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Cultura Pop

Máquina transforma papel usado do escritório em papel higienico


O site Inside Tokyo mostrou uma novidade bastante interessante para os escritórios japoneses, uma máquina que transforma todo papel usado no escritório em papel higiênico.

Tendo lançamento programado para final de agosto, a máquina desenvolvida pela Nakabayashi, pesa 600 kg, sendo que ela não faz barulho e transforma 7,8 kg de papel em aproximadamente 48 rolos de papel higiênico.

O preço em média é de 9 milhões de ienes, sendo que a grande expectativa da firma para o primeiro ano, seja a venda de 60 unidades.

Para quem trabalha em escritório, seria uma boa, essa máquina no Brasil. Porém uma pergunta não quer calar, será que o papel fabricado por essa máquina é macio?

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Animê & Mangá

Veja os animes que estreiam em Setembro e Outubro na televisão japonesa

O site Otaku World News, revelou as estreias dos animes, que estreiam na temporada de Outono no Japão. Para quem não está acostumado, no Japão as séries são lançadas pelas estações por ano, assim temos grandes lançamentos 4 vezes ao ano.

Relebrando, esse ano tivemos a estreia de Dragon Ball Kai na Primaveira, acompanhado do remake de Full Metal Alchemist, e o remake da série Mazinger Z. Na mesma temporada, tivemos o retorno de Haruhi Suzumiya com episódios da primeira temporada, misturados com a segunda temporada.

Em setembro também se encerra a série Kamen Rider Decade, com o filme nos cinemas e a estreia de Kamen Rider W.

O anime do Stich ganha continuação no Japão em Outono, lembrando que a primeira temporada Stitch está no Brasil pelo Disney Channel.

Para fãs de Clamp, vem a estreia de mais uma personagem com conexões de XXX Holic e Tsubasa, a Kobato. Pessoalmente estou esperando muito dessa série animada.

Para fãs de dorama, a série em anime Winter Sonata, também estreia entre Setembro e Outubro.


Para fãs de Tezuka, vem a estreia de Jungle Emperator Leo, que é uma releitura do personagem Kimba, o leão branco.

Os grandes destaques da temporada são Inuyasha: ato final e Fairy Tail.

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Hard Gay Fuuuuuuuuuuuuuuuuuu! (フゥ~!)


Hard Gay é um dos personagens cômicos mais famosos do Japão no momento. Usando roupa de couro, e tendo a marca registrada em rebolar o quadril e seus gritos como “Fuuuuuu” e “Okay”, o personagem criado por Masaki Sumitani é um dos grandes destaques de 2005 pra cá. Para nós brasileiros, o visual de Hard Gay lembra o personagem Pit Bicha, criado pelo Tom Cavalcante, enquanto outros definem, que Hard Gay é um membro expulso do Village People. O personagem criado para o programa Bakushō Mondai no Bakuten, tornou-se a grande salvação do programa que iria ser cancelado, dando picos de audiências de 14%.

Hard Gay – A Origem

O Razor Ramon Hard Gay (é o nome dele, sendo abreviado apenas para Hard Gay ou também para a sigla HG) começou em 1997, como lutador de wrestling profissional (também conhecido como Telecatch), que é um esporte onde o praticante deve derrotar um oponente sem atacá-lo com objetos inanimados, como armas.

Masaki Sumitani acabou se mudando para Osaka, participando de um grupo de comediantes chamado Yoshimoto Kogyo. Lá, entre interpretou diversos personagens, entre eles, um padre e um punk. A opção do personagem Razor Ramon torna-se homossexual partiu do próprio criador, em uma conversa entre amigos e membros do grupo de comedia. Foi Kobayashi Kendo, do mesmo grupo, que sugeriu a caracterização do personagem fosse chamada de Hard Gay, justamente por se referir a dança do próprio ator. Não precisa imaginar que Hard Gay, também foi levado em conta por significar a “A arte gay” e também a “Hardcore Gay”, tornou-se o nome Hard Gay utilizado desde então por Masaki Sumitani.


Para a criação do personagem, Sumitami freqüentou diversos bares gays, na região de Doyama-cho, em Osaka. Para revisar a criação do personagem, ele freqüentou a região Minami-Horie, onde encontrou uma loja chamada VFTQ, especializada em moda gay no Japão. Vale lembrar que entre as curiosidades que ele tem, é que seus óculos escuros são o mesmo que o cantor Elvis Plesley usava.

Para sua interpretação, Masaki, comentou já em algumas entrevistas, que se baseou no cantor já falecido, Freddy Mercury, do grupo Queen.

La Vida Loca – O tema de Hard Gay


A música La Vida Loca do cantor Ricky Martin, auge nessa época, havia chegado a todo mundo, inclusive no Japão, e logo quando Masaki ouviu, decidiu naquela hora que seria o tema ideal para seu personagem.

Hoje, para população japonesa, a canção La Vida Loca tornou-se o tema do personagem que invadiu todo Japão, com o enorme merchandising sobre ele.

Entre o amor e ódio da população japonesa


Tornando-se popular no programa Bakuten, exibido pelo canal TBS, Hard Gay pela ironia do destino, virou o mais desejado pelas adolescentes japonesas. Chacoalhando os quadris e gritando “Fuuu” e “Haado GEI” (pronuncia em japonês das palavras em inglês Hard Gay), o personagem caiu ao gosto da população japonesa, no horário família, na TBS, algo bastante incomum. Sendo um personagem criado com algumas características sadomasoquistas e pra lá de sexuais, Hard Gay teve sorte em ser aceito, já que outros artistas por muito menos, não tiveram a mesma aceitação. Vale lembrar que Hard Gay não é o único personagem que faz uma caricatura exagerada do universo homossexual, mas foi o único que obteve êxito.

Uma das razões do sucesso de Hard Gay no horário familiar é justamente a missão de ajudar as pessoas, seja conscientizando as pessoas com limpeza em parques, ou ajudando um restaurante de Lamén que estava indo mal em vendas, entre outras missões em pró a sociedade.

O personagem Hard Gay tornou-se uma figura popular, principalmente entre as crianças. O engraçado dessa história toda é que Hard Gay ganhou o “status” de ame ou odeie, sendo assim, do mesmo jeito que muitos adoram o personagem, existe também aqueles que o odeiam.

As pessoas contra “Hard Gay”

Sendo criticado, por ofender uma minoria sexual, Hard Gay é condenado por fazer um estereótipo pejorativo, utilizando-se do bizarro. Kanako Otsuji, uma das maiores defensoras do homossexualismo no Japão, fez a seguinte declaração, na Liberdade lésbica da Assembléia Provincial de Osaka da Mulher.

“[A forma como a mídia trata minorias sexuais] me deixa irritada. Esta manhã eu vi [comediante] Razor Ramon pela primeira vez. Eu nunca o assisti antes na televisão. Eu só havia ouvido falar dele. Ele não é homossexual. Ele usa apenas uma caricatura gay para sua atuação, fazendo as pessoas rir. Eu tenho medo que as pessoas vão começar a imaginar que os homossexuais são pessoas como ele, que gritam e mexem seus quadris”

Kanako Otsuji

As criticas sobre Hard Gay não pararam por aí, a Hokkaido Associação da Minoria Sexual de Sapporo, também fez a seguinte declaração: “A aceitação de Hard Gay pelo público japonês mostra-me que há uma forte tendência aqui para ver a homossexualidade como algo engraçado. Isso é triste.”

Hard Gay e a mídia

O sucesso de Hard Gay foi tanto, que logo a publicidade japonesa, percebeu o potencial em torno do personagem, assim utilizando para uma série de anúncios do país. Entre eles, podemos destacar o lançamento do filme Quarteto fantástico no Japão, em que o traje Hard Gay, ganhou uma leve alteração, trocando a sigla HG pelo número 4.

Diversos produtos com o Hard Gay chegou as lojas, entre eles: camisetas, chaveiros, inclusive sua própria versão do brinquedo Pula Pirata.

Hard Gay e a cultura pop


Quando um personagem se torna ícone, não demora muito para ele aparece em tudo que é produção, assim Hard Gay começou aparecer direto em diversas produções tanto em anime como em live action no Japão.

O caso que mais chama atenção é o episódio 39, da série Boukenger (no ocidente adaptada como Power Rangers Ultra Veloz), aonde aparece uma pessoa parecida com ele, e agarra um dos personagens da série.

Entre animes, diversas produções, Hard Gay apareceu, entre elas, destaca-se a citação dele em Suzumiya Haruhi no Yuuutsu, Bokusatsu Tenshi Dokuro-chan, Gantz, Gintama, Lucky Star, Pani Poni Dash! Isso é apenas um dos exemplos que o personagem Hard Gay tornou-se um personagem popular principalmente entre as crianças.

Agora não pense que apenas em tokusatsu e animes, o comediante apareceu, já que ele também apareceu em diversos doramas, destacando-se: Ichi Rittori no Namida, Nobuta wo Produce e Hana Yori Dango.

Diversos programas de entretenimento japonês criaram provas baseadas no personagem. Desde em como requebrar os quadris, como ele a provas mais complicadas, em imitar o personagem. Hard Gay tornou-se mais um ícone da cultura pop japonesa.

Young Man


Na carreira musical, o comediante lançou apenas um trabalho de mercado, cover da canção Young Man, do grupo Village People. O single ainda vem com duas versões remixadas da cover Young Man, intituladas: Young Man “Venus Fly Trapp HB Mix” Young Man “Adult Trance Mix”. Como de praxe nos singles japoneses, a versão do Young Man cantada por Hard Gay, também ganhou uma versão karaokê.

O videoclipe Young Man vem com o mesmo humor característico do personagem, trocando os membros do Village People, por 5 Hard Gays, no palco. O original no centro, e quatro versões dele, atrás, cantando e dançando do mesmo jeito que conhecemos o Hard

O casamento do Hard Gay

Masaki Sumitani sempre deixou claro que ele e o personagem são bem diferentes, inclusive na sexualidade, assim, logo se confirmaria, quando o comediante se casou com a modelo Anna Suzuki em 10 de agosto de 2006.

Em março desse ano, o casal anunciou a gravidez do seu primeiro filho, prometido para 30 de julho de 2008. Masaki anunciou também que irá reaparecer na mídia como Hard Gay.

Atualmente, ele voltou ao ar apresentando um programa de madrugada que trata de assuntos um pouco “calientes”, porém ainda não ganhou destaque pela mídia japonesa, como na vez passada. Será que Hard Gay foi um personagem cômico apenas pra uma temporada no Japão?

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Japão: Indo para Tokyo Tower


Esse foi meu último passeio em Tokyo antes de voltar pra Nagoya e passar o final de semana na casa do Minoru.

Quero lembrar que sabe o dorama Tokyo Friends? Aquele com a Ai otsuka, que ela faz papel de uma garota do interior que decide do nada se mudar pra Tokyo. Bom, o que esse dorama diz é a pura verdade, Tokyo é um lugar aonde você faz muitos amigos. E agradeço profundamente a todos eles, que de forma ou de outra me acrescentaram histórias pra contar aqui.

E olha, quem mora em Tokyo, lute pra encontrar novos amigos, porque é muito chato acontecer coisas como essa que vou contar agora. Na minha segunda vez em Tokyo, isso foi em janeiro, andando e Ueno a noite, um senhor de idade ouviu a gente falando em portugues, e veio se aproximar dizendo há quanto tempo que não ouvia alguem falando portugues e tinha saudades do Brasil. Você percebia claramente que ele está meio mal, provavelmente por solidão. Por isso, não se feche em seu próprio mundo, em qualquer lugar que esiver, conheça pessoas. Se não sabe falar o idioma, tenta por gestos, tive muitas conversas com professor Eliseu sobre isso, já que ele veio pro Japão pra dar aula de portugues e não sabe falar japones. Tente, treine e se arrisque, foi isso que ele fez e a história dele é uma experiencia fantastica.

Nesse último passeio, Renato e eu fomos de metro até o ponto mais proximo da Tokyo Tower e fomos a pé pra lá. Ver a Torre lá longe, brilhando é fantastico, tanto que eu nao conseguia parar de tirar foto. Chegando em um templo, agradeci a chance de conhecer esse país maravilhoso e fiz alguns pedidos para 2009.

Chegando na Tokyo Tower, pegamos uma fila basica, compramos ingresso e subimos. Foi uma vista maravilhosa e sinceramente como ultimo passeio, uniu tudo que eu havia visto andando pela cidade naqueles dias. Destaque para monitor touch que você vê mapa da cidade, como ela é hoje e até a era Edo. Inclusive, muitos monumentos na cidade, na tela você pode ver informações, como doramas que foram filmados lá.

Fomos em 2 andares ver a paisagem e foi muito legal que dentro tinha barzinhos e lojas. Comprei um chaveiro marcando minha visita a Tokyo Tower.

Não sei se é porque sou fã de animê e mangá, mas pra mim a importãncia da Tokyo Tower é imensa. Mesmo que até novelas da globo já tenham filmado a torre, como Laços de Família, onde Vera Fischer e Tony Ramos se conhecem lá. Para quem gosta de mangás do grupo Clamp, as estudantes que se tornaram guerreiras magicas, foi na Tokyo Tower que elas foram pra Zefir. Em Sakura Card Captor, a batalha final da Sakura completando todas as cartas Clown, também é na Torre de Tokyo. No remake das guerreiras magicas, a Torre de Tokyo vira o castelo de Zefir. A Torre também aparece no mangá X sobre o fim do mundo em 1999.

Agora vamos a parte que o público não conhece que tem lá na Tokyo Tower. Fomos em 2 cinemas 3D, fomos no museu de cera e também fizemos comprar lá. No cinema 3d, fomos ver Yatterman da Tatsunoko, foi muito engraçado ver um anime em 3D e vale realmente a pena. Depois fomos no museu de cera e muitas estatuas do museu. Fomos também no cinema pra 2 pessoas, que são as cabines da Capcom pra cinema 3D do Resident Evil. Muito foda ver zumbies te atacando em 3d.

Outra coisa muito bacana é a campanha das olimpiadas que está sendo divulgado dentro da Tokyo tower mostrando maquetes de estadios, logotipos, mascotes, assinaturas de quem apoia, Um projeto fantastico que espero que vença. Pra mim, Tokyo 2016 na cabeça. Se puder, eu vou nessas olimpiadas com certeza.

Também tirei foto de um poster da torre, autografado pela cantora Ayumi Hamasaki. Estava sendo exibido no primeiro andar. Pena que não é todo mundo que goste de jpop, por isso não entenderá a importancia da visita nela em 2008, que foi a comemoração dos 50 anos da Tokyo Tower.

Outro especial lá dentro era as maquetes da cidade na epoca que a torre foi construida. Tokyo realmente nao era nada interessante há 50 anos atrás.

Só um aviso que a Tokyo Tower vai deixar de ser simbolo do Japão muito em breve, com a construção da Tokyo Sky tree. Ela é o dobro de altura da Tokyo Tower e já está em construção, sendo previsto seu lançamento pra dezembro de 2011.

Para quem está indo ao Japão, é um excelente passeio, dá pra ficar horas na Tokyo Tower por isso, vai e aproveite.

Próxima história é passando final de semana em Nagoya e Toyohashi. Fiquei apenas 5 dias em Hekinan/Nagoya/Toyohashi, logo retornando a Tokyo pra encontrar o Renato e fazer o mochilão pelas cidades até Nagasaki.

Daqui pra frente muita história do Japão, como bomba atomica, bairro das geishas, temples historicos, que conheci pelas cidades que passei no Japão.

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Japão: Sim, nós fomos na Jump Festa – parte final


Encerrando os posts na Jump Festa, falaremos da comemoração de 10 anos de Naruto no Japão. A importancia de Naruto e seus 10 anos era tão importante, que no logotipo do evento estava o logotipo especial dos 10 anos de Naruto.

Parece que Naruto está em reta final na Jump, mas isso não muda o fato as atrações que Naruto tinha dentro do evento. Pra você ver, eu e o Renato recebemos uma peça de quebra cabeça que deveria ser usado numa tela q a gente viu depois, aonde montavam imagens do Naruto, com peças que eles davam ao público.


Sobre o público, Renato tinha falado que os únicos que são “sem educação” são os otakus (nerds), que batem nas pessoas sem pedir desculpa. Mesmo assim, não aconteceu, mas ele me deu o aviso. Agora, pra quem visita eventos no Brasil, na boa, se aquilo foi falta de educação no Japão, se eles viessem pro Brasil, seria o que?

No evento eu encontrei o Chise, figura conhecida da Otakunet, graças a ele postar muitos animes na internet. Graças a ele, os doramas ficaram conhecidos, já que ele ajudou no lançamento de Densha Otoko pelos fansubbers brasileiros. Chise é um cara muito engraçado e já tinhamos conversado algumas vezes pelo skype e no evento marcamos de se encontrar. O amigo dele, também brasileiro estava de cosplay de Tsuna, da série Reborn.

Fomos depois no stand da Square Enix, e os preparativos era pro jogo novo no DS de K. Hearts. O stand chamava a atenção, principalmente com o telão passando duelos do jogo Dissidia para PSP.

Como fomos também pra comprar coisas, decidimos ir para a fila de comprar na Jump Festa, assim saimos do evento e fomos pro outro lado. Confesso que tomei um susto da organização japonesa. Ficamos num lugar imenso, separados por fitas, aonde deveriamos escolher o que tem no catalogo da jump, pagar no caixa e ir retirar os produtos num deposito depois. Peguei baralho do reborn, dois posteres de reborn, 4 cartoes postais de reborn. Pior que era a unica série q eu queria algo, pq se tivesse produtos do Dragon Ball, eu teria comprado.

Assim, ainda voltamos pra dar uma olhada pela ultima vez no evento. O evento acabou, fez uma fila imensa no metro, portanto decidimos andar no shopping ao lado do evento. Lá eu acabei me apaixonando por uma mala da Nike, do tipo que os alunos japoneses usam na escola, e comprei. Tudo bem que tem gente zuando até agora que tenho uma mala de estudante, mas to nem ai.

Quando o metro esvaziou, voltamos e pegamos o trem rumo a Tama. Portanto, fomos sentido a Musashi Sakai, e mudamos de companhia de trem, pegamos a Seibu, de lá, fomos até Tama. A região de Tama parece uma cidade de interior e foi muito legal ficar lá. Dormi num hotel com ofuro e foi a primeira vez que eu usei ais o nihongo do que de costume.

Era domingo de manhã, sai do hotel, minha tia me ligou e ficamos uma meia hora no telefone. Enquanto isso o Renato chegou e tomamos café numa padaria francesa ali perto. O sistema de pegar pãos é exatamente como a padaria Itiriki da liberdade copiou dos japoneses.

Conheci a namorada do Renato, lembro que pensei que ela tinha me interpretado mal, mas o Renato disse o que aconteceu. So que infelizmente nao posso citar aqui por falta de educação e falta de privacidade.

De lá fomos rumo a meca Otaku, o bairro de Akihabara. Esse era meu terceiro dia em Tokyo, excitante, não?

Vale uma nota final, dias depois eu conheci um garoto chamado Keita, que faz faculdade de lingua portuguesa na faculdade que eu acabei dormindo na semana que fiquei em Tokyo. Bem, Keita me explicou que os japoneses usam a palavra Festa do espanhol/portugues, no enfase de parecer uma grande festa, diferente de party ou algo do tipo. Em resumo, mesmo que esse seja o sentido de Jump Festa se chamar Jump Festa e não Jump Party, fica uma nota pessoal que quero mais “festas” assim e não a bagunça que alguns traduzem no Brasil, como evento de anime e mangá.


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Anime Songs – Um histórico sobre suas adaptações no Brasil


            Muitos fãs ortodoxos não gostam nem de tocar no assunto, mas a verdade que desde quando os animes começaram a embarcar no Brasil, na TV TUPI, nós temos versões brasileiras de músicas de animação japonesa.

            As primeiras versões brasileiras são de Sawamu e Fantomas que exibidos aqui pela TV TUPI. Simples e sem grande pretensões, as primeiras “songs” eram somente um curto resumo da série com créditos de dubladora e distribuição.

            Hoje temos mais de 170 musicas em português de animes e séries de tokusatsu que foram exibidos no Brasil. Muitas delas variam entre o ruim para o bom. Muitas letras delas não tem nada haver com o original, isso quando a musica foi baseada na versão japonesa, porque a maioria atualmente é baseada em inglês ou em espanhol, ou numa versão eletrônica criada pelos americanos que substituem a trilha sonora original por musica eletrônica.

            Muitas músicas ganharam versões diferentes dependendo do estúdio de dublagem ou mesmo do desempenho anterior da mesma. O tema de Dragon Ball, por exemplo, ganhou 4 versões diferentes feitas por 4 estúdios de dublagem diferente, Gota Mágica, DPN, Álamo e Parisi.

            Existem outros temas que foram feitos exclusivamente para lançamento de disco de vinil, cd e fitas cassete como as versões nacionais de Cybercop, Black Kamen Rider (chamado de Blackman na música), o cd de Cavaleiros do Zodíaco, o cd de Super Campeões e o cd de Guerreiras mágicas.

            As melhores versões traduzidas consideradas pelo publico foram feitas pela Áudio News para Yu Yu Hakusho. Muitos lamentam que suas versões não tenham ganhado uma versão em cd e muito menos foram reutilizadas quando a série foi redublada para a Cartoon Network.

            Um anime que passou despercebido nas nossas televisões, mas que ganhou uma versão nacional inesquecível é a série Patlabor. As músicas “Ai Wo Nemurasenaide”, “Midnight blue” e o tema da série ganharam versões inesquecíveis pela Master Sound.

            As falsas anime songs que as musicas foram feitas por americano, existem diversas aqui no Brasil, desde Pokemon, Monster Rancher, Kirby, Sonic X, Megaman NT Warrior, Shin Chan, Flint e tantas outras produções que já vem adaptada para o Brasil.

            Existem animes que infelizmente não migraram para a tv a cabo e por sua rápida exibição, suas musicas se perderam no limbo, como é o caso de Power Stone que teve versão brasileira feita pela Parisi Vídeo.

             Um dos estúdios que mais cuidou de versões nacionais de animes e tokusatsu, foi a Álamo. Ocupando a preferência dos estúdios, com a falência da Gota Mágica, o estúdio Álamo desde os anos 80 adapta versões nacionais de tokusatsu, desde Jaspion e Changeman até a musica de Cavaleiros do Zodíaco quando está foi redublada para ser exibida na Cartoon Network e Rede Bandeirantes.

            Falando na versão brasileira de Pegasus Fantasy, de Cavaleiros do Zodíaco, foi a partir dessa música que podemos constatar que podemos ter pessoas famosas fazendo versões que agradam o público. O cantor Edu Falaschi, da banda Angra, cantou a versão nacional que até hoje é considerada a melhor do anime entre os fãs desse anime.

           Muitos cantores “anônimos” tocam em barzinhos, ou show pelas cidade de São Paulo e Rio de Janeiro. Fred Maciel, o cantor de Jaspion, por exemplo, mudou seu nome profissional para Freddy Maciel e faz shows no Rio de Janeiro. O cantor de Black Kamen Rider, o Ghizzi, hoje tem uma banda de mesmo nome que toca em várias casas de show em São Paulo, com um repertório que vai desde Elvis até Rolling Stones. Graças ao orkut, muitos cantores de anime songs estão sendo redescobertos pelo publico que curtiu as musicas deles no passado.

            Felizmente ou infelizmente, as séries hoje em dia estão cada vez ganhando menos versões brasileiras de sua trilha sonora. O canal Animax, por exemplo, só tem Shin chan com a abertura dublada, isso porque a série foi exibida na Fox Kids antes.

            Quem define a qualidade ou a existência da musica nacional nos animes é o fã. Talvez por isso hoje não exista mais versões nacionais de musicas de anime.

Eu acho que se a adaptação for bem feita eu sou a favor. Mas ela tem que ser bem feita. Geralmente os licenciantes não se importam muito com as músicas que vaum na abertura ou encerramento dos desenhos e por isso não investem na produção bacana. Assim o resultado acaba sempre sendo muito ruim. E assim os fãs tem razão de ficarem irritados com as músicas em português. As músicas em japonês são muito legais tb, mas acho que as em português levam para o telespectador um pouco da mensagem que o anime quer passar e isso é legal.” Renato Siqueira

Sinceramente, prefiro que seja mantido no original, com tradução e letra romanizada para que a pessoa saiba o que está ouvindo ou até cantando. Para as anisongs que aparecem  não na abertura, mas durante o animê ou tokusatsu, fica mais complicado, mas ainda assim prefiro que se mantenha no original. Nada que uma legendagem caprichada e uma boa divulgação não ajudasse as pessoas a conhecer melhor. Mas confesso que algumas versões em português ficaram boas, como a do Kamen Rider Black RX e de animês antigos do SBT, como Rei Arthur e Angel.” Alexandre Nagado




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A História das músicas dos Animes – parte 5


Crise das Anime Songs? Empresas do mercado musical dominam os animes

             Para o novo milênio, muitas características vindas do sucesso de iniciativas como a em Rurouni Kenshin, tornaram-se padrão no mercado musical. Acabando a era de musicas aonde deveriam demonstrar a bravura de seus personagens, do ano 2000 pra cá, vivemos uma época aonde é mais importante o nome da gravadora, o nome da agência e o nome dos cantores.

            Pode perceber claramente a mobilização das empresas para esse novo setor, como a empresa Avex Trax, abrir em 1999, a empresa Avex Mode que supervisiona produções de cinema, live action e animes, aonde tanto novos talentos, como cantores consagrados da gravadora, são selecionados e sua música de lançamento é inserida naquele “xis” anime. Um dos portfolios da empresa é o anime Inuyasha, que tem em sua trilha sonora de Boa, Do as Infinity, Ayumi Hamasaki, a rainha do jpop no Japão.

            Um fato importante é que semelhante ao mercado de publicidade, aonde se compra “Xis” inserções (repetições) de um comercial para ir ao ar, no caso de agência e gravadora e estúdios de animação, é quase semelhante, assim o processo é pela preferência em escolher a gravadora para aquelas produções, do que pela qualidade do cantor.

            Hoje, as produções mais populares do Japão escolhem entre Avex Trax e Sony, sendo que casos como Naruto e Bleach, utilizam trilha sonora da Sony, enquanto Initial D e Inuyasha utilizam a da Avex Trax.

            Em 2004, quando a Warner Brothers lançou a versão live action de Cutie Honey, tendo Hideaki Anno, como diretor, conhecido por Neon Genesis Evangelion, trouxe um clássico das anime songs, numa versão atualizada. A canção tema, cantada originalmente por Yoko Maekawa, ganhou uma versão e sedutora, na voz da cantora Koda Kumi, pela gravadora Avex Trax, sendo um grande sucesso naquele ano, como também sendo uma das responsáveis do impulso da cantora, que hoje é a segunda cantora que mais vende singles e álbuns, perdendo apenas para a rainha da casa, Ayumi Hamasaki.

             E as verdadeiras anime songs, morreram? Não, estão por aí, em algumas produções, como Rica Matsumoto em Pokemon, o grupo Jam Project (reunião de antigos cantores dos anos 80, como Kageyama e Ichiro Mizuki) em diversos animes de robôs, como Jeeg e Mazinkaizer, entre tantas outras produções. Infelizmente, o mercado de anime songs mudou, gerando esse mercado atual no qual se usa como ponte de lançamento para diversos artistas.

            Se por um lado, o gênero tradicional como Kamen Rider, deixou de lado as anime songs, adotando músicas da Avex Trax, trazendo um j-pop eletrônico para suas trilhas sonoras em 2003. Temos o tradicional gênero Super Sentai há mais de 30 anos no ar no Japão, que mantêm o anime songs vivo, na voz de cantores como Akira Kushida, Hironobu Kageyama, como também apresentando artistas que cresceram ouvindo anime songs, como Psychic Lover.

            Podemos concluir, que séries tradicionais ou para público infantil, a velha anime songs permanece ativa, como o gênero Super Sentai e séries como Pokemon. Quando o público é mais velho, o mercado toma mais cuidado na trilha sonora, selecionando artistas que estão em moda, ou que irão fazer moda, inserindo esses em animes para publico infanto juvenil.

            É curioso que muitos cantores de sucesso dos anos 80, como Kageyama, Mojo, Akira Kushida, Takayuki Miyauchi entre outros, fazem bastante sucesso no Brasil, quando fazem seus shows no Brasil, por o público ser muito nostálgico. Independente disso, o público brasileiro está evoluindo o desenvolvimento mundial, desejando artistas atuais da música japonesa, como L’Arc~en~Ciel. Tanto que o público brasileiro já teve show da banda de j-rock Charlotte e ficou curiosa, quando o Centenário da Imigração Japonesa, anunciou que a cantora Namie Amuro viria ao Brasil, fato que acabou não ocorrendo infelizmente para o público brasileiro fã do gênero j-pop.

            Muitos artistas alcançaram a fama, graças a terem seus trabalhos atrelados a certos animes de sucesso, como UVERworld em Bleach e AAA na trilha sonora japonesa do live action chinês de Initial D, sendo hoje campeões de vendas de singles e álbuns no Oricon.

            Não podemos saber o que vai acontecer depois dessa década, mas a verdade é que não podemos ver mais as músicas de animes, apenas como meras trilhas sonoras. Tratadas como grandes negócios entre empresas, a trilha sonora que você ouve em seu anime favorito hoje, com certeza foi pensada se funcionaria naquele público, sendo parte da identidade traçada pelas grandes empresas japonesas.


       

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A História das músicas dos Animes – parte 4



Anime songs X J-pop/J-rock

            Na década seguinte, nos anos 90, as Anime songs seguiram o mesmo padrão estabelecido, até a primeira metade da primeira década, só que com a consagração do gênero new music que foi rebatizado de J-pop, pela rádio J-Wave, sendo o termo oficial até hoje, além do sucesso do gênero J-rock, fizeram mudanças drásticas a forma de se ver anime song e como alcançar seu público.

            Animes como Dragon Ball Z, ainda eram sucesso no Japão, o que realçava a fórmula tradicional de anime songs, com sucessos como We gotta power, segunda abertura da série, feita também para Hironobu Kageyama, referente a fase Majin Buu, ultima fase da série.

            Uma característica em particular da Anime Songs que já vinha ocorrendo nos anos 80, com o sucesso da dubladora e cantora Mari Iijima com as canções da personagem Lynn Minmay em Macross, se repetiu nos anos 90 com a dubladora Megumi Hashibara. Cantando diversos animes, como Neon Genesis Evangelion, Saber Marionette J, Shaman King, entre tantos outros, percebemos o sucesso da dubladora, no mercado musical, tornando-se uma das divãs desse segmento nos anos 90.

Outra série de sucesso que é exemplo dessa época é a série Yu Yu Hakusho, no qual produzida entre 1992 a 1995, a série teve uma trilha sonora de alta qualidade, em especial por causa da cantora Matsuko Mawatari, que cantou a abertura Hohoemi no Bakudan, além dos encerramentos Sayonara Bye Bye, Homework ga Owaranai e Daydream Generation.

Paralelamente já sentiríamos uma influência do j-rock, com a série DNA2, aonde o tema Blurry Eyes foi gravado pelo popular grupo L’Arc~en~Ciel.

No gênero live action, o lançamento de Ultraman Tiga, colocando cantor e ator Hiroshi Nagano como o protagonista Tiga / Daigo Modoka, uma influências direta do que já acontecia em doramas (termo que se refere a novelas e mini series japonesas), em colocar um cantor como protagonista da série e ter a música de seu grupo como trilha sonora da produção. A mudança fez bem a empresa Tsuburaya, pois colocou a trilha sonora de Ultraman Tiga em primeiro lugar na Oricon, como das mais vendidas, algo realmente inusitado para séries desse gênero.

            Para muitos, a série Rurouni Kenshin (mais conhecido no Brasil como Samurai X) foi o divisor de água oficialmente sobre o gênero de anime songs. Mais precisamente, ela começou a crise no gênero, ao trazer para os animes, uma trilha arrojada, com os cantores mais famosos do Japão, naquela época, em músicas que nada tem haver com a série, tornando assim a primeira produção a usar a série como vitrine para esses artistas, além de fazer o caminho inverso, fãs dos artistas conhecerem o anime e se tornarem fãs. Os artistas do selo musical Sony Music Japan que fizeram a trilha sonora do anime Rurouni Kenshin, destacando: Judy & Mary, Bonnie Pink, T.M. REVOLUTION, Siam Shade, L’Arc~en~Ciel entre tantos outros.

            Outro caso de sucesso de jmusic no universo de animes, foi o filme baseado no manga do grupo Clamp, X-1999, que teve seu encerramento, a canção Forever Love, lançado em 1996, por X-japan, grupo de j-rock que acabou logo depois, sendo uma referência para todos os grupos que veio depois nesse hiato de 10 anos, quando o grupo se reuniu em 2007, estreando em Jogos Mortais 4, com a canção I.V.


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A História das músicas dos Animes – parte 3

A entrada do Hard Rock 

 

Os anos 80 é lembrado até hoje por muitas coisas, e não dá pra não esquecer que foi nele que 

teve uma segunda invasão de séries nipônicas no Brasil, como Jaspion, Changeman, Dolbuck, Doraemon, Candy Candy, Rosa de Versalhes entre tantos outros. Lembrando que as séries Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, no original) e Dragon Ball, mesmo tendo sido produzidos nos 

anos 80, só chegariam ao Brasil nos anos 90, sendo ícones até hoje em dia na televisão brasileira.   

       

 Casos como as séries Changeman e Cavaleiros do Zodíaco, ficam nítidas a influência do rock nas anime songs e essa influência vem do mercado musical dos anos 80 que ganharam outras direções com gêneros rock e new music (que seria chamado de jpop mais tarde) fazendo sucesso no Japão. Esse tipo de musica veio do reflexo neo-americano das décadas anteriores, assim a influência da música ocidental, fez uma repetição dentro do próprio país, criando uma música exatamente igual ao que havia lá fora. O sucesso desses novos gêneros que formaram jrock e jpop nos anos posteriores, veio a mistura dessas influências ao modo japonês, nascendo músicas que tem frases em inglês misturadas com o idioma japonês e com estilo totalmente próprio e pessoal.

Sinais da mudança na forma de fazer anime songs, veio em 1984 com o anime Hokuto no Ken, com o Crystal King. A música Ai wo Torimodose era um exemplo do que estava por vir nessa nova década.     

Entre as pessoas que fez sucesso nessa década, no gênero anime songs, foram os cantores Hironobu Kageyama e Nobuo Yamada. Ambos vindo do gênero hard rock, fizeram fama no gênero de anime songs, sendo que o total destaque da década, realmente vai para Hironobu Kageyama, que tendo uma carreira solo recente, após o fim do grupo LAZY, gravou temas de grande sucesso em vários animes, como Chou Jikuu Kidan Southern Cross, Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco. Na área de Live action, o cantor se consagrou com o Esquadrão Relâmpago Changeman (Dengeki Sentai Changeman, no original), sendo que no ano seguinte ele retornaria na série Defensores da Luz Maskman (Hikari Sentai Maskman, no original). Nessa época, o cantor assinava suas musicas com o pseudônimo de KAGE.

            A grande consagração pessoal do cantor Hironobu Kageyama veio com a música Chala Head Chala, primeira abertura de Dragon Ball Z, em 1989. Na época, grande fã do manga de Akira Toryama (publicado no Brasil pela editora Conrad), Kageyama sonhava em cantar o tema de abertura de Dragon Ball, mas perdeu a vaga para o cantor Hiroki Takahashi. O sonho só virou realidade, quando no anime começou a segunda fase, intitulada Dragon Ball Z, o sucesso de Chala Head Chala, percorreu o mundo, ganhando versões aonde a animação era exibida, ganhando inclusive versão brasileira pela Álamo, entre outros estúdios que fizeram versões próprias, quando assumiu filmes da série que não foram dublados no estúdio principal.

            Outro grande ícone em termos de música de animes, produzida nos anos 80, é a famosa Pegasus Fantasy, de Cavaleiros do Zodíaco, produzida pelo grupo Make Up, vindo também do rock, foi o grupo tem no vocal Nobuo Yamada, que assinava com pseudônimo de Nob, tornou-se conhecida entre os fãs de anime. Infelizmente no Brasil, por ter vindo uma versão de Cavaleiros do Zodíaco com trilha sonora alterada, só viemos conhecer oficialmente Pegasus Fantasy em versão em português, depois de seu relançamento para o canal Cartoon Network, aonde o cantor Edu Falaschi, do popular grupo Angra, assumiu o vocal dessa excelente adaptação.

            Um fato bastante curioso é que com o fim dos anos 80, as séries Jaspion e Changeman vieram ao Brasil, pela empresa Everest Vídeo (que depois alterou de nome para Tikara filmes e posteriormente fechando as portas), sendo exibidas pela extinta Rede Manchete. O sucesso inesperado das séries no Brasil fez uma geração cantar músicas em japonês, sem nunca ter tido contato com o idioma. Atualmente, Kageyama entre outros cantores fazem shows no Brasil e essa mesma geração que hoje tem uma faixa entre 20 a 30 anos, participa de seus shows e sabe suas músicas de cor.

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Big Bang




Todo mundo que dá uma mexida no meu ipod, ou dá uma olhada no last.fm, sabe que eu sempre ouço Bg Bang.Falando de Hip hop coreano, sabemos que a maioria dos artistas da Ásia, são pré fabricados, aonde anos de treinamento e ensaios são fundamentais pra o lançamento daquele artista. Isso aconteceu com a BoA, com Rain e até mesmo casos no Japão como grupo AAA e porque não falar de grupos como Morning Musume, e AKB48. Você pode até passar da audição, mas não significa que você terá folego pro treinamento pra ser um artista pop.


Voltando sobre Big Bang, eles foram escolhidos aos 12 anos de idade, em um documentário exibido em 13 

de agosto de 2006.


No dia 16 de agosto, duas faixas do seu primeiro single, foram disponibilizadas na internet. We belong Together (cover da Mariah Carey) e Nunmulbburin Babo, foi um sucesso instantâneo em seu lançamento.


Tivemos o primeiro single do grupo em 29 de agosto, com as canções: canções foram: Put Your Hands Up, We Belong Together,  A Fool With Only Tears e This Love.


No mês seguinte ao do primeiro single, o grupo emendou com o single “Bigbang is V.I.P”.


Lançado no dia 22 de dezembro de 2006, o primeiro álbum do grupo, veio no mesmo período que o grupo comemorava seus 6 meses de mercado. Reunindo alguns sucessos dos trabalhos anteriores, como: Ma Girl, La-La-La e This Love, o álbum também trouxe algumas canções inéditas como: She Can’t Get Enough, Dirty Cash e Big Boy. 

Em janeiro desse ano, Big Bang seguiu os passos de  outros cantores coreanos, como BoA, TohoShinki, Se7en, Rain, que foi lançar seus trabalhos no mercado nipônico.  Não precisa dizer que o mercado musical japones só perde pros EUA, assim a coisa mais normal do mundo, são artistas da Ásia estrear no Japão e depois tentar um espaço nos EUA. 

Lançado no dia 04 de janeiro de 2008, o grupo regravou seus sucessos em inglês, no primeiro álbum do grupo no Japão. Entre os sucessos que ganharam uma nova versão foram: VIP, LA LA LA, Lies, So Beautiful, BigBang, Together Forever e Always.

Em abril, o grupo lançou seu segundo trabalho, o With U. O álbum é extremamente viciante, sendo que algumas canções colam na cabeça como fosse chiclete, em especial:  Baby Baby, Shake it, This Love e a With U. 

O sucesso do grupo também é o seu marketing, para você ter uma ideia, eles fazem propaganda até de uniforme escolar na Coreia. Big Bang com certeza é um grupo que mesmo com membros tão novos, espanta pela qualidade sonora e surpreeende pelo seu sucesso tão rápido.


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Aya Kamiki, a rainha do rock

Um dos meus grandes vícios do momento são as músicas da Aya Kamiki. Viciado principalmente por Secret Code, Pierrot e Communication Break. Conheci ela por acaso, já que ela fez um dueto postumo com a cantora Izumi Sakai, do Zard.


Ela nasceu em10 de setembro de 1985, em Sapporo, Hokkaido, no Japão. Cantora do selo Giza Studio, ela é reconhecida na região principalmente por sua voz.


Aya é conhecida no Japão como a Avril Lavigne japonesa, mas convenhamos, ela até que tem o

mesmo timbre da Avril e faz a cover até que muito bem.


Quando criança, as principais inspirações de Aya foram Diana Ross, Whitney Houston e Mariah Carey, e inspirou ela subir aos palcos, quando criança em shows na escola.


O grande debut da cantora veio em 2006, quando ela estrelou pela gravadora Ginza, que é conhecida no mercado por ser “anti avex”.


A minha musica favorita dela, Pierrot é uma cover do grupo B´z e foi lançada em abril de 2006. O single figurou o nono lugar da Oricon em vendas na sua semana de

estréia.


Secret Code ficou na quinta posição de mais vendidos na Oricon. Tendo uma música bem grudenta na cabeça, Secret Code conseguiu alguns marcos como ter uma musica usada em março como abertura do programa de tv Count Down TV, outra em Detetive Conan, com a canção “Mou Kimi Dake wo Hanashitari wa Shinai” e o encerramento do programa JAPAN COUNTDOWN.




Pra mim o melhor trabalho de Aya, foi realmente o dueto com Zard, com o single Tsubasa o Hirogete/Ai wa Kurayami no Naka de. A faixa Ai wa Kurayami no Naka de, utilizada na vigésima segunda abertura de Detetive Conan, veio o dueto póstumo, entre Aya Kamiki e Izumi Sakai.


O próximo lançamento da Aya sai dia 3 de dezembro com seu décimo single, Sekai-wa Soredemo Kawari-wa Shinai, que é o tema do jogo da produtora Sega, chamado 428 ~Fuusa Sareta Shibuya de.