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Crítica | ROOKIES

Muitos podem dizer que é mais um dorama de esporte, porém ROOKIES impressiona desde o primeiro momento. Primeiro pelo seu elenco cheio de estrelas como Sato Ryuta, Koide Keisuke, Takeru Sato, Shirota Yu, Nakao Akiyoshi, Ichihara Hayato entre tantos outros. Segundo por ter sua música tema, do grupo GReeeeN e ter sido a música mais tocada em karaokês no Japão. Ainda em termos musicais temos a música Kiseki como destaque ao lado de Prisoner of Love da Utada Hikaru (do dorama Last Friends), no jogo Taiko no Tatsujin 12, sendo divulgada que era a música tema do dorama.

Quando comecei assistir a série, e percebi que seria uma série aonde um professor faria uma turma derrocada de baseball renascer, pensei que já tinha visto isso antes. Na verdade, já tinha mesmo, já que acompanhei a professora “yakuza” Yamaguchi Kumiko (interpretada por Nakama Yukie) em Gokusen, o professor “motoqueiro” Onizuka Eikichi em GTO (interpretado por Sorimachi Takashi) e por fim o advogado e também professor Sakuragi Kenji em Dragon Zakura. Será que o ator Sato Ryuta conseguiria-me surpreender e trazer uma nova faceta de um professor que luta pelos seus alunos? Pois bem, surpreendeu e foi muito mais além de que todos anteriores citados, pegando uma turma digna de viver no mesmo universo de Crows ZERO, portanto um caos na Terra.
Porém o que esperar de um mangá popular da Shounen Jump adaptado na forma de dorama? Não só isso, ROOKIES se orgulha de ser o nono título mais vendido da Shounen Jump, com 2.765.163 cópias vendidas. O mangá criado por Masanori Morita, demonstra ainda resquícios de uma violência exagerada, o que seria uma certa influência de quando trabalhou como assistente com Tetsuo Hara em Hokuto no Ken, outro clássico da Jump. E precisamos lembrar que a Shounen Jump é o berço da maioria das produções japonesas exibidas na televisão brasileira e lançadas nas bancas brasileiras?
Se as maiorias das produções da Jump viram anime, ROOKIES foi adaptado em dorama, nas mãos de Izumi Yoshihiro. E que não é nada desconhecido, tendo trabalhado em Yaoh, Sailor Fuku to Kikanju, Hanayome to Papa e no especial Anmitsu Hime.

Na maior parte da série, tivemos como diretor, Hirakawa Yuichiro que só tem série de nome em seu currículo. Só pra ver um pouco do currículo dele: Temos desde o excelente Stand Up!!, passando por Good Luck!!, Sekai no Chuushin de, Ai wo Sakebu, Byakuyako, Sailor Fuku to Kikanju e até os sucessos de 2009, como MR. BRAIN e JIN.
Produzida pela TBS, um dos melhores canais de produção de doramas, a série foi exibida as noites de sábado às 20 horas, num total de 11 episódios. Faturando cinco prêmios da 58th Television Drama Academy Awards nas categorias: melhor dorama, melhor ator (Sato Ryuta), melhor ator coadjuvante (Ichihara Hayato), melhor tema (Kiseki – GreeeeN), e faturando o Special Award – Nikogaku Nine. Além disso, a série ganhou como melhor dorama renzoku da 2nd Tokyo Drama Awards e 13th Asian Television Awards. Portanto, haja fôlego que ainda nem entramos na série.

A história
A escola Futakotamagawa contrata o professor inexperiente para o cargo de literatura japonesa chamado Koichi Kawato (Sato Ryuta). Tendo um histórico nada animador, como ter espancado e arremessado um aluno do segundo andar, Koichi Kawato chega à escola com um sorriso pronto pra “domar” a difícil classe do segundo ano.

Os alunos do clube de baseball não freqüentam as aulas, causam confusão, usam a sala do clube pra jogos e até pra sexo com alunas da escola. Os alunos foram proibidos de jogar, depois que foram suspensos por agressão durante um jogo, sendo proibidos de jogar por seis meses. A escola para não expulsar todo mundo, dá certos privilégios aos alunos, e a contratação do esquentado Kawato seria ideal para expulsar a turma da escola.
Porém, todavia, no entanto não é bem isso que aconteceu já que Koichi Kawato compra o sonho de jogar baseball e as muitas discussões e porradarias (você nunca vai ver tanto sangue, porradaria e um professor sofrer agressões, como nessa série), ele consegue convencer Mikoshiba Toru (Koide Keisuke) a não abandonar a escola por seu sonho de jogar baseball. De brinde, o professor ganha a chave da sala de baseball e começa uma enorme revolução, tirando tudo que não remetia ao sonho do time de ir jogar em Koshien.

O segundo a acreditar no professor é o Sekikawa Shuta (Nakao Akyoshi) que acaba levando uma porrada de Shinjo Kei (Shirota Yu) desmaiando inconscientemente ao ter sua cabeça estourando a janela do banheiro.
Assim os alunos vão acabando entrando aos poucos pro time, na porradaria, o Kawato solta uma frase celebre que eles são amigos que não conseguem conversar e resolvem na porrada suas diferenças.

Desde o primeiro momento, Kawato não recebe apoio nem do diretor, e nem mesmo dos professores da escola. Todos ali, com raras exceções, estão esperando que sonho do Kawato se despedace entre as brigas dos alunos.

E bom, sobre as brigas, o próprio Kawato faz muita vista grossa, esperando a união do time, que ele como treinador, está aprendendo e sabe bem menos que todos ali.

Aniya Keiichi (Ichihara Hayato), o melhor arremessador do time, está de volta e com isso o time está quase completo. A sua volta é bastante tempestuosa porque ele também tinha um sonho e tinha receio desse retorno inesperado por causa do professor.

Participando de treino com uma escola vizinha, o grupo ganha confiança e volta a treinar intensamente. Porém ainda falta o retorno de Shinjo Kei que é digno de ser um personagem misterioso e confuso, que só quer jogar com os amigos, mas não se aceita parte do grupo.
Kawato decide que o inseguro Mikoshiba tem que ser o capitão do time, assim sendo um desafio pessoal e do time, em manter unido, e atravessar os obstáculos criados por ele mesmo de insegurança.
O maior desafio do time é enfrentar seus fantasmas do passado, assim começa um jogo amistoso com uma escola vizinha em que um dos principais jogadores é um ex-parceiro do time. Um dos culpados pela briga de seis meses atrás e que trocou de escola continuando ser violento e bagunceiro, como eles eram no começo da série.
Será que eles vão conseguir ir pra Koshien? Tem muito chão pela frente, mas Kawato claro que não só eles vão pra Koshien, mas que ambos vão sorrir em sua formatura daqui um ano.
A série ainda ganhou um filme nos cinemas, lançado em maio de 2009, chamado ROOKIES: A graduação, chamando grande atenção e sendo um sucesso.

ROOKIES é altamente recomendável, principalmente para que gosta de séries como Gokusen, GTO, além de ser uma boa pedida, pra quem esperava uma série de baseball desde H2 – Kimi to Itahibi.

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Toei Company

Conheça um pouco dos gêneros que a Toei criou para o Tokusatsu se tornando tradição hoje em dia.

A maioria das séries de tokusatsu que foram exibidas aqui no Brasil, foram produzidas pela Toei Company, bastante conhecida no meio de animações, com sucessos como Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Dragon Ball Z, One Piece, Digimon e outros animes de sucesso. A Toei se consolidou no mercado das produções de tokusatsu criando diversas produções, até chegar nas séries que se tornariam gêneros.

Em 1959, a Toei entraria para o seguimento, ao criar o seriado 7-color mask, uma série de 59 episódios, que durou um ano de produção. No ano seguinte, seria produzida uma série que se tornou cult aqui no Brasil, mas uma série mediana no Japão, National Kid.

Apenas em 1967 seria produzido a primeira série de Super Heróis em cores, pela Toei, assim nasceu a série “Masked Ninja Red Shadow”. No mesmo ano também foi produzido um clássico que fez sucesso aqui no Brasil, a série “Robô Gigante”.

A Toei começaria a denominar gêneros, depois do sucesso em 1971, criado por um dos pupilos de Osamu Tezuka, o Shotaro Ishinomori. A série em questão abriria o gênero que existe até hoje no Japão e o Brasil teve a chance de ver duas séries desse gênero, o Kamen Rider. Vale lembrar que Shotaro Ishinomori pode ser considerado o principal criador dos tokusatsu modernos, já que ele colaborou e consolidou dois gêneros de três que a Toei trabalhou até o final dos anos 90.
Quem foi Shotaro Ishinomori ?

Uma figura importante para o tokusatsu, mas como também para os mangás e os animes, ele foi um criador que criou séries para todos os públicos, desde Patrine, Cyborg 009, Kamen rider Black, Machineman entre outras produções que vieram a ser exibidas aqui no Brasil.

Seu nome verdadeiro é Shotaro Onodera e ele nasceu em 25 de janeiro de 1938 e faleceu no dia 28 de janeiro de 1998. Possivelmente sem ele, hoje não teríamos os grandes gêneros do Live Action, já que ele criou o gênero Super Sentai com a série Himitsu Sentai Goranger e também criou o gênero Kamen rider, com a série de mesmo nome.

Lembrando que Kamen Rider surgiu para competir com o gênero Ultraman, da concorrente Tsuburaya Productions que explodiu de sucesso em 1966. A série Kamen Rider conseguiu chegar no mesmo patamar, fazendo os dois gêneros marcarem diversas gerações. Hoje, ainda são produzidas ainda as séries Kamen rider como as de Ultraman, mas a competição não é tão forte como foi na década de 70.

Atualmente podemos ver o ultimo trabalho de Shotaro Ishinomori, que foi a série Kamen rider Hibiki. A série em questão utilizou rascunhos de desenhos que ele havia começado a desenvolver na época de sua morte, em 1998.

A ultima série de tokusatsu que ele trabalhou foi na série Voicelugger, que foi exibida após a morte dele.

Lembrando que a série de tokusatsu Kikaider, ganhou um remake em anime e o Cyborg 009 também ganhou um remake, ambos após a morte do criador. Esses remakes foram exibidos com um sucesso relativo nos EUA e na Europa. Aqui no Brasil foi exibido pela Cartoon e lançado em dvd pela Sony, o Cyborg 009.

Além disso, o manga Kamen rider Spirits foi lançado recontando a história de todos os kamen riders que Shotaro Ishinomori criou.

Os gêneros
Super Sentai

Shotaro Ishinomori criaria apenas a primeira série do gênero em 1975 que foi a de mais sucesso e a mais longa do gênero Super Sentai. Himitsu Sentai Goranger, teve 84 episódios e definiu o gênero de cinco guerreiros coloridos guiados pelo vermelho. Vale de curiosidade que Shotaro Ishinomori escreveu a abertura da série (cantada pelo Isao Sasaki) e o segundo encerramento do seriado (cantada Michiaki Watanabe).

A série seria substituída pela série Jacker, mas infelizmente a série não teve a mesma aceitação, mesmo tendo um crossover com a série Goranger. O sucesso só voltaria com a série Battle Fever J, aonde a Marvel Comics se uniu a Toei e produziu essa série e a série Spider Man. Graças a associação, tivemos uma equipe com seu primeiro robô gigante, fazendo o gênero que era chamado de Sentai, ser chamado de Super Sentai, por causa dos robôs gigantes.

Aqui no Brasil, foram exibidas desse gênero as séries: Goggle V, Changeman, Flashman e Maskman. Todas tiveram um sucesso muito forte, destacando principalmente Changeman e Flashman.
Kamen Rider

As séries Kamen Rider carregavam um certo estigma de que todas as suas produções eram sempre um herói que se transformava em um inseto cyborg e enfrentaria a organização que desejava destruir a Terra. Essa era a idéia básica de todas as séries, inclusive as Kamen Rider Black e Kamen rider Black Rx, que vieram a ser exibidas pela Tv Manchete.

O gênero mudou justamente, após a morte do criador, quando o enfoque do gênero mudou completamente, dando uma maior complexidade ao gênero. O relançamento do gênero veio com Kamen Rider Kuuga em 2000 que era sobre uma missão arqueológica que despertou o império Grongi, agora a maldição de se tornar um herói está nas mãos de Yusuke Godai, que precisa entender seus poderes para enfrentar o império. A série teve seus direitos comprados para ser exibida aqui no Brasil, mas não houve nenhuma emissora interessada, por isso atualmente os direitos foram expirados sem o lançamento da série.
Metal Hero

O gênero foi criado com a série Policial do Espaço Gaban, em 1982. A série curiosamente veio ao Brasil, após o sucesso da série Jaspion, que foi produzida 3 anos depois de Gaban, em 1985. Gaban foi interpretado por Kenji Oba que fez uma participação especial no filme Kill Bill em 2003. Outra curiosidade é que aqui no Brasil a série foi exibida na Rede Globo e na rede Gazeta.

Sharivan e Shaider vieram em seguida de Gaban, continuando a saga com seus respectivos heróis tomando conta do planeta Terra. Essa três séries acabaram se tornando conhecidas como Xerifes espaciais ( Uchuu Keiji no original) e todas foram exibidas aqui no Brasil.

A série Jaspion, criada em 1985, é a mais popular aqui no Brasil, do gênero, mas no Japão, a série não fez grande sucesso. Cheia de referências a religião católica, Star Wars e Star Trek, a série não obteve o sucesso que aqui no Brasil teve.

Outras séries do gênero que são bem conhecidas pelo público foram: Metalder, Jiban, Jiraya, Wispector e Solbrain.

Infelizmente o gênero acabou em 1997 com a série B-Fighter Kabuto (transformada na segunda temporada de Bettleborgs e essa exibida aqui no Brasil) que continua inédita por aqui.

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Crítica | Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi

Conhecida também como One Million Stars Falling from the Sky, essa produção lançada em 2002 é uma verdadeira caixa de surpresas. Tendo no elenco, o ator e cantor Takuya Kimura, a série dá a falsa sensação que conheceremos mais um dorama água com açúcar, porém não é bem isso que acontece aqui.

Produzida pela TV FUJI, a série Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi é uma série que deve ser curtida aos poucos. Com um gostinho de livros da rainha do crime, Agatha Christie, essa série lembra muito o livro Cai o pano, o último caso do detetive Hercule Poirot. Você gosta de suspense? Assista Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi, dificilmente você achará um dorama com desafio igual a esse.

Para fãs de doramas, essa série é assinada pela Eriko Kitagawa, que escreveu as excelentes Beautiful Life e Long Vacation. Foi justamente ela, que lançou Takuya Kimura, com o dorama Asunaro Hakusho, no papel do universitário Osamu. Esse papel se tornou ícone justamente pela fala “Eu não sou bom o suficiente para você?“, que tornou do dia pra noite, Takuya Kimura o cara mais desejado do Japão.
Composta por 11 episódios, essa série mistura na medida certa, romance, mistério e drama.

Pra completar, a música tema é de ninguém menos que Elvis Costello, com a música Smile, dando um ar clássico a série.
A história

Tudo começa com um assassinato de uma jovem universitária, que a primeiro momento, parece ser um suicídio. Conhecemos o policial Kanzo Dojima, que está investigando o caso.

Kanzo não é nenhum policial exemplar, tendo uma vida até bastante comum. Tendo uma irmã mais nova, a Yuko Dojima, que ele sonha casar ela um dia com um bom partido.

Enquanto isso, acontece uma festa de aniversario, dentro de um luxuoso navio. Conhecemos a “princesa” Miwa Nishihara, que é herdeira de uma grande indústria japonesa.

Conhecemos o cozinheiro de comida francesa, Ryo Katase que desperta admiração desde o primeiro momento a Miwa. Quebrando a pulseira, Ryo conserta na mesma ordem antes de estar quebrado, o que causa espanto de Miwa ao recebê-la.
Um amor secreto

Inicialmente, achamos que será um romance comum, entre Miwa e Ryo, mas a cada momento que vemos esse relacionamento crescer, descobrimos que Ryo não é um homem comum.

Porém, logo conhecemos o outro amor de Ryu, a bela Yuki Mizashita (interpretada por Shibasaki Kou), que tem ligação com a garota morta do começo do trama.
Conexões

Kanzo desconfia que existe algo errado na cena do crime, principalmente pela ordem das fitas de vídeo na prateleira. O apartamento está intocável, parecendo mesmo um suicídio, apenas alguém com uma memória fotográfica conseguiria fazer isso, o que é literalmente impossível.

Enquanto isso, Miwa gera um mal estar em casa, ao revelar que está namorando o cozinheiro da festa de aniversário dela. Os pais não aceitam que ela namore alguém que não seja da mesma classe social, já que herdeira de uma grande companhia significa também posse pra o sucessor da mesma.
A crise em casa chega de uma maneira tão critica que Miwa fica proibida de sair de casa. Assim ela começa a usar a sua amiga, Yuko, como pombo correio pra continuar conversando com Ryo.

O que Miwa não sabia que agora Ryo estava gostando da Yuko, e faria de tudo pra conquistar ela. Enquanto isso, Miwa ficava cada vez mais em cheque com um amigo da família que desejava casar ela.
*SPOILER* O poder de auto sugestão

Assim, Ryo sugere que Miwa mate o pretendente que a família insiste em casar com ela. Numa noite, Miwa usa a espingarda de caça do pai, e mata no calor da discussão. Sem saber o que fazer, Miwa chama Ryo que cria uma falsa situação de defesa.

A policia chega, ele fala ser o culpado, porém a dor de Miwa pela prisão do Ryo, acaba gerando um desfecho irreparável. Ela deixa uma carta assumindo o crime, e se mata no alto de um prédio.

Kanzo liga os fatos, e percebe que a história está se repetindo, sendo a primeira vez, Ryo com a Yuki.

Enquanto isso, Ryo se declara a Yuko, revelando ser tão solitário como ela. Ambos revelam ter queimaduras semelhantes, e que o preconceito das pessoas, é o que os torna tão parecidos.
*SPOILER* Como culpar alguém que induz um crime?

É aqui que começa as semelhanças com o livro Cai o pano, da autora Agatha Christie, já que como podemos colocar alguém atrás das grades, quando não existem provas sobre induzir alguém.

Kanzo decidi salvar Yuki, mesmo assim, ela tem muito inveja do relacionamento que Yuko e Ryo estão tendo. Por isso, Kanzo vai ter que ser forte, se quiser que ela se salva.

*SPOILER* Um erro de mais de 20 anos

Uma coisa que Kanzo está desconfiado, é que Ryo seja um garoto de 20 anos atrás. Inicialmente, nós não entendemos aonde a historia de Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi irá parar, porém, quanto mais Ryo percebe que Kanzo se aproxima, mais curioso ele fica sobre seu passado.

Assim, Ryo pede que Yuko tome conta de seu pássaro, enquanto vai ao orfanato de quando era pequeno. Depois disso, algumas lembranças são evocadas, sempre ao lado de Yuko, assim ele investiga um antigo desenho feito quando era criança, indo parar numa antiga casa. Ryo descobre que quem matou seu pai, foi Kanzo em inicio de carreira, e o pior, Yuko, que ele achou ser seu grande amor, é na verdade sua irmã mais nova.

Yuko ao perceber interesse de Ryo pelas fotos de quando ela era pequena, acaba também descobrindo a verdade. Principalmente porque suas queimaduras se conectam, já que foi de um bule de água quente que caiu sobre os dois quando eram pequenos. Numa conversa dentro de sua antiga casa, Yuko mata Ryo, depois arrasta o corpo dele até um barco.
Kanzo chega à antiga casa, e vê um barco onde Yuko e Ryo estão. Ele consegue ver o momento que Yuko se suicida, ficando junto com Ryo.

A história é forte, que vai se revelando capítulo por capítulo, principalmente por se encerrar com um amor proibido entre irmãos. Infelizmente, o único que sobra dessa história é o próprio Kanzo que perde seu chão, ao perder sua irmã de criação. Aqui fica uma sugestão pra quem gosta de um dorama de mistério e romance, assista Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi.

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Dorama X Novela: As novelas mexicanas X Os doramas coreanos

Continuando a série de matérias sobre doramas e novelas, vamos agora de encontro aos rivais comerciais dos doramas japoneses e das novelas brasileiras. Ambas as produções tem seus mercados de exportação, tendo concorrentes diretos de seus produtos, sendo muito semelhantes em seus mercados.

Vale mencionar que as produções mexicanas estiveram em muitos países, atravessando a América Latina, Europa e Ásia, sendo que em muitos casos, suas produções estejam em muitos países que também exibem produções brasileiras.

Sendo produções bem diferentes, o Brasil tem um histórico de novelas mexicanas, pelo sucesso delas no país, com iniciativas como o antigo acordo entre a Televisa com SBT. Muitas novelas vieram ao país e depois acabaram ganhando remake pela emissora, coisa que a Televisa tem repetido com a Rede Record.

Uma coisa bastante interessante que é quando a novela é boa, ela ganha diferentes versões dela e são exibidas no país. Um exemplo é a Topázio da Venezuela, que acabou ganhando remake mexicano como Esmeralda e depois ganhando um remake brasileiro pelo SBT. Atualmente, temos o caso de Betty, a feia que teve seu remake mexicano A feia mais bela e o remake americano Uggly Betty, por fim o remake brasileiro Bela, a feia.

No Japão, semelhante aqui, também exibido produções coreanas por lá. Muitos doramas coreanos acabam ganhando remake no país, como The Devil que acabou ganhando remake ano passado no Japão com o nome Maou. Outra novela coreana que ganhou remake no Japão por sua populariedade foi Hotelier que além de remake, teve participação especial do elenco original na produção.

Mas se engana que seja algo que atravessa décadas como no Ocidente, foi com Winter Sonata em 2002 que os doramas coreanos conseguiram sua popularidade com os japoneses. Uma populariedade que hoje retorna, com a exibição do animê Fuyu no Sonata, baseado na mesma obra que originou o dorama.

O sucesso dos doramas coreanos no Japão e em toda Ásia é algo real e de crescente sucesso. Um sucesso que tem atravessado o Oriente, chegando nos EUA, em DVD para comercialização e locação pela Blockbuster e Netflix.
Porém se engana que as produções coreanas têm apenas esse contato com o Japão. Muitas de suas séries são produzidas a partir de mangás, sendo adaptações semelhantes aos dos doramas japoneses.
As produções coreanas hoje não enfrentam mais resistência de ser uma produção asiática. Os doramas coreanos estão chegando a países árabes sobre argumentação que são produções que não focam em temas polêmicos, como não tem personagens que são ainda tabus nesses países.

Um dado bastante curioso sobre os dois países é em especial o que aconteceu nas Filipinas nos últimos anos. Um país que se acostumou a fazer remake de produções da Televisa, trocou do dia pra noite pra produções coreanas.
Uma produção que atravessou essa transição foi à curiosa Zaido, produzida sob licença da Toei. A idéia original da série é que seria um “remake” do tokusatsu Sheider (exibido no Brasil pela Rede Globo), porém a empresa japonesa não teria gostado nada disso, adaptado pra “herdeiros” do Sheider. A produção mesmo se inspirando numa temática japonesa e sendo bastante fiel no visual, trouxe a experiência e um repertório de fazer novelas mexicanas, tornando um verdadeiro “Frankstein”. Talvez algo que nós brasileiros não teríamos estranhado tanto, vide a produção Caminhos do Coração que seguiu um rumo parecido ao misturar quadrinhos com a narrativa das novelas brasileiras.

Sobre as produções das Filipinas voltaremos a falar delas mais tarde, quando falaremos mais detalhadamente sobre as produções de lá.

México
Falar de novela mexicana é falar de Televisa, assim que conhecemos a teledramaturgia produzida por lá. Deixando de lado o rótulo que toda novela é produzida pela Televisa, que é a maior produtora e exportadora por lá, temos também a TV Azteca e a Argos Comunicación.
As novelas no país inicialmente eram uma ferramenta do governo para distrair os cidadãos de um regime autoritário. As coisas mudaram com u sucesso comercial de Los Ricos Tambien Lloran de 1979, que se tornou um enorme sucesso na Rússia. O sucesso das produções fez que a Televisa , nos anos 90,alegasse que as novelas fossem o principal produto de exportação do país. Paralelamente, o governo mexicano acabou afrouxando o controle sobre a televisão, principalmente nas novelas produzidas pela Argos Comunicación que tinha temas como corrupção política, imigração, pobreza e tráfico de drogas.
Atualmente, as produções mexicanas também entraram no ciclo de remakes, baseado em novelas de sucesso produzidas na América Latina. Em 2006, tivemos “La Fea Más Bella” que foi baseada no sucesso colombiano Yo soy Betty, La Fea de 1999.No ano seguinte, tivemos “Lola Érase una vez” que é remake da argentina Floricienta (que no Brasil foi adaptado como Floribella) de 2005.

As novelas mexicanas são separadas em sete sub gêneros: Melodrama que trabalha entre classes (Ex: Maria del Barrio), Romance Histórico, Drama Adolescente, História de Banda Pop (Ex: Rebeldes), Policial, Comédia Romântica (La Fea Mas Bella) e Sobrenatural.
Coréia
A teledramaturgia coreana semelhante à japonesa pode ser comparada a mini séries ocidentais. Tendo em media de 16 a 100 episódios (raramente passa de 200 episódios), com uma duração de uma hora, as produções se dividem em dois gêneros.

As produções coreanas que se aproximam as novelas abordam temas como: conflitos, relações extra-conjugais e triângulos amorosos. Outro gênero de dorama são os históricos que são chamados por lá de sa geuk.
A televisão coreana como um tudo, acaba sendo semelhante a outros países asiáticos como Japão, China e Taiwan. Os doramas mais populares da Coréia são Sae Jang Geum e Jumong.
Um dos doramas populares fora do país é Full House, com o ator e cantor Rain. Recentemente, o ator conseguiu êxito de entrar no cinema hollywoodiano ao estrear em Speed Racer.

Voltaremos a falar das produções dos dois países no futuro, sendo apenas uma introdução as duas indústrias de teledramaturgia que tem semelhanças não só na forma de fazer esse tipo de produção como nos países em que trabalha.

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Crítica | Lion Man Guetto – A reencarnação de um antigo herói


Lion Man (ou Lion Maru no original), com certeza é uma das séries mais nostálgicas quando o assunto são seriados de live action exibidas na extinta Rede Manchete. Tendo duas séries produzidas entre 1973 e 1974.

A P-Production criada por Tomio Sagisu, havia brindado um ano antes, o público japonês, com a série Spectreman. Entre os destaques da empresa fica para a primeira série de tokusatsu em cores no Japão, baseado no manga de Osamu Tezuka, Vingadores do Espaço (Goldar no original). Infelizmente a produtora que viveu seu auge com diversos heróis entre eles, os dois Lion Men, acabou fechando suas portas nos anos 80 um piloto mal sucedido chamado Silver Jaguar. Tomio Sagisu veio a falecer em 2004, ,assim fechando mais um capitulo da história do tokusatsu.

Atualmente, as séries como as duas séries de Lionman e Spectreman foram remasterizadas e lançadas em dvds super especiais, agradando os fãs mais nostálgicos da antiga produtora.

Uma nova série…

Foi divulgado na época da produção da série que a rede americana Cartoon Network com o sucesso de seus animes no bloco Adult Swin procurava investir em séries que se tornariam animes em potenciais. O que isso tem haver com Lionman? Eles encontraram no roteiro Lion Man Guetto, um grande anime. Entre os outros sócios dessa produção estariam a Tsubaraya Production e a Sony, mas acabou que esse projeto não foi adiante. O motivo? Justamente por causa de um “pequeno detalhe”, mas importante, que os japoneses donos dos direitos preferiam que a série fosse no formato(tokusatsu) live action e não o de um anime.

O projeto acabou não vingando, mas tirou o pó do roteiro assinado pelo criador original do Lion man, o Tomio Sagisu. Um dos receios do público mais velho e fã da série original, foi logo recebido com bons olhos, ao ser divulgado que o design dos personagens da série Lion man G, haviam sido publicados em 2000 no livro Lionman vs Spectreman, desenvolvido pelo próprio Tomio Sagisu.

Lion Man G acabou saindo do papel, num consórcio definido como “G” Committee envolveu a produtora Crescendo e selo Starchild. A produtora Crescendo têm em seu histórico, diversos doramas de sucesso, como Anego, Byakuyakou, H2 (do mesmo criador do manga Touch) e Trick (Neo Tokyo 12). A Starchild é um selo da empresa King Records, que tem um histórico de produção de animes bem famosos pelo público brasileiro como Love Hina, Digi Charat, Utena, filmes Neon Genesis Evangelion, além de ser o selo musical da cantora e dubladora mais famosa do Japão, a Megumi Hashibara.

Na produção de Lion Man G, o charact design original do Tomio Sagisu foi adaptado por Keita Amemiya, o criador de uma das maiores surpresas do gênero de tokusatsu no ultimo ano, a série Garo. Vale comentar que Keita Amemiya tem um histórico invejável como a direção das séries de super sentai Maskman, Liveman, Jetman, Zyuranger, Dairanger e metal hero Jiban. Ele também foi diretor de fotografia da série Kamen Rider ZO e criou o conceito original dos ovas da personagem Iria – Zeiram the animation. Ele como roteirista desenvolveu o roteiro e dirigiu o filme Mirai Ninja, baseado no jogo de mesmo nome da Namco, lançado no Brasil como Warlord – o senhor das trevas. Ainda no mundo dos games, ele criou os charact design de diversos jogos, sendo Onimusha 2 e 3 os mais conhecidos pelo público.

A direção ficou nas mãos de Jin One, enquanto nos roteiros foram assinados por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou. Lembrando que Dai Satou é um velho conhecido para quem curte animes, tendo trabalhado como roteirista em Samurai Champloo (Play tv e Cartoon Network), Cowboy Bebop, Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, Wolf´s Rain (Animax) e no filme lançado recentemente Casshern. Precisa dizer que depois de mais de 30 anos de ausência, a série Lion Man estava em boas mãos?

A série: Lion Man G –Uma fera transformada num guerreiro gigolô?

Passaram-se 300 anos, desde as séries originais, a história começa em 2011, em Neo-Kabukichou, uma região fictícia da verdadeira zona de meretrício (zona de prostituição) de Shinjuku em Tóquio.

Shishimaru reencarnou na forma de um azarado, covarde e gigolô que trabalha num Host Club (Cabaré ou clube de acompanhantes, se preferir) chamado Dreamin. Ele não é muito cobiçado pelas mulheres em geral, em compensação tem uma clientela fiel, que é uma japonesa acima do peso que sempre se esfrega nele como também aperta suas partes intimas, enquanto a outra acompanhante tem seus dentes todos tortos dando sorrisos, sempre tentando beijar o pobre do Shishimaru. Um costume que o novo Shishimaru, é sempre apertar sua parte intimida e rir em seguida, ganhando confiança para algo em seguida. Com esse perfil, difícil imaginar que Shishimaru é o mesmo personagem que na reencarnação passada foi um homem sério e que lutava bravamente contra Gosun na série original.

A região de Neo-Kabukichou é infestada da “droga” Skull Eyes, que são lentes de contato vermelha que dão estranhos poderes para quem os utilizada. Essa “droga é produzida pela Gousan Enterprises, administrada pelo próprio Gousan, a reencarnação do vilão Gosun da série original do Lion Man Branco.

Tudo começa a mudar, quando Kashinkouji surge pela região. Um senhor de idade que levamos a crer que tem a condição humana de mendigo, conhece a história de Lion Man e Joe Tiger. Andando pelas ruas da região, ele encontra a espada de Lionman num cesto de guarda-chuvas, roubando e guardando consigo.

Como não poderia ser diferente do original, Shishimaru acaba se encontrando e conhecendo Saori e Kosu K. Acompanhando esse novo universo, esses personagens são bem diferentes do original. A nova Saori trabalha como mizu shoubai (um trabalho similar de uma geisha, acompanhante de bares, cabarés e hostess bar) num bar da região, enquanto Kosu K é uma estudante de 14 anos que tem aulas para lá de exóticas com uma turma mais velha que ela. Vale lembrar que na série original, que Saori e Kosuke eram dois irmãos que procuravam seu pai na série original, acabando sendo se encontrando com Lion man. Aqui, além das mudanças da Saori, o garoto Kosuke se reencarnou na garota do colegial, Kosu K.

Shishimaru e as garotas são atacados por vândalos da região que usam Skull Eyes. Kashinkouji entra em cena e lança a espada nas mãos do medroso Shishimaru, para que ele se transforme. Transformado em Lion man Branco, ele tem medo do próprio reflexo no espelho não aceitando que virou um bicho, desfazendo a transformação em poucos minutos. Depois de transformando, ele acaba passando a mão em todas as partes do seu corpo para ter certeza que era humano de novo. Pensando rápido, mas gritando como um covarde que é, se percebe que ele consegue se desviar das armas lançadas por esses vândalos, por estranhos poderes que ele ganhou após a transformação. Shishimaru não aceitando sua forma como Lion Man, acaba tendo lembranças com o verdadeiro Lion Man branco da série original.

No dia seguinte, Shishimaru, acaba vendo leão em tudo que estava em sua frente, como crianças usando bonés com leão estampado, um documentário sobre leões e até mesmo uma música do Akira Kushida sobre leões acaba atordoando o nosso novo “herói”.

Uma pessoa que não consegue aceitar que Lion Man seja o paspalho do Shishimaru é o Jonosuke Tora, o Joe Tiger, que está disposto a desafiar para um duelo em breve. Ele carrega Ginsachi, a espada que lhe confere poderes para Joe Tiger e é o antagonista da série. No meio de mistérios e sem muitas delongas, o público não sabe como Jonosuke ganhou os poderes de Joe Tiger, mas encontra nele um verdadeiro herói, tudo aquilo que o personagem do Shishimaru não é.

Como pode se ver a série seguiu um caminho bem diferente da original, utilizando até recursos cômicos nas lutas do Lion Man, como os vilões puxarem sua capa durante a luta, e este usar a capa a seu a favor ao jogar sobre os mesmos. Algo impensável na série original, mas utilizada algumas vezes na série.

A amizade de Shishimaru e Jonosuke se desenvolve ao mesmo tempo que Shishimaru cresce como guerreiro. O desafio entre ele e Joe Tiger no meio da série, é um dos momentos ápices da série, aonde o humor não tem vez.

Perto do desenrolar da série, Kosu K decide fazer um aniversario surpresa a Saori e precisa da ajuda de Shishimaru. Fazendo a festa no Dreamin, Shishimaru conta com o apoio de todos os gigolos do lugar e também de suas clientes fieis na cozinha. O resultado é uma festa, aonde Saori embriagada pede para Shishimaru se revelar Lion Man, pois oferecerá “aquilo” em troca. Ele não pensa em duas vezes e se transforma num outro cômodo em Lion Man, chegando até a cantar no karaokê vestindo de Lion Man. Isso acaba gerando uma bronca do Jonosuke e do Kashinkouji que aparecem no aniversário. Saori ainda apronta, fazendo todos os convidados segurarem Jonosuke e ela roubar um beijo a força dele.

A conclusão da série é com Shishitora, um ser que é uma mistura do Shishimaru e do Jonosuke, enviado pela Gousan Enterprises. Ele se instala como o novo gigolô da Dreamin e usando as Skull Eyes, ele atrai todas as garotas para ele. Analisando Shishimaru e Jonosuke, ele consegue roubar as suas espadas, a Kinsachi e Gisachi, se transformando em Lion Tiger. Shishimaru e Jonosuke consegue a muito custo, sem seus poderes, abater essa nova cria do vilão Gousan, mas quem realmente rouba a cena é Kashinkouji que luta de igual para igual numa luta de espadas que impressiona.

O fim da série existe umas reviravoltas, uma chacina de personagens, como também Junior, filho de Gousan, seqüestrando Saori e revelando ser sua noiva para o seu pai. A sensação que dá é que a série acabou de forma prematura com 13 episódios. Existe a intenção de uma segunda temporada usando o Lion man laranja nos mesmos moldes, mas se confirmar, voltaremos a falar desse universo.

Analisando a série

Para os fãs das antigas séries, com certeza Lion Maru G à primeira vista parece uma sátira da série original, mas a medida que a série evolui, acabamos descobrindo qualidades que essa nova série trouxe. Focada na comédia até um pouco vulgar, sendo totalmente direcionada ao público adulto, a aventura ficou em segundo plano aqui. Lion Man G por ter diversas referências da série original, acaba despertando uma grande vontade de rever sa series originais. A reação que passa é que é difícil acreditar que o roteiro original seja mesmo do criador original da franquia, o grande Tomio Sagisu que veio a falecer em 2004. Adaptado por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou, o primeiro lembrado pelo excelente Garo, enquanto o segundo lembrado pelo excelente Wolf´s Rain, fica a pergunta até onde a série Lion Man G segue os roteiros originais deixados por Tomio Sagisu. Um consideração final sobre Lion Man G que Tomio Sagisu pode ter sofrido o mesmo problema que grandes roteiristas, tendo com o caso mais famoso o do Frank Miller (Batman, Sin City, 300 de Esparta), aonde o autor atualmente só cria hqs de qualidade duvidosa, vide o genial Cavaleiro das Trevas, que a pedido do público, Frank Miller produziu a continuação com sua esposa, o famigerado Cavaleiro das Trevas 2, recebendo criticas dos fãs por um material de qualidade duvidosa que não faz jus ao original.

Quando fiquei sabendo da série Lion Man G estava saindo do papel em 2006 e que trabalharia com reencarnação dos protagonistas, pensei que a série trabalharia com algo similar ao abordado na série Camelot 3000 da DC Comics. Está narra a volta dos mortos do Rei Arthur e seus cavaleiros, após uma invasão alienígena na Inglaterra do futuro. A série foi bastante polêmica na época por envolver drogas e homossexualismo, sendo censuradas pela Editora Abril. Recentemente a série foi relançada sem cortes pela Editora Mythos, mesmo com todos esses percalços em Lion Man G, existem similariedades entre si.

Um dos personagens mais estranhos da série fica por conta de Junior, o filho de Gosan, o vilão da série. Tendo dois guardas costas que servem de agiotas para Shishimaru e demais que o devem, Junior sempre aparece em cena com uma fantasia. Podemos dizer que ele tem um hobbie por cosplay, podendo ser visto muitas vezes vestido de mulher e interpretando como qual.

Para os fãs que procuravam algo fiel ao Lion Man original, resta indicar Garo, este sim com todas as características que Lion Man original tinha. Sobre a continuação, esperamos que Lion Man laranja não saia com sua imagem tão arranhada como Lion Man Branco, após Lion Man G.

– Séries da P-Productions que vieram pro Brasil

Príncipe Dinossauro (Rede Globo)

Goldar (Vingadores do Espaço)

Espectroman (SBT)

LionMan (Rede Manchete)

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Crítica | Tokyo Raiders

Lançado no Brasil em 2002, Tokyo Raiders é um daqueles filmes lançados sem grande divulgação no país, onde poucas pessoas acabam tendo acesso a uma dessas pérolas produzidas pelo cinema de Hong Kong. Escrito e dirigido por Jingle Ma, o filme reuniu um elenco todo diferencial, com os astros de Hong Kong e Japão. Por Hong Kong, Tony Leung, Eking Cheng e Kelly Chen e pelo Japão, Yuuko Moriyama (Iria – Zeiram), Minami Shirakawa (GTO dorama), Kou Shibasaki (Battle Royale), Hiroshi Abe (Trick, Dragon Zakura), além da participação de Shogo Shiotani (o Akira/Cybercop Marte – Cybercops).

Um filme leve que mistura muito bem a comédia com ação e artes marciais. Tokyo Raiders pode ser chamado de um típico filme “Sessão da Tarde”, mas nem por isso, pensem que o filme é ruim ou coisa parecida. Seguindo a escola de filmes de artes marciais, representada mundialmente por Jet Li e Jackie Chan, os atores Tony Leung e Eking Cheng seguram o filme com excelentes cenas de ação, marca registrada do cinema de Hong Kong.

Um 007 japonês

O detetive Len (Tony Leung) percebe que está sendo seguido, pelas ruas de Tóquio, assim elaborando um plano de surpreender aquele que está o seguindo. Utilizando-se de apetrechos que tem em sua roupa, Len também usa qualquer item perto de si transformando-as em arma para sua própria defesa.
Chegando em seu escritório, Len percebe que aqueles que o perseguiam também estão por ali. Desenvolvendo uma cena de ação alucinante, em defesa própria, Len consegue fugir deixando os bandidos trancafiados, assim começando o filme.

Ponte aérea Las Vegas – Hong Kong – Tóquio

Macy (Kelly Cheng) foi para Las Vegas, para se casar com o empresário japonês Takahashi. Ela acaba levando um “cano” no seu próprio casamento, retornando assim para Hong Kong. Lá, ela acaba descobrindo que seu namorado desapareceu em Tóquio.
Sem pensar duas vezes, Macy decide ir para o Japão, assim descobrir o paradeiro do seu namorado. Ela acaba esbarrando com o decorador Yung (Eking Cheng) que cobra o cheque borrachudo do namorado dela, indo atrás dela para o Japão.

Chegando em Tóquio, Macy descobre que Takahashi é procurado pela máfia, colocando diversos homens atrás dela. Aqui tem uma das melhores tomadas do filme, como não poderia deixar de ser num filme de Hong Kong, aonde todo mundo luta, Yung “o decorador” é um lutador nato de artes marciais, defendendo sem grandes dificuldades os homens atrás de Macy.
Indo a ajuda dos dois, surge Len e suas garotas, que explicam a verdadeira situação do Takahashi no Japão. Revelando-se detetive particular, Len explica quais os problemas do Takahashi, o que não agrada nada Macy.

A verdade

Len conta que foi procurado pelo chefe da máfia local, Takeshi Ito (Hiroshi Abe), para investigar se sua esposa tinha um amante. Descobrindo que o amante é o Takahashi, Len é surpreendido pelo o próprio que faz uma contra proposta. Fazendo parte do plano do Takahashi, Len vai para um bar junto dele, espalhando-se o boato que Len era o melhor amigo de Takahashi. Takeshi volta a procurar Len não gostando nada de saber desse boato. Len que não é bobo nem nada, pensa em lucrar de novo, mostrando as fotos para o Takeshi que já sabia daquilo e um pouco mais. Takeshi revela que Takahashi fugiu com sua esposa, levando consigo uma grande quantia de dinheiro do bando. Investigando sobre o sumiço dos dois, descobre um acidente entre os dois, no qual a esposa de Takeshi morre, assim Takahashi acabou sendo preso em sigilo pelo governo japonês.

Macy não aceita muito bem que seu namorado teve uma amante e ainda fugiu com ela. Saindo pelas ruas em Tóquio, ela acaba se embriagando-se para esquecer as mágoas ao invés de continuar ir atrás dele.

Reviravoltas

O filme é cercado de reviravoltas, como Len ter que levar Takahashi para as mãos de Takeshi, assim atraindo dois peixes grandes para o governo japonês. Repleto de perseguições pode se observar à evolução de Macy, como também os mistérios em volta de Len e Yung. É muito estranho ver um decorador lutar tão bem e proteger ao máximo a namorada de uma cliente de um cheque “borrachudo”. O encontro de Macy e Takahashi também é um dos pontos altos da história. Todos os mistérios acabam sendo resolvidos, até o final do filme, tornando esse um excelente filme.

Indo além do filme

Tokyo Raiders é de uma remessa nova de filmes de Hong Kong, mostrando os novos rostos do cinema asiático. Para aqueles que estavam até então acostumados com Jet Li, Chow Yun Fat e Jackie Chan. Foi nessa remessa, que começaram a ter contato pela primeira vez com Tony Leung e Eking Cheng que se tornaram os novos rostos do cinema de Hong Kong, estampando a capa de diversos filmes que chegaram ao Brasil desde então.

Mesmo atores veteranos como Jackie Chan, estimulam a entrada de novos rostos para a o cinema asiático, fazendo participações especiais de alguns filmes, como “A liga contra o Mal” e “Geração X”.

Um dos fatos desagradáveis do filme Tokyo Raiders é que o ator Shogo Shiotani, que faz uma figuração como um dos bandidos que leva surra dos personagens Len e Yung. Ele suicidou se dois anos depois da produção do filme. Não aceitando o fracasso profissional, que o limitou em pequenos papeis, depois do personagem Akira em Cybercops, o ator acabou se suicidando em 2002. Tokyo Raiders é uma das ultimas oportunidades de se ver o ator em ação.

Em 2005, Tokyo Raiders rendeu uma continuação, levando o detetive Len para a Coréia. O filme se chama Seoul Raiders e foi lançado apenas esse ano no Brasil, sendo batizado pela Paris filmes como “A perseguição”.

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Música

Jmusic: Rimi Natsukawa – Um presente de Okinawa


Okinawa sempre nos brinda com artistas musicais diferentes, que juntam estilos musicais inusitados, formando um novo estilo de música. Uma região que já passou por domínios chineses, americanos e japoneses, Okinawa nos brindou com artistas como Orange Range, MAX, HIGH and MIGHTY COLOR, Cocco, Namie Amuro e tantos outros artistas.

Rimi Natsukawa é mais um presente da ilha de Okinawa, trazendo para o mercado fonográfico voltado ao jpop e jrock, um gênero tão esquecido pelos artistas pelos artistas nipônicos, o gênero folclórico de Okinawa, também chamado internacionalmente de Folk. Ela misturou esse gênero tão tradicional em Okinawa com a música Enka entre outros estilos, gerando a musica única de Rimi Natsukawa que já havia tornado cantora de musica Enka nos anos 90, quando tinha 16 anos, mas foi apenas em 1999, que retornou ao mercado musical, como uma cantora pop.

Enka- A música do sentimento

Para os fãs mais novos da música japonesa, a música Enka é vista como velha, antiquada e ultrapassada, principalmente em animes e mangas são demonstrado isso. Não tem como achar ruim, musica Enka, ao ver a personagem Urd, de Ah Megami-Sama, tem o ponto fraco de dormir, ao apenas ouvir esse antigo estilo musical.

Agora, mesmo com todo esse negativismo da cultura pop atual, não se fica claro o que é música Enka e vamos dar um breve resumida, sobre o que é. A música Enka é a antiga música popular japonesa, no qual você põe todo o seu sentimento ao cantar. Declamando o que você sente, em forma de protesto, confissão, ressentimento. Normalmente as cantoras de música Enka se apresentam, vestindo quimonos.

Atualmente, a música Enka, tornou a música popular para um público mais velho, sendo que a música JPOP, tornou a música popular, para o público mais jovem.

Um pouco sobre a cantora

A cantora nasceu no dia 9 de outubro de 1973, na região de ilhas de Okinawa. Seu verdadeiro nome é Kaneku Rimi e aprendeu a gostar de música enka, com seu pai, o Shizuo Natsukawa, ainda quando era criança. Para ela, Shizuo foi seu mentor criativo e principal influencia. Numa entrevista a revista Eye-Ai, a cantora comenta: “”Foi a partir dele (Shizuo, pai da cantora) que eu aprendi a gostar de música enka, e pensar nisso agora, estou tão satisfeita que ele me ensinou não apenas o estilo de Okinawa, mas o Enka, na maneira de como posso recorrer a todas estas formas de inspiração.”

Rimi, aos 3 anos de idade, ainda aprendendo a falar, já tinha timming, para cantar musica enka, cantando principalmente as músicas da Sayuri Ishikawa, bastante famosa na época. Seu pai, percebendo o potencial, logo decidiu a treinar, para tornar-se uma grande cantora de música enka. Inicialmente, a cantora também ensaiava música de Okinawa Folk, mas acabou deixando de lado, por causa da sua ênfase em tornar-se cantora de Enka.

A cantora debutou aos 16 anos, mas acabou não alcançando uma carreira muito longa, abrindo mão da carreira, após 4 anos no mercado fonográfico.

Okinawa Folk – A música das tradições

Rimi Natsukawa é definida como uma cantora japonesa que canta estilo Okinawa Folk. Um gênero totalmente novo em nossas páginas, também fizemos um breve resumo do que é esse estilo musical,.

Folk é um estilo de musica que existe no mundo inteiro, e está musica se refere ao povo, com suas crenças, lendas e tradições. Uma música que nasceu na Idade Média, era uma forma de divulgar noticias, como fatos históricos.

Okinawa Folk como no resto do mundo, conta em suas músicas a tradição da região, sendo um estilo musical próprio, além de usar o dialeto regional de Okinawa, em suas composições.

Esse estilo musical que nasceu há séculos atrás, e existe até hoje, se casando perfeitamente com a música Enka, tornando-se marca registrada da cantora Rimi Natsukawa

O retorno

Em 1999, a cantora teria uma nova chance, e agora, num novo estilo musical, como também com mais experiência, Rimi voltou aos holofotes, pela gravadora Victor Entertainment, a mesma de SMAP, Dragon Ash e outros grandes artistas.

Seu retorno como cantora, aconteceu no dia 21 de maio de 1999, com o single Yuubae ni Yurete. Seu segundo single, só sairia no outro ano, em 23 de fevereiro de 2000, chamado Hana ni Naru. É verdade, que a carreira de cantora, até aqui, não havia ganhado nenhum destaque, mas tudo estava para mudar, como lançamento do seu terceiro single, o sucesso estrondoso chamado Nada Sousou.

Nada Sousou

O sucesso de Nada Sousou, deve-se não só a interpretação de Rimi, mas aos autores da música, que são do grupo BEGIN, também da região de Okinawa.

Esse encontro, entre os dois artistas, ocorreu, porque a irmã mais velha de Rimi, a Mayumi, conhecia alguns dos membros do BEGIN. O encontro gerou esse terceiro single, que é uma das mais belas canções do repertorio da cantora.

Lançado em 23 de março de 2001, o single ficou em 21º lugar entre os singles mais vendidos em 2003 e em 58º lugar em 2004, segunda à própria Oricon. O sucesso do serviço Itunes no Japão, também repercutiu no sucesso da cantora, sendo que em outubro de 2006, a canção Nada Sousou, ainda era a terceira música mais vendida pelo serviço de musicas online da Apple no Japão.

Do pub ao Kouhaku Uta Gassen

Voltando um pouco na história, quando a cantora havia se desiludido com curta carreira profissional, assim desistindo de morar em Tóquio e voltando para Okinawa. Seguindo o pedido de seu pai, Shizuo, a cantora decidiu dar um tempo em sua carreira, assim acabando trabalhar num pub, aonde sua irmã, Mayumi cuidava.

De boca a boca, o sucesso dos karaokê interpretados por Rimi, tornou-se uma atração a parte do local. Cantando principalmente música americana das divãs como: Whitney Houston, Celine Dion e Mariah Carey, a Rimi, gostava de músicas que usava sua voz ao máximo, chamando atenção também por parte da equipe da NHK, em 2000. Um dos grandes sucessos que a Rimi gostava de cantar no pub, era justamente a canção “ My heart go on” de Celine Dion, tema do filme Titanic.

Relembrando, Saburo Fujiyama da NHK, comenta que ao encontrar Rimi pela primeira vez, era uma estrela brilhante, com um futuro promissor pela frente. Assim, lógico que ela seria uma das grandes atrações musicais do festival Kouhaku Uta Gassen naquele ano. Para quem não conhece, Kouhaku Uta Gassen é um programa exibido tanto na televisão como na rádio, na véspera do ano novo, numa batalha entre cantores de diversos gêneros musicas, divididos em duas cores.

O sucesso de Rimi no festival Kouhaku Uta Gassen foi o pontapé inicial para sua volta como cantora profissional.

Natsukawa Rimi SINGLE COLLECTION Vol.1

Lançado em 16 de março de 2005, foi seu primeiro álbum da cantora a receber o prêmio Nihon Record Grand Prize, por excelência.

Dueto com Andrea Bocelli

A cantora com o sucesso de sua carreira, fez diversos duetos, mas nada se compara ao dueto com o cantor italiano, Andrea Bocelli. Rimi e Andréa cantaram em italiano, a canção Somos Novios, que saiu no Japão, pela Universal Music Japan, no cd de Andréa Bocelli.

Ano Hana no Youni

A cantora foi lançou em 23 de janeiro de 2008, o single Ano Hana no Youni
, sendo o tema do programa “Full Swing”, do canal NHK.

Tendo em sua nova carreira, 11 álbuns (6 álbuns inéditos, 2 de covers, 2 de coletâneas e um mini-album), 14 singles e 2 dvds, Rimi Natsukawa é uma das maiores cantoras do Japão, sendo até chamada como uma das rainhas da música Enka atual. Ironicamente, a cantora não obteve sucesso comercial, sendo uma cantora de enka, tornando-se uma cantora de Okinawa Folk. Deixando rótulos de lado, Rimi Natsukawa é uma grande cantora e merece a fama que obteve, por seus próprios méritos.

Casamento e novo álbum

Em 1º de janeiro de 2009, a cantora se casou com o percussionista Masaaki Tamaki. Seu trabalho mais recente foi lançado durante 2009 chamado Kokoro no Uta.

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Crítica | Full House

O dorama Full House, com certeza é um dos grandes sucessos da teledramaturgia coreana. Produzido em 2004 e tendo 16 episódios, a série Full House, revelou ao mundo, um dos cantores de maior sucesso da Ásia, Rain, isso bem antes, dele aparecer no filme do Speed Racer.

Baseado no manwha de mesmo nome, criado por Soo Yon Won, Full House é constituído de 16 volumes que foram publicados na Coréia, pela editora Seoul Munhwasa. Nos EUA, o manwha foi licenciado pela Central Park Media (a mesma que tem os direitos de séries como Slayers, Patlabor, Utena e RG Veda) e publicado pelo selo especializado em produções sul-coreanas, chamada CPM Manhwa.

A História

Conhecemos a linda e atrapalhada Han Ji-Eun, que ganhou um viagem para a China dada pelo banco aonde trabalha um de seus melhores amigos. Indo, ela deixa sua casa, a “Full House”, nas mãos de seus amigos, enquanto irá conhecer a China.

Ela nem imagina que seus amigos desde infância, o casal Hee Jin e Dae Pyo, forjou isso, dando uma passagem de primeira classe pra China e nada mais. Abusando da inocência dela, eles pegam a “Full House” e a vendem, utilizando o dinheiro para a gravidez de Hee Jin.

No avião, Han Ji-Eun descobre que está do lado do ator Lee Young-Jae. Querendo que a viagem não fique monótona, ela tenta conversar com o astro que não dá nem bola. Chegando a hora, da refeição no avião, ela come demais da conta, assim passando mal e vomitando na roupa do atore que fica uma fera.

Chegando no hotel, Ji-Eun descobre que foi enganada pelos amigos, nunca teve concurso e muito menos reserva. Vendo que Ji-Eun estava com problemas na recepção, Yoo Min-Hyuk, diretor de uma grande empresa de comunicação, se oferece para conversar em chinês arranjando um quarto para ela.

No quarto, ela se desespera por não ter dinheiro pra pagar tudo aquilo e seus amigos não retornam suas chamadas. Vendo que Yoo Min-Hyuk havia ido falar com Lee Young-Jae, Ji-Eun apela pra uma mentira, dizendo que era um antigo amor impossível de Yoo Min-Hyuk, fazendo Young-Jae cair que nem um pato, que dá todo dinheiro necessário para Ji-Eun se virar.

Mentira tem perna curta

Voltando para Coréia, Ji-Eun, descobre que sua casa foi vendida, que seus amigos sumiram e ela não tem nem mais um lar. Invadindo a casa, ela dorme como se fosse um bandido na sua própria casa.

Ela decide apelar para Young-Jae, e ele compra a casa, assim é montado um jantar, aonde aparece Min-Hyuk e Kang Hye-Won, que é design e desenvolve o guarda roupa do Young-Jae. No jantar, Young-Jae, dando indiretas sobre o amor impossível, descobre que tudo não passou de uma mentira da Ji-Eun, e isso teria troco.

As novas regras do jogo

Lembrando que ele comprou a casa, ele faz um acordo com ela, assim ela pagaria pela casa, em troca de serviços domésticos. Ji-Eun, se transforma na empregada de seu próprio lar para servir o astro Young-Jae que se muda para a “Full House”.

Um quadrado amoroso

Enquanto isso, a série vai revelando sua principal trama, deixando claro que Young-Jae gosta de Hye-Won, enquanto ela gosta de Min-Hyuk que por fim, gosta de Ji-Eun.

Esse estranho relacionamento amoroso começa a tomar forma, quando Young-Jae pede Hye-Won em casamento e é subitamente rejeitado, por Hye-Won. Ela gosta de Min-Hyuk e é rejeitada pelo diretor. Esse desenrolar acaba gerando um estranho casal, Young-Jae e Ji-Eun.

O contrato

Convidada a ir numa festa por Min-Hyuk, Ji-Eun vai a fim de arranjar um emprego como roteirista, seu grande sonho. Young-Jae querendo causar ciúmes a Hye-Won agarra a Ji-Eun e anuncia publicamente seu casamento com ela, gerando toda atenção pra si. Sendo um dos atores mais cobiçados da Coréia, ele estampa todas as primeiras páginas dos jornais do país com seu casamento.
O que a imprensa não sabia que esse casamento seria arranjado num contrato cheio de clausulas, como ambos dormirem em quartos separados. Outra exigência é que Young-Jae continuaria investir o seu amor por Hye-Won, o que geraria péssimas conseqüências no futuro.

A família do noivo

Com certeza, a série não seria a mesma sem esse elenco de apoio. Aparecendo e quase seqüestrando a Ji-Eun, a família do noivo se apresenta, achando um absurdo anunciarem o casamento, sem que eles a tenham a conhecido antes.

Assim conhecemos a Senhora e o Senhor Lee e a avó de Young-Jae que desaprovam Ji-Eun em tudo, inclusive dela ser órfã. E agora? Mesmo sendo um casamento arranjado, Ji-Eun precisa provar que é uma boa esposa para conseguir a benção da família dos noivos. Será que ela consegue? Bom, não chegamos nem na metade da série.

Os desafios de Ji-Eun não se tornam nada fáceis no decorrer da série que com certeza merece o mérito de ser uma das séries mais famosas no exterior.

Méritos do Full House

2004 KBS Acting Awards Top Excellence em Atuação – Song Hye Kyo como Han Ji-Eun
2004 KBS Acting Awards Excellence em Atuação – Bi/Rain como Lee Young-Jae
2004 KBS Acting Awards Popularidade Award – Song Hye Kyo como Han Ji-Eun
2004 KBS Acting Awards Popularity Award – Bi/Rain como Lee Young-Jae
2004 KBS Acting Awards Melhor casal Award – Song Hye Kyo como Han Ji-Eun & Bi/Rain como Lee Young-Jae

A série fez sucesso em toda a Ásia, conseguindo méritos como 52% de audiência nas Filipinas, o que atualmente se discute um remake local por lá.

Na Malásia, as músicas de Rain e Hye Kyo tornaram populares por lá, justamente por causa de Full House.

Outro lugar que a série fez bastante sucesso foi na índia, numa emissora local chamando bastante atenção do público para produções coreanas.
Atualmente se fala em Full House 2, mas até o momento não foi confirmado o elenco da série. O que podemos supor que o ator e cantor Rain esteja fora do elenco, já que fazendo filmes em Hollywood, não estaria nos planos gravar uma novela esse ano na Coréia.

A série Full House, além de destaque internacional, também chamou atenção quando exibida no país, faturando diversos prêmios na KBS Acting Awars. A premiação do próprio canal que exibiu a série na Coréia.

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Crítica | Okusama wa majo – Minha Esposa é uma Bruxa

O seriado A feiticeira como Jeannie é um gênio, com certeza são ícones eternos dos anos 60. Representantes do American way of life, os seriados mesmo depois de 40 anos, ainda são exibidos na televisão, como também recentemente foram lançados em dvd no Brasil.

Se no Brasil, ambos os seriados mantiveram-se vivos todos esses anos, imagina como seria no Japão.

A Feiticeira e o Shoujo

Segundo a extinta revista Henshin, a série A feiticeira que definiu muitos dos paradigmas utilizados pelos mangas femininos, shoujos, utilizados até hoje. Desde sua estréia no Japão, muitos de seus valores acabaram sendo transmitidos a criações tipicamente japonesas, mas que tiveram total inspiração no famoso seriado americano, como o anime Mahou Tsukai Sally produzido pela Toei Animation.

O mundo das animações japonesas para o público feminino de hoje em dia, foi definido por animes como Sakura Card Captor, Sailor Moon e Guerreiras Mágicas, mantêm características utilizadas desde aquela época.

A Feiticeira

Produzida entre 1964 a 1972, o seriado “Bewitched” recebou o nome nacional de “A feiticeira”. A série veio a estrear no Brasil em 1965 na Rede Globo e é constituída de 248 episódios. No Japão a série estrearia apenas em 1966 e se chamaria “Okusama wa majo” que significa “Minha esposa é uma bruxa”. No Brasil, o seriado foi exibido sempre em conjunto com a série “Jeannie é um gênio” e foram exibidos nos seguintes canais: Rede Globo, Rede Bandeirantes, Rede TV!, Rede 21 (atual Play Tv), Warner Channel e Nick Nite.

A história é sobre Samanta, uma bruxa que decide viver na terra dos mortais e ser como uma, assim se casando com o mortal James (Darrin, no original) e se tornando uma dona do lar americano. Logicamente que sendo visto do ponto de vista de hoje, muitos interpretariam como machista o seriado, mas realmente o triunfo do seriado original foi tender a um caminho mais do universo feminino do que o masculino, atraindo a atenção do público.

Com certeza, outro ponto positivo da série é a personagem Endora, mãe de Samanta e a antagonista da série. Ela realmente é uma pedra no sapato de James e reforça o quanto pode ser ruim ter uma sogra, ainda mais feiticeira.

Uma curiosidade são algumas discrepâncias na dublagem brasileira até se chegar no nome “A Feiticeira”. Essas discrepâncias podem ser conferidas no dvd brasileiro da série, aonde podemos ouvir nomes como “As feiticeiras”.

Os remakes

Com certeza com a onda de remakes, não era de se esperar que o remake da série não sairia do papel, assim não foi apenas uma exclusividade do Japão ao produzir o remake dessa amável série dos anos 60.

O primeiro país a produzir o remake da série foi a Índia, feita também pela Sony, o canal produziu a versão local da série intitulada “Meri Biwi Wonderful”, o que daria o começo de muitos projetos parecidos.

Seguido do Japão, com a série Okusama wa majo, uma produção da Sony Pictures com o canal TBS. Lançada em 11 episódios entre janeiro e março de 2004, com um especial em dezembro do mesmo ano.

Em 2005, o remake viria nos cinemas, ao colocar a atriz Nicole Kidman e o ator Will Ferrel numa produção homenagem a série “A feiticeira”. Com certeza, mesmo com tantas homenagens ao seriado dentro do filme, não era esse tipo de filme que o público esperava.

Na Argentina, o canal Telefé (o mesmo de Chiquitita e Gran Hermano, versão Argentina de Big Brother) produziu em 2006 o remake batizado de Hechizada.

Outro país que optaria por um nome quase parecido foi o Chile, que também fez sua versão local da série a batizando de “La Hechizada”.

Okusama wa majo – A feiticeira em Tóquio

Arisa é fascinada pelos humanos e quer ser um deles, assim saindo do mundo dos bruxos e indo parar em Tóquio no Japão. Tentando ajudar uma senhora, por uma falcatrua de um concurso de apartamentos, aonde se você tirar a esfera dourada, ganha um apartamento duplex, Arisa acaba ganhando o prêmio, usando sua feitiçaria.

Acabamos conhecendo Joji Matsui, que trabalha numa agência de publicidade. Seu chefe é Ichio Suzuki e atualmente a agência está em maus lençóis ao ser incorporada por uma empresa de um cliente.

Arisa acaba conhecendo Joji, quando ela pega por engano o café gelado que ele ganhou na máquina de refrigerante da Coca cola. Alias, o merchandising da Coca cola nessa cena, vai até na explicação de como funciona a máquina que num sorteio aleatório quando você compra a bebida, pode ganhar outra. Arisa acaba gostando dessa brincadeira, assim levando varias moedas e brincando de ganhar outro refrigerante. Joji acaba gostando de Arisa, nesse encontro na máquina, o que gera uma amizade colorida.

Diferente do seriado original, Arisa e Joji se conhecem e desfrutam de uma bela amizade, até chegar ao casamento.

Surge Daria, mãe de Arisa, que não permite que sua filha tenha vindo ao mundo dos humanos. Tendo que aceitar a relutância da filha em voltar ao mundo dos bruxos, ambas acabam gerando brigas de magia, sendo em sua maioria vistos pela vizinha Maggy. Um dos momentos icônicos da série original foi excelentemente adaptado e modernizado, aonde a vizinha da frente, Maggy, tenta a todo custo convencer ao seu marido aposentado, Fuji, que sua vizinha do prédio da frente é uma bruxa.

Aceitando se casar com Joji, Arisa promete que não utilizara mais magia. Diferente do seriado original que foi uma imposição do marido, aqui Arisa diz que quer ser uma mortal, por isso deixara de usar a magia.

Para quem conhece o seriado original, com certeza deve ter identificado uma porção de referências ao seriado clássico, nesse texto. As homenagens não param por ai,entre elas a música tema do seriado original está entre as trilhas de fundo da série.

Muitas das perguntas que fazíamos no seriado original, sobre o mundo das bruxas, os japoneses não tiveram receio de responder. Arisa no primeiro episódio aparece num castelo com arquitetura totalmente européia que visualmente dá para se notar que se encontra em outra dimensão, pelos estranhos elementos mágicos que circulam o castelo, além de um gato preto que conversa com ela, antes de vir para nosso mundo. Outra pergunta respondida em poucos minutos do início da série é que os bruxos vem para o mundo dos humanos através de espelhos.

Entre as inovações e atualizações, tivemos uma personagem mais independente que foi a Arisa, desde o primeiro momento morando sozinha, como também sua relação com os mortais no mundo atual. Falando se num país que infelizmente ainda tem um posicionamento de pouca abertura as mulheres, com certeza Arisa quebraria esse tabu se fosse exibida fora do território japonês.

Música

A música clássica da série foi substituida por Magic In Your Eyes” de Tommy February. Honestamente a música não chega as pés da original, mas funciona.

A feiticeira Arisa Matsui foi interpretada pela glamorosa Ryoko Yonekura. Tendo como formação de bailarina, a atriz e modelo é uma das mulheres que representa o Japão atual. Ryoko nasceu no dia 01 de agosto de 1975, na prefeitura de Kanagawa. A atriz ficaria conhecida posteriormente por ser uma das protagonistas do seriado sobre a imigração japonesa no Brasil chamado “Haru to Natsu – As cartas que não chegaram”, no papel da Haru Takakura Ela pertence a agência Oscar Productions.

O papel de Joji, a versão nipônica de James, ficou a cargo do Harada Taizo. Ele é garoto propaganda das bebidas Asahi soft drinks, tendo estrelado em diversos comerciais. Não fez ainda muitos doramas, seu trabalho mais recente foi Enka no Joou.

A impagável mãe de Arisa, a personagem Daria, foi interpretado por Mari Natsuki. Quem assistiu Nobuta wo Produce, lembrara da atriz que fez o papel de Catherine na serie.

A versão oriental do chefe de James, o Larry, chamado aqui de Ichio Suzuki, foi interpretado por Takenaka Naoto. Ele é bastante conhecido por seus personagens secundários, como nos doramas Taiyou no uta e Hotelier. No cinema o ator participou de Azumi, Trick e Swing girls.

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Pesquisas e Top Séries & TV

Top dos doramas mais assistidos na televisão japonesa na Primaveira



Os doramas da primavera acabaram recentemente na televisão japonesa. Enquanto os holofotes estão todos voltados para as novas séries que estão estreando, resta a pergunta em quem mandou melhor. O site doramanouchi acaba de fazer uma relação de quais são os doramas campeões de audiência nessa temporada.

Para o pessoal que sempre conversamos de dorama no Twitter ou no MSN, tenho apenas um comentário a fazer, Kimura Takuya em primeira posição com Mr. Brain. Preciso responder que posição ficou Matsumoto Jun com o dorama Smile?

1) Mr. Brain con 20.48%

2)Boss 17.14%

3)Aishiteru Kaiyo 14.82%

4)Rinjou 14.48%

5)Shiroi Haru 12.60%

6)The Quiz Show 12.08%

7)Hisatsu Shigotonin 2009 11.21%

8)Atashinchi no Danshi 10.94%

9)Konkatsu!
10.63%

11)Hanchou 10.49%

12)Smile 10.15%

13)Meitantei no Okite 9.47%

14)God Hand Teru 8.72%

15)33pun Tantei 8.55%

16)Boku no Imouto 8.01%

17)Fufudou 7.77%

18)Majo Saiban 7.34%

19)LOVE GAME 5.33%

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Cultura Pop

TOP 20 das Celebridades com menos sex-appeal

No Japão sempre sai algumas pesquisas estranhas, mas celebridades com menos sex-appel é uma novidade. O site Kawaii Koyuu divulgou uma pesquisa feita no Japão sobre as 20 celebridades menos sex-appeal para os japoneses. Vale frisar que uma das regras aqui era não colocar mulheres acima dos 60 anos. Impressionante que até como menos sex-appeal, a cantora Ayumi Hamasaki consiga o primeiro lugar.

No segundo lugar, temos a Shoko Nakagawa que virou uma grande celebridade japonesa, ainda que sua fama as vezes chega a ser bizarra, como seu gosto por gatos. Desejando desde pequena ser uma ranger rosa, num super sentai, Shoko é meiga e com certeza não tem nada de sex-appel. Mas logico que existem exceções, principalmente nos ensaios sensuais que ela já fez.

A antiga rainha do jpop, Matsuda Seiko, aparece na terceira posição. Ela já foi uma linda mulher nos anos 80, porém do mesmo jeito que sua fama veio, seus escândalos na vida pessoal afastaram ela dos grandes holofotes. Recentemente sempre lança uma coletânea de seus antigos sucessos e faz participações especiais em doramas, como Hanakimi.
Diversas celebridades como Ueno Juri de Nodame Cantabile e Last Friends, e Ueto Aya de Attack nº 1 e Azumi aparecem na lista.

Quanto a Erika Sawajiri, que fez doramas como Taiyou no Uta e Ichi rittori no namida, recebe a fama de ser uma das celebridades mais insossas cheia de altos e baixos. Bem possível que os japoneses não achem ela nada sex appeal por causa disso.

O que gera bastante estranhamento é ver Koda Kumi na lista, já que ela vende a imagem de Ero-Kawaii, como cantora da Avex Trax. Porém, recentemente a cantora cantando com sua irmã misono, acabou mudando um pouco o seu foco.

Outra cantora que seguiu o caminho de Sex-appeal copiando a Koda Kumi, foi a Maki Goto que também aparece na lista. Será que os japoneses não consideram elas mais símbolos do Ero-Kawaii?

Por favor, não façam comentários sobre a Asada Mao, eu me recuso inverter o nome dela pelos trocadilhos infames principalmente em relação ao Sex-appeal.

01 – Hamasaki Ayumi (30)
02 – Nakagawa Shoko (24)
03 – Matsuda Seiko (47)
04 – Kashiyuka [Perfume] (20)
05 – Asada Mao (18)
06 – Abe Natsumi (27)
07 – Suguri Fumie (28)
08 – Ueno Juri (23)
09 – Sawajiri Erika (23)
10 – Kuroki Hitomi (48)
11 – Ueto Aya (23)
12 – Ando Miki (21)
13 – Amuro Namie (31)
14 – Koda Kumi (26)
15 – Sasaki Mikako (32)
16 – Miyazaki Aoi (23)
17 – Matsushima Nanako (35)
18 – Tanaka Reina (19)
19 – Goto Maki (23)
20 – Niiyama Chiharu (28)

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Artigos Música

Rain – O Super Star número 1 da Ásia ganha o Mundo


            A música coreana está ganhando o mundo e Rain é mais uma das promessas internacionais nesses últimos anos. Excelente cantor, dançarino, modelo e ator, Rain é um artista completo da agência JYP Entertainment.

Perfil

            O nome verdadeiro de Rain é Jung Ji Hoon, ele nasceu em Seoul, na Coréia Do Sul, no dia 6 de junho de 1982. Rain tem 1,84 m e 75 kg e seu tipo sangüíneo é 0+. Ele tem como hobbie: ver filmes e músicas, além de comprar roupas e sapatos. Seus atores favoritos são: Charlie Chaplin and Seok-Kyu Han e seus cantores são: Michael Jackson, Janet Jackson e Usher.  

            Rain se formou na Universidade de Kyung-Hee em Artes Pós-Moderna e atualmente está cursando na Universidade Dan-Kook o curso de Maj. Em Artes.

            Seu interesse por Hip Hop e R&B veio quando ele estava ainda na sexta série, equivalente ao nosso ensino fundamental.

Rain – Pi – Bi – YU – Como se fala o nome Rain?

            A palavra “rain” (chuva em português), tem algumas formas bem diferentes de ser chamado pelo mundo, em particular na Ásia, ganhando diferentes nomes em cada país que passa. Na Coréia do Sul, o nome de Rain é Bi, enquanto isso seu nome no Japão é Pi. Na China, seu nome também varia sendo chamado de Yu, enquanto isso nos EUA, Canadá e toda Europa, seu nome é pronunciado como a palavra inglês Rain.

Carreira

            Jung Ji Hoon na adolescência entrou para boy band chamanda Fanclub, que tiveram uma vida curta, lançando apenas 3 singles no final dos anos 90.

            Os problemas de Jung Ji Hoon começaram quando sua mãe ficou doente e ele estava sem dinheiro, assim tendo que passar uns apertos financeiros com sua irmã, para tomar conta de sua mãe.

            Não querendo abrir mão do seu sonho de ser um cantor, Jung Ji Hoon continuou a ir a audições de gravadoras na Coréia. Ironicamente, um dos motivos que teve rejeição em uma audição em especial, segundo próprio Rain numa entrevista a CNN, foi por ele não ter Pálpebras duplas, uma característica em especial na Ásia que era de interesse dessas agências/gravadoras.

            A vida de Jung Ji Hoon mudaria completamente, ao ser aprovado na audição da agência JYP Entertainment. Park Jin Young, CEO da agência, tendo interesse nele, o contratou assim fazendo Jung Ji Hoon sofrer por treinamentos adequados e também atuar como dançarino de fundo de alguns artistas. Esse treinamento que levou alguns anos, transformava Jung Ji Hoon, assim nascendo o nome Rain.

Debut

  Em 2002, Rain estreava nas lojas, com o álbum, o “Bad Guy”, que ficou em 9º lugar nas lojas coreanas no mês de estréia, ficando e 45º como álbum mais vendido naquele ano.

  Sua estréia foi muito bem recebida pelo público coreano, assim Rain faturou os prêmios: MBC Top 10 Artist Award, KBS Music Award SBS Music Award, SBS Seoul Gayo Award, M.NET Music Video Festival, KMTV Korea Music Award e Golden Disc Award. 

Rain nos doramas

             Semelhante a outros cantores de sucesso, Rain também foi para televisão para atuar em doramas. Sua estréia foi em 2002, com a série Orange, seguido em 2003 com a série Sang Doo, Let’s Go To School que foi o debut do cantor como ator.

            O grande sucesso na carreira de Rain como ator, foi com a série Full House em 2004, aonde todos os episódios superaram a audiência de 30% no país. Full House conta a história de Han Ji-Eun que enganada pelos amigos, vai a China por um falso concurso do banco, o que ela não sabia que seus amigos enquanto ela viajava, eles venderam sua casa, assim deixando ela totalmente sem nada. Dentro do avião, ela reconhece o ator Lee Young-Jae que não faz muita questão de cumprimentar ela, essa estranha amizade, que se torna o casamento “arranjado” mais hilário de todos os tempo, foi um grande sucesso só não na Coréia, como em diversos paises, como Filipinas, Malásia entre outros. O sucesso nas Filipinas foi o absurdo de 52%, tanto que o canal GMA Network especializado em remakes de novelas da Televisa, que atualmente exibe Marimar e a Usurpadora locais, está com os direitos de criar a sua versão local de Full House.

            Voltando sobre a carreira de Rain, ele ainda atuou em 2005 no dorama Banjun Drama e a última série que atuou foi em A love to kill em 2006 pelo canal KBS2. Desde então, ele está atualmente mais voltado para sua carreira internacional.

            Vale mencionar que esse ano teremos a estréia de Full House 2 que é bem provável que haja um novo elenco na série. Esperasse que o elenco original faça participações especiais na nova série. 

Rain nos filmes

             Nos cinemas, Rain estreou com o filme I’m a Cyborg, but It’s Ok do diretor Park Chan-Wook, famoso pela trilogia de vingança (Oldboy, Sr. Vingança, e Lady Vingança que tiveram seus filmes lançados no Brasil, os dois últimos recentemente). I’m a Cyborg, but It’s Ok  foi exibido no Brasil pelo Festival do Rio em 2007.

            Inédito tanto nos cinemas como nas locadores, I’m a Cyborg, but It’s Ok conta a história de Young-goon que é uma garota que acha que é uma cyborg, assim indo parar numa clinica psiquiátrica. As coisas só mudam, quando aparece o metido Il-soon surge e o relacionamento dos dois fazem ambos ver o mundo de outra forma.

            Mesmo não sendo um filme recheado de cenas de ação, o filme tem qualidade do diretor Park Chan- Wook, além de ter um elenco excelente, que não deixa a peteca cair.

            Deixando o cinema asiático de lado, o cantor Rain também estréia no cinema americano no filme Speed Racer. Sendo o primeiro papel dele fora do cinema asiático, num filme blockbuster de grande destaque internacional, por ser um remake de uma animação dos anos 60 conhecida por todo mundo. Rain será o Taejo Togokhan no filme do Speed Racer, fique atento.

            Rain deve ter agradado os diretores e produtores, Andy Wachowski e Larry Wachowski, da trilogia Matrix, V de Vingança e agora Speed Racer, já que está na próxima produção dos dois irmãos, Ninja Assassin, para 2009. Sendo filmado nas mesmas locações de Speed Racer, em Berlim, Alemanha, o filme será dirigido por James McTeigue que tem no seu currículo, diretor assistente na trilogia Matrix.

            O sucesso de Rain em Hollywood reforça a carreira musical que ele também vem construindo por lá, assim tornando-se um dos maiores cantores asiáticos com exposição no momento. 

Da Coréia para o Mundo 

            Um dos grandes momentos da carreira de Rain, foi quando ele pode cantar um dueto com o cantor Usher. Bastante popular e não saindo das rádios brasileiras, Usher é o cantor favorito de Rain e foi uma enorme satisfação poder fazer esse dueto, como também servindo de divulgação para o mundo.

            Outro grande momento na carreira de Rain, foi o dueto com o cantor de hip hop, Omarion, juntos eles gravaram o “Man Up”.

            Em 2007, a revista People já havia adicionado Rain, como um dos caras mais belos do planeta.

            No Japão, o cantor se apresentou no Tokyo Dome, para uma platéia de 40 mil pessoas, lembrando que ele foi o primeiro cantor coreano a cantar no maior palco japonês, até hoje, superando inclusive cantores coreanos consagrados, como a cantora BoA.

            Rain’s World Tour, a sua ultima turnê mundial passou por Havaii, Shanghai, São Francisco, Toronto e Los Angeles. 

A saída da JYP Entertainment e a criação da Rainy Entertainment

 

            Em junho de 2007, Rain deu passo muito maior que poderia se imaginar para qualquer outro artista. Ele depois de 5 anos trabalhando para a JYP Entertainment, saiu da empresa para criar a sua própria empresa.

            A nova empresa que recebeu o nome de J. Tune Entertainment, também é conhecida informalmente por Rainy Entertainment. Inaugurada em novembro de 2007, Rain que adotou o nome em inglês Kevin Park, tornou-se o CEO, desta empresa, como também conversou com a mídia coreana, explicando porque tomou essa atitude tão drástica em sua vida.

            Querendo torna-se ainda maior, Rain optou sair da JYP Entertainment, desenvolvendo sua empresa, porque hoje tem sua base de fãs não só concentrado na Coréia, mas em outras partes do mundo, mais especificamente na Austrália e nos EUA. Como cantor e ator, ele agradece e quer continuar a ser o melhor e maior cantor que a Coréia já teve, mas também quer mostrar a sua dança, a sua música para um público muito maior.

            Como esse fato ainda é muito recente não poderemos analisar se Rain realmente fez bem ou não sair da empresa que o criou, mas o que podemos concluir que como ator, ele está indo muito bem, em Speed Racer e agora em Ninja Assassin. Agora, e como cantor? Será que ele conseguirá honrar o título de primeiro da Ásia? Isso só o tempo dirá.