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Chimuchurasa – A Beleza do Sentimento

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Dois grandes espetáculos, repletos de cores, energia e força – e, principalmente, sentimentos. Foi o que se viu no último domingo (19/01) no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, na comemoração dos 15 anos das filiais brasileira e argentina do Ryukyu Koku Matsuri Daiko: o grande espetáculo Chimuchurasa – A Beleza do Sentimento.

Com o Auditório Celso Furtado lotado nas duas apresentações, o Matsuri Daiko buscou expressar no palco, através do Eisa (manifestação artística de Okinawa que deu origem ao Matsuri Daiko), todos os sentimentos que moldaram o grupo ao longo dos anos – e conseguiram. Todas as performances estavam carregadas de emoção.

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Os dois shows foram divididos em blocos, cada um representando um sentimento que marcou a trajetória do grupo: a alegria, a amizade, a prosperidade, a gratidão, a perseverança, a saudade e a fraternidade. Tais sentimentos foram responsáveis pelo crescimento e amadurecimento do Matsuri Daiko, que foi representado pelo crescimento de uma árvore chamada Gajimaru, típica de Okinawa.

Sentimentos como a alegria foram representados no palco
Sentimentos como a alegria foram representados no palco
A árvore Gajimaru simbolizou o amadurecimento do grupo
A árvore Gajimaru simbolizou o amadurecimento do grupo

Os shows também contaram com a participação de convidados especiais, que ajudaram a abrilhantar o espetáculo. Participaram das apresentações os grupos Himawari (wadaiko), Requios Gueinou Doukoukai (eisa/taiko de Okinawa), Ryukyu Minyo Kyokai , Ryukyu Minyo Hozonkai e Kaito Shamidaiko (shamisen), além do grupo Shinsei ACAL  (Yosakoi Soran) e das escolas de dança tradicional dos mestres Satoru Saito e Yoriko Shimabukuro.

Shinsei ACAL e Himawari Taiko (na foto abaixo): alguns dos convidados especiais do Chimuchurasa
Shinsei ACAL e Himawari Taiko (na foto abaixo): alguns dos convidados especiais do Chimuchurasa

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O Matsuri Daiko ainda recebeu votos de felicitações do outro lado do mundo: uma mensagem gravada em vídeo pela banda Begin – que esteve no Brasil em novembro do último ano – foi exibida antes da execução da música “Sanshin no Hana”, sucesso da banda. O Matsuri Daiko usa canções do Begin em suas apresentações, e teve a oportunidade de tocar ao lado do trio okinawano nas duas vezes em que ele passou pelo Brasil, em 2011 e 2013.

“Sanshin no Hana” era a canção favorita do mestre Naohide Urasaki, precursor do grupo no Brasil e fundador da filial brasileira do Matsuri Daiko, que foi homenageado durante a execução desta música.

Homenagem a Naohide Urasaki, pioneiro do Matsuri Daiko
Homenagem a Naohide Urasaki, pioneiro do Matsuri Daiko

Ao final do segundo show, o líder da filial argentina do Matsuri Daiko, Alejandro Sesoko, fez um convite aos membros da filial brasileira: comemorar os 20 anos das duas filiais em terras argentinas. Um desafio aceito pelo líder da filial brasileira, Takayuki Kato: “Já estávamos com essa ideia há algum tempo, de que, se fizemos a comemoração dos 15 anos aqui no Brasil, por que não fazer a dos 20 anos na Argentina? Estávamos pensando bastante a respeito, e agora o convite foi feito no palco. Vamos nos preparar para fazer tanto barulho quanto fizemos aqui”, comentou Kato.

O bom relacionamento entre as filiais do Brasil e de outros países foi um fator determinante para o sucesso dos dois shows, segundo Kato: “Depois que conhecemos os membros da Argentina e de outros países, criamos uma amizade muito grande. Nos identificamos e nos aproximamos bastante, nas integrações e nos aniversários das filiais dos outros países. Foi uma honra muito grande poder recebe-los aqui, uma vez que eles nos receberam nos países deles.”
Kato destacou ainda a colaboração de amigos e familiares do grupo: “Temos nos dedicado a este evento há um bom tempo, especialmente na parte da organização e captação de recursos, pois não é fácil organizar um evento hoje em dia. Mas tivemos ajuda não só dos membros, como também dos nossos pais, familiares e amigos de outros grupos e de kaikans. Este evento foi o resultado do esforço de todos”, disse Kato.

Logo após o segundo show, os membros do Matsuri Daiko, além de todos os grupos convidados, fizeram um corredor para saudar e agradecer o público que compareceu.

Um espetáculo inesquecível, repleto de emoção e de sentimento, preparado com muito cuidado e carinho, e com toda alegria e presença de palco característicos do Ryukyu Koku Matsuri Daiko. Quem teve a oportunidade de assistir aos shows certamente se emocionou.

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Eventos

2º Ishin Matsuri – evento será realizado neste domingo

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No próximo domingo (21/04) será realizada a 2ª edição do Ishin Matsuri, evento organizado pelo grupo Ishin Yosakoi Soran, que completa 10 anos de existência neste ano de 2013.

O evento contará com com várias atrações culturais: além do Yosakoi Soran propriamente dito, grupos de música tradicional, cantores, bandas de J-Pop, taiko e matsuri dance passarão pelo palco do evento.
Além de uma grande variedade gastronômica, com pratos típicos como o okonomiyaki (uma espécie de panqueca japonesa).

Confira as informações do evento, a seguir:

2º Ishin Matsuri

Data: 21/04/2013
Horário: das 11 às 16hs
Local: Associação Hokkaido – Rua Joaquim Távora, 605, Vila Mariana
(próximo à estação Ana Rosa do Metrô)

Entrada franca.

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47º Gueinosai – O espetáculo do folclore japonês

Neste último final de semana (23 e 24/06) foi realizada a 47ª edição do tradicional Gueinosai – Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa, no Grande Auditório do Bunkyo, em São Paulo.
O evento faz parte das comemorações do 104º aniversário da Imigração Japonesa no Brasil, e reúne as mais diversas formas de manifestação artística tradicionais do arquipélago, trazidas ao nosso país pelos imigrantes e preservadas ao longo das gerações.

Ao longo dos dois dias de evento, vários artistas se revezaram no palco do Bunkyo, mostrando do que são capazes e encantando os olhos do público.
A dança foi muito bem representada por vários grupos, como o Tamagusuku-ryu Kotarokai, da mestra Hatsue Omine, e o Saito Satoru Ryubu Dojo, do mestre Satoru Saito, entre outros.

Yumi Namihira, aluna da mestra Hatsue Omine
Hamakko Soran - Bunkyo de Ribeirão Preto
Zenidaiko - Assoc. Tottori Kenjin
Nagauta - Yoshio Fujima
Grupo Minbu de Ribeirão Pires
Shinsei ACAL

A mistura da dança com as artes marciais também marcou presença, com os membros da Associação Okinawa Kobudo Jinbukai – Filial do Brasil, do sensei Flavio Vicente de Souza.

Grupo de Bunomai - Associação Okinawa Kobudo Jinbukai do Brasil
Goshinomai - Sensei Flavio Vicente

Grupos musicais também deram o ar de sua graça, levando a beleza da música folclórica japonesa por meio de instrumentos tradicionais como o koto e o shamisen.

Associação Kyodo Minyo do Brasil
Kaito Shamisen Kyoshitsu
Koto - Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa

A batida forte do taiko também não podia faltar. Grupos como o Mika Youtien e o Tangue Setsuko Taiko Dojo  mostraram a sua energia no palco.

As crianças do Mika Youtien

Os dois grupos de taiko de Okinawa fizeram apresentações que empolgaram o público. Destaque para o Ryukyu Koku Matsuri Daiko, que, no sábado, fez uma surpresa: incluiu em sua apresentação uma performance de dança do leão (shishimai).
O leão (ou shisá, como os okinawanos chamam) é um símbolo de proteção e de boa sorte em Okinawa, e é muito visto ornando a entrada das residências dos habitantes da ilha.

O Ryukyu Koku Matsuri Daiko levou um leão ao palco no sábado
Os membros do RKMD
As responsáveis pela performance de Shishimai do RKMD
Requios Gueinou Doukoukai - grupo se apresentou no domingo

O evento contou ainda com performances de karaokê e de teatro.
Cantores soltaram a voz no palco, e grupos de atores apresentaram diversas formas de teatro tradicional, como o Noh.

Cantores, como Emi Fujino, soltaram a voz no Gueinosai
Melissa Kuniyoshi, do Programa Raul Gil, não cantou, mas prestigiou o evento
Gekidan Aranami - grupo apresentou performance teatral

Ao final do evento, o grupo de dança Kyofujima Ryu mostrou toda sua arte no palco, e ainda chamou a platéia para dançar, transformando o auditório do Bunkyo em uma imensa roda de bon odori.

Durante os dois dias de evento, houve também um sorteio de aparelhos de videokê para o público presente.
Alimentos também foram arrecadados, para serem doados para instituições assistenciais mantidas pela comunidade nipo-brasileira, como a Kodomo no Sono e Kibô no Ie.

Ambos os dias contaram com uma grande presença do público, e no domingo, o auditório lotou.
O presidente da comissão organizadora, sr. André Korosue, fez um balanço positivo do evento: “Como em todos os anos, o Gueinosai correspondeu às nossas expectativas. Atingimos nosso objetivo principal, que é divulgar aos brasileiros a arte e a cultura do Japão”, disse Korosue ao JWave.

E, de fato, conseguiram. O Gueinosai é um espetáculo belíssimo de se ver, e em todos os anos, exibe com perfeição todas as diversas faces do folclore do arquipélago.
Parabéns à comissão organizadora e a todos que participaram do evento.

Por enquanto é só, pessoal. Até mais!

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7º Nikkey Matsuri – evento trouxe novidades

No último final de semana (30/03 e 01/04), foi realizada a sétima edição do Nikkey Matsuri, no Clube-Escola Jardim São Paulo, zona norte da capital paulista.
O evento vem se firmando como um dos mais importantes da comunidade nipo-brasileira, e já faz parte do calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo.

Para este ano, o evento trouxe uma novidade: o concurso Miss Nikkey Matsuri, realizado no domingo (01/04). Ao todo, 23 candidatas passaram pelo palco do evento, desfilando toda a beleza feminina oriental.

As candidatas do Miss Nikkey Matsuri aguardando o início do desfile


As candidatas desfilaram muita beleza e simpatia durante o concurso

A vencedora desta primeira edição do concurso foi Luciana Sayuri Kobuti, que se mostrou bastante determinada em participar. “Precisava participar de algo assim pra mudar a minha rotina”, diz a vencedora. “Estava focada na vitória, mas não sabia qual era a proposta dos jurados. Mas quis acreditar que tinha chances. Ainda estou um pouco eufórica, mas estou muito feliz”, complementa.

A candidata Luciana Kobuti recebe a coroa de Miss Nikkey Matsuri 2012

Autoridades estiveram presentes na abertura oficial do evento, no sábado. Entre elas, o deputado estadual Hélio Nishimoto e o vereador Ushitaro Kamia.
Todos participaram da tradicional quebra do taru (barril de saquê) e brindaram ao público pela realização do festival.

A quebra do taru...
...e o tradicional "kanpai" na abertura solene do evento

Vários grupos de dança e música tradicionais passaram pelo palco do evento ao longo dos dois dias.
Um dos destaques foi o grupo de jovens (Seinenkai) da ACENB, que veio de São Carlos, interior de São Paulo.
Além deles, os grupos de jovens e veteranos da ACET (Associação Cultural e Esportiva do Tucuruvi) também passaram pelo palco do evento trazendo danças folclóricas.
E ainda, o Ryukyu Minyo Kyokai, escola do mestre Seitoku Nakandakare, e a Associação Okinawa de Santa Maria, trouxeram o sanshin (shamisen de Okinawa) para o palco do Nikkey Matsuri.

Seinenkai ACET Tucuruvi
Fujinkai Tucuruvi

 

Ryukyu Minyo Kyokai, sob o comando do prof. Rafael Kamiya

 

Associação Okinawa de Santa Maria

A música pop também deu o ar da graça no evento, com o grupo Pop Soul e as bandas Uchiná e Heros Sanshin Band, esta última com influências da banda okinawana Begin, que se apresentou no Brasil em novembro do ano passado.

Banda Pop Soul

 

Heros Sanshin Band

Mas o evento não se resumiu apenas a música e dança. Quem impressionou o público com seus truques de mágica nos dois dias de evento foram os irmãos ilusionistas Mario e Meire Kamia.
Mario, aliás, já participou de vários programas de televisão, e também orientou o ator global Rodrigo Lombardi em sua atuação no remake de “O Astro”, exibido em meados do ano passado.
No domingo, inclusive, fez uma performance com um dos truques exibidos na novela, a “caixa de Pandora”.

A ilusionista Meire Kamia
Mario Kamia e o número da "caixa de Pandora"

Os cantores também marcaram presença no evento. Destaque para Joe Hirata, que levantou o público nos dois dias, inclusive cantando o sucesso “Ai, Se eu te Pego” de Michel Teló, a pequena Melissa Kuniyoshi, famosa por suas aparições no programa Raul Gil, do SBT, e Karen Ito, que encerrou o evento no domingo com chave de ouro, juntamente com o grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko.

Joe Hirata

 

Melissa Kuniyoshi

 

Karen Ito

O Matsuri Daiko, aliás, trouxe a alegria dos tambores de Okinawa para o Nikkey Matsuri. No dia anterior, quem se encarregou de agitar o público foi o outro grupo tradicional de taiko de Okinawa, o Requios Gueinou Doukoukai.

Ryukyu Koku Matsuri Daiko

 

Requios Gueinou Doukoukai

Muitas atrações e surpresas. Assim se resume o 7º Nikkey Matsuri – um evento que cresce a cada edição, e tende a continuar evoluindo e ocupando um espaço cada vez maior entre os eventos da comunidade nipo-brasileira.

Por enquanto é só, pessoal. Até a próxima!

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Eventos

8º Okinawa Festival – Uma viagem cultural a Okinawa

São Paulo transformou-se em um pedaço de Okinawa no último final de semana (21 e 22/08). Os dois dias do 8º Okinawa Festival, realizado e organizado pela Associação Okinawa de Vila Carrão, trouxeram uma grande variedade de atrações, que mostraram ao público presente um pouco da rica cultura deste arquipélago, localizado bem ao sul do Japão. O Okinawa Festival vem ganhando lugar de destaque ao longo dos anos, e desde 2007 faz parte do Calendário Oficial da cidade de São Paulo.

O evento foi realizado no Clube Escola Vila Manchester, localizado no bairro de Vila Carrão, zona leste de São Paulo. Ao longo dos dois dias, vários grupos passaram pelo palco do festival, apresentando as mais diversas manifestações culturais da província.
E não foi apenas isso. Na praça de alimentação do festival, o público pôde experimentar alguns pratos típicos de Okinawa, como o Hija no Shiru (sopa de cabrito) e o Okinawa Soba (uma espécie de yakissoba à moda de Okinawa).

A praça de alimentação do evento trouxe alguns pratos típicos de Okinawa

Dentre as atrações culturais, um dos destaques vai para a música tradicional, por meio do som do sanshin (o shanisen de três cordas, típico da província). As principais escolas de minyo, o Ryukyu Minyo Kyokai e o Ryukyu Minyo Hozonkai, estiveram presentes no evento e mostraram ao público a beleza da música okinawana.

Godo Ensou – vários artistas tocaram músicas clássicas de Okinawa

Apresentação do Ryukyu Minyo Kyokai

O som alegre dos tambores também marcou presença no Okinawa Festival. Os dois principais grupos de taiko de Okinawa, o Ryukyu Koku Matsuri Daiko e o Requios Gueinou Doukoukai levantaram o público com suas apresentações.
O Matsuri Daiko ainda surpreendeu o público apresentando a dança do leão (Shishi Mai).

Concentração do Ryukyu Koku Matsuri Daiko, no sábado

Alguns momentos do Ryukyu Koku Matsuri Daiko

A dança também esteve presente no festival. Vários grupos passaram pelo palco do evento, e mostraram a beleza e a sutileza do Ryukyu Buyo (a dança tradicional de Okinawa).
Uma das apresentações mais marcantes foi “Kamigami”, uma belíssima coreografia do Saito Satoru Ryubu Dojo, realizada em conjunto com o Ryukyu Koku Matsuri Daiko.

A dançarina Sayuri Tamashiro

Vários grupos de dança passaram pelo palco do evento

Alguns momentos de “Kamigami”, coreografia conjunta do Saito Satoru Ryubu Dojo
com o Ryukyu Koku Matsuri Daiko

E, claro, não poderiam faltar as apresentações de artes marciais. Apresentações de aikidô, kung fu e principalmente de karatê (arte esta que nasceu em Okinawa e depois se espalhou pelo resto do Japão) e kobudo (arte de uso de armas, nativa de Okinawa) foram realizadas entre os dois dias do evento, e fizeram sucesso entre o público presente. Destaque para a apresentação da escola Okinawa Kobudo Jinbukai, sob o comando do sensei Flavio Vicente de Souza, no domingo, bastante aguardada pelo público no dia.

Okinawa Goju-ryu Bujutsu Kyokai

Okinawa Kobudo Jinbukai/Okinawa Shorin-ryu Karate-do Jyureikan

Alguns convidados ilustres também passaram pelo palco do Okinawa Festival. O cantor e apresentador Yudi Tamashiro, do SBT, e o ilusionista Mário Kamia, do programa “Tudo é Possível”, da Record, se apresentaram e levaram seus fãs ao delírio.

Yudi, do SBT, também marcou presença no evento

O mágico Mário Kamia impressionou a platéia com seus truques

E nem só de atraçoes tradicionais e de celebridades se fez o Okinawa Festival. Grupos que misturam o som do shamisen com o rock, como o Rocksamiyo, também trataram de levantar o público.
Ao final do último dia, o grupo Tontonmi fez uma apresentação muito especial e animada, que foi seguida de uma grande queima de fogos.

O grupo Rocksamiyo animou a galera no sábado

O Tontonmi levantou o público no domingo

Queima de fogos de artifício ao final do último dia

E assim foi o Okinawa Festival. Um evento bastante animado, com toda a alegria e a empolgação característica da província de Okinawa, e que a cada ano vêm crescendo e evoluindo cada vez mais, ganhando espaço entre a comunidade nipo-brasileira e o público paulistano.
Um evento que vale a pena conferir.

Por enquanto é só, pessoal. Até a próxima! 😉

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45º Gueinosai – Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa encanta o público em SP

Um grande evento foi realizado neste último final de semana (26 e 27/06), como parte das comemorações dos 102 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Trata-se do 45º Gueinosai – Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa – que teve como palco o grande auditório do Bunkyo, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Neste evento, foram apresentadas várias facetas da cultura e do folclore japonês, que o público teve oportunidade de conferir em dois dias.


O evento contou com a presença de vários grupos de música, dança, teatro, taiko, cantores e outros diversos artistas da comunidade nipo-brasileira, que se encarregaram de apresentar as mais diversas manifestações culturais japonesas, fazendo um espetáculo de encher os olhos do público.
Alguns políticos também estiveram presentes, como o vereador Jooji Hato (PMDB-SP), que fez um discurso na abertura do evento no sábado, onde disse que “toda a arte apresentada representa o sofrimento dos primeiros imigrantes, quando da chegada deles ao Brasil, e através do qual eles nos ensinam que, com trabalho, esforço e honestidade, é possível superar as dificuldades e prosperar.”

O vereador Jooji Hato (à esq) discursando ao lado do presidente
da comissão organizadora do evento, André Korosue


Nos dois dias do evento, muitos dançarinos se alternaram no palco, exibindo as mais diversas formas do buyo – a dança tradicional japonesa – encantando o público com belíssimas performances.

O dançarino Yusuke Iwamoto foi o primeiro a se apresentar
no palco do Gueinosai, com a coreografia “Takasago”


União Cultural Guinken Shibu do Brasil

Kasa odori – a “dança dos guarda-chuvas”,
típica
da província de Tottori

Júlia Otani, da Associação Cultural Esportiva de Pompéia,
com a coreografia “Ame”

Setsuko Tangue, apresentando “Kanagawa Suikoden”

A pequena Mei Iguti, do Hanayagui-ryu Nadeshikokai,
fez uma apresentação de gente grande

Bunomai: um estilo de Okinawa que mistura a dança com
técnicas de luta

Saito Satoru Ryubu Dojo: um dos grupos que representou o
Ryukyu Buyo (odori de Okinawa)

A dançarina Mayumi Aguena, do Saito Satoru Ryubu Dojo

Além disso, grupos de taiko como o Mika Youtien, composto apenas por crianças, o Tangue Setsuko Taiko Dojo, que fez uma apresentação empolgante, enchendo os olhos da platéia, e o Ryukyu Koku Matsuri Daiko, que trouxe para o evento a alegria dos tambores de Okinawa, também impressionaram o público.


O grupo Mika Youtien: crianças que não deixam nada a dever
para os adultos no taiko




Alguns momentos do Tangue Setsuko Taiko Dojo: grupo
mostrou muita energia e vibração no palco

Ryukyu Koku Matsuri Daiko

O Yosakoi Soran também foi bem representado, sendo apresentado pelos grupos Ishin (sábado) e Shinsei ACAL (domingo).

Ishin Yosakoi Soran

Grupo Shinsei – ACAL

Além deles, os cantores também marcaram presença. Vários nomes consagrados dos taikais passaram pelo palco do Bunkyo nos dois dias do evento, além de atrações trazidas direto do Japão, como Mariko Nakahira.
Um dos grandes destaques neste segmento foi Jane Ashihara, irmã de Joe Hirata, que se apresentou no domingo juntamente com a filha Pâmela.

Da esq. p/a dir: as cantoras Kamilla Tamura, Jane Ashihara e
Pâmela Ashihara

Jane e Pâmela Ashihara: mãe e filha dividiram o palco

Kamilla Tamura encantou com sua bela voz

Edson Saito também marcou presença no festival

Mariko Nakahira foi a atração internacional do evento

E os destaques no karaokê não param por aí. No sábado, o festival contou com a presença de um convidado muito especial: Roberto Casanova, o grande vencedor do NHK Nodojiman, o mais concorrido concurso do gênero no Japão. Acompanhado de sua esposa, Mika da Silva, ele fez uma performance que emocionou o público presente no dia.

Mika da Silva e Roberto Casanova encantaram
o público presente no sábado

Nosso colunista Daniel “Sheider” ao lado de Roberto,
Mika e a pequena Rina, filha do casal

No domingo, um dos pontos altos do evento foi a apresentação de kagura, um estilo que se originou no xintoísmo e mistura teatro, música e dança para contar lendas do folclore japonês. Contando a história do monstro Yamatano Orochi, o Grupo Kagura do Brasil simplesmente encantou o público.













Os músicos também deixaram sua marca no Gueinosai. Destaque para os shamisens do Nihon Minyo Kyokai, que esteve presente nos dois dias, e o Nihon Ongaku Kyokai, que mostrou ao público o belíssimo som do koto.


Dois momentos do Nihon Minyo Kyokai

Nihon Ongaku Kyokai e sua apresentação de koto

O grupo Hanayagui-ryu Kinryukai tratou de fechar o evento com chave de ouro, fazendo, além de belas e engraçadas performances, uma homenagem especial a seus mestres.


O gran finale do Hanayagui-ryu Kinryukai

Seja na batida forte do taiko, nos passos marcados da dança, na música do shamisen e do koto… o que se viu neste final de semana foi um espetáculo sem igual, e que, através das diversas formas de manifestação cultural trazidas do Japão pelos imigrantes e cultivadas por seus descendentes, mexeu com os olhos e o coração do público que compareceu nos dois dias do festival. Para o presidente da comissão organizadora do evento, o sr. André Korosue, o saldo dos dois dias do Gueinosai foi bastante positivo: “Não apenas aqueles que se apresentaram no palco saíram satisfeitos… o público também saiu, por presenciar um grande espetáculo.”

Korosue ainda destaca a importância do festival: “É a divulgação da nossa cultura, em especial da arte de palco japonesa. ‘Gueino’ significa ‘arte de palco’, e aqui apresentamos as mais diversas modalidades desta arte, ajudando a divulgar a cultura japonesa para todos, descendentes ou não. Vivemos em um país multicultural, e é importante que todos aprendam um pouco sobre cada cultura. Nosso papel aqui, com este evento, é divulgar a cultura japonesa para os brasileiros.”

Missão muito bem cumprida, por sinal. Foram dois dias inesquecíveis, com belíssimas apresentações e performances de encher os olhos.

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5° Festival de Sanshin – Sanshin no Hi

No último domingo, 07 de março, foi realizado no bairro da Liberdade, em São Paulo, o 5º Festival de Sanshin – Sanshin no Hi (e não 3º, como divulgado aqui anteriormente. Desculpem a nossa falha! =P), um evento promovido pela comunidade de Okinawa em comemoração ao Dia do Sanshin (4 de março).
O sanshin é um instrumento bastante tradicional. Trata-se de um shamisen de três cordas, que surgiu em Okinawa e depois foi se expandindo para outras regiões do Japão. Foi trazido ao Brasil pelos imigrantes, e sempre era usado para animar festas da comunidade okinawana.

Alguns instrumentos raros foram expostos no festival.
Na primeira foto, um shamisen de mais de 200 anos,
e na foto logo acima, um shamisen raro,
que não existe mais em Okinawa. Perdeu-se com a 2ª Guerra Mundial.

O evento contou com a participação de diversos grupos tradicionais de shamisen, como o Ryukyu Minyo Kyokai e o Ryukyu Minyo Hozonkai. Além disso, também houve apresentações de dança tradicional (Ryukyu Buyo) e de taiko, com os grupos Requios Gueinou Doukoukai e Ryukyu Koku Matsuri Daiko. Este último, aliás, tratou de fechar o evento com chave de ouro.
Também tivemos algumas atrações internacionais, como o grupo Tontonmi e a cantora Kanako Horiuchi, que nasceu em Hokkaido e se interessou pela música de Okinawa após ver de perto uma apresentação no Japão. Ela toca sanshin há 10 anos.
“Fiquei muito contente em poder participar de um evento como este aqui no Brasil”, diz a cantora. “Me senti como se estivesse em Okinawa!”

A cantora Kanako Horiuchi, uma das atrações internacionais do evento


O auditório da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, com capacidade para cerca de 700 pessoas, lotou com este evento, o que ilustra a popularidade do shamisen entre a comunidade okinawana.
Um dos principais mestres de sanshin no Brasil, o sensei Seitoku Nakandakare, presidente do Ryukyu Minyo Kyokai do Brasil, ressaltou a importância do festival: “Eventos como este ajudam a manter as tradições de Okinawa, e, consequentemente, transmití-las para as gerações seguintes, nisseis, sanseis, yonseis, etc.” Opinião esta também expressa pelo vice-presidente da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, o sr. Shinji Yonamine, que destacou o interesse dos jovens da comunidade pelo shamisen. “É uma satisfação muito grande ver os mais jovens se interessarem pelo aprendizado do sanshin. Isso, com certeza, ajuda a preservar e a fortalecer as tradições de Okinawa.”
O sr. Yonamine foi ainda mais além, destacando também a participação de não-descendentes nos grupos de shamisen: “Hoje também há muitos não-descendentes que se interessam pelo sanshin, e aprendem a tocar o instrumento. Isso mostra que a tendência do sanshin no Brasil é crescer e se modernizar, além de promover o intercâmbio com outras comunidades. Tudo isto através de um único instrumento, que saiu de Okinawa e se tornou universal.”

A seguir, temos alguns dos momentos mais importantes do festival

Apresentação do grupo Ryukyu Minyo Kyokai (ao centro, o sensei Seitoku Nakandakare, de kimono azul):

Apresentação do grupo Ryukyu Minyo Hozonkai:


Apresentação de música e dança, com a mestra Shigeko Gushiken:

Apresentação de dança (Nanyou Chidori) – Yoriko Shimabukuro e Juliana Izu:


Apresentação de dança (Wakasyu Zei) – Saito Satoru Ryubu Dojo:



Requios Gueinou Doukoukai Eisa Daiko:



Ryukyu Koku Matsuri Daiko:








Nosso colunista Daniel “Sheider” (ao centro) junto com os membros
do Ryukyu Koku Matsuri Daiko

E foi isso, galera. Um evento super bacana, e um espetáculo muito bonito de se ver.
Parabéns aos participantes e aos organizadores do evento, pelo esforço de divulgar a bela e rica cultura de Okinawa. Chibariyo!

Por enquanto é só, pessoal. Aguardem as próximas postagens!

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Coberturas de Eventos Críticas e Reviews

3º Festival de Sanshin – música tradicional de Okinawa

Dica cultural pra vocês, galera… no próximo dia 7 de março (domingo), será realizado aqui em São Paulo o 3º Festival de Sanshin. Sanshin, pra quem não conhece, é um instrumento tradicional – trata-se de um shamisen de três cordas, oriundo da província de Okinawa. No Brasil, há uma quantidade considerável de músicos que tocam esse tipo de instrumento. E, claro, a maioria deles descende de imigrantes de Okinawa.



Além de vários grupos tradicionais de shamisen, o evento também contará com a presença dos grupos de taiko Ryukyu Koku Matsuri Daiko e Requios Gueinou Doukoukai, bastante conhecidos por participarem de eventos como o Festival do Japão e ajudarem a difundir a cultura da província de Okinawa.

Uma ótima pedida para quem admira, ou mesmo quer conhecer um pouco da cultura de Okinawa.

Portanto, anotem na sua agenda:

3º Festival de Sanshin (Shamisen de Okinawa)
Data: 07 de março de 2010 (domingo) – a partir das 13hs

Local: Associação Okinawa Kenjin do Brasil
Rua Dr. Tomás de Lima, 72 – Liberdade – São Paulo

(próximo à estação Liberdade do Metrô)

Entrada franca

Informações: (11) 3106-8823 (horário comercial)

Obs: Em breve, o J-Wave fará uma série de matérias sobre a cultura de Okinawa no Brasil. Fiquem ligados!

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Críticas de Séries Críticas e Reviews

Crítica | Samurai Sentai Shinkenger – Unidos pela Nação

Cinco jovens guerreiros samurais que defendem a Terra contra demônios ancestrais. Esta é a premissa de Samurai Sentai Shinkenger, a mais recente produção da linhagem dos Super Sentai, que está se despedindo das telinhas japonesas para ceder espaço ao sentai deste ano, Tensou Sentai Goseiger (cujo preview vocês já viram por aqui), que estréia no próximo dia 14.
E, para celebrarmos a despedida dos samurais, nada mais justo do que uma matéria totalmente dedicada a eles. Confiram a seguir. Appare!

Samurai Sentai Shinkenger (Esquadrão Samurai Shinkenger) é a 33ª produção do gênero Super Sentai, e terá seu último episódio exibido pela TV Asahi no próximo dia 7. Até agora, já foram exibidos 48 episódios, e há, ainda, o crossover com seu antecessor Go-Onger, recém-anunciado e já em cartaz nos cinemas japoneses. Shinkenger inovou em alguns aspectos. A começar pelo tema – samurais – jamais explorado pelo universo dos sentai. Assim sendo, incorporou muito do folclore japonês, e da própria tradição dos samurais, figuras tão marcantes do Japão. O visual dos personagens é bastante elaborado (e até um pouco exagerado às vezes) e os efeitos são bem caprichados. E, seguindo a tradição do gênero, possui personagens carismáticos e marcantes. Enfim, mais uma ótima série, que está saindo de cena e escrevendo seu nome na história do gênero.

A HISTÓRIA

Um pequeno grupo de Gedoushuus, seres demoníacos confinados há centenas de anos pelos membros do clã Shiba nas profundezas do rio Sanzu, sai de uma fenda e ataca uma criança. Rapidamente, Takeru, o 18º líder do clã, intervém, transformando-se em Shinken Red e destruindo os inimigos. O guardião do clã Shiba, Hikoma Kusakabe, alerta Takeru sobre o despertar dos Gedoushuu, e o orienta a reunir todos os outros Shinkengers para enfrentá-los. No entanto, o jovem líder dos Shiba ainda acha que pode resolver tudo sozinho.

No rio Sanzu, os líderes dos Gedoushuu finalmente despertam, e se reúnem diante do explosivo Doukoku Chimatsuri, o líder máximo. Ele acredita ter dizimado todo o clã Shiba, e se enfurece quando descobre que um membro do clã ainda está vivo. Resolve, então, enviar um grupo ainda maior de soldados à Terra, para causar pânico e destruição.
Quanto mais desordem os Gedoushuu provocarem na Terra, maior é a possibilidade das águas do rio Sanzu transbordarem e, assim, inundarem o mundo dos humanos, para que os demônios naveguem livremente por ele, e possam dominar o mundo.

Kusakabe toma conhecimento do ataque massivo dos Gedoushuu. Imediatamente, resolve convocar os outros samurais, meio contra a vontade de Takeru. Os outros quatro Shinkengers recebem o chamado, e rapidamente vão ao encontro de Takeru. São eles: Ryunosuke, um jovem ator de kabuki, cuja família têm servido aos Shiba durante muitos anos; Mako, uma bela jovem professora de uma creche; Chiaki, um estudante colegial de temperamento impulsivo; e Kotoha, uma garota esforçada que ajuda a irmã com artesanato em bambu. De início, todos se confundem, por não saber quem é seu lorde que os conduzirá na batalha. Até que Takeru aparece diante deles, e os alerta de que a batalha contra os Gedoushuu não será fácil. E então, o jovem lorde exige uma decisão firme dos outros quatro samurais, pois, se eles não derrotarem os Gedoushuu, certamente morrerão em combate. Sem pestanejar, eles aceitam entrar na batalha, e então, Takeru dá a eles os Shodophones, os dispositivos de transformação dos Shinkengers.
Assim, nasce o Esquadrão Samurai, que lutará contra os demoníacos Gedoushuu e defenderá o mundo dos homens a qualquer custo!

Ao longo da série, um jovem amigo de infância de Takeru se junta ao grupo e passa a ajudar os Shinkengers. Ele é Genta Umemori, o Shinken Gold.

PERSONAGENS

Takeru Shiba/Shinken Red: é o 18º líder do clã Shiba, e líder dos Shinkengers. Foi criado por Hikoma Kusakabe desde a infância, e este reforça-lhe de sua responsabilidade de herdeiro do clã sempre que pode. De início, parece ser arrogante e orgulhoso, mas aos poucos, demonstra ter um bom coração. É corajoso em batalha, e muitas vezes encara as situações com frieza, o que costuma deixar seus vassalos espantados. Controla o elemento do fogo.


Ryunosuke Ikenami/Shinken Blue: herdeiro da família Ikenami, que serve aos Shiba há vários séculos. Em função disso, leva a sério sua obrigação como samurai, e é o mais fiel dos vassalos de Takeru. Como seu pai, é um ator de teatro Kabuki, e sonha um dia se consolidar na carreira. Por ser fiel a seu lorde, costuma entrar em atrito com Chiaki, que não leva tão a sério sua missão como samurai. Domina o elemento da água.

Mako Shiraishi/Shinken Pink: É a guerreira do céu. Linda, graciosa e madura, é a figura materna da equipe. Gosta muito de crianças, tanto é que, antes de se tornar uma Shinkenger, trabalhava em uma creche. Não aproveitou muito bem a infância, por ter sido criada para ser samurai desde então. Procura sempre ajudar e aconselhar os companheiros sempre que pode. Sonha em se casar e se tornar uma boa esposa, e não mede esforços para isso. Será que ela consegue?!

Chiaki Tani/Shinken Green: O samurai da floresta. É impulsivo, temperamental e indisciplinado. Recusa-se a aceitar sua condição de samurai e de vassalo dos Chiba, o que chega a irritar os seus companheiros, especialmente Ryunosuke. Perdeu a mãe muito cedo, e foi criado apenas por seu pai. É o menos habilidoso do grupo, por ter largado seu treinamento no meio. Mas, apesar de seus defeitos, é honesto, e sempre se dispõe a ajudar.


Kotoha Hanaori/Shinken Yellow:
A guerreira que domina o elemento da terra. Trabalhava com a irmã mais velha como artesã, e assumiu seu lugar quando ela adoeceu. É bastante dedicada e esforçada, mas possui uma auto-estima muito baixa, e sempre se acha um incômodo para seus companheiros. Apesar disso, é habilidosa, e não mede esforços para cumprir suas funções em batalha.

Hikoma Kusakabe: é o mentor dos Shinkengers, e também o tutor de Takeru. Foi ele quem convocou os samurais, quando descobriu sobre o ressurgimento dos Gedoushuu, enviando quatro mensagens presas em flechas. Foi apelidado de “Jii” (que significa “velho”, “tio” ou mesmo “samurai”) pelo grupo.

Kuroko: são servos do clã Shiba, que nunca mostram o rosto e sempre se vestem de preto. Realizam diversos tipos de tarefas, não apenas ao redor da base dos Shinkengers, como também juntamente com os próprios.

Doukoku Chimatsuri: O líder máximo dos Gedoushuu. Possui um temperamento explosivo e bastante raivoso. Constantemente é visto enfurecido, na maioria das vezes sem razão aparente, o que o leva a ser cruel até mesmo com seus companheiros. As únicas coisas que o acalmam são o saquê e a música de Taiyuu. Lutou contra os antigos Shinkengers, e foi selado por um ancestral de Takeru. Mas o selo não possuía tanta força por estar incompleto, o que o possibilitou voltar à ativa.

Taiyuu Usukawa: É o braço-direito de Doukoku, e é a única por quem ele demonstra algum tipo de afeição. No passado, era um ser humano, mas transformou-se em demônio por ter sua alma corrompida. Gosta de coisas belas. É sempre vista tocando shamisen (um instrumento tradicional japonês de cordas), e sua música é uma das poucas coisas que acalma a ira de Doukoku.

Hone no Shitari: Um demônio ancião de aparência estranha, com a cabeça parecida com a de uma lula. É o estrategista dos Gedoushuu, e esperou ansiosamente pelo despertar de Doukoku. Enxerga a humanidade como mero objeto de pesquisa, e sempre procura meios de fazer com que o rio Sanzu transborde, para assim realizar as ambições de Doukoku. Roubou textos do clã Shiba para poder aprender sobre o selo que prendia Doukoku, e assim poder libertá-lo.

CURIOSIDADES

– Shinkenger é a primeira série Super Sentai que não teve uma versão americana produzida, graças ao fim da “era Power Rangers”. Após a produção de Power Rangers RPM (adaptação de Go-Onger), a Disney resolveu cancelar a série, devido aos altos custos das filmagens. Para compensar, o estúdio resolveu remasterizar as primeiras temporadas e relançá-las.

– No decorrer dos episódios da série, uma mulher assume a liderança do grupo, e acaba se tornando a primeira líder vermelha da história dos Super Sentai.

– Os Shinkengers também fizeram uma participação especial nos episódios 24 e 25 de Kamen Rider Decade. Foi a primeira vez que um Sentai e um Kamen Rider apareceram lado a lado em uma série de TV.

FICHA TÉCNICA:

Samurai Sentai Shinkenger/Esquadrão Samurai Shinkenger
Produção: TV Asahi/Toei Company
Exibido: a partir de 15/01/2009/ainda em exibição – último episódio irá ao ar no próximo dia 7
Total de episódios: 49 (contando o episódio que irá ao ar no dia 7 – mais o movie Shinkenger vs. Go-Onger, cujo preview vocês viram aqui)

Elenco:

Takeru Shiba/Shinken Red: Tori Matsuzaka Ryunosuke Ikenami/Shinken Blue: Hiroki Aiba
Mako Shiraishi/Shinken Pink: Rin Takanashi
Chiaki Tani/Shinken Green: Shogo Suzuki
Kotoha Hanaori/Shinken Yellow: Suzuka Morita
Genta Umemori/Shinken Gold: Keisuke Sohma
Hikoma Kusakabe: Goro Ibuki
Doukoku Chimatsuri (voz): Rintaro Nishi
Taiyuu Usukawa (voz): Romi Park
Hone no Shitari (voz): Chou
Narrador: Hironori Miwata
Dublês: JAC (Japan Action Club)

É isso, galera. Uma excelente série que sai de cena… e com certeza vai deixar saudade, não só para os fãs de Super Sentai, como para os fãs de toku em geral.
E que venha Goseiger!

Por enquanto é só. Até o próximo post! o/