Categorias
Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | ROOKIES

Muitos podem dizer que é mais um dorama de esporte, porém ROOKIES impressiona desde o primeiro momento. Primeiro pelo seu elenco cheio de estrelas como Sato Ryuta, Koide Keisuke, Takeru Sato, Shirota Yu, Nakao Akiyoshi, Ichihara Hayato entre tantos outros. Segundo por ter sua música tema, do grupo GReeeeN e ter sido a música mais tocada em karaokês no Japão. Ainda em termos musicais temos a música Kiseki como destaque ao lado de Prisoner of Love da Utada Hikaru (do dorama Last Friends), no jogo Taiko no Tatsujin 12, sendo divulgada que era a música tema do dorama.

Quando comecei assistir a série, e percebi que seria uma série aonde um professor faria uma turma derrocada de baseball renascer, pensei que já tinha visto isso antes. Na verdade, já tinha mesmo, já que acompanhei a professora “yakuza” Yamaguchi Kumiko (interpretada por Nakama Yukie) em Gokusen, o professor “motoqueiro” Onizuka Eikichi em GTO (interpretado por Sorimachi Takashi) e por fim o advogado e também professor Sakuragi Kenji em Dragon Zakura. Será que o ator Sato Ryuta conseguiria-me surpreender e trazer uma nova faceta de um professor que luta pelos seus alunos? Pois bem, surpreendeu e foi muito mais além de que todos anteriores citados, pegando uma turma digna de viver no mesmo universo de Crows ZERO, portanto um caos na Terra.
Porém o que esperar de um mangá popular da Shounen Jump adaptado na forma de dorama? Não só isso, ROOKIES se orgulha de ser o nono título mais vendido da Shounen Jump, com 2.765.163 cópias vendidas. O mangá criado por Masanori Morita, demonstra ainda resquícios de uma violência exagerada, o que seria uma certa influência de quando trabalhou como assistente com Tetsuo Hara em Hokuto no Ken, outro clássico da Jump. E precisamos lembrar que a Shounen Jump é o berço da maioria das produções japonesas exibidas na televisão brasileira e lançadas nas bancas brasileiras?
Se as maiorias das produções da Jump viram anime, ROOKIES foi adaptado em dorama, nas mãos de Izumi Yoshihiro. E que não é nada desconhecido, tendo trabalhado em Yaoh, Sailor Fuku to Kikanju, Hanayome to Papa e no especial Anmitsu Hime.

Na maior parte da série, tivemos como diretor, Hirakawa Yuichiro que só tem série de nome em seu currículo. Só pra ver um pouco do currículo dele: Temos desde o excelente Stand Up!!, passando por Good Luck!!, Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu, Byakuyako, Sailor Fuku to Kikanju e até os sucessos de 2009, como MR. BRAIN e JIN.
Produzida pela TBS, um dos melhores canais de produção de doramas, a série foi exibida as noites de sábado às 20 horas, num total de 11 episódios. Faturando cinco prêmios da 58th Television Drama Academy Awards nas categorias: melhor dorama, melhor ator (Sato Ryuta), melhor ator coadjuvante (Ichihara Hayato), melhor tema (Kiseki – GreeeeN), e faturando o Special Award – Nikogaku Nine. Além disso, a série ganhou como melhor dorama renzoku da 2nd Tokyo Drama Awards e 13th Asian Television Awards. Portanto, haja fôlego que ainda nem entramos na série.

A história
A escola Futakotamagawa contrata o professor inexperiente para o cargo de literatura japonesa chamado Koichi Kawato (Sato Ryuta). Tendo um histórico nada animador, como ter espancado e arremessado um aluno do segundo andar, Koichi Kawato chega à escola com um sorriso pronto pra “domar” a difícil classe do segundo ano.

Os alunos do clube de baseball não freqüentam as aulas, causam confusão, usam a sala do clube pra jogos e até pra sexo com alunas da escola. Os alunos foram proibidos de jogar, depois que foram suspensos por agressão durante um jogo, sendo proibidos de jogar por seis meses. A escola para não expulsar todo mundo, dá certos privilégios aos alunos, e a contratação do esquentado Kawato seria ideal para expulsar a turma da escola.
Porém, todavia, no entanto não é bem isso que aconteceu já que Koichi Kawato compra o sonho de jogar baseball e as muitas discussões e porradarias (você nunca vai ver tanto sangue, porradaria e um professor sofrer agressões, como nessa série), ele consegue convencer Mikoshiba Toru (Koide Keisuke) a não abandonar a escola por seu sonho de jogar baseball. De brinde, o professor ganha a chave da sala de baseball e começa uma enorme revolução, tirando tudo que não remetia ao sonho do time de ir jogar em Koshien.

O segundo a acreditar no professor é o Sekikawa Shuta (Nakao Akyoshi) que acaba levando uma porrada de Shinjo Kei (Shirota Yu) desmaiando inconscientemente ao ter sua cabeça estourando a janela do banheiro.
Assim os alunos vão acabando entrando aos poucos pro time, na porradaria, o Kawato solta uma frase celebre que eles são amigos que não conseguem conversar e resolvem na porrada suas diferenças.

Desde o primeiro momento, Kawato não recebe apoio nem do diretor, e nem mesmo dos professores da escola. Todos ali, com raras exceções, estão esperando que sonho do Kawato se despedace entre as brigas dos alunos.

E bom, sobre as brigas, o próprio Kawato faz muita vista grossa, esperando a união do time, que ele como treinador, está aprendendo e sabe bem menos que todos ali.

Aniya Keiichi (Ichihara Hayato), o melhor arremessador do time, está de volta e com isso o time está quase completo. A sua volta é bastante tempestuosa porque ele também tinha um sonho e tinha receio desse retorno inesperado por causa do professor.

Participando de treino com uma escola vizinha, o grupo ganha confiança e volta a treinar intensamente. Porém ainda falta o retorno de Shinjo Kei que é digno de ser um personagem misterioso e confuso, que só quer jogar com os amigos, mas não se aceita parte do grupo.
Kawato decide que o inseguro Mikoshiba tem que ser o capitão do time, assim sendo um desafio pessoal e do time, em manter unido, e atravessar os obstáculos criados por ele mesmo de insegurança.
O maior desafio do time é enfrentar seus fantasmas do passado, assim começa um jogo amistoso com uma escola vizinha em que um dos principais jogadores é um ex-parceiro do time. Um dos culpados pela briga de seis meses atrás e que trocou de escola continuando ser violento e bagunceiro, como eles eram no começo da série.
Será que eles vão conseguir ir pra Koshien? Tem muito chão pela frente, mas Kawato claro que não só eles vão pra Koshien, mas que ambos vão sorrir em sua formatura daqui um ano.
A série ainda ganhou um filme nos cinemas, lançado em maio de 2009, chamado ROOKIES: A graduação, chamando grande atenção e sendo um sucesso.

ROOKIES é altamente recomendável, principalmente para que gosta de séries como Gokusen, GTO, além de ser uma boa pedida, pra quem esperava uma série de baseball desde H2 – Kimi to Itahibi.

Categorias
Artigos

Opinião | Entre Amor e Ódio, E o Fim do Power Rangers!

Muita gente aqui adorou o podcast sobre Power Rangers e foi com certeza um dos temas polêmicos quando estamos entre o público que gosta de cultura pop japonesa. Por que? Justamente porque uma fatia desse público aprendeu a gostar de cultura japonesa graças as séries japonesas como Jaspion e Changeman, que pertencem ao um gênero japonês chamado Tokusatsu.

A invasão de Power Rangers no Brasil veio depois que o tokusatsu alcançou seu desgaste na televisão brasileira. Lembrando que começo dos anos 90, tivemos a cerca de 12 séries de tokusatsu exibidas ao mesmo tempo no país o que gerou um desgaste da mesma.
Power Rangers está ai há 17 anos no ar e sábado agora está acabando e entrando na “era da reprise” com a estréia de Mighty Morphin Power Rangers em alta definição. Sinceramente gosto muito da cronologia de Power Rangers até o espaço, por isso adorei saber desse relançamento, porém tenho minhas ressalvas.

A volta de Power Rangers trás o fim das séries atuais, como também o fim das produções na Nova Zelândia. Ruim ou bom, as séries na mão Disney, evoluíram não tanto em roteiro e carisma, mas em termos de filmagem e lutas. Cansamos de ler opiniões de fãs de ambas as produções, que Power Rangers teve lutas muito melhores coreografadas do que as suas versões originais Super Sentai.

Desde Galáxia Perdida, os americanos optaram não ter mais um elenco fixo, e sim um elenco por série, assim toda mitologia de Power Rangers foi jogada no lixo em troca de uma cópia do sistema japonês.
Não bastando isso, a última série Saban e a primeira Disney eram cópias xerocadas das suas respectivas versões originais.

A única série que fez questão de voltar a mitologia foi Dino Trovão que fez um trabalho muito interessante e bastante superior a série versão japonesa, Abaranger. Dizem as lendas que Abaranger foi feito para homenagear os americanos com o legado criado em Power Rangers.

Os fãs graças a internet que evoluiu nesses 10 anos, que existia um mundo novo a ser explorado, ao encontrar download de episódios das versões originais dos Power Rangers. As séries principalmente da época Disney o público conseguiu comparar com as originais. Porém por que essa relação amor e ódio?
Power Rangers foi feito porque o público rejeitava as séries japonesas, assim não adianta questionar. O público ocidental tem uma ressalva e as empresas não apostam suas fichas quando o assunto é cinco heróis japoneses defendendo seu país Japão.

A adaptação deu certo, gerou dinheiro, e foi um grande marco no segmento infanto juvenil nos anos 90. É inegável a entrada de dinheiro na companhia que fez ela crescer a ponto de engolir a Fox Kids do grupo Fox.

Como qualquer outro boom, Power Rangers teve problema de ser levado adiante, não foi a toa que a série quase foi cancelada em Power Rangers Turbo. A série mesmo reformulando elenco, mesmo com uma outra proposta, sofreu e conseguiu se manter até Força do Tempo.
Os brasileiros acostumados com séries japonesas e tendo a maior colônia japonesa do mundo, não foi suficiente para a invasão americana bem sucedida que aconteceu por aqui a maior emissora do país, a Rede Globo.

E sinceramente, comparar Super Sentai a Power Rangers sempre vai ser a mesma coisa que comparar filme japonês com remake americano,ou novela mexicana com remake no Brasil. Comparações são inevitáveis, mas a eficácia de cada uma em sua região é o que realmente importa.

Sobre Power Rangers, o erro da série foi desviar de sua rota, porque ela deveria ter feito algo como Robotech fez com Macross, em ter criado sua cronologia e sua história. A tal ponto que o último filme de Robotech foi feito no Japão com roteiro feito pelos americanos.

Power Rangers poderia ter evoluído a tal ponto que não precisaria mais existir a partir de séries japonesas. Sua cronologia e personagens como Ninjor, Alpha, Auric, Ranger Fantasma desapareceram porque as séries originais acabaram e uma nova série japonesa seria adaptada pelos americanos. Todos esses personagens poderiam ter sido melhor utilizados se a Saban não fosse tão mesquinha em investir em outras séries, ao invés de investir nos próprios Power Rangers.

A Saban tentou fazer um novo Power Rangers, mas fracassou em todas as tentativas, como VR TROOPERS, Masked Rider, Bettleborgs e até algumas produções totalmente americanas. Deixou seu carro chefe em um rumo que se tornou uma série genérica do que foi Power Rangers. Power Rangers como nos quadrinhos podia ter tido uma cronologia própria com personagens próprios mesmo que ainda utilizasse uma série japonesa pra ser adaptada.
É inquestionável o sucesso de Bulk e Skull na época, porque nunca foi pensado levar eles a diante numa série spin off de Power Rangers? Não teria sido mais sensato fazer isso do que aquelas adaptações medonhas da Saban?

Outra coisa alarmante é que com 17 anos, Power Rangers nunca chegou a ser visto como uma série americana pelos americanos. Prestem atenção e nunca vimos os americanos falando de Power Rangers como qualquer outro sitcom ou série animada.
O legado de Power Rangers morre em RPM, que estréia ano que vem no Brasil pela Disney XD. A volta de Mighty Morphin Power Rangers faz que essa série seja lembrada e por sua reprise em exaustão, numa remasterização que promete diminuir a falta de efeitos especiais na época.
Assistir esse tipo de série pra quem viveu a época, chega a ser nostálgico, mas é uma pena que isso não fará voltar o melhor que Power Rangers já teve. Não teremos episódios novos com vilões tão bacanas como Rita Repulsa, Divatox e Astronema. Tudo não passa de uma reprise de uma série bacana dos anos 90, uma forma barata e sensata da Disney continuar com o nome sem gastar muito.

Agora, pra uma empresa que tem séries como Hannah Montana, Jonas Brothers e Magos de Waverly Place, fácil analisar que esse tipo de produção sai muito mais barato e faz muito mais sucesso com a criançada hoje do que Power Rangers. Para que adaptar uma série japonesa, gastando em novos efeitos, elenco e o escambau, se temos séries com orçamentos mais enxutos e sucessos comerciais que geram produtos como cds musicais e filme nos cinemas?

E assim Power Rangers acaba no ocidente sendo algo ultrapassado que não funcionam mais com seu público alvo, as crianças.

Categorias
Críticas e Reviews

Opinião | A derrota do otaku brasileiro

Há muito tempo queria escrever esse texto, mas tava um pouco relutante de expor minha opinião do mercado brasileiro pelo J-Wave. Porém, com a derrota de uma tentativa de oficializar e fidelizar o público brasileiro, com o canal Animax, a cada dia vemos o canal se tornar o mais próximo de um irmão mais novo do Sony Television e AXN.

Um público nada interessante comercialmente

Hoje, qualquer emissora, qualquer programa, qualquer intervalo é direcionado a um público especifico. Se os mangás foram populares em roubar aos poucos o mercado que era especificamente de comics, e não só Isso, como aumentar conquistando o público feminino. Por que os animes não tiveram o mesmo êxito?

Para responder essa pergunta, temos que ir em direção a simples e óbvia pirataria. Algo que cresceu nessa década, veio em decorrência, porque fãs se juntaram pra legendas animes gratuitamente na internet. Em resumo, os primeiros fansubbers nasceram ainda fora do meio digital, utilizando somente para vender as VHS a preço de custo e manter esse “clubinho” fechado.

Foi assim que nasceram propostas como Shin Seiki, Lum´s Club, BAC, Anime Gaiden entre tantos outros que fizeram a alegria de muita gente, numa época que a Rede Manchete entrava em decadência e iniciativas como U.S. Manga não existiam mais na programação.

Não vou entrar aqui no mérito de julgar se é pirataria ou não o produto de um fansub, já que não sabendo o idioma japonês, esta foi à única forma pra muita gente descobrir séries magníficas que nunca ganhariam a luz do dia na televisão brasileira. Porém, os fansubbers tinham um critério bastante importante que acabou sendo ignorado alguns anos mais tarde, em que séries que fossem lançadas oficialmente no Brasil, o seu trabalho de fã serie retirado da internet.
A culpa é dos fansubbers?

A resposta é não, já que a questão foi sites na internet e lojas que acabaram comprando desses fansub e revendendo sem dó e piedade formando e fidelizando um público, o condicionando a consumir esse produto a preços mais salgados.
O sucesso desses VHS continuaram quando vieram os DVDS, se por um lado a internet brasileira havia mudado e os fansub da era anterior fechavam as suas portas, trocando VHS por disponibilizar o conteúdo na Internet, as lojas acabaram aprendendo a “baixar” e tranformar em DVD por preços módicos.

Assim, paralelo a invasão do mangás pelas JBC e Conrad nas bancas brasileiras, aumentava os leitores, mas também aguçava em conhecer animês obscuros. Isso aliado a uma drástica reformulação que aconteceu no segmento, sendo como exemplo mais óbvio a mudança de lojas no bairro da Liberdade em São Paulo.

Saiam os donos japoneses que vendiam VHS gravado da televisão japonesa, uma herança das locadoras ilegais que foram febre dos anos 80, e entrava as lojas com DVDs que agora seus donos não tinham nenhuma descendência japonesa.

Enquanto isso, o público descobria facetas da cultura pop japonesa, mas por serem caros e inacessíveis, aprenderam com DVDS, que a customização se torna mais viável que importar algo. Assim nascia jovens viciados em animês a busca de artigos, como bandana do Naruto, ou camisetas com transfer, cadernos do Death Note, Mokona em pelúcia e os chaveiros.

Se hoje virou piada os chaveiros do público Otaku, sendo até uma forma de “aviso” que tem um chegando, os fãs aprenderam a arte de customização e com isso largaram qualquer iniciativa e espera de uma indústria sólida tentar ganhar e oficializar o mercado.
O mercado se fecha em si mesmo

A customização e logicamente a total ausência dos direitos autorais, acabou tornando o público fiel a esse tipo de produto. Hoje podemos ver jovens usando camisetas de bandas de jrock e visual kei pela rua, mas em nenhum momento alguém nesse meio tentou oficializar isso.

Sendo o Brasil um dos países que tem mais pirataria no mundo, sendo que vire e mexe entra e sai da lista negra de algumas empresas, fica difícil do país vender uma imagem de país consolidado.

Quando veio o canal Animax no Brasil, a maioria pensou que seria o pontapé inicial de uma invasão de DVDs nas lojas, e itens de consumo para a massa que gosta desse tipo de produto, porém não é bem assim que as coisas evoluíram.

O público otaku se tornou um público não interessante comercialmente, portanto a Sony descobriu que esse consumidor não vale de nada. Ele não consome nada, além de mangás e itens customizados, assim o mercado de DVDs legais bateram de frente com ao de piratas e perdeu feio. Foi assim que DVDs como a Focus não foram concluídos, aliados a péssimas estratégias de marketing.

Será porque o público otaku é jovem e não tem poder aquisitivo? Sim, tem isso, porém o mesmo público se esforça e compra mangás completos em eventos, ou compra itens importados, e ainda compra itens que remete a seus animês favoritos e seu ritmo musical também.

Cada um faz do uso de consumo como quiser, mas isso não muda que invés de alimentar a indústria para que ela cresça, o público vai pro outro lado e parte para a pirataria. Foi assim que as lojas se tornaram fortes e não só cresceram, como se tornaram presente nos principais eventos do país, na mesma proporção que stand das editoras de mangás no país.
O Brasileiro está condicionado a não comprar original?

Você pode falar que a maioria dos brasileiros compram DVDs piratas nos famosos camelôs e que o otaku tem seu próprio nicho. Esta correto? Sim, está correto, porém ta ai uma diferenciação entre brasileiros e japoneses, já que os japoneses valorizam o artista e sua série favorita, comprando tudo que tem pela frente “oficial”, assim alimentando a empresa que produz a série que ama. Aqui as pessoas baixam, consomem pirataria e invés de injetar dinheiro, acaba fechando portas.

O Animax tentou se salvar usando estratégias de aumentar o público das animações japonesas, tacando seu carro chefe Lost, mas fracassou e agora aumentando gradativamente as séries não japonesas, acaba resgatando o que foi o canal Locomotion numa mistura de programação pra adolescente e adulto.

Agora o que dizer de um jovem que tem como exemplo uma família inteira que não consome produto original? Sejamos francos, a indústria de cinema e televisão vem sofrendo em países como o nosso, por causa do mercado ilegal. Lojas como Blockbuster foi engolida pela lojas Americanas por causa do público consumidor que não é mais o mesmo. O pensamento de ir à locadora de bairro não existe mais, graças ao pensamento de com 10 conto, você tem 3 dvds em envelopes plásticos com capas má xerocadas na sua coleção.
O que fazer para mudar isso?

O correto seria apoiar a indústria brasileira, mas fica difícil, quando a mesma toma atitudes errôneas como o lançamento de Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas com a ausência da versão em Blu-ray. Num mundo onde o jovem está migrando de mídia mais rápido, e vivemos num país aonde podemos pagar parcelado, um Cavaleiros do Zodiaco: Lost Canvas em blu-ray seria uma atitude sensata de atrair jogadores e colecionadores que tem em sua casa um Playstation 3, por exemplo.

Não da pra entender uma indústria que prejudica a si mesmo, lançado séries com legendas feitas sem revisão como foi o lançamento de Jiraya pela Focus. Também não dá pra entender episódios com logotipo de uma emissora de TV a cabo japonesa nos DVD de Changeman, também lançado pela Focus.

O que adianta uma embalagem legal se o conteúdo é uma droga? Então o público brasileiro e a indústria brasileira precisa mudar, o primeiro tem que exigir um produto de qualidade e exigir recall de um produto de qualidade insatisfatória, enquanto a indústria brasileira tem que investir e se fazer presente a esse público de jovens em formação que podem se tornar colecionadores em potencial no futuro.

Talvez assim conseguimos ser respeitados pelas empresas nacionais e ter séries excelentes em nossas prateleiras de maneira oficial aqui no país.

Categorias
Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Nobuta Wo Produce

Quem já não quis ser popular?

Shuji Kiritani é o aluno mais popular da sala de sua escola, sempre trabalhando para não perder esse posto, ele almoça todos os dias com a linda Mariko Uehara, também bastante popular na escolar. Juntos, eles formam o casal perfeito da escola, assim contribuindo com a idéia do Shuji em ser popular.

Akira Kusano é um cara estranho, um excêntrico, mas só com ele que Shuji pode mostrar o seu lado verdadeiro. Akira também foge de sua verdadeira vida, mas sua forma de esconder isso é com bastante humor e a pose que ele faz com os dedos, falando “kon” depois.

Um dia, surge a misteriosa Nobuko Kotani, que se torna uma atração da sala, por ser extremamente tímida e não ter confiança nas pessoas. Kozue Bando e seu grupo de garotas quer ao todo custo destruir o estilo de Nobuko. As maldades são diversas, desde escrever “maldição” no uniforme, a molhar ela no banheiro, ou até escrever que ela irá morrer na carteira dela na sala de aula.

Shuji e Akira decidem que isso não ira acontecer mais com Nobuko, assim criando um projeto de transformar ela na aluna mais popular da escola. Akira procura um apelido pra Nobuko, assim nas suas brincadeiras, batizando ela de Nobuta (porco em japonês). Nobuko gosta do nome, assim começando o Projeto Nobuta.
Uma das mudanças mais drásticas e com muita relutância da Nobuta é sobre o corte de cabelo. Nobuta não tem amigos, por isso usa o mesmo corte de cabelo de sua boneca. Shuji e Akira cortam o cabelo da boneca, assim conseguindo convencer a troca de visual da Nobuta.

Depois do corte de cabelo, os dois compram as roupas mais chiques pra ela, com o cartão de credito do Akira. Tudo isso, porque o uniforme de Nobuta estava pichado com a palavra “maldição” e eles conseguem aprovar da escola que ela fosse com suas roupas normais. Nobuta vai linda para a escola se tornando bastante popular na escola, fazendo outras garotas aparecem com a roupa manchada, assim causando bastante confusão na escola.

Outra atitude de tornar Nobuta popular é tornar ela usuária da livraria do Koyoku. Uma livraria diferente, apenas as pessoas lindas de coração podem entrar nessa livraria. Uma das que conseguiram é a Mariko, ajudando na sua popularidade na escola. Nobuta tem livre acesso na livraria, a utilizando até como forma de fuga, quando arranja briga com as garotas da sala.

Uma pessoa que sempre apóia Nobuta, Shuji e Akira é a vice diretora, Catherine. Ela sempre aparece misteriosamente e numa das vezes entrega pro Shuji e pra Nobuta, duas mãos de macaco que podem realizar três desejos.

Mariko começa a desconfiar que Shuji gosta de Nobuta, por isso muito do que eles conversam, acabam resultando no visual ou na maneira de agir da Nobuta.
Nobuta Power!

Akira cria a frase de transformação “Nobuta Power!”, alegando que fazendo a pose de transformação, a pessoa ficara mais confiante para tudo. Nobuta logo adere a frase, revelando o quanto é inocente em relação às pessoas.

Uma das coisas que Shuji percebe com o tempo, que não podemos mudar só visualmente a pessoa, mas a forma de pensar também. Ele descobre que um dos seus amigos da sala gosta da Nobuta, assim arranjando um encontro em duas duplas.

Shuji convida Mariko pra sair em dupla com Nobuta e Makoto. No passeio, Mariko descobre sem falar nada que a comida que Nobuta levava foi feita pelo Shuji, assim cada vez levantando mais suspeitas com a relação que os dois tinha, até citando pro Shuji que ele parecia pai da Nobuta.
Makoto e Nobuta se separam da outra dupla indo para um aquário, Akira que descobre estar apaixonado por Nobuta, segue os dois. Um senhor bêbado cai e Nobuta vai o ajudar, Makoto acha nojento, enquanto Akira surge e chama a ambulância, indo junto com Nobuta.
A primeira amiga de Nobuta

Surge Kazumi Aoi que faz amizade com Nobuta revelando ser neta do senhor bêbado que Nobuta ajudou outro dia. A amizade das duas atrapalha Shuji e Akira que decidem temporariamente interromper o projeto de tornar Nobuta popular.
Nobuta decide participar no clube de vídeo, assim se tornando apresentadora do programa do intervalo, aonde os alunos e professores almoçam e ela prova a comida de todo mundo dizendo se está bom ou não.
Não é difícil dizer que a partir desse instante Nobuta vira popular, mesmo Shuji e Akira não percebendo isso. Toda a escola vibra com o estilo de apresentar da Nobuta, assim ela sendo reconhecida em qualquer lugar.
A máscara de Shuji cai

Um dos momentos finais da série é quando Makoto é espancado por alunos da escola rival, Shuji não o reconhece e passa reto. No dia seguinte, todos da escola estão contra Shuji, assim ele ficando totalmente sem amigos e perdendo a imagem de popular. Quieto no canto, apenas podendo conversar com Akira e Nobuta, o papel se inverteu.

Todos descobrem que Shuji apenas ajudava alguns pra ter sua imagem de popular na escola. Além disso, ele dispensa Mariko, ao dizer que nunca amou ninguém e que realmente a usou para manter-se popular.

Em seguida, ainda temos alguém invejoso com Nobuta, assim escrevendo em cantos sobre o suposto namoro dela com Shuji. Isso sem mencionar, as fotos de um abraço que Nobuta deu em Shuji, que foi parar no armário de Akira, que não aceita perder Nobuta para seu amigo.

O que vemos daqui pra frente é totalmente a desconstrução do que foi o Projeto Nobuta que dá ainda a cartada final quando Shuji descobre quem está atrás de tudo isso e quais são as razões dessa pessoa por querer destruir Nobuta.

Enquanto isso, o pai de Akira volta para o Japão e os dois voltam a brigar por causa da sucessão da firma. Akira não aceita que seu destino tem estar traçado e não criar o seu próprio destino.
O final da série? Bom, vou deixar esse gosto pra quando assistem a série. Nobuta wo produce tem um final bem amarrado e até inesperado. Muitas das questões serão respondidas.
Seishun Amigo – tema de Nobuta. Wo produce

Kazuya Kamenashi, o Shuji e o Tomohisa Yamashita, o Akira, são cantores bastante populares no Japão. Kazuya faz parte na banda Kat-Tun, já comentado na Neo tokyo nº 9, enquanto Tomohisa Yamashita faz parte da banda NewS. Os dois formaram a dupla Shuji to Akira, lançaram o single Seishun amigo, musica tema da série.

O sucesso foi totalmente inesperado, chegando a ser o single mais vendido da Oricon por trinta e quatro semanas seguidas, tornando-se o single mais vendido do ano de 2005. A música ultrapassou barreiras e chegou a entrar no TOP 100 de músicas mais ouvidas na Dinamarca.

Elenco estelar

Nobuta/Kotani Nobuko foi interpretada pela Horikita Maki. Para quem assistiu a série Densha Otoko é uma velha conhecida, já que lá ela era irmã do próprio Densha. Entre os vários sucessos, ela também fez Kurosagi no qual reencontrou o ator Tomohisa Yamashita, um ano depois da série Nobuta Wo produce.

Kazuya Kamenashi que é uma verdadeira estrela nipônica, fazendo diversos comerciais, videoclipes e não parando de fazer novelas, tem até revista própria no Japão, a Kazuya Club. Fez diversos sucessos no Japão, podendo destacar Gokusen 2, Sapuri e Yuuki. Ele é o K da boy band Kat-Tun.

Tomohisa Yamashita dos três, ele quem fez mais séries de sucesso, podendo destacar Stand up!, Dragon Zakura e mais recentemente Byakkotai.

Entre o elenco secundário, podemos destacar a Mariko Ueraha, que foi interpretada pela Erika Toda, que fez recentemente o filme Death Note.

Prêmios

Nobuta. Wo Produce foi uma adaptação livre do manga Wallflower que também virou um anime recentemente. O sucesso dessa adaptação em forma de dorama fez ela ser indicada pra diversas categorias no Japão no 47th Television Acadamy Awards. Destaque para melhor drama, melhor script, melhor ator (Kazuya Kamenashi), melhor atriz (Horikita Maki), melhor música e melhor diretor.

Categorias
Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Hana Yori Dango 2

Hana yori dango é um dos doramas mais conhecidos pelo público que curte shoujo aqui no Brasil. Estamos voltando a falar desse maravilhoso universo.

Tudo maior…

Desde o primeiro minuto, sabemos que a série evoluiu em todos os pontos. Com o sucesso da primeira temporada, vemos uma série muito mais rica visualmente, como também uma trilha sonora ainda melhor, isso sem mencionar que o primeiro episódio é um especial de 2 horas rodados em Nova York.

Entre as mudanças na série, veio na trilha musical com a substituição da música Planetarium da Ai Otsuka, por Flavor of live da cantora Utada Hikaru. No lugar da canção “Wish” a banda Arashi fez a canção “Love so sweet” para suceder seu sucesso anterior.

Escolha dos fãs fez a diferença

Outro detalhe que fez diferença, foi que a série Hana yori dango 2 foi criada a partir de uma enquete por parte dos produtores do programa. O público japonês pode escolher as melhores cenas do manga que faltaram na primeira temporada, para serem adicionadas nesta. Isso gerou uma “salada” mista para quem acompanhou o manga e assistiu a segunda temporada.
Dorama parecendo manga

Talvez um dos únicos pontos negativos da segunda temporada foi usar narrativas visuais que transformaram seus personagens extremamente caricatos como nos mangas. Um dos personagens que mais sofreu com isso foi Domyoji Tsukasa que tinha ataques de alegria com reações totalmente nonsense que só caberiam ao manga e não ao live action. Por exemplo, quando Domyoji e Makino destroem um prédio fazendo um buraco num apartamento velho e caindo no apartamento vizinho abaixo. Esses fatores destoaram e muito a série em relação da primeira temporada, não mantendo assim um padrão.
Vamos a história (Spoiler para quem não viu Hana Yori dango 1)

Lembram como acabou a temporada anterior? A série acabou com Makino beijando Domyoji que foi estudar em Nova York, mas ele prometeu voltar. Como continuaria esse romance agora que eles foram separados? Vamos as respostas.

Abrindo o ano de 2007 com um especial de 2 horas, vemos Makino andando no Time Square, aonde não consegue se comunicar em inglês para encontrar o Domyoji que ela não vê há mais de um ano.
Utilizando-se de um sistema de flashback, acabamos voltando no tempo justamente no fim da série em dezembro de 2005. Assim, podendo ver o que realmente aconteceu com Makino nesse período que ficamos longe da personagem. Entre os destaques é a formatura do F4 (sem Domyoji) como também a abertura de um restaurante em homenagem ao F4 no lugar da antiga cantina.

Makino segue sua vida sem Domyoji, sendo convidada num reencontro de amigos de sua antiga escola. Ela encontra grandes amigos do passado, como também se sente realmente bem com eles.
A relação Makino e Domyoji acaba “muchando” com o decorrer do tempo, mas tudo muda quando inesperadamente aparece um aviso do F4 no armário da Makino, enviado supostamente pelo próprio Domyoji. A vida da Makino vira um inferno de novo com esse estranho aviso. Desmascarando aquele que ousou imitar Domyoji, Makino consegue desfazer o mal entendido, mas ainda não compreendendo o porque Domyoji não conversar mais com ela.
No fim de 2006, o pai de Makino ganha uma passagem para Nova York que não se fazendo de rogado, entrega à filha para encontrar o seu grande amor do outro lado do mundo.

Em Nova York, acabam roubando todas as coisas de Makino, além disso, ela arranja problemas com um grupo de bandidos. Eles ameaçam a bater nela com uma bola de basquete, faz Makino gritar por socorro por Domyoji. Ela é surpreendida pelo galã Rui que a salva do bando, como também a levando para jantar. Acabamos descobrindo que Rui nunca desistiu do amor da Makino, apenas preferiu respeitar a decisão dela em ficar com o Domyoji ao invés dele.
Encontrando finalmente Domyoji, Makino descobre que ele mudou e não a ama mais. Sendo líder de um grupo de garotos americanos que também agem como guarda costas dele. Com muito custo, Makino acaba conseguindo uma conversar a sós com ele, mas ela apenas confirma o que ela realmente já sabia, tudo havia acabado entre eles.

Rui consegue para ela, tudo que a roubaram quando ela chegou na cidade, assim conseqüentemente ambos retornam ao Japão.
De volta ao lar, Makino recebe um convite do aniversário do Domyoji, enviado pela mãe do próprio. Como nós sabemos, Kaede Tsukasa foi uma verdadeira víbora na primeira temporada. O que ela estaria aprontando? A resposta viria na noite do jantar, aonde Domyoji retorna ao Japão por curto período, sendo anunciado o noivado dele com a também milionária Shigeru Okawahara. Além disso, para pisar ainda mais na Makino, a mãe de Domyoji, propõe um duelo musical entre Makino e Shigeru, fazendo seus típicos planos para afastar de vez Makino de seu filho. Assim acaba o episódio especial de 2 horas que dá inicio a segunda temporada.
Um quadrado amoroso?

A série ganha reforço com a personagem Shigeru, carismática, ela quer se tornar a melhor amiga de Makino, assim conhecendo mais o Domyoji. Rui percebendo que Makino não está mais namorando Domyoji, também começa investir nela, após se distanciar da Shizuka Toudo. Está dada a largada para o quadrado amoroso, aonde Shigeru tenta fazer Domyoji esquecer Makino, enquanto Rui fazer o mesmo com Makino.

Vale lembrar que não conseguimos sentir raiva da Shigeru, a personagem cativa o público em querer ser a melhor amiga da Makino. Suas intenções são verdadeiras e mesmo encontrando muitas vezes Makino e Domyoji em situações embaraçosas, Shigeru faz de conta que não sabe de nada. O verdadeiro mal da Shigeru só começa a aparecer quando ela percebe que está perdendo a guerra para Makino, e olha chegamos a ver isso quase perto do fim da série.
Dia dos namorados

A série abre destaque para se aprofundar personagens secundários, assim vemos algumas pontas soltas da última temporada, como o romance entre a Yuuki Matsuoka e Soujiro Nishikado, respectivamente a melhor amiga de Makino com um dos F4. Esse romance ganha até um triângulo amoroso, com a entrada de um antigo amor de Soujiro.
Nishida

Um dos destaques da série, que também é a um aprofundamento do que foi explorado na temporada anterior. Aqui vemos um pouco mais da relação do “serviçal” Nishida com a família Tsukasa e a Makino. Tendo as funções de mordomo e motorista da mãe de Domyoji, a Kaede Tsukasa, ele sempre torceu para seu “patrãozinho” ficar com a Makino.

É ele que vai sempre vai avisar um ao outro, quando algo de importância acontecer com um deles. Por exemplo, quando Makino desmaia por trabalhar demais, é o Nishida que avisa Domyoji em plena festa de oficialização de noivado com a Shigeru. Faendo ele correr desesperado para hospital, largando o noivado.
Segredos

Makino acaba descobrindo que a verdadeira razão do Domyoji ter se afastado dela, foi um comentário infeliz que ele fez para mídia americana que levou o grupo de sua família ir a quase falência.
Kaede tentando reestruturar a empresa, faz um pronunciamento que avisa a demissão em massa. Um dos melhores amigos do Domyoji, o Ken Uchida, se suicida, após a demissão dada pela empresa. Não conseguindo encarar isso de frente, Domyoji se afasta e tenta reverter isso, por isso seu afastamento com a Makino, logo no começo da série.

Enquanto isso, uma das maneiras encontradas por Kaede foi o casamento dele com a Shigeru, herdeira de um grande grupo internacional de petrolifico, assim gerando uma fusão das duas empresas.

Só que isso tudo muda completamente nos últimos capítulos, Domyoji encontra um cara igual ao Ken nas ruas em Tóquio. Correndo atrás dele, Domyoji acaba descobrindo todo segredo de sua mãe. Todo trauma foi um plano ambicioso preparado pela própria Kaede para seu filho. Ameaçando Ken, Kaede oferece um emprego bem longe de seu filho, mas para isso, ele teria que fazer tudo que ela mandar. Sua ordem? Simular sua própria morte na frente de Domyoji o traumatizando para o resto da vida. Assim, Ken simula estar pobre por ter sido demitido da empresa e como mendigo, ele se jogar do alto de um prédio, fazendo Domyoji não se perdoar.
Antes do fim

Quando estamos realmente confiantes que o seriado caminharia para seu final, acontece um acidente na vila de pescadores que os pais da Makino agora estão morando e trabalhando. Domyoji cai tentando salvar Sussumu, irmão de Makino, e perde toda a memória referente a ela.
Acordando num hospital, Domyoji não reconhece Makino, perguntando se ela era namorada do Rui. A tratando mal e não a respeitando nem um pouco, Domyoji parece ser o mesmo personagem da primeira temporada, logo começo da série.
Makino mesmo assim, vai diariamente para o hospital e nem imagina que irá ganhar uma rival por lá, a Umi Nakashima. A garota que faz amizade com todos no hospital, na verdade é uma víbora e faz de tudo para Domyoji se apaixonar por ela esquecendo de vez a Makino.
Será que Makino conseguira superar mais esse obstáculo em sua vida?
Músicas

Como foi comentado antes, as músicas de Hana Yori Dango 2 conseguiram ser superior a trilha sonora da temporada anterior. E isso repercutiu-se nas vendas também, ambos os singles conseguiram a colocação de 1º lugar da Oricon.

Flavor of life, além de obter o primeiro lugar da Oricon, conseguiu ser durante meses o single mais baixado do Itunes japonês. O top 5 do Itunes japonês, permaneceu inalterado por meses, sendo merecidamente para a cantora Utada Hikaru.

No caso da banda Arashi, a exposição do grupo nessa época se devia a dois motivos. O primeiro foi logicamente o Matsumoto Jun em reprisar o papel de Domyoji em Hanadan 2, mas o segundo foi a divulgação do filme Cartas de Iwo Jima, aonde o membro da banda,
Kazunari Ninomiya participou dessa fantástica produção.
Flavor of life – Makino e Utada Hikaru. Coicidência?

A música tema do casal Makino e Domyoji foi um grande sucesso durante o primeiro trimestre do ano. Tendo em sua letra, uma conotação perfeita para a separação de ambos, acabou na mesma época em que a Utada Hikaru anunciou sua separação com o diretor Kazuaki Kiriya. Alegando falta de comunicação, Kazuaki pediu para os fãs continuarem apoiando a ela.

Coicidência ou não, a música cabe perfeitamente a situação pessoal da Utada naquele momento, levando a crer que a música talvez seja baseada em sua vida pessoal e não apenas para os personagens de Hana Yori Dango 2.

Categorias
Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Hana Yori Dango

A série produzida em 2005 foi baseada no mangá criado pela Yoko Kamio que foi publicado de 1992 a 2004, constituída de 36 volumes. Hana yori Dango já teve outras produções antes. Constituída de apenas 9 episódios, a série produzida pela TBS foi exibida entre outubro e dezembro de 2005, todas as sextas feiras às dez horas da noite.

Eitoku Gakuen, a escola japonesa para a elite do Japão. Makino Tsukushi de 16 anos, não se enquadra nesse perfil, mas com muito custo, ela conseguiu entrar nessa escola. A verdadeira intenção da família de Makino Tsukushi é a que ela se case com um cara rico para serem custeados.

Conhecemos todo poder que os alunos têm na escola, quando observamos a uma fila de limusines que deixam os alunos todos os dias na Eitoku Gakuen. Os mais poderosos da escola são o F4, os Flowers 4, que são os quatro alunos mais poderosos de todo o Japão. Formados por Domyoji Tsukasa, Hanazawa Rui, Nishikado Soujirou e Mimasaka Akira.

Aqueles que receberem o aviso do F4, devem ser ignorados pela escola, que ira sempre perseguir essa pessoa do aviso (que vem na forma de uma faixa vermelha escrito F4), assim a amiga de Makino Tsukushi, a Sakurako Sanjou recebeu o aviso. Tsukushi não deixaria a amiga ser linchada pela escola, assim compra a briga com o líder dos F4, o Domyoji Tsukasa, que além de definir Makino Tsukushi, como novo alvo, começa a ter uma estranha afeição pela força de vontade por ela.
Além da escola, Tsukushi trabalha com a amiga Matsuoka Yuki, na loja de doces de feijão “Sengoku”. Ambas são amigas desde o primário e por causa de Tsukushi ter conseguido estudar na Eitoku Gaken, foi o que fez as duas não estarem mais juntas na escola. Juntas, elas conversam e se ajudam no dia-a-dia. Vale o grande destaque para a Sensoku, a dona da loja de doces, que sempre conta à história de algum namorado famoso que ela teve, para assim ajudar as duas em relação ao amor.

Tsukushi esconde uma grande paixão por Rui, dos F4, que sempre dá conselhos a ela, na área reservada da escola, enquanto Domyoji não assume, mas está realmente apaixonado pela Tsukushi. Quando Rui parte para fora do país, Tsukushi torna se mais próxima de Domyoji.
O escândalo do namoro dos dois sai na mídia, assim provocando um mal estar no F4 e em toda a escola, que não acreditando que ela estaria namorando Domyoji, um dos mais poderosos do Japão. Sakurako Sanjou, que era amiga de Makino Tsukushi, ainda se encontra com ela, mas torna-se a vilã da serie ao tentar destruir a todo custo o namoro dos dois.

Vale um destaque para a participação especial da atriz Matsushima Nanako que interpreta a Tsubaki, irmã de Domyoji. A irmã tenta evitar que a história se repita, assim fazendo Tsukasa ser feliz com Tsukushi. A atriz também é conhecida por ter interpretado a professora Fuyutsuki Azase, do seriado Great Teacher Onizuka de 1998.
Domyoji Kaede, interpretada magistralmente por Kaga Mariko, é a grande vilã do seriado, com os planos de Sakurako Sanjou fracassaram, Kaede vem dos Estados Unidos para eliminar a namorada de seu filho. Ela primeiro oferece dinheiro aos pais de Tsukushi para manterem sua filha longe de Domyoji. Sem sucesso, ela consegue demitir os pais dela e desaloja-los. O plano de Kaede também afeta a loja de doces da Sensoku, que também é desalojada. A vida de Makino Tsukushi vira um verdadeiro caos ao mexer com a família mais poderosa do Japão. Será que mesmo com tudo isso, a Tsukushi vai ficar com Domyoji?

A série tem ainda a musica tema “Wish” da banda Arashi, no qual o ator/cantor Matsumoto Jun, que interpreta Domyoji Tsukasa faz parte. A canção “Planetarium” da cantora Ai Otsuka, tocada durante a série, tornou-se bastante popular na época de exibição da série.

Vale lembrar que em janeiro de 2007, a série Hana Yori Dango 2 estreiou na televisão japonesa dando continuidade.

Categorias
Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Ima Ai ni Yukimasu

Sabe aquelas histórias de amor de cidade de interior? Aonde as crenças populares ainda existem. Pode ser assim que se define a linda história de amor de “Ima Ai ni Yukimasu”.

Baseada no livro que foi um grande best seller e que virou um filme de bastante repercussão em 2004. Infelizmente ou felizmente, está sendo produzido um remake americano, que terá a atrás Jennifer Gardner (seriado Alias e filmes De repente 30 e Elektra) em 2009. A série foi produzida apenas no ano seguinte do filme em 2005, e é considerada a melhor produção das três, sendo esta que iremos contar.

A série

Yuuji é um garoto de 6 anos de idade, que perdeu sua mãe há um ano atrás. Ele ainda sente muita falta dela, sendo que ele mata saudades dela, lendo um livro escrito por ela mesmo há um ano atrás. Acreditando firmemente no livro, ele crê que ela irá voltar na estação das chuvas (em junho).

Um dia, quando começa a estação das chuvas, Yuuji corre desesperadamente para o lugar aonde ele brincava com sua mãe no centro da floresta. Um túnel abandonado, ele e seu pai, Takumi, eles vêem uma mulher em volta de uma luz. Chegando perto dela, Yuuji percebe que sua mãe cumpriu a promessa, ela estava de volta a vida. Porém, ela tinha um problema, havia perdido a memória.
Amnésia

A série invés de abordar a volta dos mortos, da personagem Mio Aoi, optou-se por seguir o caminho de uma mãe que perdeu a memória. Em “Ima Ai ni Yukimasu” foi considerado relativamente “normal” a volta dela, aonde Takumi e Yuuji não medem esforços para fazer ela se lembrar deles.

Vendo uma casa bagunçada, Mio assume a função de dona de casa, trazendo a qualidade ao lar novamente. Takumi apenas a proibiu de ir a cidade, por achar que as pessoas não entenderiam como ela está “viva”.
Assim, começa o dia-a-dia da família “Aoi”, aonde a cada dia, Mio se sente mais em casa, mesmo não conseguindo lembrar de nada. Takumi vai contando aos poucos sobre o romance na juventude entre eles, levando a série a época do ensino médio.
Um dos méritos dessa série foi trabalhar muitos bem os personagens numa cidade de interior. Usando e abusando desse recurso, o elenco se interage muito bem na cidade pequena aonde todos se conhecem.
6 semanas

Uma das principais preocupações do Takumi, logo no começo da série, é sobre a última pagina do livro que sua esposa escreveu que Yuuji ignorou. Nela está escrito que ela voltaria para “casa” depois das seis semanas da estação das chuvas. Ele não fazia idéia, como Yuuji reagiria ao saber que sua mãe “morreria” de novo.

A própria Mio não sabe que pode “morrer” daqui seis semanas, o que começamos a achar que a decisão do Takumi é totalmente egoísta. Além disso, ela também não sabe que voltou dos “mortos”, achando apenas que perdeu a memória.

Cidade pequena

A novela tendo como cenário de fundo uma cidade pequena, acaba separando essa cidade em alguns pontos estratégicos, como: a casa que eles moram na floresta, a clinica que Takumi se cuida, a biblioteca em que ele trabalha, a escola que o Yuuji estuda e a casa da mãe da Mio, aonde também há o curso de jardinagem dado por ela.

Na casa, Takumi, Yuuji e Mio passam a conviver como uma família novamente. Mio se apega muito facilmente a Yuuji, no entanto ainda não aceita Takumi como marido, assim sendo verdadeiros estranhos na casa. Todos os dias, bem cedo, Takumi e Yuuji vão para a cidade, enquanto Mio assume os deveres da casa. Eles são muito amigos dos vizinhos Asuka e Shunsuke Kikuchi que tem uma loja de doces próxima dali.

Takumi tem uma doença rara que toda vez que fica estressado, a imagem se embaralha e ele desmaia. Além disso, qualquer meio de transporte muito rápido, ele se sente mal, assim tendo que tratar com a medica da cidade. Sendo medica e conselheira do Takumi, Naomi Hongo, é a primeira a saber do retorno da Mio e aconselha quais são medidas que Takumi deve ter para reconquistar sua antiga esposa.

Takumi trabalha numa biblioteca móvel na cidade, dividindo expediente com a Mariko Nagase e Hideo Imai. Mariko foi a melhor amiga de Mio no colégio, e hoje esconde um amor platônico por Takumi. Com a morte de Mio, ela pensa que pode corresponder com Takumi e ajudar a criar o Yuuji em tudo que for necessário. Além deles, Takumi deve seu emprego ao chefe Hachiro Suzuki, já que ele trabalha menos horas por causa de sua doença e por ter que criar Yuuki sozinho agora.

Na escola do Yuuki, a professora Saori Miura trata ele de uma maneira especial, já que ele perdeu a mãe recentemente, sendo quase uma segunda mãe. A melhor amiga de Yuuki é a Rena Saito, ao que tudo indica, eles devem repetir a mesma história de amor de Takumi e Mio.

Quem acompanha de longe o crescimento do Yuuji é a Ryoko Enokida, mãe da Mio. Pedindo para Takumi se mudar para casa dela e recebendo um não como resposta, Ryoko se afasta dos dois, para dar tempo de esquecerem de sua filha. Ela dá aulas sobre flores, sendo justamente isso que a fez agüentar a dura morte de sua filha. Em casa, Takao divide as frustrações com Ryoko, sobre a criação solitária do Yuuji nas mãos do Takumi.

Assim se resume a vida da cidade mostrada na série. Tendo personagens muito cativantes, todos eles ajudam diretamente ou indiretamente na criação de Yuuji. Por isso, Takumi preferiu esconder de todos o retorno de sua esposa, já que eles não entenderiam como ela pode voltar dos mortos por apenas 6 semanas.

Relembrando os tempos de colégio (Takumi X Mio)

Um dos segredos da série cativar o telespectador é colocar a personagem Mio, no lugar do telespectador e pedir para Takumi para que lhe conte como foi que os dois se conheceram.

Num flashback que sempre está presente nos episódios da série, Takumi relembra os tempos de colégio, quando os dois estavam na mesma sala. Nunca sendo francos um com o outro, acabou sendo no último dia do ensino fundamental que os dois perceberam que havia algo a mais que simples amizade. Takumi acaba mudando de cidade, mas mesmo assim não esquecendo Mio, sempre ligando, apenas pra ouvir a voz dela no telefone.
Um dia, eles marcam de se encontrar na cidade, com a desculpa de que Mio iria devolver uma caneta do Takumi da época que estudavam juntos. Não é nesse encontro que os dois se declaram, mas é a partir daí que fica óbvio que os dois realmente gostavam um do outro. Vale nota que essa história paralela, dá pistas sobre a “perda” de memória da Mio, por isso preste bastante atenção nesse primeiro e único amor dos dois.
Uma forma inusitada de contar episódios…

Yuuji sempre coloca um amuleto na janela de sua casa, assim em cada episódios vemos um novo amuleto ao lado do outro na janela. Esses amuletos são colocados a pedido de chuva, sendo assim que Yuuji demonstra que não quer q sua mãe vá embora.

Trilha sonora: Orange Range

A banda bastante famosa no meio de anime e manga, por causa de Bleach e Naruto também está presente nessa produção. A musica tema “Kizuna” foi produzida pela banda, tendo uma letra riquíssima, talvez sendo um dos melhores trabalhos do Orange Range.
Elenco
A protagonista da série, a Mio Aoi foi interpretada pela belíssima atriz Mimura. Dando um show em interpretação, Mimura tem poucos trabalhos de destaque na mídia japonesa, como as excelentes séries Rikon Bengoshi e Fire Boys.

O personagem Takumi Aoi foi interpretado pelo astro Hiroki Narimiya. Estrelando diversas séries de sucesso, como: Gokusen, Trick3, Stand Up! e Orange Days. No cinema, ele participou em Azumi, Nana 1 e 2, Kagen no Tsuki e Sakuran.

O Yuuji Aoi, filho do casal, foi interpretado pelo Takei Akashi, atualmente com 10 anos de idade. Uma curiosidade que ele é o único ator que atuou também na versão cinematográfica de Ima Ai no Yukimasu. O dorama mais recente dele foi a comédia Enka no Joou que conta a historia de uma cantora de música enka solteira de 39 anos, que tem azar no amor e no dinheiro.

Categorias
Artigos Música

Shoko Nakagawa , a queridinha do Japão

Você nunca ouviu falar dela antes? Shokotan, como ela é chamada pelos fãs, virou uma verdadeira febre no Japão. Estampando em diversas capas de revista, Shoko Nakagawa não é uma cantora, ou uma atriz, ou dubladora, mas um tarento (forma que os japoneses batizam um artista que tem diversas habilidades).

Ela se tornou um “idol” para os japoneses, sendo também responsável pela criação de de gírias próprias e marcar altos índices de acesso em seu blog, Shokotan Blog. Para se ter uma idéia, em fevereiro de 2008, seu blog marcou mais de um bilhão de acessos, sendo que ela tem uma média de 1.800.000 mil de acessos diários.

Antes dessa explosão em torno dela, quem imaginaria que ela é uma típica otaku e que o grande sonho dela era se tornar uma mangaka. Outra paixão dela é a de fazer cosplays, sendo também bem conhecida pela mídia por causa desse seu hobbie.

Perfil

Shoko Nakawa nasceu no dia 5 de maio de 1985 em Tokyo, no Japão. Ela é filha de Katsuhiko Nakagawa, um grande artista que fez a história da jmusic nos anos 80.

Ela é agenciada pela Watanabe Entertaiment, um dos escritórios mais famosos do Japão, localizado na luxuosa região de Shibuya.
No inicio de carreira,

Personalidade

Sendo uma otaku de carteirinha, uma das grandes paixões dela é o gênero Super Sentai. Sua personagem favorita é a Yuuri do Super Sentai, Mirai Sentai Timeranger (Esquadrão do Futuro Timeranger, adaptado no ocidente como Power Rangers Força do Tempo). O vicio de Shoko foi tanto, que ela esteve presente em todas apresentações do grupo no Kōrakuen Fairground, uma das atrações do Tokyo Dome.

Shoko sempre quis ser uma ranger rosa, mas falhou nas quatro audições para Super Sentai, sempre pelo mesmo motivo “ela não tem uma boa habilidade atlética”. Quando era criança ela apareceu em dos episódios de Chikyuu Sentai Fiveman e fez uma participação especial no episódio 38 de Tokusou Sentai Dekaranger.

O homem ideal para Shoko é o ator Shigeki Hosokawa, ator protagonista da série Kamen Rider Hibiki. Ela é fã também de Metal Heroes (Jaspion, Jiban, Jiraya, etc) e das séries Kamen Rider da Era Heisei (Kuuga, 555, Hibiki, Den-O e etc).
Paixão por gatos

Adorando bichos de estimação, Shoko é do tipo de garota que não consegue ver um gato abandonado. Atualmente na casa dela tem 3 gatos, sendo que ela cuida mais 7 gatos, os deixando em Pets.

Apaixonada por mangás e animes, ela batizou a maioria dos seus gatos com referências a séries que ela gosta. Para se ter uma idéia, eles são Chibita (também chamado de Nekomura, do mangá Kyō no Nekomura-san), Mami (da série Magical Angel Creamy Mami, ela também costuma chama-lá de Mamitasu ou mmts), Luna (da série Sailor Moon), Raijiro (do animê Baki the Grappler ) e suas novas crias são Kung Fu Panda, Jojo, e Milk Bun.

De todos, o que ela mais gosta é a Mami, sendo com ela que Shoko sempre aparece nas fotos de seu blog. E olha que a própria Mami tem sua legião de fãs, que Shoko batizou de “Mamitasu fans”.

Quando Shoko fez cosplay de Sailor Moon, ela usou o gato Luna (que é macho) para a sessão de fotos dela.

Categorias
Artigos Música

GReeeeN


GReeeeN tem um diferencial, seus rostos sempre ficaram escondidos dos holofotes da mídia japonesa, porque decidiram preservar sua outra profissão. Formados dentistas, a banda foi um hobbie que se tornou uma segunda profissão com seu debut em 2007, mesmo assim, eles não querem deixar de atuar na profissão que se formaram e que gostam de fazer. Por isso, preferem que sua identidade não seja revelada e mesmo gravando um show na televisão, seus rostos foram censurados pra preservar a identidade dos membros.

O grupo que se tornou um dos grandes destaques musicais em 2008, com a música Kiseki, para o dorama ROOKIES, se tornou a mais cantada em karaokês no Japão, como também a com maior destaque na versão mais atual do jogo Taiko no Tatsujin.
Quem é Quem

Hide
Nasceu em 3 de abril de 1980 em Takatsuki, na prefeitura de Osaka. Dentista. Tipo sanguíneo A.

Navi
Nasceu em 30 de abril de 1980 em Sendai, na prefeitura de Miyagi. Trabalha na prefeitura de Chiba. Tipo sanguíneo O.

92
Nasceu em 21 de março de 1982 na prefeitura de Okinawa. Dentista. Tipo sanguine A

Soh
Nasceu em 2 de fevereiro de 1981 na prefeitura de Saga. Freqüentando a faculdade. Tipo sanguíneo A.
Começo de carreira

Tudo começou em Kooriyama, em 2002, quando Hide, Navi e Jin (irmão de Hide) formaram o grupo GReeeN, onde cada membro era um “e” do nome. Jin tinha outra banda chamada Pay Money To my Pain que apoiou a criação da banda.

Dois anos depois, a banda ganha dois novos membros, 92 e Soh, e Jin tornando produtor do grupo. Outra mudança foi a inclusão de mais um “e” agora se chamando GReeeeN.

Em 2006, o GReeeeN acabou gravando seu primeiro álbum, com mesmo nome do grupo, colocando pra vender numa loja de CDs da cidade. Fizeram uma tiragem de apenas 50 cópias.

A banda no mês seguinte, teve sua demo analisada pela EDWARD Ltda de Sendai, tornando-se novo membro do selo pertencente a Universal Music, a Nayutawave Records.

O debut

Em 24 de janeiro, acontecia o grande debut do grupo, com o lançamento de seu primeiro single, Michi. O sucesso veio em números, vendendo 3.904 cópias na semana de lançamento, tornando GReeeeN o 39º artista mais vendido, segundo a Oricon.

Porém, os resultados não foram tão bons no lançamento do seu segundo single, o High G.K Low, que teve um desempenho bem pífio ao vender apenas 976 cópias na primeira semana, jogando GReeeeN na 97º posição.

A sorte viria em 16 de maio, com o lançamento de Ai no Uta, terceiro single do grupo, vendendo 12.956 cópias, conquistando nada menos que a 2º posição de single mais vendido da semana. Um número nada mal, para uma banda que teve seu debut em janeiro do mesmo ano. Pra se ter uma idéia, Ai no Uta vendeu num total 255.957 cópias ao todo.

A, Domo. Hajimemashite. – O primeiro álbum do GReeeeN

Em 28 de junho, veio o primeiro álbum do GReeeeN, chamado A, Domo. Hajimemashite, que vendeu os impressionantes 130.361 cópias na semana de lançamento Ficando na segunda posição, o álbum vendeu ao todo os impressionantes 560.386 cópias.

Kiseki – o número 1 da Oricon

O sétimo single do GReeeeN, veio em 28 de maio de 2008, se tornando o mais famosos de todos os tempos. A música foi usada no dorama ROOKIES, baseado no shounen manga de sucesso da Weekly Shonen Jump.

Como já foi comentado, o dorama foi um grande sucesso da televisão japonesa, e a música se tornou uma das músicas mais populares de 2008.Vendendo 186.097 cópias na primeira semana, o single Kiseki levou GReeeeN a primeira posição da Oricon.

A música se tornou destaque da máquina Taiko no Tatsujin, junto com a música Prisoner of Love, da cantora Utada Hikaru, usada como tema do dorama Last Friends, outro grande destaque de 2008.

Kiseki ainda se tornou o quarto single mais vendido de 2008, como também a música mais tocada nos karaokês.

Entre outros méritos da Kiseki foi também ficar em 1° lugar no top semanal do Chakuuta ranking.

Kiseki ficou em 1º lugar na Oricon durante seis semanas seguidas, tendo acumulado num total de 530.196 cópias vendidas sendo o primeiro grande sucesso do grupo GReeeeN.

A, Domo. Ohisashiburi Desu – O segundo álbum

Um mês depois de Kiseki, veio o segundo álbum do grupo gravado em estúdio, o A, Domo. Ohisashiburi Desu. Vindo com alguns sucessos como Hito, BE FREE, Tabidachi, além do próprio Kiseki, o álbum vendeu 377.070 cópias em sua semana de lançamento. Conquistando o 1º lugar da Oricon, o álbum ficou entre os mais vendidos durante 3 semanas consecutivas, vendendo num total 873.289 cópias.

Tobira

Lançado em 3 de dezembro, o oitavo single do grupo repetiu o sucesso, obtendo 42.394 cópias vendidas. Lançamento fechou o ano de 2008 que com certeza foi o ano mais importante do grupo.

Tobira veio como música tema Kimi omoi para o dorama Nanase Futatabi, que havia estreado na NHK.

Ayumi

O primeiro single de 2009, veio em 28 de janeiro com 71.846 cópias vendidas em sua semana de lançamento. Ficando na segunda posição da Oricon, Ayumi ficou no top 10 de músicas mais tocadas de janeiro e fevereiro no Japão.

Setsuna

Na minha opinião, um dos melhores trabalhos do grupo, Setsuna veio em 11 de março, com 63.429 cópias vendidas em sua primeira semana. Ficando em quarto lugar na Oricon, o décimo single do grupo vendeu 95.313 cópias.

BAReeeeeeeeeeN

Paralelo a fama com o grupo GReeeeN, os membros se uniram com alguns membros do grupo BACK ON e o produtor Jin (irmão de Hide e ex membro da banda Pay money to my pain), gerando o novo grupo BAReeeeeeeeeeN.
Shio , Kosho

O terceiro álbum do grupo, vem em 10 de junho, aproveitando o embalo do filme baseado no dorama ROOKIES, chamado “ROOKIES -Sotsugyou-” que estreou no Japão no dia 30 de maio.
O álbum está sendo lançado em dois modelos, batizados de A e B. No modelo A, virá com um dvd com 4 videoclipes, enquanto o modelo B virá com a música Kiseki, grande sucesso de 2008 e tema do dorama ROOKIES.

Ainda para promover o filme, o décimo primeiro single, o Haruka está sendo relançado com uma capa que remete ao ROOKIES.

Em 2009, GReeeeN repetiu sucesso do ano anterior, e parte disso ainda são reflexos da canção Kiseki e do dorama ROOKIES que continuam em moda no Japão. Porém, a banda anunciou recentemente que está se separando porque preferem levar a carreira que eles se formaram a sério e não a carreira de cantores. Uma pena pro mercado pop japonês.

Categorias
Artigos Música

Taiko no Tatsujin

Com certeza, você já deve ter visto um amigo seu jogando no seu PSP ou no seu DS, ou mesmo ter visto algum anime, dorama, ou filme aonde as pessoas jogaram esse “estranho” jogo.
Batizado no ocidente de Taiko: Drum Master, o jogo produzido pela Namco virou uma grande sensação por utilizar uma arte milenar japonesa, de forma tão “pop”.

Para quem não sabe, em japonês, Taiko significa Grande Tambor com a união dos kanjis Tai (grande) e ko (tambor). No caso de Taiko no Tatsujin, ele já rendeu mais de 11 edições diferentes desde em sua estréia em 2001.

O sucesso do Taiko no Tatsujin fez a Namco até desenvolver um projeto paralelo, lançado para Nintendo, que foi o Donkey Konga, aonde o controle foi adaptado para bongos, você batia do lado direito e esquerdo e também batia palmas. Infelizmente, esse “spin off” só durou três edições se encerrando com o jogo Donkey Konga 3, depois disso foram produzidos outros jogos usando o bango como Donkey Kong Jungle Beat.
TaTaCon – O controle do Taiko no Tatsujin

A grande graça do jogo é no controle, tanto nos Arcade, como nas suas versões caseiras. Você usa um tambor estilo japonês, com duas plaquetas, batendo do lado direito e do lado esquerdo, de acordo com as os comandos da música no jogo.

O controle, adaptado para Playstation 2 e Wii, são encaixados no videogame como um controle normal. No caso do Wii, o TaTaCon é encaixado no Wii Remote, na mesma saída aonde é encaixado o nunchak e o classic control. No Nintendo DS, as plaquetas foram substituídas por duas canetas que você bate na tela touch. A versão mais sem graça fica para o PSP, aonde adaptaram para os botões tradicionais, perdendo a graça do jogo.
Jmusic, Anime, Dorama e muito mais

Um dos motivos do jogo ter caído no gosto do jogador japonês, foi justamente além da diversão de tocar taiko, é a seleção de músicas que cada nova versão ganha.

Na parte de animês os clássicos, como Ai wo torimodose! Tema de Hokuto no Ken até canções recentes como Hare Hare Yukai de Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Isso sem esquecer Doraemon, Pokemon, Touch que também marcam presença na série.

Em jpop, dependendo da edição, podemos encontrar Sakuranbo da Ai Otsuka, WON´T BE LONG! Da Koda Kumi e Exile entre outros sucessos do mercado fonográfico japonês.

Além de trazer temas de animes, alguns doramas também tem sua vez em alguns jogos da série.
Outro gênero sempre presente são os temas de jogos da própria Namco, como Brave Sword, Braver Soul de Soulcalibur II e Ridge Racer. Isso sem contar canções clássicas, além de canções originais feitas pela própria Namco.

Vale frisar o mais popular dos gêneros são os animes, tanto que já até ganhou jogo só disso, para Playstation 2, batizado de Taiko no Tatsujin: Tobikkiri! ANIME SUPESHARU.
Taiko: Drum Master o jogo chega aos EUA

Em 2005, a Namco levou a sua franquia para a América, a batizando de Taiko: Drum Master. Para a versão americana, sai a jmusic, sai as músicas de anime, e entra as músicas pop ocidentais.
Trazendo Toxic de Britney Spears, ABC de Jackson Five, Material Girl de Madonna, esses são alguns exemplos da lista de músicas da versão americana. De animes, veio “Rock the Dragon” do tema americano de Dragon Ball Z.

Mesmo trazendo uma seleção interessante e o controle TaTaCon, o jogo não emplacou, sendo o único produzido no ocidente.
Don e Katsu – Os mascotes de Taiko no Tatsujin

Os mascotes do jogo receberam o nome Don e Katsu, graças ao som produzido quando você toca taiko. Ironicamente, os nomes deles também fazem um trocadilho com a culinária japonesa, pois Katsudon é um prato com carne de porco de lá.

Taiko no Tatsujin no Brasil

E não é que o fliperama de Taiko no Tatsujin está no Brasil? O parque de diversões Hot Zone, importou Taiko no Tatsujin os colocando-nos mais balados shoppings do Brasil. No Rio de Janeiro, podemos encontrar Taiko no Tatsujin 3, no BarraShopping, enquanto em São Paulo, podemos encontrar no Morumbi Shopping. Completamente diferente de jogar da versão caseira, se você tiver nessas duas cidades, não perca a chance única que é jogar Taiko no Tatsujin.
Taiko na cultura pop

O sucesso do jogo pode ser medido na participação sempre que presente em animes, doramas e até filmes estrangeiros.
O jogo aparece na despedida da orquestra do dorama Nodame Cantabile, como também aparece na sua versão anime no episódio 13.
O filme Wasabi com o Jean Reno, Taiko no Tatsujin também bate carteira em cena. Nesse caso, o que rouba a cena no filme é Jean Reno em Tóquio dançando Dance Dance Revolution.
No anime Lucky Star, aparece no episódio 2, as garotas jogando Taiko no Tatsujin, irônicamente, a música escolhida é Hare Hare Yukai do animê The Melancholy of Haruhi Suzumiya.
Outro filme que o Taiko marcou presença foi Encontros e Desencontros lançado em 2003, da Sofia Coppola. Tendo no elenco Bill Murray e Scarlett Johansson, o filme se passa em Tóquio e mostra um relacionamento entre os dois ligado a carência por uma terra estranha.

Viagem no Japão

Viajei para o Japão em dezembro e joguei principalmente a edição 12 que tem músicas como Kiseki do grupo GReeeeN do dorama ROOKIES e Prisoner of love da Utada Hikaru, tema do dorama Last Friends. Ficando 3 meses no Japão, jogava Taiko no Tatsujin sempre quando encontrava uma loja de fliperamas, sendo em Tokyo, Nagasaki ou Nagoya, quem acompanhou minha viagem, sabe o quanto Taiko no Tatsujin aparecia na viagem.
Jogos Lançados

Arcade

Taiko no Tatsujin (Fevereiro 2001)
Taiko no Tatsujin 2 (Agosto 2001)
Taiko no Tatsujin 3 (Março 2002)
Taiko no Tatsujin 4 (Dezembro 2002)
Taiko no Tatsujin 5 (Outubro 2003)
Taiko no Tatsujin 6 (Setembro 2004)
Taiko no Tatsujin 7 (Setembro 2005)
Taiko no Tatsujin 8 (Março 2006)
Taiko no Tatsujin 9 (Dezembro 2006)
Taiko no Tatsujin 10 (Setembro 2007)
Taiko no Tatsujin 11 (Março 2008)
Taiko no Tatsujin 11 Asian Version (Abril 2008)
Taiko no Tatsujin 12 (2008)

Nintendo DS

Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon (26 Julho 2007)
Meccha! Taiko no Tatsujin DS: 7tsu no Shima no Daibouken (24 Abril 2008)

Playstation 2

Taiko no Tatsujin: TATAKON de DODON ga DON (24 Outubro 2002)
Taiko no Tatsujin: DOKI! Shinkyoku Darake no Haru Matsuri (27 Março 2003)
Taiko no Tatsujin: Appare Sandaime (30 Outubro 2003)
Taiko no Tatsujin: Waku Waku ANIME Matsuri (18 Dezembro 2003)
Taiko no Tatsujin: Atsumare! Matsuri da!! Yondaime (22 Julho 2004)
Taiko no Tatsujin: GO! GO! Godaime (09 Dezembro 2004)
Taiko no Tatsujin: TAIKO DRUM MASTER (17 Março 2005)
Taiko no Tatsujin: Tobikkiri! ANIME SUPESHARU (04 Agosto 2005)
Taiko no Tatsujin: Wai Wai HAPPI- Rokudaime (08 Dezembro 2005)
Taiko no Tatsujin: DON-KA! to Oomori Nanadaime (07 Dezembro 2006)

PlayStation Portable

Taiko no Tatsujin: Po-taburu (04 Agosto 2005)
Taiko no Tatsujin: Po-taburu 2 (07 Setembro 2006)

Advanced Pico Beena

Taiko no Tatsujin (2005)

Telefone celular

Taiko no Tatsujin Mobile

Categorias
Artigos Música

Review Musical: Aya Hirano

Com certeza, você já deve ter se deparado com a famosa dança de Hare Hare Yukai do anime Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Se a resposta foi não, pois bem, Aya também dublou e cantou a famosa música Motteke! Sērāfuku do anime Lucky Star. Ficou fácil desse vez, né?

Aya Hirano é cantora da gravadora Lantis, a mesma gravadora dos grupos JAM PROJECT e GRANRODEO. O destaque de Aya foi tanto no mercado nipônico, que a dubladora (seiyū) ganhou uma série de produtos, com sua imagem, como uma coleção de cards, e ensaios fotográficos. Isso acontece porque no Japão se valoriza demais o trabalho de um dublador, diferente de outras partes do mundo.
Lógico que uma dubladora se tornando cantora não é novidade, Aya apenas representa uma nova geração de artistas dessa categoria. Já tivemos casos como da série Macross, com Mari Iijima, ou também casos como Megumi Hashibara que cantou boa parte dos animes em que também dublou nos anos 90 até hoje.

Perfil

Aya Hirano nasceu em 8 de outubro de 1987, na prefeitura de Chiba, no Japão. Aya é dubladora e cantora de J-pop, sendo que já trabalhou em diversos animes, Visual novel e comerciais da Televisão japonesa. Ela é contratada da agência Space Craft Produce, que cuida da carreira de dubladora. Enquanto isso, ela também tem assinado contrato com a gravadora Lantis, nesse caso logicamente com a função de cantora.
Durante 2002 a 2003, ela participou de um grupo de jpop chamado “Springs”, depois do fim do grupo ela tentaria novamente como cantora, mas dessa vez solo, alguns anos depois.

Quando era mais nova, ela passou alguns anos nos Estados Unidos, antes de regressar ao Japão. Ela se juntou ao Tokyo Child Theatrical Group, uma divisão da Space Craft Produce. Aya começou participando de comerciais e depois como dubladora, sendo que seu primeiro papel foi no anime Tenshi no Shippo, como a personagem Momo.
Os seus filmes favoritos são Bela Adormecida, Edward Mãos-de-Tesoura e O Estranho Mundo de Jack.

A estréia como protagonista e como cantora solo

Formando-se no ensino médio, Aya se dedicou exclusivamente na carreira como dubladora e cantora. O momento de Aya chegou, quando ela ganhou a chance de dublar a personagem protagonista da série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Assumindo a voz de Haruhi Suzumiya, ela chamou atenção da mídia ganhando popularidade. Ela recebeu pelo seu trabalho como Haruhi Suzumiya, como melhor dubladora revelação no Seiyū Awards em 2006. Sua popularidade pôde ser sentida no mesmo evento, em que ela concorreu nas categorias, melhor personagem (feminino) principal, melhor single e melhor suporte a personagem (feminino).

Breakthrough

Seu primeiro single veio em março de 2006, com Breakthrough. Lançado pela Lantis, o primeiro single de Aya era as faixas de abertura e encerramento do visual novel chamado Finalist que lançado para Playstation 2.

Bōken Desho Desho?

Lançado em 26 de abril de 2006, o segundo trabalho da Aya, já era relacionado a série série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. O single ficou em décima posição na Oricon, graças à popularidade da série e da dubladora.

Nana e Death Note

Nessa época, a Aya crescia cada vez mais como dubladora, assumindo papeis cada vez mais importantes, como Reira Serizawa no anime Nana e Mina Amane em Death note.
Isso sem mencionar os outros personagens que a dubladora fez em 2006 que foram: Kahlua e Tequila Marjoram em Galaxy Angel-Rune, Yoko Sasakura em School Rumble, Tarance Claw no filme Doraemon: Zeusdesu Naida, Sanae Nakajima em Sumomomo Momomo, Shikimi em Himawari! , Mahiro Muto em Busō Renkin e Pachira em Renkin 3-kyū Magical ? Pokān.

Love ★ Gun

No evento Anime Summer Live realizado em 18 de março, Aya se juntou com elenco da série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu, realizando a segunda edição do concerto Suzumiya Haruhi no Gekisou.
Em 10 de outubro de 2007, Aya lançou seu quarto single, dessa vez, com uma campanha da Lantis por longos três meses sobre esse novo trabalho dela.
Esse foi o primeiro single da cantora no ano, justamente por revezar sua carreira de cantora com a de dubladora.

Lucky ☆ Star

O grande destaque de 2007 na vida de Aya Hirano foi com certeza a personagem Konata Izumi da série Lucky ☆ Star. A série foi o grande destaque de 2007, trazendo com bastante humor, a vida de colegiais. O destaque da série realmente é a Konata que é uma otaku, cheio de referências a cultura otaku.
Não é a toa que a Aya ganhou o prêmio de Atriz com melhor voz no Tokyo International Anime Fair.

Unnamed World

Em 23 de abril de 2008, Aya lançou o seu sétimo single, intitulado Unnamed Word. A música tema do single, Unnamed World é o encerramento da série Nijū Mensō no Musume que foi exibida entre abril e setembro pela Fuji Tv e produzida pelo estúdio Bones.

Riot Girl

O primeiro álbum gravado em estúdio de Aya, Riot Girl reuniu principalmente os seus primeiros sete singles pela Lantis.
O álbum veio com quatorze faixas, sendo 7 novas musicas e 7 de seus singles anteriores. Destaque para: LOVE★GUN, Hero, MonStAR, Ashita no Prism, Bōken Desho Desho?, Harmonia Vita, For you e Hōshi no Kakera.

Namida Namida Namida

O seu mais recente trabalho, foi lançado no dia 8 de outubro de 2008, e se chama Namida Namida Namida. A música tema do single está sendo exibida como encerramento da série Hyakko, que estreou no mesmo mês no Japão e continua em exibição por lá.
Aya faz uma das quatro heroínas protagonistas da série, a personagem Ayumi Nonomura.

Atualmente

Uma das grandes expectativas do público nipônico foi o retorno de Aya na voz de Haruhi Suzumiya, no novo jogo de dança para o videogame Wii, chamado The Parallel of Haruhi Suzumiya. Esse foi o segundo jogo para o console, o primeiro jogo The Excitement of Haruhi Suzumiya foi o terceiro de uma série que começou no PSP.
A produtora dos animes Suzumiya Haruhi no Yuuutsu e Lucky ☆ Star, a Kyoto Animation, exibiu a continuação da série misturado com episódios da primeira temporada. . Atualmente foi anunciado um filme , porém pouco se sabe, das novas aventuras da Brigada SOS.

Categorias
Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Lion Man Guetto – A reencarnação de um antigo herói


Lion Man (ou Lion Maru no original), com certeza é uma das séries mais nostálgicas quando o assunto são seriados de live action exibidas na extinta Rede Manchete. Tendo duas séries produzidas entre 1973 e 1974.

A P-Production criada por Tomio Sagisu, havia brindado um ano antes, o público japonês, com a série Spectreman. Entre os destaques da empresa fica para a primeira série de tokusatsu em cores no Japão, baseado no manga de Osamu Tezuka, Vingadores do Espaço (Goldar no original). Infelizmente a produtora que viveu seu auge com diversos heróis entre eles, os dois Lion Men, acabou fechando suas portas nos anos 80 um piloto mal sucedido chamado Silver Jaguar. Tomio Sagisu veio a falecer em 2004, ,assim fechando mais um capitulo da história do tokusatsu.

Atualmente, as séries como as duas séries de Lionman e Spectreman foram remasterizadas e lançadas em dvds super especiais, agradando os fãs mais nostálgicos da antiga produtora.

Uma nova série…

Foi divulgado na época da produção da série que a rede americana Cartoon Network com o sucesso de seus animes no bloco Adult Swin procurava investir em séries que se tornariam animes em potenciais. O que isso tem haver com Lionman? Eles encontraram no roteiro Lion Man Guetto, um grande anime. Entre os outros sócios dessa produção estariam a Tsubaraya Production e a Sony, mas acabou que esse projeto não foi adiante. O motivo? Justamente por causa de um “pequeno detalhe”, mas importante, que os japoneses donos dos direitos preferiam que a série fosse no formato(tokusatsu) live action e não o de um anime.

O projeto acabou não vingando, mas tirou o pó do roteiro assinado pelo criador original do Lion man, o Tomio Sagisu. Um dos receios do público mais velho e fã da série original, foi logo recebido com bons olhos, ao ser divulgado que o design dos personagens da série Lion man G, haviam sido publicados em 2000 no livro Lionman vs Spectreman, desenvolvido pelo próprio Tomio Sagisu.

Lion Man G acabou saindo do papel, num consórcio definido como “G” Committee envolveu a produtora Crescendo e selo Starchild. A produtora Crescendo têm em seu histórico, diversos doramas de sucesso, como Anego, Byakuyakou, H2 (do mesmo criador do manga Touch) e Trick (Neo Tokyo 12). A Starchild é um selo da empresa King Records, que tem um histórico de produção de animes bem famosos pelo público brasileiro como Love Hina, Digi Charat, Utena, filmes Neon Genesis Evangelion, além de ser o selo musical da cantora e dubladora mais famosa do Japão, a Megumi Hashibara.

Na produção de Lion Man G, o charact design original do Tomio Sagisu foi adaptado por Keita Amemiya, o criador de uma das maiores surpresas do gênero de tokusatsu no ultimo ano, a série Garo. Vale comentar que Keita Amemiya tem um histórico invejável como a direção das séries de super sentai Maskman, Liveman, Jetman, Zyuranger, Dairanger e metal hero Jiban. Ele também foi diretor de fotografia da série Kamen Rider ZO e criou o conceito original dos ovas da personagem Iria – Zeiram the animation. Ele como roteirista desenvolveu o roteiro e dirigiu o filme Mirai Ninja, baseado no jogo de mesmo nome da Namco, lançado no Brasil como Warlord – o senhor das trevas. Ainda no mundo dos games, ele criou os charact design de diversos jogos, sendo Onimusha 2 e 3 os mais conhecidos pelo público.

A direção ficou nas mãos de Jin One, enquanto nos roteiros foram assinados por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou. Lembrando que Dai Satou é um velho conhecido para quem curte animes, tendo trabalhado como roteirista em Samurai Champloo (Play tv e Cartoon Network), Cowboy Bebop, Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, Wolf´s Rain (Animax) e no filme lançado recentemente Casshern. Precisa dizer que depois de mais de 30 anos de ausência, a série Lion Man estava em boas mãos?

A série: Lion Man G –Uma fera transformada num guerreiro gigolô?

Passaram-se 300 anos, desde as séries originais, a história começa em 2011, em Neo-Kabukichou, uma região fictícia da verdadeira zona de meretrício (zona de prostituição) de Shinjuku em Tóquio.

Shishimaru reencarnou na forma de um azarado, covarde e gigolô que trabalha num Host Club (Cabaré ou clube de acompanhantes, se preferir) chamado Dreamin. Ele não é muito cobiçado pelas mulheres em geral, em compensação tem uma clientela fiel, que é uma japonesa acima do peso que sempre se esfrega nele como também aperta suas partes intimas, enquanto a outra acompanhante tem seus dentes todos tortos dando sorrisos, sempre tentando beijar o pobre do Shishimaru. Um costume que o novo Shishimaru, é sempre apertar sua parte intimida e rir em seguida, ganhando confiança para algo em seguida. Com esse perfil, difícil imaginar que Shishimaru é o mesmo personagem que na reencarnação passada foi um homem sério e que lutava bravamente contra Gosun na série original.

A região de Neo-Kabukichou é infestada da “droga” Skull Eyes, que são lentes de contato vermelha que dão estranhos poderes para quem os utilizada. Essa “droga é produzida pela Gousan Enterprises, administrada pelo próprio Gousan, a reencarnação do vilão Gosun da série original do Lion Man Branco.

Tudo começa a mudar, quando Kashinkouji surge pela região. Um senhor de idade que levamos a crer que tem a condição humana de mendigo, conhece a história de Lion Man e Joe Tiger. Andando pelas ruas da região, ele encontra a espada de Lionman num cesto de guarda-chuvas, roubando e guardando consigo.

Como não poderia ser diferente do original, Shishimaru acaba se encontrando e conhecendo Saori e Kosu K. Acompanhando esse novo universo, esses personagens são bem diferentes do original. A nova Saori trabalha como mizu shoubai (um trabalho similar de uma geisha, acompanhante de bares, cabarés e hostess bar) num bar da região, enquanto Kosu K é uma estudante de 14 anos que tem aulas para lá de exóticas com uma turma mais velha que ela. Vale lembrar que na série original, que Saori e Kosuke eram dois irmãos que procuravam seu pai na série original, acabando sendo se encontrando com Lion man. Aqui, além das mudanças da Saori, o garoto Kosuke se reencarnou na garota do colegial, Kosu K.

Shishimaru e as garotas são atacados por vândalos da região que usam Skull Eyes. Kashinkouji entra em cena e lança a espada nas mãos do medroso Shishimaru, para que ele se transforme. Transformado em Lion man Branco, ele tem medo do próprio reflexo no espelho não aceitando que virou um bicho, desfazendo a transformação em poucos minutos. Depois de transformando, ele acaba passando a mão em todas as partes do seu corpo para ter certeza que era humano de novo. Pensando rápido, mas gritando como um covarde que é, se percebe que ele consegue se desviar das armas lançadas por esses vândalos, por estranhos poderes que ele ganhou após a transformação. Shishimaru não aceitando sua forma como Lion Man, acaba tendo lembranças com o verdadeiro Lion Man branco da série original.

No dia seguinte, Shishimaru, acaba vendo leão em tudo que estava em sua frente, como crianças usando bonés com leão estampado, um documentário sobre leões e até mesmo uma música do Akira Kushida sobre leões acaba atordoando o nosso novo “herói”.

Uma pessoa que não consegue aceitar que Lion Man seja o paspalho do Shishimaru é o Jonosuke Tora, o Joe Tiger, que está disposto a desafiar para um duelo em breve. Ele carrega Ginsachi, a espada que lhe confere poderes para Joe Tiger e é o antagonista da série. No meio de mistérios e sem muitas delongas, o público não sabe como Jonosuke ganhou os poderes de Joe Tiger, mas encontra nele um verdadeiro herói, tudo aquilo que o personagem do Shishimaru não é.

Como pode se ver a série seguiu um caminho bem diferente da original, utilizando até recursos cômicos nas lutas do Lion Man, como os vilões puxarem sua capa durante a luta, e este usar a capa a seu a favor ao jogar sobre os mesmos. Algo impensável na série original, mas utilizada algumas vezes na série.

A amizade de Shishimaru e Jonosuke se desenvolve ao mesmo tempo que Shishimaru cresce como guerreiro. O desafio entre ele e Joe Tiger no meio da série, é um dos momentos ápices da série, aonde o humor não tem vez.

Perto do desenrolar da série, Kosu K decide fazer um aniversario surpresa a Saori e precisa da ajuda de Shishimaru. Fazendo a festa no Dreamin, Shishimaru conta com o apoio de todos os gigolos do lugar e também de suas clientes fieis na cozinha. O resultado é uma festa, aonde Saori embriagada pede para Shishimaru se revelar Lion Man, pois oferecerá “aquilo” em troca. Ele não pensa em duas vezes e se transforma num outro cômodo em Lion Man, chegando até a cantar no karaokê vestindo de Lion Man. Isso acaba gerando uma bronca do Jonosuke e do Kashinkouji que aparecem no aniversário. Saori ainda apronta, fazendo todos os convidados segurarem Jonosuke e ela roubar um beijo a força dele.

A conclusão da série é com Shishitora, um ser que é uma mistura do Shishimaru e do Jonosuke, enviado pela Gousan Enterprises. Ele se instala como o novo gigolô da Dreamin e usando as Skull Eyes, ele atrai todas as garotas para ele. Analisando Shishimaru e Jonosuke, ele consegue roubar as suas espadas, a Kinsachi e Gisachi, se transformando em Lion Tiger. Shishimaru e Jonosuke consegue a muito custo, sem seus poderes, abater essa nova cria do vilão Gousan, mas quem realmente rouba a cena é Kashinkouji que luta de igual para igual numa luta de espadas que impressiona.

O fim da série existe umas reviravoltas, uma chacina de personagens, como também Junior, filho de Gousan, seqüestrando Saori e revelando ser sua noiva para o seu pai. A sensação que dá é que a série acabou de forma prematura com 13 episódios. Existe a intenção de uma segunda temporada usando o Lion man laranja nos mesmos moldes, mas se confirmar, voltaremos a falar desse universo.

Analisando a série

Para os fãs das antigas séries, com certeza Lion Maru G à primeira vista parece uma sátira da série original, mas a medida que a série evolui, acabamos descobrindo qualidades que essa nova série trouxe. Focada na comédia até um pouco vulgar, sendo totalmente direcionada ao público adulto, a aventura ficou em segundo plano aqui. Lion Man G por ter diversas referências da série original, acaba despertando uma grande vontade de rever sa series originais. A reação que passa é que é difícil acreditar que o roteiro original seja mesmo do criador original da franquia, o grande Tomio Sagisu que veio a falecer em 2004. Adaptado por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou, o primeiro lembrado pelo excelente Garo, enquanto o segundo lembrado pelo excelente Wolf´s Rain, fica a pergunta até onde a série Lion Man G segue os roteiros originais deixados por Tomio Sagisu. Um consideração final sobre Lion Man G que Tomio Sagisu pode ter sofrido o mesmo problema que grandes roteiristas, tendo com o caso mais famoso o do Frank Miller (Batman, Sin City, 300 de Esparta), aonde o autor atualmente só cria hqs de qualidade duvidosa, vide o genial Cavaleiro das Trevas, que a pedido do público, Frank Miller produziu a continuação com sua esposa, o famigerado Cavaleiro das Trevas 2, recebendo criticas dos fãs por um material de qualidade duvidosa que não faz jus ao original.

Quando fiquei sabendo da série Lion Man G estava saindo do papel em 2006 e que trabalharia com reencarnação dos protagonistas, pensei que a série trabalharia com algo similar ao abordado na série Camelot 3000 da DC Comics. Está narra a volta dos mortos do Rei Arthur e seus cavaleiros, após uma invasão alienígena na Inglaterra do futuro. A série foi bastante polêmica na época por envolver drogas e homossexualismo, sendo censuradas pela Editora Abril. Recentemente a série foi relançada sem cortes pela Editora Mythos, mesmo com todos esses percalços em Lion Man G, existem similariedades entre si.

Um dos personagens mais estranhos da série fica por conta de Junior, o filho de Gosan, o vilão da série. Tendo dois guardas costas que servem de agiotas para Shishimaru e demais que o devem, Junior sempre aparece em cena com uma fantasia. Podemos dizer que ele tem um hobbie por cosplay, podendo ser visto muitas vezes vestido de mulher e interpretando como qual.

Para os fãs que procuravam algo fiel ao Lion Man original, resta indicar Garo, este sim com todas as características que Lion Man original tinha. Sobre a continuação, esperamos que Lion Man laranja não saia com sua imagem tão arranhada como Lion Man Branco, após Lion Man G.

– Séries da P-Productions que vieram pro Brasil

Príncipe Dinossauro (Rede Globo)

Goldar (Vingadores do Espaço)

Espectroman (SBT)

LionMan (Rede Manchete)