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Ajude a Redublagem de Sailor Moon no Brasil

O J-Wave está se unindo ao SOS Sailor Moon, para promover a segunda fase da campanha do retorno das guerreiras da Lua no Brasil.

As séries vão ser relançadas no Brasil e na América Latina, porém como se sabe, o áudio da fase Gota Mágica se perdeu, além da dublagem exibida na Cartoon Network, feita pela BKS que também se perdeu. Assim, o SOS Sailor Moon junto do Luiz Angelotti, responsável por trazer no Brasil, séries como Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco, estão juntos buscando dados com os fãs do animê clássico.

Vamos ao release do SOS Sailor Moon:

“Vamos ao mais importante: as negociações de Sailor Moon no Brasil e em toda a América Latina estão adiantadas. As chances de sermos o primeiro país do continente americano a reexibir a série são grandes. Aguardem um pouco mais, pois logo confirmaremos a emissora que exibirá Sailor Moon em 2011.

A situação é vital. As masters da Gota Mágica e da BKS estão perdidas. A redublagem é uma realidade, 100% confirmada. O estúdio e o elenco ainda não foram escolhidos, mas dessa vez poderemos acompanhar tudo de pertinho. A equipe do SOSSMP vai cuidar para que não tenhamos nenhuma surpresa desagradável. Vamos fazer o possível e o impossível para que Sailor Moon receba uma nova dublagem com qualidade.

O primeiro passo é sabermos a opinião de vocês. Então estamos lançando a 2ª Fase da Campanha “Queremos Sailor Moon”. As questões se baseiam na dublagem da primeira temporada, que será o ponto de partida para a nova exibição. Abriremos enquetes separadas para todas as fases, fiquem ligados!

A pesquisa vai ser entregue pessoalmente ao Sr. Luiz Angelotti, que novamente representa Sailor Moon no Brasil. Não temos muito tempo, precisamos que o maior número de pessoas responda à pesquisa. Então divulguem, se envolvam, façam a sua parte. Contamos com a ajuda de todos! Afinal… Juntos somos mais fortes!”


Responda a enquete e nos ajude a trazer Sailor Moon da melhor maneira possível para o mercado brasileiro.

Estamos bolando outros projetos com SOS Sailor Moon, para maior divulgação dessa campanha entre os fãs de animê aqui no Brasil. Ajude esse retorno!

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Entrevista com Magiko Umino, autora do manga Nihonjin no Shiranai Nihongo

O site Japan Today divulgou hoje, uma entrevista com uma professora de língua japonesa, Magiko Umino, que ficou famosa ao fazer um mangá chamado Nihonjin no Shiranai Nihongo (numa tradução literal “ O Japonês que os japoneses não conhecem”. Valeu pelo toque, FX!).

Como professora, a Magiko teve um repertório de histórias com alunos estrangeiros que tem interesse pela língua japonesa. A professora acabou desenvolvendo no ano passado, o mangá Nihonjin no Shiranai Nihongo com uma coletânia de histórias baseada em sua experiência com estudantes.

O livro caiu no gosto do público japonês e alcançou o “top de vendas” por lá. O número um sendo um sucesso, Magiko fez o segundo volume que acabou de ser lançado no Japão.

Entrevista

Você ensina alunos estrangeiros de vários países diferentes. Você já notou alguma facilidade ao idioma e também alguma dificuldade ao idioma, em relação à língua nativa?

Muitos dos meus alunos chineses tem problema ao usar partículas “ka”, “wo” e “he”. Mas, nos níveis mais avançados, quando envolve um texto com muitos kanjis, eles são capazes de entender mais facilmente. Os alunos coreanos têm problemas com a pronúncia (por exemplo, “tsu” se torna “chu”). Mas as regras do idioma coreano sobre um discurso formal Keigo são bem semelhantes ao idioma japonês, então eles compreendem mais rapidamente a como usar de forma correta.

Enquanto os estudantes europeus e americanos, o kanji é maior obstáculo deles. Mas os estudantes que memorizam mais kanjis avançam mais rápido. Ao contrário dos estudantes de países da Ásia, os estudantes ocidentais quando estão aqui, os japoneses, nem sempre conversam com elas em japonês. Por isso, muitos delas parecem ter dificuldades melhorar sua conversação.

Você acha que a capacidade dos japoneses com seu idioma piorou em relação ao passado?

Eu não diria que ficou “pior”, mas certamente acho que as pessoas usam linguagem menos polida (eu inclusa). Se você assistir algum filme de 40 a 50 anos atrás, existem muitas cenas em que até mesmo pais e filhos falam uns aos outros usando expressões bastante polidas. Eles conversam mais devagar, e parece que eles utilizam um vocabulário mais variado do que fazemos agora.

Comparado a aquela época, penso que temos muitas palavras recém-criadas, e ao mesmo tempo temos um discurso que tem aumentado com o tempo, porém as palavras não tem o mesmo sabor e nem a mesma ressonância. Se isso é “pior” ou não, eu não sei…

O que você acha sobre as recentes revisões para o The Japanese Language Proficiency Test (Teste de Proeficiência na Língua Japonesa)?

De uma perspectiva de ensino, as alterações para o exame irão tornar as coisas mais difíceis, mas acho que é uma coisa boa para os estudantes. Eles vão ser julgados a partir de uma perspectiva diferente, então suas ferramentas de estudo terão que mudar também. Até agora, a memorização tem sido o foco principal, com as revisões, acho que isso vai mudar.

Qual é a coisa mais importante, na sua opinião, para os estudantes estrangeiros aprenderem o idioma japonês?

Bom, eu acho que isso vale para qualquer idioma, mas a língua é algo que nunca pode ser separada da cultura daquela região. Se você quer se tornar fluente, é importante trabalhar duro para entender a cultura e os costumes do Japão, também. Se você pensar “que é diferente”, ou “isso é interessante”, estudar provavelmente será um pouco mais facilmente.

Se você quer ler mais algumas perguntas dessa entrevista, veja (em inglês) no site Japan Today.

Fonte: Japan Now

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Artigos Música

Jero – O cantor que mudou a história do Enka no Japão

A música Enka até alguns anos atrás, encontrava em baixa pelo público japonês. Considerada uma música para um público mais velho, Enka que é a música tradicional japonesa, não renovava o público há muito tempo.

Restringindo-se cada vez mais, o destaque a música Enka se restringe a programas da televisão japonesa, como o programa de final de ano da estatal NHK, Kouhaku Utagassen. Jero, sendo o primeiro ocidental miscigenado entre japonês e africanos, a cantar Enka, chamou atenção da mídia japonesa, como também a do mundo inteiro.
Querendo realizar o sonho de sua avó, Jero se tornou um cantor de música enka disposto a entrar no famoso programa de final de ano da NHK, o Kouhaku Utagassen. Sua ousadia foi não abrir mão do seu visual rapper, mesmo cantando enka, já que sendo negro, ele mesmo acha que se vestissem trajes tradicionais que os cantores enka usam, pareceria uma sátira do gênero.

O inusitado se tornou um sucesso, Jero estreou nas paradas de sucesso, com seu primeiro single “Umiyuki”, lançado em fevereiro de 2008, chegando em 4º dos singles mais vendidos da semana.

Jero surge numa época que outro cantor de enka, o Kiyoshi Hikawa. Ambos surgiram e agradaram o público jovem nipônico que não se interessava mais pelo gênero musical. Alterando o rótulo de música antiga, a música enka se renovou graças a esses dois cantores.
O que é Enka?

Para quem não sabe, Enka é uma música tradicional japonesa, criada entre a Era Meiji e a Era Taisho. Enka é uma forma lírica de canção que significa literalmente “canção interpretada”, pois junta os kanjis de atuação com ao de canção.

Inicialmente, a música era usada pra cunho político, principalmente para desacordos, mas hoje, ela é uma combinação do oriente com ocidente, aonde se fala lamúrias de amor.
O Enka entrou em crise nos anos 80 para os 90, quando com o surgimento de músicas como JPOP e o JROCK, caíram no gosto dos jovens, fazendo as vendas de Enkas caírem vertiginosamente. O declínio transformou o público de música Enka, pequeno, mas fiel, mantendo a chama viva, em programas como NHK Kouhaku Uta Gassen, na virada do ano.

No Brasil, o símbolo da música enka com certeza é a cantora Hibari Misora. Até hoje, considerada uma das melhores cantoras do gênero, faleceu ainda jovem em 1987, sendo um dos símbolos do fim da Era Showa, junto com a morte de Osamu Tezuka em 1989.
Perfil

Jerome Charles White Jr nasceu no dia 4 de setembro de 1981, na cidade de Pittsburgh, na Pennsylvania, EUA. Sua paixão por Enka veio por influência de sua avó, Takiko. Quando jovem, ela deixou o Japão, para se casar com um oficial americano. Nos Eua, Takiko teve Harumi, mãe de Jero e com os dois, ela sempre passava a cultura do seu país, como a música. Haruhi foi vendedora de lojas de departamento nos EUA, e depois de um casamento não duradouro, voltou pra sua cidade natal, Pittsburgh. Jero foi criado numa família com valores orientais, por isso desde cedo, ele estava voltado à cultura japonesa.

Ele se formou em ciência da computação na Universidade de Pittsburgh em 2003, no mesmo ano, ele decidiu se mudar para o Japão. Decidindo estudar japonês, ele entrou na universade de Kansai.
A promessa

Inicialmente, Jero não almejava se tornar um cantor profissional de enka, tanto que se formou em ciência de computação em Pittsburgh. Foi justamente a promessa com sua avó, Takiko, que fez mudar de profissão, seguindo o caminho da música. O sonho de Takiko era ver seu neto cantando ao lado de grandes cantores japonês no Kouhaku Utagassen.
Infelizmente, Takiko não pode ver o seu grande sonho se realizar, já que ela faleceu em 2005. Mesmo assim, Jero prometeu que iria continuar o sonho dela e participar do Kouhaku Utagassen.
O debut

Trabalhando em ciência da computação no Japão, ele sempre ia a concursos musicais tentar uma chance, como cantor. Num desses concursos, a gravadora Victor Entertaiment decidiu investir suas fichas no cantor.

Para quem não conhece a Victor Entertaiment, ela é a mesma gravadora de Smap, Rimi Natsukawa, Remioromen, Maaya Sakamoto, Southern All Stars entre tantos outros.
Seu primeiro single veio em 20 de fevereiro de 2008, chamado Umiyuki (literalmente Oceano de neve) ficando em 4º lugar de singles mais vendidos da semana. Uma estréia fenomenal para um cantor estrangeira com musica tradicional japonesa, como a enka. A canção mesmo que fazendo referência ao oceano do Japão, Jero confessa que quando compôs, imaginou no oceano próximo da Califórnia.

Em 21 de maio de 2008, Jero estrelou comercial da cervejaria Kirin, para o produto Kirin “Fire” Coffee.

A CNN International entrevistou o cantor em outubro de 2008, para o programa TalkAsia.
50th Japan Record Awards
Em 30 de dezembro, aconteceu o 50th Japan Record Awards, exibido pela TBS. No programa, Jero ganhou na categoria de Melhor artista do ano (Best New Artist). Entre os outros destaques do ano ficaram a música Ti amo, do grupo Exile, melhor companhia Avex Entertaiment, melhor álbum Namie amuro com Best Fiction.
The 59th NHK Kouhaku Uta Gassen

No dia 31 de dezembro, um dia depois do 50th Japan Record Awards, a promessa de Jero se realizaria. Entrando no time branco, Jero emocionou sua mãe, Haruhi, aparecer no palco do programa, cantando Umiyuki.

Essa edição do Kouhaku Uta Gassen, teve Masahiro Nakai (do grupo Smap) como líder do time branco e Yukie Nakama como líder do time vermelho. Na mesma edição, o Brasil foi um dos destaques do Kouhaku Uta Gassen com uma pequena entrevista ao vivo, realizada no bairro da liberdade, com descendentes nipônicos que assistiam ao programa num telão instalado no bairro. Comemorando o centenário da imigração japonesa no Brasil, o Kouhaku Uta Gassen encerrou as comemorações no Japão.
National Cherry Blossom Festival

O dia 28 de março de 2009, Jero fez sua primeira grande aparição nos EUA, no National Cherry Blossom Festival , realizado em Washington, D. C. . Esse festival é realizado todos os anos em celebração a Primavera em homenagem a Yukio Ozaki que doou 3 cerejeiras para Washington, como símbolo de amizade entre os dois países.

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Crítica | Boku to Kanojo no XXX

Produzida em 2005, o dorama de Boku to Kanojo no XXX é diferente dos doramas tradicionais. Tendo apenas 7 episódios e com duração de míseros 15 minutos, a série fica com um gosto de “quero mais”.

Baseado no manga de Ai Morinaga, a produção do live action foi da Geneon Entertainment, Inc., famosa por uma série de animes, como Ah Megami Sama,Yatterman, Skull Man, Hellsing ovas, Speed Racer entre tantas outras.

A série é conhecida no Ocidente, por Your and My Secret, pela tradução da Tokyopop nos Estados Unidos. A série original foi publicada na antologia Comic Blade, mesma revista que saiu Mythical Detective Loki (que teve a versão animê exibida por aqui pelo canal Animax).

Para os protagonistas, foram escalados os atores, Mai Takahashi no papel de Nanako Momoi e Shun Shioya como Akira Uehara. Para completar o elenco, ainda temos Akie Suzuki como Makoto Shiina, Masahiro Sato como Manzo Momoi e Taigo Fujisawa como Shinnosuke Senbongi.

Para a música tema de abertura foi escolhida a cantora Natchan PEAK, com a canção “Honey’s Date” que mistura cenas do mangá com as cenas do live action.
Troca de corpos
A série Boku to Kanojo no XXX é construído em torno de um clichê muito manjado, mas que ainda fascina as pessoas, a questão de troca de corpos. Não precisamos ir muito longe pra ver como a fórmula ainda é um sucesso, se olharmos pro cinema nacional, temos “Se eu fosse você 2” como recorde de bilheteria.

A idéia não é nova, mas a maneira que ela foi conduzida foi bastante interessante e com certeza foi o que tornou esse mangá um sucesso.
A história

Akira é um garoto não muito popular na escola, já que podemos dizer que talvez por falta de uma certa falta de atitude por parte dele. Em contra ponto, temos a Nanako, uma garota que tem uma personalidade forte, que amedronta qualquer pessoa do sexo masculino que ousar a gostar dela.

Um dia, os dois se encontram no parque e Nanako empurra ele numa lagoa, decidindo ajudar ele, ela convida ir à casa dela pra se secar. Lá, eles encontram o avô de Nanako, que é um cientista pirado, que coloca Nanako e Akira numa enorme furada. Ligando uma estranha máquina, eles nunca mais seriam os mesmos.

Dali pra frente, Nanako está no corpo de Akira, e Akira no corpo da Nanako. Agora, qual é a grande sacada? Nanako usando o corpo do Akira o torna, um dos caras mais populares da escola, trazendo sua personalidade forte como característica, em contrapartida, Akira no corpo de Nanako, se torna uma garota meiga, que fascina os garotos da escola, se tornando uma garota bastante querida por todos.

Porém, Akira não gosta nada de estar num corpo de quem ele ama. Lógico que ambos fazem um acordo que um não pode ver o outro pelado enquanto estiverem com almas trocadas. Mesmo assim, Nanako tem curiosidade como é usar o corpo de um garoto e logo quebra o acordo indo numa casa de “massagem”. Akira também não conseguiu manter o acordo, mesmo que tentou tomar banho de olhos vendados.
Uma dívida de dois milhões

Pra destrocar os corpos, eles precisam consertar a máquina do avô da Nanako, assim precisam levantar dois milhões de ienes (algo por volta de 50 mil reais). Pra isso, Nanako e Akira vão ter que encontrar soluções pra levantar esse dinheiro.

Só que se você acha que isso é um problema, poderia piorar. O avô da Nanako sempre em outubro tira férias pelo mundo, portanto se eles não juntarem dois milhões até outubro, eles podem esquecer voltar pro seus respectivos corpos.
A cantada

Um dia, Nanako cai num barranco e fica inconsciente, e Shinnosuke Senbongi, a leva pra um hotel. Ela acorda, com ele enrolado numa toalha, o que se assusta, achando que rolou algo entre eles. Melhor amigo de Akira, Senbongi não sabe que Nanako na verdade é o próprio Akira.

Senbongi não vai deixar Nanako ir embora, e propõe os dois transarem, assim deixando uma amizade pra trás, transformando num potencial namoro. Akira foge e não acredita que seu amigo aja daquele jeito, com a Nanako.
Por outro lado, Nanako usando corpo do Akira, acaba brincando com Makoto Shiina, a melhor amiga dela, dando em cima dela.
Indo a Okinawa

Depois de uma série de fracassos com empregos temporários, Nanako e Akira decidem aproveitar as férias escolares e irem pra Okinawa. Atrás deles, vai Shiina e Senbongi, também atrás de dinheiro fácil em Okinawa.

Porém, as coisas não vão bem em Okinawa, começando pela demissão deles no hotel que os contratou, depois de um assédio dos clientes.

Depois de diversos fracassos, eles acham que encontraram lugar ideal ao começar trabalhar numa pequena fazenda, porém descobrem que a moradia e a alimentação eram o “salário”, e deixam esse emprego pra trás.

A grande chance vem num concurso de Miss Okinawa, com o prêmio de cinco milhões, onde metade pagaria passagens pra voltar pra Tóquio, e ainda sobrar dinheiro pra consertar a maquina do avô da Nanako.
O concurso

Preparadas pro concurso, Nanako e Shiina acreditam que tem chance de vencer. Porém, Shiina não passa da etapa karaokê, deixando tudo na mão de Nanako. A última etapa é comover o júri, Akira que não sabe como se expressar como uma mulher, decide revelar ao júri, que sente um grande amor por uma pessoa, mas nunca foi correspondido. Assim Nanako ganha o concurso, porém descobrem que apenas garotas de Okinawa podiam participar, assim ficam sem prêmio no final.

A solução está na escola

Voltando a Tóquio, com mais dívida de que quando foi pra Okinawa, eles descobrem que tem um concurso de talentos na escola que pagará 5 milhões de ienes. Shiina e Nanako decidem imitar comediantes japoneses, e acaba faturando o grande prêmio.

Porém, Akira arranja guerra com os Yakuza, o que faz parte do dinheiro do prêmio ser usado pra pagar despesas causadas na máfia.
Uma série que promete continuação

Talvez o grande problema do dorama, além da duração de 15 minutos é justamente ele deixar uma questão em aberto. O avô de Nanako vai embora pra suas férias, enquanto Nanako e Akira prometem que vão levantar esse dinheiro enquanto ele estiver fora.

A série acaba com aquela expectativa de sair uma continuação, porém, a série
foi produzida em 2005, e não existem sinais que saia uma segunda temporada dessa produção.

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Dorama X Novela: As novelas mexicanas X Os doramas coreanos

Continuando a série de matérias sobre doramas e novelas, vamos agora de encontro aos rivais comerciais dos doramas japoneses e das novelas brasileiras. Ambas as produções tem seus mercados de exportação, tendo concorrentes diretos de seus produtos, sendo muito semelhantes em seus mercados.

Vale mencionar que as produções mexicanas estiveram em muitos países, atravessando a América Latina, Europa e Ásia, sendo que em muitos casos, suas produções estejam em muitos países que também exibem produções brasileiras.

Sendo produções bem diferentes, o Brasil tem um histórico de novelas mexicanas, pelo sucesso delas no país, com iniciativas como o antigo acordo entre a Televisa com SBT. Muitas novelas vieram ao país e depois acabaram ganhando remake pela emissora, coisa que a Televisa tem repetido com a Rede Record.

Uma coisa bastante interessante que é quando a novela é boa, ela ganha diferentes versões dela e são exibidas no país. Um exemplo é a Topázio da Venezuela, que acabou ganhando remake mexicano como Esmeralda e depois ganhando um remake brasileiro pelo SBT. Atualmente, temos o caso de Betty, a feia que teve seu remake mexicano A feia mais bela e o remake americano Uggly Betty, por fim o remake brasileiro Bela, a feia.

No Japão, semelhante aqui, também exibido produções coreanas por lá. Muitos doramas coreanos acabam ganhando remake no país, como The Devil que acabou ganhando remake ano passado no Japão com o nome Maou. Outra novela coreana que ganhou remake no Japão por sua populariedade foi Hotelier que além de remake, teve participação especial do elenco original na produção.

Mas se engana que seja algo que atravessa décadas como no Ocidente, foi com Winter Sonata em 2002 que os doramas coreanos conseguiram sua popularidade com os japoneses. Uma populariedade que hoje retorna, com a exibição do animê Fuyu no Sonata, baseado na mesma obra que originou o dorama.

O sucesso dos doramas coreanos no Japão e em toda Ásia é algo real e de crescente sucesso. Um sucesso que tem atravessado o Oriente, chegando nos EUA, em DVD para comercialização e locação pela Blockbuster e Netflix.
Porém se engana que as produções coreanas têm apenas esse contato com o Japão. Muitas de suas séries são produzidas a partir de mangás, sendo adaptações semelhantes aos dos doramas japoneses.
As produções coreanas hoje não enfrentam mais resistência de ser uma produção asiática. Os doramas coreanos estão chegando a países árabes sobre argumentação que são produções que não focam em temas polêmicos, como não tem personagens que são ainda tabus nesses países.

Um dado bastante curioso sobre os dois países é em especial o que aconteceu nas Filipinas nos últimos anos. Um país que se acostumou a fazer remake de produções da Televisa, trocou do dia pra noite pra produções coreanas.
Uma produção que atravessou essa transição foi à curiosa Zaido, produzida sob licença da Toei. A idéia original da série é que seria um “remake” do tokusatsu Sheider (exibido no Brasil pela Rede Globo), porém a empresa japonesa não teria gostado nada disso, adaptado pra “herdeiros” do Sheider. A produção mesmo se inspirando numa temática japonesa e sendo bastante fiel no visual, trouxe a experiência e um repertório de fazer novelas mexicanas, tornando um verdadeiro “Frankstein”. Talvez algo que nós brasileiros não teríamos estranhado tanto, vide a produção Caminhos do Coração que seguiu um rumo parecido ao misturar quadrinhos com a narrativa das novelas brasileiras.

Sobre as produções das Filipinas voltaremos a falar delas mais tarde, quando falaremos mais detalhadamente sobre as produções de lá.

México
Falar de novela mexicana é falar de Televisa, assim que conhecemos a teledramaturgia produzida por lá. Deixando de lado o rótulo que toda novela é produzida pela Televisa, que é a maior produtora e exportadora por lá, temos também a TV Azteca e a Argos Comunicación.
As novelas no país inicialmente eram uma ferramenta do governo para distrair os cidadãos de um regime autoritário. As coisas mudaram com u sucesso comercial de Los Ricos Tambien Lloran de 1979, que se tornou um enorme sucesso na Rússia. O sucesso das produções fez que a Televisa , nos anos 90,alegasse que as novelas fossem o principal produto de exportação do país. Paralelamente, o governo mexicano acabou afrouxando o controle sobre a televisão, principalmente nas novelas produzidas pela Argos Comunicación que tinha temas como corrupção política, imigração, pobreza e tráfico de drogas.
Atualmente, as produções mexicanas também entraram no ciclo de remakes, baseado em novelas de sucesso produzidas na América Latina. Em 2006, tivemos “La Fea Más Bella” que foi baseada no sucesso colombiano Yo soy Betty, La Fea de 1999.No ano seguinte, tivemos “Lola Érase una vez” que é remake da argentina Floricienta (que no Brasil foi adaptado como Floribella) de 2005.

As novelas mexicanas são separadas em sete sub gêneros: Melodrama que trabalha entre classes (Ex: Maria del Barrio), Romance Histórico, Drama Adolescente, História de Banda Pop (Ex: Rebeldes), Policial, Comédia Romântica (La Fea Mas Bella) e Sobrenatural.
Coréia
A teledramaturgia coreana semelhante à japonesa pode ser comparada a mini séries ocidentais. Tendo em media de 16 a 100 episódios (raramente passa de 200 episódios), com uma duração de uma hora, as produções se dividem em dois gêneros.

As produções coreanas que se aproximam as novelas abordam temas como: conflitos, relações extra-conjugais e triângulos amorosos. Outro gênero de dorama são os históricos que são chamados por lá de sa geuk.
A televisão coreana como um tudo, acaba sendo semelhante a outros países asiáticos como Japão, China e Taiwan. Os doramas mais populares da Coréia são Sae Jang Geum e Jumong.
Um dos doramas populares fora do país é Full House, com o ator e cantor Rain. Recentemente, o ator conseguiu êxito de entrar no cinema hollywoodiano ao estrear em Speed Racer.

Voltaremos a falar das produções dos dois países no futuro, sendo apenas uma introdução as duas indústrias de teledramaturgia que tem semelhanças não só na forma de fazer esse tipo de produção como nos países em que trabalha.

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Crítica | 200 pounds beauty


O premiadíssimo filme coreano “200 pounds beauty” realmente chama atenção onde passa. Abusando do humor e ousadia, o filme produzido em 2006, reinventou o conceito sobre abordar “obesidade” já visto em casos como Professor Aloprado, com Eddie Murphy.

Baseado no manga “Kanna-San, Daiseikou Desu”, da criadora Yumiko Suzuki, 200 Pounds Beauty foi uma produção muito comentada em 2006. Recentemente, o filme foi exibido no Brasil, no evento “Expo Cultura, Mídia e Arte Digital da Coréia 2008” organizado pelo consulado da Coréia, mostrando para os brasileiros um pouco da sua tecnologia digital empregada na Coréia. O evento reuniu emissoras, empresas de animação, jogos estreitando assim o relacionamento Brasil e Coréia.

200 Pounds Beauty reunindo uma trilha sonora de peso, cheio de regravações de sucessos internacionais, na voz de cantores coreanos consagrados, com certeza um dos pontos mais forte desse filme, fica para a escolha da trilha sonora.

Acredite, depois de ver esse filme, com certeza você não vai conseguir tirar da sua cabeça a canção “Maria”, cantada por Kim Ah-jung, cover do sucesso do grupo Blondie.

Conheça Kang Han-na, de tele-sexo a cantora dubladora.

Kang Han-na é uma cantora frustrada, pois mesmo tendo uma belíssima voz, ao estar acima do peso, ela está bem longe dos padrões de beleza mundial. Assim, ela usa sua voz sendo telefonista de um tele-sexo, como também empresta sua voz, para a cantora Ammy, que não passa de um corpo bonito, mas que tem uma voz que é uma lástima.

Mesmo atuando nos bastidores, Han-na sonha estar no palco, sempre dançando na sala aonde ela dubla a Ammy. Ela também sente uma paixão platônica por seu produtor, Sang-jun. Galã, Sang-jun se preocupa com Han-na e seu carinho por ela, faz com que ela interprete que ele também gosta dela.
Ela também está quase que diariamente na clinica aonde seu pai está sendo tratado. Ele a confunde com sua antiga esposa, e Han-na aceita esse sonho, dançando com ele, todas as noites, como ele dançava com sua mãe.

Um presente de mau gosto

Sang-jun convida Han-na para o seu aniversário, ela apaixonada por ele, aceita na hora o convite. No dia seguinte, ela recebe uma caixa com um vestido vermelho, e ela veste cegamente, confiante que é um presente do Sung-jun.

Chegando a festa, todos olham com maus olhos, ela vestida com aquele vestido tão apertado. Para surpresa de todos, Ammy aparece com o mesmo vestido, que realça sua beleza, deixando claro, que foi uma peça dela contra a pobre Han-na.
Prometendo nunca mais passar por humilhação igual a aquela, Kang Han-na se despede de sua vida. Assim, ela se despede do seu cachorro, rompendo os laços de sua vida.

Um ano depois…

Os shows da Ammy, foram cancelados, com o sumiço de Kang Han-na, a única solução é o reality show que a falsa cantora fará para levantar algum prestígio. As buscas atrás pela cantora acima do peso continuam, sendo que Sung-jun nunca perdeu a esperança em achá-la.

Há um ano atrás, Han-na procurou um cirurgião plástico que era cliente dela, no tele sexo. Revelando que ele usa esse serviço porque transformou sua esposa numa mulher tão perfeita que não consegue toca-la, Han-na convence o medico a opera – lá.
Uma nova mulher surge, entre plásticas, condicionamento físico, sendo que nem a própria se reconhece. Linda e sem traço de uma gordura, Han-na vira a mulher mais cobiçada do pedaço.

O corpo perfeito e a voz perfeita.

Tendo um corpo perfeito e uma voz perfeita, Han-na agora tinha as duas coisas fundamentais pra subir a um palco e se tornar a mais famosa cantora de todos os tempos. Para não ser reconhecid, Han-na, decide criar um pseudônimo, tornando-se Jenny.

Indo atrás de Sung-jun, ela acaba deparando com uma seleção de aspirantes a artistas, que almejavam se tornar uma estrela. Sem dificuldades, Jenny entra na seleção e chama atenção do produtor Sung-jun.
Sung-jun compra a idéia de tornar Jenny, a nova cantora das paradas de sucesso, com um marketing “100% Natural”. Não sabe ele, que a Jenny fez cirurgia plástica do fio de cabelo até a unha dos pés.

Ammy que não é boba nem nada sabe que ser bonita e talentosa, e, além disso, ser algo natural é completamente impossível. Assim, ela se aproxima de Jenny, com intenção de destruí-la. Até porque, com a chegada de Jenny, a gravadora já se esqueceu quem é Ammy e de continuar as buscas atrás de Han-na.

O primeiro amor de Han-na

Chega a ser meio engraçado da inocência de Han-na, quando é paquerada na rua. Sua inocência é tanto, que ela vibra de alegria, quando recebe elogios, fazendo os homens ficarem confusos. Num dos momentos mais engraçados, dessa inocência é quando ela bate o carro, e o policial e o motorista do carro, ficam prontos em lhe ajudar, apaixonados por sua beleza e ela não sabe como reagir.

Acreditando que agora ela poderia chegar próxima de Sung-jun, Jenny tenta fazer ele se apaixonar por ela. Ironicamente, quanto mais próxima ela fica dele, mais detalhes de sua antiga vida como Han-na, ela encontra. Começando por encontrar seu antigo cachorro morando com ele, Sung-jun também cuida do pai de Han-na, além de lhe mostrar um vídeo para lhe servir de inspiração, que não é nada menos que o teste de Han-na na gravadora.

Jenny fica confusa, porque Sung-jun mostra tantas coisas de Han-na par ela? Será que ele já sabe? Ele realmente amava a Han-na? Jenny não compreende que mesmo assim, Sung-jun também gosta dela.

Ammy descobre o segredo de Han-na

Indo constantemente na clinica onde está o pai de Han-na, um dia ela houve a seguinte frase: “Deus que pode dar o dom as pessoas. As pessoas não tem esse poder, apenas sendo boa em algumas coisas”. Ficando com essa frase na cabeça, sobre não é qualquer um que pode virar cantor, mas precisa ter o dom, algo que as pessoas não conseguem fabricar, Ammy, acaba ouvindo a mesma frase, dias depois, de Jenny, que comenta que cresceu ouvindo essa frase de seu pai.

Pensando rápido, Ammy começa armar contra Jenny/Han-na, espalhando aonde ela passa, mensagens do tipo”Você é uma farsa!”.

A tempestuosa estréia de Jenny

Sung-jun começa a analisar suas lembranças e percebe que Jenny só pode ser Han-na, e o sentimento de ter sido enganado, a primeira coisa que ele faz é pedir para que ela esqueça a noite que eles ficaram juntos.

Percebendo que está perdendo todos amigos a sua volta, em troca da beleza, Jenny se sente como uma panela de pressão, no dia de sua grande estréia. Para piorar as coisas, Ammy apronta mais uma e manda mensagem pra todos da gravadora, de Han-na e Jenny, revelando que são a mesma pessoa, deixando o chefe da gravadora irado, pedindo o cancelamento do show.

Sung-jun a defende e fala que ele é um dos responsáveis a dar dinheiro pra gravadora, por isso irá manter o show. Defendendo Han-na, Sung-jun quer que ela se dê bem como Jenny no palco.
Entrando no palco, ela se derrama em lágrimas e pede perda pro público e conta a verdade. Sung-jun põe a imagem de Han-na ainda gorda nos telões do palco, chocando o público, sobre a transformação de Han-na em Jenny.

Numa das cenas mais emocionantes de todo o filme, Han-na pede perdão a todos que a perdoam, assim se encontrando com a velha Han-na. A Jenny não existe mais e agora Han-na só quer ser ela mesma.

Tendo os cd recolhidos nas lojas, Jenny não passou de uma ilusão, em contra partida, o primeiro cd de Han-na chega as lojas e vendendo muito bem. Começa a nova fase da Han-na feliz com ela mesma.

No amor, ela e Sung-jun, ainda é meros amigos, mas dessa vez Sung-jun está profundamente apaixonado por ela.

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Crítica | Lion Man


Um dos seriados que vieram aqui no Brasil, no auge do sucesso Changeman e Jaspion. A série não teve o devido tratamento que as outras, tornando injustamente, apenas mais uma entre outras que vinham sendo exibidos no inicio da década de 90.

Produzida em 1973, a série Fuun Lion Man ( literalmente Tempestuoso Lion Man), o seriado teve 25 episódios, e foi continuação da serie Kaiketsu Lion Man (literalmente Vigilante Lion Man). As duas, podem ser facilmente distiguir como a de Lion Man laranja e de Lion Man branco, a original.

O seriado foi produzido numa época, em que os filmes de velho oeste estavam explodindo de sucesso nos EUA e na Itália, enquanto no Japão, o cinema explorava o mundo dos samurais. P-Production, a produtora dos dois seriados, logo bolou um seriado aonde todas as músicas remetessem ao velho oeste, enquanto o seriado falasse de samurai, a mistura deu um seriado com um diferencial, aonde tinha músicas inesquecíveis ao estilo ocidental, e roteiro sério e maduro, sobre o universo dos samurais.

Tendo inicio com a cena antológica, de Dan Shimaru, prometendo se vingar da morte de seu irmão e a destruição da sua vila. O protagonista da série estava disposto a qualquer coisa para destuir a família de Mantor do Diabo.

Lion Man, sempre ajuda o casal de irmãos, Sankichi e Shinobu. Ambos procuram seu pai, que desapareceu há muitos anos, e é o ultimo parente vivo deles. Assim, quase todo episódio, Dan Shimaru, acaba os salvando da família de Mantor.

O seriado tem muitas reviravoltas, trazendo incerteza sobre se realmente o Lion Man ira se vingar de Mantor. Uma delas, é quando aparece o personagem Jaguar, o invencível felino, que deseja a todo custo, ter uma luta até a morte com Lion Man. Jaguar, chega a se unir ao inimigo, apenas para poder lutar com Lion Man, mas acaba descobrindo as reais intenções do herói não querer lutar com ele, assim tornando seu um aliado na guerra contra Mantor.

Durante a série, acabamos descobrindo os personagens secundários melhor, assim conhecendo que Sankichi, é uma criança prodígio, que consegue desenvolver algumas armas contra a família de Mantor, como uma dinamite. Por outro lado, conhecemos a linda e meiga, Shinobu, que canta a bela canção “Shino no Kazoeuta”, em muitas situações da série, sobre reflexão em sua busca pelo seu pai.

Em cada episódio, Dan Shimaru, entra mais no terreno conquistado pela famíia de Mantor, assim percebendo que a conquista do Japão, por Mantor, está quase sendo concluída. Dan Shimaru, tenta incentivar vilarejos a lutar contra o inimigo, às vezes, conseguindo convencer e os fazer lutar por sua liberdade, outras vezes, ele fracassa, ao querer mudar as pessoas.

O grande momento da série, realmente é quando o Lion Man, pensa ter encontrado a derrota, mas logo surge o Lion Man branco, o original, que o incentiva a continuar sua luta contra Mantor. Infelizmente, por causa da dublagem, o impacto da cena original, que é tocar a abertura da série do Lion Man branco, foi toda ignorada na versão brasileira, assim não causando a mesma reação que o público japonês teve, ao ver o encontro dos dois.

Talvez, um dos momentos mais injustos do seriado, é quando Jaguar decide lutar sozinho contra o inimigo, sendo derrotado. Lion Man, encontra o companheiro morto, assim jurando mais uma vez, que ira liquidar a família de Mantor.

Lion Man, ainda encontraria um outro personagem que ensinaria a ele, que para derrotar Mantor, ele teria que lutar muito mais bravamente que antes. Joe Tiger Jr, é um dos personagens mais carismáticos da série, sendo um carrasco, mas também amigo a sua maneira, de Lion Man. Uma curiosidade é que o personagem Joe Tiger Jr. Tem ligação com o personagem Joe Tiger, que aparece no seriado Kaiketsu Lion Man.

Na reta final do seriado, Lion Man, deixa de utilizar seu elmo, tornando visualmente parecido com o Lion Man branco, mas também se tornando ainda mais felino, em sua personalidade.
Sankichi e Shinobu acabam descobrindo o destino de seu pai. Seu pai, não é mais humano, tornando se um dos aliados da família de Mantor. Infelizmente, o pai deles acaba morrendo no confronto final, assim ambos jurando que só lembrariam do pai deles, quando este foi humano, recebendo um tufo de cabelo de Lion Man, que havia recebido do pai deles, dizendo que era uma lembrança de quando ele foi humano.

Um dos momentos altos da série é quando numa investida egoísta, Dan Shimaru, decide entrar na caverna de Mantor, sozinho, para derrotar de uma vez, assim cumprindo sua vingança. Joe Tiger Jr., oferece sua ajuda, mas Dan Shimaru, não aceita, pois não aceitaria perder mais ninguém.

No final da série, nada mais justo que a missão cumprida, Dan Shimaru, cavalga longe ao seu cavalo, enquanto Sankichi e Shinobu se despedem do amigo que fez. Eles também voltariam para seu vilarejo. Joe Tiger Jr, saúda ao amigo que fez, de longe, sabendo que realmente Lion Man não precisava de sua ajuda. O Japão aos poucos se reconstruiria, esquecendo que houve um período de trevas, no continente, assim encerrando um dos mais fantásticos seriados que já se passou aqui no Brasil.

A série infelizmente, veio para a televisão, por causa do sucesso das series de live action, havia explodido naquela época. Assim, a série veio junto com a segunda remessa de series de sucesso, como Jiban e Jiraya, estreando de maneira tímida e até confusa na televisão brasileira. Comprada pela Top Tape, a série, veio com mais dez episódios da serie Kaiketsu Lion Man, série original e anterior a Fuun Lion Man. A própria dublagem, também prejudicou a série, ao cortar trilha sonora, em alguns episódios e até na variação de dubladores, em personagens principais da série.

Fuun Lion Man, já foi lançado no Japão, tanto em laser disc, como em dvd. A série, mesmo tendo um roteiro sério e tendo ótimos atores, infelizmente peca pela produção de baixo orçamento, tornando muitas vezes, inverossímil e até estragando, muitas vezes o clima que a série desejava passar.

Tendo quase metade de episódios, do que a série anterior, Fuun Lion Man, tem diversas mudanças bruscas de roteiro, parecendo que estava a todo custo a conquistar novos públicos, durante sua vinculação.

Uma coisa, que qualquer fã da série, nunca esquecerá, é quando Dan Shimaru se transforma em Lion Man. O foguete em suas costas, liga o fazendo voar até o sol, trazendo de volta como Lion Man. Outra coisa, inesquecível para fãs da série é o “Furacão Lion Man” que sempre utilizado por ele, quando derrota algum monstro de Mantor.

Para fãs, de novelas de samurai, ou mesmo mangas do tipo “Lobo Solitário” e “Blade – lâmina imortal”, vale de curiosidade o seriado Fuun Lion Man, por tornar os quadrinhos, quase real.

Essa matéria originalmente foi escrita para um site de tokusatsu, porém por algumas mudanças, o site acabou reformulando e seu conteudo antigo foi apagado. Espero que gostem, já que Lion Man é uma série zombada pelo seu visual, porém ela é muito boa, principalmente para a época. Uma pena essa série nao ter tido o êxito, principalmente por ter sido uma série “velha” comparada com as demais que eram exibidas na mesma época.

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Crítica | Geisha Boy


Estreando a parte de resenhas de filmes, vamos falar um pouco de um filme bastante antigo, mas que tem tudo haver com a cultura pop japonesa, o Gueisha Boy. Produzido em 1958, o filme produzido pelo ator Jerry Lewis, mostra um pouco do Japão pós-guerra, pela visão americana.

O Filme

Wooley é um mágico que não está indo muito bem nos EUA, por isso aceita ir pro Japão animar os soldados americanos. Atrapalhado, o mágico tenta levar clandestinamente o seu coelho nessa viagem, porém tudo da errado, inclusive derrubando o general em cima da atriz Lola Livingston, gerando um mal estar dentro das Forças Armadas.

A tradutora Kimi Sikita leva seu sobrinho no aeroporto, já que não tinha com deixar. Lá, eles vêem Wooley derrubar e arrancar o vestido de Lola sem querer, fazendo o pequeno Mitsuo rir da cena. Kimi fica surpresa, já que seu sobrinho não ri há muito tempo, assim vai atrás do Wooley e apresenta seu sobrinho a ele. Mitsuo pede se Wooley pode ser seu pai, ele fica comovido, mas diz que não pode ser um pai para o garoto.

Confusões

No vôo, Wooley faz amizade com a Sargento Pearson, mas ela acaba gostando dele, não gostando nada que Kimi e seu sobrinho não saem do lado dele.

Isso sem contar que o namorado de Kimi, um jogador japonês de Baseball, decide ir atrás de Wooley, achando que ele é amante dela.

Para se vingar do Wooley, a Pearson decide enviar ele para a Coreia, já que ela esta farta de perder quem ama para garotas orientais.

Wooley acaba tendo que fazer algumas apresentações no meio da guerra, sendo que muitas vezes tinha que fugir para que os soldados não pegassem seu coelho para cozinhar.

De volta ao Japão

No país, Wooley reencontra o Mitsuo que decide mostrar as belezas do Japão para o mágico americano. Andando pelo país, vimos cenas em Kyoto, como também uma hilária cena, de Wooley olhando o Monte Fuji e de repente aparecer as estrelas da Paramount numa alusão ao logotipo da empresa.

Tendo passado o período dessa turnê no Japão, Wooley sabe que precisa voltar aos Estados Unidos, assim tenta se afastar do garoto. No dia da despedida, Mitsuo aparece com uma mala, mas Wooley tenta expulsar o garoto, mesmo assim Mitsuo acaba viajando clandestinamente dentro da mala do mágico.

Nos Estados Unidos, Wooley é procurado pela policia por ter trazido clandestinamente um garoto nipônico. Fugindo, Wooley acaba usando a mesma idéia do garoto e viaja clandestinamente para o Japão.

Por lá, Wooley decide ficar, começando uma carreira de sucesso como mágico, ao lado de Mitsuo e Kimi.

Curiosidades

O filme foi rodado de 16 de junho a 7 de agosto de 1958, sendo que sua estréia nos cinemas foi em 23 de dezembro de 1958.

Entre as participações especiais, está o time de baseball The Los Angeles Dodgers, que Wooley leva Mitsuo pra assistir no Japão.

O filme tem bastante diálogos em japonês, para quem conhece o idioma, fica a dica, já que a maioria das falas não tem tradução.

Mostrando um Japão já ocidentalizado e sem muitas caricaturas, Geisha Boy é um filme que respeita a cultura japonesa e chega a ter adapta-lá a moda americana, para ser entendida.

Esse não é um dos melhores filmes de Jerry Lewis, porém vale para quem gosta do Japão, justamente por mostrar um país bastante diferente do que ele é hoje. Vale lembrar que outros filmes como 007 Só se vive duas vezes, mostra um Japão bastante diferente e até sombria comparada aos dias atuais.

O filme foi lançado no Brasil como O Rei dos mágicos, porém para escrever essa matéria decidi usar o nome original que tem mais haver com a proposta do filme.

 

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Crítica | Beautiful Life


Aqui no Brasil, existe uma prática muito comum de colocar os problemas da sociedade em novelas. Assim tivemos seqüestro de crianças, personagens com deficiência física, homossexualidade, mais recentemente síndrome de down. No Japão, o leque de opções para temas de doramas é ainda maior, assim não seria estranho trazer para as televisões japonesas um casal no qual a protagonista usasse uma cadeira de rodas.

Beautiful Life não se trata de uma história triste, e sim de uma história de amor com doses de comédia. Num dorama semelhante as nossas novelas ao mostrar um romance aonde um dos protagonistas usa uma cadeira de rodas, sugere que seja triste, mas não é o caso.

A série sucedeu o dorama de verão “Yamada ikka no shinbou” que teve uma média inexpressiva de 11,5%. A série Beautiful Life bateu recordes de audiência no Japão, sendo sempre superior a 30%, e tendo em seu capitulo final o inesperado 41,7%. Como já disse anteriormente, uma série pode ser considerada sucesso, quando supera os 20%. Para vocês entenderem melhor isso, a série de sucesso Densha Otoko conseguiu no máximo 25% no último episódio. Essa alta audiência, muitos fãs de doramas consideram ser um fenômeno chamado “Takuya Kimura”. Sendo um dos melhores atores da atualidade, as séries que ele atua sempre são sinal de sucesso. Aqui no Brasil, a única produção que ele esteve presente foi no anime “O castelo animado” que ele atua unicamente como dublador.

A história

Tudo começa quando Kyoko coloca a mão para fora do carro, assim sentir a temperatura. Shuji que passava com a moto ali naquela hora, quase cai ao ver a mão para fora do carro. Os dois discutem, mas quando Kyoko estaciona o carro e Shuji percebe que ela está numa cadeira de rodas, ele fica pasmo, mas não muda o jeito de falar com ela. Kyoko trabalha numa biblioteca e se surpreende ao se esbarrar de novo com o encrenqueiro em seu trabalho.

Ele pede informações sobre um elemento químico, mas ela como não é nada santa, o ironiza alegando que ele deve estar querendo criar uma bomba. O que ela não sabia é que ele é um cabeleireiro em extrema ascensão no badalado Hot Lips, por isso procurava criar uma nova substância para tingimento do cabelo, sem que prejudicasse os fios.

A relação de amor e ódio de Kyoko e Shuji pode ser comparada a série dos anos 80 “A gata e o Rato” (Moonlight, no original, que revelou Bruce Willis como ator). Desde o primeiro momento, sabemos que Kyoko e Shuji se gostam e torcemos para que eles fiquem juntos no final.

E a cadeira de rodas? Como eu disse, essa história não mostra a deficiência, mas uma história de amor e é assim que acabamos aprendendo a gostar da carismática Kyoko, interpretada pela divina Takako Tokiwa.

A promoção da Hot Lips

Shuji começa a pesquisar novos desenhos de corte de cabelo, para crescer na Hot Lips. Os melhores cortes, sempre são veiculados com uma entrevista do cabeleireiro em uma revista conceituada do mercado, assim Shuji não pode deixar essa chance passar em vão. Procurando por modelos na rua, ele não consegue encontrar alguém tão especial pra a revista publicar, assim pensa logo na Kyoko.

Desde o começo, vemos que a Kyoko tem um cabelo muito estranho de tom avermelhado e Shuji sabia que era sua grande chance de transformar ela e ganhar a promoção.
Trazer uma garota numa cadeira de rodas sugere como um golpe baixo do Shuji, entre os funcionários da Hot Lips. A verdade é que as fotos da Kyoko ganham destaque na revista, mas o que os funcionários do Hot Lips especulavam, torna-se verdade no qual seria explorado a condição física da Kyoko e não o corte de cabelo.

Kyoko ao ver a revista, joga rapidamente no lixo, estando com muita raiva que ela confiou num cara que a usou. Satie, a amiga de Kyoko, ao mostrar a matéria, logo percebe que tem algo de errado com ela.

Shuji havia prometido que ambos comemorariam juntos, fica decepcionado com a revista e tenta pedir desculpas para Kyoko que não crê muito nele. Kyoko revela sobre seu temor em relação a “barreiras” a Shuji, contando que gostaria de ser “normal” e freqüentar todo tipo de lugar. Ela só pode freqüentar lugar sem “barreiras”, que são lugares que uma cadeira de rodas pode passar. Os dois não encontram com facilidade um restaurante assim, optando por comer sempre lámen num restaurante móvel de rua.

Shuji X Satoru – Rivalidade na Hot Lips

Enquanto isso, Satoru sabendo o potencial se seu rival no trabalho, não pode deixar que isso afete sua fama também crescente. A primeira medida que ele toma, é evitar que Shuji fique cada vez mais famoso. Logo quando uma pessoa da revista liga para entrevistar Shuji, por causa do sucesso do corte de cabelo da Kyoko, logo Satoru pega o telefone e fala que Shuji está de férias.

Depois, Kyoko vai visitar a Hot Lips, porque Shuji deixou uns desenhos de cabelo com ela, Satoru pega e os copia. Ele devolve para ela, alegando que não poderia entregar para ele os desenhos. No dia seguinte, Shuji vê seus cortes de cabelo na cabeça das freguesas do Satoru.
Vale de curiosidade que na vida real, os atores Takuya Kimura e Takanori Nishikawa, respectivamente Shuji e Satoru, podem até serem rivais, mas no mercado musical. Takuya é da banda Smap, enquanto Takanori é da banda TM Revolution.

Dois mundos diferentes

Shuji e Kyoko acabam descobrindo que realmente se gostam, mas que ambos têm que enfrentar o amargo sabor de terem vidas tão distintas. Kyoko tenta por muitas vezes fugir desse tipo de relacionamento com Shuji, levando em consideração isso. Ao encontrar um amigo de época de escola, também na cadeira de rodas, ela acredita ser uma chance de fugir de Shuji, indo para Alemanha.

Ambos são muitas populares nos seus próprios mundos, para vocês terem uma idéia o Shuji está cercado de ex-namoradas, mas Kyoko também têm vários pretendentes. Essa idéia de contra partida é muito bem trabalhada na série, que acaba gerando a relação “A Gata e o Rato” dos dois.

Um dos grandes problemas de Kyoko ser feliz com Shuji pode ser definido como Masao Michida, o irmão mais velho de Kyoko. Não acreditando no amor dos dois, Masao pede muitas vezes que Shuji se afaste de sua irmã para que não torne as coisas mais difíceis. Masao não tem sorte no amor, assim com ajuda de sua mãe procura por relacionamentos arranjados.

Em nenhum momento, Shuji reluta sobre a condição de deficiência da Kyoko. Ela não acredita que ele possa abrir mão de tantos prazeres da vida para ficar com ela.

Segredos revelados

Shuji revela seu passado a Kyoko de como ele veio a Tóquio tornando-se um cabeleireiro. Sua família é formada só por médicos, mas ele mesmo tendo começado a estudar na área, percebeu que não era sua praia, assim caindo fora.

Kyoko mesmo ouvindo a história de Shuji não revela seu maior segredo. Este será revelado por sua mãe ao Shuji. Kyoko chegou a andar quando era mais nova, mas sua doença acabou fragilizando seus movimentos e ela não tem grandes chances de vida após os 30 anos. Shuji acredita que Kyoko não está nessa porcentagem negativa e não desiste de ter uma vida a dois com ela.

Como termina a série?

Muitas pistas plantadas em toda a série acabam sendo reveladas, chegando no auge do seriado. Além de uma boa história de amor, temos outros enredos como corrupção e concorrência entre cabeleireiros de luxo, sem mencionar quais decisões Shuji e Kyoko irão tomar e quais são suas conseqüências.

Um elenco estelar

Começamos pela estrela Takuya Kimura, da banda Smap. Uma das bandas mais tocadas no Japão e conhecida no meio de animes e mangás por terem feito a adaptação teatro musical dos Cavaleiros do Zodíaco (Santuário a Poseidon), Smap segue com 16 anos de sucessos. Takuya teve sua estréia nos doramas em 1990, com a série Otouto. Com raras exceções, o efeito “Takuya Kimura” é verdadeiro e os doramas em que atua, sempre estão acima do 20% considerado sucesso. Além de popular, ele interage com o público de diversas formas, seja dançando Parapara com personagens da Disney, ou fazendo uma sátira do Kamen rider Ryuuki, Takuya conquistou esse respeito do público, depois de diversos anos de mercado, sendo assessorado e agenciado pela agência Johnny & Associates. Beatiful life, ele interpreta o cabeleireiro em ascensão Shuji Okishima.

A personagem Kyoko Machida foi interpretada pela Takako Tokiwa, que semelhante ao Takuya, também não é desconhecida nos doramas. Tendo 7 prêmios, sendo destes, seis como atriz protagonista pelo “Television Academy Awars”, inclusive sendo um destes foi graças a Beautiful Life. Ela também atuou alguns filmes em Hong Kong tendo como produtor o Andy Lay de o Clã das Adagas voadoras, como o filme ainda inédito por aqui chamado “A Fighter’s Blues”.

Beatiful Life no 24º Television Academy Awars.

Tendo em médio de 35% de audiência, não era de se espantar que seu sucesso também refletiria nos prêmios dados pela academia. Não sendo muito diferente do gosto do público, a academia ofereceu nada menos que 10 prêmios à série, sendo a favorita daquela temporada. A série foi substituída nas noites de domingo pela segunda temporada de Sarariman Kintaro.

Prêmios que Beautiful Life faturou:

Melhor Drama

Melhor Ator: Takuya Kimura (Shuji Okishima)

Melhor atriz: Takako Tokiwa (Kyoko Machida)

Melhor ator secundário: Atsuro Watabe (Masao Machida)

Melhor atriz secundária: Miki Mizuno (Satie Tamura)

Melhor antagonista: Takanori Nishikawa (Kawamura Satoru)

Melhor roteirista: Eriko Kitagawa

Melhor diretor: Jiro Shono

Melhor música tema: Konya Tsuki no Mieru oka ni da dupla B´z

Melhor abertura

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Crítica | Might Morphin Power Rangers: É hora de Morfar!

Quinze anos se passaram desde que essa frase foi dita pela primeira vez e surgiu o sucesso da franquia Power Rangers que dura até hoje. Sim, treze temporadas produzidas de algo que tinha tudo para dar errado para o público americano.

Retornando aquela época aonde vivíamos numa transição, aonde havia muitos heróis japoneses na televisão, mas que sua decadência estava começando e por outro lado estava chegando em nossas terras a série Power Rangers pela Fox e depois pela Rede Globo, aonde o sucesso foi um estouro.

Agora é só lembrar das gírias dos anos 90 como “Morfenomenal” e relembre um dos maiores sucessos dos anos 90.

Saban, a empresa que criou Power Rangers

Uma empresa considerada inimiga para muitas pessoas fãs de tokusatsu, ela também foi responsável por lançamentos de várias series japonesas no ocidente, na França mais precisamente. Haim Saban, famoso israelita criador da empresa odiada por muitos, lançou o tokusatsu na França obtendo sucesso que até hoje existem por lá.

Se no Brasil temos Jaspion e Changeman, os franceses têm Gaban e Bioman no coração. Inclusive até a tática de marketing de usar o mesmo nome com números para parecer continuação foi feito por lá sendo lançado outros dois Super Sentais com os nomes Bioman 2 e 3. No Brasil essa tática foi usada com Jaspion 2 que na realidade era Spielvan.

Voltando ao caso da empresa Saban, Haim Saban sabia que heróis japoneses nunca emplacariam nos EUA. Um país que tem super heróis que são símbolos mundiais, ele sabia que heróis japoneses não teriam sucesso nas terras do Tio Sam. A adaptação tinha que ser feita, para soar que os heróis japoneses eram americanos e tão bons e eficazes como os heróis em quadrinhos, filmes e outros da cultura americana. Conseguindo o sinal verde da Toei, dona e criadora das series de tokusatsu, Haim Saban sabia que tinha entrado num caminho de pedras até encontrar a formula ideal.

Um fato curioso que inicialmente Haim Saban desejava seguir o caminho de séries para o público adolescente por isso escolheu séries maduras japonesas como Metalder e posteriormente Jetman. Nenhuma das duas séries teve suas adaptações fora do papel, porque o público foi outro, as crianças. Usando a série japonesa posterior a Jetman, a série Zyuranger, que tinha um visual e uma temática mais infantil. Vale lembrar que Metalder posteriormente foi totalmente modificada junto de Spielvan para se tornar a série americana VR Troppers, mas fracassou no seu papel ao atrair as crianças que gostavam de Power Rangers.

Tirando a essência e as histórias japonesas e substituindo por histórias de adolescentes no colegial que poderia ser comparado ao sucesso da época, Barrados do Baile, a série Power Rangers tinha uma historia de adolescentes como pano de fundo e as aventuras de heróis coloridos como tema fantasioso do trama. Sua mistura gerou a série Power Rangers que até então não existia nada do gênero nos EUA.

Power Rangers, uma estréia sem alarde na tv a cabo e um sucesso na tv aberta

Um ano depois da série estrear nos EUA, a série logo veio para o Brasil de forma discreta no bloco Fox Kids que existia dentro do canal Fox. Vale lembrar que nesta época ainda não existia canal Fox Kids (Atual Jetix).

Junto com desenhos do tipo X-men Animated, Eek, o gato entre outros era o que constituía o bloco Fox Kids.

Um ano depois, a série teve sua estréia no horário do meio dia na maior emissora do país, a rede globo. Sendo a atração principal da TV Colosso, a série alcançou sucessos semelhantes iguais em outros países.

O sucesso da série foi tamanha que ganhou até uma musica pela dupla famosa naquela época que era de Sandy e Junior. Essa musica criada por eles, foi bastante divulgada na época em diversos programas infantis. Um detalhe que deve ser comentado é que essa musica apenas foi ao ar na época da segunda temporada, mas graças ao sucesso da primeira é que esta foi produzida. Além disso, podemos fazer um paralelo a uma banda infantil daquela época com uma banda mais antiga ainda, que é o Trem da Alegria que fez a musica Changeman e Jaspion por causa do grande sucesso que as duas séries estavam tendo.

Por fim, temos que ressaltar a gíria “Morfenomenal” falada pela personagem Kimberly, ranger rosa, no qual virou uma época até a gíria de muitas crianças graças a divulgação e sucesso da série.

Power Rangers, a série

A série tem inicio com a clássica cena de dois astronautas abrindo uma tampa de um enorme recipiente na Lua. Ao fazer tal ato, eles libertam Rita Repulsa e sua tropa numa nova era de maldades no universo.

Retomando ao seu castelo, Rita Repulsa decide atacar a Terra e assim Zordon e alpha 5 que defendem a Terra a espera de qualquer mal, eles escolhem cinco pessoas capazes para se tornar os guerreiros com poder dos dinossauros, os Power Rangers. Escolhendo cinco adolescentes da escola de Alameda dos Anjos, os escolhidos foram Jason (ranger vermelho), Zack (ranger preto), Billy (ranger azul), Triny (ranger amarela) e Kimberly (ranger rosa). Inicialmente, eles relutaram a aceitar tal missão, mas após lutarem com soldados de massa, eles percebem que a única coisa a fazer é se tornar os guerreiros Power Rangers.

A série tendo essa premissa logo de começo não tem grandes evoluções durante sua saga. Apenas alguns episódios especiais e bem carismáticos e senão inesquecíveis. Vale lembrar o episódio que o Billy e a Kimberly viram punks que tem que ser detidos pelos outros Power Rangers. O episodio que a Triny não para de correr por causa de um monstro semáforo. Tem também o episodio que o Billy desenvolve os comunicadores para a equipe se interagir com ondas de rádio. Por fim, o episódio que o Billy desenvolve o carro para os Power Rangers que era um fusca branco. Com certeza, você tem outros episódios favoritos como o Billy salvando a garota que ele se apaixona com um monstro marinho. A série se constitui de diversos episódios carismáticos, mas que não acrescentam em nada o trama, apenas desenvolvem melhor os personagens, uma característica que funcionou muito bem.

O ponto forte da primeira temporada é ao inserir o personagem ranger verde no trama, onde Rita Repulsa usando um cristal verde, ela ressuscita o ranger verde. Nesse ponto, sabemos que Rita roubou no passado o poder de um dos rangers e trouxe para o seu lado. Escolhendo o mestre de artes marciais, Tommy que tem as mesmas características que o Jason, a Rita esperava uma vitória fácil. Logo, como o público esperava, o ranger verde se alia aos Power Rangers para o temor de Rita Repulsa.

A série depois desse ponto tem como explorar as diversas formas diferentes que o mecha Dragonzord tem de fusão com o Megazord e a amizade entre dos rangers verdes e vermelho na posição de lideres da equipe Power Rangers. Nesse ponto, temos também o inicio do namoro entre a ranger rosa e o ranger verde gerando episódios inesquecíveis como monstro em flores que causou rancor entre os dois.

Perto do fim da primeira temporada, temos o ranger verde perdendo os poderes graças ao cristal de Rita Repulsa e para o poder não ser passado para o mal, Tommy é obrigado a repassar os poderes para o Jason que ganha o controle do DragonZord e o colete dourado em seu traje vermelho. Temos diversos episódios do Jason desse jeito, antes do retorno do Tommy num episódio posterior aonde ele usa os últimos poderes de ranger verde.

Vale ressaltar que em cada episodio tínhamos a dupla Bulk e Skull querendo dar uma de superiores sobre os adolescentes que eram os Power Rangers. Nesses momentos que tinham até a musica clássica deles, podem ser comparados com os três patetas, aonde só acontecia palhaçadas.

A conclusão da primeira temporada, basicamente não existe, porque a série deixa pra continuação a responsabilidade de encerramento, aonde temos já o vilão Lord Zedd no comando. Pode se dizer que a série com seu sucesso avassalador não precisava criar finais e por isso continuou sem medo em seu próximo ano aonde diversas mudanças foram feitas para manter a série ainda o sucesso da criançada.

Curiosidades

– A série Power Rangers por onde passou gerou sucesso, causando surpresa até para a empresa de bonecos Bandai que fabricava apenas no Japão os bonecos das séries originais. Um grande atraso teve, mas depois de corrigido, todos os anos tínhamos os Power Rangers bonecos juntos de sua temporada. Não esquecendo que há cada temporada, os bonecos ganhavam característicos de quadrinhos americanos que eram músculos e enchimentos sobre o traje.

– A série ganhou musicas bem interessantes na França, Japão e Itália.

– A atriz Machiko Soga, a Bandora, a Rita Repulsa japonesa, dublou Power Rangers quando está foi exibida por um canal que exibia produções americanas no Japão.

– A série é considerada tokusatsu e foi distribuída na internet pela Toei entre diversas série japonesas num sistema de assinatura semelhante ao da Globo.com aonde os assinantes tinham acesso ao acervo da emissora online.

– Todo vhs ou dvd lançado no Japão dos Power Rangers tem o selo Toei Channel.

– Massaki Endo que canta o tema de abertura do Super sentai, Abaranger, já cantou o tema Power Rangers no Japão ao vivo.

– A série Abaranger, segundo boatos, é uma homenagem ao sucesso de Power Rangers e não uma repetição proposital do tema dinossauro.

– A segunda temporada de Power Rangers, os mechas seriam inalterados, mas o ranger branco usado da série Dairanger teria sua inclusão. As cenas seriam filmadas no Japão de todas as lutas com o mecha exclusivo aonde o mecha do tigre branco seria possível se fundir com os mechas da primeira temporada. Por causa de custos, o projeto não saiu do papel e por isso todos os mechas foram substituídos, assim usando cenas prontas da série Dairanger.

– Diversos monstros e cenas de luta entre os mechas foram filmadas exclusivamente para a série Power Rangers direto do Japão. Por falta de técnica e ainda ser uma novidade a adaptação, os americanos não tinham recursos para continuar a primeira temporada, por isso a Toei criou monstros e as cenas de luta entre o Megazord e o monstro.

– As cenas americanas eram feitas em câmeras totalmente diferentes que as das versões originais, o que poderia se notar facilmente com cenas mais nítidas e claras comparadas com cenas escuras da série original.

Ficha técnica:

Direção: John Blizek e David Blyth

Produtor: Ronnie Haddar

Co-produtor: Ann Knapp

Produtores executivos: Shuky Levy e Haim Saban

Atores:

Power Ranger vermelho/ Jason Lee Scott: Austin St. John
Power Ranger Amarelo/ Trini Kwan: Thuy Trang

Power Ranger Preto/ Zachary ‘Zack’ Taylor: Walter Jones

Power Ranger Rosa/ Kimberly Ann Hart: Amy Jo Johnson

Power Ranger Verde/ Thomas ‘Tommy’ Oliver: Jason David Frank

Power Ranger Azul/ William ‘Billy’ Cranston: David Yost

Farkus ‘Bulk’ Bulkmeier: Paul Schrier

Eugene ‘Skull’ Skullovitch: Jason Narvy

Zordon: David Fielding

Ernie: Richard Genelle

Rita Repulsa: Barbara Godson

Goldar: Kerrigan Mahan

Squatt: Michael Sorich

Scorpina: Ami Kawai

Alpha 5: Romy J. Sharf

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Nintendo transforma Times Square numa praia para lançamento de Wii Sport Resort nos EUA




A notícia veio do Fuck The Line, que postou as fotos do lançamento do jogo na Times Square, transformando esse famoso cenário de Nova York, numa enorme praia artificial.

Belissimo lançamento da Nintendo para o jogo e do acessório Wii Motion Plus, nos EUA. Lembrando que o primeiro jogo se tornou disparadamente o jogo mais vendido da Nintendo, iniciando uma era de jogos casuais para os videogames.

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Crítica | Hero – O maior blockbuster de todos os tempos do Japão


Para estrear a seção doramas, não podiamos, começar com outro senão o maior dorama de todos os tempos no Japão. Hero tem diversos fatores pra ter sido um sucesso, desde sua trilha sonora assinada pela Utada Hikaru, no seu auge, como também ter como protagonista o ator Takuya Kimura, isso sem mencionar Matsu Takako que já havia feito par romantico com ele em outros doramas.

Um pouco sobre a série

Falar do dorama Hero, com certeza é um grande desafio. Não é todo dia que nos deparamos com uma série que bate um “recorde” de audiência dos últimos 25 anos de novelas na televisão japonesa.

Assistir Hero mesmo sendo de 2001, dá a sensação de ser uma série antiga americana, por sua música tema, ser tão característica daquela época de ouro. Os personagens andando em cena, com grandes kanjis aparecendo na tela, apresentando os atores, parece com a de séries americanas, como Dallas, criada em 1978 e cativou o Brasil nos anos 80 na Rede Globo.

Repleto de participações especiais, a novela bateu o recorde quando a cantora Utada Hikaru, fez uma participação especial como garçonete numa cena servindo o ator e também cantor Takuya Kimura.

Não preciso lembrar que um dos motivos da alta audiência se deve especialmente ao “casal” Takuya Kimura e Matsu Takako. Depois do amor platônico em Long Vacation e do casal “Gata e Rato” em Love Generation, o casal estava de volta às telas, após quatro longos anos.

Hero: Entrando no universo dos promotores públicos
Antes de entrar nesse universo, devemos deixar claro o que um promotor da justiça faz. Sendo membro do Ministério Público, o promotor num grosso modo é quem irá fiscalizar que a lei está sendo cumprida.

A figura do promotor é aquele que irá promover a justiça, para isso, utilizará de recursos como, encaminhar denúncias e delitos da área criminal. O papel do promotor é ser a defesa do Estado, não interferindo e nem prejudicando a obtenção de provas, para que seja feita efetivação da justiça. Na série Hero, muitas dessas funções são demonstradas um pouco exaltada, pelo jeito abordado na série. O personagem Kuryu Kohei realiza investigações, dando mais a impressão que o promotor atua como detetive nas investigações, antes de decidir se denuncia ou não, o acusado.

A chegada de um novo promotor

Um dos casos mais importantes da atualidade teve seu vazamento de informações, chamando a atenção de vários jornalistas, que se posicionam na frente do escritório em Tóquio, causando preocupação desde a cúpula, a todos os promotores ali presentes.

Eles nem percebem, mas hoje chega um novo promotor, transferido do interior. Chamado Kuryu Kohei, esse promotor é diferente de todos que já se viu. Trocando os tradicionais ternos, por calça jeans, camiseta e uma jaqueta marrom, Kuryu não tem uma formação acadêmica de faculdade, pois obteve sua licença de promotor, ao apenas fazer a prova e conseguindo com esforço próprio.

Kuryu chega ao escritório e percebe que estão todos trabalhando, e tenta ver televisão, mas esta quebrada e tenta conserta – lá. Quando conserta, todos os promotores vêem televisão e acham que o Kuryu é um técnico, por seus trajes.

Amamiya Maiko que havia pedido transferência, pra ser auxiliar do novo promotor, logo entra na sala do chefe, Ushimaru Yutaka, lamentando profundamente por sua escolha. O chefe, apenas diz que não é fácil ficar mudando de cargo assim, que a cúpula não é tão maleável assim.

Voltando para a sala, ela vê Kuryu fazendo exercícios físicos em aparelhos que você compra ao ver na televisão, descobrindo que ele é viciado nessas coisas. Por toda sala, tem aparelhos “milagrosos” de emagrecer, ou tantos outros aparelhos que chegam a ser vendidos aqui também da mesma forma.

O ladrão de calcinhas

O primeiro caso de Kuryu é sobre um ladrão de calcinhas que foi preso, mas que nega piamente que tenha cometido tal crime. Amamiya fica surpresa, que Kuryu investigue um caso tão “bobo” desse tipo, indo à casa do sujeito, vendo uma coleção de animes hentais que ele grava que foi no mesmo horário do suposto crime. Num interrogatório com o suposto culpado, ele revela que tem o estranho costume de comprar calcinhas usadas, de uma loja em Tóquio. Kuryu se revela interessado pela loja, causando a fúria de Amamiya.

Para conferir se as calcinhas são de suas respectivas donas, ele chama as vitimas para prestar depoimento, fazendo Amamiya perder a paciência, sobre um testemunho de que calcinha cada mulher ali presente, usa. Todas elas negam que aquelas calcinhas sejam delas, reforçando a idéia que o acusado estava certo.

Conferindo os animes no dia do crime, Kuryu percebeu que a fita não foi programada pra gravar, que o próprio acusado, teria gravado manualmente.

Por fim, utilizando uma das bugigangas compradas por telefone, Takuya instala numa dos varais das garotas, um alarme que disparada quando a roupa for arrancada. Assim, o verdadeiro ladrão de calcinha é preso, fazendo Amamiya aprender que todo caso é um caso, sem mais e sem menos.

Amamiya encrencada

Um dia, encontrando Kuryu e uns amigos no bar, que eles costumam jantar, Amamiya pensando no dilema que foi sempre certinha, acaba aceitando o convite de um dos amigos do Kuryu, indo para uma boate próxima que é cassino ilegal.

Chegando lá, Amamiya chega bem na hora que a policia pega em flagrante, causando uma vergonha pública pro escritório. Kuryu que vai a polícia pra ajudar a soltar Amamiya, que fica desesperada, por ter percebido que algo que estava em sua bolsa havia sumido.

Causando indagações da polícia e do escritório, chegam a suspeitar que a tímida e discreta Amamiya esteja envolvida com drogas. Por fim, ela forçando ao Kuryu investigar na antiga boate, encontra pistas sobre o caso, mas nada sobre o que ela misteriosamente tinha em sua bolsa.

Ironicamente, Kuryu revela no final que sempre esteve com ele e era um pingente do amor que vai fazer a pessoa encontrar o parceiro ideal.

Outros casos

Contamos apenas 2 casos, dos 11 capítulos, aonde por sinal os melhores ainda não foram citados. Por exemplo: A rival de Amamiya, uma advogada que namorou o Kuryu e vai ser rival dele no júri, achando que Amamiya é a namorada atual.

Temos um dos casos finais, que é sobre crime político, aonde dinheiro usado ilegalmente em campanha eleitoral.

Esses são alguns casos que a novela trás, sempre fazendo Kuryu e os outros promotores, investigarem para tentar solucionar o mistério. Para quem gosta de livros de suspense da escritora Agatha Christie, como o detetive belga Hercule Poirot, essa série é uma excelente pedida.

Logicamente, por Kuryu ser tão polêmico em seus casos, sempre batendo o pé, não ligando se a pessoa é uma celebridade, ou alguém poderoso, vai resultar em problemas pra cúpula. Chegando ao auge da série, que é o promotor provar que está certo e que o sistema se adaptou a dar tratamento diferenciado as pessoas. Agora pra provar isso, Kuryu terá que pagar o preço.


Hero Especial *Spoiler* – Dados sobre o fim da série

Cinco anos se passaram desde o fim da série Hero. Kuryu foi transferido pra Sapporo, aonde trabalhou esses cinco anos, longe do escritório Jôsei em Tóquio. Agora, está na hora de se transferir de novo, assim se mudando para a cidade litorânea de Nijigaura.

Uma cidade sem crimes, e extremamente nacionalista, valorizando tudo que se fabrica por lá, gerando uma das economias mais impressionantes da região. Essa tranqüilidade se deve a apenas um homem, Takita Akihiko, que controla diversas empresas na cidade, desde hotéis, construtoras, carros, fazendo a população ser totalmente grata a ele.

O que acontece quando esse mesmo homem comete um crime? E se ele apresenta dizendo que é culpado? Sobrou pro novo promotor, Kuryu Kohei, a missão de enfrentar a população e ir atrás das provas desse crime que abalou a cidade.

Para quem tava com saudades de Hero, decepciona, porque todos os personagens da série original só fazem participação especial, sendo o centro dos holofotes, o personagem Kuryu Kohei. Logicamente o especial tem pontos positivos, como manter a mesma atmosfera da série original, isso graças o elenco de apoio que consegue manter a mesma temática da série original.