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Crítica | Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu

Esse foi um dorama muito especial, já que alguns fatos que acontecem aqui, já aconteceram com todo mundo. No meu caso especificamente, o protagonista perde seu avô e assisti esse dorama um tempo depois que eu perdi o meu. Então Sekachuu, tem um espaço especial, principalmente por esse episódio.

Sendo um dorama de doença, é uma série que desanima antes de começar assistir. Porém, ela é tão incrível, como as séries Beautiful Life e Ichi Rittori no Namida.

“1987 – Eu não consegui salvar a vida da única pessoa que eu amava.”

1991 – banco de medula óssea do Japão.

Sabe aqueles livros que você ouve dizer que são bons e de repente de ouvido em ouvido, vira um best seller? Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu, também apelidado de Sekachu, teve uma história assim. Tendo um nome em português para lá de brega “Chorando por amor, no centro do mundo”, tem todos os elementos de se tornar um clássico, sendo um dos doramas mais tristes da atualidade.

Tudo começou com a atriz e cantora Kou Shibasaki. Bastante popular no mercado japonês, a atriz leu o livro e comentou na sua coluna na revista Da Vinci. Ao escrever de como o livro a comovera em 2002, o livro caiu ao gosto do público vendendo em dois anos, aproximadamente 1 milhão e 700 mil cópias. Em 2004, o sucesso do livro converteria na forma de um filme que pode ser considerado um dos grandes sucessos do ano. O livro com o sucesso do filme, logo seria convertido em manga que também foi outro sucesso, vendendo um milhão de exemplares, enquanto o livro naquele ano chegou aos incríveis 3 milhões, tornando se o livro mais lido do Japão deste então. Para quem não se lembrou do nome Kou Shibasaki, ela atua em Battle Royale, e também participou tanto do filme num papel bastante importante, como cantando o encerramento do Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu.quando este virou dorama.

O que tem de especial “Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu”?

Tendo uma história triste, que até aqueles que dizem que não vão chorar, vão ser os primeiros com lágrimas nos olhos. Sekachuu estreou como dorama em agosto de 2004, sendo encerrado com 11 epísódios e um especial em 19 de setembro.

O principal diferencial desse dorama é justamente a gente saber o final desde o começo. Desde o primeiro minuto, o personagem Matsumoto Sakurato chora pela morte de sua amada há 17 anos atrás e vamos entendendo numa mistura de flaskbacks e o mundo atual, como Matsumoto se apaixonou por ela, perder ela e que motivo não se esqueceu dela. Logicamente, a primeira pergunta que vem a nossa mente é “Por que ele não a esqueceu, depois de tanto tempo?”.

A história
Sakurato Matsumoto é um médico em Tóquio, que está atualmente com seus 34 anos. Ele vive um drama constante em seu coração, sobre a perda da sua adorável Aki Hirose no colegial nos longínquos anos 80. Ele nunca se separou dela, carregando um frasco com cinzas dela, em seu bolso, sempre pensando no dia que ele se despediria dela.
Por motivos de saúde, Sakurato se afasta no seu serviço, voltando a sua cidade natal, para assim entender e se despedir de sua amada. Enquanto isso, não entendendo o porque desse seu sumiço inesperado, a Aki Kobayashi e seu filho de 6 anos, o Kazuki Kobayashi vão atrás de Sakurato, para ajudar o grande amigo.

Walkman

Sakurato anda na frente de sua antiga escola, vendo que os jovens de hoje em dia podem até usar o mesmo uniforme que ele usava, mas que cores de cabelos mudaram desde a época que ele freqüentou ali.

Ele lembra do dia que foi ao enterro de um professor da escola e em plena chuva, a estudante Aki Hirose lia o poema no enterro sem parar, mesmo naquela chuva, Sakurato abria seu guarda chuva e a protegia para o espanto de todos. A partir dali, os dois teriam uma estranha amizade colorida.

Tudo ia bem, senão fosse o amigo Akiyoshi Ryonosuke que também se apaixonou por Aki Hirose e pede ajuda do Sakurato para conquista-la. Assim, ele ajuda o amigo, ao criar uma história para um programa de rádio que a Aki ouvia, faturando o prêmio da época , um Walkman. A história basicamente contada na rádio é igual da Aki, mas Sakurato acrescentando o problema de leucemia, para tornar trágica, fez logo ela sacar que foi ele que escreveu e não o amigo dele.

Fazendo as pazes, Aki e Sakurato começam a trocar mensagens por fitas, que na maioria das vezes é por via do walkman que eles escutam.

O namoro

Enquanto isso, Aki batiza Sakurato de Saku, evoluindo a relação de namorado dos dois. Saku queria fazer uma grande surpresa para Aki e propõe uma viagem a uma ilha próxima inabitável, aonde havia um hotel inacabado.

Uma coisa que podemos perceber que o relacionamento nos anos 80 é muito mais severo que hoje em dia, por isso Aki foge do primeiro beijo de Saku, mesmo que ambos estejam namorando.


O avô de Saku

Kentaro Matsumoto é um antigo fotógrafo da região. Sendo avô do Saku, ambos têm uma grande relação de amizade, pelo qual se divertiam juntos, passeando juntos de bicicleta, entre outras coisas.

Ele confiando em seu neto, no que para ele seria a sua última missão. Kentaro pede para que Saku invada o cemitério junto com ele, para que possam roubar as cinzas de sua amada.

Revelando ao seu neto, que no passado sentiu um grande amor por uma garota da região, mas por diversos motivos, o casal não ficou junto, em virtude da guerra, dinheiro e doença, levando a caminhos diferentes. Ele nunca se esqueceu dela, mesmo casando com a avó de Saku, Kentaro nunca se esqueceu desse amor.

Saku acaba aceitando o desafio do avô, entrando no cemitério e achando o túmulo. Separando um pouco de cinzas dela e colocando num frasco, Kentaro fala que quando ele falecer, Saku deve misturar as cinzas, para as jogar no ar, pois assim ambos poderão viver juntos.

Alguns dias depois, Saku encontra seu avõ morto em seu laboratório, como se tivesse dormindo. Ele conta para Aki, que juntos, decidem encontrar o melhor local para aonde Kentaro possa ir embora junto com sua amada.
Esse é um dos capítulos mais tristes do seriado, sendo quase impossível, evitar as lágrimas.

A doença

Se foi um choque a morte do avô, Saku terá que se preparar para algo pior muito em breve. Começamos a perceber os primeiros sintomas de doença da Aki, como um sangramento no nariz em plena prova, aonde Aki resiste ao sangramento, não levando em conta que seria algo muito pior. Outros sintomas são os desmaios constantes que Aki começa a sofrer. Um detalhe importante aqui é que desde o começo, nós conhecemos o final da história, assim começamos a conviver o drama de Aki e Saku, sabendo antes deles que algo está errado com ela.

Um dos momentos mais tristes para Aki, justamente é abandonar as corridas, posteriormente a escola, por complicações de sua doença. Os pais dela pedem que Saku a esqueça, impedindo suas visitas no hospital, mesmo assim ele insiste todos os dias, conseguindo amolecer o coração de ambos.

A Viagem para Austrália

No Japão, quando você está se formando, você vai para a Austrália passar uma semana. Engraçado que fazendo num paralelo aqui no Brasil, pelo menos as escolas do sudeste têm o costume de escolher o nordeste brasileiro como turismo de ultimo ano. Voltando sobre o dorama, Aki fica muito chateada que não pode viajar junto com a turma por causa do tratamento, fazendo Saku não querer ir também. Com muita relutância, Aki pede pra ele tirar fotos da Austrália para ela.

Saku consegue tirar apenas uma foto em toda viagem que é do céu. A partir daqui, ele sempre ira tirar fotos do céu para Aki, já que ela não pode mais ver o céu no hospital, ilustrando seu quarto com belíssimas fotos do céu.

Uma curiosidade que o site do dorama na época, postava semanalmente fundos de tela com fotos dos céus tirados pelo Saku.

O casamento

Convivendo com a doença, Saku acaba sugerindo que ambos se casem. Ambos não conseguem, mas convencem seus pais a permitirem uma foto posada vestidos de marido e mulher.

Amigos e familiares ajudam os dois que se encontram na casa de fotografias que pertenceu ao Kentaro, agora assumida pelo pai do Saku, o Juichiro. A fotografia em especial, acaba simbolizando para os dois o casamento.

A morte

Com certeza, quanto mais avançamos no seriado, não desejamos que Aki morra em cena, mesmo sendo inevitável. Não vou chegar a descrever a fatídica cena, até porque primeiro por ser spoiler, e segundo que não sou nenhum sádico deste fim.
Aki por causa do tratamento, perde todos os fios de cabelo, como também emagrece drasticamente. Saku tenta realizar o ultimo desejo dela, em conhecer a Austrália, a carregando para o aeroporto, mas ela desmaia, num momento comovente, ele tenta carregar ela para o avião, sendo ajudado pelas pessoas ao seu redor.

Ela retorna ao hospital, apenas falando o nome dele, enquanto ele também é hospitalizado em outro quarto. Ficamos nos perguntando, como Saku ficara, quando ele acordar e perceber que está sozinho no mundo.

17 anos depois…

O seriado sempre retorna o presente por Sakurato do presente ser o narrador da historia. Sabendo como Aki realmente morreu, vemos que Saku não existe mais há muito tempo, sendo que Sakurato é uma pessoa totalmente diferente daquela do passado. Este havia morrido junto com Aki, mas será que ele conseguiria se libertar do peso do passado? Virar a página e viver sem esse peso nas costas?

Muitas pessoas do passado, ele reencontra em sua cidade. Mas no fim, o que realmente interessa é se a Aki Kobayashi e seu filho vão conseguir fazer Sakurato ser feliz de novo. Fica essa a nossa torcida, quando a vemos atrás de Sakurato, pedindo pra escutar sua história e deixar ele ser feliz de novo. No entanto, só vendo o seriado, para ver se Sakurato aceitara Aki e Kazuki, como uma nova oportunidade de viver.

A série em DVD

Não demorou muito para a TBS lançar em DVD o dorama Sekachuu, que vinha como brinde, além de algumas mini pôsteres, uma fita cassete com todas as gravações que Aki e Saku trocaram via walkman durante o dorama. Um grande diferencial dos dvds japoneses fica realmente na parte de brindes, já que os japoneses criam brindes extremamente diferenciais e que tem haver com o título.

Prêmios

A série entrou para o Emmy, faturando o prêmio da trigésima terceira edição. Um fato interessante é que a série concorreu com duas séries bastante conhecidas pelo público brasileiro. As séries da rede Globo, Mad Maria e Hoje é dia de Maria, foram enquadradas na mesma categoria, segunda a lista de finalistas do Emmy de 2005.

Sekachuu ficou em terceiro lugar da Oitava Edição do Nikkan Sports Drama.
A quadragésima segunda edição do Television Drama Academy Awars deu como grande vencedora daquela temporada, a série “Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu” oferecendo nada menos que 9 prêmios. A lista ai embaixo:

42nd Television Drama Academy Awards
Melhor Drama
Melhor Elenco
Melhor Ator: Yamada Takayuki / Matsumoto Sakurato (17 anos)
Melhor atriz secundária: Ayase Haruka / Aki Hirose
Melhor tema musical: “Katachi Aru Mono“ – Shibasaki Kou
Best Newcomer: Tanaka Koutaro
Melhor roteirista: Morishita Keiko
Melhor Diretor: Tsutsumi Yukihiko, Ishii Yasuharu, Hirakawa Yuuichirou
Melhor Videoclipe

Curiosidades

O papel da Aki teve mais de 723 garotas na disputa pelo papel, mas no fim, acabou sendo a atriz Ayase Haruka que faturou o papel. A cantora e atriz Rio Matsumoto quase faturou o papel, sendo bastante popular em doramas como Gokusen, ela é uma cantora da gravadora Avex Trax.

O sucesso no Japão logo levou a Coréia fazer um remake que estrearia em 2005, chamado “My Girl and I”. O sucesso no Japão continuaria a gerar outros subprodutos, como um musical, estrelados pelos atores Tanaka Koutaro e Sato Megumi.

O elenco e sua equipe se reuniria dois anos depois, na produção de Byakuyakou, tendo uma trama muito mais densa que Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu.

O elenco estelar

O protagonista Sakurato Matsumoto teve dois atores, separando a fase jovem e a fase adulto. O Sakurato de 17 anos foi interpretado por Takayuki Yamada, ele fez o protagonista do Densha Otoko, na sua versão em filme, além de ter atuado em diversos doramas de destaque: como H2, Taiyou no Uta e Byakuakou. Já a versão de 34 anos foi interpretada pelo ator Naoto Ogata.

A Aki Hirose, foi interpretada pela belíssima Ayase Haruka. Entre os destaques dela, é ter participado do Especial do dorama Hero como também ter dublado a Violeta de Os incríveis no Japão.

Uma atriz que vale um destaque especial é a Matsushita Yuki, que interpretou a professora Toshimi Yatabe, que sempre apoiou o casal protagonista em toda a série. Ela também aparece no dorama Engine.

No Brasil

Infelizmente o dorama nunca veio ao país, como nem o livro e nem o filme também baseado na obra. Porém, o manga Socrates in Love que é baseado no mesmo romance, veio ao Brasil pela editora JBC. Vale a lida, porém o mangá está bem longe de ser tão impactante como o dorama.

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Crítica | Engine

Está série é daquelas que você tem uma grande surpresa de ser muito boa, sendo que não haviam comentado dela antes com você. Chego a dizer que o dorama Engine de longe é uma das melhores séries japoneses que tive a oportunidade de assistir.

Tendo uma excelente fotografia e trazendo para o universo dos doramas, as corridas, vemos carros na pista, as famosas garotas em trajes mínimos, como também pilotos dando seu melhor para chegar ao seu melhor tempo.


Outro ponto fortíssimo é a música tema do seriado “I can see clearly now” do cantor Jimmy Cliff, enquanto a musica do protagonista é a “Angel” do grupo Aerosmith (recentemente veio tocar no Brasil). Optando por duas músicas de artistas bastante conhecidos no mundo inteiro, eles acertaram em cheio, tornando-se ideais para a imagem que o seriado quis transmitir.

É assim que começa a história de Jiro Kanzaki, um piloto da Fórmula 3000 que tem o sonho de chegar na Fórmula 1. Sendo segundo piloto, Jiro arranja uma briga com o piloto “cabeça” de seu time, após uma batida aonde Jiro queria o ultrapassar e ganhar a corrida. O resultado da briga é sua demissão e volta para o Japão depois de cinco longos anos fora.

Uma nova vida

Jiro ao chegar no Japão, percebe que as coisas não estão mais como ele as deixou. Sua casa virara um orfanato, aonde seu pai e sua irmã são os donos. A Casa do Vento têm doze crianças e ele terá que trabalhar na casa, caso queira morar ali de novo. Ele acaba descobrindo que sua irmã, Chihiro voltou a morar com o pai, por causa do divorcio, no entanto não entende o porquê do seu pai, Takeshi, ter aberto um orfanato.

Ele conhece a professora que cuida das crianças, Tomomi Mizukoshi que o define como um péssimo exemplo para as crianças, mas acaba descobrindo que pode estar profundamente errada. Além dela, o professor Motoichiro Torii também não gostou nada da vinda de Jiro na casa. Uma das pouquíssimas pessoas a seu favor é a cozinheira Eiko Ushikudo.

As crianças e o orfanato

Tentando refazer sua vida de piloto, ele vai até seu antigo treinador, mas não é tão bem recebido, nem por ele e nem por sua ex namorada, a Eiko Ushikubo. Tendo 27 anos e tendo deixado todo mundo falar sozinho, quando tentou carreira internacional, Jiro percebe que mesmo com a festa feita por sua antiga equipe, ele está sozinho nessa nova etapa da sua vida.
Daisuke é o garoto revoltado da turma. Com luzes avermelhadas no cabelo, ele é um adolescente que teve problema com os pais, mas mesmo não assumindo, gosta da família que ganhou no orfanato se preocupando com todos ali.

Harumi é uma das garotas mais bonitas da turmas, tendo por volta de 16 anos, seus pais se divorciam, fazendo ela não ter uma boa relação com sua mãe. Independente, ela tenta sair do orfanato, quando encontra um namorado disposto a se casar com ela.
Tooru e Aoi são irmãos e vieram para o orfanato, depois que seu pai foi preso ao matar a própria esposa. Tooru não sabe, mas Aoi mesmo pequena conhece toda a história, mesmo fazendo de conta que não sabe quando Tooru desconversa.

Shuhei é uma criança problema, tendo um histórico de quatro orfanatos, todos os seus pais adotivos o devolvem por ele não demonstrar sentimentos.

Shunta perdeu seus pais muito cedo, assim indo parar no orfanato. Ele é muito amigo do Akira, como também desenvolve uma bela amizade com Jiro, gerando muitos momentos engraçados.

Akira é um garoto que costuma sempre inventar histórias, não achando graça na verdade, ele acabou se tornando conhecido por suas mentiras. O pai de Jiro acredita que essa “qualidade” dele pode o tornar um grande escritor no futuro.

Morio é um garoto acima do peso que veio parar no orfanato numa promessa que seu pai voltaria quando estivesse consolidado num emprego e bem de si. Bêbado e gerando maus tratos, o pai de Morio não aceitou o fracasso na profissional descontando em seu filho.

Nao é uma garota que deseja se tornar um ídolo, tendo o pai no hospital e a mãe trabalhando excessivamente, ela decidiu ficar por um curto período de tempo no orfanato.

Yukie é uma garota tímida e chora sempre, por não ter tido o carinho dos pais. Ela é a mais sincera do grupo. Ela é muito amiga da Misae, que a fez melhorar e se tornaram grandes amigas.

Misae é a mais velha do grupo, ela está estudando para o vestibular. Ela foi abandonada pelos pais, hoje ela toma conta das outras crianças e tem como melhor amiga, a Yukie.

Nanae é a mais nova do grupo, tendo poucos anos de vida, veio de uma gravidez inesperada entre jovens. Ela se tornou o xodó do orfanato sendo sempre paparicada.

O rival

Jiro quando retorna ao Japão e fala com seu treinador, ele também encontra um piloto em seu lugar. Com uma fama sendo construída e egocêntrico, ao perceber que Jiro quer ocupar um espaço que é seu. Hiroto Sugawara não irá permitir tão fácil, logo afirmando que são seus patrocinadores que bancam aquele lugar, não havendo espaço para veteranos.

Com certeza, essa rivalidade dos dois é um dos pontos altos da série. Jiro chega a pedir ao treinador mais uma chance, deixando ser chantageado por Hiroto que sugere uma corrida entre os dois.

O resultado é uma corrida acirradíssima com Jiro ganhando e humilhando o jovem piloto. O treinador desconversa a aposta da corrida, ofercendo o emprego de mecânico ao Jiro. Uma forma “honrosa” dele ainda pertencer à equipe. Seria pegar ou largar.

Mecânico ou piloto?

Por essa, Jiro não esperava. Eiko fala pra ele uma frase que é quase um soco no estômago: “Tornar-se mecânico é aceitar que não será mais um piloto e deixar a paixão de guiar um carro de lado”.

Aceitar ou não aceitar? Acreditando que isso seja apenas um teste do treinador, ele decide aceitar o convite de emprego do seu antigo treinador, virando o novo mecânico da “Ichinose”.

Brigas

Tudo começa a ruir no orfanato, quando Tooru para evitar que sua irmã Aoi saiba a verdade sobre seus pais, espanca companheiros de escola que provocam revelar a verdade. O fato chega as mães vizinhas da casa, que começam a protestar o orfanato.

Senão fosse por isso, Harumi anuncia que vai se casar, assim deixando o orfanato e a escola, mas o noivo muda de idéia, fazendo o problemático Daisuke sair de casa e esmurrar o ex namorado da Harumi. O fato chega a ouvidos da região, fazendo mais uma vez os moradores acreditarem que deve ser fechado o orfanato por estar gerando péssimos cidadãos. A solução da vizinhança é obrigar aumentarem o aluguel da casa em 4 vezes, assim obrigando eles a fechar o lugar, mas não será tão fácil com Jiro estando na casa.
Jiro decide mais uma vez pedir pro treinador, para entrar numa corrida e com o prêmio pagar o orfanato para pelo menos seis meses. Assim começa o arco final que nós despede de Engine. Será que Jiro conseguirá o prêmio depois de tanto tempo parado?

Elenco

Essa série entre as formulas de sucesso é ter um bom elenco. Repleto de atores e atrizes de sucesso, essa série reúne diversos rostos conhecidos e vocês irão entender a seguir.

Comecemos pelo ator e cantor Takuya Kimura que interpretou o piloto Jiro Kanzaki. Ele é membro da banda Smap, uma das bandas mais conhecidas do Japão. Como não poderia ser diferente, ele atua magnificamente nesse dorama, sendo responsável também pela audiência estar acima dos 20% com o “Efeito Takuya”.

No papel da professora Tomomi Mizukoshi, a atriz Koyuki faturou o prêmio de melhor atriz no 45th Television Academy Awards. Entre os destaques dela aqui no Brasil, vale sua atuação em O ultimo samurai com Tom Cruise e Eragon.

Outra atriz que merece destaque é a a Matsushita Yuki, que fez a irmã do Jiro, Chihiro Kanzaki. Tendo entre outros destaque, o dorama Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu, aqui ela atua como irmã mais velha sendo sempre uma conselheira.
Entre as crianças tem o ator mirim Yuto Nakajima que fez o garoto Shuhei. Ele também atuou no dorama Nobuta wo Produce, como irmão mais novo do personagem Shuji. Ele participa de duas bandas mirins: a J.J Express e a Tap Kids.

O personagem Shunta Kanemura foi interpretado pelo ator mirim Komura Yuta. Ele também pode ser visto no dorama Kiken na Aneki com a atriz Itoh Misaki (de Densha Otoko dorama).
A Harumi Hida foi interpretada pela Erika Toda. Ela fez a Mariko, namorada do Shuji no dorama Nobuta wo Produce. Ela também fez Death Note 1 e 2, aonde interpretou Misa Amane. Por fim, ela também atuou em Hana Yori Dango 2.

A atriz Ueno Juri fez a veterena do orfanato, a Misae Hoshino. Entre seus destaques ela atuou no filme engraçadissimo Swing Girls, sobre um grupo de estudantes bagunceiros que querem formar um grupo musical sério da escola. Ela também atuou no dorama premiadíssimo Nodame Cantabile.
A tímida e chorana Yukie Ninomiya foi interpretada pela jovem atriz e modelo Kaho. Entre seus doramas, está também premiado Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu.

Tooru, o irmão super protegido de Aoi, foi interpreto por Daiki Arioka. Ele fez uma participação especial no tokusatsu Gaoranger, além de ser companheiro do Yuto na banda mirim J.J Express.

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Crítica | Long Vacation


Essa é uma série bem diferente e especial, para quem já está acostumado aos doramas atuais. Produzida em 1996, Long Vacation, foi o primeiro grande Hit do ator e cantor Takuya Kimura que virou sinonimo de sucesso depois disso. Já falamos de outras fabulosas séries dele por aqui, como Beautiful Life e Hero que tiveram o efeito Takuya na suas respectivass audiências.

Direto do tunel do tempo…

Voltando ao ano de 1996, a série tem toda uma característica anos 90, principalmente na roupa e nos cabelos dos personagens. Talvez para alguns, 1996 nem pareça tão longe assim, mas na hora que você ouve “La La La Love Song” cantada pelo dueto entre Toshinobu Kubota e Naomi Campbell, e surge na tela os personagens Senna Hidetoshi e Minami Hayama, difícil não se sentir deslocado.

Agora preste atenção, isso é só nos primeiros minutos, diferente de animes no qual sentimos a “data” na forma da animação utilizada na série, por sua vez doramas é mais percepetivel justamente por causa estar ligada a aquele contexto especifico. Não deixe de acompanhar, por causa disso, Long Vacation é uma série de um roteiro afinadíssimo e com uma trilha sonora marcante feita pela banda Cagnet, que torna essa série à favorita internacionalmente.

Minami, uma noiva deixada no altar.

Senna Hidetoshi dá aulas de piano numa escola da região e nem passou por sua cabeça que justamente aquele dia, tudo iria mudar na sua vida. Minami Hayama vestida de noiva, pressente algo errado ira acontecer no dia de seu casamento, correndo para o apartamento de seu “noivo”, dando de cara com Senna. Lendo uma carta deixada por ele, ela descobre que ele fugiu com uma garota, no dia do seu próprio casamento, deixando a pobre Minami, sozinha no altar.

Minami toma uma atitude drástica que é mudar para o apartamento de Senna. Sem lugar para morar já que com o casamento, ela abriu mão de sua carreira profissional e de sua casa, Senna a aceita, não sabendo que isso mudaria para sempre sua vida pessoal.

Tendo 31 anos, Minami sabe que sua carreira como modelo está em crise justamente por sua idade e que seu casamento seria uma excelente despedida do meio. Voltando a agência, ela é questionada realmente por causa disso. Sua melhor amiga, a Momoko Koishikawa, também modelo da agência

Conhecendo a tímida Ryoko.

Senna tem uma paixão platônica pela belíssima Ryoko Okusawa, que também trabalha na mesma escola de musica que ele. Tímida e sempre correta, Ryoko nem desconfia que Senna não queria apenas uma amizade com ela, mas justamente por também ser tímido, não consegue nem convidá-la para sair.

Bom, ele não conseguia, agora com uma presença feminina em casa, Minami ensinara todos os truques de como ele deve conquistar Ryoko. Sem perceber, seus truques serão viraram contra si mesma, apaixonando-se pelo próprio Senna.

Senna, o azarado.

A Minami tornando-se cada vez mais intima na casa de Senna, o batiza de Ayrton, numa referencia ao grande piloto brasileiro, Ayrton Senna. Fato curioso é que a série brinca muito com essa referencia, como também com Doraemon, quando Minami chama Senna assim, por sua forma robótica de tocar piano.

Senna vive a crise de seus 24 anos, por não ter tido sorte nem no amor, muito menos em sua profissão. Desejando tornar-se um pianista profissional de alguma orquestra mundial, Senna não conseguiu superar sua timidez de tocar ao um público, questionando se deve realmente continuar a investir nisso. Tendo Minami em casa, ele realmente não sabe se isso é uma solução ou mais um problema em sua vida, só que ele nem saberia que junto a Minami, as coisas só iriam se tornar mais estranhas.

O irmão de Minami e o pentágono amoroso

Mais perdido que a irmã, Shinji vem com sua namorada Rumiko para a cidade da Minami. Shinji é um talentoso pianista que leva a vida sem responsabilidade nenhuma, juntando dinheiro apenas quando vence no Pachinko, um jogo popular no Japão utilizado em cassinos locais por lá.
A entrada dos dois personagens na trama é o que realmente dá o sal a mais na relação “amorosa” formada por Ryoko, Senna e Minami. Shinji começa a trabalhar num como garçom em uma boate junto da Rumiko, convidando Minami para visitar ele em seu novo emprego. Minami convidando Senna e Ryoko, com a intenção que os dois fiquem juntos. Shinji se apaixona a primeira vez por Ryoko e convida ela fazer um dueto em dois teclados na boate. Surpreendendo a todos, Senna percebe que Shinji não está sendo bonzinho com a Ryoko apenas por ser amiga da Minami, mas estava com segundas intenções.

Mais tarde, Rumiko bate no apartamento de Senna perguntando sobre o paradeiro de Shinji, já que ele prometerá levar Ryoko para sua casa em segurança. Rumiko e Senna descobrem mais tarde que naquela noite, Ryoko e Shinji se beijaram.

Ryoko conta a Minami e Momoko sobre a noite com Shinji, sendo que as duas nem acreditam que Ryoko nunca havia beijado outro homem, interpretando que a garota teria ido bem mais longe que um mero beijo.

Enquanto isso, Shinji conta a verdade a Rumiko e pede para que ambos não se machucarem mais nessa relação, assim terminando com ela. Rumiko que ama Shinji não acredita no que está ouvindo, assim formando pentágono amoroso.

O contra ataque de Senna

Minami decide ensinar táticas ao Senna para recuperar o grande amor de sua vida, perdido ao Shinji. Ela nem percebe que a cada novo truque, ela se apaixona mais e mais pelo Senna.
Senna consegue um encontro com a Ryoko, no entanto como ambos são tímidos, o encontro não empolga muito Ryoko que pede distância de Senna.

Enquanto isso, Minami procura um novo emprego, depois que foi demitida da agência de modelos. Tetsuya Sugisaki, fotógrafo que tirou fotos dela recentemente, a pede em namoro como também oferece emprego para ela como assistente dele no estúdio fotográfico. Como deu parar perceber, a entrada dele na série, faz a série ter um hexágono amoroso.

Recapitulando os relacionamentos amorosos, Minami começou a namorar Tetsuya, mas na verdade ainda gosta de Senna, que gosta da Ryoko, que por sua vez gosta do Shinji, e por último, sua ex-namorada, Rumiko, ainda é apaixonada por ele.

Senna e Minami

Senna e Minami numa recaída se beijam fazendo Minami se sentir culpada pelo namoro com Tetsuya. Senna se sente péssimo por Minami não o aceita como namorado, e ser chamado de “irmão” por ela. A própria Minami não consegue tirar da sua cabeça o Senna, e Momoko ironiza Minami sobre qual dos dois, ela salvaria, caso um barco afundasse com os dois dentro.

Minami decide que irá se casar com Tetsuya, assim para fugir de seus sentimentos pro Senna, opta por se mudar. Ela também se sente incomodada com a idéia de Tetsuya ser divorciado e ter um filho de outro casamento, não sabendo se é realmente isso que ela deseja para o futuro de sua vida.

Enquanto isso, Shinji não conseguindo ficar na mesma casa que a Rumiko, pede para Senna dividir o apartamento com ele, ficando no mesmo quarto que era de sua irmã.

A batalha final de Senna e Ryoko

Professor Sasaki que sempre encorajou Senna para entrar em competições e superar sua timidez de tocar em publico, sugere tanto Ryoko como Senna, a competirem uma vaga numa orquestra nos EUA. Os dois aceitam, entrando em profundo treinamento para conseguir passar nesse concurso. Senna por nunca ter arranjado nada profissional, além de ser professor de música, decide que aos 24 anos de idade, se ele não conseguir passar, irá tentar outra carreia em sua vida.

Senna estava disposto a quebrar sua barreira com a sociedade e no dia de sua apresentação aos juizes, ele escolhe a música que lhe faz lembrar de uma pessoa especial. Senna passa para a próxima etapa do concurso, como também sabe quem realmente ama.

Ryoko também passa sem problemas para a segunda etapa do concurso fazendo a relação dos dois ficar ainda mais estremecida.

Quem irá vencer o concurso? Como fica a história do hexágono amoroso? Só assistindo essa incrível série. Long Vacation ganhou 10 prêmios do Television Drama Awards, sendo o destaque da temporada, como toda razão.

Elenco

Estrelado pelo Takuya Kimura, no papel de Senna “Ayrton” Hidetoshi, foi a consagração do ator no hall de grandes estrelas em doramas. Takuya também é membro da boy band SMAP e foi a partir de Long Vacation que sua presença tornou-se referência de boa audiência. Em Long Vacation, o episódio final, por exemplo, obteve 36,7%, extremamente alto para um país que mede sucesso da série, acima dos 20% de audiência. Não é a toa que Takuya virou realmente um fenômeno nos doramas desde então.

Outro destaque da série foi a Tomoko Yaguchi, que interpretou a Minami Hayami. Sua interpretação com o Takuya, formando a dupla Senna e Minami foi afiadíssima, tornando super natural a relação dos dois sob o mesmo teto.

A garota tímida Ryoko Okusama foi interpretada pela atriz e cantora Takako Matsu. Esse foi o primeiro dorama entre outros que ela contracenou com o Takuya, como Love Generation e Hero. Ela é uma cantora de jpop da BMG Japan e na época de Long Vacation, ela estava começando sua carreira musical.

Prêmios da 9th Television Drama Academy Awards para Long Vacation

Melhor drama: Long Vacation

Melhor ator: Kimura Takuya/ Hidetoshi Senna / Long Vacation

Melhor atriz: Yamaguchi Tomoko / Hayama Minami / Long Vacation

Melhor ator coadjuvante: Yutaka Takenouchi / Hayama Shinji /Long Vacation

Melhor atriz coadjuvante: Inamori Izumi / Koishikawa Momoko / Long Vacation

Melhor iniciante / Revelação: Matsu Takako / Okusawa Ryoko Long Vacation

Melhor roupa outfit: Yamaguchi Tomoko/ Hayama Minami / Long Vacation

Melhor roteirista: Eriko Kitagawa/ Long Vacation

Melhor elenco: Long Vacation

Melhor abertura: Long Vacation / La La La Love música de Toshinobu Kubota com Naomi Campbell


A história por detrás da música de Long Vacation

A música La La La Love cantada por Toshinobu Kubota e Naomi Campbell figura a lista da Oricon, como uma das músicas mais vendidas de todos os tempos. O sucesso dessa incrível canção atravessou o tempo e sua mais recente versão é a da cantora BoA no álbum Best of Soul.

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Música

Jmusic: Rimi Natsukawa – Um presente de Okinawa


Okinawa sempre nos brinda com artistas musicais diferentes, que juntam estilos musicais inusitados, formando um novo estilo de música. Uma região que já passou por domínios chineses, americanos e japoneses, Okinawa nos brindou com artistas como Orange Range, MAX, HIGH and MIGHTY COLOR, Cocco, Namie Amuro e tantos outros artistas.

Rimi Natsukawa é mais um presente da ilha de Okinawa, trazendo para o mercado fonográfico voltado ao jpop e jrock, um gênero tão esquecido pelos artistas pelos artistas nipônicos, o gênero folclórico de Okinawa, também chamado internacionalmente de Folk. Ela misturou esse gênero tão tradicional em Okinawa com a música Enka entre outros estilos, gerando a musica única de Rimi Natsukawa que já havia tornado cantora de musica Enka nos anos 90, quando tinha 16 anos, mas foi apenas em 1999, que retornou ao mercado musical, como uma cantora pop.

Enka- A música do sentimento

Para os fãs mais novos da música japonesa, a música Enka é vista como velha, antiquada e ultrapassada, principalmente em animes e mangas são demonstrado isso. Não tem como achar ruim, musica Enka, ao ver a personagem Urd, de Ah Megami-Sama, tem o ponto fraco de dormir, ao apenas ouvir esse antigo estilo musical.

Agora, mesmo com todo esse negativismo da cultura pop atual, não se fica claro o que é música Enka e vamos dar um breve resumida, sobre o que é. A música Enka é a antiga música popular japonesa, no qual você põe todo o seu sentimento ao cantar. Declamando o que você sente, em forma de protesto, confissão, ressentimento. Normalmente as cantoras de música Enka se apresentam, vestindo quimonos.

Atualmente, a música Enka, tornou a música popular para um público mais velho, sendo que a música JPOP, tornou a música popular, para o público mais jovem.

Um pouco sobre a cantora

A cantora nasceu no dia 9 de outubro de 1973, na região de ilhas de Okinawa. Seu verdadeiro nome é Kaneku Rimi e aprendeu a gostar de música enka, com seu pai, o Shizuo Natsukawa, ainda quando era criança. Para ela, Shizuo foi seu mentor criativo e principal influencia. Numa entrevista a revista Eye-Ai, a cantora comenta: “”Foi a partir dele (Shizuo, pai da cantora) que eu aprendi a gostar de música enka, e pensar nisso agora, estou tão satisfeita que ele me ensinou não apenas o estilo de Okinawa, mas o Enka, na maneira de como posso recorrer a todas estas formas de inspiração.”

Rimi, aos 3 anos de idade, ainda aprendendo a falar, já tinha timming, para cantar musica enka, cantando principalmente as músicas da Sayuri Ishikawa, bastante famosa na época. Seu pai, percebendo o potencial, logo decidiu a treinar, para tornar-se uma grande cantora de música enka. Inicialmente, a cantora também ensaiava música de Okinawa Folk, mas acabou deixando de lado, por causa da sua ênfase em tornar-se cantora de Enka.

A cantora debutou aos 16 anos, mas acabou não alcançando uma carreira muito longa, abrindo mão da carreira, após 4 anos no mercado fonográfico.

Okinawa Folk – A música das tradições

Rimi Natsukawa é definida como uma cantora japonesa que canta estilo Okinawa Folk. Um gênero totalmente novo em nossas páginas, também fizemos um breve resumo do que é esse estilo musical,.

Folk é um estilo de musica que existe no mundo inteiro, e está musica se refere ao povo, com suas crenças, lendas e tradições. Uma música que nasceu na Idade Média, era uma forma de divulgar noticias, como fatos históricos.

Okinawa Folk como no resto do mundo, conta em suas músicas a tradição da região, sendo um estilo musical próprio, além de usar o dialeto regional de Okinawa, em suas composições.

Esse estilo musical que nasceu há séculos atrás, e existe até hoje, se casando perfeitamente com a música Enka, tornando-se marca registrada da cantora Rimi Natsukawa

O retorno

Em 1999, a cantora teria uma nova chance, e agora, num novo estilo musical, como também com mais experiência, Rimi voltou aos holofotes, pela gravadora Victor Entertainment, a mesma de SMAP, Dragon Ash e outros grandes artistas.

Seu retorno como cantora, aconteceu no dia 21 de maio de 1999, com o single Yuubae ni Yurete. Seu segundo single, só sairia no outro ano, em 23 de fevereiro de 2000, chamado Hana ni Naru. É verdade, que a carreira de cantora, até aqui, não havia ganhado nenhum destaque, mas tudo estava para mudar, como lançamento do seu terceiro single, o sucesso estrondoso chamado Nada Sousou.

Nada Sousou

O sucesso de Nada Sousou, deve-se não só a interpretação de Rimi, mas aos autores da música, que são do grupo BEGIN, também da região de Okinawa.

Esse encontro, entre os dois artistas, ocorreu, porque a irmã mais velha de Rimi, a Mayumi, conhecia alguns dos membros do BEGIN. O encontro gerou esse terceiro single, que é uma das mais belas canções do repertorio da cantora.

Lançado em 23 de março de 2001, o single ficou em 21º lugar entre os singles mais vendidos em 2003 e em 58º lugar em 2004, segunda à própria Oricon. O sucesso do serviço Itunes no Japão, também repercutiu no sucesso da cantora, sendo que em outubro de 2006, a canção Nada Sousou, ainda era a terceira música mais vendida pelo serviço de musicas online da Apple no Japão.

Do pub ao Kouhaku Uta Gassen

Voltando um pouco na história, quando a cantora havia se desiludido com curta carreira profissional, assim desistindo de morar em Tóquio e voltando para Okinawa. Seguindo o pedido de seu pai, Shizuo, a cantora decidiu dar um tempo em sua carreira, assim acabando trabalhar num pub, aonde sua irmã, Mayumi cuidava.

De boca a boca, o sucesso dos karaokê interpretados por Rimi, tornou-se uma atração a parte do local. Cantando principalmente música americana das divãs como: Whitney Houston, Celine Dion e Mariah Carey, a Rimi, gostava de músicas que usava sua voz ao máximo, chamando atenção também por parte da equipe da NHK, em 2000. Um dos grandes sucessos que a Rimi gostava de cantar no pub, era justamente a canção “ My heart go on” de Celine Dion, tema do filme Titanic.

Relembrando, Saburo Fujiyama da NHK, comenta que ao encontrar Rimi pela primeira vez, era uma estrela brilhante, com um futuro promissor pela frente. Assim, lógico que ela seria uma das grandes atrações musicais do festival Kouhaku Uta Gassen naquele ano. Para quem não conhece, Kouhaku Uta Gassen é um programa exibido tanto na televisão como na rádio, na véspera do ano novo, numa batalha entre cantores de diversos gêneros musicas, divididos em duas cores.

O sucesso de Rimi no festival Kouhaku Uta Gassen foi o pontapé inicial para sua volta como cantora profissional.

Natsukawa Rimi SINGLE COLLECTION Vol.1

Lançado em 16 de março de 2005, foi seu primeiro álbum da cantora a receber o prêmio Nihon Record Grand Prize, por excelência.

Dueto com Andrea Bocelli

A cantora com o sucesso de sua carreira, fez diversos duetos, mas nada se compara ao dueto com o cantor italiano, Andrea Bocelli. Rimi e Andréa cantaram em italiano, a canção Somos Novios, que saiu no Japão, pela Universal Music Japan, no cd de Andréa Bocelli.

Ano Hana no Youni

A cantora foi lançou em 23 de janeiro de 2008, o single Ano Hana no Youni
, sendo o tema do programa “Full Swing”, do canal NHK.

Tendo em sua nova carreira, 11 álbuns (6 álbuns inéditos, 2 de covers, 2 de coletâneas e um mini-album), 14 singles e 2 dvds, Rimi Natsukawa é uma das maiores cantoras do Japão, sendo até chamada como uma das rainhas da música Enka atual. Ironicamente, a cantora não obteve sucesso comercial, sendo uma cantora de enka, tornando-se uma cantora de Okinawa Folk. Deixando rótulos de lado, Rimi Natsukawa é uma grande cantora e merece a fama que obteve, por seus próprios méritos.

Casamento e novo álbum

Em 1º de janeiro de 2009, a cantora se casou com o percussionista Masaaki Tamaki. Seu trabalho mais recente foi lançado durante 2009 chamado Kokoro no Uta.

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Crítica | Beautiful Life


Aqui no Brasil, existe uma prática muito comum de colocar os problemas da sociedade em novelas. Assim tivemos seqüestro de crianças, personagens com deficiência física, homossexualidade, mais recentemente síndrome de down. No Japão, o leque de opções para temas de doramas é ainda maior, assim não seria estranho trazer para as televisões japonesas um casal no qual a protagonista usasse uma cadeira de rodas.

Beautiful Life não se trata de uma história triste, e sim de uma história de amor com doses de comédia. Num dorama semelhante as nossas novelas ao mostrar um romance aonde um dos protagonistas usa uma cadeira de rodas, sugere que seja triste, mas não é o caso.

A série sucedeu o dorama de verão “Yamada ikka no shinbou” que teve uma média inexpressiva de 11,5%. A série Beautiful Life bateu recordes de audiência no Japão, sendo sempre superior a 30%, e tendo em seu capitulo final o inesperado 41,7%. Como já disse anteriormente, uma série pode ser considerada sucesso, quando supera os 20%. Para vocês entenderem melhor isso, a série de sucesso Densha Otoko conseguiu no máximo 25% no último episódio. Essa alta audiência, muitos fãs de doramas consideram ser um fenômeno chamado “Takuya Kimura”. Sendo um dos melhores atores da atualidade, as séries que ele atua sempre são sinal de sucesso. Aqui no Brasil, a única produção que ele esteve presente foi no anime “O castelo animado” que ele atua unicamente como dublador.

A história

Tudo começa quando Kyoko coloca a mão para fora do carro, assim sentir a temperatura. Shuji que passava com a moto ali naquela hora, quase cai ao ver a mão para fora do carro. Os dois discutem, mas quando Kyoko estaciona o carro e Shuji percebe que ela está numa cadeira de rodas, ele fica pasmo, mas não muda o jeito de falar com ela. Kyoko trabalha numa biblioteca e se surpreende ao se esbarrar de novo com o encrenqueiro em seu trabalho.

Ele pede informações sobre um elemento químico, mas ela como não é nada santa, o ironiza alegando que ele deve estar querendo criar uma bomba. O que ela não sabia é que ele é um cabeleireiro em extrema ascensão no badalado Hot Lips, por isso procurava criar uma nova substância para tingimento do cabelo, sem que prejudicasse os fios.

A relação de amor e ódio de Kyoko e Shuji pode ser comparada a série dos anos 80 “A gata e o Rato” (Moonlight, no original, que revelou Bruce Willis como ator). Desde o primeiro momento, sabemos que Kyoko e Shuji se gostam e torcemos para que eles fiquem juntos no final.

E a cadeira de rodas? Como eu disse, essa história não mostra a deficiência, mas uma história de amor e é assim que acabamos aprendendo a gostar da carismática Kyoko, interpretada pela divina Takako Tokiwa.

A promoção da Hot Lips

Shuji começa a pesquisar novos desenhos de corte de cabelo, para crescer na Hot Lips. Os melhores cortes, sempre são veiculados com uma entrevista do cabeleireiro em uma revista conceituada do mercado, assim Shuji não pode deixar essa chance passar em vão. Procurando por modelos na rua, ele não consegue encontrar alguém tão especial pra a revista publicar, assim pensa logo na Kyoko.

Desde o começo, vemos que a Kyoko tem um cabelo muito estranho de tom avermelhado e Shuji sabia que era sua grande chance de transformar ela e ganhar a promoção.
Trazer uma garota numa cadeira de rodas sugere como um golpe baixo do Shuji, entre os funcionários da Hot Lips. A verdade é que as fotos da Kyoko ganham destaque na revista, mas o que os funcionários do Hot Lips especulavam, torna-se verdade no qual seria explorado a condição física da Kyoko e não o corte de cabelo.

Kyoko ao ver a revista, joga rapidamente no lixo, estando com muita raiva que ela confiou num cara que a usou. Satie, a amiga de Kyoko, ao mostrar a matéria, logo percebe que tem algo de errado com ela.

Shuji havia prometido que ambos comemorariam juntos, fica decepcionado com a revista e tenta pedir desculpas para Kyoko que não crê muito nele. Kyoko revela sobre seu temor em relação a “barreiras” a Shuji, contando que gostaria de ser “normal” e freqüentar todo tipo de lugar. Ela só pode freqüentar lugar sem “barreiras”, que são lugares que uma cadeira de rodas pode passar. Os dois não encontram com facilidade um restaurante assim, optando por comer sempre lámen num restaurante móvel de rua.

Shuji X Satoru – Rivalidade na Hot Lips

Enquanto isso, Satoru sabendo o potencial se seu rival no trabalho, não pode deixar que isso afete sua fama também crescente. A primeira medida que ele toma, é evitar que Shuji fique cada vez mais famoso. Logo quando uma pessoa da revista liga para entrevistar Shuji, por causa do sucesso do corte de cabelo da Kyoko, logo Satoru pega o telefone e fala que Shuji está de férias.

Depois, Kyoko vai visitar a Hot Lips, porque Shuji deixou uns desenhos de cabelo com ela, Satoru pega e os copia. Ele devolve para ela, alegando que não poderia entregar para ele os desenhos. No dia seguinte, Shuji vê seus cortes de cabelo na cabeça das freguesas do Satoru.
Vale de curiosidade que na vida real, os atores Takuya Kimura e Takanori Nishikawa, respectivamente Shuji e Satoru, podem até serem rivais, mas no mercado musical. Takuya é da banda Smap, enquanto Takanori é da banda TM Revolution.

Dois mundos diferentes

Shuji e Kyoko acabam descobrindo que realmente se gostam, mas que ambos têm que enfrentar o amargo sabor de terem vidas tão distintas. Kyoko tenta por muitas vezes fugir desse tipo de relacionamento com Shuji, levando em consideração isso. Ao encontrar um amigo de época de escola, também na cadeira de rodas, ela acredita ser uma chance de fugir de Shuji, indo para Alemanha.

Ambos são muitas populares nos seus próprios mundos, para vocês terem uma idéia o Shuji está cercado de ex-namoradas, mas Kyoko também têm vários pretendentes. Essa idéia de contra partida é muito bem trabalhada na série, que acaba gerando a relação “A Gata e o Rato” dos dois.

Um dos grandes problemas de Kyoko ser feliz com Shuji pode ser definido como Masao Michida, o irmão mais velho de Kyoko. Não acreditando no amor dos dois, Masao pede muitas vezes que Shuji se afaste de sua irmã para que não torne as coisas mais difíceis. Masao não tem sorte no amor, assim com ajuda de sua mãe procura por relacionamentos arranjados.

Em nenhum momento, Shuji reluta sobre a condição de deficiência da Kyoko. Ela não acredita que ele possa abrir mão de tantos prazeres da vida para ficar com ela.

Segredos revelados

Shuji revela seu passado a Kyoko de como ele veio a Tóquio tornando-se um cabeleireiro. Sua família é formada só por médicos, mas ele mesmo tendo começado a estudar na área, percebeu que não era sua praia, assim caindo fora.

Kyoko mesmo ouvindo a história de Shuji não revela seu maior segredo. Este será revelado por sua mãe ao Shuji. Kyoko chegou a andar quando era mais nova, mas sua doença acabou fragilizando seus movimentos e ela não tem grandes chances de vida após os 30 anos. Shuji acredita que Kyoko não está nessa porcentagem negativa e não desiste de ter uma vida a dois com ela.

Como termina a série?

Muitas pistas plantadas em toda a série acabam sendo reveladas, chegando no auge do seriado. Além de uma boa história de amor, temos outros enredos como corrupção e concorrência entre cabeleireiros de luxo, sem mencionar quais decisões Shuji e Kyoko irão tomar e quais são suas conseqüências.

Um elenco estelar

Começamos pela estrela Takuya Kimura, da banda Smap. Uma das bandas mais tocadas no Japão e conhecida no meio de animes e mangás por terem feito a adaptação teatro musical dos Cavaleiros do Zodíaco (Santuário a Poseidon), Smap segue com 16 anos de sucessos. Takuya teve sua estréia nos doramas em 1990, com a série Otouto. Com raras exceções, o efeito “Takuya Kimura” é verdadeiro e os doramas em que atua, sempre estão acima do 20% considerado sucesso. Além de popular, ele interage com o público de diversas formas, seja dançando Parapara com personagens da Disney, ou fazendo uma sátira do Kamen rider Ryuuki, Takuya conquistou esse respeito do público, depois de diversos anos de mercado, sendo assessorado e agenciado pela agência Johnny & Associates. Beatiful life, ele interpreta o cabeleireiro em ascensão Shuji Okishima.

A personagem Kyoko Machida foi interpretada pela Takako Tokiwa, que semelhante ao Takuya, também não é desconhecida nos doramas. Tendo 7 prêmios, sendo destes, seis como atriz protagonista pelo “Television Academy Awars”, inclusive sendo um destes foi graças a Beautiful Life. Ela também atuou alguns filmes em Hong Kong tendo como produtor o Andy Lay de o Clã das Adagas voadoras, como o filme ainda inédito por aqui chamado “A Fighter’s Blues”.

Beatiful Life no 24º Television Academy Awars.

Tendo em médio de 35% de audiência, não era de se espantar que seu sucesso também refletiria nos prêmios dados pela academia. Não sendo muito diferente do gosto do público, a academia ofereceu nada menos que 10 prêmios à série, sendo a favorita daquela temporada. A série foi substituída nas noites de domingo pela segunda temporada de Sarariman Kintaro.

Prêmios que Beautiful Life faturou:

Melhor Drama

Melhor Ator: Takuya Kimura (Shuji Okishima)

Melhor atriz: Takako Tokiwa (Kyoko Machida)

Melhor ator secundário: Atsuro Watabe (Masao Machida)

Melhor atriz secundária: Miki Mizuno (Satie Tamura)

Melhor antagonista: Takanori Nishikawa (Kawamura Satoru)

Melhor roteirista: Eriko Kitagawa

Melhor diretor: Jiro Shono

Melhor música tema: Konya Tsuki no Mieru oka ni da dupla B´z

Melhor abertura

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Takuya Kimura – Conheça Kimutaku: O desejo das mulheres japonesas e a inspiração dos homens japoneses


Para quem conhece doramas há algum tempo, já deve teve visto o galã Takuya Kimura. Membro do SMAP, Takuya tornou-se membro em 1988. Hoje, 20 anos depois, o grupo é o mais bem pago do mercado musical.
Sendo garoto propaganda de diversos produtos, Takuya foi o homem mais sexy do Japão, durante 13 anos, entre 1994 a 2006.

Perfil

Nasceu em 13 de novembro de 1972 em Tóquio, Japão. Quando pequeno, Takuya, era um garoto bastante levado. Mais velho, ele começou a praticar kendo, hobby que mantém até hoje. Takuya dizia quando criança que queria ser veterinário, sendo sua tia, que enviou uma foto dele a agência Johnny, fazendo sua vida mudar completamente.

Os Skate Boys: Dançarinos dos Hikaru Genji

Avançando no tempo, até 1988, Takuya era um dos dançarinos de palco, do grupo super popular chamado Hikaru Genji.
Hikaru Genji foi um dos grupos mais famosos de jmusic dos anos 80, e seu diferencial era justamente, por o ser um grupo que usava patins no palco. Até hoje, Hikaru Genji é referencia em animes, mangas e doramas, como na série Hanakimi exibida em 2007.
Takuya Kimura, Inagaki Goro, Masahiro Nakai, Tsuyoshi Kusanagi, Shingo Katori e Mori Katsuyuki se conheceram, como dançarinos do Hikaru Genji, e tiveram uma chance, quando foram selecionados entre os dançarinos do Skate Boys, formando o grupo mais popular do Japão até hoje, o SMAP.

SMAP: A reinvenção de uma boyband

SMAP vem de Sports Music Assemble People que em português numa tradução livre significa Os Esportes e As Músicas Unem as Pessoas. O grupo está com 20 anos na estrada, tendo 18 álbuns e 42 singles lançados.

Numa época que a crise de boy bands no Japão, um estigma vindo de sucessos como Hikaru Genji e Menudos. SMAP reinventou a fórmula das boy bands.
Para a estréia, a Johnny lançou o grupo, numa peça de teatro, baseada em Cavaleiros do Zodíaco, em agosto de 1991. O SMAP interpretou os cavaleiros de Bronze, com exceção do Takuya que ficou com o papel de Poseidon. A peça ainda teve participações do grupo TOKIO como cavaleiros de ouro.
O primeiro single do grupo veio logo em seguida, com “Can´t Stop!! – LOVING” lançado em setembro, sendo o 2º mais vendido da Oricon na época.
A Johnny queria mais e reformulou a forma de comunicação do grupo os colocando individualmente em diversas produções. Sendo animes, doramas, comerciais, o SMAP tinha que estar presente em todas as mídias.

O sucesso dessa tática, tornou-se modelo, pra grupos até hoje, como Arashi, V6, Kat-Tun entre tantos outros.

Nos doramas

“Eu não sou bom o suficiente para você?“ foi frase célebre do Takuya no dorama Asunaro Hakusho, que deu inicio a febre Kimutaku.
Em 1994, praticamente todas as mulheres o desejavam e os homens queriam ser como ele. A sua maneira de se vestir a seu corte de cabelo, tudo era forma de inspiração para uma geração de homens dos anos 90.

Takuya estreou em seu primeiro dorama em 1990 com Otouto, mas foi com Asunaro Hakusho, no papel do universitário Osamu, que chamou atenção da mídia. Sua consagração veio em 1996 com a série Long Vacation com o personagem Hidetoshi Senna.
Okishima Shuji, o cabeleireiro que se apaixonou pela bibliotecária paraplégica Machida Kyoko, sensibilizou o público, no dorama Beautiful Life.
Em 2001, Takuya conseguiu bater um recorde nos doramas, tendo 36,8% de audiência com a série sobre promotores, chamada Hero. Nessa produção, Takuya fez o promotor Kuriyu Kouhei que por ser diferente dos promotores tradicionais, caiu ao gosto do público.

No dorama Good Luck, Takuya fez o co-piloto Shinkai Hajime. Takuya fez par com Shibasaki Kou que ficou famosa por sua atuação em Battle Royale.
Dois anos depois, Takuya fez o Satonaka Halu, o capitão do time de jockey, fazendo par romântico com a Takeuchi Yuko, no dorama Pride.
Em Engine, o Takuya foi o piloto de corrida, Kanzaki Jiro, depois de fracassar como piloto fora do país, tenta mais uma chance voltando pra casa. Ele fez par romântico, com a Koyuki, do filme Ultimo Samurai.
Muitas séries em que atuou, a audiência geralmente ficam entorno de 30%, o que alguns fãs batizaram de ser o efeito “Takuya”. Em 2001, a série Hero bateu recorde de audiência de 36,8%. Essa audiência só seria batida em 2003, com a série Good Luck, em que ele também atua, gerando a audiência de 37,6%.

Em exibição, Takuya é o protagonista da dorama CHANGE, que tem como pano de fundo, a política. Ele interpreta o filho de um político que morreu de forma trágica junto com seu filho primogênito. Interpretando Asakura Keita, Takuya, faz um professor que não quer saber de política, mas graças a pressões da família, aceita assumir o cargo que era do seu pai.

Nos filmes

No cinema, Takuya participou do filme “2046” com um elenco de estrelas de Hong Kong, como Zhang Ziyi (Tigre e o Dragão), Gong Li (Memórias de uma Gueixa) e Faye Wong, cantora chinesa de bastante sucesso na Ásia.
Em 2005, Takuya participou do seu primeiro e único papel num anime, que foi o personagem Howl do filme O Castelo Animado (Howl´s Moving Castle), do diretor Hayao Miyazaki.
O filme baseado no dorama HERO de 2001, reunindo o elenco original, estreou em setembro de 2007. Sendo um grande sucesso, HERO permaneceu dois meses em primeiro lugar no cinema japonês.

Takuya também fez o filme Bushi no Ichibun, do diretor Yoji Yamada. Ele ganhou o prêmio de melhor ator, pela Japan Academy Prize, mas recusou o prêmio por causa da sua agência, a Johnny & Associates. Segundo a própria, a recusa deve por ele competir com outros grandes nomes do cinema japonês o que vai contra os valores da agência.

Casamento

Takuya casou se em 2000 com a também cantora Shizuka Kudo, que era membro dos grupos Onyanko Club e Ushirogami Hikaretai. Em 2001, nasceu a primeira filha do casal, a Kokomi e em 2003, a segunda filha, a Mitsuki.

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Hard Gay Fuuuuuuuuuuuuuuuuuu! (フゥ~!)


Hard Gay é um dos personagens cômicos mais famosos do Japão no momento. Usando roupa de couro, e tendo a marca registrada em rebolar o quadril e seus gritos como “Fuuuuuu” e “Okay”, o personagem criado por Masaki Sumitani é um dos grandes destaques de 2005 pra cá. Para nós brasileiros, o visual de Hard Gay lembra o personagem Pit Bicha, criado pelo Tom Cavalcante, enquanto outros definem, que Hard Gay é um membro expulso do Village People. O personagem criado para o programa Bakushō Mondai no Bakuten, tornou-se a grande salvação do programa que iria ser cancelado, dando picos de audiências de 14%.

Hard Gay – A Origem

O Razor Ramon Hard Gay (é o nome dele, sendo abreviado apenas para Hard Gay ou também para a sigla HG) começou em 1997, como lutador de wrestling profissional (também conhecido como Telecatch), que é um esporte onde o praticante deve derrotar um oponente sem atacá-lo com objetos inanimados, como armas.

Masaki Sumitani acabou se mudando para Osaka, participando de um grupo de comediantes chamado Yoshimoto Kogyo. Lá, entre interpretou diversos personagens, entre eles, um padre e um punk. A opção do personagem Razor Ramon torna-se homossexual partiu do próprio criador, em uma conversa entre amigos e membros do grupo de comedia. Foi Kobayashi Kendo, do mesmo grupo, que sugeriu a caracterização do personagem fosse chamada de Hard Gay, justamente por se referir a dança do próprio ator. Não precisa imaginar que Hard Gay, também foi levado em conta por significar a “A arte gay” e também a “Hardcore Gay”, tornou-se o nome Hard Gay utilizado desde então por Masaki Sumitani.


Para a criação do personagem, Sumitami freqüentou diversos bares gays, na região de Doyama-cho, em Osaka. Para revisar a criação do personagem, ele freqüentou a região Minami-Horie, onde encontrou uma loja chamada VFTQ, especializada em moda gay no Japão. Vale lembrar que entre as curiosidades que ele tem, é que seus óculos escuros são o mesmo que o cantor Elvis Plesley usava.

Para sua interpretação, Masaki, comentou já em algumas entrevistas, que se baseou no cantor já falecido, Freddy Mercury, do grupo Queen.

La Vida Loca – O tema de Hard Gay


A música La Vida Loca do cantor Ricky Martin, auge nessa época, havia chegado a todo mundo, inclusive no Japão, e logo quando Masaki ouviu, decidiu naquela hora que seria o tema ideal para seu personagem.

Hoje, para população japonesa, a canção La Vida Loca tornou-se o tema do personagem que invadiu todo Japão, com o enorme merchandising sobre ele.

Entre o amor e ódio da população japonesa


Tornando-se popular no programa Bakuten, exibido pelo canal TBS, Hard Gay pela ironia do destino, virou o mais desejado pelas adolescentes japonesas. Chacoalhando os quadris e gritando “Fuuu” e “Haado GEI” (pronuncia em japonês das palavras em inglês Hard Gay), o personagem caiu ao gosto da população japonesa, no horário família, na TBS, algo bastante incomum. Sendo um personagem criado com algumas características sadomasoquistas e pra lá de sexuais, Hard Gay teve sorte em ser aceito, já que outros artistas por muito menos, não tiveram a mesma aceitação. Vale lembrar que Hard Gay não é o único personagem que faz uma caricatura exagerada do universo homossexual, mas foi o único que obteve êxito.

Uma das razões do sucesso de Hard Gay no horário familiar é justamente a missão de ajudar as pessoas, seja conscientizando as pessoas com limpeza em parques, ou ajudando um restaurante de Lamén que estava indo mal em vendas, entre outras missões em pró a sociedade.

O personagem Hard Gay tornou-se uma figura popular, principalmente entre as crianças. O engraçado dessa história toda é que Hard Gay ganhou o “status” de ame ou odeie, sendo assim, do mesmo jeito que muitos adoram o personagem, existe também aqueles que o odeiam.

As pessoas contra “Hard Gay”

Sendo criticado, por ofender uma minoria sexual, Hard Gay é condenado por fazer um estereótipo pejorativo, utilizando-se do bizarro. Kanako Otsuji, uma das maiores defensoras do homossexualismo no Japão, fez a seguinte declaração, na Liberdade lésbica da Assembléia Provincial de Osaka da Mulher.

“[A forma como a mídia trata minorias sexuais] me deixa irritada. Esta manhã eu vi [comediante] Razor Ramon pela primeira vez. Eu nunca o assisti antes na televisão. Eu só havia ouvido falar dele. Ele não é homossexual. Ele usa apenas uma caricatura gay para sua atuação, fazendo as pessoas rir. Eu tenho medo que as pessoas vão começar a imaginar que os homossexuais são pessoas como ele, que gritam e mexem seus quadris”

Kanako Otsuji

As criticas sobre Hard Gay não pararam por aí, a Hokkaido Associação da Minoria Sexual de Sapporo, também fez a seguinte declaração: “A aceitação de Hard Gay pelo público japonês mostra-me que há uma forte tendência aqui para ver a homossexualidade como algo engraçado. Isso é triste.”

Hard Gay e a mídia

O sucesso de Hard Gay foi tanto, que logo a publicidade japonesa, percebeu o potencial em torno do personagem, assim utilizando para uma série de anúncios do país. Entre eles, podemos destacar o lançamento do filme Quarteto fantástico no Japão, em que o traje Hard Gay, ganhou uma leve alteração, trocando a sigla HG pelo número 4.

Diversos produtos com o Hard Gay chegou as lojas, entre eles: camisetas, chaveiros, inclusive sua própria versão do brinquedo Pula Pirata.

Hard Gay e a cultura pop


Quando um personagem se torna ícone, não demora muito para ele aparece em tudo que é produção, assim Hard Gay começou aparecer direto em diversas produções tanto em anime como em live action no Japão.

O caso que mais chama atenção é o episódio 39, da série Boukenger (no ocidente adaptada como Power Rangers Ultra Veloz), aonde aparece uma pessoa parecida com ele, e agarra um dos personagens da série.

Entre animes, diversas produções, Hard Gay apareceu, entre elas, destaca-se a citação dele em Suzumiya Haruhi no Yuuutsu, Bokusatsu Tenshi Dokuro-chan, Gantz, Gintama, Lucky Star, Pani Poni Dash! Isso é apenas um dos exemplos que o personagem Hard Gay tornou-se um personagem popular principalmente entre as crianças.

Agora não pense que apenas em tokusatsu e animes, o comediante apareceu, já que ele também apareceu em diversos doramas, destacando-se: Ichi Rittori no Namida, Nobuta wo Produce e Hana Yori Dango.

Diversos programas de entretenimento japonês criaram provas baseadas no personagem. Desde em como requebrar os quadris, como ele a provas mais complicadas, em imitar o personagem. Hard Gay tornou-se mais um ícone da cultura pop japonesa.

Young Man


Na carreira musical, o comediante lançou apenas um trabalho de mercado, cover da canção Young Man, do grupo Village People. O single ainda vem com duas versões remixadas da cover Young Man, intituladas: Young Man “Venus Fly Trapp HB Mix” Young Man “Adult Trance Mix”. Como de praxe nos singles japoneses, a versão do Young Man cantada por Hard Gay, também ganhou uma versão karaokê.

O videoclipe Young Man vem com o mesmo humor característico do personagem, trocando os membros do Village People, por 5 Hard Gays, no palco. O original no centro, e quatro versões dele, atrás, cantando e dançando do mesmo jeito que conhecemos o Hard

O casamento do Hard Gay

Masaki Sumitani sempre deixou claro que ele e o personagem são bem diferentes, inclusive na sexualidade, assim, logo se confirmaria, quando o comediante se casou com a modelo Anna Suzuki em 10 de agosto de 2006.

Em março desse ano, o casal anunciou a gravidez do seu primeiro filho, prometido para 30 de julho de 2008. Masaki anunciou também que irá reaparecer na mídia como Hard Gay.

Atualmente, ele voltou ao ar apresentando um programa de madrugada que trata de assuntos um pouco “calientes”, porém ainda não ganhou destaque pela mídia japonesa, como na vez passada. Será que Hard Gay foi um personagem cômico apenas pra uma temporada no Japão?

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Rain – O Super Star número 1 da Ásia ganha o Mundo


            A música coreana está ganhando o mundo e Rain é mais uma das promessas internacionais nesses últimos anos. Excelente cantor, dançarino, modelo e ator, Rain é um artista completo da agência JYP Entertainment.

Perfil

            O nome verdadeiro de Rain é Jung Ji Hoon, ele nasceu em Seoul, na Coréia Do Sul, no dia 6 de junho de 1982. Rain tem 1,84 m e 75 kg e seu tipo sangüíneo é 0+. Ele tem como hobbie: ver filmes e músicas, além de comprar roupas e sapatos. Seus atores favoritos são: Charlie Chaplin and Seok-Kyu Han e seus cantores são: Michael Jackson, Janet Jackson e Usher.  

            Rain se formou na Universidade de Kyung-Hee em Artes Pós-Moderna e atualmente está cursando na Universidade Dan-Kook o curso de Maj. Em Artes.

            Seu interesse por Hip Hop e R&B veio quando ele estava ainda na sexta série, equivalente ao nosso ensino fundamental.

Rain – Pi – Bi – YU – Como se fala o nome Rain?

            A palavra “rain” (chuva em português), tem algumas formas bem diferentes de ser chamado pelo mundo, em particular na Ásia, ganhando diferentes nomes em cada país que passa. Na Coréia do Sul, o nome de Rain é Bi, enquanto isso seu nome no Japão é Pi. Na China, seu nome também varia sendo chamado de Yu, enquanto isso nos EUA, Canadá e toda Europa, seu nome é pronunciado como a palavra inglês Rain.

Carreira

            Jung Ji Hoon na adolescência entrou para boy band chamanda Fanclub, que tiveram uma vida curta, lançando apenas 3 singles no final dos anos 90.

            Os problemas de Jung Ji Hoon começaram quando sua mãe ficou doente e ele estava sem dinheiro, assim tendo que passar uns apertos financeiros com sua irmã, para tomar conta de sua mãe.

            Não querendo abrir mão do seu sonho de ser um cantor, Jung Ji Hoon continuou a ir a audições de gravadoras na Coréia. Ironicamente, um dos motivos que teve rejeição em uma audição em especial, segundo próprio Rain numa entrevista a CNN, foi por ele não ter Pálpebras duplas, uma característica em especial na Ásia que era de interesse dessas agências/gravadoras.

            A vida de Jung Ji Hoon mudaria completamente, ao ser aprovado na audição da agência JYP Entertainment. Park Jin Young, CEO da agência, tendo interesse nele, o contratou assim fazendo Jung Ji Hoon sofrer por treinamentos adequados e também atuar como dançarino de fundo de alguns artistas. Esse treinamento que levou alguns anos, transformava Jung Ji Hoon, assim nascendo o nome Rain.

Debut

  Em 2002, Rain estreava nas lojas, com o álbum, o “Bad Guy”, que ficou em 9º lugar nas lojas coreanas no mês de estréia, ficando e 45º como álbum mais vendido naquele ano.

  Sua estréia foi muito bem recebida pelo público coreano, assim Rain faturou os prêmios: MBC Top 10 Artist Award, KBS Music Award SBS Music Award, SBS Seoul Gayo Award, M.NET Music Video Festival, KMTV Korea Music Award e Golden Disc Award. 

Rain nos doramas

             Semelhante a outros cantores de sucesso, Rain também foi para televisão para atuar em doramas. Sua estréia foi em 2002, com a série Orange, seguido em 2003 com a série Sang Doo, Let’s Go To School que foi o debut do cantor como ator.

            O grande sucesso na carreira de Rain como ator, foi com a série Full House em 2004, aonde todos os episódios superaram a audiência de 30% no país. Full House conta a história de Han Ji-Eun que enganada pelos amigos, vai a China por um falso concurso do banco, o que ela não sabia que seus amigos enquanto ela viajava, eles venderam sua casa, assim deixando ela totalmente sem nada. Dentro do avião, ela reconhece o ator Lee Young-Jae que não faz muita questão de cumprimentar ela, essa estranha amizade, que se torna o casamento “arranjado” mais hilário de todos os tempo, foi um grande sucesso só não na Coréia, como em diversos paises, como Filipinas, Malásia entre outros. O sucesso nas Filipinas foi o absurdo de 52%, tanto que o canal GMA Network especializado em remakes de novelas da Televisa, que atualmente exibe Marimar e a Usurpadora locais, está com os direitos de criar a sua versão local de Full House.

            Voltando sobre a carreira de Rain, ele ainda atuou em 2005 no dorama Banjun Drama e a última série que atuou foi em A love to kill em 2006 pelo canal KBS2. Desde então, ele está atualmente mais voltado para sua carreira internacional.

            Vale mencionar que esse ano teremos a estréia de Full House 2 que é bem provável que haja um novo elenco na série. Esperasse que o elenco original faça participações especiais na nova série. 

Rain nos filmes

             Nos cinemas, Rain estreou com o filme I’m a Cyborg, but It’s Ok do diretor Park Chan-Wook, famoso pela trilogia de vingança (Oldboy, Sr. Vingança, e Lady Vingança que tiveram seus filmes lançados no Brasil, os dois últimos recentemente). I’m a Cyborg, but It’s Ok  foi exibido no Brasil pelo Festival do Rio em 2007.

            Inédito tanto nos cinemas como nas locadores, I’m a Cyborg, but It’s Ok conta a história de Young-goon que é uma garota que acha que é uma cyborg, assim indo parar numa clinica psiquiátrica. As coisas só mudam, quando aparece o metido Il-soon surge e o relacionamento dos dois fazem ambos ver o mundo de outra forma.

            Mesmo não sendo um filme recheado de cenas de ação, o filme tem qualidade do diretor Park Chan- Wook, além de ter um elenco excelente, que não deixa a peteca cair.

            Deixando o cinema asiático de lado, o cantor Rain também estréia no cinema americano no filme Speed Racer. Sendo o primeiro papel dele fora do cinema asiático, num filme blockbuster de grande destaque internacional, por ser um remake de uma animação dos anos 60 conhecida por todo mundo. Rain será o Taejo Togokhan no filme do Speed Racer, fique atento.

            Rain deve ter agradado os diretores e produtores, Andy Wachowski e Larry Wachowski, da trilogia Matrix, V de Vingança e agora Speed Racer, já que está na próxima produção dos dois irmãos, Ninja Assassin, para 2009. Sendo filmado nas mesmas locações de Speed Racer, em Berlim, Alemanha, o filme será dirigido por James McTeigue que tem no seu currículo, diretor assistente na trilogia Matrix.

            O sucesso de Rain em Hollywood reforça a carreira musical que ele também vem construindo por lá, assim tornando-se um dos maiores cantores asiáticos com exposição no momento. 

Da Coréia para o Mundo 

            Um dos grandes momentos da carreira de Rain, foi quando ele pode cantar um dueto com o cantor Usher. Bastante popular e não saindo das rádios brasileiras, Usher é o cantor favorito de Rain e foi uma enorme satisfação poder fazer esse dueto, como também servindo de divulgação para o mundo.

            Outro grande momento na carreira de Rain, foi o dueto com o cantor de hip hop, Omarion, juntos eles gravaram o “Man Up”.

            Em 2007, a revista People já havia adicionado Rain, como um dos caras mais belos do planeta.

            No Japão, o cantor se apresentou no Tokyo Dome, para uma platéia de 40 mil pessoas, lembrando que ele foi o primeiro cantor coreano a cantar no maior palco japonês, até hoje, superando inclusive cantores coreanos consagrados, como a cantora BoA.

            Rain’s World Tour, a sua ultima turnê mundial passou por Havaii, Shanghai, São Francisco, Toronto e Los Angeles. 

A saída da JYP Entertainment e a criação da Rainy Entertainment

 

            Em junho de 2007, Rain deu passo muito maior que poderia se imaginar para qualquer outro artista. Ele depois de 5 anos trabalhando para a JYP Entertainment, saiu da empresa para criar a sua própria empresa.

            A nova empresa que recebeu o nome de J. Tune Entertainment, também é conhecida informalmente por Rainy Entertainment. Inaugurada em novembro de 2007, Rain que adotou o nome em inglês Kevin Park, tornou-se o CEO, desta empresa, como também conversou com a mídia coreana, explicando porque tomou essa atitude tão drástica em sua vida.

            Querendo torna-se ainda maior, Rain optou sair da JYP Entertainment, desenvolvendo sua empresa, porque hoje tem sua base de fãs não só concentrado na Coréia, mas em outras partes do mundo, mais especificamente na Austrália e nos EUA. Como cantor e ator, ele agradece e quer continuar a ser o melhor e maior cantor que a Coréia já teve, mas também quer mostrar a sua dança, a sua música para um público muito maior.

            Como esse fato ainda é muito recente não poderemos analisar se Rain realmente fez bem ou não sair da empresa que o criou, mas o que podemos concluir que como ator, ele está indo muito bem, em Speed Racer e agora em Ninja Assassin. Agora, e como cantor? Será que ele conseguirá honrar o título de primeiro da Ásia? Isso só o tempo dirá.

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Conheça um pouco mais da apresentadora do J-melo, a cantora melody.


            A apresentadora do programa J-melo, melody. também é cantora de j-pop no japão, então  saiba um pouco mais de sua outra carreira . A melody. pertence ao selo musical Toy´s Factory e já lançou por volta de10 singles e 3 albuns, entre os destaques aos fãs de videogame, ela também participou da trilha sonora do jogo Need for Speed: Carbon.

Perfil            

Melody Miyuki Ishikawa nasceu no Havaí, Estados Unidos, em 24 de fevereiro de 1982. Diferente do habitual entre as cantoras de jpop, Melody veio de uma família de cantores, assim como suas irmãs, em especial Christine Ayana Ishikawa. Isso colaborou muito para a influência da cantora na sua incursão a industria fonográfica japonesa. 

            Melody tornando se cantora da Toy´s Factory, acabou mudando a forma de escrever seu nome, para a forma minúscula e com um ponto no final, assim tornando-se melody. Seu primeiro trabalho foi o single Dreamin´ Away que foi lançado em fevereiro de 2003.         

Ela acabou tornando conhecida pelo grande público, quando regravou o clássico “Over the Rainbow” (de Mágico de Oz), para um comercial da empresa Mitsubushi.  A canção foi lançada posteriormente no segundo single da cantora, intitulado “Simple as that / Over to the Rainvow”.

Seu sucesso ainda em 2003 se confirmaria com dueto com a dupla m-flo (Neo Tokyo 12) e yamamoto ryohei (atualmente o cantor mudou seu nome profissional para Ryohei e foi transferido da Warner Music Japan para Rhythem Zone, o mesmo selo de m-flo e Koda Kumi). O trabalho chamado “miss you” tornou se mais um dos famosos “m-flo loves”, batizado de m-flo loves melody. e foi lançado em outubro daquele ano, chegando no impressionante décimo lugar da Oricon.

Seu primeiro álbum, Sincerely, veio no começo de 2004, sendo um dos destaques do Top 10 da Oricon, estando em terceiro lugar.

O sucesso da cantora a fez ser garota propaganda de vários comerciais, assim ela estreou no mundo dos games, pela empresa Hudson, Alpen, Subaru entre outras. 

Dragon Zakura

             A cantora, além dos comerciais também participaria do universo dos doramas com a música Realize para a série Dragon Zakura. Baseado no manga  de mesmo nome, Dragon Zakura segue ao estilo de GTO, sendo que aqui, a pior escola do Japão está em dívidas por uma administração duvidosa por parte de sua diretora. Cobrando a divida da escola, o advogado Kenji Sakuraji, perde totalmente sua moral ao ser descoberto que em sua juventude ele era um motoqueiro de gangues. Para as pessoas esquecerem seu passado e ser reconhecido como advogado competente, ele torna-se professor de uma sala especial que irá colocar 5 alunos em Toudai daqui um ano. Entre os alunos da sala problema está Yaajima Yuusuke, que é comprado pelo Kenji, que paga as dividas da família aos Yakuzas. Uma excelente série que teve como sucessora a conhecida pelo público da Neo Tokyo, a Hana Yori Dango.

Amizade com o M-flo

             A parceria com a dupla do M-flo, voltaria em 2006, quando o DJ do grupo, Taku Takahashi participou de maneira solo, no single “see you…”.

            No ano seguinte, melody. participou do álbum mais recente da dupla M-flo, chamado COSMICOLOR, na música STUCK IN YOUR LOVE. A música também foi lançada no décimo single da cantora, chamado “Love Story”, sendo que aqui, semelhante ao que aconteceu com a cantora Crystal Kay, a brincadeira do m-flo foi também invertida, assim no single ao invés do tradicional m-flo loves, foi colocado melody. loves m-flo.

Kodoku no Kake

             Em abril desse ano, estreou o dorama Kodoku no Kake, que também teve melody. na trilha sonora. Baseado na novela do autor Junpei Gomikawa, Kodoku no Kake é sobre Chigusa Teijiro, um jovem de negócios que encontra uma design chamada Inui Momoko,  que faz uma proposta deveras interessante. Um empréstimo de 20 milhoes de ienes, em troca do seu próprio corpo, caso algo de errado.

            A canção Love Story do décimo single de melody., foi a música tema da série de 11 episódios que foi encerrada em junho. A cantora tinha seu próprio espaço na série, chamado “melody.´s room”, aonde toda semana visitando o site da série, você seria recebido por ela que contaria alguns detalhes do making off de sua música e da produção da série.

        Atualmente, podemos assistir a cantora na edição semanal de J-melo que tem diversas reprises durante a semana.

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A História das músicas dos Animes – parte 5


Crise das Anime Songs? Empresas do mercado musical dominam os animes

             Para o novo milênio, muitas características vindas do sucesso de iniciativas como a em Rurouni Kenshin, tornaram-se padrão no mercado musical. Acabando a era de musicas aonde deveriam demonstrar a bravura de seus personagens, do ano 2000 pra cá, vivemos uma época aonde é mais importante o nome da gravadora, o nome da agência e o nome dos cantores.

            Pode perceber claramente a mobilização das empresas para esse novo setor, como a empresa Avex Trax, abrir em 1999, a empresa Avex Mode que supervisiona produções de cinema, live action e animes, aonde tanto novos talentos, como cantores consagrados da gravadora, são selecionados e sua música de lançamento é inserida naquele “xis” anime. Um dos portfolios da empresa é o anime Inuyasha, que tem em sua trilha sonora de Boa, Do as Infinity, Ayumi Hamasaki, a rainha do jpop no Japão.

            Um fato importante é que semelhante ao mercado de publicidade, aonde se compra “Xis” inserções (repetições) de um comercial para ir ao ar, no caso de agência e gravadora e estúdios de animação, é quase semelhante, assim o processo é pela preferência em escolher a gravadora para aquelas produções, do que pela qualidade do cantor.

            Hoje, as produções mais populares do Japão escolhem entre Avex Trax e Sony, sendo que casos como Naruto e Bleach, utilizam trilha sonora da Sony, enquanto Initial D e Inuyasha utilizam a da Avex Trax.

            Em 2004, quando a Warner Brothers lançou a versão live action de Cutie Honey, tendo Hideaki Anno, como diretor, conhecido por Neon Genesis Evangelion, trouxe um clássico das anime songs, numa versão atualizada. A canção tema, cantada originalmente por Yoko Maekawa, ganhou uma versão e sedutora, na voz da cantora Koda Kumi, pela gravadora Avex Trax, sendo um grande sucesso naquele ano, como também sendo uma das responsáveis do impulso da cantora, que hoje é a segunda cantora que mais vende singles e álbuns, perdendo apenas para a rainha da casa, Ayumi Hamasaki.

             E as verdadeiras anime songs, morreram? Não, estão por aí, em algumas produções, como Rica Matsumoto em Pokemon, o grupo Jam Project (reunião de antigos cantores dos anos 80, como Kageyama e Ichiro Mizuki) em diversos animes de robôs, como Jeeg e Mazinkaizer, entre tantas outras produções. Infelizmente, o mercado de anime songs mudou, gerando esse mercado atual no qual se usa como ponte de lançamento para diversos artistas.

            Se por um lado, o gênero tradicional como Kamen Rider, deixou de lado as anime songs, adotando músicas da Avex Trax, trazendo um j-pop eletrônico para suas trilhas sonoras em 2003. Temos o tradicional gênero Super Sentai há mais de 30 anos no ar no Japão, que mantêm o anime songs vivo, na voz de cantores como Akira Kushida, Hironobu Kageyama, como também apresentando artistas que cresceram ouvindo anime songs, como Psychic Lover.

            Podemos concluir, que séries tradicionais ou para público infantil, a velha anime songs permanece ativa, como o gênero Super Sentai e séries como Pokemon. Quando o público é mais velho, o mercado toma mais cuidado na trilha sonora, selecionando artistas que estão em moda, ou que irão fazer moda, inserindo esses em animes para publico infanto juvenil.

            É curioso que muitos cantores de sucesso dos anos 80, como Kageyama, Mojo, Akira Kushida, Takayuki Miyauchi entre outros, fazem bastante sucesso no Brasil, quando fazem seus shows no Brasil, por o público ser muito nostálgico. Independente disso, o público brasileiro está evoluindo o desenvolvimento mundial, desejando artistas atuais da música japonesa, como L’Arc~en~Ciel. Tanto que o público brasileiro já teve show da banda de j-rock Charlotte e ficou curiosa, quando o Centenário da Imigração Japonesa, anunciou que a cantora Namie Amuro viria ao Brasil, fato que acabou não ocorrendo infelizmente para o público brasileiro fã do gênero j-pop.

            Muitos artistas alcançaram a fama, graças a terem seus trabalhos atrelados a certos animes de sucesso, como UVERworld em Bleach e AAA na trilha sonora japonesa do live action chinês de Initial D, sendo hoje campeões de vendas de singles e álbuns no Oricon.

            Não podemos saber o que vai acontecer depois dessa década, mas a verdade é que não podemos ver mais as músicas de animes, apenas como meras trilhas sonoras. Tratadas como grandes negócios entre empresas, a trilha sonora que você ouve em seu anime favorito hoje, com certeza foi pensada se funcionaria naquele público, sendo parte da identidade traçada pelas grandes empresas japonesas.


       

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A História das músicas dos Animes – parte 4



Anime songs X J-pop/J-rock

            Na década seguinte, nos anos 90, as Anime songs seguiram o mesmo padrão estabelecido, até a primeira metade da primeira década, só que com a consagração do gênero new music que foi rebatizado de J-pop, pela rádio J-Wave, sendo o termo oficial até hoje, além do sucesso do gênero J-rock, fizeram mudanças drásticas a forma de se ver anime song e como alcançar seu público.

            Animes como Dragon Ball Z, ainda eram sucesso no Japão, o que realçava a fórmula tradicional de anime songs, com sucessos como We gotta power, segunda abertura da série, feita também para Hironobu Kageyama, referente a fase Majin Buu, ultima fase da série.

            Uma característica em particular da Anime Songs que já vinha ocorrendo nos anos 80, com o sucesso da dubladora e cantora Mari Iijima com as canções da personagem Lynn Minmay em Macross, se repetiu nos anos 90 com a dubladora Megumi Hashibara. Cantando diversos animes, como Neon Genesis Evangelion, Saber Marionette J, Shaman King, entre tantos outros, percebemos o sucesso da dubladora, no mercado musical, tornando-se uma das divãs desse segmento nos anos 90.

Outra série de sucesso que é exemplo dessa época é a série Yu Yu Hakusho, no qual produzida entre 1992 a 1995, a série teve uma trilha sonora de alta qualidade, em especial por causa da cantora Matsuko Mawatari, que cantou a abertura Hohoemi no Bakudan, além dos encerramentos Sayonara Bye Bye, Homework ga Owaranai e Daydream Generation.

Paralelamente já sentiríamos uma influência do j-rock, com a série DNA2, aonde o tema Blurry Eyes foi gravado pelo popular grupo L’Arc~en~Ciel.

No gênero live action, o lançamento de Ultraman Tiga, colocando cantor e ator Hiroshi Nagano como o protagonista Tiga / Daigo Modoka, uma influências direta do que já acontecia em doramas (termo que se refere a novelas e mini series japonesas), em colocar um cantor como protagonista da série e ter a música de seu grupo como trilha sonora da produção. A mudança fez bem a empresa Tsuburaya, pois colocou a trilha sonora de Ultraman Tiga em primeiro lugar na Oricon, como das mais vendidas, algo realmente inusitado para séries desse gênero.

            Para muitos, a série Rurouni Kenshin (mais conhecido no Brasil como Samurai X) foi o divisor de água oficialmente sobre o gênero de anime songs. Mais precisamente, ela começou a crise no gênero, ao trazer para os animes, uma trilha arrojada, com os cantores mais famosos do Japão, naquela época, em músicas que nada tem haver com a série, tornando assim a primeira produção a usar a série como vitrine para esses artistas, além de fazer o caminho inverso, fãs dos artistas conhecerem o anime e se tornarem fãs. Os artistas do selo musical Sony Music Japan que fizeram a trilha sonora do anime Rurouni Kenshin, destacando: Judy & Mary, Bonnie Pink, T.M. REVOLUTION, Siam Shade, L’Arc~en~Ciel entre tantos outros.

            Outro caso de sucesso de jmusic no universo de animes, foi o filme baseado no manga do grupo Clamp, X-1999, que teve seu encerramento, a canção Forever Love, lançado em 1996, por X-japan, grupo de j-rock que acabou logo depois, sendo uma referência para todos os grupos que veio depois nesse hiato de 10 anos, quando o grupo se reuniu em 2007, estreando em Jogos Mortais 4, com a canção I.V.


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A História das músicas dos Animes – parte 3

A entrada do Hard Rock 

 

Os anos 80 é lembrado até hoje por muitas coisas, e não dá pra não esquecer que foi nele que 

teve uma segunda invasão de séries nipônicas no Brasil, como Jaspion, Changeman, Dolbuck, Doraemon, Candy Candy, Rosa de Versalhes entre tantos outros. Lembrando que as séries Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, no original) e Dragon Ball, mesmo tendo sido produzidos nos 

anos 80, só chegariam ao Brasil nos anos 90, sendo ícones até hoje em dia na televisão brasileira.   

       

 Casos como as séries Changeman e Cavaleiros do Zodíaco, ficam nítidas a influência do rock nas anime songs e essa influência vem do mercado musical dos anos 80 que ganharam outras direções com gêneros rock e new music (que seria chamado de jpop mais tarde) fazendo sucesso no Japão. Esse tipo de musica veio do reflexo neo-americano das décadas anteriores, assim a influência da música ocidental, fez uma repetição dentro do próprio país, criando uma música exatamente igual ao que havia lá fora. O sucesso desses novos gêneros que formaram jrock e jpop nos anos posteriores, veio a mistura dessas influências ao modo japonês, nascendo músicas que tem frases em inglês misturadas com o idioma japonês e com estilo totalmente próprio e pessoal.

Sinais da mudança na forma de fazer anime songs, veio em 1984 com o anime Hokuto no Ken, com o Crystal King. A música Ai wo Torimodose era um exemplo do que estava por vir nessa nova década.     

Entre as pessoas que fez sucesso nessa década, no gênero anime songs, foram os cantores Hironobu Kageyama e Nobuo Yamada. Ambos vindo do gênero hard rock, fizeram fama no gênero de anime songs, sendo que o total destaque da década, realmente vai para Hironobu Kageyama, que tendo uma carreira solo recente, após o fim do grupo LAZY, gravou temas de grande sucesso em vários animes, como Chou Jikuu Kidan Southern Cross, Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco. Na área de Live action, o cantor se consagrou com o Esquadrão Relâmpago Changeman (Dengeki Sentai Changeman, no original), sendo que no ano seguinte ele retornaria na série Defensores da Luz Maskman (Hikari Sentai Maskman, no original). Nessa época, o cantor assinava suas musicas com o pseudônimo de KAGE.

            A grande consagração pessoal do cantor Hironobu Kageyama veio com a música Chala Head Chala, primeira abertura de Dragon Ball Z, em 1989. Na época, grande fã do manga de Akira Toryama (publicado no Brasil pela editora Conrad), Kageyama sonhava em cantar o tema de abertura de Dragon Ball, mas perdeu a vaga para o cantor Hiroki Takahashi. O sonho só virou realidade, quando no anime começou a segunda fase, intitulada Dragon Ball Z, o sucesso de Chala Head Chala, percorreu o mundo, ganhando versões aonde a animação era exibida, ganhando inclusive versão brasileira pela Álamo, entre outros estúdios que fizeram versões próprias, quando assumiu filmes da série que não foram dublados no estúdio principal.

            Outro grande ícone em termos de música de animes, produzida nos anos 80, é a famosa Pegasus Fantasy, de Cavaleiros do Zodíaco, produzida pelo grupo Make Up, vindo também do rock, foi o grupo tem no vocal Nobuo Yamada, que assinava com pseudônimo de Nob, tornou-se conhecida entre os fãs de anime. Infelizmente no Brasil, por ter vindo uma versão de Cavaleiros do Zodíaco com trilha sonora alterada, só viemos conhecer oficialmente Pegasus Fantasy em versão em português, depois de seu relançamento para o canal Cartoon Network, aonde o cantor Edu Falaschi, do popular grupo Angra, assumiu o vocal dessa excelente adaptação.

            Um fato bastante curioso é que com o fim dos anos 80, as séries Jaspion e Changeman vieram ao Brasil, pela empresa Everest Vídeo (que depois alterou de nome para Tikara filmes e posteriormente fechando as portas), sendo exibidas pela extinta Rede Manchete. O sucesso inesperado das séries no Brasil fez uma geração cantar músicas em japonês, sem nunca ter tido contato com o idioma. Atualmente, Kageyama entre outros cantores fazem shows no Brasil e essa mesma geração que hoje tem uma faixa entre 20 a 30 anos, participa de seus shows e sabe suas músicas de cor.