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A liberdade de antigamente…

O pessoal pediu pra eu contar algumas histórias pessoais e bom, decidi recontar essa história que contei na época da comemoração de 100 anos da imigração japonesa no Brasil. Espero que gostem.

Eu não conheci a liberdade dos anos 80 e nem a primeira metade dos anos 90, aonde o pessoal ia atrás, caçando mangas e VHS gravadas da televisão japonesa que eram vendidas de tempo em tempo.

Em compensação, cresci lendo revistas como Herói e Animax, aonde pequenas histórias sobre o bairro japonês me deixaram curioso para visitar lá. Lembro que a revista Herói publicou uma revista gigantona entre 96/97, aonde citava a Haikai como loja pra você comprar produtos de animê e mangá.

Acabei visitando o bairro em um dia que não tive aula, estava frio e chovendo, e meu pai me levou de carro. Parou o carro no estacionamento do Bradesco em frente ao metrô Liberdade e fomos a pé até a loja.

Lembrando que na época eu estava na sétima série, e o dinheiro eu havia ganhado de aniversario, dos pais, da minha avó e dos meus tios.

Naquela época, passava na Manchete, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco e no SBT passava Guerreiras Mágicas de Rayearth. Pois bem, chegando lá, pirei, em ver Laser Disc dos Cavaleiros do Zodíaco, da saga das 12 casas, vi jogos do Super Famicom do Super Campeões, Dragon Ball Z, chaveiros, cards, CDs de trilha sonora de animê.

Naquela época, só existia a Haikai de produtos japoneses assim na Liberdade, com exceção de mangás que você podia comprar na livraria Sol ou na Fonomag.

Nessa época eu tinha 14 anos de idade e acabei comprando a Fuu fabricada pela Sega, das Guerreiras Mágicas, um Gundam 0079 transparente, alguns envelopes de cards que na loja tinha e tal. Acho que gastei quase todo dinheiro que ganhei naquela época, algo em torno de 150 a 200 reais. Voltando feliz da vida porque conheci a Liberdade e comprei coisas “japonesas”.

Depois, em 2000 e 2001, acabaria se tornando hábito eu ir ao bairro todo final de semana.

Engraçado dessa época que longe do seu auge “otaku” de atualmente, as lojas vendiam fitas gravadas da televisão japonesa, vendia coisas estilo 25 de março, jogos e tal, mas era bem precário. Alias muitos vendedores ali não falavam português, e muita gente reclamou por ter sido tratado mal, por ser “gaijin” (estrangeiro). Comigo nunca aconteceu, o máximo que aconteceu, foi eu entrar nessas locadoras piratas (tinha uma perto da livraria sol) e as pessoas olharem feio, mas nada, além disso.
Mesmo com tudo isso, eu gostava muito dessa época, e foi nessa época que comprei fitas de vídeo por fansubber, graças à divulgação em revistas como da Animax.

Fansubber pra quem não sabe é trabalho de fãs. Os caras nessa época compravam DVDs, LDs e VHS originais, e legendam pra português e revendem a preço de custo, num trabalho de fã pra fã. Dali pra frente, a própria liberdade ganhou lojas de “divulgação” vendendo o trabalho que inicialmente era de fã para fã.

Hoje, quem anda no bairro, sabe como anda as coisas, com muita loja de DVD baseado em fansubber de net, a moda Melona aonde todo mundo toma o sorvete de melão e as lojas com garage kit e action figures se multiplicaram.

Virou um lugar de encontro para fãs de animê e jrock e acompanhei as mudanças do bairro e gostava dele como era antes, bem mais calmo.

Lógico que hoje é bem mais acessível, e não sou mais um estranho no ninho. A primeira vez que estudei japonês no Bunkyo, eu era um dos poucos “gaijins” lá e agora é normal ver alunos e até senseis que não tenham nacionalidade japonesa. Isso é muito bom, ver que está vendo mais interesse de se aprender japonês, por outro lado, incomoda um pouco essa invasão cultural no bairro nos últimos anos.
Espero que tenham curtido a historia.

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Top 10 de celebridades que ficam bem de óculos


Top 10 de celebridades que ficam bem de óculos

A Oricon fez uma recente pesquisa sobre celebridades masculinas e femininas que ficam bem de óculos. Logicamente apenas a feminina tem fotos.

Muitas comediantes estão na lista, a beleza não foi levado em conta, mas a harmonia do rosto com óculos, por isso não espere fotos sensuais.

Da nossa lista temos figuras conhecidas como Shibata Rie, que foi a policial Honda na série de tokusatsu Patrine, exibida por aqui pela extinta Rede Manchete.

Também Angela Aki, grande cantora e compositora que sempre teve seu óculos como parte do visual dela.

A atriz Nakama Yukie dos doramas Gokusen e Trick, que faz um grande sucesso com o público.
Para fãs do live action de Sailor Moon, temos a Kitagawa Keiko, que foi a Sailor Marte na série. Ela é linda, está realmente tendo um destaque na mídia, fazendo doramas de sucesso, além de ter participado do Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio. Ela quem ilusta a capa do nosso top 10.

01 – Mitsuura Yasuko
(comediante)

02 – Angela Aki
(cantor e compositora)

03 – Shibata Rie
(comediante, atriz)
04 – Nakama Yukie
(atriz)

05 – Takagi Miho
(atriz)

06 – Tokito Ami
(cantor, atriz, idol)

07 – Manabe Kawori
(talento, ex-idol)

08 – Kitagawa Keiko
(atriz, modelo)

09 – Kuwabata Rie
(comediante)

10 – Kondo Haruna
(comediante)
Masculino

01 – Ogiya Hagi
(comediante)
02 – Fukuyama Masaharu
(cantor,compositor,ator)
03 – Bae Yong-joon
(ator)
04 – Fujimori Shingo
(comediante)
05 – Yashima Norito
(ator)
06 – Miyagawa Daisuke
(comediante)
07 – Tamori
(comediante)
08 – Kamiji Yusuke
(ator, talento, cantor)
09 – Shofukutei Shoubei
(comediante)
10 – Otake Kazuki
(comediante)
Fonte: Kawaii Joyuu

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Críticas de Filmes Críticas e Reviews

Crítica | Prince of tennis Live action

Exibido pelo canal Animax, o animê Prince of tennis é um dos grandes animês que estreou junto com o canal aqui no Brasil. No ano retrasado foi produzido o seu primeiro live action que na semana de estréia ficou entre os dez mais assistidos no Japão.

O mangá

As histórias do tenista Ryoma Echizen começaram a ser publicadas em 1999. Atualmente a série conta de Ryoma, um estudante vindo dos EUA, que mesmo muito jovem tem a fama de ser um excelente jogador de tennis. Entrando para a escola Sengaku, ele enfrentara hostilidade por ser muito jovem, mas nem por isso ele abaixara o nariz. A série foi encerrada ano passado, ganhando uma continuação logo em seguida.

O animê

Criado por Takeshi Konomi virou animê em 2001, sendo exibido pela TV Tokyo. Constituído de 178 episódios e uma série ova de 13 episódios, recentemente foi anunciado uma nova série ova que dará continuidade aos capítulos recentes do mangá. No Brasil foi exibido apenas a primeira leva de 52 episódios ainda sem previsão para episódios inéditos virem ao país.

O Musical

O que poucas pessoas sabem é que Prince of Tennis, como outros animês de sucesso, foi convertido em um musical. Suas principais sagas do animê viraram músicas contracenadas por um elenco rotativo, que troca depois de três apresentações.

Semelhante ao animê Sailor Moon, o musical foi à ponta de entrada para ganhar uma versão com atores reais. Lembrando que mesmo que soe estranho para nós brasileiros, é normal no Japão se produzir musicais de animês de sucesso, como foi produzido: Bleach, Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon e Prince of Tennis. Recentemente Prince of tennis o musical está em sua quarta geração de atores em exibição no Japão.

O filme

O filme veio em maio de 2006 e cumpriu uma difícil missão em resumir uma longa história em apenas uma hora e quarenta minutos.

Recontando a origem do mangá e indo até o jogo entre a Seigaku e a Hyotei, o live action conseguiu ser fiel como também inserir novidades a franquia.
Echizen Ryoma chega dos EUA, não gostando nada da idéia de se transferir a escola Sengaku. A idéia foi de seu pai, assim ele veio passar um tempo no Japão. Chegando a escola, ele acaba se envolvendo numa briga que é resolvida num jogo de tênis, mas que acaba sendo suspensa pelo capitão do clube de tennis. Ryoma acaba se tornando um membro do Sengaku, mesmo sendo muito mais novo e tendo sua fama mundialmente, o capitão do time promete que ele será normal como todos ali para a diretora.

Semelhante ao animê e mangá, Ryoma permanece inalterado, esnobe e sem um pingo de humildade. Brilhante atuação do ator Hongo Kanata que soube manter toda essência do personagem.

Outro personagem muito bem interpretado em tela foi o Nanjiro Echizen, por Kishitani Goro. Ele manteve todo o bom humor e deboche na relação pai e filho com o Ryoma. Trazendo seu filho pro Japão, Nanjiro acredita que Ryoma tem muito o que aprender para se tornar um grande jogador de tennis, e isso acabamos descobrindo no desenrolar do filme.

O grande vilão do filme é o Egate Mcleod Higaki, interpretado por Rikiya. Ele desafia Ryoma numa batalha final de encher os olhos no final do filme. Será que Ryoma consegue superar as táticas sujas do inimigo?

Analisando o filme

O filme trouxe algumas novidades visuais, valendo atenção para tenistas voadores, efeitos de chamas, raquetes explodindo, efeito de luz negra, além de “ki” para os personagens. Todas essas novidades visuais foram muito bem vindas, mas que também deu um ar caricato a exemplo de Shaolin Soccer. Se isso descaracterizou a série? Não, porque toda a essência de cada personagem está ali. Mudanças visuais como essas apenas engradeceu o filme, trazendo um novo diferencial para o público que já conhecia a série, como também encheu os olhos de quem nunca teve contato com a série.

Esse tipo de mudança ocorre naturalmente quando uma série muda de mídia (mangá para animê, mangá para live action), tendo que ser recriada novas formas de narrativa visual. Isso faz lembrar as mudanças que Sailor Moon sofreu para se transformar um live action, como a mudança de cores de cabelo apenas na transformação, uma luna de pelúcia e um enredo mais sério e fiel ao mangá do que o animê.

Como dissemos antes, o live action pegou emprestado muito do que deu certo no musical, por exemplo trazendo vários atores da segunda geração do teatro no elenco do filme. Agora não confunda, porque você não irá ver Ryoma cantando no filme.

O elenco

O protagonista Echizen Ryoma, foi interpretado pelo jovem Hongo Kanata de 17 anos. No Brasil, podemos ver ele no filme O retorno (Returner). Outros filmes de sucesso que ele atuou foi Nana 2 (baseado no mangá de mesmo nome) e Moon Child (o famoso filme de Gackt e Hyde). Em doramas, Hongo atuou em poucos doramas, sendo o mais recente o “Seito Shokun!”. Para fãs do garoto, ele nasceu no dia 15 de novembro de 1990 em Miyagi e ele tem 1,68 de altura, sendo do signo de Escorpião. Ele é agenciado pela Stardust.

O personagem Tezuka Kunimitsu, por sua vez foi interpretado por Shirota Yuu, que é modelo, ator e cantor no Japão. Ele reencontrou o ator Hongo no dorama “Seito Shokun!”. Shirota pertence a boy band D-boys. Ele nasceu no dia 26 de dezembro de 1985, em Tóquio. Ele tem 1,85 de altura e 74 quilos e é do signo de capricórnio. O filme mais recente do ator é Waruboro também lançado esse ano. Shirota é agenciado pela Watanabe Entertainment.
Keigo Atobe, o personagem popular com as garotas em Prince of tennis, foi interpretado por Sainei Ryuji. Ele é velho conhecido para quem gosta de tokusatsu, por interpretou o Akaza Ban Ban/Deka Red de Tokusou Sentai Dekaranger (adaptado no ocidente como Power Ranger SPD). Ele nasceu no dia 8 de outubro de 1981, em Hiroshima. Ele tem 1,81 de altura de 62 quilos, sendo do signo de Libra. Ele é agenciado pela Horipro.

A personagem muda Higaki Shioin, que seria um par romântico para o Ryoma, foi interpretada pela Iwata Sayuri. Ela é cantora e atriz, sendo que Prince of tennis foi seu primeiro filme. Sayuri nasceu no dia 21 de julho de 1990 em Shizuoka. Ela tem 1,60 de altura.

No papel da Diretora Ryuzaki-sensei, foi escalada a cantora Shimatani Hitomi. A cantora recentemente pode ser vista no Disney Channel cantando a música tema de High School Musical em japonês. Entre seus trabalhos, destaca-se a dublagem que ela fez em Doraemon, no filme “Nobita no wannyan jikuuden”. Ela nasceu no dia 4 de setembro de 1980, em Hiroshima. Ela tem 1,61 de altura e é do signo de Virgem. Ela é agenciada por PROCEED.

Por fim, o pai do Ryoma, o Nanjiro Echizen, foi interpretado pelo veterano Kishitani Goro. Entre os filmes que ele atuou, foi o filme “Taiyou no Uta”, com a adorável cantora Yui. Ele é casado com a cantora Kishitani Kaori da banda Princess Princess. Goro também já atuou ao lado do próprio Ryoma, o Hongo Kanata no filme “O Retorno” (Returner) lançado no Brasil pela Columbia Pictures. Ele nasceu no dia 27 de setembro de 1964. Ele tem 1,75cm de altura e 66 kg e é do signo de libra. Ele é agenciado pela Amuse.

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Okusama wa majo – Minha Esposa é uma Bruxa

O seriado A feiticeira como Jeannie é um gênio, com certeza são ícones eternos dos anos 60. Representantes do American way of life, os seriados mesmo depois de 40 anos, ainda são exibidos na televisão, como também recentemente foram lançados em dvd no Brasil.

Se no Brasil, ambos os seriados mantiveram-se vivos todos esses anos, imagina como seria no Japão.

A Feiticeira e o Shoujo

Segundo a extinta revista Henshin, a série A feiticeira que definiu muitos dos paradigmas utilizados pelos mangas femininos, shoujos, utilizados até hoje. Desde sua estréia no Japão, muitos de seus valores acabaram sendo transmitidos a criações tipicamente japonesas, mas que tiveram total inspiração no famoso seriado americano, como o anime Mahou Tsukai Sally produzido pela Toei Animation.

O mundo das animações japonesas para o público feminino de hoje em dia, foi definido por animes como Sakura Card Captor, Sailor Moon e Guerreiras Mágicas, mantêm características utilizadas desde aquela época.

A Feiticeira

Produzida entre 1964 a 1972, o seriado “Bewitched” recebou o nome nacional de “A feiticeira”. A série veio a estrear no Brasil em 1965 na Rede Globo e é constituída de 248 episódios. No Japão a série estrearia apenas em 1966 e se chamaria “Okusama wa majo” que significa “Minha esposa é uma bruxa”. No Brasil, o seriado foi exibido sempre em conjunto com a série “Jeannie é um gênio” e foram exibidos nos seguintes canais: Rede Globo, Rede Bandeirantes, Rede TV!, Rede 21 (atual Play Tv), Warner Channel e Nick Nite.

A história é sobre Samanta, uma bruxa que decide viver na terra dos mortais e ser como uma, assim se casando com o mortal James (Darrin, no original) e se tornando uma dona do lar americano. Logicamente que sendo visto do ponto de vista de hoje, muitos interpretariam como machista o seriado, mas realmente o triunfo do seriado original foi tender a um caminho mais do universo feminino do que o masculino, atraindo a atenção do público.

Com certeza, outro ponto positivo da série é a personagem Endora, mãe de Samanta e a antagonista da série. Ela realmente é uma pedra no sapato de James e reforça o quanto pode ser ruim ter uma sogra, ainda mais feiticeira.

Uma curiosidade são algumas discrepâncias na dublagem brasileira até se chegar no nome “A Feiticeira”. Essas discrepâncias podem ser conferidas no dvd brasileiro da série, aonde podemos ouvir nomes como “As feiticeiras”.

Os remakes

Com certeza com a onda de remakes, não era de se esperar que o remake da série não sairia do papel, assim não foi apenas uma exclusividade do Japão ao produzir o remake dessa amável série dos anos 60.

O primeiro país a produzir o remake da série foi a Índia, feita também pela Sony, o canal produziu a versão local da série intitulada “Meri Biwi Wonderful”, o que daria o começo de muitos projetos parecidos.

Seguido do Japão, com a série Okusama wa majo, uma produção da Sony Pictures com o canal TBS. Lançada em 11 episódios entre janeiro e março de 2004, com um especial em dezembro do mesmo ano.

Em 2005, o remake viria nos cinemas, ao colocar a atriz Nicole Kidman e o ator Will Ferrel numa produção homenagem a série “A feiticeira”. Com certeza, mesmo com tantas homenagens ao seriado dentro do filme, não era esse tipo de filme que o público esperava.

Na Argentina, o canal Telefé (o mesmo de Chiquitita e Gran Hermano, versão Argentina de Big Brother) produziu em 2006 o remake batizado de Hechizada.

Outro país que optaria por um nome quase parecido foi o Chile, que também fez sua versão local da série a batizando de “La Hechizada”.

Okusama wa majo – A feiticeira em Tóquio

Arisa é fascinada pelos humanos e quer ser um deles, assim saindo do mundo dos bruxos e indo parar em Tóquio no Japão. Tentando ajudar uma senhora, por uma falcatrua de um concurso de apartamentos, aonde se você tirar a esfera dourada, ganha um apartamento duplex, Arisa acaba ganhando o prêmio, usando sua feitiçaria.

Acabamos conhecendo Joji Matsui, que trabalha numa agência de publicidade. Seu chefe é Ichio Suzuki e atualmente a agência está em maus lençóis ao ser incorporada por uma empresa de um cliente.

Arisa acaba conhecendo Joji, quando ela pega por engano o café gelado que ele ganhou na máquina de refrigerante da Coca cola. Alias, o merchandising da Coca cola nessa cena, vai até na explicação de como funciona a máquina que num sorteio aleatório quando você compra a bebida, pode ganhar outra. Arisa acaba gostando dessa brincadeira, assim levando varias moedas e brincando de ganhar outro refrigerante. Joji acaba gostando de Arisa, nesse encontro na máquina, o que gera uma amizade colorida.

Diferente do seriado original, Arisa e Joji se conhecem e desfrutam de uma bela amizade, até chegar ao casamento.

Surge Daria, mãe de Arisa, que não permite que sua filha tenha vindo ao mundo dos humanos. Tendo que aceitar a relutância da filha em voltar ao mundo dos bruxos, ambas acabam gerando brigas de magia, sendo em sua maioria vistos pela vizinha Maggy. Um dos momentos icônicos da série original foi excelentemente adaptado e modernizado, aonde a vizinha da frente, Maggy, tenta a todo custo convencer ao seu marido aposentado, Fuji, que sua vizinha do prédio da frente é uma bruxa.

Aceitando se casar com Joji, Arisa promete que não utilizara mais magia. Diferente do seriado original que foi uma imposição do marido, aqui Arisa diz que quer ser uma mortal, por isso deixara de usar a magia.

Para quem conhece o seriado original, com certeza deve ter identificado uma porção de referências ao seriado clássico, nesse texto. As homenagens não param por ai,entre elas a música tema do seriado original está entre as trilhas de fundo da série.

Muitas das perguntas que fazíamos no seriado original, sobre o mundo das bruxas, os japoneses não tiveram receio de responder. Arisa no primeiro episódio aparece num castelo com arquitetura totalmente européia que visualmente dá para se notar que se encontra em outra dimensão, pelos estranhos elementos mágicos que circulam o castelo, além de um gato preto que conversa com ela, antes de vir para nosso mundo. Outra pergunta respondida em poucos minutos do início da série é que os bruxos vem para o mundo dos humanos através de espelhos.

Entre as inovações e atualizações, tivemos uma personagem mais independente que foi a Arisa, desde o primeiro momento morando sozinha, como também sua relação com os mortais no mundo atual. Falando se num país que infelizmente ainda tem um posicionamento de pouca abertura as mulheres, com certeza Arisa quebraria esse tabu se fosse exibida fora do território japonês.

Música

A música clássica da série foi substituida por Magic In Your Eyes” de Tommy February. Honestamente a música não chega as pés da original, mas funciona.

A feiticeira Arisa Matsui foi interpretada pela glamorosa Ryoko Yonekura. Tendo como formação de bailarina, a atriz e modelo é uma das mulheres que representa o Japão atual. Ryoko nasceu no dia 01 de agosto de 1975, na prefeitura de Kanagawa. A atriz ficaria conhecida posteriormente por ser uma das protagonistas do seriado sobre a imigração japonesa no Brasil chamado “Haru to Natsu – As cartas que não chegaram”, no papel da Haru Takakura Ela pertence a agência Oscar Productions.

O papel de Joji, a versão nipônica de James, ficou a cargo do Harada Taizo. Ele é garoto propaganda das bebidas Asahi soft drinks, tendo estrelado em diversos comerciais. Não fez ainda muitos doramas, seu trabalho mais recente foi Enka no Joou.

A impagável mãe de Arisa, a personagem Daria, foi interpretado por Mari Natsuki. Quem assistiu Nobuta wo Produce, lembrara da atriz que fez o papel de Catherine na serie.

A versão oriental do chefe de James, o Larry, chamado aqui de Ichio Suzuki, foi interpretado por Takenaka Naoto. Ele é bastante conhecido por seus personagens secundários, como nos doramas Taiyou no uta e Hotelier. No cinema o ator participou de Azumi, Trick e Swing girls.

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Japão: A primeira semana x fuso horario infeliz x e a vida é um animê

Confesso que meus primeiros 5 dias no Japão foram bem mornos. Foram entre aprender no horario corrreto e ficar passeando na cidade do Minoru, a Hekinan, que fica uma meia hora de Nagoya de trem.

Agora, uma parte polêmica da história é a primeira segunda feira no Japão. Eu colocando a cabeça na porta da varanda eu vi uma cena tirada de um animê.

Vi colegiais iguais os de desenhos japoneses, nas mesmas poses e fazendo coisas tipicamente de animes. A cena que eu vi, foi uma colegial atrasada, pedalando a bicicleta rapidamente isso umas 7 e tantas da manhã. Na hora veio a Serena/Usagi de Sailor Moon correndo pra escola com uma torrada na boca e ficando do lado de fora da sala.

Pode parecer besteira, mas até desci na rua pra conferir os estudantes indo na escola. Minha cabeça literalmente explodiu vendo todos correndo pra escola. O cenário, as pessoas correndo, os uniformes, tudo era irreal demais. Foi um tapa do tipo “acorda rapaz, vc ta no Japão” e foi exatamente isso que aconteceu. Não vou esconder que desde pequeno vejo desenho japones e cheguei a fazer coisas como comprar fitas de vhs de um amigo q arranjou das antigas locadoras piratas da liberdade de Sailor Moon Super S e Sailor Moon Stars.

Tenho amigos como Dimitri e Bernardo que tiveram a sorte de viverem o colegial japones. Eu gostaria muito de ter vivido essa chance, mas quando descobri q o Rotary Club enviava alunos pro Japão, eu não era mais colegial. Alias, o proprio Ricardo Cruz, jornalista, cantor do grupo Jam Project, tradutor e grande amigo, também foi a primeira vez no Japão, pelo Rotary Club.

Voltando a cidade, eu andava pela cidade e mirava a camera pra tudo que era lado, mas sempre quando tava vazia. O minoru pos medo em mim que se achassem q eu fosse terrorista, os japoneses iam me colocar no xilindro.

Um nos dias, eu jurei pra mim q ia pedir pra tirar foto com algum estudante indo pro colegio, e o Minoru disse “a hora é agora”. O nervosismo foi tanto que eu consegui esquecer a camera dentro de casa duas vezes, quando cheguei na rua, fiquei com vergonha. Em consequencia a isso, eu tava usando a camiseta do Coringa do filme Batman: O cavaleiro das trevas e uma porrada de garotos viram gritando algo parecido com: “JOKAR! JOKAR!”. Fiquei timido pacas e voltei com a cara da Derrota. Agora deixemos esse papo pra lá.

A primeira vez que fui num restaurante foi comer Kare no Coco House (Não vale rir do nome). Minoru explicou como era pra pedir, o numero da pimenta, quantas gramas de arroz, salada ou uma porçao extra. E bom, queria pedir logo o grau mais alto do Kare, mas Minoru me achou um louco e bom pedi o número 2. Quase morri, e pensei “Porra, se esse é o 2… O 10 é o que?”.

Alias, na mesma semana, fomos no mercado. Comprar papel higienico, frutas, sorvete e melon pan com gotas de chocolate. Descobri que no japao, a caixa é miguelona e te dá apenas uma Sacola, LITERALMENTE IMPOSSIVEL COLOCAR TUDO DENTRO.

No outro dia, fomos no Mc Donalds, provar o MEGA MAC, a versão japonesa especial de BIG MAC, com 4 andares de carne inves dos tradicionais dois andares da versão brasileira. Apanhei pacas pra pedir e o Minoru me ajudou. Descobri que no Japão se pede lanche pelo numero, mas o numero nao vem com batata frita e coca cola (por isso tem q evocar o “SETO” set complet0). Outra coisa que achei engraçado foi a sobremesa, era um sorvete com bolo, muito bom, mas a aparencia parecia um bolo q caiu no chão. Ai veio a surpresa do dia, no Mc donalds como em tudo no Japão, vc tem q separar o lixo, portanto como Minoru falava: ” a gente trabalha pro mc donalds”. Ai tinha um buraco pra colocar o gelo do copo, outro pra tampa e o canudo, por fim papel e papelao da embalagem do lanche.

Muitas noites, eu falava pro Minoru sair comigo de madrugada pra tirar fotos (assim eu aparecia nas fotos) e nao vou negar q devo ter enchido muito o saco do Minoru por causa disso. Nisso se passaram 5 dias, e a verdadeira aventura começaria, com Renato me esperando em Tokyo. Sexta feira, marcamos de nos encontrar em Tokyo, pra isso eu precisava pegar o trem bala de Nagoya pra Tokyo. Pq eu ia pra Tokyo? Primeiro pra conhecer a cidade, mas segundo pra ir no maior evento OTAKU que iria rolar naquele final de semana, justamente a festa de 40 anos da revista SHOUNEN JUMP, A JUMP FESTA. E, sim, eu fui.

Relaxa que as aventuras no Japão ainda nem começaram e por isso esperem o próximo capítulo na J-WAVE.