de loja, Hiroko torna-se Mihiro, a mais nova garota do cabaré.

Paralelamente, conhecemos a vida dupla da enfermeira Kitamura-san, que é companheira de trabalho do Yutaro de manhã no hospital, enquanto à noite ela é a garota mais procurada do Blue Velvet.

Um dia, Hiroko acaba ficando de frente com seu ex noivo, sendo humilhada em público ao tentar indagar o porquê do “fora” que ele lhe deu. Ao mesmo tempo seu irmão descobre que ela está lá, assim defendendo a, mas quem rouba a cena é a personagem Kitamura que acerta uma maleta na cara dele, por ofender todas as mulheres dali, quando ele referiu-se a elas que aquilo é um subemprego e que elas não serviam pra nada.

Bongiorno

Um restaurante italiano que Hiroko sempre vai almoçar, com certeza, é um dos lugares mais divertidos da série. Tendo um trio de italianos cantando sempre a mesma música clássica da Italia e o gerente Jun Madarame. Hiroko acaba virando grande amiga dele, ao descobrir que ele também é de Myazaki.

Os empregos da Hiroko

Durante a noite, ela é a número 1 da boate Blue Velvet, mas durante o dia ela arranja empregos temporários numa agência de empregos para lá de estranha. Tendo um novo emprego em cada novo dia, Hiroko assume empregos se vestir de bicho de pelúcia pra animar festas e até ser garota propaganda de deputado em algum comício político. Hiroko para conseguir a cota semanal para os agiotas, aceita das mais diferentes profissionais, o que a faz colecionar cada vez mais amigos em sua busca de reabrir a empresa Minagawa.

Os agiotas

Tanaka e Ichihashi são os dois agiotas que sempre vão atrás de onde Hiroko estiver. Cobrando as dividas criadas pela empresa do Shochu Minagawa, eles acabam ficando amigos da Hiroko, participando sempre das atividades dela.

Eles também sempre freqüentam o Blue Velvet, para podem estar juntos com a Hiroko. Sendo que o Tanaka sente uma paixão platônica pela Hiroko e isso vai reservar excelentes surpresas na série.

Densha Otoko em Kiken na Aneki

No hospital, aonde Yutaro trabalha, entre os pacientes em um quarto, está um “otaku” (nerd´s nesse caso) viciado por animes e mangas. Caricatura de Densha Otoko ou não, quando Yutaro e Hiroko precisam de dinheiro, numa das cenas aparece esse mesmo personagem segurando a personagem Mina do anime criado “exclusivamente” para o dorama Densha Otoko. Lembrando que a atriz Itoh Misaki, havia atuado um ano antes em Densha Otoko, como a personagem Hermes / Saori-san.

Rikon Bengoshi em Kiken na Aneki

Além de Densha Otoko, no episódio 8, a série recebe a protagonista da série Rikon Bengoshi, num sistema parecido com os crossovers de seriados americanos. A advogada Mamiya Takako, protagonista de sua série participa de Kiken na Aneki.

Rikon Bengoshi conta a historia da advogada Mamiya Takako em sair de uma empresa de renome para montar sua própria empresa. Encontrando obstáculos criados principalmente por seu antigo trabalho, ela terá que montar uma equipe forte pra continuar ir a luta. A serie foi exibida em 2004, ganhando uma segunda temporada na mesma época em 2005. As duas séries foram exibidas pela TV FUJI.

Popstar

Com certeza uma das surpresas mais bem vindas na série foi à música Popstar do cantor Ken Hirai. Tendo o clipe exibido pelo canal Animax, aqui no Brasil, o clipe veio poucos meses depois do single lançado no Japão. Ken Hirai também é conhecido por ser comparado como uma “versão” masculina da cantora Ayumi Hamasaki.

Estando no mercado há mais de 10 anos, consolidou sua carreira, sendo hoje o melhor cantor masculino no Japão. Seu sucesso gerou outros cantores com o mesmo estilo consagrado pelo cantor como K e Se7en.

A música usada no encerramento na série Kiken na Aneki, Popstar, é um dos sucessos atuais do cantor e pode ser visto no Brasil, nos intervalos do Animax, no bloco Animedia.

Elenco

Começamos com a protagonista da série, a Hiroko Minagawa. O nome verdadeiro da atriz Itoh Misaki é Tomoko Anzai e atualmente ela é considerada uma das atrizes mais bem pagas do Japão. Além de Densha Otoko e Kiken na Aneki, ela atuou no também popular dorama escolar Gokusen. Posteriormente, ela atuou com o ator e cantor da banda Kat-Tun , Kamenashi Kazuya (Nobuta wo Produce) no dorama Sapuri. Itoh Misaki protagonizou o dorama baseado no manga de Rumiko Takahashi (Ranma ½ e Inuyasha) chamado Maison Ikkoku,

O irmão de Hiroko, o Yutaro Minagawa, foi interpretado pelo também popular Mirai Moriyama. Ele foi um dos protagonistas do Water Boys, uma serie que conta sobre a formação de um time masculino de nado sincronizado. No cinema, ele estrelou Sekai no Chuushin de Ai o Sakebu e School Daze.

Ikuo Takedo, melhor amigo do Yutaro foi interpretado pelo Takashima Masanobu. Entre as séries que ele participou: a terceira temporada da série Trick, Musashi, e as cinco temporadas do Kochira Hon Ikegami Sho.

A personagem Saori Kitamura, a ex numero 1 do Blue Velvet, que trabalha de dia com o Yutaro e a noite com a Hiroko foi interpretada pela Yumiko Shaku. Para quem curte tokusatsu, ela atuou nos filmes do godzilla: Godzilla Contra Mechagodzilla e Godzilla: Tokyo S.O.S. Entre as séries que ela atuou, destacamos Stand Up! e Sky High.

A Ai Tamura, que é apaixonada pelo Takumi, mas é o Yutaro quem gosta dela, foi interpretada pela Nana Eikura. Ela atuou ainda em pouquíssimas séries, destacando Jiiji, Maison Ikkoku e o excelente e também recente Proposal Daisakusen.

Takumi Nakamura foi interpretado pelo Yuuta Hiraoka. Nos doramas, ele também atuou em Proposal Daisakusen e participou da série da Ai Otsuka, a Tokyo Friends. Seus melhores trabalhos foi no cinema, no divertidíssimo Swing Girls e a versões cinematográficas de Ima ni Yukimasu, Trick 2 e Nana.

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Música

Jmusic: Rimi Natsukawa – Um presente de Okinawa


Okinawa sempre nos brinda com artistas musicais diferentes, que juntam estilos musicais inusitados, formando um novo estilo de música. Uma região que já passou por domínios chineses, americanos e japoneses, Okinawa nos brindou com artistas como Orange Range, MAX, HIGH and MIGHTY COLOR, Cocco, Namie Amuro e tantos outros artistas.

Rimi Natsukawa é mais um presente da ilha de Okinawa, trazendo para o mercado fonográfico voltado ao jpop e jrock, um gênero tão esquecido pelos artistas pelos artistas nipônicos, o gênero folclórico de Okinawa, também chamado internacionalmente de Folk. Ela misturou esse gênero tão tradicional em Okinawa com a música Enka entre outros estilos, gerando a musica única de Rimi Natsukawa que já havia tornado cantora de musica Enka nos anos 90, quando tinha 16 anos, mas foi apenas em 1999, que retornou ao mercado musical, como uma cantora pop.

Enka- A música do sentimento

Para os fãs mais novos da música japonesa, a música Enka é vista como velha, antiquada e ultrapassada, principalmente em animes e mangas são demonstrado isso. Não tem como achar ruim, musica Enka, ao ver a personagem Urd, de Ah Megami-Sama, tem o ponto fraco de dormir, ao apenas ouvir esse antigo estilo musical.

Agora, mesmo com todo esse negativismo da cultura pop atual, não se fica claro o que é música Enka e vamos dar um breve resumida, sobre o que é. A música Enka é a antiga música popular japonesa, no qual você põe todo o seu sentimento ao cantar. Declamando o que você sente, em forma de protesto, confissão, ressentimento. Normalmente as cantoras de música Enka se apresentam, vestindo quimonos.

Atualmente, a música Enka, tornou a música popular para um público mais velho, sendo que a música JPOP, tornou a música popular, para o público mais jovem.

Um pouco sobre a cantora

A cantora nasceu no dia 9 de outubro de 1973, na região de ilhas de Okinawa. Seu verdadeiro nome é Kaneku Rimi e aprendeu a gostar de música enka, com seu pai, o Shizuo Natsukawa, ainda quando era criança. Para ela, Shizuo foi seu mentor criativo e principal influencia. Numa entrevista a revista Eye-Ai, a cantora comenta: “”Foi a partir dele (Shizuo, pai da cantora) que eu aprendi a gostar de música enka, e pensar nisso agora, estou tão satisfeita que ele me ensinou não apenas o estilo de Okinawa, mas o Enka, na maneira de como posso recorrer a todas estas formas de inspiração.”

Rimi, aos 3 anos de idade, ainda aprendendo a falar, já tinha timming, para cantar musica enka, cantando principalmente as músicas da Sayuri Ishikawa, bastante famosa na época. Seu pai, percebendo o potencial, logo decidiu a treinar, para tornar-se uma grande cantora de música enka. Inicialmente, a cantora também ensaiava música de Okinawa Folk, mas acabou deixando de lado, por causa da sua ênfase em tornar-se cantora de Enka.

A cantora debutou aos 16 anos, mas acabou não alcançando uma carreira muito longa, abrindo mão da carreira, após 4 anos no mercado fonográfico.

Okinawa Folk – A música das tradições

Rimi Natsukawa é definida como uma cantora japonesa que canta estilo Okinawa Folk. Um gênero totalmente novo em nossas páginas, também fizemos um breve resumo do que é esse estilo musical,.

Folk é um estilo de musica que existe no mundo inteiro, e está musica se refere ao povo, com suas crenças, lendas e tradições. Uma música que nasceu na Idade Média, era uma forma de divulgar noticias, como fatos históricos.

Okinawa Folk como no resto do mundo, conta em suas músicas a tradição da região, sendo um estilo musical próprio, além de usar o dialeto regional de Okinawa, em suas composições.

Esse estilo musical que nasceu há séculos atrás, e existe até hoje, se casando perfeitamente com a música Enka, tornando-se marca registrada da cantora Rimi Natsukawa

O retorno

Em 1999, a cantora teria uma nova chance, e agora, num novo estilo musical, como também com mais experiência, Rimi voltou aos holofotes, pela gravadora Victor Entertainment, a mesma de SMAP, Dragon Ash e outros grandes artistas.

Seu retorno como cantora, aconteceu no dia 21 de maio de 1999, com o single Yuubae ni Yurete. Seu segundo single, só sairia no outro ano, em 23 de fevereiro de 2000, chamado Hana ni Naru. É verdade, que a carreira de cantora, até aqui, não havia ganhado nenhum destaque, mas tudo estava para mudar, como lançamento do seu terceiro single, o sucesso estrondoso chamado Nada Sousou.

Nada Sousou

O sucesso de Nada Sousou, deve-se não só a interpretação de Rimi, mas aos autores da música, que são do grupo BEGIN, também da região de Okinawa.

Esse encontro, entre os dois artistas, ocorreu, porque a irmã mais velha de Rimi, a Mayumi, conhecia alguns dos membros do BEGIN. O encontro gerou esse terceiro single, que é uma das mais belas canções do repertorio da cantora.

Lançado em 23 de março de 2001, o single ficou em 21º lugar entre os singles mais vendidos em 2003 e em 58º lugar em 2004, segunda à própria Oricon. O sucesso do serviço Itunes no Japão, também repercutiu no sucesso da cantora, sendo que em outubro de 2006, a canção Nada Sousou, ainda era a terceira música mais vendida pelo serviço de musicas online da Apple no Japão.

Do pub ao Kouhaku Uta Gassen

Voltando um pouco na história, quando a cantora havia se desiludido com curta carreira profissional, assim desistindo de morar em Tóquio e voltando para Okinawa. Seguindo o pedido de seu pai, Shizuo, a cantora decidiu dar um tempo em sua carreira, assim acabando trabalhar num pub, aonde sua irmã, Mayumi cuidava.

De boca a boca, o sucesso dos karaokê interpretados por Rimi, tornou-se uma atração a parte do local. Cantando principalmente música americana das divãs como: Whitney Houston, Celine Dion e Mariah Carey, a Rimi, gostava de músicas que usava sua voz ao máximo, chamando atenção também por parte da equipe da NHK, em 2000. Um dos grandes sucessos que a Rimi gostava de cantar no pub, era justamente a canção “ My heart go on” de Celine Dion, tema do filme Titanic.

Relembrando, Saburo Fujiyama da NHK, comenta que ao encontrar Rimi pela primeira vez, era uma estrela brilhante, com um futuro promissor pela frente. Assim, lógico que ela seria uma das grandes atrações musicais do festival Kouhaku Uta Gassen naquele ano. Para quem não conhece, Kouhaku Uta Gassen é um programa exibido tanto na televisão como na rádio, na véspera do ano novo, numa batalha entre cantores de diversos gêneros musicas, divididos em duas cores.

O sucesso de Rimi no festival Kouhaku Uta Gassen foi o pontapé inicial para sua volta como cantora profissional.

Natsukawa Rimi SINGLE COLLECTION Vol.1

Lançado em 16 de março de 2005, foi seu primeiro álbum da cantora a receber o prêmio Nihon Record Grand Prize, por excelência.

Dueto com Andrea Bocelli

A cantora com o sucesso de sua carreira, fez diversos duetos, mas nada se compara ao dueto com o cantor italiano, Andrea Bocelli. Rimi e Andréa cantaram em italiano, a canção Somos Novios, que saiu no Japão, pela Universal Music Japan, no cd de Andréa Bocelli.

Ano Hana no Youni

A cantora foi lançou em 23 de janeiro de 2008, o single Ano Hana no Youni
, sendo o tema do programa “Full Swing”, do canal NHK.

Tendo em sua nova carreira, 11 álbuns (6 álbuns inéditos, 2 de covers, 2 de coletâneas e um mini-album), 14 singles e 2 dvds, Rimi Natsukawa é uma das maiores cantoras do Japão, sendo até chamada como uma das rainhas da música Enka atual. Ironicamente, a cantora não obteve sucesso comercial, sendo uma cantora de enka, tornando-se uma cantora de Okinawa Folk. Deixando rótulos de lado, Rimi Natsukawa é uma grande cantora e merece a fama que obteve, por seus próprios méritos.

Casamento e novo álbum

Em 1º de janeiro de 2009, a cantora se casou com o percussionista Masaaki Tamaki. Seu trabalho mais recente foi lançado durante 2009 chamado Kokoro no Uta.

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Japão: Um natal muito louco


Ola,

O post ta indo num momento mais tarde, mas vamos lá.

Passar natal no Japão é a coisa mais broxante que eu já vi. A primeira coisa que eu ouvi sobre essa reclamação foi “você queria que fosse o que? Num pais que nao é catolico” e bom é verdade.

Querem saber como o natal é no Japão? Transando. Isso mesmo que vocês leram. No Japão, dia de natal é dia dos namorados, portanto, você compra bolo especial de natal e sai com sua namorada pra ir no motel, comer bolo. Mas convenhamos, ninguem aqui é bobo e sabe que você não irá comer só o bolo na madrugada de natal.

Bom, pensando assim, você já sabe a batata quente que o Renato tacou na minha mão, né? Namorando, impossivel eu passar natal com ele. O professor Eliseu iria passar natal com a coordenaria da faculdade. Resumindo, sobrou eu. O que fizemos? Eliseu me apresentou a Aline, outra brasileira que estava na faculdade. Assim, passei o Natal na casa dela, repleto de estrangeiros e foi uma experiencia bem bacana. Como só no Japão, o natal é assim, os estrangeiros sentem falta do natal tradicional que nós conhecemos.

Na noite, Aline me apresentou os dois alunos que aprendem portugues no curso da faculdade, o Masakii e o Keita. Foi muito legal conversar com eles, a primeira merda q eu fiz em japones, falar q eu achava a Koda kumi gostosa e queria comer ela rs. Foi isso q eu falei, que vergonha.

Conversamos, conheci muita gente legal. Papo da madrugada foi quando garotas da australia trouxeram revista das garotas prostitutas do Japao e ficaram perguntando se nós homens gostavamos. Pegamos a garrafa de 51 no apto do eliseu, compramos refri no kombini e muito legal.

A Aline foi muito gente boa, e fez uma porção de pratos brasileiros, com os dificeis ingredientes japoneses. Ela está de parabens e a festa foi muito boa. Agradeço, foi uma noite de natal ouvindo Arashi.

Peço desculpa, pela bebedeira e mostrar tosquisses do Brasil, como Creu pro pessoal rs.

Com o amigo coreano do Romulo, conversamos sobre cultura da Coreia. Mostrei Big Bang e a BoA nos EUA. Ele comentou que estava há tanto tempo no Japão que ele não reconhece mais a Coreia.

Foi uma noite muito bacana e comemoramos o natal.

Eliseu apareceu mais tarde com panettone italiano e outro brasileiro, foi muito bom comer panettone no Japao.

Espero que tenham curtido a história sobre natal no Japão. Logico que a gente brinca, exagera e até meio que cartunesca os fatos que conhecemos.

O J-wave conta fatos do Japão, sempre de maneira humorada e sem pretensão de ser levado a sério.

Na próxima aventura aqui no blog, contarei como foi visitar a “old school” dos otakus de Tokyo, conhecendo o bairro de Nagano. Lá, o que o Renato me explicou, foi onde os otakus se esconderam, depois que Akihabara ficou famoso além da conta. Graças a histórias como Densha Otoko. Assim, Nagano virou um novo refugio pra eles e tem muita coisa bacana lá, inclusive pra quem curte anime e mangá, em Nagano tem muito mais coisas legais do que em Akihabara.

Fique ligado que amanhã a gente conta.